Revista 76

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  • 1000007795/2006-DR/BSB

    DEVOLUOGARANTIDA

    CORREIOS

    ImpressoEspecial

    CORREIOSSindMdico-DF

    1000007795/2006-DR/BSB

    rgo Informativo do Sindicato dos Mdicos do Distrito FederalBraslia - Ano XI - Julho-Agosto / 2009 - n 76SGAS 607 Centro Clnico Metrpolis Cobertura 01Asa Sul - Braslia/DF - CEP: 70.200-670

  • Os artigos assinados so de responsabilidade de seus autores

  • 3 Revista Mdico

  • Julho / Agosto 20094

    Sumrio

    22

    Vida MdicaCasais MdicosHarmonia na profisso

    25

    VinhosDr. Gil FbioVinho do Porto IV

    26

    LiterriasDr. Evaldo Alves de OliveiraESTUPIDEZ, Problema mdico?

    11

    JurdicoPrecatrioGDF estuda pagamento

    06

    EntrevistaDep. Estadual Raul Marcelo (PSOL/SP)CPI da Sade

    09

    FrumCFMSindMdico elege representantes

    15

    AconteceuAMHP - DFPalestra na LBV

    12

    CapaSade de lutoSES fracassa nas negociaes e mostra-se incompetente na gesto da sade pblica

    Sindicais

    16Mdico & vocAs principais solicitaes da categoria

    Presidente

    Dr. Marcos Gutemberg Fialho da Costa

    Dr. Gustavo de Arantes PereiraVice Presidente

    Secretrio GeralDr. Martinho Gonalves da Costa

    vago2 Secretrio

    Dr. Gil Fbio de Oliveira FreitasTesoureiro

    Dr. Luiz Gonzaga da Motta2 Tesoureiro

    Dr. Antnio Jos Francisco P. dos SantosDiretor Jurdico

    Dr. Jos Antnio Ribeiro FilhoDiretor de Inativos

    Dr. Olga Messias Alves de OliveiraDiretor de Ao Social

    Dr. Jomar Amorim FernandesDiretor de Relaes Intersindicais

    Dr. Lineu da Costa Arajo FilhoDiretor de Assuntos Acadmicos

    Dr. Adriana Domingues GrazianoDiretora de Imprensa e Divulgao

    Dr. Jair Evangelista da RochaDiretor Cultural

    Dr. Adriana Graziano, Dr. Antnio Jos, Dr. Gil Fbio Freitas, Dr. Gutemberg Fialho,

    Dr. Gustavo Arantes, Dr. Diogo Mendes, Dr. Osrio Rangel e Dr. Jos Antnio Ribeiro

    Filho.

    Conselho Editorial

    Alexandre Bandeira - RP: DF 01679JPEditor Executivo

    Elisabel Ferriche - RP: 686/05/36/DFJornalista

    Pedro Henrique Corra SarmentoDiagramao e Capa

    Strattegia Consulting Projeto Grfico e Editorao

    (61) 3447.9000Anncios

    6.000 exemplaresTiragem

    CTIS - Printing CenterGrfica

    Gustavo Lima e divulgaoFotos

    Centro Clnico MetrpolisSGAS 607, Cobertura 01, CEP: 70.200-670

    Tel.: (61) 3244.1998 Fax: (61) [email protected]

    www.sindmedico.com.br

    SindMdico/DF

    Dr. Antnio Geraldo, Dr. Cantdio, Dr. Cezar Neves, Dr. Dimas, Dr. Diogo Mendes, Dr.

    Mariangela Delgado, Dr. Olavo, Dr. Osrio, Dr. Tamura, Dr. Vicente, Dr. Tiago Neiva

    Diretores Adjuntos

    20

    RegionaisNovos delegados a servio dos mdicosPosse dos delegados sindicais

  • 5 Revista Mdico

    Editorial

    Mdicos e elefantes A experincia de domar elefantes no muito habitual por estas bandas de c do Atlntico, onde eles no existem em habitat natural ou original. Mas a histria que circula por a, roga que para manter um animal deste tamanho em cativeiro, basta acorrent-lo desde pequeno a uma tora. Assim, o mesmo cresce condicionado a no lutar contra a corrente. Quando grande, basta uma corda para mant-lo sobre domnio, mesmo que esta no esteja mais presa tora. Verdadeouno,ocasoumbomexemplodecondicionamentoepodertoeficaz,queaamarrasetornamais poderosa que o paquiderme, independente se com sua fora descomunal quando adulto, facilmente consiga arrebent-la. Neste aspecto, mdicos e elefantes tm muito em comum. Mdicos, como elefantes, so admirados pelas pessoas. No caso dos primeiros, isto ocorre por que dia-riamente dedicam o seu labor a salvar vidas ou no mnimo, fazer com que enfermos se sintam melhor. Mdicos tambm possuem um poder intrnseco natural, tanto que laboratrios investem em estudos e pessoas, para estar presentesnosreceituriosqueestesprofissionaisprescrevemaospacientes.Emsuaquasetotalidade,mdicosseformameaposentammdicos,porpaixoaumaprofissoqueemmuitoscasospassadepaiparafilho,damesmaforma como sobrenomes so herdados. Entretanto, existe sempre um domador querendo dominar o poder dos mdicos. Planos de sade acorren-tamdesdecedoosprofissionaiscomcontratosaviltanteseapromessadeganhoemescalaerepassamaomerca-do, a capacidade de oferecer uma rede de qualidade bem distribuda; empregadores vendem ao mdico a iluso de uma produtividade que se revela quase escravagista de fazer muito e receber pouco; e as escolas de Medicina cobramcaropeloacessoaoummercadodouradoecheiodeglamour.Enfim,hojeoquevemosumaelitequeseespecializou em domar mdicos e se tornar o dono do espetculo. Nem o governo local escapa deste desejo de manter uma cordinha amarrada ao p do mdico. Tanto que o GDF no mede esforos em negar categoria aquilo que foi acordado no ano passado, em recompor salrios e oferecermelhorescondiesdetrabalho.Afirmaquenotemdinheiro,ameaacolocarapopulaocontraacate-goriaeassimvoencurralandoodoutoremumcantosemsada.Eeste,porsuavez,ficanatentativadeencontrarsoluo para tudo, e por sua conta, risco e vontade, vai tentando dar soluo para os problemas que no so de sua responsabilidade. Estes grupos s se esquecem do instinto. Nunca se deve deixar um animal acuado e sem sada, pois assim, ele enfrenta seu opositor. Os mdicos esto em campanha salarial, capitaneados por este sindicato. Nossa misso, mais do que conseguir um reajuste nos vencimentos, o de libertar elefantes de suas cordas e mostrar a fora que uma manada pode ter contra todos aqueles que aprenderam a nos domar. O caos da sade pblica responsabilidade de um governo que claramente no d a ela a prioridade que merece. E a populao j sabe disso, tanto que reprova o governo e o governador nesta rea, ao mesmo tempo em que reconhece o trabalho que a categoria faz para manter o mnimo de dignidade para pacientes e familiares esque-cidos pelo GDF. S falta agora o mdico acreditar nisso e comparecer em peso para defender o que por direito seu: respeito, reconhecimento e verdade. E como j dissemos antes, mdicos e elefantes possuem muito em comum... a revoluo j comeou!

  • Julho / Agosto 20096

    Entrevista

    Por Elisabel Ferriche

    O deputado estadual por So Paulo, Raul Marcelo, foi eleito em 2006, pelo Partido Socialismo e Liber-dade (PSOL) com mais de 35 mil votos e cumpre seu primeiro mandato. Antes, foi eleito vereador em Sorocaba, por duas vezes, e atualmente o lder da bancada do partido na Assemblia Legislativa de So Paulo (Alesp). Nas eleies de 2008 foi can-didato a prefeito de Sorocaba pelo PSOL, obtendo 24.260 votos (7,95%). Formado em Processamento de Dados tendo cursado Letras na UNISO, conti-nua estudando e atualmente cursa Direito na Unip, em Sorocaba. Foi o sub-relator da CPI sobre a Re-munerao dos Servios Mdico-Hospitalares (que ficou conhecida como a CPI da Sade) na Alesp, que investigou tambm, a contratao de Organizaes Sociais para administrar os hospitais paulistas. A CPI desenvolveu seus trabalhos entre 22 de agosto de 2007 e 26 de junho de 2008. Em entrevista a Re-vista Mdico, o deputado Raul Marcelo falou o que a Alesp descobriu durante a CPI da Sade.

    Com as privatizaes, a situao da sade pblica no pas vai piorar

    Revista Mdico - Quais denncias levaram a instalao de uma CPI das OS na Assemblia Legislativa de So Paulo?

    Raul Marcelo - No foi uma CPI so-mente sobre as OS. A Comisso foi instalada para investigar a forma como o Estado de So Paulo remu-nera os servios mdico-hospitala-res. Foi constituda uma sub-relato-ria especificamente para analisar aatuao das Organizaes Sociais na rea de Sade, por sugesto de nosso mandato. Ao propormos essa inves-tigao mais minuciosa, partimos de diversas denncias, feitas por enti-dades sindicais e representantes da

    sociedade no Conselho Estadual de Sade. A privatizao dos servios, o descumprimento dos preceitos b-sicos do SUS e o repasse de milha-res de reais dos cofres pblicos para entidades ou empresas privadas so elementos combatidos h muitos anos pelo Movimento em Defesa da Sade Pblica em So Paulo. Antes mesmo do governo tucano aprovar a leique criouafiguradasOS, em1998.

    Revista Mdico Essas denncias foram investigadas?

    Raul Marcelo - J criada a sub-rela-toria, recebemos um dossi produzi-

    do pelo Sindicato dos Trabalhadores da Sade Pblica no Estado de So Paulo, que reforava tais denncias. Alm disso, realizamos visitas a sete dos 13 hospitais estaduais ento ad-ministrados por essas entidades. A amostra foi feita com base no fato de que uma mesma OS administra vrias unidades. E nas visitas veri-ficamos que o quadro realmente deplorvel.

    Revista Mdico - Aps as investiga-es qual foi a concluso da CPI da Sade?

    Raul Marcelo - Em todas as visitas, buscamos analisar a empresa con-

    fonte: ww

    w.raulm

    arcelo.com.br

  • 7 Revista Mdico

    Entrevista

    tratada para a gesto e seu quadro de funcionrios; o nmero de leitos programados e os efetivamente ati-vados, alm das especialidades exis-tentes; o sistema adotado para con-tratao das empresas terceirizadas e quais empresas desta modalidade atuam em cada hospital. Verifica-mos e apontamos em nosso relatrio o desrespeito legislao do con-trole social, a superexplorao dos trabalhadores que so obrigados a cumprir metas extenuantes , a imposio de uma dinmica de alta rotatividade nos procedimentos re-alizados, que leva a denncias inclusive de que seriam confe-ridas altas mdicas a usurios sem plenas condies de sade. O descontrole nos processos de terceirizao foi outro elemento levantado, em razo da existn-cia de sub-contrataes em v-rios nveis. H casos em que se perde de vista quem o respon-svel pela contratao de um determinado servio, porque a terceirizada contrata outra empresa, que subcontrata uma quinta, e por a vai. Esse sistema uma verdadeira draga de recursos pblicos.

    Revista Mdico Quanto custa as terceirizaes para o Estado de So Paulo