Revista On Health

Click here to load reader

Embed Size (px)

description

Revista feita no primeiro semestre de 2010. O tema era saúde com foco no combate ao ecstasy.

Transcript of Revista On Health

  • Ano 1 - 2010 - Edio n 1 - www.onhealth.com.br

    Os efeitos do ecstasy na Todos os efeitosque esta DROGApode causar no corpo humano

    Voluntrios annimos na luta contra as drogas - Pg. 19

    health nOs efeitos do ecstasy na sade

  • editorial

    O uso de drogas um fenmeno mundial que precisa ser discutido nacional einternacionalmente. Nada de tabu. Vamos falar sobre drogas.Para ns, da Revista Onhealth, uma das formas mais importantes de prevenir o uso de drogas a informao. preciso saber sobre os riscos do abuso dessas substncias. Poralterar o nvel de conscincia, o uso pode levar a prticas arriscadas, como sexosem preservativo ou compartilhamento de seringas e outros materiais que podemtransmitir doenas como o HIV/Aids e a hepatite. O uso de drogas lcitas ou ilcitaspode ampliar as vulnerabilidades pessoais. No trnsito, isso um risco sua vidae dos outros. Atos violentos tambm podem decorrer do abuso de substncias.

    Nesta edio, vamos falar sobre o ecstasy, uma substncia estimulante sinttica, comercializada em comprimidos e conhecida como a droga do amor. Causa euforia e hiperatividade, altera a percepo de tempo, diminui a sensao de sede e de medo e provoca alucinaes visuais. Pode causar ataques de pnico e at levar morte pelo aumento de temperatura corporal e desidratao.

    Esta publicao busca informar sobre os tipos de drogas, seus efeitos e como agem noorganismo. Use estas informaes de forma responsvel e lembre-se: uma vidasaudvel depende das suas escolhas.

    03 OnHealth - junho 2010

  • O que ecstasy? ____________05

    Histria do ecstasy___________07

    Tratamento_________________09

    Os efeitos do ecstasy na sude _10

    A qumica do ecstasy ________ 16

    Notcia ___________________17

    Voluntrios annimos________19

    04OnHealth - junho 2010

  • ?O que Ecstasy? O "xtase" ou metilenodioximetanfetamina (MDMA) um derivado sinttico da anfetamina que ganhou fama na dcada de 80, devido ao sensacionalismo com que alguns autores apregoaram seu uso teraputico, o que, inclusive, se reflete nos seus nomes populares. Tambm conhecido como ecstasy, XTC, E, Adam, MDM ou "droga do amor". Frases como: "a droga aproxima o amante de sua amada", "o pai do filho", "o terapeuta do paciente", "uma sesso com "xtase" equivale a um ano de psicoterapia" despertaram curiosidade sobre os efeitos da substncia e trouxeram lucro aos fabricantes e tambm aos terapeutas que utilizavam a droga em seus pacientes. No entanto, atualmente, a MDMA tem sido centro de debates, no pelo possvel benefcio como adjuvante em psicoterapia, mas pelo potencial de abuso e sua possibilidade para produzir efeitos neurotxicos. No incio da dcada de 90, foi classificada como uma droga proibida e sem uso clnico por rgos governamentais de inmeros pases, seguindo a orientao da Organizao Mundial de Sade.

    ? ???

    ??

    ?

    05 OnHealth - junho 2010

  • Seu uso produz elevao da auto-estima, simpatia e empatia, com sensao de proximidade e intimidade com as pessoas ao redor. A comunicao e a

    alucingenos ou psicodlicos, Nichols props o termo "entactgeno" para tentar definir o efeito de "entrar em contato consigo mesmo" aps o indivduo usar a droga, criando assim uma nova classe

    o desejo sexual na maioria dos indivduos que usam a droga. As pessoas que usaram para conhecer seus efeitos, conseguiram mais dificilmente o orgasmo, especialmente os homens4. O que parece ocorrer uma maior receptividade em relao aos aspectos sensuais, que no acompanhada pelo aumento do desejo de iniciar a atividade sexual4. No momento, portanto, a droga no classificvel como afrodisaca e a classificao como entactgeno no foi amplamente aceita.

    O "xtase" poderia ser classificado como um psicoestimulante,

    semelhana da cocana e das anfetaminas, tendo efeitos adversos agudos semelhantes a estas substncias. J na American Psychiatric Association (1995), o "xtase" foi agrupado com os alucingenos, provavelmente devido ao potencial de ocasionais alucinaes e "flashbacks", se usada em doses extremamente altas. Certamente, nos prximos anos uma melhor definio a respeito da classificao dever ser encontrada. O objetivo do presente trabalho foi compilar os conhecimentos sobre a droga, pois apesar de existirem revises bibliogrficas nacionais sobre o tema e internacionais percebe-se a necessidade

    de divulgar melhor as conseqncias do uso da MDMA.

    No Brasil, mais especificamente no Servio de Informaes Sobre Substncias Psicoativas do Estado do Rio Grande do Sul, o nmero de solicitaes de informaes feitas por pessoas desse Estado, em relao ao "xtase", cresce a cada dia, at devido divulgao de relatos de uso pela mdia e imprensa leiga. As solicitaes referem-se ao uso do "xtase" por adolescentes em noitadas em danceterias ou por adultos jovens brasileiros com experincia no exterior e que fazem o uso continuado do "xtase" em associao com outras drogas. possvel que

    ainda haja certa conteno do uso deste agente devido ao alto custo (em torno de R$ 30,00 por comprimido).

    ECSTASYO "xtase" foi agrupado com os alucingenos,

    provavelmente devido ao potencial de

    ocasionais alucinaes e "flashbacks"

    relao com as pessoas m e l h o r a m , produz-se um s e n t i m e n t o de euforia, a u m e n t o da energia e m o c i o n a l e fsica.

    Como os efeitos subjetivos da MDMA em humanos no so iguais aos produzidos pelo LSD e por no apresentar relao estrutura-atividade dos

    farmacolgica.Por outro lado, o uso do "xtase" em alguns crculos de consumidores sociais foi valorizado por uma suposta

    ao afrodisaca. Essa ao to alardeada de aumento da funo sexual, no entanto, no se comprovou; a MDMA no aumenta a excitao nem

    !06OnHealth - junho 2010

  • ECSTASYO "xtase", sintetizado e patenteado na Alemanha pela Merck, em 1914, com o intuito de ser um novo moderador do apetite, apesar de nunca ter sido comercializado, foi ignorado pela comunidade cientfica at 1970, quando se relatou que produzia "um estado controlvel de alterao da conscincia com harmonia sensual e emocional", sugerindo que poderia ser usada como auxiliar na psicoterapia.

    Devido a grande expanso do uso clandestino de "xtase", tambm tem aumentado o nmero de casos de toxicidade, decorrentes diretamente da droga ou de outras substncias misturadas ou vendidas como "xtase". Existe uma crena geral de que o uso da droga com fins recreativos no tem efeitos adversos graves. De fato, o uso de "xtase" est amplamente difundido e considerado, por muitos, como

    A utilizao como droga de uso

    recreacional comeou entre os estudantes norteamericanos,

    porm seu consumo vem aumentando

    gradativamente em outros pases.

    No incio dos anos 80, a MDMA tornou-se popular como droga recreacional. At 1985, a MDMA no era uma substncia controlada e era legalmente disponvel. Na mesma poca, a Drug Enforcement Administration (DEA), dos EUA, restringiu severamente o uso da MDMA

    colocando-a na lista de substncias proibidas e sem uso clnico. Foi classificada como a herona e o LSD devido ao seu uso freqente e s semelhanas qumicas e de efeitos clnicos com a MDMA, a qual produz degenerao serotonrgica no sistema nervoso central (SNC) .

    seguro. No entanto, existem vrios relatos cientficos confirmando o contrrio, ou seja, que o "xtase" no uma droga segura podendo, inclusive, ser fatal. uma droga de abuso e se deve prevenir mais fortemente o incio de uso por crianas e adolescentes.

    O "xtase" consumido por via oral em comprimidos redondos, de vrias cores e tamanhos, e em cpsulas gelatinosas, contendo 50-150 mg de substncia ativa ou em p, misturado a suco de frutas. Alguns indivduos j utilizaram a MDMA em p por via intra-

    um relato da histria

    07 OnHealth - junho 2010

  • nasal. As preparaes de rua so consideradas 90% puras. Algumas delas contm tambm a MDMA, cafena, LSD, anfetamina, metanfetamina, mistura de anfetaminas, paracetamol, ou ketamina (que tem efeitos alucingenos) e, ocasionalmente, outras substncias no identificadasw. Portanto, como no existe controle de qualidade no mercado de drogas ilcitas os consumidores precisam ser informados deste risco adicional. necessrio o esclarecimento das caractersticas das misturas de "xtase" no Brasil, atravs de anlises qumicas sistemticas, o que ainda no ocorre.

    So relatados trs padres de uso, quando se analisa a literatura internacional. Em sesses de psicoterapia, e atualmente, ocorre o uso recreacional em pequenos grupos ou em grandes grupos. Em sesses de psicoterapia, a dose prescrita era de 50 a 200 mg, em mdia, duas vezes por semana. Este uso desapareceu no momento em que a droga foi banida do receiturio. Quando usada recreacionalmente, a dose tpica de 70 a 150 mg (contida em uma

    ou duas cpsulas) e, algumas vezes, envolve doses de reforo de 50 a 100 mg. O intervalo de tempo entre as doses suplementares de 30 min. A motivao para a ingesto de doses suplementares parece ser a expectativa de aumento da intensidade da experincia.O uso recreacional do "xtase" mais freqente nos finais de semana, nos clubes de dana ou festas, onde multides danam vigorosamente. Geralmente estes locais so "agncias de drogas". No Hemisfrio Norte, algumas vezes esses locais esto preparados, na sua estrutura fsica, para atender o usurio do "xtase" no sentido de minimizar os riscos do uso da droga.

    Essa droga usada com um padro incomum s outras substncias. No uso recreacional h, freqentemente, um espaamento de duas a trs semanas entre as doses de drogas. A razo para este padro que os efeitos agradveis parecem diminuir, enquanto os efeitos "negativos" aumentam se a droga usada freqentemente e mais do que 5 doses. Nos anos 80 a maioria dos usurios relataram que usaram MDMA duas vezes no ms ou menos, com 10 ou menos experincias na vida. Mais recentemente o uso mais f