Relatório de Actividades do IST de 2000 - Técnico Lisboa · 1 Preâmbulo O Relatório de...

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RELATRIO DE ACTIVIDADES

DO

INSTITUTO SUPERIOR TCNICO

2000

Documento aprovado pelo Conselho Directivo

Novembro de 2001

1

Prembulo

O Relatrio de Actividades e Contas do Instituto Superior Tcnico, referente ao ano civil de 2000,

descreve as actividades do IST, colocando nfase nas suas trs principais reas de interveno,

nomeadamente, o Ensino, a Investigao e Desenvolvimento e a Ligao Sociedade. O relatrio

est organizado em dez captulos. O primeiro captulo sintetiza os principais indicadores da

actividade do IST no que respeita a recursos humanos, infra-estruturas, ensino e I&D e, no

segundo, enuncia-se a misso do IST. Os restantes captulos so dedicados a uma anlise

detalhada das actividades desenvolvidas nas diversas reas de actuao da Escola,

nomeadamente:

as iniciativas e decises dos rgos de Gesto Central (Captulo 3);

o ensino, nos nveis de graduao e ps-graduao (Captulo 4);

a Investigao e Desenvolvimento (Captulo 5);

os progressos em infra-estruturas (Captulo 6);

as actividades de ligao sociedade, com destaque para a formao ao longo da vida

(Captulo 7);

as actividades de cooperao internacional (Captulo 8);

a organizao interna do IST (Captulo 9);

os recursos humanos afectos Escola, incluindo docentes, investigadores, pessoal no

docente e outros (Captulo 10).

No incio de 2001 houve mudana nos rgos de gesto da Escola. Este relatrio de actividades

foi elaborado com a coordenao do Conselho Directivo empossado para o binio 2001-2002,

tendo sido pedida a contribuio dos anteriores Presidente e Presidentes Adjuntos.

O Conselho Directivo reconhece o apoio dos vrios gabinetes e servios que colaboraram na

realizao deste relatrio, em particular do Gabinete de Estudos e Planeamento.

2

3

ndice

1. PRINCIPAIS INDICADORES.................................................................................................71.1 - RECURSOS HUMANOS ............................................................................................................ 71.2 - INFRA-ESTRUTURAS ............................................................................................................... 71.3 - ACTIVIDADES DE ENSINO ......................................................................................................... 81.4 - ACTIVIDADES DE I&D ............................................................................................................. 9

2. A MISSO DO IST.............................................................................................................11

3. ACTIVIDADES DOS RGOS CENTRAIS.........................................................................133.1 - ASSEMBLEIA DE REPRESENTANTES ..........................................................................................13

3.1.1 - Reunies do Plenrio ...................................................................................................................................................................133.1.2 - Comisses....................................................................................................................................................................................133.1.3 - Eleies.........................................................................................................................................................................................133.1.4 - Moes..........................................................................................................................................................................................143.1.5 - Reviso dos Estatutos do IST......................................................................................................................................................14

3.2 - CONSELHO DIRECTIVO...........................................................................................................143.3 - CONSELHO CIENTFICO ..........................................................................................................18

3.3.1 - Actividades relacionadas com ensino (graduao e ps-graduao) ......................................................................................183.3.2 - Actividades relacionadas com I&D.............................................................................................................................................193.3.3 - Jris e Provimentos Definitivos ..................................................................................................................................................203.3.4 - Protocolos / Convnios / Contratos com outras instituies.....................................................................................................203.3.5 - Participao em rgos Sociais de outras instituies ............................................................................................................213.3.6 - Diversos........................................................................................................................................................................................21

3.4 - CONSELHO PEDAGGICO ........................................................................................................21

4. ACTIVIDADES DE ENSINO................................................................................................234.1 - ENSINO DE GRADUAO.........................................................................................................23

4.1.1 - O Ingresso no IST.........................................................................................................................................................................234.1.1.1 - Regime Geral de Acesso ......................................................................................................................................................... 234.1.1.2 - Regime Extraordinrio de Acesso ........................................................................................................................................... 314.1.1.3 - Acolhimento dos alunos ingressados Programa de Mentorado 2000/2001........................................................................ 33

4.1.2 - Anlise global do processo de ensino de graduao..................................................................................................................344.1.2.1 - Evoluo do nmero de alunos ............................................................................................................................................... 344.1.2.2 - Prescries .............................................................................................................................................................................. 364.1.2.3 - Mudanas Internas de Curso ................................................................................................................................................... 384.1.2.4 - Graduao ................................................................................................................................................................................ 394.1.2.5 - Sntese: fluxo de alunos .......................................................................................................................................................... 41

4.1.3 - Anlise por licenciatura................................................................................................................................................................424.1.3.1 - Licenciatura em Arquitectura (LA)............................................................................................................................................ 434.1.3.2 - Licenciatura em Engenharia Aeroespacial (LEA).................................................................................................................... 434.1.3.3 - Licenciatura em Engenharia do Ambiente (LEAmb)................................................................................................................ 444.1.3.4 - Licenciatura em Engenharia Biolgica (LEB).......................................................................................................................... 454.1.3.5 - Licenciatura em Engenharia Civil (LEC).................................................................................................................................. 464.1.3.6 - Licenciatura em Engenharia Electrotcnica e de Computadores (LEEC)............................................................................... 474.1.3.7 - Licenciatura em Engenharia Fsica Tecnolgica (LEFT)......................................................................................................... 484.1.3.8 - Licenciatura em Engenharia e Gesto Industrial (LEGI).......................................................................................................... 494.1.3.9 - Licenciatura em Engenharia Informtica e de Computadores (LEIC)...................................................................................... 504.1.3.10 - Licenciatura em Engenharia de Materiais (LEMat)................................................................................................................ 524.1.3.11 - Licenciatura em Engenharia Mecnica (LEM)....................................................................................................................... 534.1.3.12 - Licenciatura em Engenharia de Minas e Georrecursos (LEMG)............................................................................................ 544.1.3.13 - Licenciatura em Engenharia Naval (LEN).............................................................................................................................. 564.1.3.14 - Licenciatura em Engenharia Qumica (LEQ).......................................................................................................................... 574.1.3.15 - Licenciatura em Engenharia do Territrio (LET)..................................................................................................................... 584.1.3.16 - Licenciatura em Matemtica Aplicada e Computao (LMAC)............................................................................................. 594.1.3.17 - Licenciatura em Qumica (LQ)................................................................................................................................................ 60

4.1.4 - Avaliao das Licenciaturas ........................................................................................................................................................614.1.4.1 - Projecto SIGLA......................................................................................................................................................................... 62

4.1.5 - Acreditao das licenciaturas do IST..........................................................................................................................................644.1.6 - Outros Estudos .............................................................................................................................................................................65

4.2 - ENSINO DE PS-GRADUAO ...................................................................................................654.2.1 - Cursos de Mestrado.....................................................................................................................................................................664.2.2 - Doutoramentos .............................................................................................................................................................................784.2.3 - Cursos de Ps-graduao ...........................................................................................................................................................844.2.4 - Agregaes ...................................................................................................................................................................................86

5. INVESTIGAO E DESENVOLVIMENTO..........................................................................895.1 - UNIDADES DE I&D NO INSTITUTO SUPERIOR TCNICO .....................................................................895.2 - PROJECTOS DE I&D COM FINANCIAMENTO EXTERNO .......................................................................90

5.2.1 - Projectos Financiados pela Unio Europeia...............................................................................................................................915.2.2 - Projectos Financiados pelo Ministrio da Cincia e Tecnologia ..............................................................................................915.2.3 - Projectos Financiados por Outras Entidades .............................................................................................................................92

5.3 - PUBLICAES .....................................................................................................................93

4

5.4 - PROTECO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL NO IST...................................................................... 955.4.1 - Patentes.........................................................................................................................................................................................955.4.2 - Direitos de Autor...........................................................................................................................................................................95

6. INFRA-ESTRUTURAS E OBRAS ........................................................................................97

7. LIGAO SOCIEDADE .................................................................................................1017.1 - FORMAO AO LONGO DA VIDA................................................................................................101

7.1.1 - Aces de formao de natureza profissionalizante................................................................................................................1017.1.2 - Formao de professores e funcionrios no docentes do Ensino Bsico e Secundrio .....................................................1037.1.3 - Aces de formao para funcionrios da Administrao Pblica.........................................................................................104

7.2 - A PARTICIPAO DO IST EM INSTITUTOS DE I&D E TRANSFERNCIA DE TECNOLOGIA ...............................1067.3 - DIVULGAO CIENTFICA E TECNOLGICA ..................................................................................107

7.3.1 - Editora IST Press .......................................................................................................................................................................1087.4 - INSERO PROFISSIONAL DE GRADUADOS - PROJECTO ALUMNI........................................................109

8. COOPERAO INTERNACIONAL....................................................................................1118.1 - UNIO EUROPEIA ...............................................................................................................111

8.1.1 - Programa SOCRATES..............................................................................................................................................................1118.1.2 - Actividades da IAESTE..............................................................................................................................................................114

8.2 - PASES AFRICANOS DE LNGUA OFICIAL PORTUGUESA ...................................................................1158.2.1 - Angola..........................................................................................................................................................................................1158.2.2 - Cabo Verde .................................................................................................................................................................................1168.2.3 - Moambique ...............................................................................................................................................................................1168.2.4 - Apoio aos estudantes dos PALOP no IST .................................................................................................................................117

8.3 - AMRICA LATINA ................................................................................................................117

9. ORGANIZAO INTERNA................................................................................................1199.1 - MODELO ORGANIZACIONAL ....................................................................................................1199.2 - UNIDADES ACADMICAS.......................................................................................................1209.3 - UNIDADES DE INVESTIGAO .................................................................................................1219.4 - UNIDADES ADMINISTRATIVAS .................................................................................................121

9.4.1 - Gabinetes de Apoio.....................................................................................................................................................................1229.4.2 - Servios de Aco Social ..........................................................................................................................................................1239.4.3 - Servios de Apoio Tcnico ........................................................................................................................................................124

9.4.3.1 - Gesto de Espaos e Manuteno do Campus .................................................................................................................... 1249.5 - UNIDADES DE APOIO ...........................................................................................................125

9.5.1 - Centro de Informtica do IST (CIIST).......................................................................................................................................1259.5.1.1 - Infra-estrutura informtica do IST ........................................................................................................................................... 1269.5.1.2 - Suporte tcnico e formao ................................................................................................................................................... 129

9.5.2 - Biblioteca do IST (BIST) ............................................................................................................................................................1309.5.3 - Centro de Congressos ...............................................................................................................................................................1319.5.4 - Museu..........................................................................................................................................................................................132

10. RECURSOS HUMANOS..................................................................................................13510.1 - PESSOAL DOCENTE...........................................................................................................135

10.1.1 - Evoluo da situao contratual de Docentes na UTL e no IST............................................................................................13510.1.2 - Pessoal Docente do IST em 2000 ...........................................................................................................................................13610.1.3 - Indicadores e rcios .................................................................................................................................................................140

10.2 - PESSOAL INVESTIGADOR.....................................................................................................14310.3 - PESSOAL NO DOCENTE ....................................................................................................144

10.3.1 - Pessoal do Quadro do IST .......................................................................................................................................................14610.3.2 - Funcionrios destacados no IST do Quadro da Reitoria/Ex-INIC e requisitados................................................................14810.3.3 - Pessoal contratado a termo certo............................................................................................................................................14910.3.4 - Total de Efectivos no docentes ..............................................................................................................................................149

10.4 - OUTRO PESSOAL ..............................................................................................................15110.4.1 - Bolseiros ...................................................................................................................................................................................15110.4.2 - Pessoal no docente contratado pela ADIST..........................................................................................................................15310.4.3 - Avenados.................................................................................................................................................................................154

ANEXO 1 - COMPOSIO DOS RGOS CENTRAIS EM 2000 ...................................................................155

ANEXO 2 - PRESIDENTES DE DEPARTAMENTOS, COORDENADORES DE SECES AUTNOMAS ECOORDENADORES DE LICENCIATURA E MESTRADO EM DEZEMBRO DE 2000 ................................................156

ANEXO 3 PRESIDENTES/COORDENADORES DE UNIDADES DE INVESTIGAO EM DEZEMBRO DE 2000..............158

ANEXO 4 L ISTA DE PROJECTOS EM CURSO EM 2000 F INANCIADOS PELA UNIO EUROPEIA...........................159

ANEXO 5 L ISTA DE PROJECTOS DE INVESTIGAO EM CURSO EM 2000 FINANCIADOS PELO MCT....................162

ANEXO 6 L ISTA DE PROJECTOS FINANCIADOS POR OUTRAS ENTIDADES EM CURSO EM 2000...........................167

ANEXO 7 PRINCIPAIS EVENTOS NO CENTRO DE CONGRESSOS, EM 2000 .................................................169

ANEXO 8 - ACTIVIDADES DE CAPTAO DE ALUNOS EM 2000..................................................................170

5

Lista de acrnimos

Unidades acadmicas do ISTDEC Departamento de Engenharia Civil e ArquitecturaDEEC Departamento de Engenharia Electrotcnica e de ComputadoresDEI Departamento de Engenharia InformticaDEMat Departamento de Engenharia de MateriaisDEM Departamento de Engenharia MecnicaDEMG Departamento de Engenharia Minas e GeorrecursosDEQ Departamento de Engenharia QumicaDF Departamento de FsicaDM Departamento de MatemticaSAEG Seco Autnoma de Economia e GestoSAEN Seco Autnoma de Engenharia Naval

Licenciaturas do ISTLA Licenciatura em ArquitecturaLEA Licenciatura em Engenharia AeroespacialLEAmb Licenciatura em Engenharia do AmbienteLEB Licenciatura em Engenharia BiolgicaLEC Licenciatura em Engenharia CivilLEEC Licenciatura em Engenharia Electrotcnica e de ComputadoresLEFT Licenciatura em Engenharia Fsica e TecnolgicaLEGI Licenciatura em Engenharia e Gesto IndustrialLEIC Licenciatura em Engenharia Informtica e de ComputadoresLEMat Licenciatura em Engenharia de MateriaisLEM Licenciatura em Engenharia MecnicaLEMG Licenciatura em Engenharia de Minas e GeorrecursosLEN Licenciatura em Engenharia NavalLEQ Licenciatura em Engenharia QumicaLET Licenciatura em Engenharia do TerritrioLMAC Licenciatura em Matemtica Aplicada e ComputaoLQ Licenciatura em Qumica

OutrosADIST Associao para o Desenvolvimento do ISTASSOFT Associao Portuguesa de SoftwareCCCC Comisso Coordenadora do Conselho Cientfico do ISTCIIST Centro de Informtica do ISTCINDA Centro Interuniversitrio de Desarollo (Chile)DAPP Departamento de Avaliao, Prospectiva e Planeamento do Ministrio da EducaoDR Dirio da RepblicaFA Faculdade de Arquitectura (UTL)FCT Fundao para a Cincia e TecnologiaFCT-UC Faculdade de Cincias e Tecnologia da Universidade de CoimbraFCT-UNL Faculdade de Cincias e Tecnologia da Universidade Nova de LisboaFCUL Faculdade de Cincias da Universidade de LisboaFEUAN Faculdade de Engenharia da Universidade Agostinho NetoFEUEM Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo MondlaneFEUP Faculdade de Engenharia da Universidade do PortoFLAD Fundao Luso-Americana para o DesenvolvimentoFMH Faculdade de Motricidade Humana (UTL)FMV Faculdade de Medicina Veterinria (UTL)GabFor Gabinete de Formao da Ordem dos EngenheirosGEP Gabinete de Estudos e Planeamento do ISTICCTI Instituto de Cooperao Cientfica e Tecnolgica InternacionalIDICT Instituto para o Desenvolvimento e Inspeco das Condies de TrabalhoIEFP Instituto de Emprego e Formao ProfissionalIIE Instituto de Inovao EducacionalINE Instituto Nacional de EstatsticaIPSFL Instituio Privada sem Fins LucrativosISA Instituto Superior de Agronomia (UTL)ISCSP Instituto Superior de Cincias Sociais e Polticas (UTL)ISCTE Instituto Superior de Cincias do Trabalho e da Empresa

6

Outros (continuao)ISECMAR Instituto Superior de Engenharia e Cincias do Mar (Cabo Verde)ISEE-UP Instituto Superior de Estudos Empresariais da Universidade do PortoISE Instituto Superior de Economia e GestoLTI Laboratrio de Tecnologias da InformaoMCT Ministrio da Cincia e TecnologiaOACT Outras Actividades Cientficas e TecnolgicasOE Oramento de EstadoPRODEP Programa para o Desenvolvimento Educativo de PortugalQCA Quadro Comunitrio de ApoioSAASUTL Servios de Administrao e Aco Social da Universidade Tcnica de LisboaSIGLA Sistema de Informao para a Gesto de Licenciaturas e AvaliaoTFC Trabalho Final de CursoUBI Universidade da Beira InteriorUE Unio EuropeiaUEM Universidade Eduardo Mondlane (Moambique)UNIVA Unidade de Insero na Vida ActivaUNL Universidade Nova de LisboaUTAD Universidade de Trs-os-Montes e Alto Douro

Relatrio de Actividades de 2000

7

1. Principais Indicadores

1.1 - Recursos HumanosNmero de Docentes (ETI) em exerccio Dez/1999 832,9

Dez/2000 827,6

Nmero de Funcionrios No-DocentesDez/1999 545

Pessoal do QuadroDez/2000 535Dez/1999 1

Pessoal Abrangido pelo Decreto-Lei 81-A/96Dez/2000 0Dez/1999 46

Pessoal Destacado no IST do Quadro da Reitoria/ex-INIC e RequisitadoDez/2000 42Dez/1999 35

Pessoal Contratado a Termo CertoDez/2000 35Dez/1999 627

Total de EfectivosDez/2000 612

Outro PessoalDez/1999 281

Bolseiros1Dez/2000 308Dez/1999 20

Outro Pessoal Contratado (contratos com a ADIST)Dez/2000 17Dez/1999 20

AvenadosDez/2000 17

RciosDez/1999 0,71

Rcio No-Docentes (Pessoal do Quadro IST e UTL) / Docentes (ETI) em exerccioDez/2000 0,70Dez/1999 73,0%

Rcio Professores (ETI) em exerccio/Docentes (ETI) em exerccioDez/2000 75,0%

1.2 - Infra-estruturasreas Campus da Alameda

Salas de Aula e Anfiteatros 9.941 m2

Salas de Estudo e Bibliotecas 4.050 m2

Laboratrios, Oficinas e Salas de Computadores 24.475 m2

Gabinetes 16.498 m2

Secretariado e Salas de Reunies 5.362 m2

Direco da AEIST e Seco de Folhas 647 m2

Ginsio, Piscina e Campo Polidesportivo da AEIST 3.483 m2

Ginsio do Edifcio de Ps-graduao (AEGIST) 456 m2

Outras instalaes da AEGIST 442 m2

Salas de Convvio e Bares 2.110 m2

Cantina dos SAASUTL 2.180 m2

Museus 893 m2

rea total do Campus 84.338 m2

reas Campus do TagusparkSalas de Aula e Anfiteatros 806 m2

Laboratrios, Oficinas e Salas de Computadores 585 m2

Gabinetes 525 m2

rea total do Campus 116.000 m2

Rcios1999 3,1 m2Salas de Aula, Salas de Estudo, LTIs, Anfiteatros, Bibliotecas, Laboratrios e Oficinas /

Alunos Licenciatura 2000 4,9 m2

1999 24,8 m2Gabinetes, Secretariado e Salas de Reunies / Docente ETI

2000 27,2 m2

1 Inclui Bolseiros de Apoio Gesto (60 em 2000) e Bolseiros de Investigao Cientfica (248 em 2000)

Instituto Superior Tcnico

8

1.3 - Actividades de Ensino

Graduao1999/00 1.315

Numerus Clausus2000/01 1.3551999/00 8.141

Alunos de Licenciatura2000/01 8.1861999/00 1.378

Total de admisses2000/01 1.4731999/00 1.246

Alunos inscritos no 1 Ano pela 1 Vez2000/01 1.3611999/00 85%

Alunos Ingressados Colocados em 1 Opo22000/01 77%1998/99 917

Nmero de Licenciados2000/01 8831999/00 17

Cursos de Licenciatura em Funcionamento2000/01 171999/00 837

Nmero de Disciplinas em Funcionamento2000/01 891

Ps-Graduao1999/00 253

Alunos de Mestrado Inscritos pela 1 vez2000/01 3471999/00 622

Alunos de Mestrado a frequentar a parte escolar2000/01 6711999/00 859

Total de Alunos de Mestrado2000/01 8931999 143

Graus de Mestres Concedidos2000 1121999 23

Cursos de Mestrado32000 211999/00 616

Total de Alunos de Doutoramento2000/01 6071999 62

Graus de Doutor Concedidos2000 661999 13

Graus de Agregao Concedidos2000 10

Indicadores4

Dez/1999 10,8Rcio Alunos (Licenciatura e Mestrado - parte escolar) / Docentes (ETI)

Dez/2000 11,0Dez/1999 14,9

Rcio Alunos (Licenciatura e Mestrado - parte escolar) / Professores (ETI)Dez/2000 14,7Dez/1999 14,3

Rcio Alunos (Licenciatura e Mestrado - parte escolar) / No DocentesDez/2000 14,8

2 Primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.3 Inclui os cursos promovidos unicamente pelo IST, os cursos promovidos em parceria com outras instituies e os cursospromovidos pela Reitoria da UTL onde o IST participa.4 Para o clculo destes rcios o nmero de alunos a soma do nmero de alunos de licenciatura com o nmero de alunos afrequentar a parte escolar de mestrado corrigidos de acordo com os rcios-padro de cada curso. Este rcio de 11 para aslicenciaturas, exceptuando a LA (12) e a LMAC (14), e de 8 para os mestrados, exceptuando Matemtica Aplicada (13).

Relatrio de Actividades de 2000

9

1.4 - Actividades de I&D

Projectos de Investigao Iniciados5

1999 17Financiados pela Unio Europeia

2000 361999 62

Financiados pelo MCT2000 441999 39

Financiados por Outras Entidades2000 20

Projectos de Investigao em Curso6

1999 142Financiados pela Unio Europeia

2000 1271999 197

Financiados pelo MCT2000 1871999 86

Financiados por Outras Entidades2000 73

5 Projectos cuja contabilidade assegurada pelos servios centrais do IST; algumas unidades mantm a sua prpriacontabilidade e os seus projectos no esto aqui considerados.6 Ver nota anterior.

Instituto Superior Tcnico

10

Relatrio de Actividades de 2000

11

2. A Misso do IST

O Instituto Superior Tcnico tem como misso contribuir para o desenvolvimento da sociedade,

promovendo um ensino superior de excelncia e qualidade nas reas de Engenharia, Cincia e

Tecnologia, nas vertentes de graduao, ps-graduao e formao ao longo da vida, e

desenvolvendo as actividades de Investigao e Desenvolvimento essenciais para ministrar um

ensino ao nvel dos mais elevados padres internacionais.

A misso articula-se assim com as trs funes que caracterizam actualmente o conceito de

Universidade: Ensino, Investigao e Desenvolvimento e Ligao Sociedade, de forma a criar

conhecimento, formar profissionais qualificados e transferir e aplicar o conhecimento.

Ensino

No mbito da sua funo principal, o IST tem como objectivo proporcionar uma slida formao de

base em engenharia, cincia e tecnologia, assim como o hbito de uma aprendizagem continuada

e sistematizada, que permita aos seus graduados integrarem aspectos tecno-cientficos, sociais e

humanos, de forma a torn-los agentes de mudana e inovao na sociedade. Pretende-se

proporcionar uma formao de acordo com as expectativas de exigncia dos alunos de qualidade

que o IST atrai, correspondendo s necessidades da sociedade em geral e do sistema produtivo

em particular.

Investigao e Desenvolvimento

Complemento essencial da funo principal de Ensino do IST, as actividades de I&D visam

promover o conhecimento cientfico de base atravs da participao de alunos e docentes em

projectos que contribuam para o desenvolvimento econmico-social. Esta actividade pretende

promover nos alunos a apreenso de novos conceitos incentivando a sua capacidade criativa.

Adicionalmente, tem como objectivo contribuir para a melhoria da formao de licenciados,

mestres e doutores, desenvolvendo capacidades cientficas no corpo docente relevantes para o

ensino.

Ligao Sociedade

Para alm das suas funes directas de Ensino e I&D, o IST desenvolve actividades de ligao

Sociedade, contribuindo para o desenvolvimento econmico e social do Pas e da Europa, em

reas relacionadas com a sua vocao universitria no domnio da Engenharia, Cincia e

Tecnologia. Pretende-se estimular a capacidade empreendedora de alunos e docentes,

privilegiando, nomeadamente, a ligao ao tecido empresarial. Adicionalmente, o IST actua ao nvel

da prestao de servios (incluindo act ividades de extenso universitria e de formao contnua),

promovendo as actividades de interface necessrias para catalisar esta ligao.

Instituto Superior Tcnico

12

Relatrio de Actividades de 2000

13

3. Actividades dos rgos Centrais

3.1 - Assembleia de Representantes

3.1.1 - Reunies do Plenrio

No ano de 2000, a Assembleia de Representantes reuniu-se, em plenrio, oito vezes, nos dias 8

de Fevereiro, 17 de Maro, 6 de Abril, 28 de Abril, 7 de Julho, 14 de Julho, 27 de Outubro e 4 de

Dezembro. Foi ainda convocada uma reunio para o dia 10 de Novembro, a qual no se realizou

por falta de quorum.

No mbito dos assuntos correntes, o plenrio da Assembleia de Representantes analisou, discutiu

e votou propostas sobre o Oramento para 2000 (reunio de 8 de Fevereiro) e o sistema de

divulgao de informao Escola (reunio de 17 de Maro).

3.1.2 - Comisses

A Comisso Permanente de Oramento, Relatrio e Contas (CPORC) analisou e deu parecer sobre

as propostas de Relatrio de Actividades e Contas de 1998 (parecer favorvel, aprovado com 4

votos a favor e 3 contra) e Oramento para 2000 (parecer desfavorvel, aprovado com 4 votos a

favor e 1 contra).

A Comisso Permanente de Acompanhamento do Funcionamento do IST (CPAFIST) desempenhou

as funes para que foi constituda e delas deu conta ao Plenrio.

A Comisso Permanente de Acompanhamento da Aco Social acompanhou a actividade do Ncleo

de Aconselhamento Psicolgico e analisou o funcionamento da Cantina dos SASUTL e da

Residncia Universitria Eng. Duarte Pacheco.

A Comisso Permanente dos Assuntos Pedaggicos elaborou uma proposta que no foi possvel

discutir em plenrio no decurso do ano 2000.

Foi constituda e desempenhou as suas funes a Comisso Temporria de Inqurito ao Processo

de Reclassificao do Pessoal no Docente.

3.1.3 - Eleies

Na sequncia dos pedidos de demisso dos membros do Conselho Directivo Prof. Carlos

Varandas (Presidente-Adjunto para os Assuntos Administrativos), Dra. Delfina de Sousa (Vogal do

Conselho Directivo pelo Corpo No Docente), Prof. Joo Hiplito (Vogal do Conselho Directivo

pelo Corpo Docente) o plenrio da Assembleia de Representantes elegeu para o Conselho

Instituto Superior Tcnico

14

Directivo (reunio de 14 de Julho) o Prof. Jos Assis Lopes (em substituio do Prof. Joo

Hiplito) e a D. Marli Pdua Gomes (em substituio da Dra. Delfina de Sousa). O Prof. Joo

Hiplito foi designado pelo Presidente do Instituto Superior Tcnico como Presidente-Adjunto para

os Assuntos Administrativos. O Prof. Jos Assis Lopes no veio a tomar posse do lugar para que

foi eleito.

Nos termos regimentais procedeu-se tomada de posse dos membros da Assembleia de

Representantes eleitos para o binio de 2001/2002 e eleio dos membros da Mesa para o

mesmo binio (reunio de 4 de Dezembro).

3.1.4 - Moes

Foram aprovadas as seguintes moes:

Censura ao Presidente do IST (reunio de 17 de Maro, com 36 votos a favor, 35 contra, um

nulo, quatro brancos e 3 abstenes);

Pesar pelo falecimento do Prof. Lus Vidigal (reunio de 6 de Abril, por unanimidade);

Pesar pelo falecimento do Prof. Edgar Cardoso (reunio de 7 de Julho, por unanimidade).

3.1.5 - Reviso dos Estatutos do IST

Na continuao dos trabalhos realizados em 1999, o Plenrio ocupou-se da reviso dos Estatutos

do Instituto Superior Tcnico (IST), analisando e debatendo uma proposta apresentada pela

Comisso Eventual da Reviso dos Estatutos (CERE) e aprovando uma metodologia para a

prossecuo dos trabalhos (reunies de 6 e 28 de Abril). O debate na especialidade e a votao de

propostas de alterao tiveram lugar nas reunies de 7 e 14 de Julho.

A proposta final de Reviso dos Estatutos, votada em urna, no obteve o nmero de votos

favorveis suficientes para a aprovao (58 votos a favor, 20 contra e seis brancos, no tendo

votado 15 membros; era necessria uma maioria de dois teros dos membros da Assembleia).

Uma segunda proposta de Reviso dos Estatutos, subscrita pela Mesa, visando apenas alterar o

nmero de votos necessrios para proceder alterao, foi tambm votada em urna, no tendo

igualmente obtido o nmero de votos favorveis suficientes para a sua aprovao.

3.2 - Conselho Directivo

As decises mais relevantes do Plenrio do Conselho Directivo do IST ao longo de 2000 foram as

seguintes:

Aprovao da elaborao pelo Gabinete Coordenador de Obras de um projecto de reordenao

dos espaos para os Servios e rgos de Gesto (04/01/2000);

Relatrio de Actividades de 2000

15

Aprovao de que a coordenao de Projectos apresentados pelo IST ter de ser feita por

Professores, Investigadores ou Doutorados com vnculo ao Instituto Superior Tcnico

(28/01/2000);

Submisso Cmara Municipal de Lisboa de um pedido de licenciamento da viabilidade de

construo de uma infra-estrutura subterrnea de sete pisos no campus do IST (28/01/2000);

Autorizao para a apresentao pela AEIST Cmara Municipal de Lisboa de um pedido de

licenciamento da obra da esplanada localizada por cima da Seco de Folhas (11/02/2000);

Aprovao do princpio da existncia de um carto IST que englobe todos os servios

necessrios, tais como acesso ao estacionamento, controlo da assiduidade dos funcionrios

no docentes, acesso s Bibliotecas e Laboratrios Informticos, etc. (11/02/2000);

Aprovao da proposta de elaborao pelo Banco BPI de um estudo tcnico-financeiro sobre a

Construo e Explorao de um Parque de Estacionamento Subterrneo (25/02/2000);

Aprovao dos Numeri Clausi para o ano lectivo de 2000/2001 com os seguintes quatro

pressupostos (14/03/2000): 1) necessrio iniciar o Ano Lectivo no Taguspark; 2) no deve

existir uma licenciatura a funcionar em mais do que um campus, pelo que a situao agora

proposta para a LEIC tem um carctar transitrio, devendo-se avanar para duas licenciaturas

distintas j a funcionar no ano lectivo de 2001/2002; 3) o numerus clausus da LEIC no

Taguspark deve ser de 80; 4) os Conselhos Cientfico e Pedaggico devem iniciar um estudo

para que sejam instaladas outras Licenciaturas no Taguspark no ano lectivo de 2001/2002, de

modo a que os nmeros de alunos de graduao nos dois Plos se aproximem dos valores

desejados (7000 na Alameda e 3000 no Taguspark);

Abertura de um Concurso Pblico para a realizao de uma Auditoria de Gesto Financeira no

IST (14/03/2000);

Aprovao do documento intitulado Comparticipao dos Contratos e das Unidades nas

Despesas Bsicas de Funcionamento do IST (21/03/2000);

Aceitao do pedido de cessao de funes do Prof. Ramiro Neves do cargo de Presidente

do CIIST e nomeao do Prof. Joo Hiplito para o mesmo cargo, interinamente pelo perodo

de seis meses e em acumulao de funes (13/04/2000);

Reorganizao do GEP - Gabinete de Estudos e Planeamento, sendo a rea Financeira e

Administrativa integrada na Repartio de Recursos Materiais e a Coordenao do Gabinete

assumida pela Dra. Marta Pile (13/04/2000);

Reinstalao da IST Press nas instalaes ocupadas pelo GEP Ncleo de Avaliao

Pedaggica (13/04/2000);

Aprovao do Oramento para 2000 (22/05/2000);

Aprovao dos Regulamentos e do Calendrio Escolar relativos ao Ensino de Graduao no

Ano Lectivo de 2000/2001 (22/05/2000);

Aprovao da participao do IST na Escola de Formao Contnua Interactiva para a

Indstria Automvel (22/05/2000);

Aprovao do Plano de Actividades de 2000 (30/05/2000);

Instituto Superior Tcnico

16

Aprovao do Regulamento de Propinas de Mestrado e Doutoramento do IST 2000/2001

(30/05/2000);

Aprovao da constituio das Misses que se deslocaro a Luanda e Maputo, FILDA2000

e FACIM2000 respectivamente, em representao do IST (30/05/2000);

Aprovao da ideia de publicao de um livro sobre a Histria do IST, projecto a ser

coordenado pela Eng. Teresa Pera (30/05/2000);

Aceitao do pedido de demisso do Prof. Carlos Varandas do cargo de Presidente-Adjunto

para os Assuntos Administrativos (19/06/2000);

Ratificao do Prof. Joo Hiplito para o cargo de Presidente-Adjunto para os Assuntos

Administrativos (19/06/2000);

Envio de um ofcio ao Taguspark a manifestar o interesse do IST na construo de uma

Residncia naquele campus (28/06/2000);

Aprovao do contrato a celebrar com a empresa Rank Xerox (30/06/2000);

Ratificao do Regulamento intitulado Normas para Atribuio de Bolsas de Curta Durao,

com efeitos retroactivos a 26 de Abril de 2000 (13/07/2000);

Aprovao da realizao do Curso intitulado Arquimedes visita o IST - Atelier de Cincia para

Crianas, destinado essencialmente aos filhos de funcionrios do IST (13/07/2000);

Nomeao do Prof. Rui Vilar como representante do IST no ITEC (13/07/2000);

Nomeao dos representantes do IST nas organizaes CESAER e SEFI, sendo limitada a

sua participao a uma viagem por ano (13/07/2000);

Aprovao, na generalidade, do Relatrio de Actividades e Contas de 1999 (31/07/2000);

Aprovao em cortar o acesso ao carto GALP Frota aos utentes que ultrapassem por duas

vezes o plafond acordado (31/07/2000);

Manifestao da inteno de abrir vagas na Carreira de Informtica para a categoria de

Assessor (31/07/2000);

Aprovao da proposta de aceitao de 250 mil contos em dinheiro e de um terreno para

construo de um edifcio para o ITEC, saindo o ITEC do campus do INETI (03/08/2000);

Nomeao do Prof. Jos Delgado como Director-Adjunto do Conselho Directivo para o

Taguspark (18/09/2000);

Aprovao das especificaes e do perfil do jri do Concurso de Ideias para a construo da

Residncia Universitria do campus do IST no Taguspark (18/09/2000);

Contratao da empresa Arthur Andersen para prestao de servios profissionais na rea do

IVA (18/09/2000);

Estabelecimento de um contrato com a empresa petrolfera BP AMOCO ANGOLA B.V.

(18/09/2000);

Relatrio de Actividades de 2000

17

Alterao das condies de prescrio para o Ano Lectivo 2000/2001 (26/09/2000). Assim,

decidiu-se que seriam prescritos os alunos que simultaneamente reunissem as seguintes

condies: 1) alunos que no ano lectivo anterior tenham obtido aprovao em uma ou menos

disciplinas; 2) alunos cujo aproveitamento mdio seja inferior a duas disciplinas por ano (total

de disciplinas aprovadas no IST/total de inscries anuais realizadas no IST);

Aprovao da utilizao, pela AEIST, do espao sobre a Seco de Folhas para uma

esplanada (26/09/2000);

Aprovao do apoio iniciativa de criao de um Atelier Permanente de Cincia e Tecnologia

no IST, embora no exista espao fsico para a sua implementao (26/09/2000);

Aprovao da contratao da empresa de Auditoria KPMG para proceder Auditoria das

Contas de 1999 (28/09/2000);

Aprovao do Calendrio Eleitoral para o Binio 2001/2002 (28/09/2000);

Aprovao do enquadramento de Chefes de Repartio e Administrativos do CIIST no quadro

do IST (20/10/2000);

Aprovao da informao a prestar Reitoria e Assembleia de Representantes sobre a

situao financeira dos Projectos (24/10/2000);

Aprovao da convenincia em nomear um Director-Geral para a rea dos Projectos que

possua formao especfica em Economia (24/10/2000);

Aprovao da convenincia em nomear uma Comisso de Acompanhamento para a rea dos

Projectos (24/10/2000);

Aprovao da assinatura do contrato com a empresa Arthur Andersen para a prestao de

servios profissionais na rea do IVA (24/10/2000);

Aprovao da assinatura do Protocolo de Cooperao e Parceria entre o IST e a PT Prime

Solues Empresariais de Telecomunicaes e Sistemas, S.A. (24/10/2000);

Aprovao de avanar com o processo do Concurso de Projecto para a Construo da

Residncia de Estudantes do Taguspark (07/11/2000);

Nomeao do Dr. Miguel Coimbra para Coordenador dos Servios de Aco Social do IST

(07/11/2000);

Nomeao do Prof. Francisco Seplveda Teixeira para o Conselho Administrativo do IST

(07/11/2000);

Aceitao que o CEHIDRO faa parte do grupo piloto que avanar com a Descentralizao

Administrativa (07/11/2000);

Aprovao da reorganizao da Seco de Termodinmica Aplicada (DEM) em duas novas

seces, nomeadamente a Seco de Termofludos e Energia e a Seco de Ambiente e

Energia (07/11/2000);

Nomeao do Prof. Joo Pedro de Mello Mendes para Presidente do Conselho Directivo do

CIIST (09/11/2000);

Instituto Superior Tcnico

18

Aprovao do envio de um ofcio ao Reitor da UTL apresentando os saldos de Tesouraria dos

Projectos do IST (09/11/2000);

Aprovao da emisso de uma Nota de Imprensa sobre o envio para o Ministrio Pblico do

Processo relacionado com as irregularidades das inscries na Secretaria de Graduao

(16/11/2000);

Destituio do Prof. Joo Hiplito da sua qualidade de Presidente-Adjunto para os Assuntos

Administrativos (27/11/2000);

Autorizao para a aquisio de um Projector de Video para servio nas salas de reunies do

Centro de Congressos (27/11/2000);

Aprovao de um conjunto de louvores a alguns Funcionrios No Docentes e a todos os

Funcionrios e Servios que colaboraram com o Conselho Directivo durante o binio 1999-

-2000 (19/12/2000);

Aprovao do Dossier dos Espaos desenvolvido pelo Conselho Directivo (19/12/2000);

Resciso do contrato com a empresa Serunion, concessionria do bar da Torre Norte

(19/12/2000);

Nomeao da funcionria Helena Domingues para Gestora do Parque de Estacionamento do

IST (19/12/2000);

Aprovao da liquidao de facturas da AEIST at ao limite de 8.000 contos, para justificar o

subsdio para Actividades geridas pela DAEIST previsto no Oramento do IST para o Ano 2000

(28/12/2000);

Ratificao da Lista de Reclassificao de Funcionrios No Docentes, que dever ser

indexada anteriormente aprovada e publicada (28/12/2000);

Aprovao das Contas de 1999 (03/01/2001).

3.3 - Conselho Cientfico

Durante 2000 estiveram activas a Comisso Executiva, a Comisso Coordenadora, o Senado e

diversas comisses, estatutariamente reconhecidas ou criadas para fins especficos.

Ao longo deste ano a Comisso Coordenadora reuniu 23 vezes e o Senado uma vez (em 15 de

Maro de 2000).

3.3.1 - Actividades relacionadas com ensino (graduao e ps-graduao)

Aprovao da reestruturao da Licenciatura em Engenharia Electrotcnica e de

Computadores;

Deciso de proceder a uma definio de responsabilidades para todas as reas cientficas dos

cursos do IST;

Relatrio de Actividades de 2000

19

Aprovao no Senado da criao da Licenciatura em Engenharia Industrial;

Aprovao no Senado da criao da Licenciatura em Engenharia Biomdica;

Aprovao de alteraes curriculares da Licenciatura em Engenharia Fsica Tecnolgica;

Deciso de manter a iseno de propinas de ps-graduao para os docentes das

Universidades dos PALOP;

Discusso sobre cenrios de evoluo da populao discente (de graduao e ps-graduao)

e docente e de vagas no quadro de pessoal docente num horizonte de cinco anos;

Aprovao dos numeri clausi para 2000/2001 e das provas de ingresso para 2001/2002;

Deciso de fixar para o Concurso Nacional de Acesso 2000/2001, para todas as licenciaturas

do IST, a classificao mnima de dez valores em cada prova de ingresso e o mnimo de doze

valores para a nota de candidatura, devendo esta ser calculada com pesos de 50%, quer para

a classificao final do Ensino Secundrio, quer para as provas de ingresso;

Aprovao do documento sobre Programas Doutorais do IST;

Aprovao do Regulamento de Transferncias, Reingressos, Mudanas de Curso e Concursos

Especiais de Acesso ao Ensino Superior para 2000/01;

Aprovao do quadro de vagas para o ano lectivo 2000/2001 para regimes especiais de

acesso ao Ensino Superior;

Aprovao do mtodo de clculo de alunos ETI por departamento. Aprovao, na generalidade,

do mtodo de clculo de docentes ETI. Aprovao da aferio do dfice/excesso de docentes

ETI por departamento;

Aprovao da criao da Licenciatura em Cincias Informticas;

Alterao do Regulamento do Curso de Mestrado Integrado em Engenharia Electrotcnica e de

Computadores;

Deciso de aceitar os alunos que concluram o Bacharelato em Engenharia Mecnica no

ISECMAR (Cabo Verde), para frequncia da Licenciatura em Engenharia Mecnica;

Aprovao da criao da rea de doutoramento em Arquitectura;

Aprovao da criao da Licenciatura em Engenharia de Sistemas de Informao e

Multimdia;

Aprovao do Mestrado em Gesto Estratgica e Desenvolvimento do Turismo.

3.3.2 - Actividades relacionadas com I&D

Aprovao do documento "Bolsas de Curta Durao" do IST;

Aprovao na Comisso Coordenadora da proposta de criao do Centro de Lgica e

Computao (CLC);

Instituto Superior Tcnico

20

Aprovao no Senado da proposta de criao do Centro de Estudos de Inovao, Tecnologia e

Polticas de Desenvolvimento (IN+);

Aprovao no Senado da proposta de criao do Centro de Sistemas Telemticos e

Computacionais (CSTC);

Concluso da elaborao do documento Perfil e Plano de Desenvolvimento Estratgico da

I&D no IST e sua discusso no Senado e CCCC do IST;

Elaborao do documento Evoluo da I&D no IST: de 1996 a 1999;

Visitas da CINV (Comisso de Gesto e Avaliao da Investigao) s quatro unidades de

I&D que obtiveram as mais baixas classificaes no processo de avaliao externo de 1999.

3.3.3 - Jris e Provimentos Definitivos

Foram abertos concursos e aprovados jris para vinte vagas de professor associado e duas

vagas de professor catedrtico;

Foram aprovados nove jris de agregao;

Foram apreciados 26 pedidos de provimento definitivo (22 de professores auxiliares e 4 de

professores associados) tendo sido aprovados 23 e concedida a prorrogao de contrato por

cinco anos a trs professores auxiliares.

3.3.4 - Protocolos / Convnios / Contratos com outras instituies

Em 2000 foram aprovados protocolos, convnios ou contratos entre o IST e as instituies abaixo

indicadas:

Instituto Politcnico de Beja;

Faculdade de Medicina de Lisboa;

Universidade de Anturpia;

Universidade Autnoma de Lisboa;

Faculdade de Farmcia da Universidade de Lisboa;

Instituto Geogrfico do Exrcito;

Faculdade de Cincias e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa;

Universidade da Catalunha;

Politcnico de Milo;

Faculdade de Arquitectura da UTL.

Relatrio de Actividades de 2000

21

3.3.5 - Participao em rgos Sociais de outras instituies

Aprovao da nomeao do Prof. Diamantino Duro para representante do IST no Conselho de

Administrao do Taguspark;

Aprovao da nomeao do Prof. Carlos Matos Ferreira para representante do IST no

Conselho Cientfico e Tecnolgico do Taguspark e aprovao da nomeao da Prof Maria

Isabel Ribeiro como substituta permanente do Prof. Carlos Matos Ferreira;

Aprovao da nomeao do Prof. Rui Vilar como representante do IST no Conselho de

Administrao do ITEC.

3.3.6 - Diversos

Adopo de medidas para melhorar o equilbrio financeiro do IST, incidindo sobre a optimizao

das despesas com pessoal docente e o aumento de receitas prprias;

Aprovao da alterao ao regime de contratao para Ctedras IST;

Ratificao da proposta do Departamento de Engenharia Mecnica em dividir a Seco de

Termodinmica Aplicada em duas Seces: a Seco de Termofludos e Energia (STE) e a

Seco de Ambiente e Energia (SAE);

Aprovao dos Princpios Orientadores relativos diviso de espaos no Complexo I;

Aprovao do interesse na manuteno da participao no CESAER Conference of

European Schools of Advanced Engineering and Research e na SEFI Societ

Europenne de Formation d'Ingenieurs propondo como representantes, pelo perodo de um

ano, os Professores Manuel Seabra Pereira e Antnio Carvalho Fernandes, respectivamente.

3.4 - Conselho Pedaggico

Durante 2000 o Conselho Pedaggico manteve as suas actividades regulares com a Comisso

Executiva em funcionamento permanente, apesar de o Presidente desta ter estado com o mandato

suspenso desde Maro.

De seguida, apresentam-se os principais assuntos abordados nas duas reunies da Comisso

Coordenadora realizadas, bem como as principais decises tomadas em cada uma das reunies

dos rgos estatutrios.

Comisso Coordenadora de 28 de Maro

Aprovao de pareceres, apresentados pela Comisso Coordenadora do Conselho Cientfico,

sobre: 1) a reestruturao da Licenciatura em Engenharia Electrotcnica e de Computadores;

2) a proposta de reestruturao do ensino da ps-graduao em Engenharia Mecnica; 3) a

Instituto Superior Tcnico

22

proposta de reestruturao curricular da Licenciatura em Engenharia Fsica; 4) a proposta de

criao da Licenciatura em Engenharia Industrial; 5) a proposta de criao de Licenciatura em

Engenharia Biomdica; 6) a proposta de numerus clausus;

Aprovao da proposta de Calendrio Escolar para o ano lectivo de 2000/01.

Comisso Coordenadora de 20 de Junho

Aprovao da proposta de delegao de Competncias para a Elaborao e Gesto do

Calendrio de Exames no Director Adjunto para a Organizao Pedaggica;

Aprovao da proposta de Alterao ao Relatrio de Docncia apresentado pelo Prof. Seabra

Pereira;

Apresentao do relatrio da Comisso Eventual para a Valorizao da Componente

Pedaggica no Curriculum Vit dos Docentes;

Aprovao da proposta de Normas Gerais para Aprovao pelo Conselho Pedaggico das

Reestruturaes e Criaes de Licenciatura;

Aprovao de uma proposta de criao de um Grupo de Trabalho para a Acessibilidade no IST.

Para alm das decises atrs referidas, o Conselho Pedaggico procedeu ainda:

organizao das Jornadas Pedaggicas do ano 2000;

dinamizao de reunies com as Comisses Pedaggicas das Licenciaturas, tendo sido

realizadas reunies com algumas;

mediao de conflitos de caracter pedaggico, a maioria relativos avaliao de

conhecimentos;

dinamizao do funcionamento das Comisses Eventuais criadas durante o ano de 1999,

nomeadamente avaliao das medidas pedaggicas e do funcionamento das cadeiras em

todos os semestres, tendo sido enviados dados s coordenaes de licenciatura, relativos a

taxas de aprovao em todas as cadeiras da respectiva licenciatura nos ltimos dez anos,

com a solicitao de comentrios sobre estes resultados, bem como a identificao de

problemas e a elaborao de propostas para a sua correco;

deliberao sobre a atribuio de diplomas de mrito aos cinco melhores alunos de cada

licenciatura, que obedeam a um determinado conjunto de critrios, bem como a respectiva

distribuio.

Relatrio de Actividades de 2000

23

4. Actividades de Ensino

Nesta rea de actuao, particularmente relevante destacar, no ano lectivo de 2000/01, o incio

de actividades de ensino no novo campus do IST no Parque de Cincia e Tecnologia de Oeiras

(Taguspark), com o desdobramento temporrio da Licenciatura em Engenharia Informtica e de

Computadores, como explicado adiante.

4.1 - Ensino de Graduao

O ensino de graduao analisado nesta seco com base nos seguintes aspectos: (i) ingresso;

(ii) viso global do processo de ensino; iii) anlise das vrias licenciaturas; (iv) avaliao; e (v)

acreditao.

4.1.1 - O Ingresso no IST

4.1.1.1 - Regime Geral de AcessoO Instituto Superior Tcnico ofereceu em 2000 um leque de dezassete licenciaturas,

disponibilizando 1.355 vagas no Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior em 2000/01. As

instalaes do IST no Taguspark entraram em funcionamento com a Licenciatura em Engenharia

Informtica e de Computadores, que ofereceu em 2000/01, e a ttulo excepcional, vagas para o

ingresso nos dois campus do IST.

A Tabela 1 apresenta a evoluo do nmero de vagas de acesso ao ensino de graduao no IST, a

qual confirma uma poltica de estabilizao do nmero de alunos no campus da Alameda, de forma

a privilegiar a melhoria da qualidade de ensino. De facto, no obstante ter havido um acrscimo do

nmero de vagas para este campus entre o primeiro e o ltimo ano do perodo em anlise (65),

esse aumento foi menor do que o total dos numeri clausi das novas licenciaturas entretanto a

criadas (140).

Instituto Superior Tcnico

24

Tabela 1 - Numeri Clausi para as licenciaturas do IST

1996/97 1997/98 1998/99 1999/00 2000/01

Arquitectura - - 50 50 50

Engenharia Aeroespacial 35 35 35 35 35

Engenharia do Ambiente 30 30 30 40 40

Engenharia Biolgica - 50 50 50 50

Engenharia Civil 175 175 175 175 175

Engenharia Electrotcnica e de Computadores 250 250 250 250 250

Engenharia Fsica Tecnolgica 45 45 45 45 45

Engenharia e Gesto Industrial 30 30 30 30 30

Engenharia Informtica e de Computadores - Alameda 200 200 200 200 180

Engenharia Informtica e de Computadores - Taguspark - - - - 80

Engenharia de Materiais 30 30 30 30 25

Engenharia Mecnica 175 175 175 175 170

Engenharia de Minas e Georrecursos 25 30 30 30 25

Engenharia Naval 30 30 30 30 25

Engenharia Qumica 125 70 70 75 75

Engenharia do Territrio 30 30 30 30 30

Matemtica Aplicada e Computao 30 30 30 30 30

Qumica - 40 40 40 40

TOTAL 1.210 1.250 1.300 1.315 1.355

semelhana do que acontecera em 1999/00, no foram ocupadas todas as vagas

disponibilizadas. A Tabela 2 apresenta os resultados do ingresso, indicando, para cada licenciatura,

no s os alunos ingressados mas tambm aqueles que vieram efectivamente a concretizar a

matrcula no IST.

Relatrio de Actividades de 2000

25

Tabela 2 - Resultados do ingresso em 2000/01

Primeira fase Segunda fase

Vagas

Co

loca

do

s

Va

ga

s n

o

pre

en

chid

as

Ma

tric

ula

do

s

Vagas1

Co

loca

do

s

Va

ga

s n

o

pre

en

chid

as

Ma

tric

ula

do

s

Re

colo

cad

os2

Tot

al d

eco

loca

do

s

Tot

al d

eM

atr

icu

lad

os

a b c d e f g h i b+f d+h-i

LA 50 51 0 50 2 1 0 1 1 52 50

LEA 35 35 0 35 1 1 0 1 0 36 36

LEAmb 40 40 0 39 1 2 0 2 1 42 40

LEB 50 50 0 48 4 5 0 5 1 55 52

LEC 175 176 0 176 1 1 0 1 1 177 176

LEEC 250 250 0 247 5 7 0 7 1 257 253

LEFT 45 45 0 45 1 1 0 1 0 46 46

LEGI 30 30 0 29 3 3 0 2 0 33 31

LEIC - AL 180 180 0 179 3 3 0 3 1 183 181

LEIC - TP 80 60 20 59 22 22 0 22 0 82 81

LEMat 25 25 0 25 1 4 0 4 3 29 26

LEM 170 97 73 95 76 41 35 40 1 138 134

LEMG 25 9 16 8 18 9 9 8 1 18 15

LEN 25 11 14 11 15 1 14 0 1 12 10

LEQ 75 75 0 75 4 8 0 8 4 83 79

LET 30 30 0 29 2 2 0 2 0 32 31

LMAC 30 30 0 29 1 1 0 1 0 31 30

LQ 40 40 0 39 2 5 0 5 3 45 41

TOTAL 1.355 1.234 123 1.218 161 117 58 113 19 1.351 1.3121 As vagas para a segunda fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior incluem as vagas no ocupadas na primeira fase, as vagasnas quais foram colocados alunos que no concretizaram a sua matrcula e as vagas no ocupadas nos Concursos Especiais de Acesso (sobreestes ltimos ver a Seco 3.2.1.2).2 Alunos colocados e matriculados na primeira fase que voltaram a concorrer na segunda fase e foram de novo colocados, abandonando as vagasque tinham ocupado originalmente. A sada destes alunos permitiu que nalgumas licenciaturas, como podemos verificar na tabela, houvesse umamaior nmero de colocados na segunda fase do que as vagas disponveis.

Assim, na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso, apenas ingressaram 1.234 candidatos,

ocupando 91% das vagas. As vagas no ocupadas transitaram para a segunda fase, onde

ingressaram mais 117 alunos. O total de ingressados via Concurso Nacional de Acesso ao Ensino

Superior foi, portanto, de 1.351 alunos. Deve ser referido, contudo, que dos alunos colocados na

primeira fase houve 1.218 matriculados, tendo os restantes optado por no concretizar a sua

inscrio no IST. Na segunda fase, 19 desses alunos foram recolocados e 113 efectuaram a

matrcula. Deste modo, os alunos colocados e matriculados no IST atravs do Concurso Nacional

de Acesso foram 1.312. Os indicadores apresentados nas pginas seguintes dizem respeito aos

ingressados na primeira fase.

As vagas oferecidas pelo IST representam cerca de um quinto das vagas nacionais no conjunto

das licenciaturas congneres s suas no ensino superior universitrio pblico, como permite

concluir a anlise da Tabela 3, que compara a oferta de vagas no Concurso Nacional de Acesso ao

Ensino Superior nas licenciaturas similares s do IST, oferecidas pelos outros estabelecimentos.

Nalgumas reas, a oferta do IST representa mais de 40% do total.

Instituto Superior Tcnico

26

Tabela 3 - Vagas em licenciaturas congneres s do IST (2000/01)

IST

Uni

v. d

o P

orto

Univ

. de

Coi

mbr

a

UN

L

Univ

. de

Ave

iro

Univ

. do

Min

ho

Univ

. de

Lis

boa

UB

I

UT

AD

Univ

. do

Alg

arv

e

Univ

. de

vo

ra

FA

- U

TL

ISC

TE

TO

TA

L

Pro

por

o d

oIS

T

Arquitectura 50 120 50 50 120 35 425 11,8%

Eng. Aeroespacial 35 40 75 46,7%

Eng. do Ambiente 40 70 60 60 50 280 14,3%

Eng. Biolgica 50 55 50 155 32,3%

Eng. Civil 175 170 125 120 50 135 100 40 915 19,1%

Eng. Electrotcnica e Computadores 250 200 120 105 90 70 40 60 935 26,7%

Eng. Fsica Tecnolgica 45 30 30 45 35 20 30 25 260 17,3%

Eng. e Gesto Industrial 30 25 60 80 50 40 45 40 370 8,1%

Eng. Informtica e de Computadores1 260 75 80 150 40 110 45 45 70 875 29,7%

Eng. de Materiais 25 45 30 50 30 30 210 11,9%

Eng. Mecnica 170 125 90 65 50 65 40 45 650 26,2%

Eng. de Minas e Georrecursos 25 25 15 65 38,5%

Eng. Naval 25 25 100,0%

Eng. Qumica 75 70 45 45 50 285 26,3%

Eng. do Territrio 30 15 55 30 45 30 30 235 12,8%

Matemtica Aplicada e Computao 30 30 100 120 50 65 40 45 50 40 570 5,3%

Qumica 40 110 50 60 75 50 140 50 30 30 635 6,3%

1.355

19,5%

1.025

14,7%

10,87

10,8%

945

13,6%

640

9,2%

745

10,7%

210

3,0%

355

5,1%

205

2,9%

250

3,6%

190

2,7%

150

2,2%

145

2,1%

6.965

100%1 Inclui Alameda e TagusparkFonte: Ministrio da Educao, DESUP

Na Tabela 4 analisam-se os principais indicadores que caracterizam, na sua globalidade, o ingresso

no IST, desde o ano lectivo de 1996/97. Deve ter-se em conta, ao fazer uma anlise da evoluo

destes indicadores, que o total de candidaturas no directamente comparvel entre uns anos e

outros, uma vez que apenas foram considerados como candidatos ao IST os alunos que obtiveram

uma nota de seriao mnima que variou (100 valores em 1996/97, 110 valores em 1997/98 e 120

valores desde 1998/99, numa escala de 0 a 200). A fixao de uma nota mnima de ingresso foi

decidida pela Comisso Coordenadora do Conselho Cientfico (C.C.C.C), em Abril de 1996,

baseando-se na possibilidade oferecida pelo Ministrio da Educao s instituies de ensino

superior de exigir um valor mnimo para as notas de seriao.

Para o ingresso em 1999/00 e 2000/01, alm da fixao da nota mnima de seriao em 120

valores, foi ainda determinado estabelecer a classificao mnima de 100 valores (escala 0-200)

para as provas de ingresso realizadas pelos candidatos, de acordo com os artigos 5 e 6 do

Regulamento aprovado pela Portaria n. 505-A/99, de 15 de Julho.

Relatrio de Actividades de 2000

27

Tabela 4 - Principais indicadores do ingresso no IST

1996/97 1997/98 1998/99 1999/001 2000/011

Vagas 1.210 1.250 1.300 1.315 1.355

Candidatos em 1 Opo 1.961 2.048 2.019 1.173 1.393

Candidaturas2 7.140 8.457 7.181 4.501 5.655

Colocados do Contingente Geral (%) 94,6% 93,0% 94,9% 95,9% 96,8%

Mdia da Nota de Seriao 74,0% 77,5% 81,4% 79,2% 78,6%

Mdia da Prova de Ingresso de Matemtica 70,0% 78,6% 82,8% 78,3% 77,8%

Mdia da Prova de Ingresso de Fsica 70,0% 68,9% 81,8% 74,7% 71,8%

Mdia da Prova de Ingresso de Qumica 60,0% 82,9% 80,3% 80,1% 77,7%

Mdia da Prova de Ingresso de Geologia - 76,3% 74;4% 71,5% 59,6%

Mdia da Prova de Ingresso de Biologia - 90,2% 91,3% 80,1% 87,1%

Mdia da Prova de Ingresso de Geometria Descritiva - - 93,6% 96,1% 92,0%

Mdia da classificao no Ensino Secundrio 16,4 15,9 16,1 16,1 16,01 Na primeira fase do concurso de acesso ao Ensino Superior2 Nos anos lectivos de 1996/97, 1997/98 e 1998/99 s so considerados os candidatos que obtiveram nota de seriao superior a, respectivamente, 100, 110e 120 valores, numa escala de 0 a 200. Em 1999/00 e 2000/01 s so considerados os candidatos que obtiveram nota de seriao igual ou superior a 120valores e nota em cada prova de ingresso igual ou superior a 100 valores, numa escala de 0 a 200.

A Tabela 5 apresenta a distribuio dos alunos ingressados pelos sete contingentes de ingresso

fixados pelo Ministrio da Educao, tambm desde o ano lectivo de 1996/97. De salientar que as

vagas dos contingentes especiais no preenchidas revertem para o Contingente Geral. atravs

deste, como se constata, que ingressa a quase tota lidade do alunos do IST.

Tabela 5 - Distribuio dos alunos ingressados pelos diferentes contingentes de ingresso

1996/97 1997/98 1998/99 1999/001 2000/011

Geral 1.145 94,6% 1.160 93,0% 1.236 94,9% 1.108 95,9% 1.307 96,8%

Aores 21 1,7% 21 1,7% 14 1,1% 13 1,1% 18 1,3%

Madeira 22 1,8% 42 3,0% 31 2,5% 20 1,7% 18 1,3%

Macau 12 1,0% 12 1,0% 8 0,6% 7 0,6% 4 0,3%

Emigrante 10 0,8% 9 0,7% 11 0,8% 7 0,6% 4 0,3%

Deficientes 0 0,0% 1 0,4% 2 0,2% 0 0,0% 0 0,0%

Total 1.210 100,0% 1.245 100,0% 1.302 100,0% 1.155 100,0% 1.351 100,0%1 Na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior

O grfico da Figura 1 ilustra a distribuio da opo de ingresso dos alunos colocados no IST, nos

ltimos cinco anos lectivos. Como se verifica, 77% dos alunos ingressados em 2000/01 (na

primeira fase) foram colocados na primeira opo, isto , o IST e a Licenciatura que frequentam

constituram a sua primeira escolha para o ingresso no Ensino Superior.

Instituto Superior Tcnico

28

Figura 1 - Evoluo da distribuio da opo de colocao

0%

10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

80%

90%

100%

1996/97 1997/98 1998/99 1999/00 2000/01

3

2

1

Nota: Em 1999/00 e 2000/01, refere-se primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior

O ingresso no IST caracterizado, pois, pela procura significativa da Escola pelos candidatos ao

ensino superior, colocando-o em posio de destaque quando se atende ao conjunto do ingresso

no Ensino Superior via Concurso Nacional. De facto, a nvel nacional a opo de colocao dos

alunos ingressados no passou de 63%, como se pode observar na Figura 2. O desnvel entre o

IST e o total nacional para este indicador tem sido uma constante ao longo dos ltimos anos.

Figura 2 Comparao da distribuio da opo de colocao no IST e a nvel nacional

0%

10%

20%

30%

40%

50%

60%

70%

80%

90%

100%

IST NAC. IST NAC. IST NAC. IST NAC. IST NAC.

6

5

4

3

2

1

1996/97 1997/98 1998/99 1999/00 2000/01

Nota: NAC. = Total NacionalFonte: Ministrio da Educao, DESUP

Um outro indicador relativamente ao qual o IST assume uma posio de relevo a nota mnima de

seriao. Como j foi referido, nos ltimos anos lectivos foi exigido aos candidatos um mnimo de

doze valores, o que representa o critrio mais exigente a nvel nacional para as licenciaturas na

mesma rea. Assim, alm da quantidade, a caracterstica que mais diferencia o Tcnico a

Relatrio de Actividades de 2000

29

qualidade dos alunos que ingressam na Escola. De facto, o IST tem revelado capacidade para

atrair os melhores alunos do Ensino Secundrio que procuram as suas reas de ensino.

A Figura 3 compara as notas mnimas de ingresso das licenciaturas do IST com as licenciaturas

congneres nas outras escola pblicas universitrias portuguesas em 2000/01, sendo de destacar

precisamente o posicionamento do IST, onde as classificaes mnimas dos alunos colocados

foram as mais elevadas para a maior parte das licenciaturas.

Figura 3 - Comparao das notas mnimas de seriao por licenciatura em 2000/01

80

120

160

200

IST 168,3 165,5 156,8 156,0 155,5 154,0 150,3 149,3 145,0 135,5 135,0 134,8 128,0 125,8 122,8 121,3 120,3

UP 118,5 150,3 179,5 147,8 101,5 138,8 144,5 143,0 112,5 123,5 114,8 109,0

UC 124,0 147,8 156,5 121,3 127,3 144,3 146,0 120,0 115,0 107,5 139,0 111,8

UNL 103,0 144,8 142,0 117,8 132,8 138 136,5 117,5 106,3 107,5 105,8 113,3

UAv 110,4 123,0 132,2 116,2 134,6 129,0 116,4 117,0 166,2 124,6 115,4

UMinho 131,3 118,5 152,5 115,0 100,0 127,5 140,0 101,0 116,0 101,0 101,8 100,5

UBI 100,8 107,3 96,4 106,2 104,3 95,5 104,8

UTAD 116,5 96,4 101,8 96,4

UAlg 122 105,7 120,7 151,8 99,4 102,0

Uvora 101,8 138,3 105,8 102,0 125,3

UL 122,5 117,5 121,8

FA-UTL 174,5 163,0

ISCTE 172,5 123,0

LEB LMAC LEA LEQ LA LEAmb LEC LEFT LQ LET LEGI LEIC LEMat LEEC LEMG LEM LEN

Nota Mnima de Seriao

do IST

Fonte: Ministrio da Educao, DESUP

A comparao contida no grfico anterior tem que ser vista, por um lado, luz dos critrios de

candidatura, que variam de instituio para instituio e onde os do IST so os mais exigentes, e,

por outro, em funo dos numeri clausi e dos resultados do ingresso. Deste modo, deve chamar-

-se a ateno para os seguintes aspectos, em relao licenciaturas nas quais a nota mnima do

IST no foi a mais elevada:

Arquitectura: a Faculdade de Arquitectura da UTL, a Faculdade de Engenharia da

Universidade do Porto (FEUP) e o ISCTE (Instituto Superior de Cincias do Trabalho e da

Empresa) apenas requerem como prova de ingresso a disciplina de Geometria Descritiva. O

IST requer Matemtica e Geometria Descritiva para o ingresso nesta licenciatura.

Instituto Superior Tcnico

30

Engenharia Fsica Tecnolgica: a Universidade do Algarve apenas teve um aluno colocado

nesta licenciatura.

Engenharia do Territrio: as licenciaturas com uma nota mnima de seriao superior do

IST requerem como prova de ingresso apenas uma disciplina, e esta pode variar entre

Geografia, Geologia, Ecologia e Geometria Descritiva, consoante a escola. No IST requerida

a prova de Matemtica e ainda outra, a optar entre Fsica e Qumica.

Engenharia e Gesto Industrial: a nota mnima de seriao da FEUP, nesta rea cientfica,

tem sido superior do IST nos ltimos anos lectivos. H que referir que a FEUP oferece 25

vagas enquanto o IST oferece 30, e que o 25 aluno a ingressar nesta licenciatura no IST teve

a nota de seriao de 143,8 (valor muito prximo ao da FEUP, 144,5).

Engenharia Informtica e de Computadores: a FEUP teve uma nota mnima de seriao

superior ao IST pois o nmero de vagas que ofereceu foi apenas de 75. O 75 aluno

ingressado no IST (Alameda) nesta licenciatura teve uma nota de seriao de 154,5, superior

nota mnima da FEUP (143,0).

Engenharia de Materiais: a Universidade de Aveiro apenas colocou um aluno nesta

licenciatura, tendo disponibilizado 30 vagas para o ano lectivo de 2000/01.

Engenharia de Minas e Georrecursos: a Universidade de Coimbra apenas colocou um aluno

nesta licenciatura, tendo disponibilizado 15 vagas para o ano lectivo de 2000/01.

A Figura 4 compara o ingresso nas dezassete licenciaturas do IST para os dois ltimos anos

lectivos, em termos da percentagem de colocados em primeira opo e da mdia das notas de

seriao, respectivamente indicadores de procura e de qualidade tipicamente utilizados na anlise

do ingresso nas universidades. Deve salientar-se que a proporo de colocados em primeira opo

que surge no grfico corrigida atravs da multiplicao da taxa de alunos colocados

efectivamente no curso desejado pela taxa de ocupao das vagas disponveis em numerus

clausus. Este clculo permite, por um lado, comparar a procura de licenciaturas que obtiveram

taxas de ocupao diferentes, no beneficiando as que tm uma percentagem elevada de

colocados em primeira opo mas no preenchem a totalidade do numerus clausus; e, por outro,

possibilita uma anlise da evoluo entre anos de uma licenciatura, quando ela teve taxas de

ocupao diferentes nos dois anos considerados.

Relatrio de Actividades de 2000

31

Figura 4 - Matriz comparativa de atractividade das licenciaturas do IST

50

75

100

0 25 50 75 100

Md

ia d

as N

otas

de

Ser

ia

o

Percentagem de Colocados em 1 Opo Corrigida

LEA

LEC

LEMat

LEMG

LEAmb

LET

LEGI

LEEC

LEFT

LEIC

LEM

LEN

LEQ

LMAC

LQ

LEBLA

LEA

LEC

LEMat

LEMG

LEAmb

LETLEGI LEEC

LEFT

LEIC

LEM

LEN

LEQ

LMAC

LQ

LEB

LA

LEIC(TP)

Como pode observar-se, a situao das licenciaturas do IST relativamente aos indicadores

considerados mantm um configurao em torno de um eixo, que liga a LEN (67,5% de mdia das

notas de seriao e 45% de colocados em primeira opo) e a LEA (88,0% de mdia das notas de

seriao e 97% de colocados em primeira opo). A LEB, no primeiro indicador referido, registou

um valor ligeiramente superior a este (88,4%) mas ficou-se pelos 62% no que toca proporo de

colocados em primeira opo. A LEC, por seu lado, alcanou a percentagem mais elevada de

colocados em primeira opo (98%).

As oscilaes mais significativas entre 1999/00 e 2000/01 ocorreram na LMAC que, embora

verificasse uma subida na mdia da nota de seriao, desceu significativamente na percentagem

de colocados em primeira opo, semelhana da LQ, que perdeu nos dois indicadores, tendo

sido a primeira opo de apenas 15% dos alunos colocados.

4.1.1.2 - Regime Extraordinrio de AcessoOs dados relativos aos alunos ingressados no IST atravs dos Regime Especial e Extraordinrio de

Acesso so descritos na Tabela 6. As vagas para estes regimes de ingresso so definidas por

deciso da Comisso Coordenadora do Conselho Cientfico (C.C.C.C.), correspondendo a cerca

1999/00

2000/01

Instituto Superior Tcnico

32

de 10% das vagas por numerus clausus, e as candidaturas seleccionadas de acordo com o

regulamento em vigor. Deve notar-se que as vagas disponveis para os reingressos no englobam

alunos que prescreveram h um ou dois anos (reingresso automtico quando prescrevem s uma

vez), alunos que tenham pedido interrupo temporria de estudos, nem alunos a quem faltavam

menos de 50% das disciplinas, data da interrupo, para a concluso da sua licenciatura.

Tabela 6 - Regimes extraordinrio e especial de acesso em 2000/01

Vagas Candidatos Colocados

Reingressos 26 27 26

Transferncias 31 4 3

Mudanas de Curso Externas 22 7 3

Cursos Mdios e Superiores 30 55 31

Sistemas de Ensino Superior Estrangeiros 19 11 9

Exames AD-HOC 7 0 0

Convnio com a Universidade dos Aores - - 10

Regimes Especiais - Portaria 354-B/991 54 - 402

Total 189 104 1221 As vagas neste regime so ocupadas atravs de indicao directa do Ministrio da Educao e destinam-se, entre outros, a funcionriospblicos em misso oficial no estrangeiro e seus familiares que os acompanhem, atletas de alta competio, filhos de diplomatas e bolseirosoriundos de Pases Africanos de Expresso Portuguesa.2 Dos 40 colocados s 35 concretizaram a sua inscrio.

Para as 189 vagas disponveis no ingresso extra numerus clausus houve 104 candidatos, sendo de

referir que para as vagas disponibilizadas ao abrigo da Portaria n. 354-B/99 a colocao feita

directamente pelo Ministrio da Educao. Foram colocados, pois, 112 alunos, a que se juntaram

outros 10, colocados atravs do convnio assinado entre o IST e a Universidade dos Aores,

elevando para 122 o total de alunos ingressados por esta via e para 1.473 o nmero de alunos

colocados no IST. Relembra-se que as vagas sobrantes dos Concursos Especiais (Cursos Mdios

e Superiores, Sistemas de Ensino Superior Estrangeiro e Exames AD-HOC) foram transferidas

para a segunda fase do Concurso Nacional de Acesso.

Contudo, h ainda outros alunos que frequentam o IST, tendo ingressado ao abrigo de protocolos

especficos com outras instituies de Ensino Superior ou Empresas. A indicao dos alunos

ingressados em 2000/01 por estas vias surge na Tabela 7.

Tabela 7 - Outros alunos ingressados em 2000/01

Protocolo Nmero de alunos

Academia Militar 19

Academia da Fora Area 3

Alunos Angolanos ao abrigo de protocolos com empresas1 3

Total 251 Ver Seco 8.2

A Figura 5 mostra a evoluo do processo de admisso desde o ano lectivo de 1996/97, indicando

o nmero de ingressados via numerus clausus e ao abrigo do regime extraordinrio e especial.

Relatrio de Actividades de 2000

33

Figura 5 - Evoluo das Admisses no IST

1.210

134

1.252

123

1.302

142

1.247

131

1.351

122

0

200

400

600

800

1.000

1.200

1.400

1996/97 1997/98 1998/99 1999/00 2000/01

Colocados via "Numerus Clausus"Colocados por Regime Extraordinrio

4.1.1.3 - Acolhimento dos alunos ingressados Programa de Mentorado 2000/2001O Programa de Mentorado faz parte do Plano de Acolhimento e Acompanhamento para os alunos

recm-ingressados no IST, desenvolvido pelo Gabinete de Apoio ao Estudante. Este programa

abrangeu todos os cursos de Licenciatura, exceptuando a Licenciatura em Engenharia Informtica

e de Computadores, que desenvolveu o seu prprio programa de apoio aos alunos ingressados. O

objectivo principal destas actividades facilitar a integrao dos alunos recm-chegados ao IST, e

muitas vezes a Lisboa, diminuindo os impactos negativos da transio para o Ensino Superior e

aumentando as probabilidades de sucesso escolar. O projecto de Mentorado assenta numa

estrutura na qual um aluno mais experiente serve de guia (Mentor) a outros alunos que ingressam

pela primeira vez no IST (Mentorandos).

O programa teve incio no perodo de matrculas e inscries dos alunos colocados no IST pela

primeira vez no primeiro ano, envolvendo a participao da Secretaria de Graduao, do Centro de

Informtica, da Biblioteca Central, da Associao de Estudantes e dos Servios de Aco Social,

bem como de alunos de anos mais avanados de cada Licenciatura. Depois do incio das aulas,

cada mentor ficou encarregue de um grupo de cerca de dez alunos, com o qual reuniu para a

prestao de indicaes e informaes, troca de experincias e entreajuda. Estas reunies foram

dirias nas primeiras semanas de aulas, diminuindo de frequncia ao longo do tempo.

Paralelamente, foi organizado um conjunto de actividades de integrao, de mbito cultural e

desportivo, com o objectivo de fomentar o convvio entre aquele conjunto de alunos e todos os

outros elementos da Escola, incluindo docentes e funcionrios no docentes.

No total, estiveram envolvidos no Programa de Mentorado, no ano lectivo de 1999/00, doze

supervisores do GAPE, 167 mentores e 948 mentorandos e, em 2000/01, dez supervisores, 192

mentores e 999 mentorandos.

Instituto Superior Tcnico

34

4.1.2 - Anlise global do processo de ensino de graduao

4.1.2.1 - Evoluo do nmero de alunosO Instituto Superior Tcnico tem vindo a consolidar a sua posio singular no contexto do Ensino

Superior de Engenharia em Portugal, pela quantidade e diversidade de reas de graduao

oferecidas. As dezassete licenciaturas em funcionamento em 2000/01 compreenderam cerca de

novecentas disciplinas distintas, como listado na Tabela 8, no relativo aos dois ltimos anos

lectivos

Tabela 8 - Nmero de disciplinas em funcionamento

Unidade Acadmica 1999/00 2000/01

Departamento de Engenharia Civil 125 137

Departamento de Engenharia Electrotcnica e de Computadores 148 131

Departamento de Engenharia Informtica 47 56

Departamento de Engenharia de Materiais 27 29

Departamento de Engenharia Mecnica 122 132

Departamento de Engenharia de Minas e Georrecursos 61 61

Departamento de Engenharia Qumica 113 148

Departamento de Fsica 64 64

Departamento de Matemtica 76 72

Seco Autnoma de Economia e Gesto 30 35

Seco Autnoma de Engenharia Naval 24 26

Total 837 891

As licenciaturas do IST foram frequentadas por um total de 8.089 alunos em 1996/97, 8.255 alunos

em 1997/98, 8.296 em 1998/99, 8.141 em 1999/00 e 8.186 em 2000/01. Esta evoluo est

representada graficamente na Figura 6, enquanto a Tabela 9 apresenta estes valores

desagregados por licenciatura, para os trs ltimos anos lectivos.

Figura 6 - Evoluo do nmero de alunos de licenciatura

8.1868.141

8.2968.255

8.089

7.778

7.635

7.863

7.440

6.906

6.000

6.500

7.000

7.500

8.000

8.500

1991/92 1992/93 1993/94 1994/95 1995/96 1996/97 1997/98 1998/99 1999/00 2000/01

Relatrio de Actividades de 2000

35

Tabela 9 - Distribuio dos alunos de licenciatura

1998/99 1999/00 2000/01

LA 57 112 157

LEA 188 189 192

LEAmb 192 196 209

LEB 128 178 222

LEC 1.381 1.340 1.336

LEEC 1.747 1.704 1.678

LEFT 245 245 248

LEGI 249 225 230

LEIC - AL 1.212 1.244 1.264

LEIC - TP - - 84

LEMat 187 159 159

LEM 1.282 1.190 1.131

LEMG 125 111 105

LEN 192 163 144

LEQ 673 625 550

LET 175 169 166

LMAC 186 190 181

LQ 77 101 130

TOTAL 8.296 8.141 8.186

A Tabela 10 e a Figura 7 mostram, respectivamente, a repartio do total de alunos por Unidade

Acadmica, para os ltimos anos, e a distribuio por ano curricular dos 8.186 alunos inscritos em

2000/01 em cada licenciatura.

Tabela 10 - Nmero de alunos por Unidade Acadmica1

1996/97 1997/98 1998/99 1999/00 2000/01

Departamento de Engenharia Civil 1.338,7 1.303,7 1.392,6 1.415,3 1.461,9

Departamento de Engenharia Electrotcnica e de Computadores 1.859,3 1.897,0 1.511,2 1.343,3 1.445,5

Departamento de Engenharia Informtica - - 552,9 623,1 663,9

Departamento de Engenharia de Materiais 133,0 139,4 136,5 123,5 113,4

Departamento de Engenharia Mecnica 1.203,2 1.225,5 1.098,2 978,1 954,9

Departamento de Engenharia de Minas e Georrecursos 91,0 130,7 133,2 135,0 143,9

Departamento de Engenharia Qumica 805,3 847,3 949,6 980,5 953,2

Departamento de Fsica 659,3 678,9 663,0 623,1 682

Departamento de Matemtica 1.645,7 1.559,7 1.474,7 1.559,2 1.453,7

Seco Autnoma de Economia e Gesto 282,1 374,7 315,5 290,0 264,3

Seco Autnoma de Engenharia Naval 71,3 98,1 68,5 69,9 49,3

TOTAL 8.089,0 8.255,0 8.296,0 8.141,0 8.186,01 Valores calculados atravs da regras em vigor no IST em cada ano lectivo, aprovadas pela CCCC, com base somente nas primeiras inscries e apsponderao com o nmero de disciplinas curriculares.

Instituto Superior Tcnico

36

Figura 7 - Distribuio dos alunos por ano curricular

0% 20% 40% 60% 80% 100%

LA

LEA

LEAmb

LEB

LEC

LEEC

LEFT

LEGI

LEIC

LEMat

LEM

LEMG

LEN

LEQ

LET

LMAC

LQ

1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 Ano

Nota: Os valores referentes LEIC incluem os alunos da Alameda e do Taguspark

4.1.2.2 - PrescriesA qualidade do ensino no IST fortemente condicionada pela qualidade e motivao dos alunos

para frequentarem os programas leccionados. Nesse sentido, foi implementado um regulamento de

prescries, em vigor a partir do ano lectivo de 1994/95, ao abrigo do qual prescreveram os alunos

indicados no grfico da Figura 8. Nos termos do regulamento, a prescrio ocorre quando o aluno

no consegue concluir, num dado ano lectivo, um nmero mnimo de disciplinas e o seu

aproveitamento mdio (medido em disciplinas em que obteve aprovao) se situa abaixo de um

determinado patamar.

Deve referir-se que a implementao do regime de prescries, inserida numa poltica de qualidade

do sistema de ensino de que o IST foi pioneiro, tem vindo a revelar-se prejudicial para a Escola

face ao sistema de financiamento do ensino superior pblico, que atende ao nmero bruto de

alunos inscritos, sem ponderao atravs de indicadores de qualidade.

Relatrio de Actividades de 2000

37

Figura 8 - Evoluo do nmero de alunos prescritos

511

175

289 254 256294

84

0

50

100

150

200

250

300

350

400

450

500

550

1994/95 1995/96 1996/97 1997/98 1998/99 1999/00 2000/01

A distribuio por Licenciatura das prescries em 2000/01 apresentada na Figura 9. Da anlise

do grfico verifica-se que, as licenciaturas em Engenharia Electrotcnica e de Computadores e

Engenharia Mecnica foram as que registaram, em termos absolutos, o maior nmero de

prescritos. Em termos relativos, contudo, foi a Licenciaturas em Engenharia e Gesto Industrial

que teve o maior nmero de alunos prescritos, correspondentes a 1,7% ou do total de alunos

inscritos no ano lectivo de 1999/00. Nas licenciaturas em Engenharia Biolgica, Engenharia Fsica