SVU VTIIQISIH - - 1808... · PDF fileEliane Cristina Deckmann Fleck...

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    Lin

    (siio)J1S 91?S!0IHLTflMTUP.LO1

  • Ensaios de

    Histria das Cinciasno Brasil

    das iiiZC L nao independente

    Lore.iai Kury e Heloisa Cesteira (orgs.)

    eJiuerj

    Rio de Janeiro2012

  • Copyright 2012, dos autores 1 S uiiuoTodos os direitos desta edio reservados Editora da Universidade do Estadodo Rio de Janeiro. proibida a duplicao ou reproduo deste volume, ou 1de parte do mesmo, em quaisquer meios, sem autorizao expressa da editora.

    EdUERJEditora da UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRORua So Francisco Xavier, 524 Maracan PREICIo: O Rio I)EJANEIRO E o Ai LNIICO 7CEP 20550-013 Rio de Janeiro RJ

    Felipe de AlencastroTel./Fax: (55)(21) 2334-0720 / 2334-0721

    APRESENTAO 11Lorelai Kurv e Helinsa (teirtEditor Executivo halo Moriconi

    Assessoria Editorial Fabiana Farias e Renato Alexandre de SouzaPiui, 1 -\ IlFh I)I (1 I{ NO [3H SIl VNIIU N( )VOS E \ II 1 iO4 BiRF:sCoordenador de Publicaes Renato Casimiro

    Coordenadora de Produo Rosania RolinsCoordenador de Reviso Fbio Flora SOBRE LICORES E XAROPES: IRTICAS CURATIVAS E EXPERIMENIAIISMOSReviso Andra Ribeiro e Shirley Lima JESUTICOS NAS REDUES DA PROVNCIA JESUFICA DO P\Io\C..\ICapa, Projeto e Diagi-amao Carlota Rios (sEcuLos XVII-xVIll) 17

    Eliane Cristina Deckmann Fleck

    Elaborao dos mapas: RUMO AO BRASIL: A TRANSFERNCIA liA CORIE E AS NOVAS IRIL IAS DOLorelai Kury [Fiocruz - RJ] e Ana Rosa de Oliveira IJBRJ] PENSAMENTO MEDICO 31Xico Costa [Atlas histrico de cidades - UFBAI

    ivfrcia Moiss Ribeiro

    Os DILEMAS DA 1115 I()RIA SOCIAL DAS CINCIAS NO BR\SIL: AS AIO ES DE CURARCATALOGAO NA FONTE NO INCIO DO SCULO XIX 41UERJ!REDE SIRIUSiNPROTEC Betnia Gonalves Figueiredo e (Jrueiela de Souza Oliver

    G633 Ensaios de histria das cincias no Brasil: das Luzes nao 1 Piii 11 A IlCI i ( IDI)I 1)1) RK) 1)1 J.\\IIH()independente / Lorelai Kury, Heloisa Gesteira, orgs. Riode Janeiro : EdUERJ, 2012.328 p. As ARTES DE CURAR E A FISICATURA-MOR NA EPOCA DE D. JOO VI 53Seminrio As Cincias no Brasil no Perodo Joanino, Tnia Salgado Pimenta

    realizado de 17 a 20 de agosto de 2008.ISBN 978-85-7511-239-7 O JARDIM BOTNICO DO Rio DE JANEIRO E AS RAISAGENS IT\ CORTE 65

    1. Cincias Hista Brasil. 1. Ku, relai. II. Gestea, 1 Ana Rosa de OliveiraHeloisa. 1. Seminrio As Cincias no Brasil no Perodo Rio DE JANEIRO JOANINO: ENTRE O MAR E O MANGUE 85Joanino (2008 : Rio de Janeiro)

    Lorelai KurCDU 001(091)(81)

    Pwii III I\\I.[Ios i: i ii l/.\(O i. vo m.i

    INSTEI CTI() PEREGRINATORIS. ALGUMAS QUESTES REIlREN1ES AOS MANUAISPORTUGUESES SOBRE MTODOS DE OBSERVAO FILOSFICA E PREPARAO DE

    A produo deste livro contou como apoio do Museu de PRODUIOS NATURAIS DA SEGUNDA METADE DO SCULO XVIII 115Astronomia e Cincias Afins (Mast).

    !vlagiius Roberto de Mello Pereira e Ana Leui Roclui Brbalho da Cruz

    O COLECIONISMO CIENTFICO EM POREICAL NOS FINAIS DO ANTIGO Ra;TSIE (1768- 18D8) 135Joo Carlos Brigola

  • A FABRICA:O DA PLVORA E 1RABALI lOS SOBRE O SALITRE: PORTUGAL E BRASILDE FINAIS DO SCULO XVIII S PRIMEIRAS DCADAS DO SCULO XIX 153MLTCIU 1 Iclcna Mendes Ferraz

    INSTRU;ES E IMPRESSES TRANSIMPERIAIS: HIPLITO DA COSTA, CONCEIO

    Viioso E A CINCIA JOANINA 167Ndil Safier

    NATURALISTA L HOMEM PBLICO: A TRAJETRIA DO ILUSTRADO MARTIM FRANCISCO

    RIBEIRO DE ANDRADA (1796-1823) 181Alex Gonaives Varela

    Piii IV \ (II\([S \ ( (DSIIUC\() I)() I[HIuIm() I)() BR\SlI.

    As CINCIAS E A CONSTRUO DO TERRITRIO DO BRASIL 195

    I3eatriz Piccoiow) Siqueira I3uen()

    INSTRUMENTOS MATEMTICOS E A CONSTRUO DO TERRITRIO: A MISSO DE

    DIoGo SOARES E DOMINGoS CAPASSI AO BRASIL (1720-1750) 207Heioisa Cesteira

    CINCIA E PODER IMPERIAL NO G1o-PAR: DA EXPANSO DESCONSTRUO(1750-1840) 225

    Neison Sanjad

    CULFURA CARTOGRFICA E GESTO TERRITORIAL NA POCA DA INSTALAO DA

    CORFE IORTUGUESA 239ris Kantor

    VIAGENS E VIAJANTES EUROPEUS E DESCRIES DC) BRASIL: A CORRESPONDNCIA

    DE LEOPOLDINA E O PARADISACO BRASIL 251ngeia Doiningue.s

    PlIII V Ir\sIII11(Is E IVIH\S

    PICEUGAL-BRASIL, 1808. TRNSITO DE SABERES 267Maria de Ftima Nunes

    NATUREZA, CINCIA E POLTICA NO MUNDO LUSO-BRASILEIRO DE INCIOS

    DO SCULC) XIX 281Guilherme Pereira das Neves

    A INSTITUCIONALIZAO DAS PRTICAS CIENTFICAS NA CORTE DC) RIO DE JANEIRO 293Maria Rachei Fres da Fonseca

    A GNESE MODERNA DO ARTIGO DE FUNDO E DA CAMUNHA DE IMPRENSA:o C( )RREI() BRAZIHENSE ou ARMAZEM LUFERARIO 307Jos Augusto dos Santos Alves

    SOBRE OS AUTORES 323

  • O COLECIONISMO CIENTFICO EM PORTUGALNOS FINAIS DO ANTIGO REGIME (1768-1808)

    Joo Carlos Brigola

    1A.natureza imperial de Portugal, aliada a um tradicional desconhecimento de seus

    recursos naturais, metropolitanos e coloniais, concitara geral curiosidade e expectativainternacional face criao e conduo (a partir da dcada de sessenta do sculoXVIII) dos estabelecimentos museolgicos lusitanos a cargo de um naturalista italianode reconhecida craveira e com uma urea de prestgio e respeitabilidade que lhe advinhada condio de correspondente linneano.

    Domingos Vandeili (1735-1816) no ter frustrado as expectativas alimentadasentre amadores, sbios e instituies acadmicas e cientficas, num espectro geogrficoque poderamos com propriedade designar de Europa das Luzes (da Pennsula Ibrica Rssia), mantendo uma ativa relao epistolar com mais de quarenta personalidades de11 nacionalidades diferentes. A internacionalizao das relaes cientficas e museolgicas, institucionalmente cumprida pelo diretor do complexo da Ajuda, no pode seromitida quando avaliados os contributos nacionais para a formao do campo disciplinarda histria natural setecentista. Da que a participao de nossos naturalistas no possaser reduzida produo terica de modelos explicativos rea em que naes perifricas,como as peninsulares, no se distinguiram , mas necessariamente alargada circulaoe divulgao quer de instrumentos intelectuais do conhecimento (informaes sobrenovas espcies, pareceres cientficos, notcias sobre publicaes e atividades de museuse jardins etc.), quer de objetos naturais exticos imprescindveis construo do grandeCatlogo da natureza e afirmao de novos paradigmas disciplinares.

    Uma avaliao mais alargada desse fenmeno haveria que contemplar o papel desempenhado por personalidades comoJoo de Loureiro, Jacinto de Magalhes, Correia da Serra, Brotero ou o prprio Sousa Coutinho. No entanto, Vandellicumpre aqui um papel institucional, continuado e persistente, que se reveste de uma natureza muito particular. Umdado interessante para se equacionar em toda a sua extenso essa sociabilidade cientfica europeia, tomando nossosprodutos naturais como tema, a troca de informaes entre viajantes de diferentes nacionalidades, como no casocomprovado do ingls J. Banks e do prussiano Link: Ii [Link] sen retourna chez lui, par la voie de lAngleterre. ALondres, il compara les plantes Portugaises avec lherbier du ChevalierJoseph Banks (Link, 1809-1820, p. 4).

    *1

  • 136 ENsws m I-lIsTRi pis CLNciss xo 8itsp. (1 colocionismo eienffico em Por(ugal nos finak cio Anio Ilegimeti768-1808) 137

    Desse modo, cumpria-se o papel desempenhado pelos estabelecimentos da Ajuda natendncia ento iniciada de inundializao da cincia (Figueira, 1998) , como acentua umautor que sinaliza bem o lugar de Lisboa na comunidade cientfica de finais dos Setecentos:

    From this correspondence it can be seen that the Ajuda Palace Gardens served as aciearing house or entrept between Portugal, its Overseas Territories and northemEurope. The Vandeili papers [...1 demonstrate the connections maintained withother European institutions and individuais concemed with exchanging specimensand seeds only obtainable from Africa or Brazil. Lisbon was the vital intermediaryfor northern European naturalists who wanted to study rare specimens from tropicalBrazil or Africa (Simon, 1983, p. 51).

    No decorrer do perodo entre o post-pombalismo (1777) e a pilhagem perpetradapor Saint-Hilaire (1808), mantm-se os temas presentes na correspondncia vandelliana dos anos sessenta e setenta, num pano de fundo em que prevalece a prtica dereciprocidade e colaborao entre personalidades e instituies. Esses valores, exaltadoscomo inviolveis pela comunidade de savants, mesmo numa Europa j dilacerada pelaguerra revolucionria, s sero interrompidos em 1808 (no caso portugus), quando tradicional permuta se sobrepuser a estratgia do saque organizado pelo Estado napolenico, com a interessada participao de seus mais ilustres cientistas.3

    As vantagens de um intenso intercmbio cientfico com Lisboa so incessantementerecordadas pelos mais diversos correspondentes de Vandelli. Talvez a melhor ilustraodesse esprito de curiosidade sobre nossos recursos naturais esteja contida em cartade Thomas Pennant (1726-1798), tpico gentleman-naturalist, incansvel organizador,popularizador e promotor do estudo da histria natural nas ilhas britnicas.4Os laosde sociabilidade que o unem ao paduano devem-se seguramente interferncia de umcolecionador ingls a residir em Lisboa desde o consulado pombalino, Gerard de Visme,que se prontifica a verter-lhe os pedidos ingleses para a nossa lngua:5

    Serei pois infinitamente obrigado ao Sr. Vandeili p. hua Lista dos Peixes que habito osMares ou Rios de Portugal [...] No ficarei menos agradecido p. hua Lista das Conchasmaritimas de Portugal. [...] Por fim serei igualmente seu devedor, se me mandar hualista das arvores ou plantas das India ou do Brazil q. se naturalizo em Portugal. [...]Tenha a bondade de me dizer que mimo quer dInglaterra, pois me esmerarei m.to para

    lho procurar. Seria muito contente de receber huas amostras das pedras ou marmoresdo Cabo da Rocca ou do Cabo Espichel [...] Quereria o Sr. Vandelli hua Coilecodos Fosseis e mineraes Britannicus ? Dezejo saber se o Sal