Relatório e Contas Consolidadas 2003 PRIMEIRO...

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Portugal Telecom

Relatrio

PRIMEIRO SEMESTRE

2003

e Contas Consolidadas

Edio: Secretaria-Geral Portugal Telecom, SGPS, S.A.

Design: Jos Brando | Paulo Falardo [Atelier B2]

Pr-impresso: Textype

Crditos Fotogrficos:

Arquivo DN - Jos Carlos Carvalho, Leonardo Negro | CAPA

Paulo Rasco | CAPA E PGINA 8

A Comisso doMercado de Valores Mobilirios,ao abrigo do disposto no n. 3do artigo 250. do Cdigodos Valores Mobilirios,dispensou a publicao dascontas individuais.

Os documentosde prestao de contasalvo desta dispensaencontram-se disponveispara consulta,juntamente com os restantes,na sede desta Sociedade.

6 Sntese dos Indicadores7 Principais Indicadores por Negcio8 Mensagem do Presidente da Comisso Executiva0 Principais Acontecimentos2 Enquadramento Macroeconmico4 Governo da Sociedade20 Mercado de Capitais26 Informao Chave29 Recursos35 Impacto Social e Ambiental40 Anlise Econmica e Financeira57 Negcios do Grupo65 Perspectivas para o Segundo Semestre66 Demonstraes Financeiras Consolidadas35 Certificao Legal das Contas Consolidadas36 Relatrio dos Auditores

Anexos38 Dados Operacionais por Negcio

40 Gesto da PT

42 Informao aos Accionistas

Portugal Telecom, SGPS, S.A.

Sociedade Aberta

Pessoa Colectiva n. 503215058

Capital social 1 254 285 000 euros

Mat. n. 3602/940706, 4. Seco CRCL

Avenida Fontes Pereira de Melo, 40

1069-300 LISBOA

Relatrio

PRIMEIRO SEMESTRE

2003

e Contas Consolidadas

Portugal Telecom

2RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Negcios de Rede Fixa

Estrutura do Grupo PT

PT Comunicaes100%

PT Corporate100%

PT Prime87,5%

Tradecom66%

PTM.com100%

TMN100%

Mdi Tlcom31,34%

Mascom Wireless50%

Vivo50%

PT Multimedia57,56%

TV Cabo100%

LusomundoAudiovisuais

100%

LusomundoMedia

75%

Telesp Celular65,12%

Tele Sudeste85,59%

Tele Centro Oeste13,26%

Celular CRT49,38%

Tele Leste27,7%

Global Telecom65,12%

PT Ventures100%

Cabo Verde Telecom40%

PT Brasil100%

PT Sistemas de Informao

100%

PT Inovao100%

PT Compras100%

PT Contact100%

CST51%

PrimeSys100%

Mobitel48,96%

Negcios Mveis Negcios Multimdia Outros Negcios Empresas Instrumentais

Portugal Telecom

PT PRO100%

3RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Posicionar a PT

como uma prestadora integradade telecomunicaes e multimdia

Reter a liderana e uma significativa quota de mercadode melhores clientes mveis em Portugal e no Brasil

Ser um dos trs operadores

de telecomunicaes mais eficientes da Europano prazo de trs anos

Atrair e reter os

melhores talentos disponveis

Misso eObjectivos do Grupo

PortugalManter a posio de liderana

no sector de telecomunicaes e multimdia em Portugal

e alcanar uma clarasituao de eficincia

e qualidade de serviode nvel mundial

BrasilReter a liderana

no negcio mvele maximizar o retorno

dos investimentos no Brasil

4RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Capex

Capex 1S02 Rede Fixa TMN Vivo PT Multimedia Outros Capex 1. S 2003

-87382

-62

-27

-10+24

220

milh

es

de e

uros

EBITDA

Rede Fixa TMN Vivo PT Multimedia Outros EBITDA 1. S 2003

461

316

22757 13 1 074

milh

es

de e

uros

EBITDA menos Capex

EBITDA menosCapex 1. S 2002

Rede Fixa TMN Vivo PT Multimedia Outros EBITDA menosCapex 1. S 2003

741+47

+93 -58 +32 -1 854

milh

es

de e

uros

5RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Dvida Lquida

Dvida Lquida2002

Cash FlowOperacional

InvestimentosFinanceiros

Impostos Juros Consolid.TCO

FundoPenses

ForexBRL e USD

Dividendos Outros D quida1.

4 037 -708

120 35154 52

106 -20201 -1 3 975

milh

es

de e

uros

Proveitos Operacionais

Rede Fixa TMN Vivo PT Multimedia Outros Receitas 1. S 2003

1 073

625

589

326113 2 725

milh

es

de e

uros

6RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

SNTESE DOS INDICADORES

RESULTADOS CONSOLIDADOS em milhes de euros, excepto*

1S03 1S02 %

Proveitos Operacionais 2 725 2 853 (4,5)

EBITDA (Resultados Operacionais + Amortizaes) 1 074 1 123 (4,3)

Resultados Operacionais 607 625 (2,9)

Resultado antes de Impostos e Interesses Minoritrios 260 303 (14,4)

Resultado Lquido 143 203 (29,1)

Resultado Lquido por Aco* (em euros) 0,11 0,16 (29,1)

MARGENS E INDICADORES em milhes de euros, excepto*

1S03 1S02 %

Margem EBITDA* (%) 39,4 39,4 0,0 p.p.

EBITDA/Juros Lquidos* (n. vezes) 14,4 13,8 n.s.

Dvida Lquida/(Dvida Lquida + Capital Prprio)* (%) 54,6 57,7 (3,1 p.p.)

Capex 220 382 (42,5)

EBITDA menos Capex 854 741 15,4

SITUAO FINANCEIRA em milhes de euros

1S03 1S02 %

Total do Activo 13 812 15 970 (13,5)

Dvida Lquida 3 975 4 762 (16,5)

Capitais Prprios 3 302 3 485 (5,3)

Capital Social 1 254 1 254 0,0

CLIENTES/ACESSOS em milhes

1S03 1S02 02/01 %

Total de Clientes PT 29,4 17,4 69,0

Portugal 11,4 10,5 8,6

Mercado Internacional(1) 18,0 6,9 160,9

PESSOAL em unidades

1S03 1S02 02/01 %

Pessoal ao Servio no Grupo 23 400 22 691 3,1

Portugal 15 064 17 324 (13,0)

Mercado Internacional(1) 8 336 5 367 55,3

Acessos Telefnicos Principais por Trabalhador Portugal 449 403 11,4

Acessos Fixos e Mveis por Trabalhador Portugal 840 711 18,1

Informao apresentada com consolidao proporcional da Vivo (incluindo dois meses de consolidao da Tele Centro Oeste Participaes).(1) Empresas consolidadas integral ou proporcionalmente.

7RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

PRINCIPAIS INDICADORES POR NEGCIO

REDE FIXA em milhes de euros, excepto*

1S03 1S02 %

Proveitos Operacionais 1 149 1 218 (5,7)

EBITDA(1) 461 501 (8,0)

EBITDA/Proveitos Operacionais* (%) 40,1 41,1 (1,0 p.p.)

Capex 60 147 (59,3)

EBITDA menos Capex 401 354 13,3

Capex/Proveitos Operacionais* (%) 5,2 12,1 (6,9 p.p.)

TMN em milhes de euros, excepto*

1S03 1S02 %

Proveitos Operacionais 715 709 0,9

EBITDA(1) 316 285 10,8

EBITDA/Proveitos Operacionais* (%) 44,1 40,2 3,9 p.p.

Capex 72 134 (46,3)

EBITDA menos Capex 244 151 61,3

Capex/Proveitos Operacionais* (%) 10,0 18,9 (8,9 p.p.)

VIVO(2) em milhes de euros, excepto*

1S03 1S02(3) %

Proveitos Operacionais 1 177 1 654 (28,8)

EBITDA(1) 454 622 (27,0)

EBITDA/Proveitos Operacionais* (%) 38,6 37,6 1,0 p.p.

Capex 83 136 (39,0)

EBITDA menos Capex 371 486 (23,6)

Capex/Proveitos Operacionais* (%) 7,0 8,2 (1,2 p.p.)

PT MULTIMEDIA em milhes de euros, excepto*

1S03 1S02 %

Proveitos Operacionais 326 293 11,2

EBITDA(1) 57 35 62,0

EBITDA/Proveitos Operacionais* (%) 17,4 12,0 5,4 p.p.

Capex 26 36 (28,9)

EBITDA menos Capex 31 (1) n.s.

Capex/Proveitos Operacionais* (%) 7,8 12,3 (4,5 p.p.)

Os valores acima apresentados incluem transaces intragrupo.(1) EBITDA = Resultados Operacionais + Amortizaes.(2) Os valores apresentados neste segmento correspondem a 100% da Vivo, cujas demonstraes financeiras so consolidadas em 50% pelo mtodo proporcional.(3) Os valores apresentados neste segmento correspondem a um pr-forma da Vivo no primeiro semestre de 2002,incluindo adicionalmente numa base pr-forma a consolidao dos resultados da Tele Centro Oeste Participaes nos meses de Maio e Junho de 2002.

8RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Senhores Accionistas,

Tivemos neste semestre mais um perodo de slida execuo operacional e financeira, embora anossa actividade tenha continuado a ser negativamente influenciada pela situao macroeconmicanacional e internacional, condicionando a procura dos servios de telecomunicaes no mercadodomstico e reduzindo a expresso das nossas operaes no Brasil, face ao primeiro semestre de 2002, atravs dos efeitos cambiais.A base total de clientes do grupo aumentou para 29,4 milhes, um acrscimo de cerca de 6 milhesde clientes nos ltimos doze meses. Prosseguimos o desenvolvimento e diversificao do portfoliode negcios do grupo, que apresenta actualmente um mix em que os negcios mveis, nos mercadosnacional e internacional, representam 76% do total de clientes, tendo registado um aumento de33% face ao primeiro semestre de 2002, e os clientes em banda larga mais do que duplicaramascendendo a 268 mil.Os proveitos operacionais da PT situaram-se em 2 725 milhes de euros, representando uma

reduo de 4,5% face ao primeiro semestre de 2002, e o EBITDA (resultados operacionaisantes de amortizaes) situou-se em 074 milhes de euros, equivalente a uma

diminuio de 4,3%. Excluindo o impacto da desvalorizao de 38% do realentre os primeiros semestres de 2002 e 2003, caso o seu valor se tivessemantido constante, os proveitos operacionais teriam aumentado 9,2% e oEBITDA teria registado um aumento de 8,2%.Podemos pois afirmar que os fundamentais do Grupo PT se mantm slidos.A racionalizao de custos foi uma das nossas principais prioridades nesteperodo. Em resultado das aces em curso, os custos operacionais da PT

foram reduzidos em 4,9% face ao primeiro semestre de 2002, para2 8 milhes de euros, e o Capex (investimento em activos corpreos e

incorpreos) registou uma queda de 42,5%, para 220 milhes de euros.O indicador EBITDA menos Capex, reflectindo a maximizao dos fundos

libertos, registou um aumento de dois dgitos, de 5,4%, para854 milhes de euros.

Apesar do pagamento de dividendos neste perodo, a maximizaodo cash flow permitiu-nos reduzir a dvida em 62 milhes de

euros face ao final de 2002, para 3 975 milhes de euros.Prosseguimos o processo de reestruturao da dvida, tendoaumentado a sua maturidade para 4,4 anos, diminuindoquaisquer necessidades de financiamento significativas at 2005 e reduzindo o custo mdio da dvida para 3,8%.

A PT tem actualmente uma das situaes financeirasmais slidas do sector de telecomunicaes a nveleuropeu.O resultado lquido neste semestre foi de 43 milhes

de euros, incluindo 278 milhes de euros de custos

Mensagemaos AccionistasMiguel Horta e Costa PRESIDENTE DA COMISSO EXECUTIVA

9RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

extraordinrios de reestruturao. Excluindo esses custos, o resultado lquido teria ascendido a 330 milhesde euros, representando um aumento de 54% face ao primeiro semestre de 2002.Relativamente aos desenvolvimentos por rea de negcio, de referir que nos negcios de rede fixa aPT mantm uma inequvoca liderana com uma quota de mercado superior a 90%, aps trs anos deliberalizao total do mercado, fruto da sua diferenciao ao nvel da qualidade, dos preos e de umaoferta inovadora, onde se destaca o relanamento do ADSL.Desenvolvemos um conjunto de iniciativas que designmos por Reinveno do Negcio Fixo, queassentam precisamente na promoo de novos servios com efectivo valor acrescentado para os clientes,no lanamento de novos pacotes para o estmulo do trfego e na racionalizao dos custos. Pretende--se deste modo fidelizar os clientes e reduzir o churn, atenuar os efeitos de substituio dos serviosfixos pelos mveis, desenvolver as estruturas de relacionamento com o cliente (CRM) e modernizar asinfra-estruturas com as tecnologias mais avanadas, tudo isto de forma mais eficaz e eficiente.No primeiro semestre de 2003 venderam-se mais de 60 000 pacotes de trfego, dos quais 7 mildurante o ms de Junho, e aumentou-se a base de clientes ADSL de retalho para 88 mil, mais do dobrodos clientes que tnhamos no final de 2002.A TMN reforou a sua liderana no mercado mvel nacional, atingindo uma base de clientes de4,5 milhes, o que representa um aumento de %. A dimenso j atingida tem vindo a tornar-se umfactor de diferenciao crucial para a captao de novos clientes, a que acresce a diversificao doportfolio de servios, de que exemplo o lanamento do portal multimdia I9 Inove. Em termos deprioridade de gesto, o nvel de maturidade do mercado obrigou tambm a uma maior focalizao narentabilidade e no cash flow.Manteve-se a receita mdia por cliente no nvel previsto de 25 euros. A racionalizao de custos e areduo de subsidiao permitiram aumentar as margens unitrias por cliente, determinando umcrescimento do EBITDA de cerca de % e elevando sustentadamente a margem EBITDA para um valorno semestre superior a 44%, o que representa um acrscimo de cerca de 4 pontos percentuais emrelao a igual perodo do ano anterior.Os acontecimentos mais relevantes nas nossas operaes mveis no Brasil foram o lanamento damarca Vivo, para a nossa joint venture com a Telefnica, e a concretizao da primeira fase do processode aquisio da Tele Centro Oeste, cujos resultados de Maio e Junho j foram consolidados nestesemestre. Com esta aquisio, a Vivo acelerou significativamente a sua dinmica num mercado quese tornou ainda mais competitivo, no s passando a representar mais de 50% dos clientes mveis domercado brasileiro, com um nmero de clientes que cerca do triplo do segundo maior operador, mastendo tambm um impacto positivo na nossa capacidade de gerao de cash flow.Relativamente aos negcios multimdia, na televiso por subscrio atingimos 368 mil clientes, umaumento de mais de % face a igual perodo do ano anterior, enquanto que o nmero de acessosInternet de banda larga via cabo atingiu os 80 mil. A TV Cabo atingiu uma margem EBITDA de cercade 26%. A Lusomundo Audiovisuais e Cinema vendeu 4,2 milhes de bilhetes de cinema em Portugal.As iniciativas de maximizao de cash flow e de racionalizao de custos que desenvolvemos naPT Multimedia resultaram plenamente.Os resultados obtidos no primeiro semestre permitem-nos encarar com optimismo o exerccio de 2003,pelo que durante o nosso Investor Day, realizado a 24 de Junho, manifestmos desde logo a nossainteno de propor prxima Assembleia Geral Anual a distribuio de um dividendo de 20 a 22 cn-timos por aco, corporizando assim os nossos objectivos de aumento progressivo e sustentado daremunerao aos accionistas. Os dividendos que nos propomos distribuir iro superar os de 2002 empelo menos 25%.Quero, pois, expressar o meu agradecimento e o da Comisso Executiva aos nossos colaboradores, peloprofissionalismo, empenho e dedicao demonstrados, aos nossos clientes, por acreditarem na qualidadedos nossos servios, e aos nossos accionistas, pela confiana em ns depositada.

Miguel Horta e CostaPresidente da Comisso Executiva28 de Agosto de 2003

0RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

16 DE JANEIRO

Assinatura pela Brasilcel/Vivo,

atravs da sua subsidiria

Telesp Celular Participaes,

de um acordo com a empresa

brasileira Fixcel para a

aquisio da Tele Centro Oeste

Participaes, operador lder

nas regies Centro-Oeste

e Norte do Brasil, com uma

base de clientes de cerca

de 3 milhes.

A aquisio de 00% da Tele

Centro Oeste Participaes ser

realizada pela Telesp Celular

Participaes e executada em

trs fases: () aquisio das

aces ordinrias detidas pela

Fixcel, representando 6,% dos

direitos de voto da Tele Centro

Oeste Participaes, por

aproximadamente 506 milhes

de reais, a qual j foi realizada

em 25 de Abril de 2003;

(2) uma posterior Oferta Pblica

de Compra sobre as restantes

aces ordinrias da Tele Centro

Oeste Participaes;

e (3) a integrao da Tele Centro

Oeste Participaes na Telesp

Celular Participaes atravs

da incorporao das restantes

aces da Tele Centro Oeste

Participaes.

Com esta aquisio, a Vivo

refora a sua liderana

e competitividade no mercado

brasileiro, alcanando mais de

7 milhes de clientes e uma

quota do mercado brasileiro

superior a 50%. Esta operao

ser integralmente financiada

em reais pela Telesp Celular

Participaes e por outras

subsidirias da Vivo.

14 DE FEVEREIRO

Criao de uma empresa

instrumental, PT PRO, que ser

a plataforma de servios

partilhados do Grupo PT.

Esta empresa ser responsvel

pela agregao e optimizao

de diversos procedimentos

de back office do Grupo PT.

A PT PRO ir potenciar

a uniformizao

dos procedimentos e princpios

contabilsticos do grupo,

aumentando o nvel de controlo

interno e permitindo

igualmente a reduo de custos

atravs da obteno de

significativas economias

de escala.

21 DE FEVEREIRO

Actualizao dos preos do

servio fixo de telefone, com

um aumento da assinatura de

3,8% e decrscimos de 0,7%

e de 5,2% nas comunicaes

regionais e nacionais,

respectivamente. A reduo

mdia anual do total do cabaz

de preos da resultante ser de

0,25%, cumprindo com o price

cap de 2003 que assume uma

taxa de inflao de 2,5%,

conforme previsto no

Oramento de Estado de 2003.

As novas tarifas representam

um rebalanceamento adicional

dos preos do servio fixo

de telefone, reforando assim

a posio competitiva da PT

no mercado domstico.

24 DE MARO

Assinatura pela Telesp Celular

Participaes do contrato

definitivo de compra e venda

de aces relativo aquisio

do controlo accionista da Tele

Centro Oeste Participaes,

conforme previsto no acordo

celebrado em 6 de Janeiro

de 2003.

4 DE ABRIL

Aprovao em Assembleia Geral

do pagamento de dividendos

relativos ao exerccio de 2002

no montante de 20 milhes

de euros, equivalente a um

dividendo bruto de 0,6 euros

por aco e a um pay-out ratio

de 5,3%.

Aprovao na mesma

Assembleia Geral da

composio do novo Conselho

de Administrao da PT para

o trinio 2003/2005, tendo sido

nomeado como Presidente

o Professor Doutor

Ernni Lopes.

Escolha pelo Conselho de

Administrao dos seus

membros que passam a integrar

a Comisso Executiva:

Presidente:

Miguel Horta e Costa

Vogais:

Zeinal Bava

Carlos Vasconcellos Cruz

Iriarte Esteves

Paulo Fernandes

8 DE ABRIL

Lanamento da marca Vivo

para a joint venture entre a PT

e a Telefnica, detida em partes

iguais por ambos os grupos,

para os negcios mveis no

Brasil. A Vivo uma marca

nica em 9 Estados e no

Distrito Federal de Braslia,

que cobre 86% do territrio

brasileiro, uma rea de

7 milhes de quilmetros

quadrados, e 75% da populao

do pas, representando

80% do PIB brasileiro.

Principais acontecimentos

RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

25 DE ABRIL

Concluso pela Telesp Celular

Participaes da aquisio do

controlo da Tele Centro Oeste

Participaes. O custo de

aquisio das aces de controlo

foi de 506 milhes de reais,

correspondente a 9,49 reais

por lote de mil aces

ordinrias adquiridas.

O montante de 308 milhes de

reais foi pago aos vendedores

nesta data e o saldo

remanescente ser pago

parcelarmente nos termos

e condies estabelecidos no

contrato definitivo de aquisio

do controlo accionista da Tele

Centro Oeste Participaes.

2 DE MAIO

Pagamento dos dividendos

relativos ao exerccio de 2002,

no montante de 0,6 euros

por aco, equivalente

a um montante global

de 20 milhes de euros.

23 DE JUNHO

Criao de uma empresa

instrumental, a PT Corporate,

para prestar servios

personalizados aos grandes

clientes empresariais do grupo.

A PT Corporate, integralmente

detida pela PT, ser o interface

do grupo junto dos seus

48 grandes clientes corporate.

A PT Corporate passa a agregar,

de uma forma integrada,

solues de telecomunicaes

fixas, de telecomunicaes

mveis e de tecnologias

e sistemas de informao,

apesar de a facturao

de servios continuar

a ser directamente efectuada

pelas diferentes empresas

operacionais do grupo.

24 DE JUNHO

Realizao do Investor Day

da PT, onde a Comisso

Executiva da PT se reuniu com

investidores institucionais

e analistas financeiros para

a apresentao dos vrios

negcios do grupo e da

estratgia empresarial.

Foi igualmente anunciada

a inteno da Comisso

Executiva de propor ao

Conselho de Administrao

que seja submetida

Assembleia Geral Anual

de Accionistas do prximo ano

a aprovao de uma distribuio

de dividendos referente

ao exerccio de 2003 num

montante entre 0,20 euros

e 0,22 euros por aco,

desde que a situao financeira

da empresa e as condies

de mercado o permitam.

25 DE JUNHO

Lanamento do portal

multimdia mvel I9 Inove.

O I9 um produto mvel

inovador com um interface fcil

para o utilizador, que permite

optimizar as capacidades

actuais da rede GSM-GPRS

de modo a dar ao cliente um

acesso mais rpido, mais barato

e mais simples a uma vasta

gama de servios,

nomeadamente jogos Java,

contedos das trs estaes

de TV nacionais, servios de

messaging, golos em vdeo, em

exclusivo, guia de programao

TV Cabo e o primeiro servio

de m-commerce em Portugal:

a bilheteira Lusomundo.

1S03PRIMEIRO SEMESTRE 2003

No primeiro semestre de 2003, a economia portuguesa ter registado uma evoluo globalmente

deprimida, no tendo a vertente externa, dado o comportamento muito enfraquecido dos nossos

principais parceiros comerciais, sido suficiente para superar a evoluo desfavorvel da procura interna.

O crescimento, em termos homlogos, do consumo privado nos trs primeiros meses do ano foi

negativo, reflectindo o baixo grau de confiana das famlias decorrente dos nveis significativos do

desemprego e do elevado endividamento. O consumo pblico enfrentou os constrangimentos derivados

do estipulado no Pacto de Estabilidade e Crescimento, condicionado ainda pela contraco das receitas

pblicas, na sequncia da degradao da conjuntura. O investimento das empresas, por sua vez,

encontrou-se tambm em contraco, devido quebra do consumo e ao ntido abrandamento da procura

externa, que, em conjunto, ampliaram o excesso de capacidade existente.

No segundo trimestre, a evoluo da actividade no apresentou sinais de melhoria. O sentimento

econmico manteve-se muito deprimido, com a confiana dos consumidores, dos industriais, da

construo e do comrcio a retalho a revelarem ainda nveis muito negativos, corroborando, no seu

conjunto, a forte deteriorao, entre o primeiro e o segundo trimestre, do indicador coincidente da

actividade (que pretende sintetizar a evoluo na indstria, construo e comrcio). Os indicadores

quantitativos divulgados vendas de veculos automveis ligeiros e comerciais, ndice de produo

industrial, vendas de cimento, vendas a retalho e exportaes confirmam a deficiente conjuntura.

Em termos de finanas pblicas, e no obstante o esforo de conteno das despesas no perodo de

Janeiro a Junho deste ano, observou-se uma diminuio de ,3% da receita fiscal, enquanto a despesa

corrente primria aumentou 2,%, na ptica da contabilidade pblica.

Dados os actuais constrangimentos internos, a evoluo da economia portuguesa estar dependente,

no s este ano, mas ainda no prximo, do desempenho econmico exterior, em especial da recuperao

econmica na Zona Euro. De acordo com as ltimas projeces, a Europa dos Doze observar, em

2003, uma taxa de crescimento do PIB de apenas 0,7%, valor que no ser suficiente para impedir o

decrscimo do PIB portugus em 2003 e que se dever situar dentro do intervalo compreendido entre

% e 0%, segundo as ltimas estimativas do Banco de Portugal. O retorno a um crescimento positivo,

ainda que moderado, s dever ter lugar em 2004.

EnquadramentoMacroeconmico

2RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

A economia da Zona Euro revelou fortes dificuldades de retoma no segundo trimestre e as expectativas

para o desempenho na segunda metade do ano so ainda fracas, dados os sinais desfavorveis que

persistem nos indicadores de conjuntura. Saliente-se o baixo nvel de crescimento da produo industrial,

em resultado do efeito negativo nas exportaes, da valorizao do euro face ao dlar, bem como da

deteriorada confiana dos consumidores, em parte resultante das fracas perspectivas de crescimento

do emprego nos prximos doze meses. A taxa de desemprego aumentou no segundo trimestre, atingindo

no final de Junho 8,9% da populao activa dos Doze. Com excepo do sector dos servios, a confiana

dos empresrios na Zona Euro deteriorou-se em resultado, nomeadamente, da evoluo negativa da

respectiva carteira de encomendas, bastante dependente da procura norte-americana.

Nos Estados Unidos da Amrica (EUA), o consumo privado tem mostrado alguns sintomas de

recuperao, ainda que s uma forte tendncia de crescimento do emprego possa assegurar um maior

dinamismo naquela componente da procura e, assim, impulsionar uma sustentvel retoma da economia.

Nos mercados accionista e obrigacionista, notou-se uma recuperao no segundo trimestre, aps a

guerra no Iraque, mas os investidores tambm aguardam por sinais mais slidos dos fundamentais

econmicos.

No segundo semestre do corrente ano, caso se assista esperada acelerao da economia americana

e subsequente retoma do mercado accionista, provvel que os fundamentais mais dbeis da Zona

Euro possam influenciar negativamente a cotao do euro face ao dlar, que no final do primeiro

semestre se situava em USD/EUR USD ,427. O euro poder, contudo, manter-se forte, caso se agrave

o dfice da balana corrente e de capital dos EUA, o qual j elevado e ronda os 5% do PIB.

Entre os pases emergentes, destaque pela positiva para o Brasil. Seis meses aps a tomada de posse

do actual governo brasileiro, o balano das polticas monetrias restritivas encetadas favorvel em

termos de evoluo das contas com o exterior, de inflao e de finanas pblicas. A taxa Selic baixou

pela segunda vez no ano, em 2 p.p. para 24,5% em Julho, e a meta da inflao (IPCA) situa-se agora

em torno dos 5,5% para 2004. No mercado cambial, a evoluo do real face ao dlar tem-se mantido

abaixo de BRL/USD 3. No entanto, os recentes cortes nas taxas de juro e a diminuio do excedente da

balana comercial podero voltar a colocar a cotao do real acima de BRL/USD 3 no segundo semestre.

3RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

O acesso das empresas aos mercados de capitais tem-se tornado cada vez mais competitivo, com

referncia a um mercado financeiro global. As decises dos investidores relativamente alocao de

capitais tm em conta no s as avaliaes econmicas, como tambm a transparncia da informao

e os nveis de segurana e fiabilidade do management das sociedades.

No seguimento de todas as recomendaes necessrias melhoria da divulgao de informao, quer

nacionais (e.g. CMVM) quer internacionais (e.g. SEC), a Portugal Telecom, assumindo o papel que lhe

est consignado como grupo nacional slido e de vanguarda, procurando a agilidade e eficincia que

o mercado exige, tem vindo a implementar um conjunto de melhorias ao nvel do Corporate Governance.

O Conselho de Administrao da Portugal Telecom vem aqui apresentar os aspectos que considera

mais relevantes sobre o Governo da Sociedade, esperando assim o necessrio alinhamento com o

regulamento n. 7/200 da CMVM e com as recomendaes da CMVM para empresas com ttulos cotados

em Bolsas de Valores, no que concerne divulgao de informao.

Atendendo ao necessrio enquadramento do Corporate Governance para empresas com ttulos cotados,

o Grupo PT tem assumido um modelo de gesto assente numa clara separao de poderes entre

Conselho de Administrao e Comisso Executiva. Esta separao de poderes visa trs objectivos:

eficcia, simplicidade e transparncia, tornando a Comisso Executiva da Portugal Telecom mais

operacional. Neste quadro, as funes de superviso e controlo e as tarefas de gesto corrente esto

separadas, existindo um reflexo directo nos rgos de gesto do grupo, sendo o Conselho de Administrao

responsvel pelo acompanhamento de questes de natureza estratgica e regulatria, bem como pela

anlise do desempenho dos rgos de gesto da PT.

De modo a desempenhar mais eficazmente as suas funes, o Conselho de Administrao constitui

diversas comisses responsveis do desempenho de determinadas funes especficas do Conselho de

Administrao.

GovernodaSociedade

4RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

5RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

(1) Rene sempre que necessrio.(2) Rene trimestralmente.

Na data deste relatrio, as comisses existentes no Grupo PT so as seguintes:

Adicionalmente, foi criado o Conselho Consultivo que tem por funes analisar, conjuntamente com

a Comisso Executiva, reas com especial relevncia para a Portugal Telecom, nomeadamente os

assuntos relativos a regulao e concorrncia, investimentos internacionais, fuses, aquisies e

alienaes. O Conselho Consultivo presidido pelo Inspector Geral Estanislau Mata Costa e ainda

pelas seguintes personalidades: Manuel Pinto Barbosa, Diogo Lucena, Anbal Santos, Jos Manuel

Neves Adelino, Jos Manuel Tribolet, Joo Confraria Jorge, Lus Todo Bom e Lus Filipe Nazar.

Composio

Armando Marques Guedes

Augusto Athayde

Joo Mello Franco

Ernni Lopes

Miguel Horta e Costa

Zeinal Bava

Carlos Vasconcellos Cruz

Iriarte Esteves

Paulo Fernandes

Joaquim Goes

Carlos Oliveira Cruz

Antnio Viana Baptista

Fernando Ulrich

Patrick Monteiro de Barros

Joo Mello Franco

Nuno Silvrio Marques

Thomaz Paes de Vasconcellos

Funes

Fixar as remuneraes

dos rgos sociais.

Tem por misso debater, analisar

e apresentar recomendaes sobre

o Plano Estratgico do Grupo.

Pronunciar-se sobre o impacto

e a eficcia do Plano Estratgico e das

grandes decises estratgicas tomadas,

propondo eventuais ajustes.

Estudar e preparar, com vista a futuro

debate em reunio de Conselho

de Administrao, matrias sugeridas

pelo PCA e/ou PCE, relativas a questes

estratgicas que surjam ao longo

do ano.

Dar conhecimento e aconselhamento

ao Presidente do Conselho de

Administrao e Comisso Executiva

sobre as situaes relativas qualidade

e integridade da informao financeira

a reportar CMVM e SEC,

habilitao e independncia dos

auditores externos e ao cumprimento

da legislao aplicvel elaborao

e divulgao da informao financeira.

Acompanhar o processo de anlise do

projecto de regulamento da Comisso

de Auditoria, aconselhar a Comisso

Executiva sobre a nomeao,

remunerao, contratao e cessao

de funes dos auditores externos.

Nome

Comisso

de Vencimentos(1)

Comisso

de Estratgia(2)

Board Audit

Function(1)

Comisso executivaNos termos dos estatutos, a gesto corrente da empresa cabe a uma Comisso Executiva, composta

por cinco ou sete administradores. necessria a maioria dos votos dos membros da Comisso Executiva

para a aprovao das suas decises, possuindo todos os membros iguais direitos de voto, e cabendo

ao Presidente voto de qualidade, em caso de empate. A Comisso Executiva rene semanalmente,

quinta-feira, e tem a seguinte composio:

Presidente:

Miguel Horta e Costa

Vogais:

Zeinal Bava

Carlos Vasconcellos Cruz

Iriarte Esteves

Paulo Fernandes

No organigrama seguinte apresenta-se a atribuio de responsabilidades aos membros da Comisso

Executiva:

6RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

FunesCorporativas

Iriarte Esteves Zeinal Bava Carlos Vasconcellos Cruz Paulo Fernandes

Miguel Horta e Costa[CEO]

Estratgia

Comunicao

Regulamentao

Relaes Internacionais

Marca do Grupo PT e patrocnios

FunesExecutivas

Planeamento e Controlo Corporate Finance Dvida e Gesto de Risco Tesouraria Reporting Financeiro Contabilidade e Impostos Controlo Interno Relaes com os Investidores Auditoria Interna

PT Multimedia TV Cabo PT Contedos Lusomundo Audiovisuais Lusomundo Cinemas PT PRO PT Compras Previso

Programa de reestruturaoBusiness DevelopmentSistemas de InformaoImobilirio

PT SIPT ACSPT VenturesPT Compras

Tecnologia e Redes Inovao

TMN Vivo Mdi Tlcom Unitel Mascom Wireless PT Inovao

Gesto da Liderana e Activos Humanos Marketing e Gesto Comercial Distribuio

PT Comunicaes PT Corporate PT Meios PT Prime PTM.com PT Contact PT Medicina Cabo Verde Telecom CST Guin Telecom Timor Telecom Outras empresas de negcios de rede fixa

Fundao PT Lusomundo Media PT Brasil PrimeSys Mobitel

Secretaria GeralAssessoria Jurdica

Imobilirio e Planeamento de espaos

Conselho Corporativo de Comunicao

Sistema de controlo internoDe acordo com a necessidade de conformidade com regras emitidas pela CMVM e pela SEC, bem como

pela necessidade de reviso do Sistema de Controlo Interno e modelo de Corporate Governance

adoptados, o Grupo PT tem vindo a realizar um projecto corporativo de Controlo Interno, no que se

refere implementao, avaliao, monitorizao e melhoria contnua nas suas principais empresas

participadas, com o objectivo de:

Garantir a conformidade com os objectivos, polticas e procedimentos estabelecidos.

Garantir a fiabilidade da informao financeira.

Garantir a eficcia e a eficincia das operaes.

Minimizar a ocorrncia de fraude.

Este projecto, alinhado com as melhores prticas mundiais e com os novos requerimentos estabelecidos

pela lei Sarbanes-Oxley Act, tem vindo a ser implementado nas principais empresas participadas,

estando previsto o seu alargamento a todas as empresas do Grupo PT em 2004.

Trimestralmente, so avaliados os procedimentos e controlos de divulgao de informao (Disclosure

Controls and Procedures) no que respeita sua adequao, eficincia e operacionalidade.

A gesto de riscos assegurada pela Portugal Telecom, SGPS e empresas participadas, as quais, com

base numa identificao e prioritizao prvia de riscos crticos, desenvolvem estratgias de gesto de

risco com vista a implementarem os controlos considerados adequados e que garantam a reduo do

risco para um nvel aceitvel.

As estratgias de gesto de riscos adoptadas visam garantir que:

Os sistemas e procedimentos de controlo e as polticas institudas permitem responder s expectativas

dos rgos de gesto, accionistas e pblico em geral.

Os sistemas e procedimentos de controlo e as polticas institudas esto de acordo com todas as leis

e regulamentos aplicveis.

A informao financeira e operacional completa, fivel e segura e reportada peridica e atempadamente.

Os recursos do Grupo PT so usados de forma eficiente e racional.

O valor accionista maximizado.

A gesto operacional tomou as medidas necessrias para corrigir aspectos reportados anteriormente.

Modelo organizacionalEm termos organizacionais, o Grupo PT encontra-se estruturado da seguinte forma:

7RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Portugal Telecom

Negciosde Rede Fixa

Negcios MveisPortugal

Negcios MveisBrasil

NegciosMultimdia

OutrosNegcios

EmpresasInstrumentais

As empresas instrumentais esto orientadas para processos transversais ao Grupo PT e, por isso, so

consideradas como instrumentais: empresas do grupo e para o grupo.

A Portugal Telecom, enquanto holding do Grupo PT, responsvel pela definio de polticas e pela

normalizao e harmonizao de processos que permitam garantir a execuo das orientaes estratgicas

definidas pelo Conselho de Administrao.

Assim, cada linha de negcio funciona segundo princpios de autonomia de gesto, orientados por

uma poltica comum, sob a coordenao de um Sistema de Planeamento e Controlo Corporativo.

O Centro Corporativo est orientado para a coordenao dos diversos negcios, reportando Comisso

Executiva da Portugal Telecom, SGPS, S.A. e sendo composto pelas seguintes unidades:

As competncias presentes no Centro Corporativo pretendem representar as necessidades funcionais

do Grupo PT e das suas empresas participadas.

O reporte das empresas participadas funcional e no hierrquico, estabelecendo-se assim uma

articulao efectiva.

8RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Conselho de Administrao

Comisso Executiva

CENTRO CORPORATIVO

Finanas

Desenvolvimento de Negcios

Auditoria Interna

Planeamento e Controlo

Comercial Activos Humanos

Concorrncia e Regulamentao

Estratgia Tecnolgica e Redes

Comunicao

Gesto da Formao e Conhecimento

Relaes comos Investidores

Assessoria Jurdica

Segurana Relaes com Associaes Empresariais

Imobilirio e Planeamento de Espaos

Planeamento de Sistemas de Informao

DirecesCentrais

OutrasDireces

Reporting Financeiro e Controlo Interno

Cdigo de ticaDurante o primeiro trimestre de 2002 foi divulgado por todos os trabalhadores, colaboradores e

principais stakeholders do Grupo PT o Cdigo de tica aprovado em 8 de Dezembro de 200 pelo

Conselho de Administrao.

Com este cdigo pretende-se explicitar e formalizar padres de comportamento alinhados com os

princpios e valores do grupo, fomentar junto dos colaboradores a sua partilha e a adopo dos

comportamentos consentneos, e consolidar as bases que sustentam as relaes crescentes de confiana

entre trabalhadores, outros colaboradores, accionistas, clientes e fornecedores da PT. O Cdigo de tica

aplica-se a todos os colaboradores da PT e encontra-se disponvel para consulta no site oficial da empresa

(www.telecom.pt).

Poltica de dividendosNo que respeita poltica de distribuio de dividendos, o Conselho de Administrao da Portugal

Telecom considera, entre outros aspectos, as oportunidades de negcio do grupo, as expectativas dos

investidores e as necessidades de financiamento por capitais prprios tendo em considerao o custo

e oportunidade do capital.

A proposta de distribuio de dividendos da exclusiva responsabilidade do Conselho de Administrao

da PT, subordinada observncia da legislao portuguesa e aos estatutos da sociedade. De acordo

com os estatutos, pelo menos 40% dos resultados distribuveis da PT devero ser distribudos aos

accionistas sobre a forma de dividendos, sem prejuzo de a Assembleia Geral, por maioria qualificada

de dois teros dos votos expressos, poder deliberar no sentido da reduo dos dividendos ou mesmo

da sua no distribuio. A maioria dos votos correspondentes s aces de categoria A podero vetar

a distribuio de dividendos que excedam 40% dos resultados distribuveis.

Na proposta de aplicao dos resultados relativos ao exerccio de 2002, o Conselho de Administrao

deliberou o pagamento de um dividendo bruto correspondente a 0,6 euros por aco.

Durante o exerccio de 2003, tendo por base a deciso da Assembleia Geral, a Comisso Executiva da PT

concedeu a todos os colaboradores do grupo o direito de receber 50 aces, respeitando as seguintes

condies:

Estarem ao servio do Grupo PT em data anterior a de Janeiro de 2003.

Fazerem chegar aos servios de Recursos Humanos no fim do perodo de fidelizao (30 de Maio

de 2003) uma declarao de aceitao desta atribuio.

Esta atribuio respeita o regime fiscal aplicvel e as obrigaes associadas a esta distribuio foram

divulgadas no website da empresa, tendo igualmente sido registada uma proviso de 4 794 502 euros

nas demonstraes financeiras consolidadas em 30 de Junho de 2003.

9RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Calculados de acordo

com os Princpios

Contabilsticos

Geralmente Aceites em

Portugal, aps deduo

dos prejuzos

transitados e eventual

dotao de 5% para

reserva legal, caso

o saldo desta reserva

seja inferior a 20%

do capital social.

Performance bolsista Aces

Durante o primeiro semestre de 2003, os mercados financeiros continuaram a registar uma forte

volatilidade, reflectindo a indefinio relativamente recuperao da economia norte-americana e da

Zona Euro, a situao no Iraque e a desvalorizao do dlar. A generalidade dos mercados financeiros

registou uma recuperao considervel no segundo trimestre, aps a guerra no Iraque, para o que

tambm contribuiu a descida das taxas de juro norte-americanas e da Zona Euro.

O sector das telecomunicaes, apesar de ter sido afectado pelos factores referidos, apresentou uma

performance favorvel, tendo registado nos ltimos doze meses uma subida de 4,9%. Na Euronext

Lisbon, os ndices PSI Geral e PSI 20 observaram, nos ltimos doze meses, decrscimos de 0,2% e

4,2%, respectivamente, e as aces da PT registaram uma descida de 2,7%, tendo fechado o semestre

a 6,24 euros.

MercadodeCapitais

20RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Evoluo da PT vs. ndice DJ Stoxx telecoms europeias e mdias mveis de 30 dias [ltimos 12 meses]

Conclusodo aumentode capitalTCP

Anncioda aquisiopela PT

e PginasAmarelas daPT Multimedia

Anncioo

nicano Brasil

300

200

150

100

50

25

0

250

7

6

5

4

3

2

1

0

Ano

Anncioo

da TCO

o

da PT

Divulgados

de 2002

Ano

Corporate

Lanamentodo portal

diam

Anncioda venda

da Mascom

Lanamentoda marca

ventureno Brasil

Ago. 02 Set. 02 Out. 02 Nov. 02 Dez. 02 Jan. 03 Fev. 03 Mar. 03 Abr. 03 Mai. 03 Jun. 03 Jul. 03 Ago. 03

Divulgaodos resultadosdo primeirosemestrede 2002

Divulgaodos resultadosdos primeirosnove mesesde 2002

Anncio

para aquiside activos

Transferncia

a joint venture

fixo de telefone

AG Anualda PTque aprovouas contasde 2002

Divulga

trimestrede 2003

Anncio de umdividendorelativo a 2003de 20-22

ofinanceirada empresao permita

Anncioo

pela PT

da PT Prime

Mdia mvel PT 30dCotao PT DJ Stoxx telecoms europeias Mdia mvel DJ Stoxx telecoms europeias 30d

An

GlobalTelecom

o

Entre as congneres, verificaram-se nos ltimos doze meses descidas nas cotaes da OTE (35,6%),

da British Telecom (9,%), da Swisscom ( ,%) e da Tele Danmark (7%), e subidas nas cotaes da

Telecom Itlia (+%), da Telefnica (+23,7%), da KPN (+30,2%), da Deutsche Telekom (+39,9%) e da

France Telecom (+6,4%).

A PT negociou ao longo do primeiro semestre de 2003 cerca de 660 milhes de aces, equivalente

a uma mdia diria de 5,3 milhes de aces, tendo o seu volume de transaces representado mais

de 43% do valor global negociado na Euronext Lisbon, continuando a PT a manter a sua posio de

liderana no mercado domstico, em termos de liquidez. A PT continua assim a ser a empresa nacional

com maior peso nos ndices bolsistas portugueses: 9,4% do PSI Geral e 9,6% do PSI 20, no final de

Junho de 2003.

Entre as principais praas financeiras, destaque para a subida nos ltimos doze meses de 0,9% do

Nasdaq, tendo os restantes mercados registado performances negativas.

2RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Evoluo das cotaes do peer group nos ltimos 12 meses[base: 30 de Junho de 2002]

DJ Stoxx telecoms europeias 14,9%

FT DT VOD KPN TELIA TEF TA TI

TDC SWC PT BT OTE

161,4%

39,9%31,7% 30,2% 29,7%

23,7% 21,7%

1%

-7% -11,1% -12,7%-19,1%

-35,6%

Evoluo dos principaisndices bolsistas nos ltimos 12 meses [base: 30 de Junho de 2002]

DJ

tele

com

sEu

ropa

Nas

daq

IBEX

S&P5

00

Dow

Jo

nes

Mib

30

Foo

tsie

PSI 2

0

CA

C

DA

X

14,9%

10,9%

-0,7% -1,5%-2,8%

-9,9%

-13,4%-14,2%

-20,9%

-26,5%

Na New York Stock Exchange, os ADS da PT registaram uma ligeira subida de 0,4% nos ltimos doze

meses, tendo fechado o semestre a 7,4 dlares. Em termos de transaces, negociaram-se em mdia

no primeiro semestre de 2003 cerca de 90 mil ADS por dia, ascendendo o nmero de ADS outstanding

a 59 milhes.

Performance bolsista Eurobonds e Exchangeable Bonds

Aps um perodo relativamente prolongado de degradao do rating de diversos operadores europeus

de telecomunicaes, o primeiro semestre de 2003 ficou marcado por uma estabilizao generalizada

da qualidade do crdito, tendo-se verificado apenas pequenos acertos no rating das empresas do sector.

Este comportamento advm do esforo evidenciado pelas empresas na consolidao da sua situao

financeira, designadamente com a aplicao do cash flow gerado para reduo de dvida.

22RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Aa3

A1

A2

A3

Baa1

Baa2

Baa3

Aa2

Aa1

Ratings > Moodys

Dez. 99 Jun. 00 Dez. 00 Jun. 01 Dez. 01 Jun. 02 Dez. 02 Jun. 03

PT

BT

BT

DT

DTDT

DT

DT

FT

FT

TFT

TFT FT

KPN

KPN

KPN

KPN

KPN

KPN

KPN

KPN

PTTEF

DT

FT

FT

TDC

KPNBT

PT

PTKPN

KPN

DTD

DTD

DTC

DTCFT

FT

BT

BT

DT

DT

KPN

KPN

TDC

TDC

FT

FT

TEF

TEF TEF

TDC

Capitalizao bolsista do peer group em 30 de Junho de 2003

116

5651 50 48

25

17 16 158 6 5 5

mil

milh

es

de e

uros

VOD DT TI TEF FT BT TELIA SWC KPN PT TDC OTE TA

Apesar da alterao de A para A na notao da Standard & Poors, a PT mantm um dos mais fortes

ratings do sector, em resultado da forte capacidade de gerao de cash flow, da elevada liquidez do seu

balano e do perfil da sua dvida. A descida da notao da PT junto da Standard & Poors foi justificada

por esta agncia de rating com o nvel actual da cobertura das responsabilidades do Grupo PT com

penses e cuidados de sade.

No entanto, e mesmo imediatamente aps a alterao do rating, os spreads de crdito da PT permaneceram

praticamente inalterados, verificando-se mesmo um estreitamento dos nveis at final do primeiro

semestre de 2003, facto que revelador do reconhecimento pelo mercado da qualidade do crdito

da PT. A estabilizao da situao poltica e econmica no Brasil contribuiu tambm para a reduo

do risco e, logo, dos spreads a que as Eurobonds colocadas no passado pela PT tm sido transaccionadas

em mercado secundrio.

As taxas de juro mantiveram a tendncia descendente at meados de Junho, contribuindo, conjuntamente

com a evoluo favorvel dos spreads da PT, para o aumento ligeiro das cotaes das Eurobonds. A partir

daquele momento, verificou-se uma subida

dos nveis das taxas de juro na Europa,

nomeadamente para prazos mais longos,

em resultado de se perspectivar a acelerao

da actividade econmica no decorrer do

segundo semestre de 2003.

As cotaes das Exchangeable Bonds da PT

mantiveram a tendncia de recuperao j

observada ao longo dos ltimos meses de

2002. Dado que os nveis de converso em

aces esto ainda distantes, a evoluo do

preo destes ttulos deveu-se fundamen-

talmente ao comportamento das variveis

que condicionam a componente de dvida,

23RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Ratings > Standard & Poors

AA-

A+

A

A-

BBB+

BBB

BBB-

AA

AA+

Dez. 99 Jun. 00 Dez. 00 Jun. 01 Dez. 01 Jun. 02 Dez. 02 Jun. 03

PT

PT PT

PTTEF

DT

BT

DTDTKPN

KPN

FT

FT FT

FT FT

FTFT

FT

FTFT

FT

DT

FT

FT

KPN

KPN

FT

FT

TDC

BT

PT

PTTEF

TEF

TEF

KPN

KPN KPN

KPN

BT

BT

KPN

KPN

FT

FT

DT

DT

TDC

TDC BT

BT

TDC

TDC

TDC

TDC

TDC

90

80

70

60

50

40

30

20

Abr. 03 Mai. 03 Jun. 03

1. S 2003

Jan. 03 Fev. 03 Mar. 03

Evoluo dos spreads das Eurobonds da PT

PT 5,75% 2006 PT 4,625% 2009 PT FRN 2005

isto , taxas de juro de mercado e spread

da PT para os prazos relevantes (2004 e

2006), que, conforme j referido, tiveram

tendncia decrescente.

Durante o primeiro semestre de 2003, a PT

procedeu ao cancelamento de 58,6 milhes

de euros das suas Exchangeable Bonds com

maturidade em 2004, adquiridas em

mercado secundrio durante o ano de 2002.

Imediatamente aps este cancelamento, a

PT adquiriu, em mercado secundrio, mais

5, milhes de euros de Exchangeable Bonds

com vencimento em 2006. Este inves-

timento foi concretizado atravs de aqui-

sies abaixo do par, ou seja, a desconto.

Actividades de relao com investidores

A comunicao entre as empresas e a comunidade financeira tem-se tornado cada vez mais importante,

sendo fundamental uma comunicao clara e efectiva da actividade do Grupo PT e da sua estratgia

de criao e distribuio de valor.

Neste contexto, teve lugar no dia 24 de Junho de 2003 o Investor Day, onde a Comisso Executiva

da PT se reuniu com investidores e analistas, representantes das mais prestigiadas casas de research

nacionais e internacionais. Do programa constava a apresentao pela equipa de gesto dos vrios

negcios do grupo e da estratgia empresarial.

Ainda neste domnio, ser de destacar a realizao ao longo do primeiro semestre de seis roadshows

na Europa e nos Estados Unidos, bem como a participao da PT em sete importantes conferncias

nacionais e internacionais. Para alm dos contactos dirios, a PT realizou neste perodo mais de cem

one-on-ones e conference-calls com cerca de cento e sessenta investidores e analistas.

24RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Tendncias futuras anunciadas no Investor Day

Dial Up

Voz

Oferta Produtos

Aquisio

Gesto de ServiosApoio & Procurement

Estrutura de ReceitasVariveis & Custos Fixos

De

Banda Larga

Dados

Oferta Servios Integrados

Reteno

Gesto Integrada & Centralizada

Estrutura de ReceitasFixas & Custos Flexveis

Para

Netcabo

I9

PT Comunicaes

Programa de Fidelizao

PT PROPT ComprasPT Meios

Iniciativas PT

Aumento das Receitas

Diminuio dos Custos

Impacto

102

100

98

96

94

92

Jan. 03 Fev. 03 Mar. 03 Abr. 03 Mai. 03 Jun. 03

Evoluo da cotao das Exchangeable Bonds da PT

PT 1,5% 2004 PT 2% 2006

1. S 2003

Durante o primeiro semestre de 2003 efectuaram-se cerca de 25 comunicados, dos quais 5 foram factos

relevantes. A PT cumpriu todas as regras e prazos legais vigentes, tendo a divulgao dos resultados

do exerccio de 2002 sido efectuada no dia 6 de Maro de 2003 e dos resultados do primeiro trimestre

do ano 2003 sido efectuada no passado dia 29 de Abril.

A quantidade e qualidade ao nvel do disclosure de informao levou a que a PT continue a ser

considerada pela comunidade financeira internacional como uma das best practices do sector

nesta matria.

Estrutura accionistaEm 30 de Junho de 2003 as participaes qualificadas no capital da PT eram as seguintes:

Aces prprias

A Assembleia Geral da PT de 4 de Abril de 2003 autorizou a aquisio de aces prprias, at ao limite

correspondente a 0% do seu capital social.

Em linha com esta autorizao, a PT procedeu durante o primeiro semestre do ano de 2003 aquisio

de 5 322 22 aces prprias a um preo mdio unitrio de 6,75 euros, as quais foram integralmente

alienadas no decorrer do corrente ano por um preo mdio unitrio de 6,70 euros. Estas alienaes

de aces prprias geraram uma perda patrimonial de 277 mil euros, a qual foi registada como uma

deduo de reservas livres, conforme estabelecido nas normas contabilsticas portuguesas. No final do

primeiro semestre de 2003 a PT no detinha quaisquer aces prprias em carteira.

25RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

PARTICIPAES QUALIFICADAS

Instituio n. de aces % capital

Grupo Banco Esprito Santo 122 273 071 9,7%

Brandes Investment Partners, L.P. 66 257 132 5,3%

Telefnica 60 264 787 4,8%

Grupo Caixa Geral de Depsitos 59 282 870 4,7%

Grupo Banco Portugus de Investimento 36 813 579 2,9%

Cinveste, SGPS, S.A. 28 895 000 2,3%

Capital Group Companies 27 322 912 2,2%

Telexpress* 23 000 000 1,8%

* Participao ao abrigo do artigo 447. do Cdigodas Sociedades Comerciais.

Factos relevantes em 2003Acordo para aquisio da TCO 16 de Janeiro

Foi assinado pela Brasilcel/Vivo, atravs da sua subsidiria Telesp Celular Participaes, um acordo

com a empresa brasileira Fixcel para a aquisio da Tele Centro Oeste Participaes, operador lder

nas regies Centro-Oeste e Norte do Brasil, com uma base de clientes de cerca de 3 milhes.

A aquisio de 00% da Tele Centro Oeste Participaes ser realizada pela Telesp Celular Participaes

e executada em trs fases: () aquisio das aces ordinrias detidas pela Fixcel, representando 6,%

dos direitos de voto da Tele Centro Oeste Participaes, por aproximadamente 408 milhes de reais,

a qual j foi realizada em 25 de Abril de 2003; (2) uma posterior Oferta Pblica de Compra sobre as

restantes aces ordinrias da Tele Centro Oeste Participaes; e (3) a integrao da Tele Centro Oeste

Participaes na Telesp Celular Participaes atravs da incorporao das restantes aces da Tele Centro

Oeste Participaes.

Com esta aquisio, a Vivo refora a sua liderana e competitividade no mercado brasileiro, alcanando

mais de 7 milhes de clientes e uma quota do mercado brasileiro superior a 50%. Esta operao ser

integralmente financiada em reais pela Telesp Celular Participaes e por outras subsidirias da Vivo.

Aquisio do controlo da TCO 25 de Abril

Foi concluda pela Telesp Celular Participaes a aquisio do controlo da Tele Centro Oeste Participaes.

O custo de aquisio das aces de controlo foi de 506 milhes de reais, correspondente a 9,49 reais

por lote de mil aces ordinrias adquiridas. O montante de 308 milhes de reais foi pago aos vendedores

nesta data e o saldo remanescente ser pago parcelarmente nos termos e condies estabelecidos no

contrato definitivo de aquisio do controlo accionista da Tele Centro Oeste Participaes.

Investor Day da PT 24 de Junho

Foi realizado o Investor Day da PT, onde a Comisso Executiva da PT se reuniu com investidores

institucionais e analistas financeiros para a apresentao dos vrios negcios do grupo e da estratgia

empresarial.

Foi igualmente anunciada a inteno da Comisso Executiva de propor ao Conselho de Administrao

que seja submetida Assembleia Geral Anual de Accionistas do prximo ano a aprovao de uma

distribuio de dividendos referente ao exerccio de 2003 num montante entre 0,20 euros e 0,22 euros

por aco, desde que a situao financeira da empresa e as condies de mercado o permitam.

InformaoChave

26RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Demonstraes financeirasDemonstraes Consolidadas de resultados para os semestres findos em 30 de Junho de 2003 e 2002:

valores expressos em euros Semestre findo em 30 de Junho

2003 2002

Proveitos Operacionais

Prestaes de servios 2 423 693 699 2 545 041 376

Vendas de mercadorias e produtos 232 204 919 238 005 704

Publicidade em listas 69 050 780 69 564 758

Total de Proveitos Operacionais 2 724 949 398 2 852 611 838

Custos Operacionais

Custos com remuneraes e outros encargos com o pessoal 348 906 786 348 956 904

Custos com benefcios de reforma 110 125 510 91 439 590

Custos de telecomunicaes 296 721 519 329 809 762

Subsdios (10 547 577) (15 291 931)

Conservao e reparao 61 685 681 67 587 851

Trabalhos para a prpria empresa (26 922 936) (59 263 560)

Matrias-primas, subsidirias e de consumo 32 285 487 51 422 056

Custo das mercadorias vendidas 205 466 414 227 794 617

Custos com publicidade em listas 45 657 980 46 215 608

Publicidade e propaganda 65 370 730 55 151 382

Renda da concesso 8 211 307

Outros fornecimentos e servios externos 457 589 039 467 929 124

Provises para dvidas de cobrana duvidosa, existncias e outros riscos 54 687 313 90 862 917

Outros custos e proveitos operacionais (25 592 907) (20 986 101)

Impostos 35 404 925 40 256 337

Total de Custos Operacionais 1 650 837 964 1 730 095 863

Resultado Operacional antes de Amortizaes (EBITDA) 1 074 111 434 1 122 515 975

Amortizaes do imobilizado corpreo e incorpreo 467 529 077 497 827 185

Resultado Operacional 606 582 357 624 688 790

Outros Custos/(Proveitos) no Operacionais

Juros suportados 240 806 502 224 590 268

Juros obtidos (166 194 669) (143 379 039)

Ganhos cambiais, lquidos (16 090 532) (33 669 901)

Outros (proveitos)/custos financeiros (81 347 550) 52 893 995

Amortizao de goodwill 52 723 813 76 300 189

Perdas/(Ganhos) em empresas do grupo e associadas 13 024 444 144 744 547

Perdas/(Ganhos) na alienao de imobilizaes corpreas (37 320 817) (1 855 879)

Custos extraordinrios com o programa de reduo de efectivos 278 009 907 17 864 050

Outros Custos/(Proveitos) no operacionais 3 097 689 20 144 732

Itens extraordinrios 60 000 164 (36 429 529)

Resultado antes de Impostos e Interesses Minoritrios 259 873 406 303 485 357

Imposto sobre o rendimento (81 134 959) (186 853 084)

Resultado antes de Interesses Minoritrios 178 738 447 116 632 273

Interesses Minoritrios (35 244 349) 85 882 713

Resultado Consolidado Lquido 143 494 098 202 514 986

Resultado Lquido por Aco 0,11 0,16

27RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Balanos Consolidados em 30 de Junho de 2003 e 2002 e 3 de Dezembro de 2002:

valores expressos em euros 30 de Jun. 31 de Dez.

2003 2002 2002

Activo Circulante

Depsitos bancrios e caixa 141 648 786 586 561 010 353 403 303

Ttulos negociveis 1 675 546 316 726 447 212 1 923 104 592

Dvidas de terceiros

Clientes 1 111 239 588 1 137 445 484 1 011 342 161

Outras dvidas de terceiros

Outros devedores 555 210 423 307 460 329 426 708 657

Empresas associadas 35 443 672 32 221 812 32 227 918

Existncias 132 499 673 126 567 641 149 783 875

Impostos diferidos de curto prazo 847 790 075 483 073 373 819 956 480

Custos diferidos 148 585 632 137 672 821 134 391 528

Total do activo circulante 4 647 964 165 3 537 449 682 4 850 918 514

Investimentos Financeiros, lquidos 457 728 220 1 785 642 013 376 352 728

Imobilizaes Corpreas, lquidos 4 449 795 319 4 901 114 142 4 575 816 650

Custos Diferidos-Benefcios de Reforma 732 851 708

Imobilizaes Incorpreas, lquidos 3 363 917 025 4 383 466 630 2 968 745 919

Impostos Diferidos de Mdio e Longo Prazo 806 290 473 356 304 127 877 309 675

Outros Activos de Mdio e Longo Prazo 85 958 260 273 486 284 76 983 094

Total do activo 13 811 653 462 15 970 314 586 13 726 126 580

Passivo Circulante

Emprstimos de curto prazo 1 071 296 853 1 067 213 891 1 094 355 815

Dvidas a terceiros

Fornecedores 522 502 040 493 388 992 658 789 961

Empresas associadas 14 032 721 8 862 803 1 402 427

Outras dvidas a terceiros

Outros credores 462 142 969 517 327 029 450 620 085

Empresas associadas 15 041 066 5 268 180 2 288 607

Acrscimos de custos 491 924 239 481 929 024 460 165 628

Estado e outros entes pblicos 104 367 831 160 853 984 71 074 053

Impostos diferidos de curto prazo 37 972 068 617 322 310 44 220 045

Proveitos diferidos 248 388 641 196 128 304 175 080 091

Total do passivo circulante 2 967 668 428 3 548 294 517 2 957 996 712

Emprstimos de Mdio e Longo Prazo 4 721 185 053 5 007 795 594 5 219 107 667

Provises para Benefcios de Reforma 1 246 227 646 1 806 385 861 1 061 457 264

Proveitos Diferidos Subsdios 44 934 933 65 051 486 51 067 354

Proveitos Diferidos Benefcios de Reforma 18 722 045

Impostos Diferidos de Mdio e Longo Prazo 363 275 260 10 794 807 359 050 453

Outros Passivos de Mdio e Longo Prazo 481 889 464 1 200 577 341 518 941 416

Total do passivo 9 825 180 784 11 657 621 651 10 167 620 866

Interesses Minoritrios 684 779 317 827 451 073 447 181 484

Capital Prprio

Capital social 1 254 285 000 1 254 285 000 1 254 285 000

Prmios de emisso de aces 91 704 891 2 149 565 000 2 149 565 000

Aces prprias (1 079 089)

Reserva legal 144 184 287 144 184 287 144 184 287

Outras reservas e resultados transitados 3 690 271 946 1 436 782 874 1 438 650 337

Ajustamentos de converso cambial (2 022 246 861) (1 701 011 196) (2 266 416 192)

Resultado consolidado lquido 143 494 098 202 514 986 391 055 798

Total do capital prprio 3 301 693 361 3 485 241 862 3 111 324 230

Total do capital prprio, dos interesses minoritrios

e do passivo 13 811 653 462 15 970 314 586 13 726 126 580

28RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

29RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

PessoalA poltica de pessoal da PT tem-se alicerado na contnua valorizao e racionalizao dos seus activos

humanos. Neste sentido, o modelo de Gesto Estratgica de Activos Humanos, transversal a todas

as empresas do grupo, d corpo a uma viso: o reconhecimento das pessoas como o activo mais valioso

do grupo.

A aplicao do modelo, j em curso e apoiado numa cultura de mrito e de criao de valor accionista,

foca-se na constituio das melhores equipas e no desenvolvimento pessoal, fomentando a formao

e as estratgias de rotao que permitem enriquecer, motivar e desenvolver os activos humanos por

forma a tornar o grupo mais justo e competitivo. Tendo-se j afirmado como empregador de referncia

junto dos melhores alunos das mais conceituadas escolas, esto a ser criadas condies para que a PT

seja capaz de rivalizar com as melhores empresas e grupos internacionais em termos de capacidade

de atraco, desenvolvimento e reteno dos melhores talentos.

Integrada na Gesto Estratgica de Activos Humanos, concluiu-se a primeira fase de implementao

do Modelo de Anlise de Performance Individual, uma das suas componentes fundamentais na

vertente de anlise de competncias de gesto e liderana face s best practices do mercado.

Em termos de modelo de formao, muito embora a maior parte da formao desenvolvida se tenha

baseado ainda em modo presencial tradicional, dando assim continuidade aos planos de formao das

vrias empresas, foram em simultneo lanadas as bases para a criao de um novo conceito de

Formao Transversal Corporativa, o Campus PT.

Ao nvel dos contedos de formao, foram estabelecidos acordos e parcerias para a formao em

micro-informtica com a ECDL (European Computer Driving Licence) estando j em funcionamento,

em regime experimental, um centro de certificao para o efeito. Tambm em formato blended learning

foram j neste semestre lanadas as bases para o programa SKIPER, destinado formao generalizada

dos quadros das empresas do grupo, de acordo com a matriz de competncias do modelo de Gesto

Estratgica de Activos Humanos. Foram ainda consolidadas as parcerias com as Universidades e

Institutos que tm contribudo para o percurso formativo dos activos humanos do grupo.

Em termos de alinhamento com os objectivos de criao de valor accionista para o grupo, realizou-se

a atribuio de aces da PT aos seus colaboradores.

No mbito da indispensvel racionalizao dos activos humanos imposta por um mercado cada vez

mais competitivo, teve incio o Programa de Reestruturao dos Activos Humanos, conducente a

uma reduo progressiva dos mesmos e sua adequao s exigncias e desafios do negcio.

Recursos

30RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Este programa, que colocou especial nfase em medidas incentivadoras pr-reforma e antecipao

da aposentao, privilegiou sempre solues orientadas para o consenso e para a serenidade laboral,

objectivos plenamente conseguidos. No primeiro semestre de 2003 concluiu-se a primeira fase deste

programa na PT Comunicaes, com a reduo de 445 trabalhadores que aderiram a programas de

antecipao de aposentao ou de pr-reformas.

Paralelamente, o grupo tem privilegiado a mobilidade interna por forma a dar resposta s alteraes

da estrutura relativa do portfolio de negcios e das suas tendncias de crescimento, a favor dos negcios

mais dinmicos, menos sujeitos obsolescncia tecnolgica e presso da concorrncia, tendo em

vista maximizar a sua competitividade e os seus cash flows.

TRABALHADORES AO SERVIO POR NEGCIO

1S03 1S02 Variao

N. %

Rede Fixa 9 693 11 183 (1 490) (13,3)

TMN 1 119 1 192 (73) (6,1)

Vivo 3 420 2 063 1 357 65,8

PT Multimedia 2 731 2 903 (172) (5,9)

Outros Negcios 6 437 5 768 669 11,6

TOTAL 23 400 23 109 291 1,3

Portugal 15 064 16 893 (1 829) (10,8)

Internacional 8 336 6 216 2 120 34,1

No final de Junho de 2003, o nmero de trabalhadores ao servio do grupo situava-se em 23 400,

o que representa um acrscimo de 29 trabalhadores face ao final de 2002. Este comportamento foi

determinado essencialmente pelo acrscimo do nmero de trabalhadores nos negcios no Brasil, que

reflecte sobretudo o aumento de trabalhadores a prazo em servios de call center na Mobitel (includa

na linha referente a outros negcios), anteriormente em outsourcing a entidades externas ao grupo.

Nos negcios de rede fixa registou-se uma reduo de 490 trabalhadores face ao final de 2002.

A reduo no nmero de trabalhadores nos negcios da rede fixa deveu-se essencialmente aos

445 trabalhadores cobertos pelo programa de reduo de efectivos. O nmero de acessos principais

por trabalhador do servio fixo de telefone aumentou ,4%, para 449, rcio que se situa ao nvel das

melhores prticas europeias.

A TMN reduziu o seu quadro de pessoal em 73 trabalhadores, tendo o indicador de produtividade

cartes por trabalhador aumentado 8,4% face ao final de 2002, para 4 026.

A PT Multimedia registou uma reduo de 72 trabalhadores devido essencialmente transferncia

de trabalhadores para a PT PRO.

Infra-estruturas de telecomunicaesA evoluo da base de clientes, o aumento da qualidade e disponibilidade dos servios prestados e a

necessidade de se implementarem novas funcionalidades associadas a novos servios, determinaram

a realizao no primeiro semestre de 2003 de um conjunto de actividades e de aces, ao nvel de cada

uma das redes que suportam os diferentes negcios do grupo, tendo em vista a adequao da sua

capacidade de resposta e modernizao.

O desenvolvimento da transmisso, na rede de acesso e rede core, quer do ponto de vista qualitativo,

quer do ponto de vista de aumento de capacidade, assentou, neste perodo, fundamentalmente em

duas vertentes: () na qualidade de transmisso que a fibra ptica proporciona, tendo sido instalados

cerca de 700 km.par, correspondentes a 220 km.cabo; (2) no aumento de capacidade proporcionado

pela instalao de novas estruturas SDH e pela ampliao das existentes (acrscimo de capacidade que

rondou os 8 600 novos circuitos equivalentes de 2 Mbit/s) e na colocao em servio de mais dois

novos comprimentos de onda (), a partir da capacidade existente.

De salientar ainda que na rede de acesso deram entrada ao servio novos sistemas FITL (Fiber In The

Loop), a que corresponderam um total de cerca de 700 novas Linhas de Rede Equivalentes (LRE).

A forte procura de acessos de banda larga baseados na tecnologia ADSL implicou a instalao de

equipamento DSLAM e ATM com capacidade para suportar cerca de 56 000 novos acessos.

Quanto s plataformas de servio, privilegiaram-se as ampliaes das que suportam servios de rede

inteligente e de SMS. A capacidade de recebimento da plataforma NGIN (Next Generation Intelligent

Network) passou para 80 chamadas e a capacidade de processamento para 4 000 chamadas em

simultneo e a plataforma SMS viu a sua capacidade aumentar para 50 000 SMS/hora e 240 canais

disponveis para entrega de SMS por voz.

No mbito do plano de evoluo das infra-estruturas de rede core, deu-se incio preparao do piloto

VoIP, para a funo de trnsito e com trfego real entre Lisboa e Porto, que se enquadra nas aces

de evoluo da rede para uma arquitectura do tipo RPG (Rede de Prxima Gerao), com o objectivo

de testar o desempenho da nova tecnologia como parte integrante da rede telefnica bsica.

Teve igualmente incio a preparao da oferta comercial do servio Rede Ethernet PT nas redes de

metro de Lisboa e Porto e entre as reas de Lisboa e Porto, que disponibilizar interfaces Ethernet,

Fast Ethernet e Gigabit Ethernet.

No domnio dos sistemas de informao e de gesto de rede foi especificado e desenvolvido um interface

para a criao de comandos de configurao sobre a rede ADSL IcomADSL, que permite reduzir

significativamente os tempos de configurao de servios e foram integrados os alarmes da rede

multisservios (X.25 e Frame Relay), que passaram a ficar disponveis no Centro de Gesto da Rede.

No que concerne s plataformas de e-mail, saliente-se o lanamento do processo que teve como

objectivo a sua anlise na perspectiva da sua optimizao e racionalizao. Na rea dos portais,

nomeadamente no respeitante ao portal SAPO, fez-se o upgrade da sua capacidade de instant messaging

e o reforo da sua capacidade de resposta em 30%, em termos de page views, a par da introduo

de novas funcionalidades/plataformas e de novos servios que o tornam mais apelativo para o

utilizador.

O aumento do nmero de clientes da TMN, associado preocupao permanente em lhes prestar

servios de qualidade, obrigam a uma readaptao sistemtica da rede, quer do ponto de vista da sua

expanso maior e melhor cobertura da rede quer da sua modernizao.

3 RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

Neste contexto, a rede foi ampliada com mais um novo Comutador (MSC), com mais catorze novas

estaes de base (BTS) e ainda com mais trs novos controladores BTS (BSC). A TMN alargou ainda

a acessibilidade dos seus clientes, dando-lhes a possibilidade de estarem contactveis em mais

oito pases/regies (5 no final do perodo), tendo celebrado acordos de roaming com mais oito operadores

(256 no total).

No Brasil, as intervenes mais significativas, em termos da ampliao de infra-estruturas de rede,

fizeram-se nos Estados do Rio de Janeiro/Esprito Santo, nos Estados Centro Oeste e do Norte do Brasil.

A base de clientes aumentou globalmente na Vivo, sendo expressivo o abandono pelos clientes do

servio analgico (AMPS) e a adeso aos servios 2,5G (CDMA/XRTT), 2G (CDMA) e TDMA.

Houve ainda a necessidade de ampliar e ajustar a capacidade de algumas plataformas de servio

distribudas pelos diferentes Estados. So os casos das plataformas de voice mail que sofreram ajustes

e consolidao de capacidade de Caixas nos Estados de Bahia/Sergipe e de So Paulo e foram ampliadas

no caso dos Estados do Rio de Janeiro/Esprito Santo. As plataformas SMS foram ampliadas para se

adequarem ao aumento de mensagens transitadas na rede.

A actividade desenvolvida pela TV Cabo ao nvel das infra-estruturas de rede, centrou-se essencialmente

na criao de novas clulas, na ligao de novas casas (mais 33 mil) e na implementao de novas casas

passadas com retorno (mais 80 mil).

Para satisfazer a procura de clientes e proporcionar-lhes uma maior taxa de cobertura, a Mdi Tlcom

procedeu, neste perodo, a uma significativa expanso das infra-estruturas de rede, destacando-se a

instalao de mais 94 novas estaes de base ( 426 no final de 2002 e 520 no final deste semestre),

mais um novo MSC e uma nova BSC. De referir que a taxa de cobertura da populao passou de 86,3%,

no final de 2002, para 89,9%, no final do semestre.

Sistemas de informaoA operao e desenvolvimento das tecnologias de informao do grupo so assegurados pela PT Sistemas

de Informao, empresa que est vocacionada para operar nos domnios da convergncia das tecnologias

de informao com as comunicaes, prestando fundamentalmente servios ao grupo.

A PT Sistemas de Informao hoje uma plataforma para oportunidades futuras, que ir ter cada vez

mais um papel fundamental na estratgia do grupo, sendo uma das maiores e mais completas empresas

portuguesas no sector da consultoria de sistemas de informao.

Das actividades desenvolvidas no primeiro semestre, destaca-se a PT Sistemas de Informao como

Prime Contractor do projecto de SAP Corporativo do grupo, projecto estruturante que tem como cliente

a PT PRO e com o qual se pretende obter um maior controlo contabilstico e financeiro ao nvel do

grupo e optimizar a reduo de custos decorrentes de uma harmonizao de processos nas empresas

do grupo.

A PT Sistemas de Informao foi tambm o Prime Contractor do novo programa global de sistemas de

informao da TV Cabo, que inclui o desenvolvimento de raiz ou a adaptao das solues nas reas de

billing, CRM, provisioning, integrao, SAP logstica e de suporte tcnico e operaes, constituindo a

plataforma que permitir TV Cabo melhorar a qualidade de servio ao seu crescente nmero de clientes.

A PT Sistemas de Informao foi responsvel pela elaborao do plano de sistemas de informao da

Vivo, que servir de suporte ao novo modelo de negcio integrado, resultante da juno das operaes

e actividades das empresas operadoras de telecomunicaes mveis controladas pela Vivo no Brasil.

32RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

De salientar tambm o desenvolvimento integrado de portais do grupo, nomeadamente o InSapo, a

Intranet do grupo, o site de relaes com os investidores e o Zoom da PT Comunicaes, bem como

o desenvolvimento do sistema de gesto de avaliao de desempenho dos trabalhadores do grupo, de

forma integrada com a estrutura e objectivos da PT.

A PT Sistemas de Informao foi o integrador do projecto Casa do Futuro/Domtica, uma soluo de

automao domstica em exposio no Museu das Comunicaes, cujo objectivo dar a conhecer ao

pblico as melhores tecnologias actualmente disponveis para a automao domstica.

Foi colocada em explorao a soluo SIGRA, reconhecida como case study da Computer Associates, a

qual visa substituir duas redes de gesto de aplicaes, obtendo uma reduo de custos sobre a plataforma

tcnica e de manuteno de dados, uma integrao de sistemas mais flexvel e com maior escalabilidade.

No que se refere a projectos para empresas exteriores ao Grupo PT, de referir que a empresa Benfica

Estdio adjudicou PT Sistemas de Informao a soluo global de gesto do seu estdio, ficando a

PT Sistemas de Informao responsvel pela gesto global do projecto e pela componente de integrao.

Por outro lado, a companhia de seguros Tranquilidade Vida passou a dispor de uma Intranet documental

que permite dotar os seus colaboradores de uma plataforma de partilha de informao, complementada

com acesso a ferramentas de produtividade e informao til.

A PT Sistemas de Informao estabeleceu ainda um acordo com a Microsoft, a partir do qual se ir

disponibilizar ao mercado um conjunto de produtos e servios inovadores. Trata-se de uma parceria

que rene duas empresas de reconhecido valor no mercado, nomeadamente no mbito das solues

empresariais.

Investigao e desenvolvimentoA actividade de Investigao e Desenvolvimento (I&D) no Grupo PT desenvolvida pela PT Inovao,

cuja actividade est direccionada para o desenvolvimento dos negcios do grupo, tanto ao nvel da

investigao aplicada como da prestao de servios de engenharia e de desenvolvimento de solues

e servios, quer no mercado domstico, quer no internacional.

No mbito da investigao aplicada, a PT Inovao iniciou o Contrato de Inovao 2003, que compreende

nove projectos em reas como: redes de acesso Ethernet, qualidade de servio extremo a extremo,

Internet Protocol V6, segurana em redes IP, gesto de Redes de Prxima Gerao (RPG), billing e

accounting em RPG, servios RPG, espectros RF (Rdio Frequncia) e servios multimdia interactivos.

Deu-se continuidade aos trabalhos em curso no mbito dos projectos IST (Information Society

Technologies), tendo-se concludo com sucesso a participao no projecto do IST Harmonics (introduo

de sistemas pticos baseados na comutao de pacotes na rede de acesso, para transporte de servios IP

com qualidade de servio) e formulado as novas propostas ao sexto programa-quadro, nomeadamente

em reas de anlise tcnico-econmica de solues de rede e servios, redes e componentes pticos e

formao e gesto de competncias.

De salientar a participao da PT Inovao em estudos do EURESCOM nas reas de mobile Internet/instant

messaging e risk investment analysis e a sua liderana do estudo NGN service concepts.

Das realizaes ocorridas no primeiro semestre destaca-se, no mbito do desenvolvimento de solues

de rede, a consolidao da linha de solues da famlia xDSL com o desenvolvimento do agente uDSLAM

(Micro Digital Subscriber Line Access Multiplex) e do respectivo terminal inteligente, a realizao do

trial na Telesp Celular da soluo ArQoS, que permite adaptar o sistema de chamadas de prova para

33RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

recolha e anlise de indicadores de QoS nas redes mveis. Ainda neste domnio, salienta-se a instalao

de solues de telemtica rodoviria para a EuroScut Algarve, AENOR (Auto-Estradas do Norte), AEBI

(Auto-Estradas da Beira Interior), a instalao da soluo de rede para o Banco Internacional de

Moambique e a instalao de solues de telecomunicaes de tecnologia PT Inovao que permitiram

a entrada em explorao de diferentes servios de telecomunicaes na Timor Telecom.

Na rea das solues e servios de rede inteligente de realar, para alm de diversos servios

desenvolvidos para as operadoras de servio fixo e mvel do grupo, o trabalho desenvolvido para a

entrada em explorao comercial do servio mvel pr-pago na Timor Telecom.

Foi tambm realizada com sucesso a adaptao ao regulamento da ANATEL denominado Servio Mvel

Pessoal dos servios mveis pr-pagos da Vivo, envolvendo uma vasta equipa da PT Inovao e da sua

filial brasileira PT Inovao Brasil no desenvolvimento e na operacionalizao deste projecto.

A PT Inovao foi seleccionada no concurso de fornecimento TMN de uma soluo NGIN para suporte

aos servios pr-pagos e ps-pagos de voz e dados para redes GPRS/UMTS e desenvolveu o projecto de

integrao de tecnologia WiFi que possibilitou iniciar a oferta de PWLAN (Public Wireless Local Area

Networks). Facto relevante no mbito das comunicaes mveis foi o trabalho intenso que suportou o

desenvolvimento do I9 (Inove) o novo portal multimdia da TMN, lanado em Junho.

No mbito das comunicaes mveis e de convergncia de realar ainda o fornecimento de um

SMS-Center para a rede da Timor Telecom e a integrao do SMS-Center nos negcios de rede fixa,

permitindo o incio do servio de SMS na rede fixa.

Os custos de I&D do grupo ascenderam a 2,8 milhes de euros no primeiro semestre de 2003, face

a 0,4 milhes de euros em igual perodo do ano anterior.

34RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

35RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

A PT desempenha um papel determinante no desenvolvimento da coeso do tecido econmico e social

em Portugal, pela sua dimenso, pelos servios que presta e pelas aces que visam directa e especificamente

os clientes com necessidades especiais, o desenvolvimento da sociedade da informao, a cultura e o

ambiente.

Desenvolvimento socialEm harmonia com a poltica de responsabilidade social da PT tem sido dada continuidade ao

desenvolvimento e apoio de projectos que contribuem para o desenvolvimento social sustentvel. Para

alm do lanamento comercial de novas solues, das quais se destaca o PTVoz Activa (com condies

de excepo para aquisio), foi dada continuidade criao de projectos de TeleAula, de TeleTrabalho

e de apoio domicilirio, suportados nas novas tecnologias, realando-se a RDIS, o ADSL e a plataforma

de unifying message.

Estes projectos de base tecnolgica vm reforar a j longa actividade desenvolvida, tornando a PT uma

referncia nacional no que diz respeito disponibilizao de solues de telecomunicaes para cidados

com necessidades especiais, nomeadamente pessoas com deficincias ou com doenas severas. Nas

escolas ou no trabalho, os projectos desenvolvidos e em operao so um garante para uma melhor

incluso social, escolar e profissional destes cidados nossos clientes.

No que diz respeito aos idosos, os programas que decorrem tambm so fortes promotores de uma

melhor qualidade de vida destes cidados, e naturalmente das suas famlias, ao assegurarem que estes

permanecem em segurana nas suas casas, como o caso do Servio de TeleAlarme ou do projecto

Idosos em Segurana.

A PT acredita que as novas tecnologias, mesmo que j em fase consolidada, so um veculo excelente para

uma melhor qualidade de vida das pessoas em geral, mas sobretudo das pessoas com deficincias, com

doenas severas ou idosas, conforme tem sido demonstrado pelas experincias que tm decorrido no mbito

de projectos-piloto de I&D estabelecidos com ONGs e/ou com rgos do Estado. Saliente-se que so sempre

estes os cidados que potencialmente mais sofrem de info-excluso, mesmo que consideremos aqueles

que habitam lugares recnditos, longe dos grandes centros de deciso, de conhecimento e da informao.

Saliente-se que este o principal motor da actividade da PT no que diz respeito ao desenvolvimento

de solues de telecomunicaes, concretizadas em produtos e servios comercialmente disponveis

em condies especiais, para cidados cegos e amblopes, surdos e limitados da voz, com deficincia

auditiva (cuja incidncia grande junto dos idosos), mental ou motora, ou com doenas severas.

Impacto SocialeAmbiental

Por outro lado, a PT, conhecendo as necessidades de comunicao dos surdos, e levando em considerao

o facto da sua lngua-me ser a Lngua Gestual Portuguesa (LGP), desenvolveu um projecto de formao,

tendo-se tornado a primeira empresa a poder fazer atendimento em LGP. Objectiva-se abranger as Lojas

PT, consideradas para este efeito como estratgicas, por este projecto de atendimento comercial.

Deu-se continuao oferta comercial de produtos e servios de carcter social, tais como o Programa

Aladim (RDIS para clientes com deficincia), o ADSL Aladim, o 8Braille, a factura Braille, o PTConversas,

o PTComunicar, amplificador porttil, avisador luminoso, telefone de Texto Q.90, o PTEmergncia, a

Linha com Destino Fixo e outras solues especficas para os clientes com necessidades especiais.

Esta vertente de boa cidadania empresarial, levada a cabo pela PT, que assenta no desenvolvimento de

solues comerciais com condies especiais acessveis a clientes com deficincias , reconhecidamente,

pioneira e relevante em Portugal. Veja-se o facto de a PT ser convidada a integrar comits consultivos

de entidades ligadas deficincia, sendo igualmente membro do Jri do Programa CITE 2003 do

Secretariado Nacional de Reabilitao, para alm de se fazer representar em diversos encontros sob a

temtica da reabilitao, formao e desenvolvimento social.

Naturalmente que nos domnios mais convencionais de responsabilidade social, a PT tambm se

assume como lder, promovendo um conjunto de projectos para os quais convida outras empresas a

juntarem-se, destacando-se o voluntariado empresarial e o apoio ao abrigo da Lei do Mecenato Social.

Neste contexto realam-se, no primeiro semestre de 2003, os seguintes projectos:

Desenvolvimento e lanamento comercial do PTVoz Activa Trata-se de um software que permite

que pessoas com deficincia visual possam aceder Internet atravs da integrao de um mecanismo

de converso de texto num de leitura de ecr, nomeadamente a contedos de pginas Web, correio

electrnico do Outlook Express, bem como trabalhar directamente em WordPad.

Lanamento do pacote comercial PTPrimeira Vez + Q.90 Com a finalidade de incentivar a compra

de telefones de texto Q.90, promovendo a sua utilizao, e semelhana de outros pacotes criados

para relanar a rede fixa, foi comercializado um pacote atravs do qual oferecido o telefone texto

mediante o contrato telefnico com a PT.

Formao Lngua Gestual Portuguesa Programa de formao desenvolvido em parceria com a

Associao Portuguesa de Surdos, com vista a cumprir os objectivos no mbito do atendimento comercial

da PT, enquanto operador de telecomunicaes.

Projecto GestualCaf Projecto de criao do primeiro cyber caf para surdos, para o qual a PT

forneceu os meios necessrios sua implementao e arranque, nomeadamente telefone de texto com

os servios PTComunicar e PTConversas, VideoMeeting PC, meios informticos reciclados do parque

informtico, com ADSL Aladim e comunicaes para a fase inicial de actividade. Fez igualmente a

ponte com a TV Cabo com vista a ser garantido o acesso rede TV Cabo com Telecine e Sport TV,

isento de taxa tambm durante a fase de arranque.

Projecto Oceanrio Protocolo estabelecido com o Oceanrio de Lisboa e a Fundao do Gil, com

vista a criar uma dinmica de interveno ldica e educativa junto de crianas e jovens h longo tempo

hospitalizados, crianas que acompanham mes detidas ou crianas em risco, com o objectivo de

estimular a aprendizagem e reforar a sua ligao com o mundo exterior. Este objectivo concretiza-se

por visitas ao Oceanrio guiadas por voluntrios da PT formados pelos bilogos do Oceanrio, tendo

j decorrido visitas com crianas e algumas mes da Casa da Criana do Estabelecimento Prisional de

Tires e com crianas do IPO-FG.

36RELATRIO E CONTAS CONSOLIDADAS PT PRIMEIRO SEMESTRE 2003

e

Projecto Porcide 3/THINK Renovao do projecto de teletrabalho com o objectivo