Revelação 224

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Jornal laboratório do curso de Comunicação Social da Universidade de Uberaba. 15 à 21 de outubro de 2002

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  • 2 15 a 21 de outubro de 2002

    Newton Lus Mamede

    Jornal-laboratrio do curso de Comunicao Social, produzido e editado pelos alunos de Jornalismo e Publicidade & Propaganda da Universidade de Uberaba

    Supervisora da Central de Produo: Alzira Borges Silva ([email protected]) Edio: Alunos do curso de Comunicao Social Secretrio de Redao: Andr Azevedo ([email protected])Diretor do Curso de Comunicao Social: Edvaldo Pereira Lima ([email protected]) Coordenador da habilitao em Jornalismo: Raul Osrio Vargas ([email protected]) Coordenadora da habilitao em Publicidade e Propaganda: rika Galvo Hinkle ([email protected]) Professoras Orientadores: Norah Shallyamar Gamboa Vela ([email protected]),Neirimar de Castilho Ferreira ([email protected]) Tcnica do Laboratrio de Fotografia: Neuza das Graas da Silva Suporte de Informtica: Cludio Maia Leopoldo ([email protected]) Reitor: Marcelo Palmrio Ombudsman da Universidade de Uberaba: Newton Mamede Jornalista e Assessor de Imprensa: Ricardo Aidar Impresso: Grfica do Jornal da ManhFale conosco: Universidade de Uberaba - Curso de Comunicao Social - Jornal Revelao - Sala L 18 - Av. Nen Sabino, 1801 - Uberaba/MG - CEP 38055-500 Tel: (34)3319-8953http:/www.revelacaoonline.uniube.br Escreva para o painel do leitor: [email protected] - As opinies emitidas em artigos assinados so de inteira responsabilidade de seus autores

    Prezado Andr Azevedo,

    Quero agradecer-lhe o exemplar deEscombros da Memria Coletiva, quetive o privilgio de receber, em nossorpido encontro, em Uberaba. Trata-se denotvel realizao: uma reportagem quenos faz caminhar pelo centro de Uberabae refletir sobre os desafios do patrimniocultural, a partir de experincias atsobrenaturais vivenciadas no decorrer dajornada. Voc aborda questes importantes,atravs do prisma jornalstico, de modo afacilitar a comunicao de conceitoscruciais e instigar a tomada de posio doleitor/cidado, despertado para a atitudeconservacionista (que no conserva-dora!). um exemplo que constato comentusiasmo, aplaudindo a premiao quelhe foi atribuda no Estmulo Cidadania.

    Essa iniciativa e as demais matrias

    estampadas no jornal-laboratrioRevelao so testemunho vibrante doseu talento para a comunicao e de suasensibilidade face aos temas fundamentaisda cidadania e da vida social. Patrimnio questo primordial para a melhoria daqualidade do espao urbano no Brasil, atpara o combate violncia (que tambmesttica e cultural).

    Muito grato pela considerao deoferecer-me o material, envio-lhe saudaescordiais, juntamente com o texto* no qualprocurei fixar idias que pude desenvolverna Sala Ceclia Palmrio, durante oseminrio sobre patrimnio cultural.

    Angelo Oswaldo de Arajo SantosSecretrio de Estado da Cultura deMinas Gerais

    (*) O texto est disponvel no endereo

    http://www.intermega.com/andreazevedo/1010pc.html

    A expresso acima j constitui umchavo nos meios intelectuais epedaggicos, tal o seu emprego para evocara anttese dos respectivos conceitos emsituaes que buscam discernir e estabelecervalores. Todavia, sua atualidade justifica seuuso. uma expresso nunca ultrapassadaou obsoleta, est presente na histria dohomem, na cultura intelectual e naafirmao de valores ticos, em todos ostempos. J adquiriu foros de universalidade.

    J uma fbula de Monteiro Lobato, sobo mesmo ttulo, conta que um macaco,metido a sbio,aproximou-se de umgrupo de eminentesintelectuais e tentavaparticipar da conversa,dos assuntos, dosdebates. Mas logo foienxotado. Ofendido,ele reagiu e disse queiria provar que tambm era um sbio, e seuvalor iria ser reconhecido pelos intelectuaisque o repudiaram. E dirigiu-se imediata-mente a uma praa pblica onde se apinhavaenorme multido de becios. Sentindo-secom platia, o smio subiu a uma pipa ecomeou a discursar. E regurgitou umbestialgico digno de uma antologia depatetices, como narra o autor: disse asneirascomo nunca, tolices de duas arrobas,besteiras de dar com um pau. Mas, comogesticulava e se empolgava com a prpriaeloqncia, foi longamente aplaudido pelosotrios que o ouviam e carregado em triunfo.Ao passar diante dos sbios, o macoco-oradorprovocou-os: Viram a minha importncia?Reconhecem o meu talento? Que diz aopinio de vocs diante dessa manifestaopopular? Um dos sbios serenamenteretrucou: A opinio da qualidade desprezaa opinio da quantidade.

    A sabedoria das fbulas , tambm,universal. Esopo, Fedro e La Fontaine, e onosso citado Monteiro Lobato, todos so

    mestres em extrair delas os conceitosuniversais da sabedoria humana. E, hoje,podemos aproveitar a fbula queexpusemos, para nossas reflexes sobre osaber cientfico e sua essncia elegitimidade.

    comum, nos meios acadmicos eculturais, a sustentao de determinadosconceitos com base na quantidade deadeptos ou de simpatizantes. Mais: aafirmao de validade dos conceitos proclamada, muitas vezes, com base nocritrio de maioria. E, da, extrai-se o que

    se convencionachamar de verdade.

    Ora, a essncia doconhecimento, dosaber cientfico, dacultura responsvel esria fundamenta-senaquilo que o ser emsi mesmo e que, da

    mesma forma, visto e conhecido pelocientista, pelo estudioso, pelo sbio, enfim,pelo sujeito cognoscente. Fundamenta-se naqualidade intrnseca do ser. Esseaprofundamento e penetrao no ntimo doser, do objeto conhecido, para o ver tal comoele , constitui tarefa exaustiva, trabalhopersistente, exerccio constante eprogressivo da inteligncia e da razo. E isso privilgio de poucos, de alguns eleitos denotvel inteligncia. No a maioria deopinadores que torna legtimo umconceito ou uma afirmao de verdade.

    Igualmente deve proceder o estudiosode nvel universitrio, que um agente doconhecimento cientfico. Estudantes eprofessores, e todos os titulados nosdiversos graus universitrios, so osustentculo do saber coerente e srio, comfundamento na verdade, na essncia do ser.Critrio de qualidade. Garantia da cincia.

    Newton Lus Mamede Ombudsman daUniversidade de Uberaba

    Quantidade equalidade

    No a maioria deopinadores que tornalegtimo um conceito ouuma afirmao de verdade

    Qual a importncia dos Jogos PovosIndgenas brasileiros? Para cada um de ns,estes jogos deveriam ter um significadomuito importante. Para os desportistas porexemplo, podem significara harmonia da fora hu-mana natural associadadiretamente ao seu signi-ficado. Para os cientistassociais estes jogos podemrevelar incontveis objetosde pesquisa, cujos objetivospodem variar desde adescoberta de uma novafilosofia de vida at algumas novidadessobre a formao do povo brasileiro.

    Para quem gosta de nmeros osregistros destes jogos so bastanteexpressivos: so 1.100 atletas

    representantes de 55 etnias. Perde poucopara as tradicionais olmpiadas mundiais. uma infinidade de significados quepodem ou poderiam ser importantes. E

    para a equipe do curso deComunicao Social o sodois os significados maismarcantes: 1) Os povosindgenas brasileiros estose organizando com oobjetivos de preservaremsuas culturas (isto bompara todo o pas) e 2)Nossos alunos esto

    sensibilizados com todas as causas sociaise buscando seus prprios recursos parabuscarem melhorias para o exerccio daprofisso que escolheram e pararevelarem o Brasil ao brasileiros.

    A importncia dosjogos indgenas

    Para os cientistassociais estes jogospodem revelarincontveis objetosde pesquisa,

    A imaginao mais importante que o conhecimentoAlbert Einstein

    PARA REFLETIR

  • 3315 a 21 de outubro de 2002

    Andr Azevedo2 perodo de Jornalismo

    Os meios de comunicao podem serinstrumentos para um futuro melhor edevem contribuir para a construo de ummundo novo atravs de imagens positivas.Esse tema foi discutido por Rosa Alegria,mestre em Estudos do Futuro pelaUniversidade de Houston e coordenadorado movimento Mdia da Paz, em conversacom estudantes de Comunicao Social,durante a Semana de Seminrios daUniversidade de Uberaba.

    Rosa Alegria observou que, em geral, ocontedo veiculado na mdia tem semostrado, por um lado, sobrecarregado deinformaes pessimistas e, por outro,deixado de apresentar projees cons-trutivas, solues e esperana. Para ela, essacultura que privilegia a disseminao dosproblemas e despreza a repercusso dasperspectivas favorveis prejudicial para oconjunto da sociedade. Essa capacidadeque temos de sonhar a grande dinmicada vida. Sociedades que idealizam umfuturo melhor so capazes de projetar oamanh e conseguem vencer crises, guerras,epidemias e revolues.

    Ela acredita que a mdia estsobrecarregada de passado, de problemas,e no tem discutido prognsticos quesuperem essas cri-ses. Como exem-plo, citou aqueletipo de noticirioeconmico que secontenta unica-mente em anun-ciar que nada dcerto, que o pasno tem jeito, queo Brasil est permanentemente caminhandopara o abismo. Quando o futuro vai sernotcia? Quando vai haver espao nosjornais para as possibilidades positivas dasociedade?, perguntou.

    Imagens e vozes da esperanaNs temos uma capacidade imensa de

    sonhar, mas o contexto social em quevivemos nem sempre permite, afirmou.Rosa Alegria citou estudos de Fred Polaksobre os processos da imaginao do futuro,

    e de David Cooperrider, que trata da aopositiva atravs das imagens positivas, paraexplicar o projeto Images and voices of hope(Imagens e vozes da esperana), uma

    parceria do Institutefor AdvancedA p p r e c i a t i v eInquiry, da organi-zao espiritualBrahma Kumaris e afundao Visions ofa Better World.

    Essa iniciativaprope um dilogo

    internacional sobre o impacto das imagens emensagens da mdia nas pessoas, famlias,comunidades e culturas do planeta. Oobjetivo chamar a ateno para o enormepoder e, portanto, responsabilidade queos profissionais de comunicao tm paratransformar a sociedade, assim como para osperigos de vulgariz-la. Ela afirmou que,dependendo das escolhas editoriais, a mdiapode criar um momento de