Sebenta eva serra

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INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DE COMPUTADORES
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    05-Jul-2015
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  • 1. INSTALAO E MANUTENO DECOMPUTADORES

2. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES1. CONCEITOS BSICOS SOBRE TECNOLOGIAS DA INFORMAO E COMUNICAO (TIC) 1.1. DEFINIO DE CONCEITOSINFORMTICA INFORMAO + AUTOMTICA INFORMTICATratamento da Informaopor meios automticosDispositivos Electrnicos ComputadoresSistemas InformticosA palavra Informtica tem origem na juno das palavras Informao e Automtica.Informtica significa, por isso, tratamento da informao por meios automticos.TECNOLOGIASAo longo dos tempos, o Homem criou meios, ou seja, dispositivos que o ajudassem a realizartarefas, principalmente as mais rotineiras e mais difceis.A tecnologia o estudo sistemtico dos processos tcnicos necessrios para a sua aplicaoprtica.As tecnologias esto presentes em todas as reas de actividades. O padeiro no faz po semrecorrer s tecnologias; o construtor no constri uma casa sem tecnologias; o electricista noverifica a instalao elctrica sem tecnologias.IMC-2- 3. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESTCNICASA tcnica o conjunto de meios e processos utilizados para obter um determinado resultadoprtico com base em conhecimentos cientficos. A tcnica a arte de chegar ao objectivo daforma mais acessvel e mais rpida.TECNOLOGIAS DA INFORMAOTecnologias da Informao designam processos de aquisio, anlise, controlo e transmissode informaes, baseados fundamentalmente em meios electrnicos, como computadores ousistemas informticos. Podero assim englobar a informtica, as telecomunicaes e amicroelectrnica. As tecnologias da informao esto relacionadas com a comunicao, poisambas partem de um princpio de troca de ideias, informaes e mensagens num determinadotempo e lugar.TECNOLOGIAS DA INFORMAO E COMUNICAO (TIC)Comunicar significa partilhar ideias, informaes e mensagens num determinado tempo e lugar.A comunicao tambm se aplica no uso de algumas novas tecnologias, tais como mquinas defax, cmaras de vdeo, leitores de CD, impressoras, computadores pessoais e telefones.Actualmente, no podemos deixar de referir a utilizao da Internet e, com ela, o conceito dealdeia global. 1.2. REAS DE APLICAO DAS TICBURTICABurtica a utilizao da informtica nos trabalhos de escritrio. um conjunto de tcnicas ede meios que visam automatizar os trabalhos de escritrio, com especial nfase no tratamento detexto, de imagem, base de dados, clculos e comunicao.1 - Burtica 4. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESROBTICAA Robtica o conjunto de tcnicas respeitantes ao funcionamento e utilizao de autmatos(robs) para a execuo de mltiplas tarefas, que podero em muitos casos substituir o Homem.Um autmato um computador adequado para ser utilizado em ambientes mais agrestes, como o caso da indstria.Exemplos de aplicao:Linha de montagem de uma fbrica de automveis;Engarrafamento de gua;Produo de iogurtes. 2 RobticaINFORMTICA INFORmao + autoMTICA = INFORMTICAA Informtica o conjunto de conhecimentos e tcnicas que dizem respeito ao processamentoautomatizado da informao, sendo aqui a informao entendida como dados relacionados entresi. Ou, de uma maneira mais simplificada, podemos dizer que a informtica entendida como otratamento da informao por meios automticos (computadores). 3 Informtica 5. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESDe um modo geral, e na perspectiva do utilizador, estes so alguns exemplos de tratamento deinformao: Processadores de texto (Word); Folhas de clculo (Excel); Sistemas de Gesto de Bases de Dados (Access); Programas de desenho, tratamento e animao de imagem (Photoshop); Geradores de pginas Web para a Internet (FrontPage, Flash); reas da Informtica Engenharia de hardware concepo e implementao dos componentes de hardware; Engenharia de software concepo e desenvolvimento de software; Manuteno; Utilizao dos sistemas informticos para fins pessoais, profissionaisProfissionais de Informtica Director informtico Engenheiro de sistemas Analista de sistemas Formador Programador Tcnico de manuteno Operador de sistema Operador de registo de dados TELEMTICAA Telemtica pode ser descrita como um conjunto de tcnicas e servios que interligam ainformtica s redes de telecomunicao. Atravs destes meios ser, por exemplo, possveltrabalhar distncia, ou seja, estar em casa a trabalhar para uma firma que se encontra a centenas 6. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESde quilmetros de distncia. Para isto, s ser necessrio um computador, telefone e ligao rede, permitindo deste modo a comunicao com a firma.4 TelemticaBIOMETRIAAtravs da biologia que aplica os mtodos estatsticos e o clculo de probabilidades ao estudodos seres vivos. 5 Biometria 1.3. A TECNOLOGIA NA EVOLUO DA HUMANIDADETendo apreendido a definio dos vrios conceitos apresentados, podemos concluir que atecnologia basicamente uma utilizao de ferramentas, energia e materiais que, na maioriadas vezes, tm como fim a produo. Desde os primrdios que os processos humanos para obterabrigo e alimento dependem de sistemas tecnolgicos algo complexos, que se foramdesenvolvendo ao longo dos tempos. Basta falar no impacto que teve o aparecimento doprimeiro papel ou a inveno da imprensa, da mquina a vapor, da electricidade ou do motor decombusto interna. Para alm destes acontecimentos, h, claro, muitos outros, bem maisrecentes, que promoveram o desenvolvimento nas comunicaes, na electrnica, na informtica e 7. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESnas indstrias nuclear e espacial. A evoluo da Humanidade est, assim, estritamenteinterligada com o avano das tecnologias.NA PR-HISTRIANa Pr-Histria, a nica energia disponvel dependia da fora muscular, que lentamente foiaumentada e at substituda por algumas ferramentas primitivas, como, por exemplo, a cunha oua alavanca. Os materiais usados para a construo destas e de outras ferramentas, bem como paraa construo de armas, foram ossos, chifres, conchas, pedras e madeira. J aqui era precisaalguma tcnica para manusear as ferramentas. Existiam tambm os metais, mas estes eram raros emuitas vezes difceis de obter, embora j estivessem em uso algumas formas de bronze desde6000 a.C. e de ferro desde 1000 a.C. A aplicabilidade e o uso destas ferramentas contriburam emlarga escala para a evoluo da espcie humana.A Pr-Histria pode ser dividida em trs fases de desenvolvimento: Idade da Pedra; Idade do Bronze; Idade do Ferro.Na Idade da Pedra, como o prprio nome indica, predominava a pedra no fabrico de ferramentaspara uso na agricultura, olaria, caa e defesa pessoal. Embora j se conhecesse e usasse o fogo hmais de 40 000 anos, muitas destas ferramentas eram lascadas, para poderem ser teis natecelagem e na construo de abrigos, que protegiam os primeiros seres humanos dos rigorososInvernos. O outro grande passo na histria da tecnologia foi o controlo do fogo, que permitiu acozedura do barro e, desta forma, o desenvolvimento da olaria, que por sua vez foi crucial para aposterior refinao do metal. O uso de ferramentas pode ser observado em muitas espcies doreino animal, mas a capacidade de fabricar utenslios para criar outros objectos distingue oshumanos de todos os restantes animais.Na Idade do Bronze, a pedra e os ossos foram largamente substitudos pelo bronze e o cobreque, bem trabalhados, eram usados para utenslios variados e armas. Assim surgiram as primeirasindstrias especializadas: a minerao e a metalurgia. Nesta altura, comearam a surgir asprimeiras cidades e vilas (feitas de pedra). Com ferramentas deste tipo, a roda no tardou a serinventada e com ela os transportes e o comrcio conheceram uma revoluo. 8. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESNa Idade do Ferro, aplicava-se o ferro no fabrico de ferramentas e armas. No entanto, o bronzecontinuava a ser um metal muito usado, pois o ferro era considerado menos resistente. Com odesenvolvimento das tcnicas metalrgicas, o ferro foi endurecido (por liga), atravs da adio decarbono, e s a, por volta do ano 1000 a.C., que substituiu o bronze no fabrico de ferramentase armas.O ser humano soube assim, desde o incio, usar o que existia em seu redor para criar meios edispositivos que o ajudassem a realizar tarefas e a tornar-lhe a vida mais fcil e mais confortvel.A isto poder-se- chamar tecnologia primitiva. O ser humano estudo os processos tcnicosnecessrios para as aplicaes prticas pretendidas.NO APARECIMENTO DA ESCRITAA escrita um mtodo de intercomunicao humana por meio demarcas visuais arbitrrias, que formam um sistema. Sempre existiu anecessidade de comunicar, seja verbalmente, gestualmente, pelatcnica do fumo ou tambores ou pela escrita (atravs de hierglifos,desenhos, letras, etc.) e desde o incio da escrita, que tem mais de5000 anos, os meios de comunicao permitiram o viajar dasmensagens atravs da distncia e do tempo. Durante centenas deanos, as notcias e os acontecimentos eram apenas transmitidos deboca em boca e, posteriormente, escritos mo com todo o 6 - Oficina de Artes Grficas Antigacuidado, num processo laborioso e muito dispendioso. No entanto,esta tcnica tinha de ser melhorada e tornada mais acessvel a um maior leque de pessoas.O surgimento do papel, vindo da China para a Europa, deu aos mercados europeus uma formaprtica e menos dispendiosa de manter o registo das suas viagens. No entanto, at por volta de1400, todos os documento na Europa eram escritos mo. Com a crescente necessidade deproduzir e copiar textos, a descoberta da imprensa veio revolucionar a sociedade. Uma vezdesenvolvida, a impresso de documentos espalhou-se e comeou a substituir os textosmanuscritos, proporcionando um crescendo de documentos disponveis e mais acessveis. Osdocumentos (livros, jornais, panfletos, etc.) eram impressos em vrias lnguas, tornando-se cadavez mais apelativos a um grupo mais alargado da sociedade. Com o aumento da produo dedocumentos escritos e o seu baixo custo de aquisio, mais pessoas aprenderam a ler. Destaforma a vida intelectual deixou de ser domnio exclusivo do clero ou da corte e a literatura passoua ser uma necessidade da existncia humana, indispensvel at hoje. 9. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESNO DESENVOLVIMENTO DE SUPORTES DE INFORMAODurante milhares de anos, a informao qualificada era circunscrita e local, com mecanismos dedifuso controlados e os destinatrios constitudos por elites bem delimitadas. Ao longo dossculos, as vrias sociedades organizaram-se em torno da informao que ia sendo manipulada aosabor do poder dominante, que controlava os mecanismos da informao de acordo com os seusinteresses.As transformaes tecnolgicas dos ltimos cinco sculos nomeadamente a inveno daimprensa, a inveno do telgrafo e, baseado nele, o desenvolvimento de telefone, a difuso dardio e da televiso e, por fim, a propagao do computador a grande parte dos lares mundiais (e,com ele, o uso da Internet) - vieram revolucionar ainformao e, consequentemente, a sua relao coma sociedade. O desenvolvimento destas invenespermitiu importantes inovaes tecnolgicas edescobertas cientficas. A informao passou adominar a vida as comunidades e com a facilidadede enviar informao instantnea atravs do espaoa qualquer hora e lugar, sem fios ou outro meiovisvel, a massificao da informao estavagarantida.As tecnologias da comunicaotransformaram o mundo em que vivemos, levandoideias e novidades aos cantos mais remotos donosso planeta e influenciando tudo, desde a moda lngua, ao incio e queda de sistemas polticos. 7 - InternetSurge, ento, o conceito de sociedade ou aldeia global, onde possvel produzir e distribuirinformao a consumidores em qualquer lugar do Mundo, independentemente da sua condioeconmica, poltica e/ou social.NA REVOLUO INDUSTRIALA revoluo Industrial comeou na Gr-Bretanha, na segunda metade do sculo XVIII, e deveu-se a uma sbita acelerao do desenvolvimento tcnico e econmico daquele pas. A RevoluoIndustrial avanou, no sculo XIX, para outros pases europeus e implicou imensas mudanas navida econmica, poltica e social. Estes pases passaram, num curto espao de tempo, de 10. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESsociedades agrcolas para sociedades industrializadas. Esta transformao originou assim umaevoluo nos regimes de produo, passando da manufactura para a maquinofactura, com odesenvolvimento de todas as tecnologias necessrias. Ao mesmo tempo que as indstrias caseirasiam sendo substitudas pelo sistema de fbricas, novos mtodos de organizao do trabalho iamsendo utilizados, trazendo consigoaespecializao e diviso do trabalho. Dosavanos tcnicos e cientficos registados,destacam-se a mquinaa vapor,deNewcomen (1705) que, na segunda metadedo sculo, foi melhorada por James Watt, eo tear mecnico de Cartwright (na segundametade do sculo XVIII).No nos podemos esquecer tambm dosavanos cientficos e tcnicos realizadoscom a electricidade e, consequentemente o 8 - Mquina a vapor de Newcomenaparecimento do dnamo, em 1831, que possibilitou a acessibilidade em grandes quantidades daelectricidade para uso humano. Uma vez criada, a electricidade s necessitaria de um sistema decabos e transformadores para chegar s casas, fbricas e escritrios. Foram inovaes etecnologias deste carcter que geraram a indstria e possibilitaram avanos em outras reasprodutivas. O avio, o automvel, e at mesmo o fogueto so baseados na ideia de obtergrandes quantidades de propulso queimando combustvel (combusto interna). Os sistemas detransporte foram igualmente revolucionados no s pela introduo dos primeiros comboios avapor, como tambm pela construo de uma rede de canais e pela construo de melhoresestradas e de milhares de quilmetros de caminhos-de-ferro. A economia dos pases queenveredaram por uma industrializao nunca mais deixar de depender da indstria e de todas asalteraes que ela originou, afectando todas as estruturas da sociedade: a cultura, a poltica, aeconomia, a mentalidade, o ensino, o quotidiano, o trabalho.NAS GRANDES GUERRAS MUNDIAISA Primeira Guerra Mundial e a Grande Depresso nos ano 30 foraram uma nova avaliao destarpida exploso tecnolgica. O desenvolvimento de submarinos, metralhadoras, navios de guerrae armas qumicas tornou claro o lado negro e destrutivo do progresso tecnolgico. Depois, aSegunda Guerra Mundial trouxe o aperfeioamento da arma e o desenvolvimento desta 11. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADOREStecnologia, que desde ento se tornou na maior ameaa mundial: a bomba atmica. Os lderes dasgrandes potncias mundiais tendem a acreditar que a obteno de armas modernas e de novastecnologias lhes ir proporcionar mais poder e prestgio. Outro fruto tecnolgico da SegundaGuerra Mundial, que ainda est a provocar efeitos profundos na sociedade, o desenvolvimentode computadores e de rdios e a crescente tendncia para a miniaturizao (microprocessadores).Os primeiros verdadeiros processadores electrnicos, bem como as primeiras memriaselectrnicas, foram construdos por John Vincent Atanasoff, em 1939, nos Estados Unidos;depois, os primeiros computadores electrnicos querealmente funcionavam como tal (uma srie de dez,chamada Colossus) foram construdos pelos ServiosSecretos Britnicos durante a Segunda Guerra Mundial,para ajudar os britnicos a quebrarem o cdigo militarsecreto alemo. Como base terica aos computadoresdigitais surgidos nos anos 40 serviu a chamada Mquina9 - Mquina de Turingde Turing, inventada por Alan Turing, um pioneiro do computador moderno que, desde o incio,pretendia provar a inteligncia artificial, ou seja, provar que um computador tambm capaz depensar.NA CINCIA E NA SOCIEDADE ACTUALTanto a cincia como a tecnologia implicam um processo de reflexo e ambas esto preocupadascom as relaes causais no mundo material, empregando uma metodologia experimental queresulta em demonstraes empricas que podem ser comprovadas atravs da repetio. Noentanto, a maioria das grandes mudanas na civilizao industrial no teve origem noslaboratrios. Ferramentas fundamentais e processos no campo da mecnica, qumica, astronomia,metalurgia e hidrulica foram desenvolvidos antes de terem sido descobertas as leis queregulamentam as suas funes.Desde os anos 70 que os computadores pessoais transformaram os negcios mundiais, aeducao e o lazer. As pessoas usam os computadores para fazerem literalmente tudo o queprojectam e imaginam. Numa cultura de informao total, todo o facto susceptvel de partilha escala mundial. A sociedade actual encontra-se num infinito oceano de informao, numarevoluo digital que permite armazenar e transmitir qualquer tipo e tamanho d informao paraqualquer ponto do planeta, a qualquer altura, e at mesmo em tempo real. Com a reduodrstica no preo das comunicaes e uma acessibilidade cada vez maior a um nmero sempre 12. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADOREScrescente de consumidores, surge com grande mpeto uma nova realidade nos meios decomunicao com a Internet, a televiso por cabo e os satlites, entre muitos outros.Se a primeira revoluo (com a inveno da escrita) foi o comeo das tecnologias de informao,a segunda (com a inveno da imprensa) permitiu a massificao e a terceira, que estamos a viverneste momento (com a inveno do computador), permite a globalizao e, consequentemente, acriao de uma nova sociedade: a sociedade da informao. 13. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES2. DADOS E INFORMAOEm Informtica, os dois termos dados e informao so frequentemente utilizados com omesmo significado. No entanto, convm ter a noo da distino entre estes dois termos:DADOS So representaes codificadas de factos ou eventos, objectos e pessoas ou outrostipos de entidades. Essas representaes codificadas podem ser palavras, nmeros ou outrostipos de cdigos ou smbolos.INFORMAO Diz respeito a um conjunto de dados articulados entre si de modo a assumiremum certo significado e a poderem traduzir-se em conhecimento para os seres humanos.De uma forma simplificada, podemos dizer que a informao constituda por dadosorganizados com algum significado para ns, seres humanos; enquanto, por outro lado, os dados,por si s, podem no ter qualquer significado.DADOS EXEMPLOSINFORMAOEXEMPLOSCaracteresCMP Palavras articuladas em frases O Joo comprouumPalavrasJooMensagens,notcias, computadorComputadorconhecimentosAlgarismos5 Valores numricos relativos a 5 caixas de CDs a 5 cada;Nmeros 1100quantidade de produtos, preos, Total 255500datas, etc.PontosImagensLinhasSmbolosFormasFotografiasIlustraesDocumentos, Etc.2.1. CARACTERSTICAS DA BOA INFORMAOQuando se aborda a questo da informao costume falar-se das caractersticas da boainformao; entre essas caractersticas podemos destacar as seguintes: 14. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES EXACTIDO,FIABILIDADE, RIGOR ou seja, o grau de correspondncia entre a informao e a realidade a que ela se refere; CLAREZA, COMPREENSIBILIDADE a forma como a informao apresentada: se apresentada de forma que seja facilmente compreendida ou se, por outro lado, complexa ou confusa; PERTINNCIA o grau em que a informao se refere ou no a algo com interesse para o contexto em que se est a analisar; OPORTUNIDADE tem a ver com o tempo ou o momento em que a informao disponibilizada; ACESSIBILIDADE refere-se facilidade ou dificuldade com que a informao pode ser disponibilizada, acedida ou obtida.2.2. TIPOS DE INFORMAOOs tipos de informao a que se pode ter acesso atravs de um computador so: Em forma de texto, grficos (imagens grficas), animaes e ficheiros digitais de media (sons, vdeo e realidade virtual).A informao a que depois se tem acesso poder ser: Uma INFORMAO DIRECTA: a que se estabelece entre duas pessoas (emissor e receptor) ou entre uma pessoa (emissor) e um grupo (receptor). Exemplos: conferncia, conversao interpessoal; Uma INFORMAO ESCRITA: a que se estabelece entre pessoas ou grupos atravs de um meio de comunicao escrita. Pode ser directa (e-mail, fax) ou indirecta (imprensa, Internet); Uma INFORMAO ICNICA: a que se serve de imagens (fixas ou em movimento) para a emisso de mensagens; Uma INFORMAO DE MASSAS: forma de comunicao dirigida a uma ampla faixa de pblico annimo, disperso e heterogneo, atingindo simultaneamente uma grande audincia, graas utilizao dos meios de comunicao de massa (Internet, televiso, rdio, jornal); Ou uma INFORMAO MLTIPLA: tipo de informao directa que se dirige, por escrito, a uma pluralidade de receptores indiferenciados (uma circular, aviso de vrus). 15. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES3. SISTEMAS DE NUMERAO Como sabes, no nosso dia-a-dia, utilizamos o Sistema de Numerao Decimal. Mas, sabes porque tem o nome de decimal? Pois bem, porque usa um conjunto de dez algarismos diferentes, a saber: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. o n. 10, por exemplo, a combinao do algarismo 0 com o algarismo 1.3.1. SISTEMA DE NUMERAO BINRIOOs computadores utilizam um sistema um pouco diferente, de nome Binrio. binrio poisutiliza apenas dois algarismos: 0 e 1.No te podes esquecer que os computadores funcionam com impulsos elctricos. Assim, 0 indicaque no existe corrente e 1 que existe corrente.Exemplo:101(2) 101 (10)Para indicar que est na base binria.Como podemos saber o equivalente de 101(2) no sistema de numerao decimal?2 1 01 0 1 (2) = 1 x 20 + 0 x 21 + 1 x 22NOTA:No te esqueas que qualquer nmero elevado a 0 sempre igual a 1, logo 20=1;Qualquer nmero multiplicado por 0 d 0, pois 0 o elemento absorvente damultiplicao;23 2 x 323 = 2 x 2 x 2 = 8Qualquer nmero elevado a 1 o prprio nmero.Assim:2 1 01 0 1 (2) = 1 x 20 + 0 x 21 + 1 x 22 16. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES=1x1+0x2+1x4=1+0+4= 5 (10)Desta forma conclumos que 5 na base decimal equivale a 101 na base binria e aprendemos aconverter nmeros na base binria para a base decimal.No te esqueas nunca de indicar a base de numerao em que ests a trabalhar. Por exemplo, 10no sistema decimal no tem o mesmo valor que 10 no sistema binrio.1 0 1 0 (2) = 0 x 20 + 1 x 21=0x1+1x2=0+2= 2 (10)Se no disseres a base em que ests a trabalhar, podes induzir em erro quem est a trabalhar comesses valores.TABELA DE CONVERSO BINRIO / DECIMALBINRIODECIMAL00000000110010200113010040101501106011171000810019 17. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES3.2. SISTEMA DE NUMERAO OCTALComo o prprio nome indica, este sistema de numerao utiliza 8 dgitos diferentes, a saber: 0, 1,2, 3, 4, 5, 6 e 7.Exemplo: 101 (2) 101 (10) 101 (8) 2 1 0 1 0 1 (2) = 1 x 20 + 0 x 21 + 1 x 22 =1x1+0x2+1x4 =1+0+4 = 5 (10) 2 1 0 1 0 1 (8) = 1 x 80 + 0 x 81 + 1 x 82 = 1 x 1 + 0 x 8 + 1 x 64 = 1 + 0 + 64 = 65 (10)TABELA DE CONVERSO BINRIO / DECIMAL/HEXADECIMALBINRIO DECIMAL OCTAL 00000 0 00011 1 00102 2 00113 3 01004 4 01015 5 01106 6 01117 7 18. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 3.3. SISTEMA DE NUMERAO HEXADECIMALComo o prprio nome indica, este sistema de numerao utiliza 16 dgitos diferentes, mas estesno so apenas nmeros. Este sistema de numerao utiliza tambm letras. O nmero 10equivale letra A, o nmero 11 equivale letra B, e assim por diante, at letra F (que equivaleao nmero 15).Exemplo: 101 (2) 101 (10) 101 (8) 101 (16) 2 1 0 1 0 1 (2) = 1 x 20 + 0 x 21 + 1 x 22 =1x1+0x2+1x4 =1+0+4 = 5 (10) 2 1 0 1 0 1 (8) = 1 x 80 + 0 x 81 + 1 x 82 = 1 x 1 + 0 x 8 + 1 x 64 = 1 + 0 + 64 = 65 (10) 2 1 0 1 0 1 (16) = 1 x 160 + 0 x 161 + 1 x 162 = 1 x 1 + 0 x 8 + 1 x 256 = 1 + 0 +256 = 257 (10) 2 1 0 1 0 A (16) = 1 x 160 + 0 x 161 + 10 x 162 = 1 x 1 + 0 x 8 + 1 x 2560 = 1 + 0 +2560 = 2561 (16) 19. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESTABELA DE CONVERSO BINRIO / DECIMAL/HEXADECIMALBINRIODECIMALHEXADECIMAL0000 0 00001 1 10010 2 20011 3 30100 4 40101 5 50110 6 60111 7 71000 8 81001 9 91010 --A1011 --B1100 --C1101 --D1110 --E1111 --F3.4. CONVERSO DO SISTEMA DECIMAL PARA O SISTEMA BINRIOJ sabemos converter um nmero do sistema de numerao binrio para o sistema decimal, maso contrrio tambm possvel. Para isso, necessrio fazer divises sucessivas por dois, donmero que se encontra na base decimal. Por exemplo:5 (10) = ? (2) 5 2 1 220 1 20. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESPara saberes qual o nmero, na base binria, que corresponde ao nmero 5 na base decimal,deves utilizar o ltimo quociente e os restos das divises sucessivas, do fim para o princpio, ouseja: 5 2 1 220 1Como j sabamos, 5(10) = 101 (2)Outro exemplo:16 (10) = ? (2) 16 20 8 20 4 20 2 20 1Sendo assim, 16 (10) = 10000(2) 3.5. CONVERSO DO SISTEMA BINRIO PARA O SISTEMA OCTALPara este tipo de converso, deves utilizar a tabela que te foi dada anteriormente e que explicitaos valores em Binrio, Decimal e Octal.Assim, vamos utilizar um exemplo para que seja mais simples compreender:1001010 (2) = ? (8)Vamos comear por dividir o nosso nmero na base binria em grupos de trs dgitos, da direitapara a esquerda: 21. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES1 001 010Agora, deves utilizar a tabela e verificar qual o valor correspondente, em base octal, de cada umdos grupos que criaste: 1 (2) 1 (8); 001 (2) 1 (8); 010(2) 2 (8), logo:1001010 (2) = 112 (8)Outro exemplo: 110 110 100Como anteriormente, vamos utilizar a tabela e podemos ento concluir que: 110 (2) 6 (8); 110 (2) 6 (8); 100 (2) 4 (8), logo:110110100 (2) = 664 (8). 3.6. CONVERSO DO SISTEMA BINRIO PARA O SISTEMA HEXADECIMALPara este tipo de converso, deves utilizar a tabela que te foi dada anteriormente e que explicitaos valores em Binrio, Decimal e Hexadecimal.Vamos utilizar novamente um exemplo para que seja mais simples de compreenderes, mas estaconverso em tudo parecida com a anterior. Difere apenas no facto de esta utilizar grupos dequatro dgitos e no de trs.1001010 (2) = ? (16)Vamos comear por dividir o nosso nmero na base binria em grupos de quatro dgitos, dadireita para a esquerda: 100 1010 22. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESAgora, deves utilizar a tabela e verificar qual o valor correspondente, em base hexadecimal, decada um dos grupos que criaste: 100 (2) 4 (16); 1010 (2) A (16), logo:1001010 (2) = 4 A (16)Outro exemplo: 1 1011 0100Como anteriormente, vamos utilizar a tabela e podemos ento concluir que: 1 (2) 1 (16); 1011 (2) B (16); 0100 (2) 4 (16), logo:110110100 (2) = 1B4 (16). 23. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES4. O PRIMEIRO PC DOMSTICO4.1 A SALA DOS COMPUTADORESNo fcil nem unnime a definio do pai dos computadores da era moderna. Apesar de oconceito ter nascido ainda no sculo XIX, quando Charles Babbage concebeu uma mquinaanaltica baseada na leitura de cartes perfurados, s a meio do sculo XX que foram dados ospassos decisivos para o desenvolvimento do computador. Durante a 2 Guerra Mundial foramcriados os primeiros computadores para fins especficos, como o Colossus (uma mquinabritnicadedicadadescodificaode mensagensalems) ou o Z3 (criado peloengenheiro alemo Konrad Zusepara desenvolver avies e msseis).No entanto, s em 1946 queentrouemfuncionamentooENIAC(ElectronicNumericalIntegrator and Computer), o primeirocomputador genrico, capaz dereceber e processar informao eclculos diversos. Desenvolvidoao longo de trs anos por JohnMauchly e Presper Eckert, oENIAC consumia unsimpressionantes 160 Kilowatts epodia calcular 5000 adies e 300multiplicaes por segundo umnmero actualmente irrisrio, umaIlustrao 10 - O ENIAC, em funcionamento na dcada de 40 navez queovulgar Universidade da Pensilvnia, ocupava uma rea de 100 metrosquadrados.microprocessador processa hojeem dia mais de 100 milhes de adies por segundo.Nas duas dcadas seguintes verificaram-se importantes avanos tecnolgicos como a capacidadede armazenar programas e dados no computador (atravs do EDVAC Electronic Discrete Variable 24. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESAutomatic Computer, desenvolvido por Von Neumann, em 1945), a comercializao em grandeescala destes computadores gigantes (com a produo do Universal Automatic Computerdesenvolvido pela Remington, em 1951), a capacidade de programar estas mquinas para finsespecficos (nascia a programao e linguagens como o COBOL ou o FORTRAN) e finalmentea criao do circuito integrado (em 1958, atravs de Jack Kilby, engenheiro da Texas InstrumentsIncorporated).4.2. - INTEL E APPLE ENTRAM EM ACOA dcada de 70 foi particularmente prdigaao nvel de desenvolvimentos tecnolgicos,tendo criado as bases que possibilitaram amassificao do computador pessoal noincio dos anos 80. Em 1971, a Intel inicioua comercializao aopblico doprocessador 4004 e a IBM comeou asugerir a utilizao regular das disquetes deoito polegadas.Nos anos seguintes, a MITS conseguiuvender 2000 unidades do seu computadorAltair 8800 em kit (teria de ser montadopelo prprio utilizador), enquanto a IBMtentou vender, sem sucesso, o conceito decomputador pessoal com o IBM 5100. Asegunda metade da dcada de 70 ficoumarcada pelos primeiros computadoresprojectados por Steve Jobs e SteveIlustrao 11 - Em 1977, o Apple II apresentou evoluesWozniak, o Apple I e o Aplle II.tecnolgicas como os grficos coloridos e a cassete deudio como suporte de armazenamento. 25. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 4.3 - O PRIMEIRO PCApesar de os primeiros computadores gigantes terem sido construdos no incio da dcada de 50,s em meados da dcada de 70 aminiaturizao dos sistemas permitiucriar o conceito de computadorpessoal (PC Personal Computer). Oprimeiro passo neste sentido foi dadopor empresas comoa MITS,Commodore, Apple e Tandem. Em1981, a IBM ofereceu finalmentegarantias para a massificao docomputador pessoal, ao criaro Ilustrao 12 - Em 1981, a IBM criou o primeiro computadorpessoal equipado com sistema operativo da Microsoft.primeiro sistema standard que recebeua designao de IBM PC. Esta mquina vinha equipada com o processador 8088 da Intel(possua 16 bits e trabalhava a apenas 4.77 MHz), 64 Kb de RAM, uma drive de disquetes e ecrmonocromtico, tendo a IBM optado pelo sistema operativo DOS, desenvolvido por umapequena empresa chamada MicrosoftEm 1986, trs anos depois de tervendidoo seuprimeirocomputador,aCompaqapresenta o novo PC baseado noprocessador 80386 da Intel,iniciando a corrida vertiginosaaos MHz e GHz que ainda hojese verifica. O processador Intel80486 chegou em 1989 e, com ascrescentes melhorias de todos oscomponentes do computadorpessoal (desde o processamentogrfico at ao armazenamento),comeava a aparecer tecnologia Ilustrao 13 - Em 1990, o ano de lanamento do Windows 3.0, so definidas especificaes de hardware e software para ocapaz de oferecer solues de desenvolvimento de aplicaes multimdia 26. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESsoftware e de entretenimento para o PC domstico.Apercebendo-se desta oportunidade, a Microsoft apresenta o Windows 3.0 em 1990 e diversasempresas de software comeam a desenvolver jogos e outras aplicaes multimdia para o PC.Nos primeiros anos da dcada de 90, num processo inverso ao declnio dos microcomputadores,o PC rene cada vez mais trunfos enquanto sistema de produtividade e entretenimentodomstico. A chegada das placas de som de elevada qualidade e o formato CD-ROMeliminam definitivamente a concorrncia movida por mquinas como o Commodore Amiga ou oAtari ST.Acaba por ser o segmento dos jogos que durante os ltimos 10 anos da histria do PC exige umamaior capacidade de processamento e desempenho dos PCs, obrigando os construtores dehardware a inovar constantemente. A segunda metade da dcada de 90 ficou marcada pelavulgarizao e democratizao da World Wide Web, enquanto a barreira dos GHz foi batidapelos processadores da Intel e da AMD j no ano 2000.De facto, a chamada Lei de Moore proferida ainda na dcada de 60, quando aqueleresponsvel da Intel previu que o nmero de transstores por circuito duplicaria a cada dois anos,mantm-se vlida. 4.4 - UMA ALTERNATIVA CHAMADA APPLEAps o trabalho desenvolvido na dcada de70, a Apple seguiu um caminho distinto, nocompatvel com o IBM PC, transformando-sena alternativa vivel quela plataforma. Assim,em 1983nasceu o AppleLisa, umcomputador pessoal avanado para a suapoca (com interface grfica, processadorMotorola 68000, 1 Mb de RAM e ecr de 12polegadas), mas com um preo demasiado Ilustrao 14 - A Apple seguiu um caminho distinto doscompatveis PC que ainda subsiste.elevado.Um ano mais tarde, apareceu a popular linha Macintosh, o sucessor do Lisa, a um preo bemmais competitivo e com uma novidade: o uso do rato. Com este dispositivo (que simulava omovimento da mo no ecr do computador) e com uma interface grfica que permitia ao 27. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESutilizador navegar por vrios ecrs (eliminando a necessidade de inserir instrues manualmente),as solues e produtos da Apple ficaram desde cedo associados facilidade de utilizao epioneirismo. Factores que ainda hoje prevalece, na companhia de Steve Jobs, atravs dos IMac eiBook, por exemplo, mas sem a quota de mercado que a Apple deteve em finais da dcada de 80.4.5 - UM PORTTIL COM 12 KGNo mesmo ano em que o IBM PC foi apresentado, Adam Osborne completou o primeirocomputador porttil a quechamou Osborne I. O seu peso:12 quilos alm do preocompetitivo de 1750 dlares,este sistema possua software novalor de 1500 dlares, ummodem, uma drive de disquetesde 5,25 polegadas, 64 Kb dememria e um ecr de cincopolegadas.Infelizmente, em menos de dois Ilustrao 15 - "O Osborne to compacto que poder caber debaixo de um banco de avio", Byte Magazine, Abril 1981.anos, a Osborne viria a falir, porter efectuado uma forte campanha de marketing do seu segundo porttil, quando ainda tentavavender o Osborne I. Mas o conceito estava lanado4.6 - PC NA PALMA DA MOTal como aconteceu nos sistemas de secretria, tambm oconceito de computador porttil foi sofrendo ao longodos anos uma cura de emagrecimento, aparecendo,inclusivamente, dispositivos com elevada capacidade eque cabem no bolso ou na palma da mo. Um dosprimeiros passos foi dado pela empresa Poqet, que em1989 apresentou o primeiro dispositivo porttil com o Ilustrao 16 - Os PDA colocam no bolso informao que apenas h alguns anos ocupavam dezenas de disquetes. 28. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESsistema operativo MS-DOS. 4.7 - TELEMVEIS INTELIGENTESEnquanto a dcada de 90 viveu diversos avanos no domnio destes novos computadores debolso designados por PDA (Personal Digital Assistant) e HPC (Handheld Personal Computers), j nosculo XXI nasce o conceito de telemveis inteligentes multimdia, que prometem associar ascapacidades de produtividade dos PC de bolso com o trunfo da integrao das comunicaes devoz.5. A CHEGADA DOS MICROCOMPUTADORES 5.1 - O GNIO DE CLIVE SINCLAIRNo incio da dcada de 80, um britnico de nome CliveSinclair pensou que era chegada a altura de colocar emcasa das pessoas um minicomputador, realmenteacessvel, tanto em termos de custo como de utilizao.Nascia assim o conceito de microcomputador, que atmeados da dcada de 90 obteve um enorme sucesso emtodo o mundo, procurando ocupar, a nvel deentretenimento e programao, o espao existente entrea linearidade de uma consola e a complexidade de um Ilustrao 17 - O ZX80, de Clive Sinclair, marcou o nascimento do conceito dePC.microcomputador.O objectivo era simples: construir um microcomputador, capaz inclusivamente de ser montadopelos seus utilizadores e que utilizasse suportes comuns para armazenamento e projeco dedados dois aspectos que encareciam qualquer sistema informtico da altura. Para a sada devdeo, Clive Sinclair escolheu a televiso e para gravao e leitura de dados as tradicionais cassetesde udio de fita magntica. Assim, a partir de um simples kit de montagem, que podia seradquirido em lojas de electrnica, iniciou-se a comercializao do ZX80. 29. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESUm ano mais tarde, chegava o ZX81, que vendeu mais de 300 mil unidades em todo o mundo.Mas o grande passo dos microcomputadores deu-se com a apresentao do famoso ZXSpectrum, em Abril de 182.6 ESTRUTURA GENRICA DE UM SISTEMA INFORMTICOUm computador uma mquina que armazena informao, recebe dados em formato digital,efectua clculos complexos e devolve respostas. Para que tudo isto funcione preciso combinarde modo perfeito uma srie de componentes de electrnica e instrues de software.Ns, quando ouvimos algum a dar-nos uma informao, procedemos da mesma forma que umcomputador: Temos a entrada (Input) de Dados, atravs da audio (neste caso), de seguidaprocessamos a informao com o nosso crebro e depois temos uma Sada (Output) que no mais do que uma resposta relativamente informao que obtivemos. 30. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 6.1 MODELO DE VON NEUMANNUm computador essencialmente uma mquina capaz de processar informao. A informao introduzida atravs de um ou mais dispositivos, ou perifricos, de entrada e/ou sada, e a partirdestes canalizada para a parte central do computador.Os resultados do processamento, caso existam, so depois enviados para os dispositivos, ouperifricos de sada.Ilustrao 18 - Modelo de Von Neumann Perifricos Entrada Perifricos SadaPerifricos Entrada/Sada(Input)(Output) (Input/Output) 31. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES Tabela 1- Perifricos de Entrada, Sada e Entrada/Sada7 HARDWARE E SOFTWARE - CONCEITOSRelativamente ao envolvimento do Software com o Hardware, podemos ainda classificar osoftware em dois tipos distintos: Software de alto nvel, que apresenta um menor envolvimento com o hardware; Software de baixo nvel, que apresenta um maior envolvimento com o hardware. 32. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 8 FUNCIONAMENTO BSICO DE UM COMPUTADORTudo o que acontece num computador comandado pela CPU (Unidade Central deProcessamento), que gere todos os recursos disponveis do sistema. O seu funcionamento coordenado por programas escritos em linguagem mquina, que indicam o que deve ser feito equando.Para que a CPU possa executar todas as suas tarefas, esta utiliza uma memria primria, amemria RAM, para armazenar os dados que so processados.Depois de os dados terem sido processados, a CPU tem que ser capaz de transmitir aos restantesdispositivos do computador a sua funo especfica para que possa dirigir com sucesso todas astarefas levadas a cabo pelo computador.Alm disso, existem ainda outros componentes de extrema importncia para o funcionamento docomputador, que a seguir se passam a descrever em detalhe.8.1 CAIXASA caixa de um computador uma caixa metlica onde se encontram as peas que formam ocomputador, como, por exemplo, placas, drives, disco rgido, placa me, etc.Existem diversos tipos de caixas no mercado, quer verticais, quer horizontais. 8.2 O QUE EST NO INTERIOR DE UM COMPUTADOR?De seguida vamos ver os vrios componentes de um computador de uma forma maisaprofundada. 33. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 9 MOTHERBOARD OU PLACA-MEA placa principal do computador, tambm conhecida como motherboard ou placa-me,consiste numa placa de circuitos impressos onde so ligados todos os componentes internos doPC. aqui que se conecta diferentes placas atravs de alvolos (frequentemente designados porslots) para desempenharem funes especficas, como o tratamento da imagem e do som.A placa-me tem ainda conectores para ligar os sistemas de armazenamento do computador(como discos rgidos e unidades de CD), a memria e, claro, o microprocessador, que ocorao do computador. Porque toda esta electrnica aquece e liberta muito calor, h pequenasventoinhas localizadas sobre os componentes mais sensveis com o objectivo de os refrigerar.Quando se olha para uma placa-me com ateno, observa-se umainfinidade de linhas que so comoos vasossanguneosde umorganismo vivo a bombear dadospara todas as partes da mquina.Atravsde vrios tipos debarramento (ou bus) de memriae de processamento, a informaoentra e sai de cada perifrico emdireco aomicroprocessador.Ilustrao 19 - Placa-Me de um ComputadorTudo isto abastecido por umafonte de energia, a fonte de alimentao do computador. 34. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 9.1 MOTHERBOARD AT Ilustrao 20 - Motherboard ATAs Motherboards AT (Advanced Tecnology) so antigas e foram utilizadas normalmente entre os anos1983 at 1996. Estas placas deixaram de ser usadas pois tinham um espao interno reduzido, quecom a instalao dos vrios cabos do computador, dificultava a circulao de ar, o que levava aosuper aquecimento. A nica forma de ultrapassar isto, na altura, era a habilidade da pessoa quemontava o computador de forma a conseguir aproveitar o espao disponvel da melhor maneira.Com este padro, necessrio desligar o computador atravs do sistema operativo, sendo precisoaguardar um aviso de que o computador j pode ser desligado e s depois que se podia desligaro computador no boto. Esta situao devia-se ao facto de as fontes de alimentao AT noterem sido projectadas para se desligarem automaticamente.9.2 MOTHERBOARD AT E ATX (SIMULTANEAMENTE)Este foi um modelo de transio entre os padres AT e ATX, em que as duas tecnologias eramencontradas simultaneamente. 35. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 9.3 MOTHERBOARD ATXIlustrao 21 - Motherboard ATXATX a sigla para Advanced Tecnology Extended. No fundo, no mais do que um aperfeioamentodas placas AT, e foram desenvolvidas principalmente pela Intel. O objectivo da criao destasplacas foi solucionar os problemas que existiam no padro AT.Entre as principais caractersticas do ATX, esto: Maior espao interno, o que proporciona uma ventilao adequada; Conectores de teclado e rato no formato mini-DIN PS/2 (conectores menores); Conectores srie e paralelo ligados directamente na placa-me, sem a necessidade de cabos; Melhor posicionamento do processador, evitando que o mesmo impea a instalao de placas de expanso por falta de espao; Conector de energia da fonte de alimentao ligado placa-me; No caso destas placas, se a placa me for alimentada por uma fonte com padro ATX, o desligar automtico j possvel. 36. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 9.4 MOTHERBOARD BTX Ilustrao 22 - Motherboard BTXAs placas BTX foram criadas pela Intel e lanadas em 2003, para substiturem o formato ATX. Oobjectivo principal destas placas foi optimizar o desempenho do sistema e melhorar a ventilaointerna. 9.5 MOTHERBOARD LPX Ilustrao 23 - Motherboard LPXAs placas LPX so usadas por marcas como a Compaq. A grande diferena entre estas placas e asanteriores o facto de as placas-me no terem slots, pois estes esto localizados numa placa parte chamada de backpane. Esta backpane encaixada na placa-me atravs de um conectorespecial. Este padro foi criado para permitir computadores mais finos. 37. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 9.6 MOTHERBOARD ITXIlustrao 24 - Motherboard ITXAs placas ITX foram criadas em 2001 e destinaram-se a computadores altamente integrados ecompactados, com a ideia de oferecer computadores mais baratos, j que na maioria das vezes aspessoas usam o computador para Navegar na Internet e editar textos.A ideia destas placas ter tudo on-board, ou seja, vdeo, udio, modem e rede esto integrados naplaca-me.Outra diferena est na fonte de alimentao. Como tem menos perifricos pode usar uma fontede alimentao fisicamente mais pequena, pois tambm exige um consumo de energia menor.Desta forma pode ser montada num computador mais compacto. 38. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES10 BIOSAssim que se liga o computador, aparece no ecr umconjunto de informao sobre as caractersticas damquina e o estado dos componentes, antes mesmode arrancar o sistema operativo. Este teste dehardware realizado pelo BIOS (sigla de BasicInput/Output System), um mecanismo de rotinas deavaliao de bom funcionamento e interacoentre componentesdememria, chipseIlustrao 25 - BIOSarmazenamento. Para arrancar o sistema operativo,o PC precisa saber que tipo de disco rgido est a ser instalado, por exemplo, e essa informao recolhida pelo BIOS.O objectivo do BIOS reunir todas as informaes necessrias para o correcto arranque dosistema operativo, alm de permitir ao utilizador modificar alguns parmetros de funcionamentodo computador. 39. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES11 MICROPROCESSADOR CPU UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTONos computadores pessoais, a CPU ou Unidade Central de Processamento equivalente aoMicroprocessador. Trata-se de um circuito integrado que contm milhares ou milhes decomponentes electrnicos, organizados de modo a poderem efectuar as operaes tpicas deprocessamento.O ncleo central do computador o seu microprocessador, tambm designado por CPU (CentralProcessing Unit), responsvel pelo processamento dos dados e coordenao de todas asinstrues. Este chip tem endereos de barramento e de dados, recebendo e enviandoinformao de e para diferentes zonas da memria do computador. H vrios fabricantes aproduzir estes componentes, mas os mais conhecidos so a Intel com o Pentium e a AMD com oAthlon.A velocidade a que funcionam os microprocessadores, conhecida como frequncia de relgio,tem aumentado de forma surpreendente nos ltimos anos, o que torna os computadores cada vezmais rpidos, mas tambm com maiores capacidades e mais baratos.A miniaturizao destes componentes por parte da indstria de semicondutores levou aoaumento do nmero de transstores integrados nos chips e introduo de tecnologias deprocessamento paralelo de instrues.As actividades realizadas pela CPU podem ser divididas em duas grandes categorias funcionais: Funo de Controlo Realizada pelos componentes da CPU que se encarregam dasactividades de procura, interpretao e controlo da execuo dos demais componentes docomputador. Esta rea projectada para entender o que fazer, como fazer e comandarquem vai fazer o qu no momento adequado. Funo de Processamento Corresponde realizao das actividades relacionadas coma efectiva execuo de uma operao, ou seja, processar. O principal dispositivo destarea de actividades da CPU chamado de ULA Unidade Lgica-Aritmtica, ou ALU deArithmetic and Logic Unit. na ULA que so efectivamente processados os dados. A partirdo momento em que a informao +e codificada em linguagem binria, o processamentocorresponde basicamente a operaes matemticas muito simples, como somas emultiplicaes, para alm de outras tarefas como leitura e escrita de dados, comparao,etc. 40. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES Ilustrao 26 - Intel Pentium 4A estrutura de um processador ou CPU bastante complexa e varivel consoante a marca ou averso; no entanto, podem destacar-se as seguintes seces e componentes fundamentais: Seco de aquisio e descodificao de instrues: onde so recebidas as instrues provenientes de outros componentes (memrias ou dispositivos de input) para, em seguida, serem descodificadas de modo que a CPU possa determinar quais as operaes a realizar; Seco de Execuo: onde so processadas as instrues e dados recebidos; por sua vez, esta constituda pelas seguintes componentes ou sub-seces principais: o Unidade de Controlo controla ou determina de certo modo, as operaes a efectuar em cada instante, enviando sinais apropriados aos outros componentes; o Unidade Lgico-Aritmtica (ULA ou ALU Arithmetic and Logic Unit) seco do processador que efectua as operaes aritmticas e lgicas; o Registos ou Registers so componentes capazes de armazenar temporariamente dados com que a ALU efectua as operaes que lhe so indicadas. Ilustrao 27 Estrutura bsica de um microprocessador ou CPU 41. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESOs processadores ou CPU tm vindo a evoluir acentuadamente nos seguintes aspectosprincipais: Nmero de componentes (transstores e outros); Velocidade de funcionamento em nmero de ciclos por segundo (Megahertz); Tamanho dos Registers as unidades que registam temporariamente as instrues edados a serem processados; Largura do Bus quer ao nvel do bus de dados, quer ao nvel do bus de endereos; Desempenho global em MIPS ou seja, Milhes de Instrues Por Segundo; Incluso de novas seces ou componentes, tais como memrias cache internas,mltiplas unidades de clculo, etc. 42. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES12. MEMRIASQuando falamos de memrias relativamente a sistemas informticos, devemos considerar duascategorias principais: Memrias primrias, principais ou centrais Estas memrias so absolutamente indispensveis ao funcionamento do sistemainformtico, pois so elas que fornecem ao processador as instrues e os dadoscom que este vai operar em cada momento; normalmente consistem em chips(circuitos integrados) que se integram ou encaixam directamente na placaprincipal (motherboard) do computador e podem ser de dois tipos fundamentais:ROM e RAM. Dispositivos de armazenamento secundrio, auxiliar, externo ou de massa. Trata-se, neste caso, de suportes de armazenamento de informao (programas,trabalhos ou outro tipo de dados) que interessa guardar antes e/ou depois dasactividades de processamento; estas memrias ou suportes de armazenamentopodem ser de tipos diversificados, tais como: disquetes, discos magnticos, discospticos (CD), bandas magnticas, etc. Ilustrao 28 Estrutura bsica de um sistema informtico 43. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES12.1 MEMRIAS PRIMRIAS costume considerar dois tipos principais de memrias primrias:Memrias ROM (Read-Only Memory) memrias s de leitura que contm instrues fixas para o funcionamento do sistema;Memrias RAM (Random Access Memory) memrias de acesso aleatrio ou memrias em que so feitas operaes de leitura e de escrita de dados em interaco directa com o processador. 12.1.1 MEMRIAS DO TIPO ROMAs memrias do tipo ROM so utilizadas principalmente para incluir instrues de rotina para ofuncionamento bsico de um computador, como as operaes de arranque ou de interaco comdispositivos de I/O. o caso, por exemplo, da chamada ROM BIOS (Basic Input/Output System) que contminstrues bsicas para a CPU poder comunicar com os dispositivos de I/O.A informao contida numa memria ROM includa no momento do seu fabrico. O facto deserem s de leitura (read-only) significa que as informaes nelas contidas se mantm inalterveisdurante as operaes de processamento o processador s pode ler essas memrias e noescrever nelas. s instrues includas neste tipo de memrias costume chamar-semicroprogramao ou firmware (este ltimo termo traduz algo que est entre o hardware e osoftware).Para alm das memrias ROM propriamente ditas (programadas de origem e inalterveis),existem algumas variantes que permitem alteraes do seu contedo atravs demicroprogramao, nomeadamente:PROM (Programable Read Only Memory) memrias cujo modo de fabrico permite, por uma s vez, serem programadas (microprogramao), atravs de dispositivos apropriados;EPROM (Erasable and Programable ROM) memrias que podem ser apagadas e reprogramadas as vezes que forem necessrias;EEPROM (Electronic EPROM) memrias que podem ser reprogramadas electronicamente. 44. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESNota: As memrias ROM e ROM-programveis, em geral, no so usadas apenas noscomputadores, mas tambm em dispositivos perifricos dos computadores (tais comoteclados, impressoras, placas grficas, etc.). 12.1.2 MEMRIAS DO TIPO RAMA memria do tipo RAM tambm considerada a memria principal do sistema consiste numespao electrnico por onde passam temporariamente os programas e os dados com que oprocessador ou CPU vai ter de trabalhar em cada sesso. Esses programas e dados podem estarguardados em suportes de armazenamento secundrios, como discos ou outros, mas, parapoderem correr no computador, precisam de passar memria RAM e, da, que so chamados CPU. A principal caracterstica que distingue as memrias do tipo RAM das memrias ROM o facto de que as primeiras permitem operaes de leitura e de escrita, ao passo que as segundasapenas permitem operaes de leitura.A capacidade ou quantidade de memria RAM de um sistema informtico um dos factoresmais importantes para a avaliao da capacidade desse sistema.A quantidade de RAM no s condiciona o tamanho dos programas que o sistema pode correr,como tambm pode condicionar a velocidade de funcionamento do sistema (a escassez de RAMpode implicar um maior nmero de operaes, por exemplo, de leitura e escrita de dados nodisco).A capacidade de memria primria de um computador avalia-se pelo nmero de bytes queconstituem a sua RAM e mede-se em mltiplos de bytes: Kilobytes, Megabytes, Gigabytes, etc.Dentro da categoria de memrias genericamente designadas por RAM temos duas variantesprincipais:DRAM (Dynamic RAM) so memrias constitudas basicamente por transstores econdensadores. Correspondem s memrias primrias com maior capacidade de armazenamentoe mais acessveis em termos de preo.SRAM (Static RAM) So memrias constitudas essencialmente por transstores, sendo maisrpidas no funcionamento, mas tambm mais dispendiosas no fabrico. As memrias deste tiposo utilizadas principalmente em forma de cache. 45. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESFuncionamento de uma cache as instrues e dados que esto a ser processados pela CPUtm de vir da memria principal RAM. De cada vez que a CPU solicita um bloco de dados RAM colocada uma cpia dessa informao na memria cache. A memria cache vai assimguardando as instrues e os dados mais recentemente utilizados pela CPU, ou que, com umacerta probabilidade, a CPU ir utilizar proximamente. Quando a CPU requer uma determinadainstruo, pode acontecer uma de duas situaes: A instruo requerida est em cache nesse caso, passa imediatamente ao processamento; A instruo requerida no est em cache nesse caso, tem de ser requerida RAM.As memrias cache podem ter taxas de sucesso em relao s instrues requeridas pela CPUsuperiores a 90%.Ilustrao 29 Representao esquemtica de uma memria cache. 46. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 12.2 MEMRIAS SECUNDRIASIlustrao 30 - Dispositivos de armazenamento secundrioDentro desta categoria de memrias ou meios de armazenamento secundrio incluem-se vriostipos diferenciados, tais como, por exemplo: discos, disquetes e bandas magnticas, discospticos (CD, DVD), etc. Alguns destes meios de armazenamento so tambm designados pormeios de armazenamento em massa, pelo facto de permitirem guardar grandes quantidades deinformao.Quando falamos de meios de armazenamento secundrio devemos ter em conta dois tiposdistintos de meios: Os suportes de armazenamento: discos, disquetes, bandas magnticas, etc.; Os dispositivos que permitem ler, escrever e transmitir a informao entre os suportes dearmazenamento e a parte central do sistema; estes dispositivos tambm costumam serdesignados genericamente por drives.Os meios de armazenamento secundrio surgem precisamente para permitirem que os programase os dados com que trabalhamos num sistema informtico possam ser guardados e recuperadossempre que se quiser.A maioria destes dispositivos drives de disquetes, discos, etc. so simultaneamente de input e deoutput, pois permitem a transferncia de dados nos dois sentidos, do exterior para a CPU e destapara o exterior; no entanto, existem algumas excepes, como o caso do CD-ROM eDVD-ROM, que so apenas de entrada, uma vez que no permitem a escrita de informao.Quanto s tecnologias utilizadas para a gravao e leitura da informao nestes dispositivos esuportes de armazenamento, podemos considerar os seguintes grupos: 47. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES Suportes magnticos discos, disquetes, bandas magnticas que se caracterizam porterem superfcies revestidas de substncias magnticas, permitindo por essa via acodificao e o armazenamento da informao; Suportes pticos CD e DVD que se caracterizam por utilizarem a tecnologia laser(intensos feixes luminosos da a designao de pticos) para a gravao e leitura dainformao.Uma outra distino que comum fazer-se entre: Suportes de armazenamento interno dispositivos de armazenamento fixo, como ocaso dos discos rgidos, no interior do computador; Suportes de armazenamento amovvel que podem ser facilmente removidos ereinseridos ou transportados para outros computadores, como o caso das disquetes,cassetes, CD, DVD, cartes de memria amovvel, etc.12.2.1 UNIDADES DE DISCOS RGIDOSAs unidades ou drives de discos rgidos so dispositivos de I/O que lem e escrevem informaoem suportes magnticos com a forma de pequenos discos feitos de um material rgido (hard disk disco rgido).Os discos rgidos tm, actualmente, capacidades de armazenamento da ordem dos muitos gigabytese com as velocidades de acesso mais rpidas comparativamente com todos os outros dispositivosde armazenamento secundrio. Por isso mesmo, este meio de armazenamento continua a ser omais indispensvel num computador, sendo normalmente a que se instala o sistema operativo eos principais programas de aplicao com que se pretende trabalhar. Trata-se tambm de umptimo meio para guardar os dados ou documentos com que os utilizadores trabalham; noentanto, quando se pretende arquivar os trabalhos com maior segurana ou transferir essestrabalhos para outros computadores, ento, torna-se recomendvel ou indispensvel recorrer aoutros meios alternativos ou suplementares de armazenamento secundrio.Uma unidade ou drive de disco, como qualquer outro dispositivo de I/O, tem de ligar-se ao busda motherboard para circulao da informao entre esse dispositivo e a CPU do sistema. No casodos discos rgidos, a ligao ao bus pode ser feita directamente em conectores especficos dasmotherboards ou indirectamente atravs de um outro meio. 48. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES12.2.2 UNIDADE DE DISQUETESAs unidades ou drives de disquetes so dispositivos de I/O que lem e escrevem informao emsuportes magnticos com a forma de pequenos discos flexveis.As disquetes que conheceram uma maior divulgao tm um formato com 3,5 polegadas, comuma capacidade de 1,44 MBytes.Actualmente, esta capacidade ainda permite o armazenamento de alguns pequenos programas outrabalhos; porm a tendncia de desenvolvimento das tecnologias de informao tem vindo atornar estas disquetes cada vez mais insuficientes para guardar trabalhos ou software.12.2.3 UNIDADES DE DISCOS PTICOSAs unidades ou drives de discos pticos so dispositivos que lem e, em alguns casos tambmescrevem informao em suportes pticos. Actualmente, podemos considerar duas geraesprincipais de discos pticos, cada uma das quais com tipos prprios: CD (Compact Disks, discos compactos); DVD (Digital Versatile Disks, discos digitais versteis).Em qualquer dos casos, a gravao e a leitura da informao nestes suportes baseiam-se natecnologia laser (feixes luminosos donde deriva a designao de suportes pticos). A principaldiferena entre estes dois tipos de suportes pticos reside sobretudo na maior capacidade oudensidade de informao dos DVD relativamente aos CD (o DVD como que um CD de altadensidade). A estrutura de um disco ptico (CD ou DVD), quanto maneira como a informaose encontra distribuda, tambm constituda por sectores, semelhana dos discos magnticos edisquetes; no entanto, as pistas de um CD no so concntricas mas em espiral.Quer os CD quer os DVD apresentam, em geral, as seguintes vantagens como suportes dearmazenamento de informao: Permitem armazenar grandes quantidades de informao numa pequena poro de espao (esta vantagem ainda maior no caso dos DVD); Podem ser facilmente transportados para outros computadores; 49. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES A informao gravada nos discos pticos tem uma durabilidade e fiabilidade, pelo menos em princpio, superior dos suportes magnticos, entre outros motivos, porque no esto sujeitos a interferncias electromagnticas.Os CD utilizados em computadores podem ser dos seguintes tipos: CD-ROM, CD-R; CD-RW.O Cd-ROM (Compact Disk Read Only Memory) foi o primeiro tipo de disco ptico a surgirespecificamente para computadores. A sigla ROM (adaptada das memrias ROM) indica que setrata de suportes que apenas permitem a leitura de informao.O CD-R (Compact Disc Recordable) um tipo de disco compacto que apresentado inicialmentesem qualquer informao e que pode ser gravado numa unidade prpria (gravador de CD-R).O CD-RW (Compact Disk Rewritable) um tipo de disco compacto que permite a gravao,apagamento e regravao (escrita) de informao; qualquer poro do disco pode ser gravada e,em seguida, apagada e regravada.Os discos DVD (Digital Versatile Disk) so tambm (tal como os CD) suportes pticos baseadosna tecnologia laser. A principal diferena entre os CD e DVD reside na maior densidade dosdados no DVD, o que se traduz numa maior capacidade de armazenamento.Os principais formatos actualmente existentes de DVD (de modo semelhante aos formatos deCD) so: DVD-ROM; DVD-R; DVD+R; DVD-RW; DVD+RW.Os DVD-ROM, tal como os CD-ROM, so discos pticos gravados na origem e que,posteriormente, apenas podem ser lidos.Os DVD-R e DVD+R (R de Recordable) so discos pticos que (tal como os CD-R) permitem agravao de informao apenas uma s vez em cada poro do disco, sem possibilidade deapagamento e regravao.Os DVD-RW e DVD+RW (RW de Rewritable) so duas variantes de DVD regravveis; assim,estes discos permitem a escrita, o apagamento e a regravao de dados. 50. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 51. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 13. BARRAMENTOSO bus ou barramento do sistema o conjunto de fios condutores situados na motherboard pelosquais circulam os dados entre a CPU, a memria RAM e as placas de expanso dos perifricos.O barramento do sistema engloba trs tipos de canais que se diferenciam entre si pelos diferentestipos de sinais que transmitem: Bus de Dados Canais por onde circulam os dados entre o processador e a memria principal(RAM) ou os dispositivos de I/O. Bus de Endereos Canais atravs dos quais so indicadas as posies da memria RAM ou dosdispositivos de I/O onde se encontram as instrues e os dados com destino CPU ou para onde so enviados os dados resultantes do processamento. Bus de Controlo Canais que sinalizam e controlam as operaes em curso no sistema.13.1 ARQUITECTURA DE BUSAs caractersticas mais importantes numa arquitectura de bus so: A largura do bus ou o nmero de canais para a circulao dos dados (bits); A velocidade a que esses mesmos dados podem circular no bus medida em hertz(impulsos por segundo) ou bps (bit por segundo).13.1.1 - ISAO barramento designado por ISA (Industry Standard Architecture), que surgiu com o IBM PC AT,ainda hoje utilizado nos computadores para a comunicao entre perifricos.Esta arquitectura, baseada em 16 linhas de comunicao, isto , 16 bits, consegue transferir at 8MB de informao por segundo e com uma frequncia de 8,25 MHz, adequada s caractersticasdo processador 286. 13.1.2 - MCAO barramento MCA (Micro Channel Arquitecture), introduzido pela IBM, dispunha de umaarquitectura de 32 bits. 52. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESEste tipo de barramento, incompatvel com a arquitectura ISA, no foi bem sucedido e acaboupor ser abandonado pela prpria IBM aps algum tempo, por no ter sido seguido pela indstria.13.1.3 - EISAA arquitectura EISA (Enhanced Industry Standard Architecture) foi projectada para dar resposta sinsuficincias da arquitectura ISA, caracterizando-se por ser uma arquitectura de 32 bits, capaz deuma taxa de transferncia de 33 MB por segundo e trabalhar a uma velocidade de 8,25 MHz;outra das suas caractersticas o facto de ser compatvel com o ISA.Com a implementao de solues grficas nos computadores, como o sistema operativo eaplicativos, foi necessrio criar um barramento mais rpido: o VESA. 13.1.4 - VESAO VESA (Video Electronics Standard Association), um barramento de 32 bits mas a velocidade de33 MHz ou 40 MHz.Este tipo de barramento, apesar de popular nas primeiras motherboards do 486, caiu em desuso,dando lugar ao PCI. 13.1.5 - PCIAs grandes diferenas de velocidade atravs do bus provocavam um fluxo catico de informaoentre a memria e o processador. Houve ento a necessidade de projectar um bus que fizesse aligao directa entre o processador, a memria e os perifricos.Hoje em dia, todas as motherboards tm bus PCI (Peripheral Component Interconnect) de 32/64 bits,ligando o processador, a memria e outros perifricos.Este barramento trabalha a uma velocidade de relgio de 33 MHz, optando por uma via de dadosde 32 ou 64 bits, conforme o componente que estiver inserido no slot. 53. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES13.1.6 - PCMCIAA arquitectura PCMCIA (Personal Computer Card Interface Adapter), ou PC-Card, corresponde a umtipo de barramento onde se pode efectuar a ligao de dispositivos do tamanho de um carto decrdito. Este tipo de ligao muito utilizada nos computadores portteis, para ligao de placasde rede, som e, recentemente, placas 3G para acesso, por exemplo, Internet.13.1.7 - AGPO AGP (Accelerated Graphics Port) um barramento dedicado a placas grficas e pensadoespecialmente para os grficos em 3D. Foi desenvolvido pela Intel em conjunto com osfabricantes de placas grficas para os Pentium II e ainda se mantm em funcionamento.O AGP cria uma nova ligao entre a placa grfica e a memria do sistema, de forma a que osdados deixem de viajar pelo bus PCI. Uma das suas caractersticas a sua velocidade, 66 MHz, odobro do PCI, o que lhe permite uma alta velocidade no acesso memria do sistema, 533 MBpor segundo contra os 133 MB por segundo do PCI.13.1.8 - USBO USB (Universal Serial Bus), um padro de barramento externo ao computador, para a ligaode perifricos, como teclados, impressoras, entre outros, atravs de uma nica ligaopadronizada. A ideia acabar com a enorme quantidade de cabos que saem do computador. totalmente plug and play, no sentido restrito da palavra. Assim como o PCMCIA, permite que seadicione ou remova perifricos com o computador ligado. Quando um novo perifrico adicionado ou um perifrico removido, o controlador USB da placa-me percebe e informa osistema operativo que, por sua vez, carrega o driver especfico. 13.1.9 - FIREWIREO Firewire tambm conhecido pela norma IEEE 1394, um barramento externo, semelhante aoUSB mas com uma taa de transferncia superior, de 400 MB por segundo. Este barramentopermite a ligao de diversos perifricos, embora apenas existam no mercado cmaras de vdeoou fotogrficas com este tipo de ligao. 54. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES14. PORTAS DE ENTRADA/SADAUma porta , por definio, um local por onde se entra e sai. Em termos de tecnologiainformtica no excepo.As portas so tomadas na face posterior da caixa do computador, qual se ligam dispositivos deentrada e sada (I/O ports) e que esto directamente ligadas motherboard.Estas portas ou canais de comunicao podem ser: Porta DIM; Porta PS/2; Porta Srie; Porta Paralela; Porta USB; Porta Firewire.14.1 PORTA DIM uma porta em desuso, com 5 pinos e a ela eram ligados os teclados dos computadores dagerao da Intel 80486, por exemplo. Como se tratava apenas de ligao para teclados, existia suma porta destas nas motherboards.14.2 PORTA PS/2Surgiram com os IBM PS/2 e nos respectivos teclados. Tambm so designadas por mini-DIMde 6 pinos.Os teclados dos computadores actuais so, na maior parte, ligados atravs destes conectores. Nasmotherboards actuais existem duas portas deste tipo.14.3 PORTA SRIEUma porta srie, num computador pessoal, baseia-se na norma RS-232. Esta uma norma quedefine mltiplas caractersticas elctricas, sendo a mais importante o facto de definir atransmisso em srie, que significa que existe apenas um canal por onde os sinais so transmitidosum a seguir ao outro. Alm disso, uma comunicao assncrona, pois existem sinais de controloadicionais para alm da velocidade previamente negociada entre as portas intervenientes. Tem 55. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESuma capacidade de transmisso varivel entre 75 bps e 115 200 bps, pelo que utilizada emdomnio em que as exigncias no sejam muitas (rato, impressoras srie, modems, etc.).Um modem um dispositivo que permite a ligao do computador linha telefnica paraestabelecer comunicaes, por exemplo, para acesso Internet.Existem portas srie cujas fichas tm 9 ou 25 pinos. So tambm designadas de COM1, COM2,etc.As motherboards possuem uma ou duas portas deste tipo. 14.4 PORTA PARALELAUma porta paralela obedece norma Centronics. Ao contrrio da porta srie, em portas paralelaso sinal elctrico enviado em simultneo e, como tal, tem um desempenho superior porta srie.No caso desta norma, so enviados 8 bit de cada vez, o que faz com que a sua capacidade detransmisso atinja os 100 kBps. Esta porta vulgarmente utilizada para ligar impressoras escanners. Tem 25 pinos em duas filas.A nova norma EPP/ECP (Enhanced Parallel Port / Enhanced Capability Port), mantendo acompatibilidade com a norma anterior, capaz de elevar a capacidade de transmisso a mais de 1MBps, pelo que aconselhada para interfaces de discos removveis (ZIP, CD-ROM, SCSI, etc.).As tenses elctricas nas linhas paralelas geram uma interferncia electromagntica que se tornamais significativa quanto maior for o comprimento do cabo. Por isso, o limite mximo para umcabo paralelo de aproximadamente 3m.14.5 PORTA USBEsta porta est ligada ao barramento USB da motherboard e utiliza as potencialidades deste.Este barramento possibilita uma taxa de transmisso da ordem dos 12 Mbps (verses 1.0 e 1.1) e480 Mbps (na verso 2) e permite ligar, a uma mesma porta, vrios dispositivos perifricos,utilizando, para isso, hubs USB (dispositivos que permitem apenas com uma entrada USB, que seliga ao computador, ter vrias portas USB para ligar os perifricos).Os dispositivos USB podem ser ligados ou desligados com o computador em funcionamento. 56. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESPodemos tambm interligar dois computadores atravs de um cabo especial USB bridge eassim transportar dados de um para o outro.14.6 PORTA FIREWIREA porta FireWire assenta no barramento com o mesmo nome, que um padro de comunicaesrelativamente novo que tem vrias caractersticas em comum com o USB, mas traz a vantagem deser muito mais rpido, permitindo transferncias a 400 Mbps e, na norma IEEE 1394b, irpermitir a transferncia de dados a velocidades a partir dos 800 Mbps.A ligao FireWire utilizada para ligar discos amovveis, pen-drives, cmaras digitais, televises,impressoras, scanners, dispositivos de som, etc.).O cabo utilizado composto por apenas trs pares de fios, dois pares para a transferncia dedados e o ltimo para a alimentao elctrica.Assim coma na ligao USB, os dispositivos FireWire podem ser conectados e desconectadoscom o computador ligado. 57. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES15. FONTES DE ALIMENTAOComo existem dois tipos diferentes de placas-me, cujas diferenas so substanciais, tambmexistem as fontes prprias para as alimentar em energia. So, ento, designadas por fontes AT,para as placas-me mais antigas, tambm designadas AT, e fontes ATX para as placas-me maisrecentes, as ATX.Para perceber melhor os dois tipos de placas-me, vejamos algumas diferenas entre elas.O que diferencia as duas placas o tamanho, sendo as ATX maiores, facilitando o incremento e amanuteno dos seus componentes. Nas AT existem dois conectores que provm da fonte dealimentao (AT tambm) e cuja funo dar energia placa. Nas ATX esses conectores foramsubstitudos por apenas um.Uma outra caracterstica das placas ATX que as portas PS/2, srie, paralela e USB fazem parteintegrante da placa, aparecendo juntas num painel na parte traseira da motherboard.Hoje em dia existem motherboards no mercado que possuem integradas outras ligaes, tais comopara modem, para rede, som e vdeo.Vejamos agora as diferenas essenciais entre as fontes de alimentao AT e ATX. FONTES ATFONTES ATXLiga / Desliga atravs de um boto Liga / Desliga atravs de um boto ON/OFF ligadoON/OFF directamente ligado a ela. motherboard.A motherboard controla o funcionamento da fonte.O computador pode ser desligado pelo sistemaoperativo.Se pretendermos desligar o sistema atravs do botoON/OFF necessrio premi-lo mais do que 4segundos.As fichas (duas no total) encaixam num A ficha nica desta fonte possui 20 contactos econector de 12 pinos existente na alimenta a motherboard em 12V, 5 V e 3,3 V.motherboard que alimentam a 12V e 5 V.Ilustrao 31 Fonte de Alimentao AT. Ilustrao 32 Fonte de Alimentao ATX. 58. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 16. PLACAS GRFICASA funo das placas grficas de construir asimagens que so apresentadas nos monitores doscomputadores. O contedo dessa memria estsempre a ser actualizado pela placa grfica e porordem do processador. Quanto mais memria devdeo existir no sistema melhor a resoluo e maiscores so possveis representar. Ilustrao 33 - Placas grficas. 16.1 RESOLUOA resoluo uma caracterstica importante e est associada melhor ou menor qualidade daimagem representada no monitor.Os ecrs dos monitores, bem como os televisores, so constitudos por milhares de pxeis,pequenos pontos no ecr, que so preenchidos por cores e todos juntos formam a imagem.Quanto mais pxeis existirem no ecr do monitor melhor ser a qualidade da imagem, isto ,melhor ser a resoluo.Como os ecrs no so quadrados, possuem mais pxeis na horizontal do que na vertical. Aonmero de pxeis na horizontal d-se o nome de resoluo horizontal e ao nmero de pxeisverticais d-se o nome de resoluo vertical. Se quisermos saber quantos pxeis existe bastamultiplicar os verticais pelos horizontais. 16.2 MEMRIA DE VDEOPara armazenar as imagens que vo ser apresentadas no monitor, a placa grfica (ou placa devdeo) utiliza a designada memria de vdeo (pode ser do tipo VRAM ou SDRAM). O contedodessa memria est sempre a ser actualizado pela placa grfica e por ordem do processador.A quantidade de memria de vdeo determina a resoluo e o nmero de cores que a placa poderepresentar. 59. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 16.3 TIPOS OU PADRES DE PLACAS GRFICASOs primeiros IBM PC nem sequer tinham placa grfica. A nica coisa que podiam apresentar nomonitor era texto a preto e branco (monocromtico) com uma resoluo de 25 linhas por 80colunas, permitindo mostrar um total de 2000 caracteres. Era o padro MDA (Monochrome DisplayAdapter).As placas grficas tambm foram evoluindo ao longo dos tempos. Vamos ver a seguir os tipos depadres para as placas grficas mais conhecidas.16.3.1 - HRCULES possvel afirmar que esta foi a primeira placa grfica a surgir para PC. Foi desenvolvida pelaempresa Hrcules e permitia a representao de grficos com uma resoluo de 720 x 348 pxeis,embora apenas em preto e branco. Para o armazenamento das imagens utilizava uma memria dotipo RAM, prpria para vdeo, de 64 kByte. 16.3.2 - CGAA IBM lanou o padro CGA (Color Graphics Adapter) que conseguia representar grficos comuma resoluo de 320 x 200 pxeis. No entanto, embora possuindo uma paleta de 16 cores,apenas 4 cores podiam ser exibidas em simultneo.Este adaptador permitia, tambm, a utilizao da resoluo 640 x 200 pxeis, mas apenas eramexibidos textos a preto e branco. 16.3.3 - EGACom as cada vez maiores exigncias ao nvel da resoluo e do nmero de cores, a IBM lanou,em meados dos nos 80, o padro EGA (Enhanced Graphics Adapter). As placas grficas fabricadassob este padro possibilitavam a representao de 16 cores em simultneo, com uma resoluoque podia ser, conforme o modo escolhido, 320 x 200, 640 x 200 ou 640 x 350 pxeis. Esta placatinha 128 kByte de RAM vdeo. 60. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 16.3.4 - VGAO lanamento do PS/2 da IBM trouxe tambm um novo padro, a que se deu o nome de VGA(Video Graphics Array).Este j permitia ir at aos 640 x 480 pxeis e exibir 256 cores simultaneamente, que podiam serescolhidas de uma paleta de 18 bit, isto , de um total de 263 144 cores, e possua 256 kByte dememria de vdeo.16.3.5 - SVGA o padro utilizado actualmente nos computadores pessoais. O SVGA (Super Video GraphicsArray) possibilita a apresentao de 16 milhes de cores diferentes, muito mais do que aquelasque a vista humana consegue distinguir (10 milhes).Com 1 MB de memria de vdeo consegue-se ter 16 milhes de cores a 640 x 480 pxeis e 65 536a 800 x 600 pxeis. 16.3.6 - XGAFoi desenvolvido pela IBM em 1990 e oferece cor de 8 bit com resoluo de 1024 x 768 pxeis oucor de 16 bit a 640 x 480 pxeis. 61. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 17. PLACAS DE REDEQuando se avalia o impacto da Internet nassociedades modernas, percebe-se o valor real deuma rede de comunicao. Dois computadoresinterligados, mesmo dentro de casa, so muito maisteis do queafuncionarisoladamente,simplesmente porque podem partilhar informao.Assim se explica o interesse dos fabricantes dehardware em desenvolver nos ltimos anos um Ilustrao 34 - Introduo da placa de rede PCCard num computador porttil.conjunto de produtos especficos para montar umapequena rede informtica nos lares. muito simples e resulta em cheio, at mesmo nos jogos.Para partilhar informao entre dois computadores h formas muito mais prticas do que andarde um lado para o outro com os ficheiros em CD ou disquete. O processo mais simples instalaruma placa de rede em cada um dos PC e estender um cabo pela distncia que os separa, dentrode limites razoveis. Claro que o melhor mesmo criar uma rede sem fios, onde a informao transmitida de um computador para outro atravs de tecnologias to banais quanto aradiofrequncia ou os infravermelhos, com vantagens para a primeira. Tecnologias como oBluetooth, WiFi, HomeRF e IrDA criam redes wireless muito cmodas, com bom desempenho e sema complicao dos cabos estendidos pela casa.Apesar do interesse recente em torno destas tecnologias sem fios, o processo mais barato parainstalar uma rede entre dois computadores ainda atravs de duas placas de rede do tipo Ethernete um cabo prprio. O sistema operativo reconhece facilmente estas placas e permite partilharficheiros atravs da chamada vizinhana de rede. Tudo o que h a fazer activar a partilha naspropriedades de rede e, no caso do Windows, seleccionar o cliente paraRedes Microsoft. 62. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES18. PERIFRICOS FUNDAMENTAISA unidade central do computador (microprocessador, memria central) necessita de comunicarcom o mundo exterior para poder receber ou enviar informao e aqui que entram osperifricos. Estes so dispositivos que se ligam unidade central do computador para enviar oureceber informao do exterior.Os perifricos dividem-se em dois tipos: perifricos de entrada (input) e perifricos de sada(output). Os primeiros servem para que seja possvel inserir dados ou enviar comandos aocomputador; como exemplo destes temos o teclado, a mesa digitalizadora e o rato. Os segundosso utilizados para receber dados do computador e transmiti-los para o exterior, como o casodas impressoras, dos monitores ou das plotters, por exemplo. 18.1 TECLADOO teclado um perifrico de entrada, essencial para a introduo de dados num computador oupara mandar executar comandos.Um teclado consiste num conjunto de pequenos interruptores, que podem ser de membrana oumecnicos, que so accionados quando se pressiona uma tecla. No interior do teclado existe umcontrolador que pesquisa constantemente os circuitos elctricos dos interruptores e verifica sepassa ou no corrente por cada um deles. O controlador gera um cdigo diferente para cadainterruptor pressionado e guarda esse cdigo em memria (buffer). A maior parte dos buffers dosteclados armazenam no mximo um conjunto de 16 caracteres, que por sua vez so enviados pelaporta de ligao do teclado para uma ROM, a motherboard do computador.Um teclado constitudo por diversos grupos de teclas, cada uma delas com diferentes funes.O principal grupo composto pelos caracteres alfanumricos, letras e algarismos, e sinais depontuao. Para alm deste grupo existem ainda outras seces.Ilustrao 35 - Teclados 63. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESPode ligar-se o teclado ao computador por meio de infravermelhos ou ondas de rdio, bem comoatravs de fichas DIM, Mini-DIM ou USB.Nas duas primeiras ligaes os teclados no tm fios, mas necessitam de um receptor ligado aocomputador por uma das trs fichas mencionadas. A ligao por infravermelhos no pode ternenhum obstculo entre o emissor que se encontra no teclado e o receptor. Na ligao por ondasde rdio j no existe este problema. Actualmente, as ligaes mais utilizadas so as que tm fichaMini-DIM e USB.Existem teclados para ambientes mais agressivos, como, por exemplo, na indstria, onde asujidade e humidade esto presentes. Para suportar estes tipos de ambientes foram desenvolvidosoutros tipos de teclados, como os que se apresentam na figura seguinte: Ilustrao 36 - Teclado de borracha18.2 RATOO rato ou mouse um perifrico de entrada que permite o posicionamento de um cursor no ecratravs do envio de impulsos elctricos ao sistema. Este perifrico talvez o que maisimportncia alcanou desde que foi disponibilizado no mercado informtico. O uso do rato deve-se ao desenvolvimento de interfaces grficas GUI (Graphical User Interface), que so cada vez maiselaboradas por parte dos sistemas operativos, como foi e , por exemplo, o caso do Mac OS, queequipa os Macintosh, ou o Windows, ou ainda os diversos ambientes grficos de trabalho doLinux, entre outros.Num computador com sistema operativo grfico GUI existem cones e janelas com diversoscomandos e controlos, que aparecem no ecr. Quando se pretende executar uma das funes, 64. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESnada mais fcil que utilizar o rato, fazendo um clique uma ou duas vezes com o boto direito ouesquerdo do rato consoante a instruo que se pretende executar. O primeiro sistema operativoutilizado em microcomputadores e vendido em grande escala, e que tirou partido do ambientegrfico e do rato, foi desenvolvido pela Macintosh. Mais tarde este tipo de tecnologia foi(e ainda ) utilizada pela maioria dos sistemas operativos.Quanto ao funcionamento dos ratos, podemos separ-los nas seguintes classes: Optomecnicos actualmente os mais utilizados. Trackball utilizam o sistema optomecnico, atravs da manipulao de uma esfera(foi muito utilizado em computadores portteis). pticos comeam a ser bastante utilizados. Indutivos e capacitivos touchpad (utilizados em computadores portteis). Trackpoint utilizados em portteis.Ilustrao 38 - Rato OptomecnicoIlustrao 37 - TrackballIlustrao 41 - Rato ptico Ilustrao 39 - TouchpadIlustrao 40 - TrackpointOs ratos optomecnicos so constitudos por uma bola que se encontra na parte inferior dorato. Ao movimentarmos o rato este faz rodar a bola, que por sua vez movimenta duas rodasdentadas que se encontram dentro do rato. medida que rodam, vo interromper um feixe deinfravermelhos, emitido por um led e recebido por um receptor de infravermelhos. Estas 65. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESinterrupes so enviadas para um circuito integrado que se encontra no interior do rato, que porsua vez envia o nmero de impulsos para o computador. A juno dos impulsos das duas rodas suficiente para indicar as coordenadas das posies vertical e horizontal do ponteiro do rato noecr do computador. Existem ainda um, dois ou trs botes, na parte superior do rato, que ooperador pode pressionar consoante a funo que pretende executar.Actualmente, os ratos incluem tambm uma terceira roda, que se encontra na sua parte superior.O utilizador pode mover a roda para a frente e para trs, dando informao ao computador paramovimentar a pgina que se encontra no ecr, respectivamente para cima ou para baixo. Omtodo de deteco de movimento da roda idntico ao das anteriores.Um caso particular dos ratos optomecnicos so os trackball, que no so mais do que um ratoconvencional ao contrrio, isto , a bola est na parte superior. O rato est fixo e com os dedosgira-se a bola. O funcionamento idntico ao descrito anteriormente.Os ratos pticos j existem h alguns anos. Este tipo de rato no tem bola e funciona sobre umaplaca prpria. A bola substituda por um emissor e um receptor de infravermelhos que seencontram na parte inferior do rato. A placa reflecte o sinal emitido e o receptor recebe os sinais,que por sua vez envia para o computador.Os ratos do tipo indutivo e capacitivos (touchpad) so actualmente muito utilizados emcomputadores portteis. Existe uma superfcie plana, ou placa, que, ao passarmos o dedo sobreea, alterada a sua indutncia ou a sua capacidade, conseguindo-se assim relacionar a posio dodedo na placa com o ponteiro no ecr do computador. O problema deste tipo de ratos reside nalimpeza necessria na placa de contacto.O trackpoint muito utilizado em computadores portteis. Este tipo de rato no mais do queum minsculo joystick que se encontra entre as teclas G, H e B do teclado. A velocidade com queo ponteiro se move proporcional forma que se exerce sobre o joystick. 66. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 18.3 MONITORO monitor tem uma importncia vital, pois, em conjunto com a placa de vdeo, forma o principalmeio de comunicao entre o computador e o utilizador. um perifrico de sada.Os factores que diferenciam os inmeros modelos de monitores venda so, basicamente: As dimenses do monitor; O tamanho dos pontos que compem o ecr do monitor (dot pitch); As resolues suportadas; A taxa mxima de actualizao da imagem (refrescamento do monitor.Quanto s dimenses do monitor, a medida expressa em polegadas e dada pelocomprimento da diagonal da tela. Os tamanhos mais utilizados so os monitores de 14, 15, 17,19, 21 e 24. Alm do tamanho do ecr, a vantagem dos monitores de maiores dimenses ofacto de eles suportarem maiores resolues e taxas de actualizao. As maiores desvantagens dosmonitores de grandes dimenses so o preo dos mesmos e o tamanho dos prprios monitores.Relativamente ao tamanho dos pontos que compem o ecr do monitor (dot pitch) seexaminarmos com uma lupa o ecr vemos que a imagem formada por pontos verdes, azuis evermelhos. Cada conjunto de trs pontos chamado pxel. A distncia medida na diagonal entredois pontos da mesma cor designada por dot pitch.A resoluo de um monitor o nmero de pontos de imagem (pxeis) que um monitor suportano eixo vertical e no eixo horizontal.A taxa mxima de actualizao da imagem (refrescamento do monitor refresh rate) afrequncia da actualizao da imagem. A imagem no monitor no toda formada em simultneo,mas por um varrimento na superfcie do ecr, linha a linha. A velocidade de varrimento medidaem hertz (Hz) ou em nmero de vezes que realizado o varrimento ou o refrescamento daimagem por segundo. Quanto maior a velocidade de refrescamento, maior a estabilidade daimagem.Para se conseguir tirar partido de todas as caractersticas de um bom monitor temos que ter umaplaca grfica de igual qualidade. Se a placa grfica for de m qualidade no podemos tirar omelhor proveito do monitor. O mesmo se passa se tivermos uma boa placa grfica, onde 67. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESpodemos seleccionar uma boa resoluo e/ou um bom refrescamento, mas, se o monitor no osuportar, temos de trabalhar com a placa grfica aqum das suas potencialidades.Quanto ao funcionamento dos monitores, podemos dividi-los nas seguintes classes:TIPOS DE MONITORES Monitores de Tubos de RaiosMonitores Planos CatdicosCRT Monitores de Cristais LquidosMonitores de Tecnologias Alternativas Monitores de Matriz PassivaMonitores de Plasma DSTNPDPMonitores de Matriz Activa Monitores de Emisso de CamposTFT FED Monitores de Dodo Orgnico Emissor de LuzOLEDMonitores Electroluminescentes EL 68. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORES 18.4 PLACA DE SOMCada vez mais encontramos nos nossos sistemas informticosplacas de som, juntamente com altifalantes, que so necessriospara ouvirmos o som gerado pelo computador; tambm podemestar interligados com um microfone para guardarmos a fala ououtro som analgico no computador, em formato digital. Umaplaca de som por isso um perifrico de entrada e tambm de Ilustrao 42 - Placa de Somsada.Basicamente, uma placa de som constituda por um conversor digital-analgico, responsvelpela converso do som guardado digitalmente num CD-ROM ou no disco rgido e pela suareproduo numa colunas ou auscultadores, para que o ouvido humano o oua. O ouvidohumano s interpreta sons analgicos. Outro componente importante o conversoranalgico-digital, que recebe os sinais analgicos provenientes de um microfone ou de umaaparelhagem de som e converte-os em sinais digitais. Aps a converso, os sinais podem serarmazenados num CD-ROM ou outro tipo de armazenamento digital para posterior reproduo.As vantagens do armazenamento digital so a possibilidade de se manter a qualidade dos sinaisdurante muito mais tempo, relativamente ao armazenamento digital para posterior reproduo.As vantagens do armazenamento digital so a possibilidade de se manter a qualidade dos sinaisdurante mais tempo, relativamente ao armazenamento de sinais analgicos, e ser mais fcil fazerum tratamento sobre sinais digitais. Por exemplo, aps a converso de um som analgico emdigital podemos converter o sinal no formato mpeg3, com auxlio de operaes matemticas.Assim, o espao ocupado muito inferior ao original e a perda de qualidade reduzida.Quanto ao modo de interligao das placas de somao computador, estas podem ser ligadas aosbarramentos existentes na motherboard, ISA, VESA,Local BUS, mas as mais utilizadas so as que seligam ao barramento PCI. Existem tambm placasde som que se conectam directamente porta USBe outras que j vm incorporadas na prpriamotherboard do computador.Ilustrao 43 - Placa de Som. 69. SEBENTA DE INSTALAO E MANUTENO DE COMPUTADORESUma placa de som tem, normalmente, as seguintes entradas/sadas: Conector mic in entrada de microfone; Conector line in entrada para aparelhagens de som; Conector line out sada para aparelhagens de som; Conector speaker out sada para colunas, altifalantes e auscultadores; Conector joystick/MIDI ligao para um joystick ou entrada/sada de instrumentos MIDI. 18.5. - COLUNASO computador armazena os sinais em formato digital.No entanto, o ouvido humano s percebe sinaisanalgicos. Sendo assim, necessitamos de uma placa desom que converta s sinais digitais em analgicos e deum aparelho que converta o sinal analgico num sinalsonoro. A este aparelho d-se o nome de coluna e considerado um perifrico de sada.Uma coluna possui um cone de papel ou de plsticoque ao vibrar produz ondas sonoras. Por sua vez, essecone est ligado a uma bobina rodeada por um manpermanente, o que leva a que a bobina se movarapidamente para a frente e para trs, fazendo com queIlustrao 44 - Colunaso cone vibre.18.6 IMPRESSORASAs impressoras so perifricos de sada e servem para receber dados do computador e traduziressa informao em papel. Existem diversos sistemas de impresso, baseados em diferentestecnologias, cada uma com as suas prprias vantagens e desvantagens.As impressoras so interligadas com o computador normalmente atravs da po