RELATÓRIO A A A A A A A A A A A A · O relatório que se apresenta traduz a avaliação no âmbito...

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Quadriénio 2013/2017 1 RELATÓRIO DO CONTRATO DE AUTONOMIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO EDUCATIVO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS MANUEL FERREIRA PATRICIO julho de 2014 A equipa de supervisão do contrato de autonomia Diretora Isabel Gomes Isabel Afonso Helena Assude

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  • Quadriénio 2013/2017 1

    RELATÓRIO DO CONTRATO DE AUTONOMIA PARA O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO EDUCATIVO DO AGRUPAMENTO DE ESCOLAS MANUEL FERREIRA PATRI CIO

    julho de 2014

    A equipa de supervisão do contrato de autonomia

    Diretora Isabel Gomes

    Isabel Afonso

    Helena Assude

    http://www.google.pt/url?sa=i&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=images&cd=&cad=rja&docid=-_21pb1Stu5E5M&tbnid=lFOIJiB6CP018M:&ved=0CAUQjRw&url=http://brevescout.wordpress.com/category/uncategorized/page/8/&ei=VYXVUZubD8-M0wWEqYHICQ&bvm=bv.48705608,d.ZGU&psig=AFQjCNGRgc3rfJhn-SgfLyCupS3NPdc-Zg&ust=1373033997485786

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    ÍNDICE

    1. Introdução

    2. Caraterização do Agrupamento 2.1 Organização e gestão 2.2 Identificação dos diferentes pólos 2.3 Caraterização dos Pais 2.4 Caraterização dos Alunos 2.5 Caraterização do pessoal Docente 2.6 Caraterização dos pessoal Não Docente

    3. Projeto Educativo

    4. Sucesso Escolar dos alunos 4.1 Indicadores de partida e metas de chegada 4.2 Metas associadas à Avaliação Externa 4.3 Taxa de insucesso escolar, por ciclo

    5. Inclusão e desenvolvimento social

    5.1 Plano de inclusão 5.2 Observatório da Qualidade Cívica 5.3 Observatório do aluno 5.4 Projeto Diálogos 5.5 Observatório da Indisciplina

    6. Plano de atividades

    7. Oferta educativa

    7.1 Projetos Pedagógicos 7.2 Oficinas Pedagógicas 7.3 Espaço Com Tacto 7.4 Unidades (NEE) 7.5 Apoio ao estudo / salas de estudo 7.6 PCA 7.7 PIEF 7.8 AAAF

    8. Instrumentos de avaliação

    9. Considerações finais

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    “Suportada por uma conceção organizacional de escola que prefere o consenso ao conflito, a

    harmonia à desarticulação, os valores partilhados e as relações informais ao formalismo e ao

    normativismo, com a imagem da identidade e do consenso pretendemos equacionar uma noção

    de projeto educativo da escola que procura realçar a sua dimensão processual de interiorização

    da cultura escolar, ou seja, a ideia do projeto enquanto um espaço e um tempo que permite

    desenvolver relações de proximidade, de partilha de valores e de expetativas entre os membros

    da organização, tendo em vista uma maior coesão e satisfação organizacional e, portanto, um

    melhor funcionamento escolar.” (Costa, 2003:78)

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    1 - Introdução

    O relatório que se apresenta traduz a avaliação no âmbito do desenvolvimento do regime

    jurídico de autonomia da escola, consagrada pelo Decreto-Lei nº43/89, de 3 de fevereiro, e ao

    abrigo do Decreto-Lei nº75/2008, de 22 de abril, com a nova redação que lhe foi dada pelo

    Decreto-Lei nº137/2012, de 2 de julho, e pela Portaria nº265/2012, de 30 de agosto, e demais

    legislação aplicável, o Ministério da Educação e Ciência, através da DGAE e o Agrupamento de

    Escolas Manuel Ferreira Patrício.

    A celebração do Contrato de Autonomia funda-se na equidade, prossegue objetivos de

    qualidade, eficácia e assenta nos seguintes princípios orientadores que estão na base da

    avaliação desenvolvida:

    1- Viabilização de projetos educativos de potencial para o desenvolvimento do sistema

    educativo e para a comunidade local;

    2- Promoção do Sucesso Escolar dos alunos e combate ao abandono escolar;

    3- Garantir a equidade e a formação integral dos alunos através da inclusão e

    desenvolvimento social;

    4- Execução do projeto educativo e dos planos de atividades;

    5- Diversificação da oferta educativa, através da criação de modalidades flexíveis de

    gestão do currículo e dos programas disciplinares e não disciplinares;

    6- Desenvolvimento de instrumentos de avaliação e acompanhamento do desempenho,

    orientadores para a melhoria.

    O relatório é desenvolvido em torno dos seis pontos fundamentais acrescido inicialmente de uma

    breve caraterização do Agrupamento.

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    2. Caraterização do Agrupamento

    Évora, enquanto cidade membro da Associação Internacional das Cidades Educadoras (AICE),

    inscreve-se numa linha de compromisso social com a educação e com o desenvolvimento social

    dos seus habitantes.

    A Rede Escolar criada anualmente tem por base a Carta Educativa e informação da DGEstE –

    CME, e Universidade de Évora. Em julho de 2013, o Concelho de Évora passou a dispor de

    quatro agrupamentos, três dos quais considerados mega agrupamentos.

    Não obstante os pólos de interesse que a cidade possui, coexistem alguns fatores que

    ressaltam da análise do sistema educativo e da própria realidade socio-juvenil e familiar do

    concelho, denunciadores das problemáticas sentidas na freguesia a que pertencemos. Assim

    sendo, no topo das preocupações sociais estão as questões relacionadas com o Abandono e o

    Absentismo Escolar que, apesar das melhorias sentidas, em virtude das políticas educativas e

    sociais, como por exemplo a medida do RSI – Rendimento Social de Inserção que obriga à

    frequência escolar, foram a causa de 25% das sinalizações na CPCJ, em 2012. Relativamente ao

    Insucesso Escolar, importa referir que as taxas de retenção mais elevadas, no Ensino Básico são

    inferiores à média nacional e mesmo à média do Alentejo. No contexto da Educação Especial

    existem neste concelho cerca de 284 crianças e/ou jovens integrados com Necessidades

    Educativas Especiais, (ano letivo de 2011/2012) nos estabelecimentos de educação pré-escolar

    e nas escolas, usufruindo de apoios especializados. As instituições com a APPACDM, a APCE,

    entre outras, são parceiros importantes na disponibilização de recursos humanos e materiais

    para dar respostas adequadas.

    O Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício, acolhe crianças e jovens maioritariamente

    residentes na freguesia da Malagueira, que é constituída por Bairros bastante diversificados

    relativamente às suas caraterísticas socioeconómicas.

    Os alunos deste Agrupamento são assim um espelho da realidade envolvente que evidencia

    grandes assimetrias culturais e sociais.

    2.1 Organização e gestão

    A organização e gestão do Agrupamento é garantida pela Equipa Diretiva (Assessorias Técnico -

    Pedagógicos), pelo Conselho Geral, pelo Conselho Pedagógico e pelo Conselho Administrativo.

    Do Conselho Geral fazem parte 8 Representantes Docentes, 1 Representante U.E., 1

    Representante Associação Chão de Meninos, 1 Representante APPACDM , 3 Representantes da

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    Autarquia, 1 Representante da Saúde, 4 Representantes dos Encarregados de Educação, 1

    Representante dos alunos com mais de 18 anos e 2 Representantes Pessoal Não Docente.

    A organização e gestão do Agrupamento são garantidas pela Equipa Diretiva, pelo Conselho

    Geral, pelo Conselho Pedagógico e pelo Conselho Administrativo.

    Com vista ao desenvolvimento deste Projeto Educativo, colaboram com o Conselho Pedagógico

    e com o Diretor, com o objetivo de assegurar a coordenação, supervisão e acompanhamento

    das atividades escolares e promover o trabalho colaborativo, as seguintes estruturas

    intermédias: Departamentos Curriculares; Conselho Coordenadores de Departamento

    Curriculares e de Estabelecimento; Equipas Pedagógicas; Conselhos de Docentes; Conselhos de

    Turma; Conselhos de Diretores de Turma; Equipa de Avaliação Interna; Equipa de

    Monitorização e Acompanhamento do Projeto Educativo; Equipa de Acompanhamento da

    Avaliação Especializada (NEE); Equipa Multidisciplinar “Espaço Com Tacto”; Biblioteca Escolar;

    Assembleias de Assistentes Operacionais.

    Para assegurar as respostas aos nossos alunos desenvolvem-se:

    Projetos Pedagógicos

    o Unidades de Ensino Estruturado para a Educação de alunos com perturbações do espetro do

    autismo; Apoio especializado para a educação de alunos com multideficiência e surdo-cegueira

    congénita e Ensino bilingue para alunos surdos (Escola de referência nesta área)

    Grupos de nível / Pares pedagógicos

    Percursos Curriculares Alternativos (PCA)

    Projeto Integrado de Educação e Formação (PIEF)

    Assessorias Pedagógicas

    Equipa Multidisciplinar do “Espaço Com Tacto”

    Oficinas Pedagógicas

    Componente de Apoio à Família (CAF)

    Atividades Extracurriculares (AEC)

    Por forma a realizar todos estes projetos e atividades importa não só contar com a comunidade

    escolar, mas torna-se imprescindível, a cooperação, o trabalho em rede e as parcerias com

    diversas instituições, nomeadamente:

    Câmara Municipal de Évora;

    Centro de Saúde;

    APPACDM;

    Associação Chão dos Meninos;

    CPCJ – Comissão de Proteção de Crianças e Jovens;

    Instituto da Segurança Social (ISS);

    Universidade de Évora,

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    2.2 Identificação

    O agrupamento de escolas Manuel Ferreira Patrício é um agrupamento vertical, pois tem

    Jardins de Infância, 1º, 2º e 3º Ciclos, e está organizado da seguinte maneira dos diferentes

    Pólos:

    2.3 Caraterização dos Pais

    Estudos vários, revelam que a envolvente familiar dos alunos deste Agrupamento, é constituída

    por uma população adulta com baixos níveis de escolaridade, cerca de 29% dos pais

    /encarregados de educação têm como habilitação académica o ensino básico, 14% o ensino

    secundário e apenas 13% o ensino superior, 44% dos inquiridos não possui habilitação ou não

    refere.

    Importante também referir, os níveis elevados de desemprego, 77% dos pais/ encarregados de

    educação estão na situação de desempregados.

    2.4 Caraterização dos Alunos

    No presente ano letivo este Agrupamento possui um total de 1177 alunos, distribuídos por

    todos os níveis de ensino.

    Cerca de 9% dos alunos apresentam Necessidades Educativas Especiais, 5% são de Etnia Cigana

    e 18% dos alunos são acompanhados pela Equipa Multidisciplinar "Espaço Com Tacto".

    AGRUPAMENTO DE ESCOLAS MANUEL FERREIRA PATRÍCIO

    Jardins de Infância

    Manuel F. Patrício

    Cruz da Picada

    Valverde

    1º Ciclo

    Manuel F. Patrício

    Cruz da Picada (+JI)

    Valverde

    Sra da Glória

    Vista Alegre

    2ºCiclo

    Manuel F. Patrício

    3ºCiclo

    Manuel F. Patrício

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    2.5 Caraterização do pessoal Docente

    O corpo docente, composto por 107 docentes, é constituído maioritariamente, por pessoal do

    quadro de agrupamento, 73% da totalidade. Os restantes elementos, 27% pertencem ao

    quadros de zona pedagógica.

    2.6 Caraterização do pessoal Não Docente

    Neste momento temos colocados no Agrupamento 51 Assistentes Operacionais e 11

    Assistentes Técnicos, 3 dos quais são animadores, número insuficiente e que não se adequa às

    necessidades reais deste Agrupamento.

    3. Projeto Educativo

    O Projecto Educativo do Agrupamento pretende congregar sinergias de forma concertada para

    potenciar mudanças e inovações que contribuam para orientar o nosso trabalho, cujo tema é:

    “A Bússola. Orientação em autonomia”.

    Privilegia-se a integração, a transversalidade, o princípio da contextualização, uma escola que

    não isola os objetos de estudo e conteúdos programáticos, mas os considera e os trata na sua

    relação com a multiplicidade de contextos de vida e a permeabilidade institucional, acolhendo

    e desenvolvendo colaborações com redes de parceiros.

    Os conceitos subjacentes a este Projecto Educativo orientam-se fundamentalmente nos

    seguintes eixos:

    Eixo Norte - Orientação para a melhoria das aprendizagens

    Eixo Sul - Orientação para a monitorização e divulgação do P.E.

    Eixo Este - Orientação para a cultura e valores matriciais

    Eixo Oeste - Orientação em rede

    Para assegurar as nossas respostas foram desenvolvidos Projetos Pedagógicos, Oficinas

    Pedagógicas, Espaço Com Tacto, Unidades (NEE), Grupos de Nível / Pares Pedagógicos, PCA,

    PIEF, Assessorias pedagógicas e CAF.

    As articulação curriculares são garantidas nas transições pelas Equipas Pedagógicas (Pré

    escolar/1.º ano; 4.º ano/5.ºano; 6.º ano/7.º ano), na horizontal através das Educadores Infância

    com Assistentes Operacionais no âmbito da CAF, Professores Titulares de Turma com

    Professores das AEC, Departamentos Curriculares, Equipas Pedagógicas e Conselhos de turma e

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    a articulação Vertical e da responsabilidade das Equipas Pedagógicas, Departamentos

    Curriculares e AEC com respetivos Departamentos.

    O trabalho desenvolvido é supervisionado pelos Coordenadores de Departamento, o qual

    pressupõe a partilha de práticas pedagógicas e o acompanhamento, regulação e reflexão,

    através do Visionamento de aulas filmadas.

    A cooperação, o trabalho em rede e as parcerias com diversas instituições, nomeadamenmte,

    a Universidade de Évora, a Câmara Municipal de Évora, o Centro de Saúde, a APPACDM, o

    Chão de Meninos e a CPCJ são as vias que nos permitem assegurar as nossas respostas.

    4 - Sucesso Escolar dos alunos

    O sucesso educativo dos alunos reflete e norteia a ação de toda a comunidade escolar e

    educativa. Estes resultados permitem-nos dispor de elementos que ajudam a monitorizar,

    trimestralmente e anualmente o sucesso/insucesso dos nossos alunos, a partir dos seus

    objetivos, adquiridos e não adquiridos, nas várias áreas e dos níveis inferiores a três atribuídos

    em matemática e português, no 4.º ano, ao nível do 1ºciclo. No caso do 2.º e 3.º ciclo, o

    insucesso é medido a partir dos níveis inferiores a três ou menção Não Satisfaz obtidos nas

    disciplinas

    As metas consideradas, classificadas em indicadores de partida e metas de chegada são as

    seguintes:

    4.1 Indicadores de partida e metas de chegada

    Indicadores de partida em junho de 2013 Metas de chegada*

    Taxa de sucesso

    1º ciclo: 94,8% Aumentar em 0,5%

    o sucesso 2º ciclo: 96,03%

    3º ciclo: 95,3%

    Taxa de sucesso a Português

    4º ano: 90,5% Aumentar em 0,5%

    o sucesso 6º ano: 97,4%

    9º ano: 94,4%

    Taxa de sucesso a Matemática

    4º ano: 96,2% Aumentar em 0,5%

    o sucesso 6º ano: 84,4%

    9º ano: 81,1%

    Percentagem de classificação positiva em todas as disciplinas

    1º ciclo: 85,79% Aumentar em 0,5%

    2º ciclo: 78,21%

    3º ciclo: 67,72%

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    * As metas serão sempre ajustadas no início de cada ano escolar em Conselho Pedagógico em função dos resultados obtidos.

    Indicadores de partida em junho de 2013

    Metas de chegada*

    Taxa de Abandono Escolar: 0% Manter

    Taxa de Absentismo: 3% Reduzir 0,5%

    Taxa de Indisciplina: 12% Reduzir 0,5%

    * As metas serão sempre ajustadas no início de cada ano escolar em Conselho Pedagógico em função dos resultados obtidos.

    4.2 Metas associadas à Avaliação Externa

    Anos de Escolaridade

    Indicadores de sucesso-junho de 2013

    Metas de chegada

    4º Ano Taxa de sucesso Português: 59,5% Taxa de sucesso de Matemática: 67,8%

    Aumentar em 0,5% o sucesso

    6ºAno Taxa de sucesso Português: 66,4% Taxa de sucesso de Matemática: 46,2%

    Aumentar em 0,5% o sucesso

    9ºAno Taxa de sucesso Português: 48,6% Taxa de sucesso de Matemática: 36,8%

    Aumentar em 0,5% o sucesso

    4.3 Taxa de insucesso escolar, por ciclo A taxa de insucesso escolar no 1.º Ciclo é de 5,2%,tendo diminuído 2,5% em relação ao período

    anterior, passando o desvio de -4,9%para o atual desvio de -2,4% em relação à meta prevista

    (2,8%) para o presente ano letivo.

    No presente período, a maior taxa de insucesso, por ano de escolaridade, verifica-se no 3.º ano

    que regista 9,3%, tendo sofrido uma diminuição de 4,3%. O 2.º ano de escolaridade apresentou

    uma diminuição de taxa de insucesso de 2,1% em comparação com o 2.º período, tendo, neste

    período, uma taxa de 8,4%. O 4.º ano de escolaridade também apresentou uma diminuição na

    taxa de insucesso em relação ao período anterior, passando dos anteriores 5,6% para os atuais

    2,4%. No 1.º ano de escolaridade a taxa de insucesso, neste período, situa-se nos 0%, de acordo

    com a legislação em vigor.

    A taxa de insucesso escolar do 2.º ciclo situa-se, no 3.º período, nos 3,97%, não considerando a

    turma PIEF. Este valor registou uma melhoria de 10,03% face ao 2.º período apresentando um

    desvio de 2,9% face à meta prevista (6,87%). No 5.º ano de escolaridade a taxa de insucesso

    regista um valor de 3,48%, verificando-se uma melhoria de 4,48% relativamente ao período

    letivo anterior e um desvio de -1,98% em relação à meta TEIP (1,5%). No 6.º ano de

    escolaridade, sem turma PIEF, a taxa de insucesso escolar melhorou 14,6% face ao período

    letivo anterior, situando-se agora nos 4,38%.

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    Ao considerar a turma PIEF, a taxa de insucesso escolar do 2.º ciclo situa-se, nos 5,06%.

    A taxa de insucesso escolar do 3.º ciclo situa-se, neste 3.º período, nos 4,7%, não considerando

    a turma PIEF. Este valor sofreu uma acentuada melhoria de 17,97% relativamente ao período

    letivo anterior, superando a meta a atingir (7,23%) em 2,53%. Todos os anos de escolaridade

    deste ciclo apresentam taxas de insucesso inferiores às do período anterior, registando

    melhorias bastante significativas.

    Apesar da diminuição do insucesso no 7.º ano de escolaridade face ao período letivo anterior, a

    taxa de insucesso escolar para o 7.º ano de escolaridade, encontra-se nos 8,77% apresentando

    um desvio de –1,77% em relação à meta prevista (7%) para este indicador e ano de

    escolaridade.

    Ao considerar a turma PIEF, a taxa de insucesso escolar do 3.º ciclo situa-se, nos 7,59.

    5 - Inclusão e desenvolvimento social

    A existência de vários projetos deram resposta a algumas situações de conflito onde os alunos

    envolvidos e a dinamização de diversas oficinas pedagógicas para alunos, docentes e pessoal

    não docente poderão ter conduzido à diminuição das participações de ocorrência e a uma

    cidadania mais ativa e participada.

    5.1 Plano de Inclusão

    O feedback dos participantes envolvidos (alunos, professores, monitores, técnicos,

    convidados), assim como os registos multimédia, inquéritos de avaliação aplicados evidenciam

    um balanço positivo relativamente às atividades promovidas pelo Plano de Inclusão ao longo

    deste ano. Assim destacam-se como pontos fortes:

    - a promoção da aprendizagem e do desenvolvimento pessoal e cívico dos alunos;

    - a valorização das diferenças;

    - o desenvolvimento de atividades em articulação com toda a comunidade educativa e

    abrangendo os diferentes níveis de ensino; - a perspetiva de valorização e enriquecimento pela

    “diferença”;

    - a participação ativa e efetiva nos projetos com ligações, na sua maioria, à componente

    curricular, procurou também propor práticas inovadoras na sala de aula (ex.: voluntariado

    educativo, ações de empreendedorismo);

    - a identificação de alunos e famílias carenciadas;

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    - a discriminação positiva capaz de valorizar as diferenças de ordem física, intelectual,

    sociocultural;

    - a qualidade da participação (progressivamente as participações têm-se tornado mais

    conscientes e seletivas na medida em que os professores procuram adequar e escolher as

    atividades que realmente se adequam aos seus projetos curriculares de turma);

    - motivação, entusiasmo e envolvimento nas atividades;

    - organização das atividades (opção pela seleção de grupos consoante interesses e

    disponibilidade, implementação de uma dinâmica de participação por convite);

    - diversidade de áreas/valências abordadas nas várias atividades;

    - articulação com o Projeto PromoSaúde, UCC; DECO; Biblioteca Escolar/PNL, Desporto Escolar,

    Ecoescolas, SIDAC, CME, Associação Chão dos Meninos.

    5.2 Observatório da qualidade Cívica

    5.2.1 Observatório do Aluno

    O Observatório do aluno visa estimular os alunos para a intervenção crítica da realidade e

    desenvolve-se de acordo com o seguinte esquema:

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    Em todos os períodos ocorreram, em sala de aula, assembleias de turma com vista à implementação do espírito crítico, cívico, solidário e inclusivo dos alunos. Contudo, as metas propostas no Projeto TEIP apenas foram ultrapassadas no pré-escolar, sendo que no 1.º e 2.º ciclos ficam cerca de 1/3 aquém do esperado e no 3.º ciclo atingiu 3/4 da meta prevista. A análise de conteúdo das atas permite-nos concluir que foram debatidos assuntos a nível micro, meso institucional relacionados essencialmente com o tema transversal a todos os níveis de ensino, ou seja, o comportamento dos alunos dentro e fora da sala de aula. A nível macro foram analisadas questões relacionadas com os valores e problemas da família e debatidos temas sociais (doenças, sentimentos e datas marcantes), cumprindo-se assim o objetivo de fomentar uma consciência cívica nos alunos ao nível da cidadania ativa e construtiva, das relações interpessoais e competências emocionais.

    Também é possível verificar, através das atas das assembleias de turma, que à medida que se avança nos ciclos de ensino, a consciência do espaço envolvente assume maior destaque com uma abordagem diversificada quer ao nível dos aspetos positivos como dos negativos do funcionamento da escola e apresentam sugestões para a resolução dos problemas detetados.

    No que respeita aos aspetos positivos são referenciadas as atividades inerentes aos vários projetos dinamizados no Agrupamento, com destaque para algumas atividades da Biblioteca, Promosaúde e Desporto Escolar. São ainda referidos comportamentos positivos de diversos elementos da comunidade escolar, algumas atividades realizadas em sala de aula e no decorrer das visitas de estudo e ainda as melhorias verificadas ao nível do funcionamento de serviços, que tinham sido por eles anteriormente apontados como aspetos negativos.

    Foram objeto de crítica, aspetos relacionados com os comportamentos disruptivos dos alunos (brigas, assiduidade irregular, falta de atenção e de estudo), problemas relacionados com a conservação ou inadequação de espaços escolares (salas pequenas, falhas de material nas casas de banho) e falta de qualidade de alguns pratos confecionados no refeitório.

    Para corrigir os aspetos negativos referenciados, os alunos e os professores responsáveis tiveram a preocupação de sugerir diversas formas de atuação, com vista a minorar ou sanar os problemas identificados. Algumas dessas sugestões foram aceites e postas em prática pela Direção e no final de cada período foi dado o feedback, em assembleias de delegados de turma. Constrangimentos identificados: Um dos aspetos identificados foi o insuficiente feedback das atas elaboradas pelos Professores Titulares e Diretores de turma, ou seja, ainda que seja feita uma reunião trimestral entre o órgão de gestão e os delegados de turma, muitas vezes a informação não chega aos docentes e grupo turma. Pelos resultados acima apresentados podemos concluir também que tem havido dificuldade em envolver todos os alunos e docentes. Sugestões de melhoria: A equipa do observatório propõe a realização de 3 ciclos de capacitação, onde a primeira ação teria como o objetivo a reflexão sobre o processo e dinamização do observatório, ajudando na orientação do trabalho a desenvolver, uma segunda ação de partilha de práticas e experiências e uma última com o intuito de realizar uma reflexão do trabalho desenvolvido.

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    5.2.2 Projeto Diálogos

    O Projeto Diálogos pretendeu dar continuidade à dinâmica de mediação em ação e, no presente ano

    letivo teve como principal objetivo estender a toda a comunidade educativa esta nova abordagem ao

    conflito, utilizando como recurso os docentes com vista à redução das situações de indisciplina a fim

    de promover não só o sucesso educativo, como, promover relações interpessoais de maior

    qualidade.

    Por forma a cumprir esse objetivo, foi realizada uma Ação de Capacitação para assistentes

    operacionais, com o intuito de sensibilizar para a importância da mediação na resolução de conflitos,

    bem como Ações de Capacitação para docentes que teve como grande objetivo criar uma bolsa de

    Docentes Mediadores.

    Importa ainda referir que se deu continuidade à mediação entre pares.

    Ainda inserido no Projeto Diálogos considerámos importante o desenvolvimento de Ações de

    Capacitação dirigidas para a família. Como tal optámos por iniciar este ciclo de Ações no pré-escolar

    tendo sido realizadas 3 Ações em parceria com a Saúde e teve como objetivos ajudar os pais e/ou

    encarregados de educação a compreender a faixa etária pela qual os seus filhos estão a passar e os

    comportamentos que resultam de tal; ajudar a adquirirem melhores práticas para lidarem com as

    diferentes situações que possam surgir e, consequentemente promover um desenvolvimento

    saudável das crianças.

    5.2.3 Observatório da Indisciplina

    Ao longo do presente ano letivo o Observatório da Indisciplina, juntamente com a Equipa do Projeto

    Diálogos realizou sessões de trabalho semanais com o objetivo de compreender, interpretar e

    encontrar possíveis caminhos, no combate às situações de conflito e indisciplina com as quais nos

    deparámos ao longo do ano letivo.

    Constrangimentos identificados e sugestões de melhoria:

    Após análise e interpretação dos dados do observatório da indisciplina relativos ao ano letivo

    2013/2014, sugerimos que alguns aspetos e procedimentos sejam esclarecidos logo no início do ano

    letivo.

    Será importante que na primeira reunião com todos os docentes passe a mensagem da importância

    de se fazer cumprir o regulamento interno, nomeadamente no cumprimento de regras de sala de

    aula. Deverá ser dado o alerta para que haja uma concertação na imposição das regras e estratégias

    a utilizar junto dos conselhos de turma, atendendo sempre à especificidade da turma em questão.

    Na mesma linha orientadora do ano letivo anterior, reforçamos a ideia da importância de se

    potenciar e otimizar a relação aluno/professor logo no inicio do ano escolar através de diferentes

    dinâmicas e/ou atividades de grupo.

  • 15

    Ainda no âmbito da melhoria da qualidade cívica e de acordo com o Projeto Educativo do

    Agrupamento com alínea f)Tutorias, continuamos a crer que é de estrema valia encontrarmos

    docentes com disponibilidade de horário total ou parcial, para desenvolver programas de tutoria,

    estando esta equipa disponível para algumas sugestões e orientações junto dos docentes.

    A equipa do Observatório da Qualidade Cívica pretende dar continuidade à articulação com os

    conselhos de turma onde se identificam situações de indisciplina, estando disponível para participar

    nas reuniões.

    6 – Plano de Atividades

    Os objetivos estratégicos consignados no Projeto Educativo do Agrupamento enquadram as

    atividades, em cada uma das 6 Ações, como um conjunto de processos que visam combater o

    insucesso escolar, reduzir a taxa de absentismo e indisciplina, mantendo a nulidade no que se refere

    à taxa de abandono dos alunos e, ainda, complementar e enriquecer o processo de

    ensino/aprendizagem com conteúdos lúdicos e motivadores, que facilitem o desenvolvimento dos

    alunos, quer no plano do saber e das competências, quer no plano da construção da identidade

    pessoal e formação cívica e, ainda, na vertente do empreendedorismo. Neste quadro, o Plano Anual

    de Atividades do Agrupamento (PAAA) deverá ser, necessariamente, o ponto de partida para o

    trabalho a desenvolver em cada turma, não podendo, contudo, ser redutor de outras atividades de

    enriquecimento curricular que se considerem pertinentes para a melhoria das oportunidades de

    aprendizagem dos alunos. Todo o trabalho a desenvolver deve consubstanciar, no final do ano letivo,

    o plano de ação estratégico consagrado no Projeto Educativo suportado pelos objetivos definidos

    para cada Ação /Atividade e pelas metas definidas de acordo com os indicadores de partida e assente

    em quatro eixos de intervenção: Norte, Sul, Este e Oeste.

    O relatório de Avaliação do PAA de Escolas Manuel Ferreira Patrício, insere-se numa filosofia já

    interiorizada neste Agrupamento de Escolas que passa por uma cultura de avaliação que nos permite

    refletir, regular e divulgar as nossas práticas com vista à promoção e melhoria do sucesso escolar dos

    nossos alunos através de respostas educativas que mais se lhes adequem, sustentando num contexto

    mais amplo a orientação de um Agrupamento que se quer coeso, inclusivo, reflexivo, inovador e

    aberto à comunidade, oferecendo um ensino para todos e com todos.

    O relatório de Avaliação do PAAA, tendo como base o próprio Plano Anual, foi elaborado a partir das

    Grelhas 1 e 2 - Checklists, que retratam o contributo, o esforço, as vontades e ambições da

    comunidade educativa, sendo da responsabilidade de cada um dos docentes do Agrupamento e

    respetivos coordenadores dos departamentos curriculares, bem como dos coordenadores de

    projetos. Nelas se espelha a atividade escolar enquanto garantia da realização das Ações consagradas

    no Projeto Educativo.

  • 16

    O grande objetivo, que consiste em conciliar os dois documentos estruturantes - projeto educativo e

    plano anual de atividades do agrupamento foi perseguido, refletindo este a operacionalização

    daquele. Desta forma, pode considerar-se a sua avaliação bastante satisfatória /excelente tendo em

    conta a ambição e o esforço da comunidade educativa e consequentemente o reflexo nas

    motivações, empenhamento e aprendizagens dos alunos.

    7 - Oferta educativa

    Com o objetivo de adaptar ou desenvolver modelos pedagógicos alternativos e inovadores foram criados percursos alternativos, com as consequências respetivas na organização do tempo, do espaço, dos métodos de ensino, dos materiais e da avaliação de todos os elementos organizativos, na sequência de experiências prévias avaliadas.

    7.1 Projetos Pedagógicos Tendo em vista combater o absentismo e abandono escolar e a promover o sucesso educativo, congregaram-se todos os projetos num mega projeto que reúne todos os projetos que envolvem a comunidade.

    Alquimia de

    Projetos

    Promosaúde

    BE

    PNL

    Eco-Escolas

    Plano Inclusão

    TeenRock

    Rádio Escolar

    Horta Pedagógica

    Desporto Escolar

  • 17

    7.2 Oficinas Pedagógicas

    A construção do conhecimento no agrupamento é garantida continuamente com o desenvolvimento de oficinas pedagógicas que envolvem alunos, pais/encarregados de educação, docentes e não docentes. A Equipa tem dado também forte contributo na área da formação interna, a docentes, alunos, não docentes e encarregados de educação nomeadamente através do Projeto de Diálogos, que pela mediação de conflitos pretende dar uma resposta alternativa às distintas situações de indisciplina. Foram dinamizadas por esta equipa, ao longo deste ano letivo as seguintes oficinas: -“Conversando é que a gente se entende”, que refletiu sobre a mediação e resolução de conflitos em contexto escolar, para o pessoal não docente; -“A Escola também é Família”, salientando a importância da envolvência da família no rendimento escolar, direcionada para pais e encarregados de educação; -“Utilização segura na Internet”, envolvendo alunos, docentes e encarregados de educação; -“Nós pais conseguimos…”, desenvolvido ao longo de três sessões, no âmbito da promoção das competências parentais, para os pais dos alunos do Jardim de Infância da Cruz da Picada; -“Oficina de Bem-estar”, dinamizada no âmbito do Observatório da Qualidade Cívica, proporcionando aos docentes deste agrupamento momentos de partilha, tendo como objetivo a promoção do ambiente de trabalho salutar e equilibrado; -“Projeto Diálogos”, desenvolvido em 5 sessões, tendo como objetivo final criar uma bolsa de docentes mediadores de conflitos. No âmbito do Projeto Dar é Receber foram entregues cabazes de alimentos nas épocas festivas e realizou-se também a Feira Solidária. Estas ações tiveram como objetivo não só dar resposta às necessidades identificadas nas famílias dos alunos acompanhados, como também promover o espirito de solidariedade e entreajuda, uma vez que todos os bens angariados foram doados apenas pela comunidade educativa.

    7.3 Espaço Com Tacto A Equipa Multidisciplinar Espaço Com Tacto que surge no âmbito do programa TEIP permitiu dotar o Agrupamento de recursos técnicos essenciais para dar resposta aos casos sinalizados de insucesso, absentismo escolar e comportamentos disruptivos. Toda a intervenção psicossocial está fundamentada no Projeto Educativo deste Agrupamento de Escolas “A BÚSSOLA, ORIENTAÇÃO EM AUTONOMIA”. A dinâmica da Equipa emerge essencialmente no Eixo Oeste, nomeadamente na ação nº 2 e nº3. No entanto, a intervenção da Equipa acaba por se interrelacionar com as restantes ações que constituem os respetivos eixos de intervenção do Projeto Educativo, nomeadamente na ação nº 5- Identidades, uma vez que o Espaço Com Tacto promove projetos que conferem um sentido de pertença e identidade que espelham a cultura especifica deste Agrupamento. A Equipa é constituída por uma Psicóloga Educacional e uma Técnica Superior de Serviço Social, uma Animadora Sociocultural, contando ainda com a colaboração de duas estagiárias de Psicologia da Universidade de Évora. A sua intervenção psicossocial encontra-se direcionada para todos os alunos, com maior destaque os alunos que apresentam alguns indicadores de comportamento de risco e suas famílias. Ao longo do ano letivo foram realizados atendimentos com encarregados e educação, docentes e não docentes, com o

  • 18

    objetivo de apoiar os alunos que revelem alguma problemática que condicione o seu bem-estar pessoal e consecutivamente o seu rendimento escolar. Ou seja, o princípio de intervenção desta equipa incide em estabelecer a relação Escola Família tendo em vista o superior interesse da criança/jovem. Em muitos casos é também necessário envolver outras entidades do exterior que possam dar reposta mais concreta a estes jovens e suas famílias, sendo que, é da responsabilidade desta equipa proceder ao encaminhamento ou sinalização de alguns casos acompanhados. A intervenção com os alunos é feita em contexto individual, através do acompanhamento de proximidade, ou em grande grupo, nomeadamente nos programas de competências desenvolvidas ao longo do ano letivo com as turmas que carecem de uma intervenção específica. Foram também trabalhadas ao longo do ano as questões relacionadas com as transições de ciclo e o desenvolvimento e Orientação Vocacional para os alunos de 9ºano. De salientar ainda que, as atividades de animação realizadas nos períodos não letivos, quer no apoio a turmas e alunos sinalizados, permitiu dar aos alunos deste agrupamento uma resposta alternativa aos seus interesses e necessidades, prevenindo eventuais situações de indisciplina decorrentes nos períodos não letivos. Foram dinamizadas ao longo do ano várias atividades no âmbito da comemoração das datas festivas, desenvolveram-se também diversos Ateliês de trabalhos manuais, bijuteria, pinturas faciais, atividades de expressão dramática e jogos tradicionais. Foi também da competência da Animadora Sociocultural efetuar acompanhamento aos alunos com ordem de saída de sala de aula. Todas estas estratégias implementadas no âmbito da animação sociocultural foram um forte contributo para o trabalho de intervenção psicossocial desenvolvido por esta equipa, fomentando com os alunos uma relação mais próxima permitindo muitas vezes identificar situações de risco e dar uma resposta mais adequada e atempada.

    7.4 Unidades (NEE) Nas unidades são criadas respostas específicas e diversificadas, para alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente, e também desenvolvidas modalidades específicas de educação dirigidas para o ensino bilingue de alunos surdos, de alunos com autismo e de alunos com multideficiência ou surdo cegueira. Constituem-se como respostas educativas de caráter organizativo e de funcionamento Específico, nesta escola, as seguintes Modalidades Específicas de Educação para alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente:

    a Unidade de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência e Surdo cegueira Congénita;

    a Unidade de Ensino Estruturado para a Educação de Alunos com Perturbações do Espectro do Autismo;

    a Educação Bilingue de Alunos Surdos; CRTICEEEVORA (Centro de Recursos TIC para a Educação Especial de Évora) Área de Abrangência: Este Centro de Recursos está vocacionado para o atendimento de Instituições de quinze concelhos da região do Alentejo nomeadamente: Alandroal, Arraiolos, Borba, Estremoz,

  • 19

    Évora, Montemor-o-Novo, Mora, Mourão, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Viana do Alentejo, Vendas Novas, Vila Viçosa, Sousel e Avis. Instituições: Escolas; IPSS; Serviços de Saúde. Objetivos: Avaliação dos alunos com necessidades educativas especiais de carácter prolongado, para efeitos de utilização de tecnologias de apoio e adequação do equipamento/ajuda técnica à sua situação particular, com vista a garantir a inclusão destes alunos no processo de ensino aprendizagem; Acompanhamento dos alunos através da monitorização da intervenção e de reuniões de avaliação que ao longo do processo se percecionem importantes; Prestação de serviços de informação, formação, aconselhamento e documentação aos professores, outros técnicos e famílias no que respeita a utilização das tecnologias de apoio e também das metodologias a implementar na sala de aula; Promoção de encontros, seminários, workshops no âmbito da Educação Especial tendo como destinatários docentes, técnicos e encarregados de educação. Intervenção Precoce Sendo o Agrupamento de Escolas Manuel Ferreira Patrício, designado pelo Ministério da Educação, como Agrupamento de referência para a colocação de docentes do grupo 910 no âmbito da intervenção precoce, estes integram o Departamento de Educação Especial, devendo participar nas reuniões dos docentes de Educação Especial e serem seguidas as orientações emanadas da DGEstE - DSRA no que concerne à distribuição de serviço destes docentes, bem como a supervisão da sua intervenção docente e a referenciação de crianças para a intervenção da Educação Especial. Articulação com Instituições Cooperação e Parceria O Agrupamento desenvolve parcerias, protocolos e projetos de cooperação com Instituições no sentido de realizar programas específicos de desporto adaptado, no âmbito de atividades de enriquecimento curricular, na execução de respostas terapêuticas, no despiste vocacional, na preparação para a integração em centros de atividades ocupacionais, na integração em programas de formação profissional e noutras ações necessárias para o desenvolvimento da Educação Especial. O CRI (Centro de Recursos para a Inclusão) da APPACDM apoia o nosso Agrupamento, através de recursos nas áreas da psicologia, fisioterapia e transição para a vida ativa. Todos, em conjunto, constituem os meios que permitem assegurar as respostas aos alunos deste Agrupamento. No âmbito das respostas aos 100 alunos com necessidades educativas especiais de carater permanente, abrangidos pela educação especial ao abrigo do Decreto Lei nº 3 de 2008 de 7 de Janeiro o Agrupamento Manuel Ferreira Patrício, contempla respostas diferenciadas, de acordo com as medidas educativas e as modalidades específicas de educação designadas pela referida legislação. O atendimento a estes alunos, cujo objetivo é a sua inclusão social, possibilitou o acompanhamento especializado a cerca de 73 alunos com Adequações Curriculares

  • 20

    Individuais, permitindo que grande parte destes alunos integrasse percursos educativos regulares, que os habilitassem às escolhas profissionais existentes para todos os alunos. Os restantes 27 alunos com problemáticas mais acentuadas têm a sua resposta educativa especializada no contexto de um Currículo Específico Individual cujo objetivo é a sua preparação para uma vida social com autonomia. Devido ainda, à especificidade de que algumas respostas se revestem no atendimento de alguns dos alunos, foram desenvolvidas modalidades específicas de educação dirigidas para o ensino bilingue de alunos surdos, de alunos com autismo e de alunos com multideficiência ou surdo cegueira. Constituíram-se então, como respostas educativas de carácter organizativo e de funcionamento específico no Agrupamento as seguintes Modalidades Específicas de Educação para alunos com necessidades educativas especiais de carácter permanente: a Educação Bilingue de Alunos Surdos, as Unidades de Ensino Estruturado para a Educação de Alunos com Perturbações do Espectro do Autismo e a Unidade de Apoio Especializado para a Educação de Alunos com Multideficiência e Surdo cegueira Congénita.

    7.5 Apoio ao estudo / Salas de estudo

    Em termos globais, nas aulas de Apoio ao Estudo e Salas de Estudo, os alunos progrediram nos seus resultados em relação àqueles com que iniciaram estes apoios.

    7.6 PCA

    O projeto viabiliza a utilização de metodologias diferenciadas que valorizam os aspetos

    eminentemente práticos, do saber-fazer e do saber-estar, em referência à aquisição das

    competências essenciais definidas para este ano de escolaridade.

    Consciente de que, quer o perfil da turma, quer o diagnóstico inicial poderia condicionar o processo

    de ensino aprendizagem, o Conselho de Turma em trabalho colaborativo definiu, nas reuniões

    quinzenais, estratégias de atuação conjunta, articulação das atividades de aprendizagem, definição

    de estratégias para superar problemas de falta de assiduidade e de comportamento e análise

    pormenorizada de alunos referenciados como situações problemáticas específicas.

    O desafio de explorar metodologias mais ativas e dinâmicas permitiu em grande parte que os alunos

    mais desmotivados e com experiências de insucesso escolar tivessem adquirido competências

    consideradas essenciais, o que também permitiu a estes alunos um novo olhar sobre as suas próprias

    capacidades, melhorando a sua autoconfiança.

    O fator afetivo e interpessoal contribuiu, sem dúvida, um papel essencial, e constituiu-se desde o

    início como uma porta de entrada para a comunicação, muitas vezes difícil, de professores e alunos.

    Apesar do comportamento se manter um pouco irregular registou-se uma notória evolução nos

    alunos, ao longo do ano letivo, ao nível das suas competências pessoais e sociais, melhorando

  • 21

    significativamente, as suas posturas e atitudes, revelando maior autoestima e confiança nas suas

    próprias capacidades, adquirindo valores de solidariedade social e competências no âmbito da

    cidadania.

    No trabalho com esta turma procurou-se, sempre que possível, promover uma maior e melhor

    articulação entre a escola e a comunidade que a envolve.

    Também para alguns professores deste conselho de turma, esta foi, uma nova experiência que lhes

    conferiu enriquecimento pessoal e profissional, permitindo-lhes um novo olhar sobre os alunos e os

    seus contextos pessoais, familiares e sociais e operar mudanças nas suas práticas e posturas

    relativamente aos alunos.

    7.7 PIEF

    O Programa de Apoio e Qualificação da Medida PIEF - Programa Integrado de Educação e

    Formação (PAQPIEF) tem a finalidade de promover a inclusão social de crianças e jovens

    mediante a criação de respostas integradas, designadamente socioeducativas e formativas

    de prevenção e combate ao abandono e insucesso escolar, favorecendo o cumprimento da

    escolaridade obrigatória e a certificação escolar e profissional dos jovens.

    A funcionar no Agrupamento desde 2011 esta medida e resposta tem a intervenção direta

    do Ministério da Educação e Ciência (MEC) e Ministério da Solidariedade e Segurança social

    (MSSS), através do Instituto da Segurança Social (ISS) e do Instituo do Emprego e Formação

    Profissional (IEFP) que regionalmente se agregam na Estrutura de Coordenação Regional

    (ECR).

    Ao longo de três anos de intervenção esta medida tem permitido a certificação de jovens

    com problemáticas várias quer no 2.º como no 3.º Ciclos, oriundos de famílias multi-

    assistidas, cujos percursos escolares de continuidade e integração social, até então, estavam

    fora dos seus horizontes, podendo-se considerar que os resultados obtidos são muito

    satisfatórios.

    Acresce, ainda, o estabelecimento de uma vasta rede de parcerias na comunidade local que

    têm sido fundamentais para o combate à exclusão que a medida também tem como objetivo

    primordial.

    7.8 AAAF

    No que diz respeito à avaliação da AAAF, tendo em conta a opinião das docentes,

    pais/encarregados de educação e Assistentes Operacionais, podemos concluir que houve

    alguns constrangimentos decorrentes quer da falta de recursos humanos – animadores e

  • 22

    assistentes operacionais quer de recursos materiais, nomeadamente, equipamento para

    exterior inexistência de espaço coberto, algum material didático e de desgaste.

    8 - Instrumentos de avaliação

    O presente ano letivo foi o primeiro de um novo ciclo avaliativo de dois anos. Assim, foi

    estabelecido um plano de ação para 2013/2015, sendo que, neste primeiro ano, o principal

    objetivo seria a criação e aplicação de novos instrumentos de avaliação.

    A equipa de Avaliação Interna constituída para este biénio teve em mente, desde o início dos

    seus trabalhos, a criação de instrumentos de avaliação com vista à validação científica dos

    mesmos, conferindo desta forma um maior rigor e credibilidade ao seu trabalho. Até final de

    janeiro, como estava previsto no cronograma, foram construídos guiões e, posteriormente,

    os questionários a aplicar à comunidade educativa, sempre contando com a colaboração da

    Universidade de Évora, mais concretamente da Professora Doutora Olga Magalhães. Após a

    conclusão dos questionários, foi aplicada uma amostra a elementos exteriores ao

    Agrupamento para verificar se as questões estavam bem elaboradas e com uma linguagem

    adaptada aos respetivos públicos. Depois de apresentados e aprovados em Conselho

    Pedagógico, os questionários foram igualmente apresentados ao Conselho Geral e a sua

    aplicação começou a ser feita gradualmente em Março.

    A aplicação gradual à comunidade educativa foi prevista desde início, para permitir que o

    novo Projeto Educativo do Agrupamento fosse apresentado a todos os seus elementos. Os

    questionários foram aplicados online (através da aplicação Google Docs) a todos os Docentes

    e aos alunos dos 2º e 3º Ciclos, nestes casos a 10 alunos por turma. Aos alunos de 4º ano,

    em representação do 1º Ciclo, os questionários foram aplicados em suporte papel, tal como

    aconteceu com os Assistentes Operacionais (metade dos que estão atualmente ao serviço do

    Agrupamento) e com os representantes e respetivos suplentes de Pais e Encarregados de

    Educação de todas as turmas.

    Neste momento, a equipa de Avaliação Interna está a concluir o lançamento de todos os

    dados recolhidos através dos questionários em suporte informático para que, no próximo

    ano letivo, seja feita uma análise dos mesmos, de modo a permitir a elaboração de um

    relatório final bem como de um plano de melhoria.

    Ao longo do presente ano letivo, a equipa de Avaliação Interna promoveu igualmente duas

    Ações de Capacitação sobre o Processo de Avaliação Interna no Agrupamento, uma

    destinada a Assistentes Operacionais e a outra a Diretores de Turma e Coordenadores de

    Departamento. Nessas ações foram abordados os seguintes tópicos:

    O que é a autoavaliação?

    Histórico da autoavaliação do Agrupamento

  • 23

    Metodologia adotada (Modelo CAF)

    Técnicas e instrumentos de recolha de informação

    Calendarização

    Metas e indicadores

    Impacto da monitorização e avaliação na reorientação do plano de melhoria

    O mecanismo de devolução de resultados à comunidade

    Não foi realizada nenhuma Ação de Capacitação destinada a Pais e Encarregados de

    Educação mas a equipa prevê a realização de uma sessão de esclarecimento para estes

    membros da comunidade educativa na fase de devolução de resultados. A equipa de Avaliação

    Interna conclui o presente ano letivo com todas as atividades cumpridas, de acordo com o previsto

    no cronograma elaborado no início dos seus trabalhos, congratulando-se com a forma como todos os

    agentes educativos colaboraram no processo de aplicação dos questionários.

    9 - Consideração final O contrato de autonomia, baseado na equidade e na prossecução de objetivos de qualidade e eficácia, enquanto ato simbólico reconhecido pelo Ministério da Educação e Ciência, constituiu um contributo para o aprofundamento da nossa matriz identitária e contribuiu para o reconhecimento interno e externo, da uniformidade e sustentabilidade da nossa organização pedagógica e das nossas práticas educativas e organizacionais.