Sermões John Wesley

download Sermões  John Wesley

of 66

  • date post

    25-Jun-2015
  • Category

    Documents

  • view

    383
  • download

    2

Embed Size (px)

Transcript of Sermões John Wesley

Lanamento:

http://gospel-book.blogspot.com

JOHN WESLEY

SERMESVolume 5

A MATURIDADE CRIST(Sermes 13, 14, 17, 40 e 41)

SUMRIOSOBRE O PECADO NOS CRENTES (Sermo 13) O ARREPENDIMENTO DOS CRENTES (Sermo 14) A CIRCUNCISO DO CORAO (Sermo 17) A PERFEIO CRIST (Sermo 40) OS PENSAMENTOS ERRANTES (Sermo 41)

SOBRE O PECADO NOS CRENTES(Sermo 13) 'Assim que, se algum est em Cristo, nova criatura ; as coisas velhas j passaram; eis que tudo se fez novo'. (II Corntios 5:17)

I. O pecado permanece em algum que cr em Cristo? II. Qual as diferenas entre o pecado interior e o pecado exterior? III. A carne - a natureza m ope-se ao Esprito, at mesmo nos crentes. IV. Um homem no pode ser limpo, consagrado, santo, ao mesmo tempo em que impuro, no consagrado e no santo. V. Existe em cada pessoa dois princpios contraries: natureza e graa. I 1. Existe, ento, pecado naquele que est em Cristo? O pecado permanece naqueles que crem Nele? Existe algum pecado naqueles que so nascidos de Deus, ou eles esto totalmente livres dele? Que ningum imagine que esta seja uma questo de mera curiosidade; ou que seja de pequena importncia, se for determinado um caminho ou o outro. Antes, um ponto de extrema relevncia para todos os cristos srios; decidirem o que mais proximamente concerne sua felicidade presente e eterna. 2. E, ainda assim, eu no sei se isto foi, alguma vez, discutido na igreja primitiva. Decerto, no existiu espao para disputas concernentes a ela, j que todos os cristos estavam de acordo. E, at onde eu tenho observado, todo o corpo de cristos do passado, que nos deixaram algo escrito, declararam a uma s voz, que, mesmo os crentes em Cristo, at que eles estejam 'fortalecidos no Senhor, e no poder de sua fora', tm necessidade de 'lutar com a carne e sangue', com uma natureza pecaminosa, assim como, 'com principados e potestades'. 3. E neste contexto, nossa Igreja (como realmente na maioria dos termos) copia exatamente segundo a igreja primitiva; declarando em seu Nono Artigo: 'O pecado original a corrupo da natureza de todo homem, de forma que ele est inclinado ao mal, pela sua prpria natureza; assim sendo, a carne cobia, contrariamente ao Esprito. E esta influncia da natureza permanece; sim, naqueles que esto regenerados; de maneira que, a luxria da carne no objeto da lei de Deus. E, embora no exista condenao para aqueles que crem, ainda assim, esta luxria tem em si mesma a natureza do pecado'. 4. O mesmo testemunho dado, atravs de todas as outras igrejas; no apenas, atravs da igreja grega e romana, mas atravs de toda igreja reformada na Europa, de qualquer que seja a denominao. De fato, alguns desses parecem levar a coisa muito longe; descrevendo a corrupo do corao do crente, como que dificilmente admitindo

que ele tem domnio sobre ela, mas que, antes, seu escravo; e, por esses meios, eles fazem uma pequena distino entre um crente e um descrente. 5. Para evitarem este extremo, os muitos homens bem intencionados, particularmente esses, debaixo da direo do recente Conde Zinzendorf [lder Morvio (denominao Protestante, surgida no sculo XVIII, pela renovao do antigo movimento dos Irmos Bomios, que d nfase vida crist pura e simples e fraternidade dos homens. Mais comumente conhecida como Irmos Morvios)], foram para o outro lado, afirmando que 'todos os crentes verdadeiros no so apenas salvos do domnio do pecado, mas da existncia do pecado interior, assim como exterior; de maneira que ele no mais permanece neles':E desses, por volta de vinte anos atrs, muitos de nossos compatriotas absorveram a mesma opinio de que, at mesmo a corrupo da natureza, no est mais, naqueles que crem em Cristo. 6. verdade que, quando os alemes foram pressionados, eles logo admitiram (muitos deles, pelo menos) que 'o pecado ainda permanece na carne, mas no no corao de um crente'; e, depois de um tempo, quando o absurdo disto foi mostrado, eles razoavelmente desistiram do ponto; admitindo que o pecado ainda permanecia, embora no reinasse, naquele que nascido de Deus. 7. Mas o ingls que recebeu isto deles (alguns diretamente, alguns de segunda e terceira mo) no foi to facilmente convencido a se desfazer de uma opinio favorita. E, at mesmo quando a generalidade deles se convenceu de que ela era extremamente indefensvel, alguns poucos no puderam ser persuadidos a desistir, mas mantiveram-na at hoje. II 1. Por causa desses que realmente temem a Deus, e desejam conhecer 'a verdade que est em Jesus'; no pode ser imprprio considerar o ponto com calma e imparcialidade. Ao fazer isto, eu uso indiferentemente as palavras, regenerado, justificado, ou crentes; desde que, embora eles no tenham precisamente o mesmo significado (o Primeiro, implicando uma mudana interior, verdadeira; o Segundo, uma mudana relativa; e o Terceiro, os meios pelos quais, tanto uma quanto a outra forjada); ainda assim, elas convergem para a mesma coisa; j que todos os que crem so ambos, justificados e nascidos de Deus. 2. Por pecado, eu entendo aqui pecado interior; qualquer temperamento pecaminoso, paixo ou afeio, como orgulho, vontade prpria, amor ao mundo, de algum tipo, ou em algum grau; tal como cobia, ira, impertinncia; qualquer disposio contrria mente que estava em Cristo. 3. A questo no concernente ao pecado exterior; quer um filho de Deus cometa pecado ou no. Ns todos concordamos e sinceramente mantemos 'que ele que comete pecado do diabo'. Ns concordamos, 'que quem nascido de Deus no comete pecado'. Nem agora inquirimos, se o pecado interior ir permanecer sempre nos filhos de Deus; se ele ir continuar na alma, por quanto tempo ela continue no corpo: Nem, ainda assim, inquirimos, se uma pessoa justificada possa reincidir em um pecado interior ou exterior; mas, simplesmente isto: um homem justificado ou regenerado est

liberto de todo pecado, to logo ele seja justificado? No existe, ento, pecado algum em seu corao? nem mesmo depois, a no ser, se ele cair da graa? 4. Ns admitimos que o estado de uma pessoa justificada inexprimivelmente grande e glorioso. Ele nascido novamente, 'no do sangue; nem da carne; nem da vontade do homem, mas de Deus'. Ele filho de Deus, um membro de Cristo, um herdeiro do trono dos cus. 'A paz de Deus, que ultrapassa todo entendimento, mantm seu corao e mente em Jesus Cristo'. Mesmo seu corpo um 'templo do Esprito Santo', e uma 'morada de Deus, atravs do Esprito'. Ele 'feito novo em Jesus Cristo': Ele lavado; ele santificado. Seu corao purificado pela f; ele limpo 'de toda corrupo que est no mundo'; 'o amor de Deus espalha-se em seu corao, pelo Esprito Santo que dado a ele'. E, por quanto tempo ele 'caminha no amor' (o que ele pode sempre fazer), ele adora a Deus em esprito e em verdade. Ele mantm Seus mandamentos, e faz todos as coisas que so agradveis aos olhos de Deus; assim, exercitando a si mesmo, como para 'ter a conscincia que evita a ofensa, em direo a Deus, e em direo ao homem': E ele tem poder, tanto sobre o pecado exterior quanto interior, at mesmo, do momento em que ele justificado. III 1. 'Mas ele no est, ento, liberto de todo pecado, de modo que no exista pecado em seu corao?'.Eu no posso dizer isto; eu no posso acreditar nisso; porque Paulo diz o contrrio. Ele est falando para crentes e descrevendo o estados dos crentes em geral, quando ele diz: (Glatas 5:17) 'Porque a carne cobia contra o Esprito, e o Esprito contra a carne; e estes se opem um ao outro, para que no faais o que quereis'. Nada pode ser mais explcito. O Apstolo afirma aqui diretamente que a carne - a natureza pecaminosa, se ope ao Esprito, mesmos nos crentes; que, mesmo no regenerado, existem dois princpios, 'contrrios um ao outro'. 2. Novamente: Quando ele escreve para os crentes em Corinto; para aqueles que foram santificados em Jesus Cristo, (I Corintios 1:2) ' igreja de Deus que est em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso', ele diz: (I Corintios 3:1) 'E eu, irmos, no vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e no com carne, porque ainda no podeis, nem tampouco ainda agora podeis, Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vs inveja, contendas e dissenses, no sois porventura carnais, e no andais segundo os homens?'. Agora aqui o Apstolo fala junto queles que eram inquestionavelmente crentes; a quem, no mesmo flego, ele denominou seus irmos em Cristo, -- como sendo ainda, em uma medida - carnais. Ele afirma que existia inveja (um temperamento pecaminoso), ocasionando contenda entre eles, e ainda assim, ele no fez a menor insinuao de que eles tivessem perdido sua f. Mais do que isto, ele manifestadamente declara que eles no haviam perdido; porque, ento, eles no seriam bebs em Cristo. E (o que mais notvel de tudo), ele fala de serem carnais, e bebs em Cristo, como uma e a mesma coisa; mostrando plenamente que todo crente que todo crente (em um grau) carnal, enquanto ele apenas um beb em Cristo. 3. De fato, este grande ponto, o de que existem dois princpios contrrios nos crentes, -- natureza e graa; a carne e o Esprito, mencionados, atravs de todas as Epistolas de Paulo; sim, atravs de todas as Escrituras; quase todas as direes e

exortaes, neste contexto, esto aliceradas nesta suposio; apontando para os temperamentos e prticas errneos naqueles que eram, no obstante, reconhecidos pelos escritores inspirados, serem crentes. E eles eram continuamente exortados a combater e conquistar estes, pelo poder da f que estava neles. 4. E quem pode duvidar, a no ser que existia f no anjo da igreja de Efsios, quando nosso Senhor disse a ele: (Apocalipse 2:2-4) 'Conheo as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua pacincia, e que no podes sofrer os maus; e puseste prova os que dizem ser apstolos, e eles no so, e tu os achaste mentirosos. E sofreste, e tens pacincia; e trabalhaste pelo meu nome, e no te cansaste'. Mas existia