República da Espada

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    27-Jun-2015
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  • 1. Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria Estadual de EducaoColgio Estadual Leopoldina da SilveiraColgio Estadual Nicargua HISTRIAProfessor Luiz Valentim

2. Aula III 3 Srie Ensino MdioRepblica da Espada 3. E agora?Aos militares coube, alm deproclamar a Repblica no Brasil,orientar a formulao dasdiretrizes do novo governo e aconstruo dos smbolos que, apartir de agora, representariam oEstado brasileiro. 4. Qual Modelo Adotar?Dentre os republicanos civis, principalmentepaulistas, mineiros e gachos, havia grandeinteresse em adotar o federalismo e oliberalismo inspirado no modelo norte-americano. 5. Qual Modelo Adotar?J os militares, sobretudo aqueles adeptos dopositivismo, assim como alguns civis,desejavam um governo mais centralizado. Ospositivistas defendiam at mesmo umaditadura republicana, que por meio da ordemlevaria o pas ao progresso. 6. Somos Todos Republicanos?Enquanto o exrcito se dividia entre os queapoiavam Deodoro e os que seguiam FlorianoPeixoto, vice-chefe do governo provisrio, haviaainda uma terceira corrente, positivista, que eraliderada por Benjamin Constant. Lembrando ogrupo mais radical da Revoluo Francesa,militares e civis positivistas que apoiavam demaneira exaltada o modelo republicano e seopunham totalmente volta da Monarquia,passaram a ser chamados jacobinos. 7. Somos Todos Republicanos?Tal posicionamento tornava-se necessrioporque grupos monarquistas ainda desejavamo retorno do antigo sistema, e nisto tinham asimpatia da Marinha, que sempre teve fortesligaes com o Imprio. 8. Repblica dos Estados Unidos do BrasilEmbora os militares, na figura de Deodoro daFonseca, tenham conseguido manter a bandeira omais prximo possvel do pavilho imperial, omodelo de Estado declarado pela AssembliaNacional Constituinte na Carta promulgada emfevereiro de 1891 inspirava-se claramente nosEstados Unidos da Amrica. O Brasil se tornavauma Repblica presidencialista, laica, federativa eliberal. O voto seria aberto e limitado aos homensalfabetizados maiores de 25 anos, excetuando-sesoldados e religiosos. 9. E comea a Repblica...Aps quinze meses de governo provisrio, o Brasilteve eleito, ainda que de maneira indireta, comoseus primeiros presidente e vice-presidente osmesmos quejgovernavamopasprovisoriamente: os marechais Deodoro daFonseca e Floriano Peixoto. 10. O EncilhamentoObjetivando intensificar a industrializao e ocrescimento econmico do Brasil, o governoautorizou alguns bancos a emprestar dinheiro atodos aqueles que desejassem abrir uma empresa.Ainda que, para isto, fosse necessrio emitir umaenorme quantidade de papel-moeda, tarefa esta quepoderia ser realizada pelos prprios bancos. Gerou-se ento um enorme crescimento no nmero deempresas, ainda que muitas delas jamais tenhamsado do papel, apesar de terem suas aesnegociadas na bolsa de valores. 11. O EncilhamentoO nome pelo qual foi batizada a polticaeconmica inaugurada nos primeiros anos daRepblica tambm pode ser usado paranomear o ato de pr arreios em um cavalo.Todavia, se no equino os arreios so postospara mant-lo sob maior controle, a polticaeconmica no foi chamada de encilhamentopelo mesmo motivo. Mas porque, segundo sedizia na poca, investir na bolsa de valores,naquele momento, era como apostar nascorridas de cavalo. 12. O EncilhamentoComo resultado, ao invs de crescimentoeconmico, tivemos uma das maiores crises denossa histria.Especulaofinanceira,investidores perdendo dinheiro, inflao edesvalorizao da moeda. 13. Crise PolticaAlm da crise econmica,vivenciamos tambm uma crisepoltica logo nos primeiros anos daRepblica. Desconfiado dospolticos, Deodoro e seu grupopretendiam centralizar o poderexecutivo limitando a autonomiados estados. Criticado pelaimprensa e combatido pelas elitesliberais, logo o presidente entrouem confronto com o CongressoNacional. 14. Crise PolticaTendo fechado o Congresso edecretado estado de stio,Deodoro perdeu tambm o apoiodos militares que apoiavamFloriano. A Marinha, assim comoas diversas lideranas civis,tambm no concordou com ogolpe e logo reagiu. Sem apoiopoltico, civil ou militar, o primeiropresidente do Brasil renunciou nodia 23 de novembro de 1891, oitomeses aps ser eleito. 15. Floriano, a Armada e os FederalistasA troca de presidentes no solucionou a crise, epode-se dizer mesmo que, pelo contrrio, aintensificou. Segundo a Constituio, o vice-presidente s poderia assumir o mandato caso opresidente houvesse completado, no mnimo, doisanos de governo. Como Deodoro renunciou oitomeses aps ser eleito, novas eleies deveriam serconvocadas, mas os partidrios de Floriano diziamque tal regra s valeria para o prximo presidente.Assim Floriano alcanou o apoio das elites paulistasdo PRP, incomodadas com a instabilidade dogoverno, e prendeu treze generais que contestavamsua posse e exigiam novas eleies. 16. Floriano, a Armada e os FederalistasEmbora o presidente tenha conquistado o apoiodos republicanos paulistas, de importantes setoresdo exrcito e da populao do Rio de Janeiro, que ochamava de Marechal de Ferro, o outro ramo dasforas armadas manteve-se em oposio ao seugoverno. Em 6 de setembro de 1893, buscandorepetir a manobra que derrubara Deodoro, oficiaisda Armada (Marinha de Guerra) posicionaram seusnavios na baa de Guanabara e bombardearam ascidades do Rio de Janeiro e de Niteri. Tinha incioa Revolta da Armada. 17. Floriano, a Armada e os FederalistasAps seis meses de revolta, sem munio,alimentos e gua, e sem o apoio da populao, queencontrava-se sob constante chuva de balas decanho, parte dos revoltosos pediu asilo polticoem Portugal. O restante seguiu para o sul do pas,onde juntaram-se aos maragatos, que a um anolutavam contra os partidrios de Floriano Peixotono Rio Grande do Sul. 18. Federalistas e RepublicanosEnquanto, na capital federal, o alvo dosoposicionista era o prprio presidente, no RioGrande do Sul a oposio era feita contra seuspartidrios. Sendo batizada com o nome de umdos partidos envolvidos, a Revoluo Federalistapunha em lados opostos, mais do que grupospolticos, diferentes concepes de governo. 19. Maragatos e Pica-pausDe um lado o Partido Republicano Rio-Grandense, lideradopelo positivista Jlio de Castilhos e fortalecido pelo apoiopresidencial, defendia o presidencialismo e a autonomiapara os estados. De outro o Partido Federalista, apesar donome, pregava o parlamentarismo e a predominncia daUnio Federativa sobre o poder estadual. Logo o conflitoespalhou-se para Santa Catarina e Paran e em 1895, comcerca de 11 mil pessoas mortas, tem fim um dos conflitosmais sangrentos do Brasil com a vitria dos pica-pausrepublicanos sobre os maragatos federalistas. 20. Civis no PoderFindando seu governo em meio a revoltas, mascom apoio de amplos setores da populao,como as elites do Partido Republicano Paulista,os jacobinos, na capital, e o CongressoNacional, Floriano Peixoto, no aniversrio decinco anos da Repblica, passou a faixapresidencial para o paulista Prudente deMorais, primeiro presidente civil do Brasil. 21. LOBOQuem Quer Votar? 22. Quem Quer Votar? Voto Secreto X Voto Aberto Voto Condicional X Voto Universal Voto Facultativo X Voto Obrigatrio Voto Nulo X Voto VlidoAlm de instituir o voto aberto e limitado a homensalfabetizados maiores de 25 anos, a 1 Constituiorepublicana definiu que o primeiro presidente doBrasil deveria ser escolhido em eleies indiretas.Aps pesquisar acerca de cada uma das modalidadesde voto listadas acima, desenvolva um textojustificando, segundo a sua preferncia, a vantagemde uma das modalidades frente a sua modalidadeoposta. Em um nico texto, defenda as quatromodalidades escolhidas. 23. Bibliografia VAINFAS, Ronaldo; FARIA, Sheilade Castro; FERREIRA, Jorge;SANTOS, Georgina. Histria: omundo por um fio: do sculo XXao XXI. Vol. 3. So Paulo: Saraiva,2010.