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Sociedade de Obstetrcia e Ginecologia de Santa Catarina

Jornal da SOGISC NO 36 - Outubro de 2013 E-mail: secretaria@sogisc.org.br

ASSOCIAO CATARINENSE

DE GINECOLOGIA E OBSTERICIA

Rodovia SC 401, Km4, n 3854 - Saco Grande

Florianpolis/SCCEP 88032-005

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ECT. Eventos:

Outubro Rosa em Florianpolis

Pgina 8

Editorial:Curso de emergncia

obsttricaPgina 2

VI CONGRESSO CATARINENSE DE GINECOLOGIA E OBSTETRCIA

I Congresso CatarInense de PerInatologIaEvento reuniu grandes nomes da rea em Florianpolis

Artigo Cientfico:Crescimento intrau-

terino restrito (CIUR)Pgina 3

Jornal da SOGISC - Outubro de 2013

E x p E d i E n t E

Sociedade de Obstetrcia e Ginecologia de Santa

Catarina SOGISC

Rodovia SC 401, Km 4, Bairro Saco Grande - Florianpolis/SC

Fone/Fax (48) 3231-0318

Diretoria ExecutivaGesto 2011/2014

Presidente Dra. Sheila Koettker Silveira

Vice-PresidenteDra. Elisiane Heusi dos Santos

Secretrio ExecutivoDr. Jacy Bruns

Secretrio Executivo AdjuntoDr. Mrio Jlio Franco

TesoureiroDr. Ricardo Maia Samways

Tesoureiro AdjuntoDr. Evaldo dos Santos

Diretora Cientfica GeralDra. Ivana Fernandes de Souza

Diretor Cientfico de ObstetrciaDr. Manoel Pereira Pinto Filho

Diretora Cientfico de GinecologiaDra. Adriana Magalhes

de Oliveira FreitasDiretor de Defesa Profissional

Dr. Vnio Cardoso LisboaDiretor de Publicaes

Dr. Roberto Noya GalluzzoDiretor de Informtica Dr. Rodrigo Dias Nunes

Conselho ConsultivoDr. Ricardo Nascimento

Dr. Dorival Antonio VitorelloDr. Alberto Trapani JuniorDra. Leisa Beatriz Grando

Dr. Manoel Pereira Pinto Filho

Edio e DiagramaoSarah Castro (SC 2720 JP)

Impresso

Grfica Darwin

Tiragem 1 mil exemplares

Ed i to r i a l

2

CURSO DE EMERGNCIA OBSTTRICA

As emergncias obsttricas, res-ponsveis por grande nmero de bitos e sequelas maternas e perinatais, so raras e, por isso, neces-sitam de uma reciclagem constante para que estejamos preparados para atend--las quando solicitados. Nos pases de-senvolvidos, os cursos de reciclagem de ateno emergncia so obrigatrios em muitos hospitais para todos os profis-sionais envolvidos no atendimento.

Para que consigamos aprimorar nossa ateno ao parto, a Diretoria da Sogisc idealizou um curso terico-prtico de ateno s emergncias obsttricas que permitir aos mdicos praticarem em ma-nequins as tcnicas necessrias ao aten-dimento em algumas destas situaes tais como manobras para resoluo da distcia de ombro, uso de vcuo-extrator e frcipe de alvio, avaliao do bem es-tar fetal, manejo da hemorragia puerpe-ral, choque sptico e eclmpsia, ateno a parada cardiorrespiratria materna, en-tre outras. Este ano, o curso est sendo ministrado em Florianpolis mas, no pr-ximo ano, pretendemos lev-lo s outras

regies do Estado. A programao pode ser diferente em cada curso dependen-do das necessidades do local.

Aproveitando a oportunidade, gosta-ramos de parabeniz-los antecipada-mente pelo dia do Ginecologista (30 de outubro) e convid-los a participar do Encontro de Educao Continuada de Chapec que ser realizado nos dias 25 e 26 de outubro.

Um abrao,

Dra. Sheila KoettKer SilveiraPresidente da sOGisC

Agenda de EventosCurso SGORJ para Residentes 2013 - Imunizao e DST 16 de outubro de 2013Rio de Janeiro RJInformaes: (21) 2285-0892E-mail: sgorj@sgorj.org.br

XVII Congresso Brasileiro de Mastologia 16 a 19 de outubro de 2013Belo Horizonte MGInformaes: (31) 2108-2121Site: www.cancerdemama2013.com.br

Encontro de Educao Continuada de Chapec 25 e 26 de outubro de 2013Chapec SCInformaes: (49) 3361-8888Site: www.oceanoeventos.com.br

Curso SGORJ para Residentes 2013 - Hipertenso e sangramento12 de novembro de 2013Rio de Janeiro RJInformaes: (21) 2285 0892E-mail: sgorj@sgorj.org.br

55 CBGO Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrcia13 a 16 de novembro de 2013Salvador BAInformaes: (71) 4141-5398Site: www.febrasgo.org.br/55CBGO

XXV Congreso de la Asociacin Espaola de Patologa Cervical y Colposcopia21 a 23 de novembro de 2013Cotun EspanhaSite: www.patologiacervical2013.com

3 Jornal da SOGISC - Outubro de 2013

Por definio, entendemos por fetos com crescimento intrau-terino restrito (CIUR) aqueles que no conseguem atingir na plenitu-de todo o seu potencial de crescimento, o verdadeiro alvo gentico. Define-se o CIUR atravs de curvas fetais, quando a estimativa de peso situa-se abaixo do percentil 10 para a idade gestacional. Assim, CIUR reflete a expresso de de-terminado insulto intrauterino ao feto, muitas das vezes insuficincia placen-tria. Alm desta, cromossomopatias, malformaes, infeces, teratgenos, doena materna, compem as causas fundamentais. O CIUR associa-se a resultado perinatal adverso (a curto e a longo prazo). Entretanto, como de-monstrado na figura 1, somente a par-tir do peso fetal abaixo do percentil 5 a morbidade e a mortalidade passam a constituir importante problema peri-natal. Dadas as peculiaridades e as-pectos fisiopatolgicos, temos dividido duas populaes de fetos pequenos, em funo do perodo do diagnstico: CIUR precoce e CIUR tardio (figura 2).

O CIUR precoce (presente em cer-ca de 1% das gestaes) representa o modelo clssico de vasculopatia pla-centria: so fetos que paralisam seu potencial de crescimento por conta de uma placentao inadequada na oferta de combustveis. Este fenmeno, cuja histria natural envolve progressiva se-quncia de eventos, muito bem conhe-cida pela deteriorao do padro dop-plerfluxomtrico encontra-se fortemente associada a altas taxas de mortalidade perinatal. A dificuldade do manejo im-plica na tomada de deciso: quando in-terromper? Estamos lidando com fetos prematuros, entre 28 a 32 semanas, hipoxmicos e muitas vezes j exibindo acidemia. Neste cenrio evolutivo onde a artria umbilical acaba por refletir pa-dro crtico ao doppler (distole zero), nos parece que o momento do parto estar condicionado alterao do duto venoso, por este ser capaz de identificar fetos com alto risco para natimortalida-de. Lembramos que estes fetos peque-nos longe do termo possuem notvel

CIUR: Abordagem atual no diagnstico dos fetos pequenos

resistncia a prolongados perodos de hipxia; desta forma podem tolerar mais tempo at que possamos ganhar algu-ma maturidade. Salientamos a impor-tncia da administrao do Sulfato de Magnsio prvio ao momento do parto, associado importante reduo de se-quelas neurolgicas nestes prematuros.

J no CIUR tardio, o quadro bastan-te diferente: trata-se de fenmenomuito mais prevalente (cerca de 5 a 7% das gestaes), no estando associado a mortalidade elevada (conquanto que presente). O diagnstico estabele-cido a partir das 32 semanas, quando observamos um feto com crescimento abaixo do percentil 3 e/ou alterao na relao umbilico-cerebral por vaso-dilatao cerebral (centralizao) e/ou artrias uterinas com resistncia ainda elevada. Ao contrrio do CIUR precoce, a ocorrncia de insuficincia placen-tria tpica infrequente nestes con-ceptos (no mais que 30% dos casos cursam com artria umbilical alterada). Convm ressaltar que esta populao de fetos muitas vezes se en-contra relacionada aos casos definidos como pequenos cons-titucionais, que so crianas absolutamente normais e de prognstico favorvel. Os fetos com quadro de CIUR tardio exi-bem baixa tolerncia hipxia, estando o desfecho associado a cesarianas por situao no tranquilizadora e bito intratero prximo ao termo. Desta forma, nos parece razovel recomen-dar a antecipao do parto des-tes conceptos quando atingirem a maturidade (em torno de 38 semanas), prevalecendo a in-dicao obsttrica para a via de parto, desde que adequadamen-te monitorizado a condio fetal. No contexto do CIUR tardio, merece relevncia o potencial importante de reprogramao a qual estes fetos esto expostos: magnitude mais elevada de d-ficits neurolgicos, ineficincia cardaca e sndrome metablica

ar t i g o Ci E n t f i C o

no futuro. Como mensagem final, res-saltamos a importncia no diagnstico do CIUR precoce a obrigatoriedade de alterao do doppler de artria umbili-cal, e no diagnstico de CIUR tardio, exame minucioso no intuito de separar estes fetos daqueles verdadeiros con-ceptos constitucionalmente pequenos.

Por Dr. Mrio Jlio Franco

FIGURA 1

FIGURA 2

O quadro 1 sumariza as diferenas entre os modelos de CIUR.

4 Jornal da SOGISC - Outubro de 2013

Nos dias 01 a 03 de agosto foi realizado na Associao Catarinense de Medicina, em Florianpolis, o VI Congresso Catarinense de Obstetrcia e Ginecologia/ I Congresso Catarinense de Perinatologia. Tivemos a participa-o de 540 congressistas e 96 profes-sores sendo 16 de outros estados.

Este ano tivemos uma inovao com a participao efetiva da Sociedade Catarinense de Pediatria na organi-zao do 1 Congresso Catarinense de Perinatologia. A parceria entre as duas Sociedades fundamental para melhorarmos a assistncia prestada me e ao seu recm-nascido pois muitas intercorrncias que ocorrem na vida intrauterina influenciam dire-tamente no desenvolvimento do re-cm-nascido e da criana. Esta unio possibilitou a discusso de diversos temas como prematuridade, infeco congnita e preveno do dficit neu-rolgico, assuntos estes de interesse para as duas especialidades.

Durante o congresso foram reali-zados dois cursos terico-prticos: Curso de emergncia obsttrica e Curso de reanimao neonatal da SBP nos quais os mdicos puderam praticar em manequim o que foi ensi-nado em aula terica.

As fotos do evento esto disponveis no site d