Revista Eletrônica Bragantina On Line - Maio/2014

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  • Edio n 31 Maio/2014 0

    Revista Eletrnica Bragantina On Line

    Discutindo ideias, construindo opinies!

    Nmero 31 Maio/2014

    Joanpolis/SP

  • Edio n 31 Maio/2014 1

    SUMRIO

    Nesta Edio:

    - EDITORIAL A educao o caminho .............................................................. Pgina 3;

    - EDUCAO AMBIENTAL Por uma educao de qualidade

    Por Flvio Roberto Chaddad ................................................................................... Pgina 4;

    - SADE EM FOCO Fatores que influenciam no aleitamento materno

    Por Juarez Coimbra Ormonde Junior .................................................................... Pgina 7;

    - LINHA DO TEMPO No permita

    Por Helen Kaline Pinheiro ..................................................................................... Pgina 10;

    - A ARTE DO TURISMO E DA HOTELARIA O turismo como agente desmistificador

    Por Leonardo Giovane ........................................................................................... Pgina 13;

    - SEGURANA DO TRABALHO Preveno no uso de fogos de artif cio

    Por Rildo Aparecido Fonseca ................................................................................ Pgina 15;

    - BIOLOGIA Saneamento ambiental em reas de mananciais

    Por Jennifer Leo dos Santos ................................................................................. Pgina 16;

    - TECNOLOGIA E REDES SOCIAIS O planeta movido internet escravo da tecnologia

    Por Conceio Marques ......................................................................................... Pgina 18;

    - O ANDARILHO DA SERRA Travessia da Chapada Diamantina (1 de 2)

    Por Susumu Yamaguchi ......................................................................................... Pgina 25;

    - VOZES DA HISTRIA O que nos diriam as outras vozes da histria?

    Por Luciana Pereira dos Reis ................................................................................. Pgina 29;

    - HISTRIA AMBIENTAL Porto alm-mar

    Por Diego de Toledo Lima da Silva ....................................................................... Pgina 32.

  • Edio n 31 Maio/2014 2

    REVISTA ELETRNICA BRAGANTINA ON LINE

    Uma publicao independente, com periodicidade mensal.

    Site:

    https://sites.google.com/site/revistabragantinaonline

    Facebook:

    https://www.facebook.com/RevistaBragantinaOnLine

    E-mail:

    [email protected]

    Nossas edies so publicadas na maior biblioteca on line do mundo:

    www.scribd.com

    https://sites.google.com/site/revistabragantinaonlinehttps://www.facebook.com/RevistaBragantinaOnLinemailto:[email protected]://www.scribd.com/
  • Edio n 31 Maio/2014 3

    EDITORIAL

    A EDUCAO O CA MI NHO

    Prezados leitores!

    Em meio a tantas discusses, promessas polticas e discursos afamados, questes

    como sade, segurana, meio ambiente, emprego, renda e educao afligem o cidado

    brasileiro.

    Quero aqui chamar ateno para a questo educacional, que o caminho para o

    desenvolvimento social, maior igualdade entre as pessoas e para o crescimento sustentvel

    deste pas.

    Uma educao verdadeiramente emancipadora, social e prtica, em que o professor

    seja valorizado e reconhecido como grande mestre da promoo do ensino. Claro que

    mudanas nas escolas e nos gabinetes onde so elaboradas as polticas pblicas do setor

    devem ocorrer de forma urgente, pois estamos num beco sem sada, sendo a educao o nico

    modelo capaz de demolir os muros da discrdia e das mazelas sociais.

    Questo para se pensar e discutir, num debate amplo, em que as famlias tambm

    assumam seu papel nesse processo. A Revista um espao democrtico, em que ideias so

    discutidas, construindo opinies. Assim a considero um veculo de comunicao educacional,

    com objetivo de contribuir para que ocorram as transformaes necessrias no Brasil!

    Diego de Toledo Lima da Silva Editor (16/05/2014)

    Uma boa leitura e no deixe de enviar sua opinio pelo e-mail

    ([email protected])!

    mailto:[email protected]
  • Edio n 31 Maio/2014 4

    EDUCAO AMBIENTAL

    Flvio Roberto Chaddad

    Graduado em Engenharia Agronmica e Cincias Biolgicas; Graduando em

    Filosofia; Especia lista em Educao Ambiental , Gesto da Educao Bsica e

    Gesto Ambiental; Mestre em Educao [Superior ] e Mestrando em Educao

    Escolar

    E-mail: [email protected]

    POR UMA EDUCAO DE QUALIDADE

    Em 27 de Novembro de 2009 escrevi um artigo em um jornal sobre a necessidade de

    se ter uma educao diversa e cidad. Hoje, passados quatro anos, retiro minhas crticas

    educao tradicional e compactuo com ela, mantendo o mesmo esprito de rebeldia de anos

    anteriores.

    Os reflexos de uma escola que tenta a todo custo ser diversa, dar a cada aluno um

    tratamento diferenciado, perdendo de vista a cultura humana, produzida h milnios, em troca

    de um saber que traz em si certo pragmatismo pois s dado ao aluno o que lhe interessa

    para a vida prtica, cotidiana.

    Uma escola que tenta a toda a prova diminuir a figura do professor, aceitando tudo o

    que o aluno produz, ou seja, em um movimento anticientfico, baseada, sobretudo, no

    construtivismo de Piaget e na Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire. Uma escola que tenta a

    todo custo no cobrar do aluno o que aprendeu e o passa a diante no faz e no tem mais

    sentido, a no ser de destruir seres humanos, jog-los para a barbrie e barbarizar a sociedade.

    Ou seja, est-se formando em nossa escola pblica, que deveria ser a grande mestra da

    sociedade uma gama de incapazes que nem ao menos sabem ler e interpretar um texto.

    Isto o reflexo da escolha de certas teorias pedaggica e de nossa aprovao

    automtica. Todos j sabem que a escolas pblicas ensinam a poucos, a aqueles querem

    aprender e que j tm uma base cultural em sua famlia. Os outros, que so a maioria, ficam

    no meio do caminho.

    No podemos deixar de lado que a nossa educao prepara o indivduo para o processo

  • Edio n 31 Maio/2014 5

    capitalista, que impem um ritmo alucinante aos sujeitos e, mais que isto, transforma os

    sujeitos em mercadorias, em objetos, pois eles se igualam aos objetos, ou seja, so o que tm

    em termos de mercadorias, o que podem comprar para ser nesta indstria de terror.

    Mas me perguntam: ser que isto no est certo? Ser que no h outra forma de

    pensar o mundo? Sim, eu digo, e esta forma de pensar o mundo est longe das amarras do

    capitalismo. Est fora das influncias da burguesia, que segundo vrios autores, muitos

    consagrados, como Adorno, Horkheimer, Marcuse e Benjamim, querem a todo preo difundir

    a cultura hegemnica, sem nenhuma contestao. A razo instrumental e o iluminismo s

    avessas, ou seja, a dialtica que est por trs do que se poderia chamar como a maior

    revoluo provocada pelos seres humanos, mas que foi expropriada pela burguesia e no lugar

    da razo apenas sobrou faceta demonaca do capitalismo. Isto que sobrou, pois a burguesia

    soube sim manipular e excluir grandes parcelas da populao de fatias crescentes do bolo

    monetrio - aconteceu desde a Revoluo Industrial.

    O sistema capitalista em si quer se tornar ideologicamente um sistema metafsico, sem

    nenhuma contestao. Para seus idelogos, ele no pode ser apropriado por uma razo, por

    um que programe um sistema poltico e econmico pela sociedade. Pelos tericos da

    educao neoliberal no h esta possibilidade.

    A razo, o conhecimento de gerir uma situao, no permitida pelo sistema. Pelo

    contrrio, o impondervel sempre uma constante em um sistema que foi materializado desde

    a aplicao funcional das molculas de Newton a sociedade feita por Locke. A razo em todos

    os aspectos negada e permanece o relativismo, como na poca dos Sofistas, ou seja, tudo a

    mesma coisa, o apreo pela verdade, pela aproximao da verdade aqui no necessria.

    Neste sistema, o professor um mero expectador, sem nenhuma validade, pois, de

    acordo com este pensamento, a razo, o cientificismo, oriundos do que mais sagrado no

    mundo o conhecimento so esquecidos. E onde entra a Pedagogia do Oprimido de Paulo

    Freire, que aparentemente revolucionria, do construtivismo, que em sua origem nunca foi

    uma teoria do aprendizado, apenas uma epistemologia, e da escola nova?

    Entra no sentido de que, estas pedagogias, no aceitam que algum ensine algum de

    algo, no aceitam que os educadores que tm o conhecimento cientfico passem este

    conhecimento para seus alunos. Freire diz que ningum educa ningum, que isto reproduz a

    relao entre opressor e oprimido. Ento no se deve ensinar. Para o construtivismo h fases

    de desenvolvimento do educando. Ele no aprende de forma alguma pela interveno de um

    bom professor. Ele s aprende quando estas fases se maturam em suas estruturas cognitivas.

    Para a Escola Nova, o importante a incluso, a que entra a diversidade. Muitas

    vezes, em uma atitude anticientfica, aceitam tudo que os alunos produzem, como se isto fosse

    correto. Na verdade, isto o mais puro relativismo, por isso digo que os sofistas habitam o

    presente: aceitam tudo - aquilo que e aquilo que no - no existe uma verdade. Ou seja,

  • Edio n 31 Maio/2014 6

    tudo menos o ensino do que h de mais sofisticado, mais desenvolvido na cultura humana.

    O ensino no Brasil, infelizmente, foi o reflexo destas teorias que em si no carregam