Revisão Modificação Data Autor Aprovo - Portal...

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1 Revisão Modificação Data Autor Aprovo Especialidades: Autores do Documento: CREA/CAU Matrícula Rubrica Sítio AEROPORTO INTERNACIONAL DE SÃO LUIS Área do sítio ESTACIONAMENTO Data AGOSTO 2013 Especialidade / Subespecialidade ESTRUTURAS Autor Rubrica ENG. CIVIL ADRIANA LIMA ROLIM Matrícula: 13.548-30 Tipo / Especificação do documento ESPECIFICAÇÕES TECNICAS PARA REFORMA E AMPLIAÇÃO DO ESTACIONAMENTO Coordenador de Projetos (Validador) Rubrica ARQ.THAIS VIEIRA FACIOLA Matrícula: 13.545-36 Tipo do empreendimento REFORMA E AMPLIAÇÃO Classe geral PROJETO BÁSICO Gerente de Engenharia (Aprovador) Rubrica Eng. Sérgio Brandão Peralta Matrícula: 41.871-15 Substitui a Substituída por SL.05/300.92/2276/00 Rubrica do Autor Reg. do Arquivo Codificação SL.05/300.92/2276/00
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    Reviso Modificao Data Autor Aprovo

    Especialidades: Autores do Documento: CREA/CAU Matrcula Rubrica

    Stio

    AEROPORTO INTERNACIONAL DE SO LUIS

    rea do stio

    ESTACIONAMENTO

    Data

    AGOSTO 2013

    Especialidade / Subespecialidade

    ESTRUTURAS

    Autor Rubrica

    ENG. CIVIL ADRIANA LIMA ROLIM

    Matrcula: 13.548-30

    Tipo / Especificao do documento

    ESPECIFICAES TECNICAS PARA REFORMA E AMPLIAO DO

    ESTACIONAMENTO

    Coordenador de Projetos (Validador) Rubrica

    ARQ.THAIS VIEIRA FACIOLA

    Matrcula: 13.545-36

    Tipo do empreendimento

    REFORMA E AMPLIAO

    Classe geral

    PROJETO BSICO

    Gerente de Engenharia (Aprovador) Rubrica

    Eng. Srgio Brando Peralta Matrcula: 41.871-15

    Substitui a

    Substituda por

    SL.05/300.92/2276/00

    Rubrica do Autor

    Reg. do Arquivo

    Codificao

    SL.05/300.92/2276/00

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    NDICE

    ESPECIFICAES TCNICAS ................................................................................................................... 3

    1 INTRODUO ...................................................................................................................................... 3

    1.1 OBJETIVO ........................................................................................................................................ 3

    1.2 NORMAS A SEREM UTILIZADAS ................................................................................................ 3

    2 MEMORIAL DESCRITIVO ................................................................................................................. 4

    3 FORNECIMENTO E MONTAGEM DE ESTRUTURA METLICA PARA ESTACIONAMENTO

    DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE SO LUS ............................................................................... 4

    3.1 FABRICAO .................................................................................................................................. 5

    3.2 INSPEO DE ELEMENTOS SEMI-ACABADOS OU ACABADOS ........................................... 6

    3.3 MOVIMENTAO E ESTOCAGEM DAS ESTRUTURAIS DE AO NA OBRA ....................... 7

    3.4 NIVELAMENTO E LOCAO DAS ESTRUTURAS .................................................................... 7

    3.5 MONTAGEM DAS ESTRUTURAS ................................................................................................. 7

    3.6 CORTES............................................................................................................................................. 8

    3.7 APLAINAMENTO DE BORDAS ..................................................................................................... 8

    3.8 PRODUTOS LAMINADOS .............................................................................................................. 8

    3.9 CONSTRUO PARAFUSADA ...................................................................................................... 9

    3.10 CONSTRUO SOLDADA........................................................................................................ 10

    3.11 CONTROLE DOS CHUMBADORES E ACESSRIOS ........................................................... 12

    3.12 TOLERNCIAS DE MONTAGEM ........................................................................................... 12

    3.13 PROTEO DE SUPERFCIE DAS ESTRUTURAS METLICAS ....................................... 13

    4 FUNDAO ......................................................................................................................................... 16

    4.1 CONCRETO ARMADO ......................................................................... Erro! Indicador no definido.

    4.2 CONDIES GERAIS ........................................................................... Erro! Indicador no definido.

    5 BLOCOS DE COROAMENTO DE ESTACAS .................................................................................. 18

    6 ESCAVAO MANUAL DE VALAS ................................................................................................ 26

    7 REATERRO COMPACTADO ............................................................................................................ 27

    8 LASTRO DE CONCRETO ................................................................................................................. 27

    9 IMPERMEABILIZAO COM EMULSO ASFLTICA.............................................................. 27

    10 DETALHAMENTO TCNICO E PROJETO EXECUTIVO DE ESTRUTURAS E

    FUNDAES ............................................................................................................................................... 30

    10.1 DETALHAMENTO TCNICO .................................................................................................. 31

    10.2 ESTRUTURAS METLICAS ..................................................................................................... 31

    2.2.2 ESTRUTURAS DE CONCRETO .......................................................................................................... 36

    2.2.3 FUNDAES ....................................................................................................................................... 39

  • 3

    ESPECIFICAES TCNICAS

    1 INTRODUO

    1.1 OBJETIVO

    O objetivo deste conjunto de especificaes descrever normas e critrios para detalhamento,

    fabricao, pintura, transporte e montagem das Estruturas Metlicas dos Prticos de Acesso de

    Veculos e de servios de engenharia para execuo de Estruturas de Concreto e Fundaes para

    construo de 03 guaritas, fundaes dos prticos e infraestrutura de fixao de postes de

    iluminao do estacionamento do Aeroporto Internacional de So Lus, em So Lus MA.

    Far parte do escopo dos servios, o fornecimento de todos os materiais, incluindo acessrios e

    peas necessrias ao perfeito acabamento dos servios, mesmo quando no expressamente

    mencionados nesta especificao. A Contratada dever entregar os servios em um ambiente limpo

    e em perfeito estado de funcionamento.

    1.2 NORMAS A SEREM UTILIZADAS

    Alm do que estiver explicitamente indicado nestas Especificaes Tcnicas, e nos desenhos

    referentes ao projeto, sero obedecidas, as seguintes Normas:

    Normas da Associao Brasileira de Normas Tcnicas (ABNT):

    Estruturas Metlicas:

    EB-782/85: Elementos de fixao dos componentes das estruturas metlicas

    (NBR-9971);

    EB-1742/86: Aos para perfis laminados, chapas grossas e barras, usados em

    estruturas fixas (NBR-9763);

    MB-262/82: Qualificao de processos de soldagem, de soldadores e de

    operadores;

    NB-14/86: Projeto e execuo de estruturas de ao de edifcios - mtodo dos

    estados limites (NBR-8800);

    NB-143/67: Clculo de estruturas de ao constitudas por perfis leves;

    PB-347/79: Perfis estruturais de ao, formados a frio (NBR-6355);

    PB-348/78: Perfis estruturais soldados de ao (NBR 5884).

    SSPC: Steel Structures Painting Council/ Munsell Color Notation;

    SIS: Sweriges Standardiserings Komission.

    NBR 8800/86 Projeto e Execuo de Estruturas de Ao de Edifcios;

    NBR 6120/80 Cargas para o Clculo de Estruturas de Edificaes;

    NBR 8681/84 Aes e Segurana nas Estruturas;

    NBR 14762 Dimensionamento de estruturas de ao constitudas por perfis

    formados a frio;

  • 4

    AWS D1.1/96 American Welding Society - Structural Welding Code;

    AISC/89 Manual of Steel Construction ASD;

    AISC/2003 Manual of Steel Construction LRFD;

    AISI/91 Cold-Formed Steel Design Manual;

    Devero ser complementadas pelas Normas, Padres e Recomendaes das

    seguintes Associaes Tcnicas, nas formas mais recentes.

    MAGES - Manual de Gesto de Engenharia, verso 3

    Fundaes:

    NB-1/78 Projeto e execuo de obras de concreto armado (NBR-6118);

    NB-49/73 Projeto e execuo de obras de concreto simples;

    NB-51/86 Projeto e execuo de fundaes (NBR-6l22);

    NB-252/82 Segurana na execuo de obras e servios de construo (NBR-

    7678);

    MB-3472/91 Estacas - prova de carga esttica (NBR-12131)

    Independente da no informao de outras normas pertinentes a estes servios, estas devero ser

    seguidas, caso necessrio, de forma a garantir a qualidade final dos servios.

    Cdigos, Normas, Leis, Decretos, Portarias e Regulamentos dos rgos Pblicos e Concessionrios

    que estejam em vigor e sejam atinentes execuo dos servios.

    Caso a contratada preferir utilizar normas de uma associao tcnica no includa na lista acima, as

    mesmas devero ser submetidas apreciao da INFRAERO para aprovao, em lngua

    portuguesa, devendo estas, serem iguais ou mais exigentes que as indicadas acima.

    2 MEMORIAL DESCRITIVO

    Trata-se de Elaborao de Projetos Executivos de Estruturas e Fundaes referentes :

    - Construo de Estruturas Metlicas dos Prticos de Acesso ao Estacionamento;

    - Construo de Fundaes para fixao das Estruturas Metlicas dos Prticos de Acesso ao

    Estacionamento e Postes de Iluminao;

    - Construo de Estruturas de Concreto das Guaritas;

    - Construo de Fundaes das Guaritas;

    E execuo destes dos itens listados acima.

    3 FORNECIMENTO E MONTAGEM DE ESTRUTURA METLICA PARA CONTRUO DE

    PRTICOS DE ACESSO AO ESTACIONAMENTO DO AEROPORTO INTERNACIONAL DE SO

    LUS

    Esta especificao tem como finalidade estabelecer diretrizes gerais para a execuo dos servios

    de fabricao e montagem da estrutura metlica para construo dos Prticos de Acesso ao

  • 5

    Estacionamento de Veculos do Aeroporto Internacional de So Lus, em So Lus - MA, conforme

    projeto.

    As modificaes de projeto que eventualmente forem necessrias durante os estgios de fabricao

    e montagens da estrutura devero ser submetidas aprovao da FISCALIZAO e do autor do

    projeto.

    Todas as medidas devem ser verificadas antes da montagem e instalao da estrutura no local da

    obra.

    QUALIDADE DA CONTRATADA

    No incio dos trabalhos, a CONTRATADA dever fornecer para apreciao e aprovao do

    CONTRATANTE os seguintes documentos:

    procedimentos de solda, recebimento e estocagem de matria-prima;

    procedimento para controle de qualidade;

    procedimento para fabricao de perfis soldados;

    aferio dos instrumentos de medio por rgo oficial.

    Durante a fase de fabricao, a CONTRATADA dever fornecer ao CONTRATANTE documentos

    que comprovem a qualidade dos materiais, equipamentos e pessoal a serem empregados na

    fabricao, antes de utiliz-los. Estes documentos so, entre outros, os relacionados a seguir:

    certificados de usina para qualquer partida de chapas, laminados e tubos a serem

    empregados;

    certificados de qualidade para parafusos (ASTM-A-325);

    atestado de qualificao de soldadores ou operadores de equipamento de solda, de acordo

    com o mtodo MB-262/62, complementado com a AWS D1.1 - Structural Welding Code - Seo 5.

    Caso no existam os certificados citados no item anterior, a CONTRATADA dever realizar os

    ensaios mencionados nas referidas normas e apresentar os resultados ao CONTRATANTE.

    3.1 FABRICAO

    Matria Prima

    Perfis em chapa soldada, laminados e em chapa dobrada, ao estrutural ASTM A572 Grau 50:

    Limite de escoamento mnimo - fy = 345 MPa

    Limite de ruptura mnimo - fu = 450 MPa

    Chumbadores e tirantes em ao ASTM A36;

    Solda - eletrodo E-70fr fw= 485 MPa

    O ao e os elementos de ligao utilizados na fabricao das estruturas metlicas obedecero s

    prescries estabelecidas nas especificaes de materiais. Somente podero ser utilizados na

    fabricao os materiais que atenderem aos limites de tolerncia de fornecimento estabelecida no

    projeto. Sero admitidos ajustes corretivos atravs de desempeno mecnico ou por aquecimento

    controlado, desde que a temperatura no ultrapasse a 650C. Estes procedimentos tambm sero

    admitidos para a obteno de pr-deformaes necessrias.

  • 6

    Os elementos estruturais devero ser fabricados de forma programada, obedecendo s prioridades

    do cronograma, a fim de permitir uma sequncia de montagem.

    Todos os perfis soldados devero ser fabricados com chapas planas, no sendo permitido usar

    chapas retificadas de bobinas. As peas sero cortadas, pr-montadas e conferidas nas dimenses

    externas. S ento podero ser soldadas pelo processo do arco-submerso. As deformaes de

    empenamento por soldagem sero corrigidas atravs de pr ou ps-deformao mecnica. As

    tolerncias admitidas relativas a paralelismo e concentricidade devero estar dentro dos limites

    previstos.

    Os processos de soldagem complementares podero ser executados com utilizao de eletrodo

    revestido ou por processo semiautomtico tipo MIG.

    As furaes e soldagens de nervuras, no perfil das colunas, sero executadas aps a colocao da

    placa de base, devendo todas as medidas estarem relacionadas parte inferior da mesma.

    As vigas com chapas de topo devero ter as placas soldadas apenas aps conferncia das

    dimenses da pea na pr-montagem. A montagem de nervuras e execuo de furaes sero feitas

    aps a colocao das chapas de topo.

    As furaes sero executadas por meio de broca, fazendo-se o furo guia e o alargamento para a

    dimenso final. Os furos podero ter uma variao mxima de 1 mm em relao s cotas de projeto,

    devendo-se minimiz-los sob pena de comprometimento da montagem.

    Aps a fabricao, todas as peas da estrutura sero marcadas (tipadas) pela CONTRATADA de

    acordo com a numerao do projeto, para facilitar sua identificao durante a montagem.

    3.2 INSPEO DE ELEMENTOS SEMI-ACABADOS OU ACABADOS

    A CONTRATADA apresentar ao CONTRATANTE as peas fabricadas e liberadas pelo

    fabricante, mediante listagem contendo as posies indicadas nos desenhos.

    Tais peas devero ser dispostas em local e de forma adequada, que permita ao

    CONTRATANTE verificar suas reais condies.

    Ser analisada pela CONTRATADA a qualidade da fabricao e das soldas para todos os

    elementos fabricados. As soldas sero aprovadas desde que no apresentem fissuras nem escrias,

    haja completa fuso entre metal base e material depositado e todos os espaos entre os elementos

    ligados sejam preenchidos com solda.

    Para aceitao das peas sero observados, entre outros, questo de empeno, recortes,

    fissuras, uniformidade de cordo de solda, chanfro das peas, furao e dimenses principais.

    A CONTRATADA dever realizar os seguintes controles e acompanhamentos:

    controle de furaes e respectivos acabamentos;

    controle de qualidade de parafusos, porcas e arruelas de alta resistncia;

    acompanhamento de pr-montagens;

    controle do acabamento, limpeza e pintura;

    controle da marcao, embalagem e embarque das estruturas.

  • 7

    3.3 MOVIMENTAO E ESTOCAGEM DAS ESTRUTURAIS DE AO NA OBRA

    A carga, descarga e estocagem da estrutura dever ser feita com todos os cuidados necessrios

    para evitar deformaes.

    Todas as peas metlicas devem ser cuidadosamente alojadas sobre madeirame espesso, disposto

    de forma a evitar que a pea sofra o efeito da corroso. Devero ser estocadas em locais onde haja

    adequada drenagem de guas pluviais, evitando-se com isto o acmulo de gua sobre ou sob as

    peas.

    Devero ser tomados cuidados especiais para os casos de peas esbeltas e que devam ser

    devidamente contraventadas provisoriamente para a movimentao.

    3.4 NIVELAMENTO E LOCAO DAS ESTRUTURAS

    Todas as colunas metlicas sero posicionadas sobre as bases de concreto, exatamente de acordo

    com os eixos e nveis indicados nos documentos de detalhamento. Eventuais desnivelamentos sero

    compensados pela CONTRATADA, completando com argamassa de enchimento (com resistncia

    necessria) e nivelamento a distncia que falta entre o topo da coluna de concreto e a elevao

    prevista para o fundo de placa de base.

    3.5 MONTAGEM DAS ESTRUTURAS

    A CONTRATADA dever apresentar previamente ao CONTRATANTE, para aprovao, os

    documentos de procedimentos de montagem. A montagem das estruturas dever estar de acordo

    com os documentos de detalhamento. A CONTRATADA dever tambm tomar todas as

    providncias para que a estrutura permanea estvel durante a montagem, utilizando

    contraventamentos provisrios, estaiamentos e ligaes provisrias de montagem, em quantidade

    adequada e com resistncia suficiente para que possam suportar os esforos atuantes durante a

    montagem.

    Suportes temporrios como estais, contraventamentos, andaimes, fogueiras e outros elementos

    necessrios para os servios de montagem, devero ser determinados, fornecidos e instalados pelo

    montador com a assessoria da FISCALIZAO e do autor do projeto. Os suportes temporrios

    devero garantir que a estrutura metlica ou qualquer parte montada possa resistira cargas

    comparveis em intensidade quelas para as quais a estrutura foi projetada, resultantes de

    operaes de montagem, excluindo cargas extraordinrias e imprevisveis.

    Todos os contraventamentos e estaiamentos provisrios devero ser retirados aps a montagem.

    Todas as ligaes provisrias, inclusive em pontos de solda, devero ser retiradas aps a

    montagem, bem como preenchidas as furaes para parafusos temporrios de montagem.

    As tolerncias de montagem so definidas, considerando-se que a referncia bsica para qualquer

    elemento horizontal o plano de sua face superior e, para os outros elementos, so os seus prprios

    eixos.

    As principais tolerncias de montagem admissveis so as definidas a seguir:

    As colunas so consideradas aprumadas, quando sua inclinao com a vertical for menor

    que 1/50 e a distncia horizontal entre seu topo e sua base for inferior a 25 mm.

  • 8

    Para garantir o alinhamento em planta das colunas metlicas, a distncia entre colunas de 2

    prticos sucessivos no pode diferir mais que +/- 2 mm da de projeto, e a distncia entre a face

    externa de uma coluna qualquer e a linha que une as faces externas de duas colunas adjacentes a

    ela deve ser inferior a 5 mm.

    O CONTRATANTE dever tomar conhecimento de procedimentos anormais na montagem, defeitos

    nas peas estruturais ocasionados por transporte, armazenamento ineficiente ou problemas que

    sejam encontrados na implantao das estruturas, decidindo pela viabilidade ou no de substituio

    e aproveitamento das estruturas, obedecendo sempre aos critrios estabelecidos em normas.

    3.6 CORTES

    Os cortes por meios trmicos devero ser realizados, de preferncia, com equipamentos

    automticos. As bordas assim obtidas devero ser isentas de entalhes e depresses. Eventuais

    entalhes ou depresses de profundidade inferior a 3,0 mm podero ser tolerados. Alm desse limite

    devero ser removidos por esmerilhamento. Todos os cantos reentrantes devero ser arredondados

    com um raio mnimo de 13 mm.

    Os elementos devero ser posicionados de tal modo que a maior parte do calor desenvolvido

    durante a solda seja aplicado ao material mais espesso. As soldas sero iniciadas pelo centro e se

    estendero at as extremidades, permitindo que estas estejam livres para compensar a contrao da

    solda e evitar o aparecimento de tenses confinadas. As peas prontas devero ser retilneas e

    manter a forma de projeto, livre de distores, empenos ou outras tenses de retrao.

    3.7 APLAINAMENTO DE BORDAS

    No ser necessrio aplainar ou dar acabamento s bordas de chapas ou perfis cortados com serra,

    tesoura ou maarico, salvo indicao em contrrio nos desenhos e especificaes. Bordas cortadas

    com tesoura devero ser evitadas nas zonas sujeitas formao de rtulas plsticas. Se no

    puderem ser evitadas, as bordas devero ter acabamento liso, obtido por esmeril, goiva ou plaina. As

    rebarbas devero ser removidas para permitir o ajustamento das partes que sero parafusadas ou

    soldadas, ou se originarem riscos durante a construo.

    3.8 PRODUTOS LAMINADOS

    A no ser que sejam estabelecidas exigncias especiais, os ensaios para a demonstrao da

    conformidade do material com os requisitos de projeto sero limitados aos exigidos pelas normas e

    especificaes. Se o material recebido no atender s tolerncias da ASTM A6 relativas curvatura,

    planicidade, geometria e outros requisitos, ser admitida a correo por aquecimento ou desempeno

    mecnico, dentro dos limites indicados na norma. Os procedimentos corretivos para

    recondicionamento de chapas e perfis estruturais recebidos da usina podero tambm ser utilizados

    pelo fabricante da estrutura se as anomalias forem constatadas ou ocorrerem aps o recebimento

    dos produtos. Procedimentos mais restritivos devero ser cordados com a FISCALIZAO, de

    conformidade com o estabelecido nas especificaes.

  • 9

    Os materiais retirados do estoque devero ter qualidade igual ou superior exigida pelas

    especificaes. Os relatrios elaborados pela usina podero ser aceitos para a comprovao da

    qualidade. Os materiais de estoque adquiridos sem qualquer especificao no podero ser

    utilizados sem a aprovao expressa da FISCALIZAO e do autor do projeto.

    3.9 CONSTRUO PARAFUSADA

    Se a espessura da chapa for inferior ou no mximo igual ao dimetro nominal do parafuso acrescido

    de 3 mm, os furos podero ser puncionados. Para espessuras maiores os furos devero ser

    broqueados com seu dimetro final. Os furos podero ser puncionados ou broqueados com

    dimetros menores e posteriormente usinados at os dimetros finais, desde que os dimetros das

    matrizes sejam, no mnimo, 3,5mm inferiores aos dimetros finais dos furos. No ser permitido o

    uso de maarico para a abertura de furos. Durante a parafusagem devero ser utilizados parafusos

    provisrios para manter a posio relativa das peas, vedado o emprego de espinas para forar a

    coincidncia dos furos, alarga-los ou distorcer os perfis. Coincidncia insuficiente dever originar

    recusa da pea pela FISCALIZAO. Todos os materiais e mtodos de fabricao obedecero

    especificao para conexes estruturais para parafusos ASTM A325, na sua mais recente edio. O

    aperto dos parafusos de alta resistncia ser realizado com chaves de impacto, torqumetro ou

    adotando o mtodo de rotao da porca do AISC.

    O ao para os parafusos, porcas e arruelas de alta resistncia, dever seguir o prescrito em projeto e

    as especificaes contidas na ASTM.

    Os parafusos tero a cabea e a porca hexagonais.

    As arruelas devero ser circulares, planas e lisas, exceto para o caso de emendas nas abas de perfis

    "I" ou "H" laminados, quando devero ser usadas arruelas chanfradas. As arruelas a serem utilizadas

    em ligaes com parafusos de alta resistncia devero ter dimenses conforme recomendaes da

    AISC - Eigth Editon.

    As demais arruelas, quando circulares, planas e lisas, devero ter dimenses conforme a ANSI-B-

    27.2 e, quando chanfradas, segundo a ANSI-B-27.4.

    Todas as roscas devero ser da Srie Unificada Pesada (UNC).

    Os parafusos e respectivas porcas devero ser estocados limpos de sujeira e ferrugem,

    principalmente nas roscas, sendo indispensvel guard-los levemente oleados.

    Os furos para parafusos tero normalmente 1,5 mm mais que o dimetro nominal do conector.

    Todas as conexes estruturais devero utilizar parafusos de alta resistncia cujo aperto ser

    realizado com chaves de impacto, torqumetro ou adotando o mtodo de rotao da porca, conforme

    especificao do AISC. As chaves devero ser calibradas por aparelho para medir a tenso real do

    parafuso decorrente do aperto, em atendimento s recomendaes constantes na NBR 8800. Os

    parafusos e porcas inacessveis s chaves de impacto sero apertados por meio de chaves de boca

    e o torque verificado por torqumetro.

    Os parafusos e porcas acessveis s chaves de impacto sero instalados e apertados de

    conformidade como seguinte processo:

  • 10

    a) acertar os furos com pinos de chamada, de modo a manter as dimenses e o prumo da estrutura.

    Utilizar parafusos em nmero suficiente, de qualidade e dimetro adequados, a fim de manter a

    conexo na posio. Nesse ponto ser suficiente aplicar aperto manual. Os parafusos de alta

    resistncia permanecero em sua posio permanentemente. As arruelas necessrias sero

    colocadas junto com os parafusos durante o ajuste na posio;

    b) aplicar o pr-torque nos parafusos j instalados; neste momento, todas as faces devero estar em

    estreito contato;

    c) remover os pinos de chamada e colocar os parafusos restantes aplicando o pr-torque;

    d) para o aperto final necessrio cuidado especial para evitara rotao do elemento ao qual no se

    aplica o torque. Dever ser usada uma chave manual para manter fixa a cabea ou a porca que no

    est sendo girada. O aperto final, a partir da condio de pr-torque, dever ser atingido girando a

    cabea ou a porca de um quarto do dimetro da mesma.

    Quando no indicadas de modo diverso no projeto, as peas de ligaes parafusadas sero em ao

    zincado ou galvanizado.

    As ligaes parafusadas obedecero rigorosamente ao especificado nos desenhos e listas

    especficas. Os parafusos de alta resistncia sero utilizados conforme especificado nos desenhos de

    fabricao e listas de parafusos.

    Em ligaes por atrito, as reas cobertas pelos parafusos no podero ser pintadas e devero estar

    isentas de ferrugem, leo, graxa, escamas de laminao ou rebarbas provenientes da furao.

    O aperto dos parafusos dever ser feito por meio de chave calibrada ou pelo mtodo da rotao da

    porca. O aperto dever seguir progressivamente da parte mais rgida para as extremidades das

    juntas parafusadas. As ligaes devero ser ajustadas de modo que os parafusos possam ser

    colocados mo ou com auxlio de pequeno esforo aplicado por ferramenta manual.

    Quando um parafuso no puder ser colocado com facilidade, ou o seu eixo no permanecer

    perpendicular pea aps colocado, o furo poder ser alargado no mximo 1/16 a mais que seu

    dimetro nominal.

    Sempre que forem usadas chaves calibradas, devem tambm ser usadas arruelas revenidas (irms)

    sob o elemento em que se aplica o aperto (porca ou cabea do parafuso).

    Sero feitos testes com os parafusos a serem usados sob as mesmas condies em que sero

    utilizados, em lotes, por amostragem. O parafuso dever ser apertado at romper, anotando-se

    nesse momento o torque de ruptura. O torque a ser empregado dever estar entre 50 a 60% do valor

    anotado.

    3.10 CONSTRUO SOLDADA

    As soldas automticas devem ser completamente continuas, sem paradas ou partidas, executadas

    com chapas de espera para incio e fim, e executadas por processo de arco submerso com fluxo ou

    por arco protegido a gs.

    As soldas manuais devem ser executadas por soldadores qualificados por um sistema de testes para

    o tipo de solda que vo executar, e os resultados desses testes sero devidamente registrados e

  • 11

    acompanhados pelo CONTRATANTE. Deve ser mantido pela Contratada um registro completo com

    a indicao do soldador responsvel para cada solda importante realizada. Sero executadas na

    posio plana ou na posio horizontal vertical, com chapas de espera para incio e fim nas soldas

    de topo, de modo que os pontos de paradas sejam desbastados ou aparados para eliminar crateras e

    evitar porosidades.

    Todas as soldas devem obedecer s tolerncias e requisitos descritos a seguir:

    O perfil das soldas de topo, com ou sem preparao de chanfro, deve ser plano ou convexo, no

    sendo permitido concavidade nem mordeduras, conforme detalhes de soldas e quadro abaixo:

    a (mm) b (mm)

    at 12,7 2,3 mximo

    De 12,7 a 25,4 3 mximo

    acima de 25,4 4,6 mximo

    O primeiro passo das soldas de topo com duplo chanfro do metal base deve ser a extrao da raiz

    antes de se iniciar a solda do outro lado, possibilitando assim uma penetrao completa e sem

    descontinuidade (vide detalhes de soldas).

    No ser permitida descontinuidade na base de uma solda de topo.

    As ligaes soldadas de campo s sero executadas quando solicitado nos desenhos de montagem e

    da forma neles indicada.

    Nas soldas, durante a montagem, as peas componentes devem ser suficientemente presas por

    meio de grampos, parafusos temporrios ou outros meios adequados, para mant-las na posio

    correta.

    A tcnica de soldagem, a execuo, a aparncia e a qualidade das soldas, bem como os mtodos

    utilizados na correo de defeitos, devero obedecer s sees 3 e 4 da AWS D 1.1. As superfcies a

    serem soldadas devero estar livres de escrias, graxas, rebarbas, tintas ou quaisquer outros

    materiais estranhos. A preparao das bordas por corte a gs ser realizada, onde possvel, por

    maarico guia do mecanicamente. As soldas por pontos devero estar cuidadosamente alinhadas e

    sero de penetrao total. Devero ser respeitadas as indicaes do projeto de fabricao, tais como

    dimenses, tipo, localizao e comprimento de todas as soldas. As dimenses e os comprimentos de

    todos os filetes devero ser proporcionais espessura da chapa e resistncia requerida.

    As ligaes soldadas na oficina e, eventualmente no canteiro, devero ser feitas de acordo com os

    desenhos de fabricao, especificao e normas aqui definidas, e em especial a AWS D1.1 -

    Structural Welding Code.

    Todas as soldas sero realizadas pelo processo de arco submerso, de conformidade com o Code for

    Structural Welds da AWS. Os servios sero executados somente por soldadores qualificados,

    conforme prescrio do Standard Code for Welding for Building Construction da AWS. Os trabalhos

    de soldagem devero ser executados, sempre que possvel, de cima para baixo. Na montagem e

    juno de partes da estrutura ou de elementos pr-fabricados, o procedimento e a sequncia de

    montagem sero tais que evitem distores desnecessrias e minimizem os esforos de retrao.

    No sendo possvel evitar altas tenses residuais nas soldas de fecho nas conexes rgidas, o

  • 12

    fechamento ser realizado nos elementos de compresso. Na fabricao de vigas com chapas

    soldadas s flanges, todas as emendas de oficina de cada componente devero ser realizadas antes

    que seja soldado aos demais componentes. Vigas principais longas ou trechos de vigas principais

    podero executadas com emendas de oficina, mas com no mais de trs subsees. O pr-

    aquecimento temperatura adequada dever levar a superfcie at uma distncia de 7,5 cm do

    ponto de solda. Esta temperatura dever ser mantida durante a soldagem. A FISCALIZAO poder

    requerer testes radiogrfico sem um mnimo de 25% das soldas executadas. Os testes sero

    realizados por laboratrio independente, previamente aprovado pela FISCALIZAO. No caso de

    execuo rejeitada, a CONTRATADA dever remover e executar novamente os servios de

    soldagem.

    Entrega Antecipada

    Elementos como chumbadores de ancoragem, a serem instalados na estrutura de concreto, devero

    ser entregues antes das demais peas, a fim de evitar atrasos no desenvolvimento da construo e

    montagem da estrutura metlica.

    3.11 CONTROLE DOS CHUMBADORES E ACESSRIOS

    Embutidos

    Os chumbadores e parafusos de ancoragem devero ser instalados pela CONTRATADA de

    conformidade com o projeto da estrutura. No caso de contrato especfico e limitado execuo da

    estrutura metlica, cumprir ao Contratante responder por essa instalao.

    As tolerncias de desvios no podero ultrapassar os seguintes limites:

    a) 3 mm de centro a centro de dois chumbadores quaisquer dentro de um grupo que compem uma

    ligao;

    b) 6 mm de centro a centro de grupos adjacentes de chumbadores;

    O respeito a essas tolerncias dever permitir o atendimento das exigncias de montagem da

    estrutura. Os chumbadores devero ser instalados perpendicularmente superfcie terica de apoio.

    Outros acessrios embutidos ou materiais de ligao entre a estrutura metlica e partes executadas

    por outras CONTRATADAS, devero ser locados e instalados de conformidade com os desenhos

    aprovados pela FISCALIZAO e pelo autor do projeto. O fabricante dever fornecer cunhas, calos

    e parafusos de nivelamento necessrios montagem da estrutura, marcando com clareza nos

    dispositivos de apoio as linhas de trabalho que facilitem o adequado alinhamento. Imediatamente

    aps a instalao de qualquer dispositivo de apoio, a CONTRATADA ou Contratante, no caso de

    contrato especfico e limitado execuo da estrutura metlica, dever verificar os alinhamentos e

    nveis, executando os enchimentos de argamassa necessrios.

    3.12 TOLERNCIAS DE MONTAGEM

    As tolerncias de montagem so estabelecidas em relao aos pontos e linhas de trabalho das

    barras da estrutura, estando assim definidos:

    Para barras no horizontais, o ponto de trabalho o centro real em cada extremidade da

    barra;

  • 13

    Para barras horizontais, o ponto de trabalho a linha de centro real da mesa superior em

    cada extremidade;

    a linha de trabalho uma linha reta ligando os pontos de trabalho da barra.

    outros pontos de trabalho podero ser utilizados para facilidade de referncia;

    Correo de Desvios e Defeitos

    Os desvios e defeitos que no puderem ser corrigidos pelos meios normais, utilizando pinos ou

    aparelhos manuais para o realinhamento das peas da estrutura, ou que exijam alteraes na

    configurao das peas devero ser comunicados imediatamente FISCALIZAO e ao autor do

    projeto para a escolha de uma soluo alternativa eficiente e econmica.

    3.13 PROTEO DE SUPERFCIE DAS ESTRUTURAS METLICAS

    PREPARAO DAS SUPERFCIES

    Toda superfcie a ser pintada dever ser completamente limpa de toda sujeira, p, graxa, qualquer

    resduo (como a ferrugem), que possa interferir no processo de adeso da tinta prevista. Precaues

    especiais devero ser tomadas na limpeza dos cordes de solda, com a remoo de respingos,

    resduos e da escria fundente.

    LIMPEZA POR JATEAMENTO ABRASIVO

    Deve ser removido todo resduo de laminao, ferrugem, incrustaes e demais impurezas das

    superfcies tratadas, de modo a se apresentarem totalmente limpas e com as caractersticas do metal

    branco.

    Para o jateamento poder ser utilizado o sistema de granalha de ao.

    O tempo mximo que poder ocorrer entre o jateamento e a aplicao do "primer" dever ser

    estabelecido em funo das condies locais, mas nunca superior a 4 horas. Caso observado sinal

    de oxidao nesse intervalo, as peas oxidadas sero novamente jateadas e o prazo para aplicao

    do "primer" ser reduzido.

    PINTURA

    Pintura: eletrosttica a p hbrida, epxi polister, espessura de 60 micra, a qual dever ser

    executada em cabine de pintura fechada, em fbrica e ser seca em estufa;

    Cor: Branco azulado.

    O Sistema de pintura dever dar acabamento ao sistema. A CONTRATADA dever utilizar tinta

    epoximatic, que possui caractersticas de primer e acabamento, isto , trata-se de tinta com dupla

    funo. Dever funcionar como pintura anticorrosiva, por que uma tinta de alta espessura (200

    m), alta impermeabilidade por ser epxi e conter pigmentos lamelares, de alta aderncia por causa

    da resina e de aditivos, alta flexibilidade por causa da resina e do catalisador e que contm

    pigmentos anticorrosivos modernos sem metais pesados e por conter pigmentos coloridos pode ser

    usada como acabamento.

  • 14

    Figura 1 - Sistema simples, com primer e acabamento dupla funo e demo nica

    Todas as peas metlicas de projeto devero ser pintadas. Os cordes de solda devero ser pintados

    em faixas mais largas do que o cordo pincel.

    Figura 2 Pintura de cordo de solda

    A CONTRATADA dever evitar a deteriorizao de peas metlicas por mau armazenamento ou por

    submet-la a ambientes mais severos que os ambientes normais. O fabricante dever efetuar a

    limpeza manual do ao, retirando a ferrugem solta, carepa de laminao e outros materiais

    estranhos, de modo a atender aos requisitos da SSPC-SP 2. A pintura dever ser aplicada por pincel,

    rolo, spray, escorrimento ou imerso. As superfcies inacessveis aps a montagem da estrutura

    sero previamente limpas e pintadas, com exceo das superfcies de contato, que no devero ser

    pintadas. As ligaes com parafusos trabalhando por contato podero ser pintadas. Se as superfcies

    forem usinadas, devero receber uma camada inibidora de corroso, removvel antes da montagem

    da estrutura. Se no houver outra especificao, as superfcies a serem soldadas no campo, numa

    faixa de 50 mm de cada lado da solda, devero estar isentas de materiais que impeam as

    soldagens adequadas ou que produzam gases txicos durante a sua execuo. Aps a soldagem, as

    superfcies devero receber a mesma limpeza e proteo previstas para toda a estrutura.

    Recebimento

    O recebimento da estrutura metlica ser efetuado verificando-se todos os estgios de fabricao

    (soldagem, aperto de parafusos, alinhamento, usinagem, correes de distores e outros) atendem

  • 15

    ao projeto e especificaes. A segunda etapa do recebimento ser feita com a verificao de todos

    os estgios da montagem, incluindo a pintura de acabamento da estrutura.

    INSPEO DA PINTURA

    O trabalho de pintura ser inspecionado e acompanhado em todas as suas fases de execuo pela

    CONTRATADA, que dever colher as espessuras dos filmes das tintas com o auxlio do micrmetro

    e detectar possveis falhas, devendo estas ser imediatamente corrigidas.

    EMBARQUE, TRANSPORTE DO FABRICANTE AO CANTEIRO E RECEBIMENTO.

    A CONTRATADA preparar listas de embarque que acompanharo o transporte desde a

    fbrica at o local de montagem. Destas listas devero constar informaes relativas

    nomenclatura, marcas para montagem, dimenses das peas, quantidades, peso e informaes

    relativas ao desenho de fabricao. Peas menores, tais como parafusos, porcas, arruelas e chapas

    de ligao, devero ser acondicionadas em caixas, onde estaro identificadas pelo tipo, dimetro e

    comprimento.

    Peas ou conjuntos desmembrados pela CONTRATADA devero ser transportados em

    bloco, de modo que, quando de seu recebimento, possam ser imediatamente montados, facilitando

    os processos de estocagem.

    Quando do recebimento das peas na obra, estas sero inspecionadas pela CONTRATADA.

    Aquelas que se apresentarem danificadas pelo transporte devero ser reparadas ou trocadas, sem

    nus para o CONTRATANTE.

    GARANTIA DA QUALIDADE

    INTRODUO

    A CONTRATADA e o fabricante da estrutura devero manter um Sistema de Garantia de Qualidade

    para que os trabalhos sejam executados de conformidade com o projeto e normas de execuo.

    Esse Sistema de Qualidade dever ser proposto ao Contratante de conformidade com as

    Especificaes e ser submetido aprovao da FISCALIZAO e do autor do projeto.

    Inspeo de Produtos Recebidos da Fbrica

    A inspeo dever basear-se em relatrios emitidos pela usina e em aspectos visuais e eventuais

    ensaios adicionais, de conformidade com as disposies das Especificaes. Se forem exigidos

    ensaios no destrutivos, seu processo, extenso, tcnica e normas de aceitao devero ser

    claramente definidas no Caderno de Encargos.

    INSPEO INDEPENDENTE

    A CONTRATADA e o fabricante devero permitir ao inspetor o acesso a todos os locais de execuo

    dos servios.

    O incio dos trabalhos dever ser notificado FISCALIZAO com pelo menos 24 horas de

    antecedncia. A inspeo dever ser sequencial, em tempo oportuno e executada de modo a

  • 16

    minimizar as interrupes nas operaes de fabricao e permitir as aes corretivas durante o

    processo de fabricao.

    Procedimentos anlogos se aplicam aos trabalhos de montagem, no canteiro de servio. A

    CONTRATADA e o fabricante devero receber cpias de todos os relatrios emitidos pelo inspetor.

    4 FUNDAO

    As fundaes devem ser executadas de forma a suportar as cargas da superestrutura, devendo a

    CONTRATADA propor a soluo de maior segurana.

    A CONTRATADA dever estudar os apoios e as fixaes das estruturas metlicas em pavimentos

    e/ou solos sem resistncia para suportar os esforos provenientes da estrutura e dos ventos.

    A CONTRATADA dever subcontratar o projeto executivo de fundaes, de acordo com os esforos

    a serem suportados e o solo que servir de apoio para esta estrutura. Dever o projeto executivo

    conter alm de representao grfica, a memria de clculo descritiva, juntamente com o

    detalhamento tcnico, as especificaes, apontando todos os parmetros considerados em seus

    clculos e resultados.

    Caber CONTRATADA a execuo da obra, contemplando todos os servios necessrios, tais

    como escavao, forma, concreto armado, impermeabilizao e reaterro.

    As fundaes devem ser executadas de forma a suportar as cargas da superestrutura, devendo a

    CONTRATADA propor a soluo de maior segurana.

    A CONTRATADA dever estudar os apoios e as fixaes das estruturas metlicas em pavimentos

    e/ou solos sem resistncia para suportar os esforos provenientes da estrutura e dos ventos.

    Caber CONTRATADA a execuo da obra, contemplando todos os servios necessrios, tais

    como escavao, forma, concreto armado, impermeabilizao e reaterro.

    Para a execuo das fundaes devero ser tomadas precaues para que no haja danos nos

    prdios existentes e vizinhos, torres, outras obras vizinhas e ou adjacentes ou ainda de terceiros, nas

    instalaes hidrulicas, eltricas, telefnicas, etc., existentes e nas demais obras, bem como no

    sero permitidos processos que causem tremores no solo ou grande quantidade de lama.

    Ficaro a cargo da contratada todos os custos com materiais, mo de obra, equipamentos e

    ferramentas, mobilizaes, locaes, administrao, custos indiretos, encargos sociais, demolies e

    demais encargos, tributos e taxas exigidas por lei.

    Devero ser tomadas precaues para que o estaqueamento no intercepte ou destrua instalaes e

    ou obras ou servios existentes, cujos reparos correro custa da CONTRATADA.

    Caber a CONTRATADA a execuo de todos os escoramentos para promover as condies de

    segurana.

    Sob qualquer elemento de concreto em contato com o solo (vigas, lajes, cintas) ser estendida uma

    camada de brita de aproximadamente 3 cm e, posteriormente, uma camada de concreto simples de

    pelo menos 5 cm.

    Os servios s podero ser iniciados aps a aprovao, pelo CONTRATANTE, da locao das

    fundaes.

  • 17

    O CONTRATANTE definir no incio de sua execuo quais estacas sero ensaiadas. Os ensaios

    sero executados imediatamente aps esta definio.

    ESTACAS CRAVADAS DE CONCRETO

    A dosagem do concreto que ser utilizado na confeco das estacas dever ser racional, admitindo-

    se, contudo, a critrio do CONTRATANTE, a dosagem emprica, quando a taxa nominal de trabalho

    da estaca for de at 100 kN. Neste caso, o concreto das estacas apresentar um teor mnimo de

    cimento, 300 kg/m de concreto, e ser de consistncia plstica.

    Em quaisquer das hipteses dever a CONTRATADA fazer prova junto ao CONTRATANTE de que a

    dosagem do concreto que ser utilizado na confeco das estacas atende s exigncias de projeto.

    Para tal, devero ser executados pela CONTRATADA, a critrio do CONTRATANTE, todos os

    ensaios necessrios perfeita caracterizao da qualidade do concreto empregado nas estacas.

    O espaamento das estacas, de eixo a eixo, dever ser no mnimo 3 (trs) vezes o dimetro da

    menor delas.

    Se no especificado de modo diverso, o recobrimento mnimo das armaduras das estacas ser de 25

    mm.

    As estacas sujeitas a deslocamento horizontal sero dotadas de armaduras e dispositivos adequados

    para absorver os esforos oriundos do citado deslocamento.

    As partes superiores dos fustes das estacas sero ligadas entre si por cintas ou blocos de fundaes

    de concreto armado, de conformidade com indicaes do projeto.

    TOLERNCIA DE EXECUO

    QUANTO EXCENTRICIDADE

    No caso de conjunto de estacas alinhadas, para excentricidade na direo do seu plano, dever ser

    verificada a solicitao nas estacas. Admitir-se-, sem correo, um acrscimo de no mximo 15%

    sobre a carga admissvel do projeto. Acrscimos superiores a este devero ser corrigidos, com

    acrscimo de estacas ou recurso estrutural.

    No caso de conjunto de estacas no alinhadas, dever ser verificada a solicitao em todas as

    estacas, admitindo-se que na estaca mais solicitada seja ultrapassada em, no mximo, 15% a carga

    admissvel do projeto. Acrscimos superiores a estes devero ser corrigidos conforme item anterior.

    QUANTO AOS DESVIOS DE INCLINAO:

    Sempre que uma estaca apresentar desvio angular em relao posio projetada, dever ser feita

    verificao de estabilidade, tolerando-se sem medidas corretivas um desvio de 1:100.

    VERIFICAO

    Dever-se- fazer uma verificao posterior da estrutura quanto s consequncias das tolerncias

    referidas.

    PROVA DE CARGA ESTTICA

    Obrigar-se- a CONTRATADA a realizar pelo menos 2 (duas) provas de carga, no prazo de uma

    semana, em locais previamente designados pelo CONTRATANTE, ficando entendido que elas sero

    efetuadas sobre estacas de blocos distintos.

  • 18

    Para a perfeita verificao do comportamento das fundaes, podero ser exigidas, critrio do

    CONTRATANTE, novas provas de carga, responsabilizando-se a CONTRATADA pelo seu

    pagamento.

    As provas de carga devero obedecer ao preconizado na MB-3472/91 - Estacas - prova de carga

    esttica (NBR-12131), alm do adiante especificado. Sero efetuadas, de preferncia, nas estacas

    que estiverem com maior carga em relao sua capacidade e, em se tratando de estacas

    carregadas de ponta, nos trechos mais desfavorveis quanto resistncia do terreno.

    Caso as provas de cargas no obtenham resultados satisfatrios, caber a CONTRATADA, s suas

    expensas, adotar todas as providncias necessrias para viabilidade das fundaes, tais como novas

    provas de carga, redimensionamento das fundaes e elementos intermedirios, reforo das

    fundaes, modificaes das cotas de assentamento (re-cravao), controles de recalques, ensaio

    de integridade das estacas, etc.

    Quaisquer das providncias mencionadas devero ser previamente submetidas aprovao do

    CONTRATANTE.

    A CONTRATADA dever elaborar o projeto das fundaes, tendo como base o estudo

    planialtimtrico e sondagem do terreno, a serem realizados pela CONTRATADA e tomando como

    base o projeto bsico fornecido pela CONTRATANTE, sem que haja prejuzos ao cronograma da

    obra.

    Aps realizado o projeto de fundaes, o mesmo dever ser encaminhado ao CONTRATANTE, para

    aprovao.

    As fundaes s podero ser elaboradas aps a aprovao do projeto pelo CONTRATANTE.

    Na execuo das estacas, o operador no dever cingir-se, rigorosamente, profundidade estimada

    no projeto, realizando a cravao at onde a nega da estaca e o material extrado indicarem a

    presena de camada suficientemente resistente para suportar a obra a ser executada.

    O conceito de nega a ser aplicado ser empregado para o controle de cravao de estaca, no

    sendo recomendvel seu uso para determinao da capacidade de carga da estaca. Quando no

    definida no projeto ou especificaes, a nega admitida pelo PROPRIETRIO ser de 30 mm para 10

    golpes do martelo obtida na terceira tentativa consecutiva.

    Critrio de medio:

    Os servios referentes execuo de fundaes devem ser medidos de acordo com planilha

    oramentria.

    5 BLOCOS DE COROAMENTO DE ESTACAS

    Antes da execuo dos blocos de coroamento, dever ser procedido o preparo das cabeas das

    estacas, (aps arrasamento), consistindo na limpeza de sua ferragem de topo e da limpeza da rea

    de projeo do bloco, seguidos pela ordem: lanamento de concreto magro (lastro), colocao da

    forma, da colocao da armadura e do lanamento do concreto estrutural do bloco propriamente dito,

    seguindo s orientaes referentes a concreto armado, descritas anteriormente no item 2.4 deste

    documento.

  • 19

    Como o fundo da cava deve ser recoberto com concreto magro, deve ser evitado que ele cubra a

    cabea das estacas. Para tanto, recomendar-se- que a cabea da estaca fique em cota mais alta

    que o fundo da escavao. A cota definitiva s deve ser atingida aps o lanamento do concreto

    magro.

    Em caso de reaterro ao redor do bloco de coroamento, o mesmo deve ser feito com solo

    compactado, aps a remoo das frmas, para ajudar a absorver eventuais esforos horizontais e

    momentos, mesmo no previstos em Projeto.

    As estacas que se apresentarem com excesso de concreto em relao cota de arrasamento

    devero ser desbastadas, com pequena inclinao em relao horizontal, utilizando-se ponteiros.

    indispensvel que o desbaste de concreto seja levado at se atingir concreto de boa qualidade, ainda

    que isso venha a ocorrer abaixo da cota de arrasamento, recompondo-se a seguir esse trecho da

    estaca.

    Critrio de medio:

    Este servio deve ser medido em metros cbicos de concreto (m), sendo os blocos executados de

    acordo com o projeto.

    6 CONCRETO ARMADO

    Este item tem como finalidade estabelecer diretrizes gerais para a execuo dos servios de

    estruturas de concreto referentes construo do estacionamento do Aeroporto de So Lus.

    A estrutura dever suportar as cargas permanentes (cobertura, placas, dutos, etc.) bem como as

    cargas de utilizao/acidental (pessoas, mobilirio, equipamentos, etc.).

    Dever ser considerada a sobrecarga de futuros equipamentos para o Sistema de Climatizao a

    serem apoiados (condensadores) e fixados na estrutura de concreto. A estrutura dever estar

    compatibilizada com os requisitos de arquitetura e de operacionalidade do Estacionamento do

    Aeroporto Internacional de So Lus.

    6.1 CONDIES GERAIS

    Na leitura e interpretao do projeto estrutural, ser sempre levado em conta que o mesmo

    obedeceu s normas da ABNT aplicveis ao caso, conforme a seguir:

    a) EB-3/85 Barras e fios de ao destinados a armaduras para concreto armado (NBR-

    7480);

    b) EB-4/82 Agregados para concreto (NBR-7211);

    c) EB-758/86 Cimento Portland pozolnico (NBR-5736);

    d) EB-903/86 Cimento Portland de moderada resistncia a sulfatos (MRS) e cimento

    Portland de alta resistncia a sulfatos (ARS) (NBR-5737);

    e) MB-256/81 Concreto - determinao da consistncia pelo abatimento do tronco de cone

    (NBR-7223);

    f) NB-1/78 Projetos e execuo de obra de concreto armado (NBR-6118);

    g) NB-5/78 Cargas para o clculo de estruturas de edificaes (NBR-6120);

  • 20

    h) NB-11/51 Clculo e execuo de estruturas de madeira (NBR-7190);

    i) NB-14/86 Projeto e execuo de estruturas de ao de edifcios - mtodo dos

    estados limites(NBR-8800).

    6.2 MATERIAIS

    ARMADURAS

    As barras de ao no devero apresentar excesso de ferrugem, manchas de leo, argamassa

    aderente ou qualquer outra substncia que impea uma perfeita aderncia ao concreto. Sero

    adotadas precaues para evitar oxidao excessiva das barras de espera, as quais, antes do incio

    da concretagem, devero estar limpas.

    A armadura no poder ficar em contato direto com a forma, obedecendo-se para isso distncia

    mnima prevista na NB-1/78 (NBR-6118) e no projeto estrutural. Para isso sero empregados

    afastadores de armadura dos tipos "clips" plsticos ou pastilhas de argamassa.

    As diferentes partidas de ferro sero depositadas e arrumadas de acordo com a bitola, em lotes

    aproximadamente iguais de acordo com as normas, separados uns dos outros, de modo a ser

    estabelecida fcil correspondncia entre os lotes e as amostras retiradas para ensaios.

    AGREGADOS

    Sero identificados por suas caractersticas, cabendo ao laboratrio modificar a dosagem quando um

    novo material indicado tiver caractersticas diferentes do agregado inicialmente empregado.

    Quando os agregados forem medidos em volume, as padiolas ou carrinhos, especialmente

    construdos, devero trazer, na parte externa, em caracteres bem visveis, o nome do material, o

    nmero de padiolas por saco de cimento e o trao respectivo.

    CIMENTO

    No ser permitida, em uma mesma concretagem, a mistura de tipos e/ou marcas diferentes de

    cimento. Os volumes mnimos a misturar de cada vez devero corresponder a um saco de cimento.

    O cimento ser obrigatoriamente medido em peso, no sendo permitida sua medio em volume.

    Os sacos de cimento sero armazenados sobre estrado de madeira, em local protegido contra a ao

    das intempries, da umidade e de outros agentes nocivos sua qualidade. O cimento dever

    permanecer na embalagem original at a ocasio de seu uso. As pilhas no devero ser constitudas

    de mais de 10 sacos.

    Lotes recebidos em pocas defasadas em mais de 15 dias no podero ser misturados.

    FORMAS E ESCORAMENTOS

    As formas e escoramentos obedecero aos critrios da NB-11/51 (NBR-7190) e da NB-14/86 (NBR

    8800).

    O dimensionamento das formas e dos escoramentos ser feito de forma a evitar possveis

    deformaes devido a fatores ambientais ou provocados pelo adensamento do concreto fresco. As

    formas sero dotadas da contra-flecha necessria.

    Antes do incio da concretagem, as formas estaro limpas e estanques, de modo a evitar eventuais

    fugas de pasta.

  • 21

    As formas sero molhadas at a saturao a fim de evitar-se a absoro da gua de amassamento

    do concreto.

    Os produtos antiaderentes, destinados a facilitar a desmoldagem, sero aplicados na superfcie da

    forma antes da colocao da armadura.

    No se admitem pontaletes de madeira com dimetro ou menor lado da seo retangular inferior a 5

    cm para madeiras duras e 7 cm para madeiras moles. Os pontaletes com mais de 3 m de

    comprimento devero ser contraventados para evitar flambagem, salvo se for demonstrada

    desnecessidade desta medida.

    Devero ser tomadas as precaues para evitar recalques prejudiciais provocados no solo ou na

    parte da estrutura que suporta o escoramento, pelas cargas por este transmitidas.

    ADITIVOS

    Os aditivos s podero ser usados quando previstos no projeto e especificaes ou, ainda, aps a

    aprovao do Contratante. Estaro limitados aos teores recomendados pelo fabricante, observado o

    prazo de validade.

    S podero ser usados os aditivos que tiverem suas propriedades atestadas por laboratrio nacional

    especializado e idneo.

    EQUIPAMENTOS

    A CONTRATADA manter permanentemente na obra, como mnimo indispensvel para execuo do

    concreto, 1 betoneira e 2 vibradores. Caso seja usado concreto pr-misturado, torna-se dispensvel a

    exigncia da betoneira.

    Podero ser empregados vibradores de imerso, vibradores de forma ou rguas vibradoras, de

    acordo com a natureza dos servios executados e desde que satisfaam condio de perfeito

    adensamento do concreto.

    A capacidade mnima da betoneira ser a correspondente a 1 trao com consumo mnimo de 1 saco

    de cimento.

    Sero permitidos todos os tipos de betoneira, desde que produzam concreto uniforme e sem

    segregao dos materiais.

    6.3 DOSAGEM

    O estabelecimento do trao do concreto ser em funo da dosagem experimental (racional), na

    forma preconizada na NB-1/78 (NBR-6118), de maneira que se obtenha, com os materiais

    disponveis, um concreto que satisfaa s exigncias do projeto a que se destina (fck).

    Todas as dosagens de concreto sero caracterizadas pelos seguintes elementos:

    a) resistncia de dosagem aos 28 dias (fck28);

    b) dimenso mxima caracterstica (dimetro mximo) do agregado em funo das dimenses

    das peas a serem concretadas;

  • 22

    c) consistncia medida atravs de "slump-test", de acordo com o mtodo MB-256/81 (NBR-

    7223);

    d) composio granulomtrica dos agregados;

    e) fator gua/cimento em funo da resistncia e da durabilidade desejadas;

    f) controle de qualidade a que ser submetido o concreto;

    g) adensamento a que ser submetido o concreto;

    h) ndices fsicos dos agregados (massa especifica, peso unitrio, coeficiente de inchamento e

    umidade).

    A fixao da resistncia de dosagem ser estabelecida em funo da resistncia caracterstica do

    concreto (fck) estabelecida no projeto.

    6.4 CONTROLE TECNOLGICO

    O controle tecnolgico abranger as verificaes da dosagem utilizada, da trabalhabilidade, das

    caractersticas dos constituintes e da resistncia mecnica. Este item dever ser contabilizado no

    clculo do BDI.

    Independentemente do tipo de dosagem adotado, o controle da resistncia do concreto obedecer

    rigorosamente ao disposto na NB-1/78 (NBR-6118) e na P-05.CON.06, bem como ao adiante

    especificado, .

    A totalidade de concreto ser dividida em lotes. Um lote no ter mais de 100 m de concreto,

    corresponder no mximo a 500 m de construo e o seu tempo de execuo no exceder a 2

    semanas. Em edifcios, o lote no compreender mais de 1 andar. Nas estruturas de grande volume

    de concreto, o lote poder atingir 500 m, mas o tempo de execuo no exceder a uma semana.

    A amostragem, o valor estimado da resistncia caracterstica compresso e o ndice de

    amostragem a ser adotado sero conformes ao preconizado na NB-1/78 (NBR-6118).

    EXECUO

    A execuo de qualquer parte da estrutura implica integral responsabilidade da CONTRATADA

    quanto sua resistncia e estabilidade.

    6.5 TRANSPORTE DO CONCRETO

    O transporte do concreto ser efetuado de maneira que no haja segregao ou desagregao de

    seus componentes, nem perda sensvel de qualquer deles por vazamento ou evaporao.

    Podero ser utilizados na obra, para transporte do concreto da betoneira ao ponto de descarga ou

    local da concretagem, carrinhos de mo com roda de pneu, jiricas, caambas, ps mecnicas, etc.,

    no sendo permitido, em hiptese alguma, o uso de carrinhos com roda de ferro ou borracha macia.

    No bombeamento do concreto, dever existir um dispositivo especial na sada do tubo para evitar a

    segregao. O dimetro interno do tubo ser, no mnimo, 3 vezes o dimetro mximo do agregado,

    quando utilizada brita, e 2,5 vezes o dimetro, no caso de seixo rolado.

    O transporte do concreto no exceder ao tempo mximo permitido para seu lanamento, que de

    1(uma) hora.

  • 23

    Sempre que possvel, ser escolhido sistema de transporte que permita o lanamento direto nas

    formas. No sendo possvel, sero adotadas precaues para manuseio do concreto em depsitos

    intermedirios.

    O transporte a longas distncias s ser admitido em veculos especiais, dotados de movimentos

    capazes de manter uniforme o concreto misturado.

    No caso de utilizao de carrinhos ou padiolas (jiricas), buscar-se- condies de percurso

    suave, tais como rampas e estrados.

    Quando os aclives a vencer forem muito grandes (caso de um ou mais andares), recorrer-se- ao

    transporte vertical por meio de elevadores de obra (guinchos).

    6.6 LANAMENTO

    Conforme NB-1/78 (NBR-6118), e as condies seguintes:

    Competir a CONTRATADA informar, com oportuna antecedncia, ao CONTRATANTE e ao

    laboratrio encarregado do controle tecnolgico: Dia e hora do incio das operaes de concretagem

    estrutural, tempo previsto para sua execuo e os elementos a serem concretados.

    O processo de lanamento do concreto ser determinado de acordo com a natureza da obra,

    cabendo a CONTRATADA submet-lo previamente aprovao do CONTRATANTE.

    No ser permitido o lanamento do concreto de altura superior a 2 m para evitar segregao. Em

    quedas livres maiores, utilizar-se- calhas apropriadas; no sendo possveis as calhas, o concreto

    ser lanado por janelas abertas na parte lateral ou por meio de funis ou trombas.

    Ser de 1 (uma) hora o intervalo mximo de tempo permitido entre o trmino do amassamento do

    concreto e o seu lanamento.

    Quando do uso de aditivos retardadores de pega, o prazo para lanamento poder ser aumentado

    em funo das caractersticas do aditivo, a critrio do CONTRATANTE. Em nenhuma hiptese ser

    permitido o lanamento aps o incio da pega.

    No ser permitido o uso de concreto remisturado.

    A concretagem seguir rigorosamente o programa de lanamento preestabelecido para o projeto.

    No ser permitido o "arrastamento" do concreto, pois o deslocamento da mistura com enxada, sobre

    formas, ou mesmo sobre o concreto j aplicado, poder provocar perda da argamassa por adeso

    aos locais de passagem. Caso seja inevitvel, poder ser admitido, a critrio do CONTRATANTE, o

    arrastamento at o limite mximo de 3 m.

    6.7 ADENSAMENTO

    Conforme NB-1/78 (NBR-6118), e as seguintes condies:

    Somente ser admitido o adensamento manual em peas de pequena responsabilidade estrutural, a

    critrio do CONTRATANTE. As camadas no devero exceder a 20 cm de altura.

    O adensamento ser cuidadoso, de forma que o concreto ocupe todos os recantos da forma.

    Sero adotadas precaues para evitar vibrao da armadura, de modo a no formar vazios ao seu

    redor nem dificultar a aderncia com o concreto.

  • 24

    Os vibradores de imerso no sero deslocados horizontalmente. A vibrao ser apenas a

    suficiente para que apaream bolhas de ar e uma fina pelcula de gua na superfcie do concreto.

    A vibrao ser feita a uma profundidade no superior agulha do vibrador. As camadas a serem

    vibradas tero, preferencialmente, espessura equivalente a 3/4 do comprimento da agulha.

    As distncias entre os pontos de aplicao do vibrador sero da ordem de 6 (seis) a 10 (dez) vezes o

    dimetro da agulha (aproximadamente 1,5 vez o raio de ao). aconselhvel a vibrao por

    perodos curtos em pontos prximos, ao invs de perodos longos num nico ponto ou em pontos

    distantes.

    Ser evitada a vibrao prxima s formas (menos de 100 mm), no caso de se utilizar vibrador de

    imerso.

    A agulha ser sempre introduzida na massa de concreto na posio vertical, ou, se impossvel, com

    a inclinao mxima de 45, sendo retirada lentamente para evitar formao de buracos que se

    enchero somente de pasta. O tempo de retirada da agulha pode estar compreendido entre 2 ou 3

    segundos ou at 10 a 15 segundos, admitindo-se, contudo, maiores intervalos para concretos mais

    secos, ouvido previamente o CONTRATANTE, que decidir em funo da plasticidade do concreto.

    Na vibrao por camadas, far-se- com que a agulha atinja a camada subjacente, para assegurar a

    ligao duas a duas.

    Admitir-se- a utilizao, excepcionalmente, de outros tipos de vibradores (formas, rguas,

    telescpios, etc.) para obterem-se lajes a nvel zero.

    6.8 JUNTAS DE CONCRETAGEM

    Conforme NB-1/78 (NBR-6118) e demais especificaes a seguir:

    Durante a concretagem podero ocorrer interrupes previstas ou imprevistas. Em qualquer caso, a

    junta ento formada denomina-se fria, se no for possvel retomar a concretagem antes do incio da

    pega do concreto j lanado.

    Cuidar-se- para que as juntas no coincidam com os planos de cisalhamento. As juntas sero

    localizadas onde forem menores os esforos de cisalhamento.

    Na ocorrncia de juntas em lajes, a concretagem atingir o tero mdio do maior vo, localizando-se

    as juntas paralelamente armadura principal.

    As juntas permitiro a perfeita aderncia entre o concreto j endurecido e o que vai ser lanado,

    devendo, portanto, a superfcie das juntas receber tratamento com escova de ao, jateamento de

    areia ou qualquer outro processo que proporcione a formao de redentes, ranhuras ou salincias.

    Tal procedimento ser efetuado aps o incio de pega e quando a pea apresentar resistncia

    compatvel com o trabalho a ser executado.

    Quando da retomada da concretagem, a superfcie da junta concretada anteriormente ser

    preparada efetuando-se a limpeza dos materiais pulverulentos, nata de cimento, graxa ou quaisquer

    outros prejudiciais aderncia, e procedendo-se a saturao com jatos de gua, deixando a

    superfcie com aparncia de "saturado superfcie seca", conseguida com a remoo do excesso de

    gua superficial.

  • 25

    Especial cuidado ser dado ao adensamento junto "interface" entre o concreto j endurecido e o

    recm-lanado, a fim de se garantir a perfeita ligao das partes.

    Nos casos de juntas de concretagem no previstas, quando do lanamento de concreto novo sobre

    superfcie antiga, poder ser exigido, a critrio do CONTRATANTE, o emprego de adesivos

    estruturais.

    6.9 CURA DO CONCRETO

    Conforme NB-1/78 (NBR-6118).

    Qualquer que seja o processo empregado para a cura do concreto, a aplicao dever iniciar-se to

    logo termine a pega. O processo de cura iniciado imediatamente aps o fim da pega continuar por

    perodo mnimo de sete dias.

    Quando no processo de cura for utilizada uma camada permanentemente molhada de p de

    serragem, areia ou qualquer outro material adequado, esta ter no mnimo 5 cm.

    O CONTRATANTE admite os seguintes tipos de cura:

    a) molhagem contnua das superfcies expostas do concreto;

    b) cobertura com tecidos de aniagem, mantidos saturados;

    c) cobertura por camadas de serragem ou areia, mantidas saturadas;

    d) lonas plsticas ou papis betumados impermeveis, mantidos sobre superfcies expostas, de

    cor clara, para evitar o aquecimento do concreto e a subseqente retrao trmica;

    e) pelculas de cura qumica.

    6.10 DESMOLDAGEM DE FORMAS E ESCORAMENTOS

    A retirada das formas obedecer a NB-1/78 (NBR-6118).

    6.11 INSPEO DO CONCRETO

    Na hiptese de ocorrncia de leses, como "ninhos de concretagem", vazios ou demais

    imperfeies, o CONTRATANTE far exame da extenso do problema e definir os casos de

    demolio e recuperao de peas.

    Em caso de no aceitao, por parte do CONTRATANTE, do elemento concretado, a CONTRATADA

    se obriga a demoli-lo imediatamente, procedendo sua reconstruo, sem nus para o

    CONTRATANTE.

    As imperfeies citadas sero corrigidas conforme descrito nos itens a seguir.

    Desbaste com ponteira da parte imperfeita do concreto, deixando-se a superfcie spera e

    limpa.

    Preenchimento do vazio com argamassa de cimento e areia no trao 1:3, usando adesivo

    estrutural base de resina epxi. No caso de incorrees que possam alterar a seo de clculo da

    pea, substituir-se- a argamassa por concreto no trao l:2:2.

    O CONTRATANTE proceder, posteriormente, a um segundo exame para efeito de aceitao.

  • 26

    6.12 DISPOSIES DIVERSAS

    Nenhum conjunto de elementos estruturais poder ser concretado sem prvia e minuciosa

    verificao, por parte da CONTRATADA e do CONTRATANTE, da perfeita disposio, dimenses,

    ligaes e escoramentos das formas e armaduras correspondentes, bem como sem prvio exame da

    correta colocao de canalizaes eltricas, hidrulicas e outras que devam ficar embutidas na

    massa do concreto.

    As furaes para passagem de canalizao atravs de vigas ou outros elementos estruturais, quando

    no previstas em projeto, sero guarnecidas com buchas ou caixas adrede localizadas nas formas. A

    localizao e dimenses de tais furos sero objeto de atento estudo da CONTRATADA no sentido de

    evitar-se enfraquecimento prejudicial segurana da estrutura. Antes da execuo, sero

    submetidas aprovao do CONTRATANTE.

    Como diretriz geral, nos casos em que no haja indicao precisa no projeto estrutural, haver a

    preocupao de situar os furos, tanto quanto possvel, na zona de trao das vigas ou outros

    elementos atravessados.

    Caber CONTRATADA inteira responsabilidade pela execuo de aberturas em peas estruturais,

    cumprindo-lhe propor ao CONTRATANTE as alteraes que julgar convenientes, tanto no projeto

    estrutural, quanto nos projetos de instalaes.

    6.13 TESTES

    Os testes obedecero ao contido nos itens anteriores sobre controle da resistncia do concreto.

    A partir dos resultados obtidos, a CONTRATADA dever fornecer parecer conclusivo sobre a

    aceitao da estrutura conforme NB-1/78 (NBR-6118), em 2 vias, ao CONTRATANTE. Este

    devolver, em seguida, uma das vias autenticada e, se for o caso, acompanhada de comentrios.

    O CONTRATANTE poder exigir da CONTRATADA, caso julgue necessrio e independentemente

    da apresentao dos testes exigidos, a realizao complementar de testes destrutivos e no

    destrutivos.

    Caso o resultado dos testes mencionados no seja aceitvel, a CONTRATADA arcar com todo o

    nus que advenha dos testes mencionados no item anterior.

    CRITRIO DE MEDIO: Os servios referentes concretagem devem ser medidos de acordo com

    planilha oramentria.

    7 ESCAVAO MANUAL DE VALAS

    Execuo de escavao manual, at o nvel de assentamento dos elementos de fundao como

    indicado no projeto. O tempo decorrido desde a escavao das referidas cavas at a execuo das

    cintas no dever prolongar-se por perodo que exponha o fundo da cava variao relevante da

    umidade do solo (intempries) sob pena da necessidade de aprofundamento da respectiva cava.

    Durante a execuo devero ser tomados os cuidados necessrios manuteno da integridade das

    estruturas anexas. O desenvolvimento da escavao para execuo dos elementos da fundao ser

  • 27

    feito de modo a alcanarmos as cotas indicadas no projeto executivo, devero ser considerados os

    servios de escoramentos e drenagens das cavas de fundao sempre que necessrio.

    As escavaes devero ser executadas de modo que sejam preservadas as propriedades existentes

    Critrio de medio:

    A medio ser efetuada metro cbico m, de vala escavada em conformidade com o descrito na

    planilha de servios.

    8 REATERRO COMPACTADO

    Execuo de reaterro compactado das valas das fundaes. O material a ser utilizado no aterro

    dever estar totalmente isento de matria orgnica, entulhos, lixo ou qualquer outro material que no

    a prpria terra. A compactao do terreno dar-se- em camadas que no excedero 20 cm de

    espessura. Devero ser observados os valores do ndice de compactao do solo e da umidade

    tima de compactao.

    Critrio de medio:

    A medio ser efetuada metro cbico (m), de reaterro compactado em conformidade com o

    descrito na planilha de servios.

    9 LASTRO DE CONCRETO

    Execuo de lastro de concreto magro, como regularizao da base, com espessura de 5,0 cm

    (cinco centmetros), sob toda estrutura que venha a se apoiar no solo (cintas, blocos, etc.). O lastro

    dever exceder as laterais das peas de concreto em 5,0 cm (cinco centmetros). Antes da execuo

    do lastro, o terreno dever ser totalmente regularizado e nivelado.

    Critrio de medio:

    A medio ser efetuada metro cbico (m), de lastro de concreto em conformidade com o descrito

    na planilha de servios.

    10 IMPERMEABILIZAO COM EMULSO ASFLTICA

    Impermeabilizao de todos os elementos de fundao (cintas, blocos de fundao, etc.) bem como

    de toda superfcie de concreto em contato direto com o solo com aplicao de duas ou mais demos

    de emulso betuminosa, conforme indicao do fabricante (ref. Igol 2, da SIKA; ref. Frio Asfalto, da

    OTTO BAUMGART; ou equivalente). Os elementos de fundao devero ter toda sua superfcie

    lateral e superior impermeabilizada. Cada demo dever ser aplicada em sentido perpendicular ao

    da demo anterior, permitindo assim um melhor preenchimento do produto sobre a superfcie

    tratada. Respeitar rigorosamente os intervalos entre demos e demais recomendaes especificadas

    pelo fabricante.

    Critrio de medio:

    A medio ser efetuada metro quadrado (m), de pintura em conformidade com o descrito na

    planilha de servios.

  • 28

    11 GUARITAS

    11.1 INTRODUO

    O objetivo desta seo deste documento especificar os materiais empregados e as normas que

    devero ser obedecidas durante os servios para construo de 03 Guaritas, que sero localizadas

    na rea do estacionamento do Aeroporto Internacional de So Lus. Far parte do escopo dos

    servios, o fornecimento de todos os materiais, incluindo acessrios e peas necessrias ao perfeito

    acabamento dos servios, mesmo quando no expressamente mencionados nesta especificao. A

    CONTRATADA dever entregar os servios em um ambiente limpo e em perfeito estado de

    funcionamento.

    Trata-se de uma obra para a construo de 03 guaritas, que serviro de apoio na segurana e

    controle do acesso ao estacionamento do Aeroporto Internacional de So Lus. Os servios

    compreendero em:

    Servios Iniciais

    Fundaes

    Estruturas de Concreto

    11.2 LIMPEZA

    Toda a rea da obra dever estar limpa e todo o entulho proveniente da limpeza, bem como o

    acumulado durante os servios, dever ser removido periodicamente para local conveniente.

    Ser procedida peridica remoo de todo o entulho e detritos que venham a acumular no terreno,

    no decorrer da obra.

    Todas as instalaes da obra devero ser conservadas limpas e em perfeito funcionamento, durante

    todo o prazo contratual de execuo dos trabalhos. Para tanto, ser mantida uma equipe fixa de

    limpeza e manuteno da obra.

    11.3 LOCAO DAS GUARITAS

    A locao da obra no terreno ser realizada a partir das referncias de nvel e dos vrtices de

    coordenadas implantados para a execuo do levantamento topogrfico. Sempre que possvel, a

    locao da obra ser feita com equipamentos compatveis com os utilizados para o levantamento

    topogrfico. Cumprir ao Contratante o fornecimento de cotas, coordenadas e outros dados para a

    locao da obra.

    Os eixos de referncia e as referncias de nvel sero materializados atravs de estacas de madeira

    cravadas na posio vertical. A locao dever ser global, sobre quadros de madeira que devem

    envolver todo o permetro da obra. Os quadros, em tbuas ou sarrafos, sero perfeitamente

    nivelados e fixados de modo a resistirem aos esforos dos fios de marcao, sem oscilao e

    possibilidades de fuga da posio correta.

    A locao ser feita sempre pelos eixos dos elementos construtivos, com marcao nas tbuas ou

    sarrafos dos quadros, por meio de cortes na madeira e pregos.

  • 29

    A locao dever ser realizada em obedincia a planta baixa fornecida. Sero verificados

    cuidadosamente as dimenses, alinhamento, ngulos e nveis do projeto.

    Concluda a locao, a mesma dever ser aprovada pela Fiscalizao.

    Critrio de medio:

    A medio desses servios ser feita conforme planilha.

    11.4 ESCAVAO MANUAL

    O desenvolvimento da escavao para execuo dos elementos da fundao ser feito de modo a

    alcanarmos as cotas indicadas no projeto executivo, devero ser considerados os servios de

    escoramentos e drenagens das cavas de fundao sempre que necessrio.

    As escavaes devero ser executadas de modo que sejam preservadas as propriedades existentes.

    Critrio de medio:

    A medio desses servios ser feita em volume escavado, m (metro cbico).

    11.5 ATERRO E REATERRO

    Concludas as fundaes, as cavas sero reaterradas em camadas compactadas mecanicamente de

    30 cm de espessura mxima, da mesma forma ser aterrada a vala do cintamento, at a altura do

    contra piso, nestes aterros e reaterros no sero admitidos solos que contenham matria orgnica.

    Critrio de medio:

    A medio desses servios ser feita em volume escavado, m (metro cbico).

    11.6 FUNDAES

    Dever ser executada fundao do tipo sapata isolada em concreto armado, conforme projeto

    estrutural SL.05/302.07/2275/00, sendo necessria a execuo de lastro, seguindo as prescries do

    item 2.7 deste documento. No mesmo permetro dever ser confeccionadas vigas de cintamento

    com dimenses de 14 cm x 40 cm, conforme projeto.

    Para pilares e vigas, ser executado estrutura de concreto armado fck 25 MPa.

    Para cada caso, devero ser seguidas as Normas Brasileiras especficas, em sua edio mais

    recente, alm dos cuidados j mencionados no item 5.1 deste documento.

    Critrio de medio:

    A medio desses servios ser feita em volume de concreto lanado, m (metro cbico).

    11.7 IMPERMEABILIZAES

    Impermeabilizao de todos os elementos de fundao (cintas, blocos de fundao, etc.) bem como

    de toda superfcie de concreto em contato direto com o solo com aplicao de duas ou mais demos

    de emulso betuminosa, conforme indicao do fabricante (ref. Igol 2, da SIKA; ref. Frio Asfalto, da

    OTTO BAUMGART; ou equivalente). Os elementos de fundao devero ter toda sua superfcie

    lateral e superior impermeabilizada. Cada demo dever ser aplicada em sentido perpendicular ao

  • 30

    da demo anterior, permitindo assim um melhor preenchimento do produto sobre a superfcie

    tratada. Respeitar rigorosamente os intervalos entre demos e demais recomendaes especificadas

    pelo fabricante.

    Critrio de medio:

    A medio ser efetuada metro quadrado (m), de pintura em conformidade com o descrito na

    planilha de servios.

    11.8 PISOS

    PREPARAO DO PISO:

    Ser executado sobre aterro compactado, contrapiso impermeabilizado, em concreto no estrutural

    (fck 15 MPa) no trao 1:3:6 (cimento:areia:pedra preta) com espessura mdia de 8cm, aplicado sobre

    camada de pedra britada.

    Sobre a camada impermeabilizadora, dever ser executada uma camada niveladora em argamassa

    no trao 1:3 (cimento:areia), com espessura de 2,0cm e pasta de cimento e gua, para finalmente

    assentar o piso cermico.

    PROCESSO EXECUTIVO

    A primeira operao consistir na preparao da base do piso ou contrapiso adequado ao

    revestimento. Essa preparao dever ser executada somente aps a concluso dos servios de

    instalaes embutidas.

    RECEBIMENTO

    Todas as etapas do processo executivo devero ser inspecionadas pela Fiscalizao, de modo a

    verificar o perfeito alinhamento, nivelamento e uniformidade das superfcies, bem como os

    arremates, juntas, ralos e caimentos para o escoamento das guas pluviais, de conformidade com as

    indicaes do projeto.

    12 DETALHAMENTO TCNICO E PROJETO EXECUTIVO DE ESTRUTURAS E

    FUNDAES

    Visando melhor qualificar os objetivos e necessidades da administrao, inclusive quanto

    estimativa de preo, a INFRAERO apresenta as Solues Tcnicas de Engenharia (Projeto Bsico),

    constituindo-se de um conjunto de elementos necessrios e suficientes, com nvel de preciso

    adequado, para caracterizar as obras/servios, objeto desta licitao, elaborado com base nas

    indicaes de normas tcnicas, que possibilite a avaliao do custo, definio dos mtodos e prazo

    de execuo do empreendimento.

    A documentao tcnica das Solues Tcnicas de Engenharia apresentada pela Infraero abrange

    as seguintes especialidades:

    Estruturas Metlicas;

    Estruturas de Concreto;

    Fundaes;

  • 31

    12.1 DETALHAMENTO TCNICO

    A Contratada dever apresentar um conjunto de documentos contendo todos os elementos tcnicos,

    demonstrando o detalhamento das Solues Tcnicas de Engenharia apresentado pela Infraero.

    O Detalhamento Tcnico destinado concepo e representao final das informaes tcnicas

    da edificao e de seus elementos, instalaes e componentes, completas, definitivas, necessrias e

    suficientes execuo das obras e servios correspondentes.

    O conjunto de elementos que constitui o Detalhamento Tcnico dever formar uma unidade,

    completa e integrada, contendo todas as informaes, instrues, modos de instalao e detalhes

    construtivos, necessrios execuo das obras e servios do escopo contratado.

    O Detalhamento Tcnico dever conter os seguintes documentos:

    Representao Grfica: consiste na apresentao do detalhamento dos elementos

    grficos, diagramas de instalao e montagem das solues de projeto apresentada

    pela Infraero;

    Planilha de Servios e Quantidades (PSQ): consiste na apresentao de todos os

    servios e quantidades apropriados da representao grfica detalhada;

    Memria de Clculo e Dimensionamento: consiste na apresentao da metodologia e

    memria de clculo que demonstrem o dimensionamento e quantitativos da PSQ,

    com base nas solues de projeto da Infraero e detalhamento da representao

    grfica;

    Especificaes Tcnicas: consiste na apresentao do detalhamento das

    caractersticas e especificaes tcnicas com base nas solues de projeto

    apresentada pela Infraero e mtodos construtivos, montagem e instalao

    necessrios execuo das obras e servios do escopo contratado.

    O Detalhamento Tcnico apresentado pela Contratada dever ser composto de representaes

    grficas (pranchas) e documentos A4 na forma impressa e em mdia digital (CD ou DVD). As

    pranchas devero ser apresentadas em formatos e escalas apropriadas, conforme especialidade e

    necessidade de visualizao.

    Durante o desenvolvimento do Detalhamento Tcnico sero fornecidos pela INFRAERO os padres

    de codificao, carimbo e pranchas que devero ser utilizados para identificao dos documentos.

    A Contratada dever submeter o Detalhamento Tcnico aprovao da Fiscalizao da INFRAERO.

    Aps provao, a Contratada estar autorizada a executar todos os servios, instalaes e

    montagens contidas na documentao do Detalhamento Tcnico.

    No desenvolvimento e elaborao do Detalhamento Tcnico a Contratada dever, obrigatoriamente,

    considerar o estabelecido no Art. 9 da Lei n 8.666/93.

    12.2 ESTRUTURAS METLICAS

    a) A estrutura metlica para Construo de Prticos de Acesso ao Estacionamento do

    Aeroporto Internacional de So Lus dever atender a norma NBR 8800 quanto aos

    esforos de carregamentos previstos na mesma;

  • 32

    b) A VUP mnima dever ser de 40 anos;

    c) Atender NBR 8800 Projeto de Estruturas de Ao e de Estruturas Mistas de Ao e

    Concreto de Edifcios. Associao Brasileira de Normas Tcnicas, Rio de Janeiro,

    2008.

    d) O sistema de proteo e tratamento dos elementos metlicos deve considerar um

    ambiente classificado pela ISO 12944-2 (Paints and varnishes Corrosion protection of

    steel structures by protective paint systems: Part 2 - Classification of environments.

    International Organization for Standardization, Geneve, 1998.) como C5-M: Muito

    alta agressividade, marinho;

    e) Modelo da anlise estrutural com o dimensionamento de todos os elementos em

    software comercial de estruturas;

    f) Gerao das cargas nas fundaes;

    g) Definio geomtrica dos eixos;

    h) Dimenses e nveis da estrutura;

    i) Detalhamento do tipo de ligao a ser adotado entre as peas, os perfis e outros

    materiais;

    j) Especificao do ao a ser adotada, a classe dos parafusos e eletrodos de solda,

    incluindo a elaborao de EPS (Especificao de Procedimento de Soldagem);

    k) Prescrever os ensaios necessrios para a garantia da qualidade da execuo;

    l) Listas de materiais com os pesos;

    m) Memrias de clculo detalhando todas as consideraes de carregamento,

    atendendo s prescries da NBR 8800, NBR 6123- Foras devidas ao vento em

    edificaes e demais normatizaes vigentes, condies de contorno e demais

    critrios adotados na elaborao do modelo, alm de seu respectivo resultado;

    n) Desenhos de projeto, detalhes de peas e partes de peas individuais constituintes

    da estrutura sero detalhadas com base em materiais encontrados no mercado;

    o) Diagramas de montagem, assinalando as marcas de detalhe de cada pea, tendo em

    vista mostrar a localizao de cada pea na estrutura para orientao do servio de

    montagem, alm de especificar equipamento principal para iamento de peas,

    sequncia bsica de progresso da montagem e a existncia ou no de pr-

    montagem;

    p) Eventual necessidade de alterao da arquitetura existente dever estar consignada

    na apresentao das alternativas a serem definidas no estudo preliminar, devendo

    ser aprovada pela INFRAERO que ser responsvel pela elaborao do projeto

    arquitetnico para efeito de dimensionamento da estrutura.

    q) Fornecimento de ARTs dos autores dos documentos contidos no conjunto Projeto

    Executivo, devidamente pago e registrado por profissional habilitado no CREA.

    r) Fornecimento de memoriais de clculo e dimensionamento, de acordo com os itens

    abaixo:

  • 33

    MEMORIAL DESCRITIVO

    Relatrio tcnico apresentando descrio das solues, justificativas tcnicas dos

    dimensionamentos, consideraes sobre o comportamento das estruturas metlicas ao longo do

    tempo e eventuais riscos de danos em edificaes vizinhas, caso estes existam.

    Metodologia executiva sucinta, caractersticas e disponibilidade dos equipamentos a serem

    utilizados.

    Dever ainda a CONTRATADA, fornecer neste conjunto, um manual dispondo de orientaes para

    manuteno adequada do sistema estrutural para que o mesmo tenha garantia de projeto. Estes

    documentos devem compor este conjunto de documentao para sua plena aprovao.

    PLANILHA DE SERVIOS DE MATERIAIS E QUANTIDADES /MEMORIAL DE

    QUANTIFICAO - PSQ

    A PSQ dever conter o Fornecimento de Materiais (Incluindo todos os acessrios e infraestrutura

    necessria) e os Servios (Instalao/Construo).

    A PSQ poder contemplar itens que englobam tanto servios quanto materiais simultaneamente,

    desde que a unidade utilizada seja possvel de oramentao.

    A seqncia numrica dos itens da PSQ dever obedecer sequncia numrica dos itens constantes

    das Especificaes Tcnicas. Na etapa de Projeto Executivo a lista dever ser completa, porm,

    incluindo os acessrios e miudezas. A PSQ, portanto, apresenta tanto a relao de todos os

    materiais necessrios bem como as unidades e quantitativos necessrios para se efetivar a

    oramentao.

    MEMORIAL PRELIMINAR DE CLCULO E DIMENSIONAMENTO

    A CONTRATADA na etapa de projeto executivo apresentar a memria de clculo (MC), incluindo

    nesta entrega verso do modelo computacional utilizado para anlise (em mdia eletrnica), para

    possibilitar a avaliao da equipe de fiscalizao de projetos da INFRAERO.

    ESPECIFICAES TCNICAS ESPECFICAS ETES

    Para a perfeita identificao dos materiais, equipamentos e servios previstos no projeto, as

    especificaes devero discriminar as caractersticas necessrias e suficientes ao desempenho

    requerido.

    As especificaes devero conter, basicamente, as caractersticas abaixo discriminadas, Quando

    procedentes.

    Ao Estrutural

    Local.

    Finalidade.

    Tipo.

    Classificao (caractersticas geomtricas).

  • 34

    Ca