Sondagem Especial - Ind. Transformação e Extrativa - Desoneração Folha de Pagamento - Nov. 2012

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Sondagem Especial da entidade revela que a maior parte das empresas includas no novo regime de recolhimento da contribuio patronal ao INSS considera a medida positiva ou muito positiva A indstria est dividida sobre qual a melhor base tributria para recolher a contribuio previdenciria, mas mais de dois teros das empresas do setor - exatamente 68% - consideram que a desonerao da folha de pessoal decidida pelo governo, com a troca da incidncia direta na folha por um percentual do faturamento, contribuir para a retomada da atividade econmica. A informao da Sondagem Especial Desonerao da Folha de Pagamentos, divulgada nesta quinta-feira, 22 de novembro, pela Confederao Nacional da Indstria (CNI).

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  • 1. SONDAGEM ESPECIALINDSTRIA DE TRANSFORMAO E EXTRATIVAAno 2 Nmero 3 novembro de 2012 www.cni.org.brDESONERAO DA FOLHA DE PAGAMENTOSDesonerao da folha deve contribuir parcialmente paraa retomada do crescimentodas empresas acreditam que das empresas contempladas50% a desonerao da folha de 48%pela medida avaliam a mudan-pagamentos contribuir par-a de base tributria como po-cialmente para a retomada do sitiva ou muito positivacrescimentodas empresas entendem que das empresas ainda no con-32% o faturamento a melhor base39%templadas pela medida gosta-tributria para a contribuioriam de ser includas no novopatronal ao INSSregime de contribuio patronalao INSSMelhor base tributria para contribuio patronal ao INSS Em percentual de respostas (%)

2. Sondagem Especial Indstria de Transformao e Extrativa Ano 2, n.3, novembro de 2012MAIORIA DAS EMPRESAS INDUSTRIAIS CONHECE A MEDIDADo total das empresas consultadas, 80% disseram j ter ouvido falar na mudana do sistema de contribuiopatronal Previdncia Social (medida conhecida como desonerao da folha de pagamentos), enquanto15% responderam que no tm conhecimento dessa medida.Na anlise por porte, nota-se uma relao positiva entre o tamanho da empresa e o grau de informao quanto referida mudana. Os percentuais de respostas que apontam positivamente para o conhecimento da medida,em cada grupo de porte, so: 92% (grande), 84% (mdio) e 68% (pequeno).Outro resultado relevante o maior percentual de empresas exportadoras que conhecem a medida emcomparao com aquelas que no exportam: 90% ante 76%, respectivamente.Conhecimento da mudana, por porteEm percentual de respostas (%)2 3. Sondagem Especial Indstria de Transformao e ExtrativaAno 2, n.3, novembro de 2012 FATURAMENTO A BASE TRIBUTRIA DE MAIOR PREFERNCIAQuando perguntados sobre qual seria a melhor base tributria para a contribuio patronal ao INSS, amaioria dos entrevistados indicou o faturamento, com 32% das assinalaes. O segundo item maisescolhido foi folha de pagamentos (24%), seguido da opo lucro (20%). Com pouco destaque, valoragregado recebeu 4% das indicaes. A opo menos escolhida foi movimentao financeira, comapenas 1%. Cabe ainda ressaltar que 19% dos consultados no se manifestaram.Na avaliao por porte, faturamento foi a opo de maior preferncia nas trs classificaes: pequeno(27%), mdio (32%) e grande (40%). Chama ateno o fato de quanto maior o porte da empresa maior ograu de preferncia pelo item faturamento como base tributria. Outro padro de resposta que se destaca a menor quantidade de escolhas pela opo folha de pagamentos nas empresas de grande porte(21%), quando se compara o nmero de assinalaes que esse item recebeu nos outros dois grupos deportes (24% e 25% para pequeno e mdio, respectivamente). Melhor base tributria para contribuio patronal ao INSS, por porte Em percentual de respostas (%)Ao comparar as empresas exportadoras com as no exportadoras, nota-se que a opo faturamento, maisescolhida nos dois grupos, tem maior percentual de respostas no entre as exportadoras (38%), ante asno exportadoras (29%).Observou-se ainda distino nas respostas dos setores intensivos em mo de obra em relao quelesintensivos em capital. Para os primeiros, faturamento a base tributria preferida, com 37% das indicaes.J para os setores intensivos em capital, a base mais escolhida foi folha de pagamento, com 29% dasrespostas.3 4. Sondagem Especial Indstria de Transformao e Extrativa Ano 2, n.3, novembro de 2012Melhor base tributria para a contribuio patronal ao INSS, exportador e no exportador Em percentual de respostas (%)Individualmente, trs setores se destacam pela elevada escolha do item faturamento: Txteis (45%), Calados(46%) e Mquinas e equipamentos (47%); todos pertencentes ao grupo de setores mo de obra intensiva. Nadireo oposta, os setores de Bebidas e Limpeza e perfumaria (intensivos em capital) chamam ateno pelaexpressiva escolha da folha de pagamento como base tributria: 41% e 50%, respectivamente. Melhor base tributria para a contribuio patronal ao INSS, de acordo com a intensidade do fator produtivo (mo de obra e capital) Em percentual de respostas (%)4 5. Sondagem Especial Indstria de Transformao e Extrativa Ano 2, n.3, novembro de 2012DESONERAO DA FOLHA DEVE CONTRIBUIR PARCIALMENTE PARA A RETOMADA DO CRESCIMENTOQuase 70% das empresas consultadas entendem que a desonerao da folha contribuir para a retomada docrescimento. No entanto, somente 18% avaliam que tal medida fundamental para essa retomada, enquanto50% acreditam que a medida trar uma contribuio parcial para o crescimento. Uma parcela de 17% dasrespostas indica o impacto neutro da medida, isto , o novo sistema de contribuio patronal previdnciasocial nem contribuir nem prejudicar a retomada do crescimento. Para apenas 2% dos entrevistados amedida ser prejudicial retomada do crescimento.Ao desagregar as repostas por porte das empresas, observa-se que as de grande porte esto mais confiantesdo que as de mdio e pequeno porte. No primeiro grupo, 73% acham que a medida contribuir (de formadecisiva ou parcial) para a retomada do crescimento. J em pequeno e mdio porte esse percentual menor:63% e 68%, respectivamente.Contribuio da medida para a retomada do crescimento, por porteEm percentual de respostas (%)Na avaliao restrita s empresas exportadoras e no exportadoras, possvel observar uma percepomais otimista nas exportadoras. Para esse grupo de empresas, 74% acreditam que a desonerao dafolha ir contribuir (parcial ou fundamentalmente) para a retomada do crescimento. Entre as empresas noexportadoras, esse percentual de respostas cai para 64%. 5 6. Sondagem Especial Indstria de Transformao e Extrativa Ano 2, n.3, novembro de 2012UM TERO DAS EMPRESAS CONSULTADAS FOI CONTEMPLADO PELO NOVO REGIME DE CONTRIBUIODas empresas consultadas, 34% foram includas no novo regime de contribuio, 41% no foramcontempladas, 10% no souberam responder e 15% no se manifestaram.Na anlise por porte, nota-se que o grau de incluso das empresas de maior porte foi superior a de pequenoporte. A parcela de empresas includas no novo regime : 21% para pequeno, 35% para mdio e 45% paragrande porte.Ao distinguir as empresas exportadoras das no exportadoras, observado maior percentual de empresasincludas no novo regime entre as exportadoras (44%) do que as empresas que no exportam (27%).Em exerccio anlogo, possvel notar que as empresas intensivas em mo de obra possuem maior nvelde incluso do que as empresas intensivas em capital: 44% e 14%, respectivamente.Na anlise individual por setor, os setores Txteis, Vesturio, Couro e artefatos, Calados e suas partes,Material plstico, Mveis e Mquinas e materiais eltricos indicaram incluso superior a 60%, chegandoat a 73%. Empresas includas no novo regime, por porte Em percentual de respostas (%)6 7. Sondagem Especial Indstria de Transformao e ExtrativaAno 2, n.3, novembro de 2012DENTRE AS EMPRESAS CONTEMPLADAS, QUASE METADE ENXERGA AMEDIDA COMO POSITIVADentre as empresas contempladas pelo novo regime, 39% avaliam a medida como positiva, enquanto9% entendem ser muito positiva. Juntas, essas escolhas somam 48% das respostas. Na direo oposta,4% dos entrevistados mostram percepo negativa quanto ao impacto da medida, e muito negativa para1% o que totaliza 5% de escolhas pessimistas. J para 9% dos consultados a avaliao neutra. Ainda digno de nota o elevado percentual de entrevistados que no se manifestaram (32%), assim como aparcela de empresas que no souberam avaliar (6%). possvel observar que quanto maior o tamanho das empresas mais positiva a avaliao com relao medida. As opes positiva e muito positiva somam os seguintes percentuais em cada grupo deporte: grande (59%), mdio (49%) e pequeno (30%). Tambm nota-se melhor capacidade de avaliaonas empresas de grande porte em comparao com as empresas de mdio e pequeno porte, uma vezque a soma das respostas de no sei avaliar e em branco inferior para o primeiro grupo de porte emrelao aos dois outros grupos: grande (30%), mdio (35%) e pequeno (53%).Na anlise das empresas exportadoras e no exportadoras, cabe destacar o maior percentual de respostasmuito positiva e positiva (somadas) que as exportadoras tiveram em comparao com aquelas queno exportam: 55% contra 41%.Avaliao geral da medida, por porte Em percentual de respostas das empresas contempladas (%) 7 8. Sondagem Especial Indstria de Transformao e Extrativa Ano 2, n.3, novembro de 2012Tambm foi percebida avaliao mais favorvel nos setores intensivos em mo de obra em relao aossetores intensivos em capital. No primeiro grupo, 55% escolheram os itens muito positivo e positivo,enquanto no segundo grupo esse percentual foi de 24%. Alm disso, houve entre os setores capitalintensivo elevado nmero de entrevistados que no souberam avaliar ou que no se manifestaram juntos somam 58% das repostas, enquanto no grupo mo de obra intensivo essa soma representa 31%das indicaes.Os setores, individualmente, que mostram mais confiana quanto aos impactos da medida so: Txteis,Farmacuticos, Material plstico, Mquinas e materiais eltricos, Mquinas e equipamentos e Veculosautomotores. Avaliao geral da media, de acordo com a intensidade de fator produtivo (mo de obra e capital) Em percentual de respostas (%)8 9. Sondagem Especial Indstria de Transformao e ExtrativaAno 2, n.3, novembro de 2012SE PUDESSEM OPTAR, 18% DAS EMPRESAS CONTEMPLADAS DEIXARIAM O NOVO REGIMEDo total de empresas includas no novo regime, 48% no o deixariam caso houvesse essa opo. Por suavez, 18% dos entrevistados disseram que deixariam o novo regime. Cabe ainda salientar o percentual deempresas consultadas que no se manifestaram, 34%.Ao decompor a amostra por porte das empresas, a parcela de entrevistados que no deixariam o novoregime aumenta para grande porte (59%), reduz para pequeno (33%) e fica inalterado para mdio porte(48%). Isso mais uma evidncia de que as empresas de grande porte esto mais confiantes em relao desonerao da folha do que as empresas de mdio e pequeno porte.Escolh