Relatório 03- Cerebelo

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Fundao Bahiana para o Desenvolvimento das Cincias Escola Bahiana de Medicina e Sade Pblica Curso de Medicina

PROBLEMA 03 RELATRIO DA TUTORIA: CEREBELO E TRONCO ENCEFLICO

Relatrio apresentado Disciplina de Biomorfologia da I, sob a orientao Professora

Francesca, como requisito parcial da avaliao da tutoria.

Salvador Maro de 2009

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Sumrio

Problema...........................................................................................04 Reunies.............................................................................................0 5 Objetivos.............................................................................................0 6 Anatomia.............................................................................................0 7 Histologia............................................................................................1 8 Embriologia.........................................................................................2 1 Bibliografia..........................................................................................2 6

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ProblemaMarcos, calouro de medicina, estava ansioso para participar da festa do sapato. No fim da to esperada festa, aps ingerir bebida alcolica, por considerar que no havia problema em dirigir assim foi para casa no seu carro. No trajeto foi pego numa blitz da Lei seca da SET e PM. Ao sair do carro, Marcos apresentava uma marcha ebriosa, estava um pouco desequilibrado e para no cair aumentou a base de sustentao. Diante do pedido do agente para fazer o teste do bafmetro, inicialmente se recusou e irritado quis desacatar o policial. Os amigos o acalmaram e convenceram a fazer o teste. Com dificuldade assoprou no bafmetro, que comprovou o uso de bebida alcolica. Em virtude de seu comportamento inadequado foi conduzido delegacia.

Reunies

PRIMEIRA REUNIO:

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No dia 09/03/2009, foram discutidos o caso e os tpicos a serem estudados. No primeiro pargrafo foi constatada a ingesto de bebida alcolica por um jovem, que assumiu a direo do seu carro por no dar a devida ateno aos efeitos que o lcool pode lhe causar. No segundo pargrafo o texto informou que o jovem, ao ser pego numa blitz, apresentou marcha ebriosa e aumentou a base de sustentao. Alguns componentes do grupo apresentaram dificuldade quanto ao significado dessas expresses, mas a dvida foi logo esclarecida. Foram apontados alguns efeitos do lcool, como o desequilbrio, a irritabilidade e a dificuldade de assoprar no bafmetro. Alm disso h tambm a questo social que envolve a irresponsabilidade de beber e dirigir e o desacato a autoridades pblicas.SEGUNDA REUNIO:

No dia 13/03/2009, aps o estudo de assuntos de anatomia, embriologia e histologia, foi possvel o esclarecimento da origem do problema pelo grupo. Foi constatado que o cerebelo o rgo responsvel pelo controle do equilbrio e coordenao dos movimentos, portanto, foi uma rea bastante afetada pelo lcool. Percebeu-se que muitas das habilidades do jovem que foram comprometidas tm relao funcional com o cerebelo: fora, equilbrio, postura e execuo de movimentos finos.

Objetivos

ANATOMIA: -Cerebelo; -Tronco enceflico; -Quarto ventrculo.

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HISTOLOGIA: -Estrutura do cerebelo. EMBRIOLOGIA: - Desenvolvimento do encfalo mdio e posterior; - M-formao de Arnold Chiari.

ANATOMIA

Cerebelo

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O cerebelo tem origem na face dorsal do tronco enceflico, ficando por cima do IV ventrculo. Forma a maior parte do crebro posterior, repousa sobre a fossa cerebelar do osso occipital e separado do lobo occipital do telencfalo pela tenda do cerebelo (prega da dura-mter). O cerebelo conectado ao tronco enceflico por trs grossos feixes de fibras, chamados de pednculos cerebelares superior, mdio e inferior, que unem o cerebelo ao mesencfalo, ponte e bulbo respectivamente. As funes do cerebelo so exclusivamente motoras, atuando no nvel subconsciente. Ele controla a manuteno do equilbrio, influencia a postura e o tnus muscular, alm de coordenar os movimentos.

O cerebelo consiste em dois hemisfrios, situados lateralmente, unidos pelo vrmis, poro mpar e mediana. A face superior do vrmis pouco separada dos hemisfrios, formando uma crista na linha mdia. Na face inferior, dois sulcos mais profundos o separam das partes laterais. A superfcie do cerebelo muito convoluta, com pregas, ou folhas do cerebelo, orientadas quase transversalmente. Entre as folhas existem sulcos. Os mais profundos, denominados fissuras do cerebelo, so pontos de referncia usados para dividir anatomicamente o cerebelo em trs lobos. Na superfcie superior, a fissura primria ou prima separa o lobo anterior, relativamente pequeno, do lobo posterior, muito maior. Na superfcie inferior, a fissura pstero-lateral marca a localizao de pequenas regies do hemisfrio (o flculo) e do vrmis (o ndulo) que, em conjunto, formam o lobo flculo-nodular.

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As fissuras do cerebelo delimitam lbulos, cada um deles podendo conter vrias folhas. A diviso do cerebelo em lbulos no tem significado funcional e sua importncia apenas topogrfica. Os lbulos recebem denominaes diferentes no vrmis e nos hemisfrios: a cada lbulo do vrmis correspondem dois nos hemisfrios. A seco sagital mediana do cerebelo permite uma identificao mais fcil das fissuras.

O lbulo da lngula, quase sempre aderido ao vu medular superior, fica no vrmis, sem correspondente nos hemisfrios. O lbulo central no vrmis vem depois da lngula, no sentido antero-posterior; enquanto seu correspondente nos hemisfrios a asa do lbulo central, delimitada pelas fissuras pr-central e prculminar. O clmen vem aps o lbulo central no vrmis, enquanto a regio lateral nos hemisfrios a parte anterior do lbulo quadrangular, entre as fissuras pr-culminar e prima. Em seguida no vrmis h o declive, na regio prxima onde a fissura prima e a fissura ps-clival caracterizam a parte posterior do lbulo quadrangular nos hemisfrios. O flium consiste apenas de uma folha do vrmis, enquanto nos hemisfrios recebe o nome de lbulo semilunar superior, entre a fissura ps-clival e a fissura horizontal. O tber do vrmis corresponde ao lbulo semilunar inferior, entre a fissura horizontal e a8

fissura pr-piramidal. A pirmide do vrmis o lbulo biventre nos hemisfrios, entre a fissura pr-piraminal e fissura ps-piramidal. A vula do vrmis chamada de tonsila nos hemisfrios, que bem evidente na face inferior do cerebelo, projetando-se medialmente sobre a face dorsal do bulbo; marcada pela fissura ps-piramidal e fissura pstero-lateral. O ndulo do vrmis unido aos flculos dos hemisfrios pelo pednculo do flculo. Cada flculo situa-se logo abaixo do ponto em que o pednculo cerebelar mdio penetra no cerebelo, prximo ao nervo vestbulo-coclear. O agrupamento de lbulos cerebelares e, lobos uma tentativa de fazer uma diviso em reas maiores, que tivessem significao funcional mais evidente. Essa diviso baseia-se na ontognese: Diviso Ontogentica: Corpo do cerebelo: lobo anterior lobo posterior Lobo flculo-nodular O cerebelo, muitas vezes, considerado como formado por trs subdivises, com base em dados filogenticos, anatmicos e funcionais. O arquicerebelo, ou a poro mais antiga, em termos filogenticos, corresponde ao lobo flculonodular e aos ncleos fastgios associados a ele. O paleocerebelo corresponde ao vrmis, na linha mdia, ao lobo anterior e aos ncleos globoso e emboliforme. O neocerebelo compreende o restante (e a maior parte) do hemisfrio cerebelar (lobo posterior) e dos ncleos denteados. A diviso filogentica do cerebelo importante para a compreenso das conexes, funes e leses do rgo. As trs fases na filognese do cerebelo podem ser correlacionadas com a complexidade de movimentos realizados pelo grupo de vertebrados caracterstico de cada fase.

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A primeira fase da evoluo do cerebelo surgiu com o aparecimento dos ciclstomos, os vertebrados mais primitivos. Esses animais, sem membros, com movimentos ondulatrios simples, precisavam se manter em equilbrio no meio lquido. O cerebelo surgido nesta fase o arquicerebelo, que est relacionado primariamente com a manuteno do balano (equilbrio). Tem extensas conexes com os ncleos reticulares e vestibulares do tronco enceflico, por meio do pednculo cerebelar inferior. O arquicerebelo, tambm denominado cerebelo vestibular, recebe impulsos dos canais semicirculares (localizados na parte vestibular do ouvido interno), que informam sobre a posio do animal e permitem ao cerebelo coordenar a atividade muscular, de modo a manter o animal em equilbrio. A segunda fase da evoluo do cerebelo est relacionada aos peixes, capazes de realizar movimentos mais elaborados, j possuindo membros. A parte do cerebelo que surge nesta fase o paleocerebelo, tambm chamado de crebro espinhal por fazer conexes principalmente com a medula espinhal. O paleocerebelo influencia o tnus muscular e a postura. Nos peixes surgiram pela10

primeira

vez

receptores

especiais

(fusos

neuromusculares)

e

rgos

neurotendneos, capazes de originar impulsos nervosos propioceptivos, que levam ao cerebelo informaes sobre o grau de contrao dos msculos. A terceira fase da evoluo do cerebelo surgiu com os mamferos que desenvolveram a capacidade de utilizar os membros para movimentos delicados e assimtricos, que requerem uma coordenao nervosa muito elaborada. Nessa fase o cerebelo passa a manter amplas conexes com o crtex cerebral, que se desenvolve bastante. Surge o neocerebelo ou cerebelo cortical, relacionado com a coordenao muscular, incluindo a trajetria, a velocidade e a fora dos movimentos.

Tronco enceflicoO tronco enceflico formado por mesencfalo, ponte e bulbo raquidiano ou medula oblonga. Situa-se ventralmente ao cerebelo, entre a medula e o diencfalo. Muitos dos ncleos do tronco enceflico recebem ou emitem fibras nervosas que entram