Sensor de Umidade para Concreto - Série...

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Sensor de Umidade para Concreto - Srie 3000 Recomendaes para Correta Instalao e Operao do Equipamento

TecnologiaBrasileira

Este documento contm informaes confidenciais. Seu contedo de uso exclusivo de pessoas e empresas autorizadas pela Condutiva. Por favor, obter permisso por escrito da Condutiva caso deseje utiliz-lo para outros fins.

2

Seqncia Passo a Passo para Instalao de Sensor de Umidade

ETAPA PASSO RECOMENDAO Informaes

complementares e fotos (pgina)

NO montar a sonda abaixo da alimentao de agregados, cimento e gua. 7 a 13

a sonda deve ser montada sob ponto de passagem de pelo menos uma p. Esta p deve passar paralelamente face cermica da sonda, limpando toda a face cermica da sonda durante a produo da massa de concreto

7 a 13

garantir que a sonda sempre fique coberta de massa durante o ciclo produtivo 7 a 13

misturadores de eixo vertical

Preferencialmente na parede lateral 6

Escolha da posio

misturadores de eixo horizontal

Num angulo de 10 a 20 graus em relao ao fundo

10

Abertura de furo com de 80mm e soldagem do

suporte 7 a 13

INSTALAO DA SONDA NO MISTURADOR

Instalao da sonda distncia entre a face cermica da sonda e p do misturador aproximadamente igual a 5mm 16 a 19

Especificao da motobomba

normalmente potncia de 1/2 CV ou inferior suficiente 19

a entrada da tubulao no misturador a entrada deve ter curva em 90 21 a 23

Encanamento hidrulico deve ser instalada uma vlvula de reduo de presso no circuito. 21 e 23

A posio do chuveirinho deve produzir jatos de gua que atinjam a massa de concreto, em uma posio entre o eixo e a parede do misturador.

12, 20 e 21

MONTAGEM DO SISTEMA

HIDRULICO

"chuveirinho" o nmero e dimetro dos furos do "chuveirinho" dependem das caractersticas do misturador. O nmero de furos deve ser suficiente para cobrir boa parte da massa e o dimetro deve ser pequeno e aumentado gradativamente.

22 e 23

preferencialmente em cabines fechadas e climatizadas

evitar excesso de contato com p

No expor a vibraes Escolha do local

NO expor ao contato com gua

23 e 24

utilizar fases onde no esto conectadas cargas muito grandes.

INSTALAO DA UC OU MDULO 4-20mA

Selecionar tenso de alimentao 127 ou 220 volts (no caso da UC) e

conectar a rede. sobretenso pode danificar o equipamento e subtenso pode ocasionar falhas de funcionamento

23 e 24

3

NDICE

Seqncia Passo a Passo para Instalao de Sensor de Umidade........................................ 2

1. Objetivos ............................................................................................................................... 4

2. O Sensor de Umidade para Concreto - Srie 3000............................................................ 4 2.1 Como Funciona o Sensor de Umidade para Concreto - Srie 3000................................. 4 2.2 Principais Partes do Equipamento.................................................................................... 5 2.3 Caractersticas Bsicas do Sensor de Umidade Srie 3000.............................................. 6

3. O Que Avaliar Antes da Instalao do Equipamento....................................................... 6

4. Misturadores de Eixo Horizontal........................................................................................ 7 4.1 Forma Correta de Montagem da Sonda em Misturadores de Eixo Horizontal ................ 8

5. Misturadores de Eixo Vertical .......................................................................................... 10 5.1 Forma Correta de Montagem da Sonda em Misturadores de Eixo Vertical .................. 11

6. Capacidade de Homogeneizao do Misturador............................................................. 13

7. Condio de Manuteno do Misturador e da Sonda..................................................... 14

8. Posicionamento da Sonda no Misturador ........................................................................ 16

9. Montagem do Sistema Hidrulico .................................................................................... 19

10. Instalao Eltrica e Instalao da UC .......................................................................... 23

11. Sistemas Fornecidos com Mdulo 4 a 20 mA ................................................................ 24

12. Caractersticas do Processo Produtivo de Cada Cliente............................................... 24 12.1 Seqncia e Forma de Adio de Agregados e Cimento ............................................. 25

13 Recomendaes Gerais ..................................................................................................... 25

4

1. Objetivos Fornecer informaes e orientaes para a correta instalao e operao do Sensor de Umidade para Misturadores de Concreto. As recomendaes deste manual propiciam melhor performance do equipamento, processos de adio de gua mais repetitivos e mais rpidos, melhor distribuio da gua na massa de concreto, melhor homogeneizao da massa de concreto, melhor aproveitamento da vida til do equipamento, reduz risco de falhas do equipamento por erros de instalao. As recomendaes que seguem abrangem todas as verses existentes de sonda e de unidades de processamento. So tratados aspectos desde montagem mecnica, mtodo de adio de gua, ajustes de parmetros complementando o Manual de Instrues e Operao do equipamento. As recomendaes deste manual devem ser seguidas visando melhor performance do equipamento.

2. O Sensor de Umidade para Concreto - Srie 3000

2.1 Como Funciona o Sensor de Umidade para Concreto - Srie 3000 Aps a adio dos agregados e cimento ao misturador, o sensor faz a leitura da quantidade de gua existente na mistura destes insumos. Em seguida, a adio de gua feita automaticamente at atingir-se o teor de umidade desejado. Assim, o sensor de umidade complementa a automao de processos de produo de massa de concreto e trabalha segundo condies que podem ser pr-programadas. O grfico 1 abaixo apresenta as fases da seqncia de trabalho do sensor de umidade. Todos os 5 passos so temporizados via UC - unidade de controle - e variam de acordo com cada aplicao. A UC proporciona adio temporizada de aditivo desde que seja utilizado um sistema adicional de motobomba semelhante ao sistema de gua. Esta adio de aditivo no esta representada no grfico abaixo podendo ser realizada ou no. O software permite a opo em colocar-se aditivo logo no incio do processo, anteriormente etapa 1, ou aps a etapa 2, adio rpida de gua.

5Umidade

(%)

Tempo

1 2 3 4 5

Teor final

Teor deaproximao

Etapas

t1 t2 t3 t4 t5

Dt1 Dt2 Dt3 Dt4 Dt5

Etapa Passo da receita 1 Tempo inicial de homogeneizao 2 Adio de gua rpida 3 Tempo de homogeneizao de aproximao 4 Adio pulsada de gua - ajuste fino 5 Tempo de homogeneizao final

Grfico 1 - Operao do Sensor de Umidade Srie 3000 com controle de umidade

2.2 Principais Partes do Equipamento O equipamento composto de duas partes: o Sensor e a Unidade de Controle - UC. Tanto o sensor como a UC possuem um microcontrolador prprio e a comunicao entre eles feita atravs de um cabo flexvel PP de trs vias (seco igual a 0,5 mm2, comprimento mximo recomendado de 50 metros). Existem trs verses de sonda e trs verses de UC que so aplicadas dependendo da necessidade de cada caso.

Figura 1 - Sistema composto por sonda SC 3000 I e unidade de controle UC 3000.

6

SondaMdulo4-20mA

Cabo PP

Figura 2 - Sistema para operao da sonda SC 3000 I com mdulo 4-20 mA.

2.3 Caractersticas Bsicas do Sensor de Umidade Srie 3000 O Sensor de Umidade Condutiva Srie 3000 possui as seguintes caractersticas: - o princpio fsico de funcionamento capacitivo, - destinado medio, em tempo real, e controle do teor de gua em processos de produo de massa de concreto, - faixa de medio do teor de umidade de 0% a 12% de gua (base seca) em relao massa total de concreto, - destinado aos fabricantes de blocos, pisos, tubos, telhas, - facilmente adaptado em misturadores estacionrios de diversos modelos, inclusive em misturadores instalados e em operao, - trs opes de sonda, - trs opes da unidade de controle, Consultar a ficha tcnica sobre as verses disponveis do equipamento, as especificaes, recomendaes de aplicao e opcionais.

3. O Que Avaliar Antes da Instalao do Equipamento O correto funcionamento do sensor de umidade depende de vrios fatores como: - tipo de misturador (eixo vertical e eixo horizontal), - capacidade do misturador em homogeneizar a massa de concreto, - caractersticas do processo produtivo,

7

- seqncia e forma de adi s e cimento, - condies gerais de man

4. Misturadores deOs misturadores de eixo hos misturadores de eixo ve Nos misturadores de eixoem relao ao fundo do mpode ser feita na comportaciclo. Neste caso deve-se e UC, pois o movimento d

Sentido de rotaops do misturador

Sensor instaladocerca de 10o ~ 2

Figura 3 - Posio para a importante observar o s

o de agregado

uteno do misturador.

Eixo Horizontal orizontal so um pouco mais favorveis medio de umidade que rtical.

horizontal o sensor deve ser montado em um ngulo de 10 a 20 isturador, como apresentado na figura 3. Esta montagem tambm

de descarga facilitando a limpeza da face cermica ao final de cada tomar cuidado com a fixao do cabo de comunicao entre a sonda a comporta pode partir o cabo ocasionando falha de comunicao.

das

a 0o

10o ~ 20o

instalao do sensor de umidade num misturador de eixo horizontal. entido de rotao das ps e o lado correto para montagem do sensor.

8

4.1 Forma Correta de Montagem da Sonda em Misturadores de Eixo Horizontal

Sonda

Fundo do misturador

Foto 1 - A sonda est montada corretamente em um ngulo entre 10 e 20 graus em relao ao fundo do misturador. Observa-se que nesta regio no h acmulo de massa seca nas paredes do misturador. A sonda tambm est a uma distncia adequada da parede lateral, local onde ocorre acmulo de massa. A sonda est corretamente montada sob a p principal do misturador. Preferencialmente, escolhe-se esta p do misturador, que garantir melhor fluxo e renovao da massa de concreto sobre a sonda.

Sonda

Foto 2 - Vista externa da montagem da sonda em misturador de eixo horizontal. Frequentemente 01 sonda suficiente para medio do teor de umidade.

9

Foto 3 - Exemplo de sonda montada na comporta de descarga de misturador de eixo horizontal. Neste caso tambm e muito importante a distncia entre a face da sonda e a p do misturador, assim como o paralelismo entre as duas peas.

Deve-se tomar cuidado com a movimentao do cabo de comunicao da sonda com a UC.

No deixar o cabo solto.

Foto 4 - Vista externa da montagem da sonda na comporta de descarga.

10

5. Misturadores de Eixo Vertical Nestes misturadores a medio do teor de umidade um pouco menos favorvel que em misturadores de eixo horizontal. A razo que a gua adicionada massa de concreto leva mais tempo para ser homogeneizada e atingir a superfcie do sensor, principalmente se este estiver montado no fundo do misturador. Assim, existe uma maior defasagem de tempo entre a adio de gua e a leitura do sensor, o que dificulta o processo de medio de umidade. Observa-se uma melhor performance do sensor de umidade em misturadores planetrios. Nos misturadores de eixo vertical o sensor pode ser montado tanto na lateral como no fundo. A montagem na lateral mais recomendada para misturadores que sempre trabalham na capacidade mxima e que tenham uma boa manuteno na p raspadora da parede lateral. Em pequenos misturadores de eixo vertical a abertura do furo e montagem do suporte na parede lateral mais difcil, pois a curvatura da parede no permite o correto assentamento das peas. Contudo, a montagem na parede lateral sempre prefervel.

Sensor instalado na parede lateral

Sensor instalado no fundo

Figura 4 - Posies recomendadas para a instalao do sensor de umidade num misturador de

ps mveis.

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5.1 Forma Correta de Montagem da Sonda em Misturadores de Eixo Vertical

Sonda montada na lateral

A sonda no deve ficar muito prxima do fundo do misturador . Contudo, deve permanecer completamente coberta de massa durante o ciclo produtivo

Foto 05 - Vista da sonda montada na parede lateral do misturador.

Sonda

Foto 06 - Vista externa da montagem da sonda na parede lateral.

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chuveirinho

local mais adequado para montagem da sonda

sentido de rotao do misturador

Sonda

Foto 07 - Posicionamento da sonda em relao ao chuveirinho. Deve-se montar a sonda o mais distante possvel do chuveirinho de modo que a massa j chegue ao sensor pr misturada. A montagem acima no est plenamente adequada e o local correto indicado pela seta em vermelho.

Foto 08 - Vista de sonda montada no fundo de misturador de eixo vertical. A distncia entre o centro da sonda e a parede lateral do misturador de ser igual a 1/3 do raio. Posicionar a sonda de modo que 01 p passe sobre o sensor proporcionando a limpeza da face da sonda e a renovao de massa durante a mistura.

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Foto 09 - Vista externa da montagem da sonda no fundo de misturador de eixo vertical.

6. Capacidade de Homogeneizao do Misturador Tanto em misturadores de eixo horizontal com nos de eixo vertical um aspecto importante a capacidade do misturador em homogeneizar a massa de concreto. Quanto mais rpido for a homogeneizao da massa de concreto melhor ser a performance do sensor de umidade. Isto est relacionado aos ngulos e montagens das ps do misturador e ao ciclo completo de rotao das ps. Um indicador bastante importante a medio de um ciclo completo de rotao das ps do misturador. Por exemplo, existem misturadores com ciclo de 1,5 segundos. Outros misturadores, de maior porte, possuem ciclo de rotao de 3 segundos. O ciclo de rotao do misturador deve ser avaliado em funo do porte do equipamento. Em misturadores pequenos (capacidade inferior a 1.000 litros) espera-se ciclos mais curtos (por volta de 2 segundos) e em misturadores maiores (com capacidade superior a 1.000 litros) os ciclos so mais longos (em torno de 3 segundos). Assim, se um misturador de pequeno porte possuir ciclo de 3 segundos espera-se uma homogeneizao mais lenta, que impacta negativamente na performance do sensor de umidade. A montagem das ps influencia a homogeneizao da massa de concreto. J encontramos misturadores de eixo horizontal onde dois pares de ps estavam montadas uma de frente para a outra jogando massa uma na face da outra. A homogeneizao era muito lenta e isto podia ser percebido no aspecto do bloco produzido pela prensa.

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7. Condio de Manuteno do Misturador e da Sonda As condies gerais de manuteno do misturador influenciam a performance do sensor de umidade. Os aspectos mais importantes a serem considerados so: - verificao da existncia de folgas nas ps do misturador. As ps devem estar bem fixadas para evitarem choques com a sonda e danos aos equipamentos, - verificao do desgaste das ps. Quanto mais novas as ps mais prximas das paredes do misturador elas trabalham. Normalmente, nesta situao a sonda pode ser montada faceando internamente a carcaa do misturador. Esta condio prolonga a vida til da sonda. Contudo, medida que as ps desgastam-se a sonda deve ser aproximada da p respeitando a distncia entre 5 e 10 mm. Ps com raio de curvatura muito acentuado no limpam corretamente a sonda e prejudicam a leitura de umidade. - deve evitar-se lavar a sonda com jatos de gua, evitar-se o acmulo de massa de concreto sobre a sonda. Cuidados adicionais devem ser tomados com a face cermica evitando-se choques e pancadas com ferramentas. necessrio que as ps sejam capazes de revolver a massa de concreto durante o ciclo de produo. O paralelismo entre as ps que passam sobre o sensor e a face cermica do sensor garante a renovao de material sobre o equipamento e a correta leitura de umidade. A distncia entre a face cermica do sensor e as ps que passam sobre esta face muito importante. Assim, para instalao do sensor de umidade importante escolher-se uma posio em que pelo menos uma p passe sobre a superfcie cermica do sensor proporcionando e limpeza da mesma. A melhor performance do sensor no misturador obtida com: - o correto posicionamento do sensor no misturador, ou seja, sob pelo menos uma p, - o ajuste correto da altura entre a face cermica e as ps que passam sobre o sensor. Esta altura varia de 5 a 10 mm e depende bastante do tipo de misturador. Quanto menor a eficincia do misturador em homogeneizar a massa de concreto mais prximo o sensor deve ficar das ps - observar figura 4. - deve haver um fluxo de massa constante sobre a janela do sensor durante o processo de mistura. No deve haver massa parada sobre o sensor durante o processo de mistura. Deve-se evitar colocar o sensor com a janela abaixo da linha da superfcie interna do misturador (Figura 5a). - tomar-se o cuidado para que a janela no encoste nas bordas das ps, pois caso contrrio o sensor ser danificado durante a operao do misturador (Figura 5b). Eventualmente, as ps do misturador podem estar demasiadamente gastas, de tal forma que a massa de concreto fique parada sobre o sensor, mesmo que ele esteja na posio correta (Figura 5c). Neste caso, deve-se posicionar a face da janela do sensor um pouco acima da superfcie interna do misturador, tomando o cuidado para ela no tocar na borda da p. Nesta situao, em que a janela fica acima da superfcie interna do misturador, haver um desgaste

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mais rpido da camisa em ao VC (nas verses com esta opo) e da janela cermica do sensor (em todas as verses).

0,5cm

(a) (b) (c)

Figura 5 - (a) e (b) mostram as profundidades, que devem ser evitadas, do sensor de umidade em relao parede do misturador. A figura (c) mostra a posio correta do sensor, ou seja,

com a janela na mesma linha da parede interna do misturador.

Se a p estiver desgastada o sensor deve ser aproximado da p e a distncia entre o sensor e a p deve ser no mximo de 10 mm.

Sonda

Foto 10 - Exemplo de excesso de massa sobre a sonda. Esta situao deteriora o equipamento.

16

Chuveirinho

Montagem INCORRETA

Foto 11 - Vista de chuveirinho coberto por excesso de massa de concreto, que prejudica a adio e homogeneizao da gua na massa de concreto.

8. Posicionamento da Sonda no Misturador

Montagem CORRETA

Foto 12 - O paralelismo entre a face da sonda e a p no perfeito, contudo plenamente adequado para o funcionamento do sensor de umidade.

17

Montagem CORRETA

Foto 13 - Montagem correta da sonda. Face da sonda paralela p. Neste caso, como trata-se de um misturador novo a sonda montada na condio ideal, faceando internamente a carcaa do misturador.

Foto 14 - Observar que mesmo montado na lateral, a distncia entre a p raspadora e a face do sensor deve obedecer os mesmos 5 a 10 mm como no misturador de eixo horizontal. Tambm importante o paralelismo entre a p e a face do sensor de modo a garantir a limpeza da sonda e a renovao de massa durante a mistura.

18

A foto 15 abaixo mostra uma sonda instalada em um misturador de eixo horizontal. A distncia entre a sonda e a p deve variara entre 5 e 10 mm. Em alguns casos, quando o misturador pouco eficiente na mistura, esta distncia deve ser inferior a 5mm. O erro de montagem no caso da foto abaixo o no paralelismo entre a face da sonda e a p do misturador.

P do Misturador

Montagem INCORRETA

Sonda Foto 15 - No h paralelismo entre a face da sonda e a p do misturador. Isto acarreta acmulo de massa sobre a sonda e erro na leitura da umidade (ver foto 16).

Acmulo de massa sobre a sonda. O eletrodo central no visvel.

Montagem INCORRETA

Sonda

P do Misturador Foto 16 - Grande acmulo de massa sobre a sonda. A medio de umidade torna-se incorreta.

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A figura 17 mostra o desgaste ocorrido com a sonda das fotos 15 e 16. Como o paralelismo com a p era deficiente a sonda foi aproximada ficando a menos de 5 mm de distncia da p do misturador. A conseqncia foi desgaste prematuro da camisa em ao VC e incio de desgaste prematuro da cermica. Mesmo neste caso a correta interveno na sonda (giro da sonda e manuteno da posio da camisa) garantiria integridade ao corpo, componente principal da sonda.

Desgaste excessivo da camisa

Foto 17 - Vista de uma sonda demasiadamente desgastada devido proximidade excessiva com a p do misturador.

9. Montagem do Sistema Hidrulico A especificao da potncia da motobomba deve levar em considerao os seguintes aspectos: - capacidade do misturador, - distncia entre a posio de montagem da motobomba e o misturador, - distncia entre a posio de montagem da motobomba e a caixa de gua. Normalmente, uma motobomba com potncia de 1/2 CV suficiente para compor o sistema hidrulico que realizar adio de gua. muito importante combinar velocidade de adio de gua com preciso da leitura de umidade. Motobombas com potncia superior a 1/2 CV tendem a adicionar uma quantidade de gua incompatvel com o tempo de resposta do sensor de umidade. Como, nestas motobombas, cada pulso (considerando-se o menor pulso possvel programvel na UC sendo de 1 segundo) adiciona quantidade considervel de gua perde-se preciso no processo de adio de gua.

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A UC possui vrios parmetros programveis visando ajustes que permitam combinar velocidade e preciso ao processo de adio de gua. Outros aspectos importantes do sistema hidrulico so: - correta montagem da tubulao de gua na entrada do misturador, - instalao de vlvula de reduo de presso (mesmo para casos com motobombas com potncia de 1/2 CV), - dimetro e nmero de furos do chuveirinho. A foto 18 mostra a correta montagem do chuveirinho em misturador de eixo horizontal. Observar a posio do chuveirinho em relao ao sentido de rotao das ps do misturador. Se o chuveirinho for montado junto carcaa do misturador deve-se ter o cuidado de que o jato de gua no seja perpendicular ao cho. Deve-se girar a tubulao de modo que o jato de gua atinja a massa de concreto em uma posio entre o eixo e a parede do misturador. Estas consideraes, se corretamente observadas, permitem melhor distribuio da gua na massa de concreto, melhor homogeneizao da gua na massa e melhor performance do sensor de umidade.

Montagem CORRETA

Observar as distncias entre o chuveirinho e o eixo de misturador e entre o chuveirinho e a parede do misturador.

Sonda

Chuveirinho

Sentido de rotao das ps

Comporta descarga

Foto 18 - Montagem Correta do chuveirinho localizado entre a parede e o eixo do misturador.

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Foto 19 - Montagem correta de chuveirinho em misturador de eixo vertical

ngulo de 90

Entrada para adio de aditivo

Vlvula para controle da vazo de gua

Foto 20 - Entrada correta da tubulao de gua no misturador. ngulo de 90 imediatamente antes da entrada (evita gotejamento excessivo de gua aps finalizao do processo), montagem de vlvula de para controle da vazo de gua, sistema preparado para receber tubulao para adio de aditivo (controlvel por tempo pela UC)

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ngulo de 90

Vlvula solenide

Entrada de aditivo

Foto 21 - Entrada correta da tubulao de gua no misturador. ngulo de 90 imediatamente antes da entrada (evita gotejamento excessivo de gua aps finalizao do processo), montagem de vlvula solenide, sistema com adio temporizada de aditivo controlado pela UC O sistema hidrulico ideal contempla motobomba e vlvula solenide. Resultados bastante satisfatrios tm sido obtidos com uma vlvula de reduo de presso substituindo a vlvula solenide, conforme a montagem da figura 6. Sistemas de adio de gua com motobomba j instalados podem ser aproveitados em casos de clientes que j o possuam. Contudo, eventuais ajustes nestes sistemas podem ser necessrios para correto funcionamento do sensor de umidade. O chuveirinho deve possuir uma quantidade de furos que permita boa distribuio da gua em vrios pontos da massa de concreto. A quantidade destes furos e os dimetros variam conforme capacidade e eficincia do misturador, se o sistema adiciona gua por gravidade ou se possui motobomba, dimetro da tubulao. Quando se opera com motobomba tende a reduzir o dimetro e quantidade de furos. J sistemas por gravidade precisam, dependendo do desnvel, de mais furos com dimetros maiores. Assim, a quantidade de furos varia de 06 a 12 e o dimetro de 03 a 05 mm. Recomenda-se partir o sistema com poucos furos e de pequeno dimetro. medida que o processo ajustado aumenta-se a quantidade e dimetro dos furos para que o processo seja rpido e preciso.

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A figura 6 apresenta uma sugesto de montagem para o sistema de adio de gua com motobomba e vlvula solenide. Sistema similar pode ser montado para adio temporizada de aditivo.

sada de gua sistema de chuveirinho. Observar o

nmero e dimetro dos furos gua

10.A temesdevedani A Uque cuid - n- n- n

Observar entrada de gua no misturador. De baixo para

cima. Evita excesso de gotejamento no final do processo de adio

de gua.

misturador

motobomba

vlvula solenide

tubulao de gua

sensor vlvula esfera

Observar motobomba e vlvula solenide prximas ao misturador e abaixo da

entrada de gua

tanques de gua

Figura 6 - Desenho esquemtico de sistema de adio de gua

Instalao Eltrica e Instalao da UC nso de alimentao da UC 127 ou 220 volts. A configurao de fbrica 220 volts e a ma tenso que alimenta a UC acionar os componentes do sistema hidrulico. Assim, -se tomar cuidado com oscilaes de tenso da rede, sobretenso e subtenso que podem ficar a UC e/ou ocasionar falha de funcionamento.

C deve ser instalada, preferencialmente, em sala fechada com temperatura controlada. Em casos onde necessria a instalao prxima ao misturador, deve-se tomar os seguintes ados:

o expor a UC a vibraes, o expor ao calor intenso e ao p, o molhar a UC,

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- no instalar em locais expostos luz solar e a chuvas. A UC deve sempre acionar contatoras e nunca a motobomba diretamente.

11. Sistemas Fornecidos com Mdulo 4 a 20 mA Nos casos em que o Sensor de Umidade fornecido com o mdulo de converso para sinal analgico, o cliente responsvel pela implementao do software que realizar o controle da adio de gua. A recomendao que este software siga os passos descritos na tabela 1. Tabela 1 - Etapas a serem cumpridas pelo software de controle da adio de gua

Etapa Descrio da Etapa Observaes

1 Tempo de Homogeneizao Inicial

A primeira etapa garantir um tempo de homogeneizao da mistura para correta leitura da umidade inicial. Aps cumprimento deste tempo inicia-se a adio de gua.

2 Adio Rpida de gua

Esta etapa realiza a adio da maior poro de gua . Pode ser realizada continuamente (motobomba continuamente acionada) ou de modo pulsado (ligando e desligando a motobomba) dependendo da capacidade de homogeneizao do misturador. Deixa-se o sistema adicionando gua at que se atinja uma porcentagem do teor final. Normalmente, esta porcentagem varia entre 75 e 90% dependendo do misturador. Atingido este teor o processo de adio de gua interrompido e passa-se para a fase 3.

3 Tempo de Homogeneizao Aproximao Tempo de mistura da massa sem adio de gua entre as fases 2 e 4. Visa garantir a correta leitura pela sonda.

4 Adio Pulsada de gua

Fase que adiciona pequenas pores de gua para garantir preciso no final do processo produtivo. A motobomba e ligada e desligada para que pequenas pores de gua sejam adicionadas e para que seja feita leitura correta do teor de umidade.

5 Tempo de Homogeneizao Final Tempo de mistura que visa garantir se a umidade programada foi atingida. Caso no tenha sido atingida o sistema volta para a fase 4

12. Caractersticas do Processo Produtivo de Cada Cliente Os dois fatores mais importantes para implementao do Sensor de Umidade para Concreto so:

tempo disponvel para funcionamento do sensor, ou seja tempo disponvel para o sensor medir a quantidade de gua inicial e adicionar a quantidade faltante;

capacidade de homogeneizao do misturador. Nesta avaliao importante: - cronometrar o ciclo total de produo de massa de concreto do processo existente no cliente (tempo para adio de agregados mais cimento, tempo para adio de gua e aditivo no modo

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atual, tempo de homogeneizao da massa de concreto e tempo de descarga do misturador at incio do novo ciclo), - cronometrar o tempo do sistema atual do cliente para adicionar gua e aditivo, homogeneizar a massa de concreto at o momento imediatamente anterior ao incio da descarga. O sensor de umidade atuar neste perodo de tempo.

12.1 Seqncia e Forma de Adio de Agregados e Cimento Os aspectos que favorecem o trabalho do sensor de umidade so: - a existncia de silos dosadores de agregados e de rosca dosadora de cimento. Este processo mais rpido e mais repetitivo, alm de no depender da disponibilidade de mo de obra. - adio simultnea dos agregados e cimento. O processo mais rpido e o sensor, desde o incio do ciclo, mede a umidade da massa de concreto seca na presena do cimento. Como o sensor calibrado para medir a umidade de concreto a presena do cimento desde o incio do ciclo de medio bastante importante. Aspectos que prejudicam o trabalho do sensor de umidade para concreto: - adio manual dos agregados e de cimento (com carriola ou p). Processo mais lento e menos repetitivo. Alta dependncia da mo de obra que pode atrasar o processo produtivo, - adio seqencial dos agregados e cimento. Em muitos casos, de adio manual, o cimento colocado por ltimo no misturador. O sensor de umidade calibrado para a medio da umidade em massa de concreto. Assim, quanto antes o cimento entrar na mistura mais rapidamente o sensor medir o teor de umidade real da mistura e mais rpido ser o processo de adio de gua.

13 Recomendaes Gerais Algumas recomendaes so bastante importantes de modo a garantir o correto funcionamento do sensor de umidade, os cuidados necessrios com o equipamento e de modo a facilitar a adaptao do usurio: - correta manuteno das ps e do posicionamento do sensor em relao s ps do misturador. Erro mais comum: as ps desgastam-se e a distncia entre a p e a janela cermica do sensor ultrapassa a especificao. Ocorrncia comum: acmulo de massa sobre o sensor que altera a medio do teor de umidade acarretando adio demasiada de gua. - acompanhamento do desgaste da janela cermica (em todas as verses) e da camisa em ao VC (nas verses com esta opo) visando aumento da vida til do equipamento. Erro comum: no girar o sensor para expor outros lados do sensor ao ataque do concreto. Ocorrncia comum: desgaste irregular e prematura do sensor. Dano irreparvel do sensor.

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- manuteno e substituio tanto da janela cermica (em todas as verses) quanto da camisa em ao VC (nas verses com esta opo) visando aumento da vida til do equipamento. Erro comum: falta de manuteno peridica (inspeo visual mnima a cada 15 a 30 dias). Ocorrncia comum: desgaste irregular e penetrao de umidade na eletrnica da sonda. Custo com aquisio de nova sonda. - recomenda-se o uso da verso de sensor com camisa em ao VC caso o cliente utilize brita para produo de artefatos de concreto (observar ficha tcnica quanto a outras recomendaes para uso desta verso) . Razo: verso menos suscetvel a quebra da janela cermica. - instalao de motobomba com potncia superior a 1/2 CV. necessrio checar as especificaes da motobomba para determinao da potncia correta. Contudo, deve-se tomar cuidado para que no ocorra adio excessiva de gua. Erro comum: potncia inadequada da motobomba. Ocorrncia comum: massa sempre mida e o sensor no controla o processo. Como proceder: substituir a motobomba por outra de menor potncia e instalar vlvula para reduo de presso. - oscilao do teor final - situao 1. Ora massa seca, ora massa mida. Se os agregados estiverem muito midos pode ser necessrio alterar o fator de aproximao para ajustar o trabalho do sensor de umidade. Ocorrncia comum: principalmente em dias de chuva, os agregados ficam bastante midos. Assim, a maior parte da gua necessria para produzir-se a massa de concreto j se encontra nos agregados. Assim, ora a massa, ao final do processo est seca e ora est mida. Como proceder: como o sensor sempre ajustado para operar no menor tempo possvel pode ser necessrio reduzir o fator de aproximao e/ou aumentar o tempo de homogeneizao inicial para que o equipamento volte a controlar o processo. - oscilao do teor final - situao 2. Ora massa com umidade correta, ora massa mida. Ocorrncia comum: travamento da vlvula solenide em aberto ou fechamento demorado da vlvula solenide devido a defeitos. Como proceder: reparar ou substituir vlvula solenide. - oscilao do teor final - situao 3. Ora massa com umidade correta, ora massa mida. Ocorrncia comum: o teor da massa e concreto varia frequentemente estando ora seca e hora mida.

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Diagnstico (ver tabelas e grficos abaixo): alimentar o misturador e acompanhar o ciclo de adio de gua. O teor, visualizado, no mostrador deve estar sempre subindo. Se, durante a adio de gua, ocorrerem flutuaes bruscas, ora o teor sobe e posteriormente abaixa e sobe novamente, provvel que sejam necessrias modificaes nos parmetros da CLP. Tabela 1 - Processo normal de adio de gua. Teor de umidade aumenta continuamente durante a adio de gua.

Teor de Umidade

% Teor inicial

(agregados + cimento)

3,0

3,2

3,4 3,6 3,7 3,9 4,2 4,4 4,6 4,8 5,2 5,5 5,6 5,7 5,9 6,0 6,2 6,3 6,4 6,5 6,6 6,7 6,8 6,9 7,0 7,0 7,0 7,0 7,1 7,1 7,2 7,2

Processo de adio de

gua controlado pelo sensor

7,2 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3

Teor final desejado

7,3

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Tabela 2 - Picos que podem ocasionar alterao do teor da massa de concreto

Teor de Umidade

% Teor inicial

(agregados + cimento)

3,0

3,2

3,4 3,6 3,7 3,9 4,2 4,4 4,6 4,8 5,2 5,5 6,5 5,5 5,9 6,0 6,2 6,3 6,4 6,5 6,6 6,7 6,8 6,9 7,0 7,0 7,0 7,0 7,1 8,0 7,2 7,2

Processo de adio de

gua controlado pelo sensor

7,2 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3 7,3

Teor final desejado

7,3

Picos que podem alterar o teor da massa

Como proceder: aumentar o valor do fator de mdia caminhante gradualmente at que o processo torne-se estvel.

Seqncia Passo a Passo para Instalao de Sensor de Umidade1. Objetivos2. O Sensor de Umidade para Concreto - Srie 30002.1 Como Funciona o Sensor de Umidade para Concreto - Srie 2.2 Principais Partes do Equipamento2.3 Caractersticas Bsicas do Sensor de Umidade Srie 3000

3. O Que Avaliar Antes da Instalao do Equipamento4. Misturadores de Eixo Horizontal4.1 Forma Correta de Montagem da Sonda em Misturadores de Ei

5. Misturadores de Eixo Vertical5.1 Forma Correta de Montagem da Sonda em Misturadores de Ei

6. Capacidade de Homogeneizao do Misturador7. Condio de Manuteno do Misturador e da Sonda8. Posicionamento da Sonda no Misturador9. Montagem do Sistema Hidrulico10. Instalao Eltrica e Instalao da UC11. Sistemas Fornecidos com Mdulo 4 a 20 mA12. Caractersticas do Processo Produtivo de Cada Cliente12.1 Seqncia e Forma de Adio de Agregados e Cimento

13 Recomendaes Gerais