Relatório de Visita à obras

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    21-Dec-2015
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Relatório de Arquitetura sobre materias de construção.-Concreto-Fechamentos de Vedação-Impermeabilização

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CONCRETOA visita tcnica foi realizada em uma obra residencial unifamiliar de dois pavimentos. O engenheiro responsvel Pedro Mosquetta e a obra possui metragem total de 251m. A obra se encontra em estgio de acabamentos de pisos (Figura 01) e colocao de gesso nos tetos.H seis funcionrios trabalhando na obra e como equipamentos de seguranas usam cala, botina e capacete.Conforme conversado com o mestre de obras sobre o preparo do concreto, ele relatou que a dosagem seria o que eles chamam de 3 por 1, trs carriolas de areia, trs carriolas de pedrisco e 1 saco de cimento para uma betoneira de 400 litros.A mistura de todos os materiais feita na betoneira ou manualmente em caixas de madeiras feitas na prpria obra.No h transporte externo j que o concreto preparado na prpria obra. A figura 02 mostra o transporte interno feito por carriolas, que tambm feito por baldes e para o segundo pavimento usa-se cordas para puxar os baldes na vertical.No lanamento, fase de colocao do concreto nas formas, sempre necessrio evitar a separao dos materiais, evitando grandes distancias para o transporte do concreto e fazer o lanamento prximo ao local definitivo, feito de maneira uniforme para evitar concentraes do concreto em s um ponto da forma.O adensamento tem a funo de retirar os vazios do concreto, acomodando-o na forma. feito de forma manual, utilizando barros de ao ou madeira, que agem como soquetes. Esse modo de adensamento restrito a obras pequenas.A cura so medidas para evitar a evaporao da gua do concreto antes da hora, o mestre de obras disse que a laje era molhada duas vezes ao dia, de manha e no fim da tarde, ficando seca e pronta aps 28 dias. As formas das vigas e pilares foram retiradas aps 21 dias (Figura 03).

Figura 01: acabamentos do pisoFonte: autor

Figura 02: Transporte interno feito por carriola.Fonte: autor

Figura 03: formas para a cura do concretoFonte: autorFECHAMENTO DE VEDAO

A visita tcnica foi realizada em uma obra residencial unifamiliar trrea. O engenheiro responsvel Roberto Setti e a obra possui metragem total de 82m. A figura 1 e 2 mostra que a obra se encontra em estgio de reboco de paredes e madeiramento do telhado.H 4 funcionrios trabalhando na obra, e como equipamentos de segurana usam cala, botinas e capacetes.Na obra foi utilizado o bloco de cermica conforme mostra a figura 03, composto principalmente por argila, na sua fabricao ele passa por um processo de queima que lhe d uma caracterstica de dureza e resistncia. A argamassa utilizada para o assentamento o responsvel pela aderncia dos blocos entre as fiadas e da parede da estrutura. Dentre suas principais caractersticas ela deve possuir boa plasticidade e consistncia para suportar o peso do tijolo e manter seu alinhamento, deve ter boa capacidade reteno de gua e ter boa trabalhabilidade. A argamassa de assentamento composta de usualmente de cal, areia, cimento e gua.Para a execuo de alvenaria so necessrios alguns equipamentos que facilitam a mo de obra e gerar maior produtividade, como: prumo, colher de pedreiro, linha de nilon, trena, andaime, carriola, etc.Durante a elevao das paredes, os blocos devem ser assentados e alinhados segundo especificado em projeto e de forma a exigir o mnimo de ajuste possvel. Devem ser posicionados enquanto a argamassa estiver trabalhvel e plstica e, em caso de necessidade de reacomodar o tijolo, a argamassa deve ser removida e o componente assentado novamente de forma correta.Os cordes de argamassa devem ser aplicados sobre os blocos numa extenso tal que sua trabalhabilidade no seja prejudicada por exposio prolongada ao tempo e evitando-se a queda nos vazados dos blocos.As juntas verticais e horizontais devem ter espessuras de 10 mm, exceto a junta horizontal da primeira fiada que pode chegar a 20mm para correo de possveis desnveis da laje. Indica-se que a variao mxima da espessura das juntas de argamassa seja de 3 mm. A alvenaria recebe trs camadas de acabamento - chapisco, emboo e reboco. O chapisco O chapisco a primeira camada de argamassa aplicada no revestimento, fica diretamente em contato com os tijolos e facilita a ancoragem do emboo. Por isso, a argamassa deve ter alta resistncia mecnica. Com espessura entre 3 mm e 5 mm, o chapisco cobre a superfcie com uma camada de argamassa fina, que torna a base spera e aderente.O emboo tem como funo principal fazer o nivelamento do chapisco, deixando a superfcie mais lisa para receber, enfim, o reboco. Com espessura entre 1,5 cm e 2 cm (interno) e de 3 a 4 cm (fachada), o emboo corrige pequenas irregularidades, melhorando o acabamento da alvenaria e protegendo-a de intempries. produzido com argamassa mista ( base de areia, cal e cimento). a base para um bom acabamento, portanto deve ser feito com cautela. O acabamento nunca perfeito, por isso o emboo deve ser feito buscando corrigir todas as falhas de planificao.O reboco, ou massa fina, tem cerca de 5 mm e a camada final que torna a textura da parede mais fina para receber pintura. Pode ser substitudo pela aplicao de massa corrida. Usa argamassa de areia e cal com granulometria bem mais fina que a do emboo, que pode ser preparada na obra ou industrializada. Aplicado com desempenadeira em movimentos circulares, tem tempo de cura em torno de 25 dias.

Figura 01: fase em que se encontra a obraFonte: autor

Figura 02: fase em que a obra se encontra.Fonte: autor

Figura 03: tipo do material utilizado.Fonte: autor.

IMPERMEABILIZAO

O homem desde o tempo da caverna se preocupa com a umidade e por isso passou a usar alguns materiais para impermeabilizar construes. Hoje vrios produtos so desenvolvidos para evitar a ao indesejada da gua, assim a impermeabilizao representa uma pequena parte do custo (1% a 3% do custo total) e volume da obra.O projeto de impermeabilizao deve fazer parte dos projetos de uma construo, pois deve ser estudada e se compatibilizar com os demais projetos (hidrulico, eltrico, etc)Inmeros locais necessitam da aplicao de impermeabilizao, tais como: subsolos; lajes internas de cozinhas, banheiros, reas de servio e varandas; caixas dgua e cisternas; piscinas; calhas; banheiras; terraos; marquises; em reas frias (piso, banheiro, cozinha e rea de servio); entre outros.Para a Denver (2005) os sistemas de impermeabilizao so obtidos atravs dos vrios materiais classificados como: bsicos, elaborados, pr-fabricados ou auxiliares.Os bsicos, atravs da indstria do origem aos pr-fabricados e elaborados. Os materiais elaborados so obtidos a partir dos materiais bsicos atravs de combinaes entre si ou com solventes, agua, cargas e agentes emulsionante e os materiais pr-fabricados so os produtos finais contendo em sua composio material bsico, elaborado ou auxiliar.A NBR 10520 define um sistema de impermeabilizao como: Conjunto de materiais que uma vez aplicados, conferem impermeabilidade s construes NBR 10520 (1988).Os sistemas de impermeabilizao podem ser classificados segundo o material: base de materiais asflticos: podendo ser asfaltos e asfaltos modificados com polmeros sintticos base de polmeros sintticos: podendo ser elastmeros, termoplsticos, termofixos, mistura de termoplsticos e elastmeros.As mantas asflticas normalmente so estruturadas com no tecido de polister, vu de fibra de vidro ou polietileno e so industrializadas com asfalto oxidado ou modificadas com polmeros. Ela indicadaprincipalmentepara estruturas sujeitas a movimentao. Durante a aplicao damanta asfltica importante que todos os cantos da parede estejam arredondados e que os tubos de guas pluviais recebam proteo da manta, descendo por 10cm dentro do tubo. A mesma ateno deve ser dispensada aplicao damanta lquida. Podendo ser aplicadas com rolo de pintura ou trincha, so necessrias de 3 a 4 aplicaes, uma por dia com tempo de cura variando de 7 a 15 dias. Aps esse perodo feito o teste de estanqueidade para garantir a eficcia e qualidade da aplicao. Para garantir sua durabilidade deve-se reaplicar uma demo a cada dois anos.As membranas moldadas no local podem ser aplicadas a frio ou a quente. Na aplicao das membranas a frio tm-se as emulses e solues asflticas e os asfaltos elastomricos. Na emulso asfltica aplicada a frio necessria a aplicao de vrias demos (5 a 7) para conseguir a espessura adequada. Tcnica usual para impermeabilizao de baldrames e blocos de fundaes. O asfalto elastomrico aplicado a frio um asfalto diludo aplicado em vrias demos, 3 ou 4, intercaladas com estruturantes colocados aps a 2 demo. Nas membranas aplicadas a quente pode ser utilizado o asfalto oxidado e o asfalto modificado. Os asfaltos oxidados so betumes asflticos cujas caractersticas foram modificadas pela passagem de ar atravs de sua massa exposta a elevadas temperaturas. Este tratamento produz importantes alteraes nas propriedades do asfalto, sendo a mais importante, a diminuio da tendncia a modificar sua consistncia pelo efeito da temperatura. O asfalto modificado com adio de polmeros aumenta o ponto de amolecimento, diminuindo a penetrao, aumentando a resistncia fadiga mecnica e ao escorrimento e adquirindo flexibilidade a baixas temperaturas.

REFERNCIAS

MELLO, L. S. L. I MPERMEABILIZAO MATERIAIS, PROCEDIMENTOS E DESEMPENHO. UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI 2005. Disponvel em < http://engenharia.anhembi.br/tcc-05/civil-18.pdf> Acesso em 09 abr.2015

CUNHA, E. H. IMPERMEABILIZAO. PUC GOIS. Disponvel em Acesso em 07 abr.2015