Revista 09 - SBOT-ES - out/nov/dez 2010

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Edição número 09 da revista da SBOT-ES

Transcript of Revista 09 - SBOT-ES - out/nov/dez 2010

  • Carta do Presidente4Artigo 22

    Matria Especial10Raio X5

    Dicas SBOT-ES16Entrevista 6

    Revista 09out/nov/dezano 2010

    pg. 12

    SeRvio pblico eStadual de oRtopedia peditRica

    Por que ele necessrio?

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    4 Carta do Presidente

    Caros membros da SBOT-ES,

    O fi nal de ano se aproxima e com muito orgulho e gratido que a diretoria da

    Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Regional Esprito Santo (SBOT-ES),

    gesto 2010, vem agradecer a todos que lutaram e nos ajudaram a manter, em um ano

    repleto de desafi os para a Sociedade, a consecuo dos objetivos da nossa associao.

    Esses objetivos foram perseguidos em vrias frentes de atuao - cientfi ca, poltica e

    social - que buscaram, a todo o momento, reforar a qualifi cao de nossa especialidade

    em benefcio da populao em geral.

    Temos o orgulho de ser uma das especialidades que mais promove o bem-estar do

    prximo, aliviando suas dores, seus temores, dando-lhes conforto. Sabemos que nem

    sempre somos reconhecidos como deveramos, mas temos que manter a chama da espe-

    rana acesa e lutar incansavelmente por mais melhorias e novas conquistas. O caminho

    pode ser rduo, mas o sentimento do dever cumprido j ser uma bela recompensa.

    Parabns a todos que de forma direta ou indireta nos ajudaram na difcil travessia

    que tivemos em 2010. Que Deus nos presenteie com muita paz e sade neste natal e que

    possamos lutar e conquistar muito mais durante a travessia de 2011.

    S TENHO A AGRADECERPresidente da SBOT-ES

    jornalista reponsvelWallace CapuchoMTB 1934/ES

    [email protected]

    Editor Wallace Capucho

    Reprter Yollanda Gomes

    Diretor de Arte Felipe Gama

    Diagramao e Arte Willi Piske Jnior Mariana M. FerreiraJucimar S. Rocha

    Reviso Marcos Alves

    publicidadeSBOT-ES(27) 3325-3183

    Periodicidade Trimestral

    Uma publicao Balaio Comunicao e Designwww.balaiodesign.com.br

    As matrias e anncios publi-citrios, bem como todo o seu contedo de texto e imagens, so aqui publicadas sob direi-to de liberdade de expresso, sendo de total e exclusiva res-ponsabilidade de seus autores/anunciantes. expressamente proibida a reproduo integral ou parcial desta publicao ou de qualquer um de seus componentes (texto, imagens, etc.), sem a prvia e expressa autorizao da SBOT-ES.

    Gesto 2010

    DiretoriaPresidente: Dr. Alceuleir Cardoso de SouzaPrimeiro Vice-Presidente: Dr. Adelmo Rezende F. da CostaSegundo Vice-Presidente: Dr. Marcelo Rezende da SilvaPrimeiro Secretrio: Dr. Carlos Henrique O. CarvalhoSegundo Secretrio: Dr. Janeilson Roberto MattosPrimeiro Tesoureiro: Dr. Ruy Rocha Gusman Segundo Tesoureiro: Dra. Roberta Ramos Silveira

    Conselho Fiscal Dr. Alexandre Andr Ciriaco Dr. Massimo Caliman Gurgel Dr. Luiz Augusto N. Maciel Dr. Jovani TorresDr. Sander Amorim DalepraniDr. Eduardo Ferri

    DelegadosDr. Akel Nicolau Akel JniorDr. Geraldo Lopes da SilveiraDr. Jos Lorenzo Solino

    Comisso ExecutivaDr. Alceuleir Cardoso de Souza

    Dr. Carlos Henrique O. CarvalhoDr. Jair Simmer FilhoDr. Nelson EliasDr. Rui Rocha Gusman

    Comisso de Ensino e TreinamentoDr. Nelson EliasDr. Jorge Luiz KrigerDr. Rodrigo RezendeDr. Luiz Augusto B. Campinhos

    Comisso de tica, Defesa Pro ssional e Honorrios MdicosDr. Eduardo H. PomboDr. Jos Eduardo G. R. FilhoDr. Marcelo Augusto S. PimentelDr. Marcelo G. Martins

    Comisso de Educao ContinuadaDr. Bruno Barreira CampagnoliDr. Cid Pereira Moura JniorDr. Everaldo Jos MarcheziniDr. Flvio Vieira SimesDr. Jair Simmer Filho Dr. Marcelo Nogueira Silva

    Rua Abiail do Amaral Carneiro, 191, Ed. Arbica, Sala 607, Enseada do Su. Vitria-ES. CEP 29055-220

    Telefone: 3325-3183 | www.sbotes.org.br | [email protected]

    Comisso de Estatuto e RegimentoDr. Alceuleir Cardoso de SouzaDr. Clark M. Yazaki

    Comisso de Campanhas Pblicas e Aes SociaisDr. Jos Fernando DuarteDr. Roberto Casoti LoraDr. Francisley Gomes BarradasDr. Antnio Carlos P. ResendeDr. Srgio Ragi Eis

    Comisso de PresidentesDr. Pedro Nelson PrettiDr. Roberto Casotti LoraDr. Jos Fernando DuarteDr. Eduardo Antnio B. UvoDr. Geraldo Lopes da SilveiraDr. Hlio Barroso dos ReisDr. Jorge Luiz KrigerDr. Jos Lorenzo SolinoDr. Akel Nicolau Akel JniorDr. Clark M. YazakiDr. Anderson De Nadai Dr. Joo Carlos Medeiro Teixeira

    Comisso de Publicao, Divulgao e MarketingDr. Jorge Luiz KrigerDr. Jlio Claider G. MouraDr. Joo Carlos Medeiros TeixeiraDr. Edmar Simes da Silva Jnior

    Alceuleir Cardoso de Souza

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    Raio x

    O Hospital Metropolitano lanou, em dezem-

    bro, o guia Medicina Traduzida. Produzido

    pela jornalista Vera Caser, o guia apresenta os

    principais termos mdicos em linguagem acess-

    vel, ou seja, as expresses complexas usadas dia-

    riamente no meio mdico foram definidas em

    simples e breves palavras. O livro foi distribudo

    gratuitamente aos jornalistas para facilitar a co-

    bertura dos assuntos relacionados sade.

    dmed Ortopedistas, entre outros atuantes na rea

    mdica, j podem se preparar para apre-

    sentar a Declarao dos Servios Mdicos

    (Dmed) Receita Federal nas declaraes

    do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Fsi-

    ca), referente ao ano-calendrio 2010. A

    obrigatoriedade foi especificada este ano

    com o objetivo de combater fraudes nas de-

    claraes do IR, com o lanamento de des-

    pesas mdicas no comprovadas. O prazo

    estabelecido para a apresentao da Dmed

    at o ltimo dia til de fevereiro de 2011.

    A sua apresentao fora do prazo estipula-

    do acarretar multa de cinco mil reais por

    ms ou frao. Mais informaes, inclusive

    sobre os parmetros para esse recolhimen-

    to, encontram-se no site da Receita: www.

    receita.fazenda.gov.br.

    Sbot-eS 2011A cerimnia de posse do novo presidente da SBOT-

    ES, Adelmo Rezende Ferreira da Costa, j tem data

    e local marcados. Ela acontecer na sede da Socie-

    dade, em Vitria, s 19h do dia 10 de fevereiro.

    Numa cerimnia simples, o atual presidente, Al-

    ceuleir Cardoso de Souza, far a transferncia do

    cargo para Adelmo Rezende, que ser o respon-

    svel pela gesto da entidade durante o ano de

    2011. Todos os associados esto convidados.

    Residncia O Vitria Apart Hospital est oferecendo duas vagas para o

    curso de Residncia Mdica em Ortopedia e Traumatologia e

    uma vaga para o curso de Residncia em Coluna Vertebral.

    O formulrio para efetuar as inscries encontra-se no site

    www.vitoriaaparthospital.com.br. Para Ortopedia e Trauma-

    tologia o prazo at o dia 4 de janeiro. Para Coluna Ver-

    tebral as inscries esto abertas at o dia 20 de janeiro. O

    processo de seleo contar com provas escritas, prticas e

    anlise de currculo. O presidente da gesto de 2011 da SBOT-ES, Adelmo Re-

    zende Ferreira da Costa, confirmou que dar continuida-

    de s aulas do curso de reciclagem e preparatrio para o

    exame do Ttulo de Especialista em Ortopedia e Trauma-

    tologia (TEOT). Em 2010 foram 13 aulas preparatrias e a

    previso de que a quantidade e a qualidade das aulas

    continuem as mesmas. O curso para o TEOT voltado a

    mdicos ortopedistas interessados em obter o ttulo, bem

    como para especialistas que querem se atualizar e trocar

    experincias.

    termos mdicos

    traduzidos

    aulas para o teot

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    2010

    GilbeRtoEntrevista SBOT-ES

    MaltaleiteO desafio de aprender sempre mais.

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    Por que voc decidiu fazer o exame

    para obteno do TEOT depois de 32

    anos de profisso?

    Apesar de ter recebido com mritos o

    ttulo de especialista na dcada de 1990,

    juntamente com muitos outros colegas,

    pelos anos de experincia na especialidade,

    decidi, no ano passado, fazer a prova para

    me tornar um membro titular da SBOT com

    o TEOT. A deciso tambm foi estimulada

    pela conquista do ttulo pelo meu filho h

    dois anos.

    Como foi a sua preparao para a pro-

    va?

    Alm da boa vontade de enfrentar esse

    desafio, que no fcil, fiz um estudo te-

    rico de seis meses auxiliado pelo professor

    Nelson Elias, colega excepcional que me

    ajudou muito na preparao para o exame.

    Para quem est comeando agora no

    to difcil. Acredito que a prova terica seja

    menos complexa para os residentes do que

    para uma pessoa com 30 anos de experin-

    cia. Ao contrrio da prova prtica, que para

    mim, sem dvida, foi menos complexa.

    Qual a real importncia de ter o TEOT?

    Hoje, a exigncia para que voc tenha

    o titulo cada vez maior. Para se conve-

    niar a algum plano de sade, ser profes-

    sor universitrio, prestar servios em uma

    cooperativa e at participar da Sociedade,

    por exemplo, exigido o TEOT. Enfim, para

    desempenhar bem a sua profisso e ter co-

    locaes profissionais boas, o TEOT algo

    que voc definitivamente tem que ter.

    Voc passou por alguma dificuldade

    profissional por no ter o ttulo?

    Na minha poca no. Mas, hoje, eu

    acredito que um mdico recm-formado

    no conseguiria se posicionar profissional-

    mente no mercado de forma satisfatria

    sem o ttulo. Sem ele, o mdico no con-

    segue entrar numa cooperativa para pres-

    tar servios ao Governo, por exemplo. Com

    o ttulo, voc integrado na cooperativa

    num nvel igual a todos os outros, sem ne-

    nhuma discriminao.

    Quando eu comecei a me desenvolver

    na profisso senti um pouco de discrimina-

    o. Hoje, algumas sociedades, como a de

    quadril e a de joelho, no aceitam mem-

    bros que no tenham o TEOT.

    O fato de fazer o exame e ter passado

    j abriu novas portas para voc?

    No tantas porque minha vida profis-

    sional j bastante estvel. Mas se, por

    ventura, eu precisar entrar em alguma co-

    operativa ou outra instituio, o ttulo com

    Mdico por vocao, Gilberto Malta Leite formou-se

    em medicina na Universidade Federal do Esprito San-

    to (Ufes) em 1978. Contudo, a escolha pela ortopedia

    aconteceu bem antes de se formar, pois desde o segun-

    do ano do curso j vivenciava o dia-a-dia da especiali-

    dade fazendo imobilizaes com gesso, entre outros

    auxlios direcionados por seus professores. Especializa-

    es em cirurgia do quadril, joelho, artroscopia e em

    fixadores fazem parte do seu vasto currculo que tam-

    bm inclui servios prestados em alguns dos melhores

    hospitais do Esprito Santo e de Minas Gerais. Apesar

    de toda essa experincia angariada em trs dcadas de

    trabalho, Gilberto decidiu participar do exame para ob-

    teno do Ttulo de Especialista em Ortopedia e Trau-

    matologia (TEOT), em 2009. Nesta entrevista, Gilberto

    conta que buscou inspirao em seu filho, Joo Paulo

    Bezerra Leite, formado em medicina h sete anos e por-

    tador do ttulo h dois, para se preparar e participar de

    uma avaliao que possui um alto nvel de dificuldade.

    De extrema importncia para a especialidade e cada

    vez mais exigido como requisito, o ttulo acrescenta

    em credibilidade, conhecimento e responsabilidade.

    Entrevista SBOT-ES 7

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    J tivemos congressos brasileiros im-

    portantes por aqui, e os eventos com pro-

    fissionais de renome tornaram-se habitu-

    ais. Do ponto de vista tecnolgico, no

    devemos nada aos principais centros.

    Isso de certa forma tem a ver com a

    exigncia de mais estudos e capacita-

    es que o TEOT propicia?

    Eu no diria que tenha uma ligao

    direta com o TEOT. Acho que o desenvol-

    vimento tem muito a ver com a vinda de

    novos colegas com boa formao e de co-

    legas locais que quiseram crescer em suas

    reas, elevando o nvel de conhecimento

    tcnico que at ento a ortopedia capixa-

    ba no tinha.

    certeza ser exigido. Atualmente, fao

    parte do Comit ASAMI de Fixadores Ex-

    ternos e devo fazer parte da Sociedade de

    Quadril em breve.

    Qual a sua opinio sobre as iniciativas

    da Regional de promover aulas regu-

    lares que auxiliem profissionais a ob-

    terem o TEOT?

    Promover esse curso foi, sem dvida,

    um grande avano para a Sociedade. Para

    quem precisa ser estimulado a obter o t-

    tulo foi fundamental, pois traz grandes

    vantagens. Uma delas o fato de no pre-

    cisarmos sair de Vitria para nos preparar

    em outro centro, pois temos profissionais

    com capacidade tcnica para nos passar

    o que exigido na prova. Infelizmente,

    quando me preparei para o exame ainda

    no existiam essas aulas. Mas contei com

    a ajuda do professor Nelson Elias, mem-

    bro da Comisso de Ensino e Treinamento

    da SBOT-ES e hoje responsvel pelo curso,

    que me auxiliou por vontade prpria e

    pura bondade.

    Como voc analisa os avanos da or-

    topedia capixaba?

    Mudamos da gua para o vinho. At

    pouco tempo a ortopedia capixaba tinha

    pouca representatividade no cenrio na-

    cional. Agora, estamos praticamente in-

    seridos em todas as subespecialidades e

    nossos colegas esto muito bem desenvol-

    vidos em suas reas, alguns com destaque

    nacional.

    Para se conveniar a algum plano de sade, ser professor universitrio, prestar servios

    em uma cooperativa e at participar da Sociedade, por exemplo, exigido o TEOT

    O exame para obter o Ttulo de Especialista em Ortopedia e Trau-matologia (TEOT), mar-cado para os dias 13, 14 e 15 de janeiro de 2011, est em sua 40 edio. Durante o ano de 2010, a SBOT-ES promoveu 13 encontros minis-trados por experientes especialistas que abor-daram uma srie de te-mas ligado ao contedo programtico exigido na prova do TEOT. As aulas foram gratuitas e abertas a acadmicos, residentes e profissio-nais em atuao.

    Qual a mensagem que voc deixa

    para o profissional que acaba de ter-

    minar a residncia e que pretende fa-

    zer o exame?

    Primeiro quero deixar uma mensagem

    para os colegas mais antigos que no fize-

    ram a prova at hoje: tomem coragem e

    faam! Vale a pena, pois uma chance de

    aprendizado, uma experincia muito inte-

    ressante e bastante enriquecedora. Acho

    que a idade no prejudica em nada, des-

    de que a cabea esteja boa. Esse desafio,

    inclusive, at uma forma de exercit-la.

    E para os jovens: que estudem bastante!

    Porque no fcil; difcil. Mas tambm

    no impossvel, basta apenas que voc

    esteja disposto a enfrentar esse desafio.

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    10 Matria Especial

    a unio faz a foRa!A frase clich, mas foi a essa concluso que os mdicos ortopedistas chegaram no Dia do Ortopedista, data que foi comemorada com um importante Frum de Debates sobre Defesa Profissional.

    Neste ano, o Dia do Ortopedista teve um gostinho diferente para quem esteve no cerimonial Osis, em Vitria, no dia 19 de setembro. A data foi comemorada com um grande frum de debates entre os ortopedistas; representantes de pla-nos de sade, do Conselho Regional de Medicina do Esprito Santo (CRM-ES), da Associa-

    o Mdica do Esprito Santo (Ames) e do Ministrio Pblico do Esprito Santo (MPES).

    O evento foi uma extenso do I Frum Nacional de Defesa Profissional, realizado em

    todas as regionais pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) neste

    ano de 2010. O principal objetivo do debate foi levantar e discutir temas importantes

    para a classe mdica, como a melhoria dos honorrios, aspectos gerais da CBHPM e do

    TUSS, alm de discutir as responsabilidades da Associao Nacional de Sade (ANS) na

    regulamentao dos contratos com as prestadoras.

    O evento foi um sucesso e o debate extremamente importante para que colocsse-

    mos as dificuldades mais frequentes dos ortopedistas aos representantes das prestadoras

    que compareceram. Com isso, conseguimos grandes resultados, comemorou Alceuleir

    Cardoso, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia Regional do

    Esprito Santo (SOBT-ES).

    Alguns dos pontos altos do encontro foram as palestras ministradas pelos represen-

    tantes das entidades mdicas. Antnio Carlos de Resende, presidente da Ames, abordou

    o assunto CBHPM - O que ela trouxe de avano nos honorrios mdicos; o mdico

    Jorge Kriger, representante do CRM-ES, falou sobre a Contribuio do CRM-ES para

    melhoria nos honorrios; j o procurador geral de Justia do Estado, Alexandre Jos

    Guimares, falou sobre O papel do Ministrio Pblico na sade suplementar e seu

    reflexo nos honorrios mdicos. Walter Dalla Bernardina e Mrcio Oliveira Almeida, re-

    presentantes do Grupo So Bernardo Sade e Unimed Vitria, respectivamente, falaram

    sobre A Fatia do Bolo Como a ortopedia pode melhorar seus honorrios.

    Durante o encontro, os ortopedistas participaram ativamente expondo seus pontos

    de vista no que diz respeito aos valores de honorrios, contratos vigentes e seus possveis

    reajustes. Comentou-se tambm sobre as mudanas no novo Cdigo de tica Mdica,

    que entrou em vigor em abril deste ano. O procurador geral de Justia do Estado alertou

    para o equilbrio financeiro que deve haver entre as mensalidades cobradas pelos planos

    de sade, os servios prestados populao e os honorrios pagos aos mdicos. Nem

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    11Matria Especial

    os planos devem ter preos altos demais,

    para no prejudicar a populao, e nem os

    mdicos contratados podem ser vtimas de

    honorrios vis, enfatizou.

    Os representantes dos planos de sade

    explicaram que so muitos os fatores que

    os influenciam o aumento do valor dos ser-

    vios prestados. Fatores epidemiolgicos

    expectativa de vida e natalidade -, e de

    mercado como concorrncia e custos cres-

    centes -, so os mais importantes.

    O debate serviu para que os mdicos

    entendessem que a interao e o questio-

    namento so fundamentais para o cresci-

    mento da classe, pois s assim consegui-

    remos alguma mudana, argumentou o

    presidente da SBOT-ES, Alceuleir Cardoso

    de Souza. Para Hlio Barroso dos Reis, pre-

    sidente da Cooperativa dos Ortopedistas e

    Traumatologistas do Esprito Santo (COO-

    TES), ficou claro que os mdicos precisam

    de unio e conhecer mais as resolues da

    ANS, muitas delas no cumpridas por com-

    pradores de servio.

    Segundo Alceuleir, o Frum surtiu

    grandes efeitos. Muitos mdicos tm pro-

    curado a Sociedade para resolver proble-

    mas com os convnios locais. Por meio de

    reunies e debates estamos conseguindo

    solucion-los. Ele salienta ainda que qual-

    quer mdico que tenha algum problema

    em seu contrato deve se dirigir Sociedade

    e pedir ajuda. Iremos fazer o que estiver

    ao nosso alcance, garante Alceuleir.

    A comemoraoMas o Dia do Ortopedista no foi s

    para discutir assuntos de ordem profis-

    sional. Serviu tambm para reencontros e

    confraternizao entre os mdicos ortope-

    distas e seus familiares que compareceram

    ao Cerimonial Osis. Um delicioso almoo

    ao som do cantor Anfrsio Lima e sua banda

    deixou todos bem vontade e preparou o

    clima para um sorteio com muitos brindes

    que a CDI e a Farmcia Santa Lcia disponi-

    bilizaram para presentear os ortopedistas.

    As crianas, por sua vez, no foram es-

    quecidas e puderam aproveitar bastante

    o domingo regado a muitas brincadeiras,

    pipoca e algodo doce.

    1. Jorge Luiz Kriger

    2. Da esquerda pra direita: Walter Dalla Bernardina, Alexan-dre Jos Guimares, Hlio Barroso dos Reis, Antnio Carlos Paula de Resende, Jorge Luiz Kriger

    3. Alexandre Jos Gui-mares

    4. Da esquerda para a direita: Alceuleir Cardoso de Souza, Hlio Barroso dos Reis, Antnio Carlos Paula de Resende1

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    So vrios os motivos que tornam im-

    prescindvel a implantao de um servio

    organizado de ortopedia peditrica na

    rede hospitalar pblica do Esprito San-

    to. Mas a humanizao do atendimento

    mdico-hospitalar, que tem como base

    o respeito pelo ser humano, observando

    cada pessoa em sua individualidade e ne-

    cessidades especficas, o principal deles.

    por isso que a SBOT-ES e a Cooperativa dos

    Ortopedistas e Traumatologistas do Estado

    do Esprito Santo (COOTES) apresentaram

    recentemente, Secretaria de Estado de

    Sade (Sesa), um estudo completo sobre os

    benefcios que a criao de um servio de

    ortopedia peditrica geraria para milhares

    de pacientes da Grande Vitria e demais

    regies do Estado.

    Por abranger uma grande variabilidade

    de afeces e tipos de traumas que acome-

    tem crianas e adolescentes, a ortopedia

    peditrica considerada uma das mais am-

    plas das subespecialidades ortopdicas. H

    menos de uma dcada, todos os procedi-

    mentos referentes ortopedia peditrica

    eram realizados no Hospital Infantil Nossa

    Senhora da Glria (HINSG), em Vitria. Mas

    em 2002, o Hospital Infantil e Maternidade

    Alzir Bernardino Alves (HIMABA), em Vila

    Velha, foi inaugurado e passou a dividir

    com o HINSG as mesmas demandas. Mes-

    mo assim, os problemas no foram ameni-

    zados.

    Demanda crescente - Nos ltimos

    anos, o nmero de crianas e jovens com

    patologias de cunho ortopdico eletivas

    tm crescido e vm causando srios con-

    gestionamentos nas salas de urgncia e

    emergncia da rede pblica estadual. O

    HINSG, referncia para o tratamento de os-

    teognese imperfecta - doena de origem

    gentica que provoca fragilidade nos ossos

    -, conta hoje com um grande nmero de

    pacientes em acompanhamento que, por

    diversas vezes, necessitam de cirurgias cor-

    retivas. Entretanto, muitos desses pacien-

    tes acabam passando por situaes difceis

    por no terem um local adequado para o

    tipo de atendimento especializado que ne-

    cessitam.

    O presidente da COOTES, Hlio Barroso

    dos Reis, explica que esses pacientes tm

    uma melhora significativa de qualidade de

    vida e at recuperao total de suas defor-

    midades quando so tratados de maneira

    correta e em tempo adequado. Mas na

    maioria das vezes isso no acontece. Atu-

    almente, crianas e adolescentes, j debili-

    tados por suas patologias e que dependem

    do atendimento pblico para tratar de seus

    problemas, precisam disputar espao com

    pacientes com outros tipos de enfermida-

    des.

    Para piorar a situao, aqueles que

    no conseguem atendimento na rede p-

    blica hospitalar do Esprito Santo so en-

    caminhados para outros estados por meio

    da rede de Tratamento Fora de Domiclio

    (TFD). As conseqncias so as piores pos-

    sveis, pois essa situao causa um agra-

    vamento do estado dessas pessoas, levan-

    do-as a uma perda progressiva de vrias

    funes que as tornam incapacitadas. O

    resultando muito sofrimento e um nus

    social sem precedente, alerta o presidente

    da COOTES.

    A soluo que depende apenas de uma deciso

    O projeto de criao do servio de or-

    topedia peditrica entregue pela SBOT-ES

    e pela COOTES ao secretrio de Sade de

    Estado, Anselmo Tozi, aconteceu duran-

    te a inaugurao do novo pronto-socorro

    do Hospital Infantil e Maternidade Alzir

    Da esquerda para a direita: Francisley Gomes Barradas, Marcelo Resen-de, Alceuleir Cardoso de Souza, Hlio Barroso dos Reis, Stravos Natsoulis, Akel Nicolau Akel Jnior, Fabrcio Ciraco

    Por que ele necessrio?

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    Matria de Capa

    Bernardino Alves (HIMABA), no incio de

    dezembro. No primeiro semestre do ano

    o Governo do Estado investiu mais de R$

    1,6 milhes em melhorias na estrutura do

    hospital, e o seu atendimento de urgn-

    cia e emergncia passou a incluir servios

    de maternidade, pediatria, ortopedia e

    cirurgia peditrica. No novo pronto-socor-

    ro inaugurado, uma das novidades um

    amplo consultrio ortopdico com sala de

    gesso integrada para facilitar as imobiliza-

    es.

    Muitos ortopedistas ligados pedia-

    tria dizem que o HIMABA, com essa nova

    estrutura, tem condies de instalar um

    servio de ortopedia peditrica. O servi-

    o melhoraria sensivelmente a qualidade

    de atendimento, tanto para pacientes ele-

    tivos, pois eles seriam atendidos em am-

    bulatrios com consultas pr-agendadas,

    quanto para aqueles que necessitam de

    atendimento de urgncia, pois o fluxo do

    pronto-socorro seria mais bem direciona-

    do, disse Alceuleir Cardoso de Souza, pre-

    sidente da SBOT-ES.

    A Secretaria de Estado de Sade (Sesa)

    informou que j existe um planejamento

    que estuda a possibilidade de implantao

    de um servio de ortopedia peditrica. O

    ortopedista Antnio Carlos de Paula Re-

    sende, presidente da Associao Mdica

    do Estado do Esprito Santo e tambm co-

    ordenador do servio de ortopedia e trau-

    matologia do HINSG, espera que a implan-

    tao desse novo servio ocorra o mais

    breve possvel, pois a demanda de pacien-

    tes com patologias congnitas e no trau-

    mticas cresceu significativamente.

    Valentim Sipolati, pediatra que traba-

    lha h mais de trs dcadas no HINSG na

    enfermaria de ortopedia, acredita que a

    criao do servio no est muito longe

    de ser concretizada. No h dificuldades

    financeiras, de material ou profissional.

    Falta apenas uma deciso poltica. Espero

    que isso acontea o mais rpido possvel,

    pois triste ver crianas no podendo ir

    escola, deixando de praticar esportes, ou

    seja, no tendo qualidade de vida por no

    ter seus problemas clnicos corrigidos, de-

    sabafa.

    Humanizao o fato de poder pro-

    porcionar uma infncia normal a crianas

    que nunca puderam andar devido a pro-

    blemas ortopdicos um dos motivos pe-

    los quais muitos mdicos se apaixonarem

    pela ortopedia peditrica. Poder pro-

    porcionar essa felicidade a uma criana

    algo muito prazeroso e que no tem pre-

    o. Quando no conseguimos melhorar a

    qualidade de vida de uma criana, ficamos

    to frustrados quanto elas, diz Akel Ni-

    colal Akel Jnior, ortopedista que atua no

    HINSG h mais de 15 anos.

    A expectativa da SBOT-ES e da

    COOTES de que o servio de ortopedia

    peditrica seja criado ainda em 2011 para

    que a especialidade possa vislumbrar um

    horizonte cada vez mais qualificado e in-

    tegral de atendimento que atue no s

    na correo, mas tambm na preveno e

    proteo da integridade fsica das crianas

    e jovens capixabas.

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    Da esquerda para a direita: Cristina Abreu Arajo, diretora geral do HIMABA; Anselmo Dantas, subsecretrio de Gesto Hospitalar da SESA; Hlio Barroso dos Reis, presidente da COOTES; e Anselmo Tosi, secre-trio de Estado de Sade.

    Da esquerda para a direita: Alceuleir Cardoso de Souza, presidente da SBOT-ES; Jos

    Adalberto Dazzi, procurado de Justia; Hlio Barroso dos Reis, presidente da COOTES; e Mar-celo Rezende da Silva, segundo vice-presidente

    da SBOT-ES.

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  • Dicas SBOT-ES

    doiS tiMeS, onze joGadoReS de cada lado e uMa bola eSquiSitaO Futebol Americano, muito popular nos Estados Unidos, conquista cada vez mais adeptos no Brasil e no Esprito Santo. Conhea um pouco mais sobre esse esporte e sobre as leses que esto diretamente relacionadas a ele.

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    17Dicas SBOT-ES

    Fraturas, distenses musculares e con-cusses fazem parte da histria do futebol americano desde que o jogo foi inventado, em meados do sculo XIX,

    nos Estados Unidos. L ele o mais popular

    dos esportes, deixando para trs o baseball

    e o basquete. Esporte de grande impacto

    e praticado com uma srie de acessrios

    de proteo (veja ilustrao na pgina 18),

    apesar de algumas semelhanas com o rug-

    bi, o futebol americano possui regras e me-

    cnica de jogo bem diferentes que exigem

    muita fora fsica e habilidade.

    Embora os jogadores utilizem equipa-

    mentos protetores em campo, a taxa de

    acidentes oito vezes maior que a maioria

    dos principais esportes profissionais, in-

    cluindo hockey, baseball e automobilismo,

    segundo informou recente relatrio da Co-

    misso do Judicirio da Cmara dos Depu-

    tados dos Estados Unidos.

    No Brasil, o esporte comeou a ser pra-

    ticado h mais de uma dcada nas areias

    das praias do Rio de Janeiro, apenas de ca-

    misa, calo e protetor bucal, ou seja, nada

    de capacetes ou ombreiras de proteo

    rgidas. A partir da o esporte comeou a

    ganhar popularidade, principalmente nos

    ltimos anos com a transmisso dos jogos

    americanos em canais de televiso por as-

    sinatura.

    Adeptos foram surgindo no Pas inteiro

    e o futebol americano de campo, com toda

    a parafernlia de proteo, virou moda e

    surgiram vrias ligas e associaes. Aqui no

    Esprito Santo no poderia ser diferente. A

    Liga Esprito-Santense de Futebol America-

    no (LESFA) foi criada em maro deste ano

    e, com seus cinco times filiados, j realizou

    dois campeonatos estaduais (2009 e 2010).

    Oficialmente, o esporte comeou a

    criar adeptos no Estado a partir de 2004,

    quando dois irmos, Joo Rubens e Raony

    Rocio, fundaram o Vila Velha Trites, o pri-

    meiro time de futebol americano capixaba.

    Os Trites s se profissionalizaram em 2007

    e passaram a participar de vrios campeo-

    natos para os quais eram convidados - en-

    tre eles, Saquarema Bowl V, Carioca Bowl

    IX e o II Colibri Bowl -, conseguindo timas

    colocaes dentro e fora do Estado.

    Foi por meio do sucesso dos Trites

    que o esporte ganhou significativa popu-

    laridade no Esprito Santo. Ao conquistar

    bons resultados no campeonato brasileiro,

    a mdia capixaba passou a divulgar mais

    o esporte e pouco a pouco a torcida e o

    nmero de praticantes foi crescendo. Hoje,

    o nmero de praticantes no Estado, ape-

    nas em equipes oficiais, est em torno de

    300. O nmero de admirados, entretanto,

    maior. Em um jogo contra o Vasco da

    Gama Patriotas, na fase classificatria, a

    equipe do Trites chegou a reunir cerca de

    dois mil torcedores no estdio do Tupy, em

    Vila Velha, informou Bruno de Oliveira,

    assessor de comunicao da equipe.

    Hoje, o Esprito Santo pode se declarar

    a terra do futebol americano no Brasil, pois

    o time do Trites conquistou, no dia 11 de

    dezembro, em Santos (SP), o ttulo de cam-

    peo brasileiro no torneio Touchdown, ba-

    tendo o Vasco da Gama Patriotas (RJ) pelo

    placar de sete a zero, na Vila Belmiro.

    As lesesO tackle a principal jogada do

    futebol americano. nela que jogador o

    intercepta o avano do adversrio derru-

    bando-o ao cho. So nessas jogadas que

    acontecem as leses mais graves. Mas nada

    se compara s temidas concusses, uma

    breve perda da conscincia que acontece

    logo depois de um traumatismo craniano,

    que acontecem devido s pancadas de capa-

    cete com capacete.

    Ainda no foi feito nenhum estudo sobre

    o nmero de praticantes que j sofreram al-

    gum tipo de leso praticando o esporte aqui

    no Esprito Santo ou no Brasil. O ortopedis-

    ta Geraldo Lopes da Silveira - que tratou de

    muitos atletas de futebol americano quando

    fez sua especializao em medicina esportiva

    no Centro Esportivo Alabama Esporte e Me-

    dicina, nos Estados Unidos, em 1987 - acre-

    dita que com a popularizao do esporte

    os ortopedistas capixabas tero muito mais

    trabalho, pois a tendncia aumentar o

    nmero de leses relacionadas a tores de

    joelho, luxaes de ombro, cotovelo e leses

    ligamentares, que so bem comuns em quem

    pratica a modalidade.

    Em julho deste ano, o mdico Anderson

    De Nadai, ortopedista especializado em om-

    bro e cotovelo, realizou uma cirurgia por Ar-

    troscopia em um atleta brasileiro de futebol

    americano que pratica o esporte em New

    Jersey, pela escola Colts Neck Cougars High

    School. O atleta teve um ligamento rompi-

    do no ombro, que o mdico classificou como

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    uma leso labral postero-inferior trau-

    mtica, durante uma srie de treinos es-

    peciais. Segundo De Nadai, o diagnstico

    feito por mdicos americanos no apon-

    tava a leso, o que levou o rapaz a pro-

    curar novas respostas em sua terra natal.

    O atleta chegou ao meu consultrio por

    meio da indicao de um amigo que m-

    dico. Repetimos o exame de ressonncia

    com incidncias especficas e confirmamos

    a leso, explicou De Nadai. A cirurgia

    aconteceu aqui em Vitria e o paciente j

    se encontra nos Estados Unidos, onde cur-

    sa arquitetura. Apesar de estar com mo-

    bilidade normal do ombro, o atleta s ser

    liberado para esportes de contato a partir

    do sexto ms de cirurgia, completou o es-

    pecialista.

    Os tratamentos - Em geral, os trata-

    mentos para as leses do futebol ameri-

    cano so conservadores, feitos com imobi-

    lizao, fisioterapia e, s em ltimo caso,

    com cirurgia. O atleta sempre volta s

    suas atividades normais com recuperao

    total. Mas o tempo de recuperao pode

    variar de leso para leso, explica o espe-

    cialista Geraldo Lopes da Silveira.

    Traumas funcionais, como entorse de

    tornozelo, tambm so muito comuns, ex-

    plica o traumato-ortopedista e especialista

    em p e tornozelo, Felipe de Queiroz. Os

    atletas que aparecem no consultrio cos-

    tumam proteger mais os membros supe-

    riores, esquecendo de equipar as pernas,

    at pelo fato de o equipamento ser muito

    caro, contou Felipe.

    O assessor de comunicao do Trites

    concorda com o mdico Felipe Queiroz e

    diz que demorou muito tempo para que

    todos os membros do Trites pudessem

    competir devidamente equipados, por

    causa do preo dos equipamentos. Cada

    jogador gasta, no mnimo, R$1.200,00

    para estar devidamente equipado. Muitos

    times, inclusive, esto dando um tempo

    em suas atividades para conseguirem se

    equipar por completo e poder competir no

    campeonato estadual, comenta.

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    O Plasma Rico em Plaquetas (PRP) consiste na aplicao de fatores de crescimento celular, retirados do prprio paciente, diretamente no local

    da leso (msculo, cartilagem, tendes,

    ligamentos, articulaes e osso) por viso

    direta ou guiados atravs de ultra-sono-

    grafi a.

    As plaquetas possuem em seu interior

    grnulos repletos de fatores de crescimen-

    to e dentre os mais importantes esto o

    fator de crescimento derivado da plaqueta

    (PDGF), fator de cres-

    cimento transforma-

    dor tipo beta (TGF-)

    e fator endotelial de

    crescimento vascular

    (VEGF).

    Fatores de cresci-

    mento so polipept-

    dios, geralmente sin-

    tetizados por tecidos

    especfi cos e que atu-

    am como regulado-

    res locais da funo celular. Esses fatores

    de crescimento ligam-se a receptores de

    membrana na clula-alvo, ativando um

    processo intracelular que produzir prote-

    nas a serem utilizadas dentro da clula ou

    exportadas.

    As tecnologias existentes permitem o

    isolamento e concentrao de plaquetas

    do prprio paciente antes ou durante a

    cirurgia. O resultado um PRP autlogo,

    que contm uma mistura biologicamente

    ativa de fatores de crescimento sem a pos-

    sibilidade de uma resposta imune.

    A tcnica consiste, em primeiro lugar,

    na retirada de sangue venoso do prprio

    paciente. Depois disso, o sangue coloca-

    do em um recipiente especialmente proje-

    tado para esta fi nalidade e centrifugado

    a aproximadamente 1800 rpm de 12 a 15

    minutos. Aps isto, separado o compo-

    nente (PRP) para ser injetado no local da

    leso. Este processo possibilita uma rege-

    nerao tecidual idntica ao local onde ele

    foi implantado, possibilitando uma cura

    mais rpida da leso e um consequente

    retorno precoce s atividades esportivas

    ou laborais.

    A utilizao clnica do PRP vem cres-

    cendo consideravelmente, tendo sido apli-

    cado em diversas situaes: artroplastias

    de joelho (ATJ), artrose do joelho, recons-

    trues ligamentares, reparos tendneos,

    tratamento de leses de cartilagem e

    como substituto sseo.

    plaSMa Rico eM plaquetaS

    Artigo SBOT-ES

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    A composio do PRP varia de acordo

    com a tcnica de preparao utilizada.

    Apesar de todos os preparativos PRP con-

    terem um conjunto bsico de fatores de

    crescimento, a concentrao relativa de

    cada fator pode variar entre as prepara-

    es. Alm disso, as proteases presentes

    nas plaquetas podem degradar alguns dos

    fatores de crescimento que reduzem a dis-

    ponibilidade de fatores bioativos e altera a

    composio do PRP, alterando a sua efi c-

    cia clnica para aplicaes especfi cas.

    Isto tambm pode envolver a defi nio

    de um meio de garantir que uma deter-

    minada preparao de PRP seja biologi-

    camente ativa, por determinao do seu

    componente crtico, e desenvolver ensaios

    que possam prestar essa informao ao ci-

    rurgio em tempo hbil.

    Referncias:1. Rai B, Oest ME, Dupont KM, Ho KH, Teoh SH, Guld-berg RE: Combination of platelet-rich plasma with polyca-prolactone-tricalcium phosphate scaffolds for segmental bone defect repair. J Biomed Mater Res A 2007;81:888-899. Rai B, Oest ME, Dupont KM, Ho KH, Teoh SH, Guld-berg RE: Combinao de plasma rico em plaquetas com fosfato triclcico-policaprolactona andaimes para repa-rao de defeito sseo segmentar 81:888-899. J Biomed Mater Res Um 2007;.2. Sipe JB, Zhang J, Waits C, Skikne B, Garimella R, An-derson HC: Localization of bone morphogenetic proteins (BMPs)-2, -4, and -6 within megakaryocytes and platelets. Bone 2004;35:1316-1322. Sipe JB, Zhang J, C Waits, Skikne B, Garimella R, HC Anderson: Localizao das protenas sseas morfogenticas (BMPs) -2, -4 e -6 em megacarici-tos e plaquetas 35:1316-1322. Bone 2004;.3. Kark LR, Karp JM, Davies JE: Platelet releasate in-creases the proliferation and migration of bone marrow-derived cells cultured under osteogenic conditions. Clin Oral Implants Res 2006;17:321-327. Kark LR, Karp JM, JE Davies: aumenta releasate plaquetas a proliferao ea migrao de clulas sseas derivadas de medula cultiva-das sob condies osteognicas 17:321-327. Implantes Res Clin 2006;.4. Gruber R, Kandler B, Fischer MB, Watzek G: Osteoge-nic differentiation induced by bone morphogenetic pro-teins can be suppressed by platelet-released supernatant in vitro. Clin Oral Implants Res 2006;17:188-193. R Gruber, Kandler B, Fischer MB, Watzek G: diferenciao osteog-nica induzida por protenas morfogenticas do osso pode ser suprimida por plaquetas lanado sobrenadante in vi-tro 17:188-193. Implantes Res Clin 2006;.5. Ranly DM, McMillan J, Krause WF, Lohmann CH, Boyan BD, Schwartz Z: Platelet-rich plasma: A review of its components and use in bone repair, in Akay M (ed): Encyclopedia of Biomedical Engineering, vol 5. Ranly MS, J McMillan, Krause WF, Lohmann CH, Boyan BD, Schwartz Z: plasma rico em plaquetas: uma reviso de seus com-ponentes e sua utilizao na reparao ssea, em Akay M (ed):Encyclopedia of Biomedical Engineering, 5 vol. Hoboken, NJ: John Wiley & Sons, Inc., 2006, pp 2804-2815. Hoboken, New Jersey: John Wiley & Sons, Inc., 2006, pp 2804-2815.

    Jos Lorenzo SolinoOrtopedia-Cirurgia do Joelho

    Prof. Assistente de Ortopedia

    Universidade Federal do Esprito Santo

    Artigo SBOT-ES

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    Referncias bibliogrficas: 1. Circular aos Mdicos (bula) de FOSAMAX D (alendronato de sdio, MSD /colecalciferol). Laboratrio Merck Sharp & Dohme, So Paulo, 2010. 2. Black DM, Thompson DE, Bauer DC et al, for the FIT Research Group. Fracture risk reduction with alendronate in women with osteoporosis: the Fracture Intervention Trial. J Clin Endocrinol Metab. 2000;85(11):4118 -4124. 3. Black DM, Cummings SR, Karpf DB et al. Randomised trial of effect of alendronate on risk of fracture in women with existing vertebral fractures. Lancet. 1996;348:1535 -1541. 4. Black DM, Thompson DE. The effect of alendronate therapy on osteoporotic fracture in the vertebral fracture arm of the Fracture Intervention Trial. Int J Clin Pract Suppl. 1999;101:46 -50.

    FOSAMAX D* (alendronato de sdio, MSD/colecalciferol). INDICAO: indicado para o tratamento da osteoporose, para prevenir fraturas e para ajudar a garantir uma ingesto adequada de vitamina D em mulheres ps-menopusicas e em homens. CONTRAINDICAES: anormalidades do esfago que retardem o esvaziamento esofgico, tais como estenose ou acalsia; incapacidade de permanecer em p ou na posio sentada durante, no mnimo, 30 minutos; hipersensibilidade a qualquer componente do produto; hipocalcemia. ADVERTNCIAS: FOSAMAX D, assim como outros produtos que contenham bisfosfonato, pode causar irritao da mucosa do trato gastrintestinal superior. Em alguns casos, essas ocorrncias foram graves e requereram hospitalizao. Os pacientes devem ser instrudos a descontinuar o uso de FOSAMAX D e a procurar orientao mdica se apresentarem disfagia, odinofagia, dor retroesternal, pirose ou agravamento de pirose preexistente. Deve-se ter cautela ao administrar FOSAMAX D a pacientes com distrbios ativos do trato gastrintestinal superior. Os pacientes devem ser especialmente instrudos a no tomar FOSAMAX D noite, ao deitar, ou antes de se levantar. Os pacientes devem ser instrudos a interromper o uso de FOSAMAX D e a procurar um mdico se desenvolverem sintomas de doena esofagiana (tais como dificuldade ou dor ao engolir, dor retroesternal, pirose ou agravamento de pirose preexistente). Caso o paciente se esquea de tomar a dose semanal de FOSAMAX D, dever ser instrudo a tom-la na manh do dia seguinte em que se lembrou. FOSAMAX D no recomendado para pacientes com depurao da creatinina plasmtica

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    COMBINAO COM EXCELENTE PERFIL DE SEGURANA.1,2

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    Posologia indicada:

    Artrolive contraindicado em pacientes que apresentem hipersensibilidade a quaisquer componentes de sua frmula.4 recomendvel que pacientes diabticos monitorem seus nveis sanguneos de glicose mais frequentemente durante o tratamento com Artrolive.4

    Referncias Bibliogrficas: 1. Rich F, Bruyere O, Ethgen O, Cucherat M, Henrotin Y, Reginster JY. Structural and symptomatic efficacy of glucosamine and chondroitin in knee osteoarthritis: a comprehensive meta-analysis . Arch Intern Me d. 163(13):1514-22, 2003. 2. HUNGEFORD DS. Treating Osteoarthritis with Chondroprotective Agents. Disponvel em: . Acesso em: 29 Out 2004. 3. SEDA H & SEDA AC. Osteoartrite. In: MOREIRA, C. & CARVALHO, M.A.P. (Eds). Reumatologia-Diagnstico e tratamento. Rio de Janeiro: MEDSI, 2001. p. 289-307. 4. BULA DO PRODUTO. Artrolive (sulgato de glicosamina + sulfato de condroitina). MS 1.0573.0286. 5.

    Diminuio da dor1 Ajuda na recuperao da mobilidade articular.1

    glicosamina Estimula a sntese de proteoglicanos.3

    Efeito anti-inflamatrio.3

    glicosamina

    condroitina Estimula a sntese de hialuronato e proteoglicanos.3

    INFORMAES PARA PRESCRIO: ARTROLIVE. sulfato de glicosamina + sulfato de condroitina. MS 1.0573.0286. INDICAES: ARTROLIVE indicado para osteoartrite, osteoartrose ou artrose em todas as suas manifestaes. CONTRA-INDICAES: ARTROLIVE CONTRA-INDICADO EM PACIENTES QUE APRESENTEM HIPERSENSIBILIDADE A QUAISQUER DOS COMPONENTES DE SUA FRMULA; GRAVIDEZ E LACTAO. PRECAUES E ADVERTNCIAS: SO NECESSRIOS O DIAGNSTICO PRECISO E O ACOMPANHAMENTO CUIDADOSO DE PACIENTES COM SINTOMAS INDICATIVOS DE AFECO GASTRINTESTINAL, HISTRIA PREGRESSA DE LCERA GSTRICA OU INTESTINAL, DIABETES MELLITUS, OU A CONSTATAO DE DISTRBIOS DO SISTEMA HEMATOPOITICO OU DA COAGULAO SANGUNEA ASSIM COMO PORTADORES DE INSUFICINCIA DAS FUNES RENAL, HEPTICA OU CARDACA. SE OCORRER EVENTUALMENTE ULCERAO PPTICA OU SANGRAMENTO GASTRINTESTINAL EM PACIENTES SOB TRATAMENTO, A MEDICAO DEVER SER SUSPENSA IMEDIATAMENTE. DEVIDO INEXISTNCIA DE INFORMAES TOXICOLGICAS DURANTE O PERODO GESTACIONAL, ARTROLIVE NO EST INDICADO PARA SER UTILIZADO DURANTE A GRAVIDEZ. NO EXISTEM INFORMAES SOBRE A PASSAGEM DO MEDICAMENTO PARA O LEITE MATERNO SENDO DESACONSELHADO SEU USO NESSAS CONDIES E AS LACTANTES SOB TRATAMENTO NO DEVEM AMAMENTAR. PODE OCORRER FOTOSSENSIBILIZAO EM PACIENTES SUSCETVEIS, PORTANTO PACIENTES COM HISTRICO DE FOTOSSENSIBILIDADE A OUTROS MEDICAMENTOS DEVEM EVITAR SE EXPOR LUZ SOLAR. FORAM DESCRITOS NA LITERATURA, ALGUNS CASOS DE HIPERTENSO SISTLICA REVERSVEL, EM PACIENTES NO PREVIAMENTE HIPERTENSOS, NA VIGNCIA DO TRATAMENTO COM GLICOSAMINA E CONDROITINA. PORTANTO, A PRESSO ARTERIAL DEVE SER VERIFICADA PERIODICAMENTE DURANTE O TRATAMENTO COM ARTROLIVE. FORAM RELATADOS POUCOS CASOS DE PROTEINRIA LEVE E AUMENTO DA CREATINO-FOSFOQUINASE (CPK) DURANTE TRATAMENTO COM GLICOSAMINA E CONDROITINA, QUE VOLTARAM AOS NVEIS NORMAIS APS INTERRUPO DO TRATAMENTO. INTERAES MEDICAMENTOSAS: O tratamento concomitante com antiinflamatrios no-esteroidais pode incorrer no agravamento de reaes adversas do sistema gastrintestinal, sendo recomendado um acompanhamento mdico mais rigoroso nesses casos. Alguns autores da literatura mdica descrevem que o uso de glicosamina e condroitina pode incorrer em um aumento da resistncia insulina, porm, esses estudos foram realizados com doses muito superiores s indicadas na teraputica clnica normal e sua validade ainda discutida por vrios outros autores. Estudos recentes demonstraram que a associao condroitina e glicosamina, quando empregada em pacientes portadores de diabetes mellitus tipo II, no levou a alteraes no metabolismo da glicose. Os resultados destes estudos no podem ser extrapolados para pacientes com diabetes mellitus descompensado ou no-controlado. recomendvel que pacientes diabticos monitorem seus nveis sanguneos de glicose mais freqentemente durante o tratamento com ARTROLIVE. O uso concomitante de ARTROLIVE com os inibidores da topoisomerase II (etoposdeo, teniposdeo e doxorrubicina) deve ser evitado, uma vez que a glicosamina induziu resistncia in vitro a estes medicamentos em clulas humanas cancerosas de clon e de ovrio. O tratamento concomitante de ARTROLIVE com anticoagulantes como o acenocoumarol, dicumarol, heparina e varfarina, pode levar ao aumento das chances de sangramento, devido a alteraes nos valores de INR (International Normalized Ratio). H relato de um caso na literatura de potencializao do efeito da varfarina, com conseqente aumento dos valores sanguneos de INR. Portanto, o uso concomitante de ARTROLIVE com anticoagulantes orais deve levar em conta avaliaes rigorosas do INR. Reaes adversas: SISTEMA CARDIOVASCULAR: EDEMA PERIFRICO E TAQUICARDIA J FORAM RELATADOS COM O USO DA GLICOSAMINA, PORM NO FOI ESTABELECIDA UMA RELAO CAUSAL. FORAM DESCRITOS NA LITERATURA, ALGUNS CASOS DE HIPERTENSO SISTLICA REVERSVEL, EM PACIENTES NO PREVIAMENTE HIPERTENSOS, NA VIGNCIA DO TRATAMENTO COM GLICOSAMINA E CONDROITINA. PORTANTO, A PRESSO ARTERIAL DEVE SER VERIFICADA PERIODICAMENTE DURANTE O TRATAMENTO COM ARTROLIVE. SISTEMA NERVOSO CENTRAL: MENOS DE 1% DOS PACIENTES EM ESTUDOS CLNICOS APRESENTARAM CEFALIA, INSNIA E SONOLNCIA NA VIGNCIA DO TRATAMENTO COM A GLICOSAMINA. ENDCRINO-METABLICO: ESTUDOS RECENTES DEMONSTRARAM QUE A ASSOCIAO CONDROITINA E GLICOSAMINA, QUANDO EMPREGADA EM PACIENTES PORTADORES DE DIABETES MELLITUS TIPO II, NO LEVOU A ALTERAES NO METABOLISMO DA GLICOSE. OS RESULTADOS DESTES ESTUDOS NO PODEM SER EXTRAPOLADOS PARA PACIENTES COM DIABETES MELLITUS DESCOMPENSADO OU NO-CONTROLADO. RECOMENDVEL QUE PACIENTES DIABTICOS MONITOREM SEUS NVEIS SANGUNEOS DE GLICOSE MAIS FREQUENTEMENTE DURANTE O TRATAMENTO COM ARTROLIVE. GASTRINTESTINAL: NUSEA, DISPEPSIA, VMITO, DOR ABDOMINAL OU EPIGSTRICA, CONSTIPAO, DIARRIA, QUEIMAO E ANOREXIA TM SIDO RARAMENTE DESCRITOS NA LITERATURA NA VIGNCIA DE TRATAMENTO COM GLICOSAMINA E CONDROITINA. PELE: ERITEMA, PRURIDO, ERUPES CUTNEAS E OUTRAS MANIFESTAES ALRGICAS DE PELE FORAM REPORTADAS EM ENSAIOS CLNICOS COM GLICOSAMINA. PODE OCORRER FOTOSSENSIBILIZAO EM PACIENTES SUSCETVEIS, PORTANTO PACIENTES COM HISTRICO DE FOTOSSENSIBILIDADE A OUTROS MEDICAMENTOS DEVEM EVITAR SE EXPOR LUZ SOLAR. POSOLOGIA: Adultos: Recomenda-se iniciar a teraputica com a prescrio de 1 cpsula via oral 3 vezes ao dia. Como os efeitos do medicamento se iniciam em mdia aps a terceira semana de tratamento deve-se ter em mente que a continuidade e a no-interrupo do tratamento so fundamentais para se alcanar os benefcios analgsicos e de mobilidade articular. VENDA SOB PRESCRIO MDICA. MB 08 SAP 4056603(A) 03/10 - MB 08 SAP 4056801(D) 03/10 Agosto/2010

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