Talento 2012-2

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Jornal Talento uma publicao produzida pelos alunos e orientado pelos professoresdo Curso de Comunicao Social da UVV

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  • Talento | ano XII | Novembro-Dezembro | 2012

    Ensaio fotogrfico - Pag 15

    Afinal, por que queremos essa tal de democracia?

    Arte: Saturnino de Oliveira

  • Nos ltimos meses, alguns jornais no Brasil deixaram de ser veiculados em suas verses im-pressas. No Rio de Janeiro, o Jornal da Tarde, do Grupo Estado, deixou de circular em sua verso impressa em outubro e, no ms de no-vembro, o impresso Marca Impressa, do Gru-po Ejesa, abandonou a verso no papel. Nada de novo, se consideramos que isso tem aconte-cido com veculos impressos no mundo e, no Brasil, o movimento comeou com o Jornal do Brasil, em 2010.

    Alguns (muitos) falam em crise do impres-so e este discurso contagia de tal forma nos-sos jovens alunos que no raro esbarramos na resistncia deles em fazer pesquisas e produ-zir textos mais densos. A resistncia pode ser percebida j na produo da pauta, quando a

    Mais pginas e suplemento especial nesta edio

    02 - Talento_ano XII_ Novembro_Dezembro_2012

    inclinao para uma abordagem breve, su-perficial e baseada em depoimentos.

    A produo desta edio do Jornal Talento parece seguir na contramo, pelo menos a jul-gar pelo nmero de pginas, que passou de 12 para 16. Alm disso, os alunos de Jornalismo Samira Rebuli, Marcos Barcelos, Giulian Ola e Sthephanny Moreira apostaram na produo de um suplemento especial para falar sobre a ilustrao no jornalismo. O resultado foi ba-tizado de Ser o Benedito? e deve passar a integrar o Talento nas prximas edies, com abordagem de outros temas. Como ocorreu na edio anterior, Giulian Ola assumiu a diagra-mao e o estudante de Educao Fsica Satur-nino de Oliveira junto com Vinicius Lira, da Publicidade, se encarregaram das ilustraes.

    Primeira reunio da Editoria de Arte. Membros efetivos do Jornal Talento (01) Samira Rebuli, (02) Saturnino de Olivei-ra, (03) Giulian Ola, (04) Marcos Barcelos, (05) Vinicius Lira e (06) Sthephanny Moreira

    EDITORIAL

    Foto: Marcos Spinass

    Universidade Vila Velha - ESRua Comissrio Jos Dantas de Mello, 15, Boa Vista - Vila Velha - ES-CEP: 29102-770 Reitor: Manoel Ceciliano Salles de AlmeidaVice-Reitora: Luciana Dantas da Silva PinheiroPr-Reitor Acadmico: Herclito Amancio Pereira Junior Pr-Reitor Administrativo: Edson Franco Immaginario Pr-Reitora de Ps-Graduao: Marco Oliva Pesquisa e Extenso: Marly Imperial Garabelli

    O Talento uma produo do Curso de Comunicao Social da UVVCoordenador de Jornalismo: Rodrigo CerqueiraCoordenao do Laboratorio de Jornalismo Impresso: Marcilene Forechi

    Coordenao de Fotojornalismo: Elizabeth NaderCoordenao de Diagramao: Marcos SpinassEditoria de Arte: Giulian Soares Ola, Marcos Barcelos Correia, Samira Rebuli Paiva, Sthephanny Moreira, Vincius Lira Textos: Alunos da disciplina Laboratrio de Jornalismo Impresso (J4M, J4N e J5N)Capa e ilustraes: Saturnino de OliveiraInfogrfico: Vincius Lira Ensaio: Gisele Pereira e Samara Mattoso Tiragem: 500 exemplares

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    Editorial

    Aquele Lugar

    Acesso Informao

    Acesso Informao

    Comportamento

    Comportamento

    Democracia

    Democracia

    Arte e Cultura

    Arte e Cultura

    12

    13

    14

    15

    Esporte

    Esporte

    Estilo de Vida

    Ensaio Fotogrfico

    01

    02

    03

    06

    0405

    EXPEDIENTE

  • DOLOR SENQUALRR

    Talento_ano XII_ Novembro_Dezembro_2012 - 03

    Por Deborah Soares, Andrey Silva, Mariana Rocha, Neymara Carvalho e Angelica Salviato

    A Praia da Concha um dos recantos mais procurdos da Barra do Jucu e ainda tem a tranquilidade preservada

    AQUELE LUGAR

    O que a Barra tem?

    Desde a Ponte da Madalena ao ritmo do Congo, o balnerio que fica a 15 quilmetros do centro de Vila Velha guarda as caracters-ticas de uma antiga vila de pescadores e atrai turistas de todos os lugares por sua diversida-de cultural. Praias, rios, reservas ecolgicas e a famosa moqueca capixaba so caractersticas marcantes de um bairro tranquilo e sossegado.

    A Barra do Jucu bero de alguns persona-gens famosos que fazem parte da histria do Esprito Santo. Surfistas, cantores, pintores, escritores e jornalistas, que escolheram fazer parte da famosa Barra, so exemplos de diver-sidade cultural e social do lugar. Mas, afinal, o que motivou a escolha dessas pessoas por um lugar com cara de vila para viver e crescer?

    Por ser um reduto de surfistas, que encon-tram ondas propcias para o esporte, a Barra acolhe muitos tipos de pessoas que a frequen-tam nos fins de semana para surfar e passam a

    consider-la uma segunda casa.A pentacampe mundial de bodyboarder

    Neymara Carvalho, fundadora de um projeto social que tambm funciona na Barra do Jucu, nasceu e cresceu na Barra e garante que o lugar de suma importncia para sua carreira. Se-gundo ela, atravs do Instituto Neymara Car-valho possvel contribuir para a formao de novos profissionais.

    O instituto atende cerca de 80 crianas, duas vezes por semana, e elas recebem trata-mento odontolgico, aprendem outras lnguas e tm um educador fsico que faz acompa-nhamento rgido. um orgulho tratar essas crianas. Espero que essa nova gerao consiga alcanar seus objetivos, diz Neymara.

    No incio, a Barra passou a ser procurada por pessoas que pretendiam viver dentro de um modelo alternativo de sociedade, por se-rem amantes da natureza e da liberdade. O cantor Renato Casanova, vocalista da banca CASACA, um dos maiores representantes da msica do estado e em especial da Barra do Jucu. Ele fala da sua admirao pelo lugar e diz que sua histria to bonita quanto a beleza que se v logo ao chegar.

    Acho que o motivo dos artistas virem pra c e descobrirem novas coisas com as pessoas que aqui nascem e concentram-se, torna a Barra forte neste quesito. Fora daqui, vm os olha-res que fazem com que o bairro seja muito

    influente em distribuir cultura para o mundo com essa formao artstica, diz Casanova.

    No balnerio com o ar mais brejeiro do Es-prito Santo, o clima buclico e a simplicida-de do lugar e das pessoas so retratados por crianas soltando pipa nas ruas, garas voando ao fim da tarde em direo Reserva de Jacare-nema e pescadores voltando com seu sustento. Nos muros das casas, pinturas do artista local conhecido como Natural, revelam toda a graa do lugar, que encantou at Martinho da Vila, que encontrou inspirao para compor a msi-ca Madalena em homenagem Barra.

    O escritor e artista plstico Klber Galvas diz sentir saudades de quando a Barra era mais bonita e pouco frequentada. Eu e minha fa-mlia viemos para a Barra quando eu tinha 7 anos e o que me encantou foi a paisagem maravilhosa de antigamente. Eu fiquei des-lumbrado com a praia, que antes era cheia de salsa da praia e cip, as casas simples e as ruas gramadas.

    Klber ainda explica o motivo de preferir a antiga Barra. O que o Estado tinha de boni-to foi deixado de lado. As praias, a proximida-de com as montanhas, tudo foi se acabando. O Governo destruiu a identidade que a Barra do Jucu tinha. Os rios esto poludos e o minrio de ferro prejudica a sade e o meio ambiente, mas ningum enxerga isso. Eu tenho vontade de preservar, mas no posso fazer muita coisa.

    Msica

    BarraCasaca

    Do alto do morro da ConchaMe sinto no cu e posso enxergarA menina Neymara princesa nativaNa areia do marMoqueca de peixe no almoo pro dia comearE a galera do surf mandou um recadoMandou te chamar

    Como bom te verQuero te levarTem que conhecerO congo da Barra (2x)A vida noturna maneiraL no gueto pura adrenalinaL no Rony rola rock and rollNo aloha onde tudo terminaTem reggae l no movimentoFim de ano tem So BeneditoCarnaval surpresaAgradeo a Deus por esse paraso!

    Foto: Andrey Silva

  • 04 - Talento_ano XII_ Novembro_Dezembro_2012

    O Portal da Transparncia do Governo do Esprito Santo disponibiliza informaes sobre gesto e gastos pblicos

    Por Barbara Becalli, Eugnio Donadia, Gessika vila, Jessica Freitas e Lia Menegaz

    ACESSO INFORMAO

    Portal da Transparncia: a informao para todos

    Direito previsto pela Constituio, o acesso informao j est disponvel para grande parte dos brasileiros. A Lei n 12.527, intitu-lada como Lei de Acesso Informao, de 18 de novembro de 2011, garante ao cidado o direito de saber onde os recursos pblicos so aplicados, trazendo consigo o princpio de que o acesso a regra e o sigilo, a exceo.

    A Lei estabelece que os pedidos de informa-o do cidado sejam respondidos pela Admi-nistrao Pblica por meio de procedimentos, normas e prazos para que se processem os pe-didos de informao.

    O acesso aos dados informativos, como do-cumentos, arquivos e estatsticas, contribui para a consolidao da democracia, fazendo com que se fortalea a capacidade dos indiv-duos de garantir sua efetiva participao na to-mada de decises que os envolve. Eu acredito que, com a lei, estamos dando mais um passo para a criao de um sistema de integridade, onde teramos um conjunto de leis funcionan-do a favor da funo das instituies pblicas: servir ao interesse da sociedade e garantir aos cidados todos os seus direitos, afirma Rafael Simes, presidente da Transparncia Capixaba e professor da UVV.

    Reconhecido cada vez mais como um direito

    A informao pblica era inacessvel

    O brasileiro possui o direito ao acesso informao, mas no usa a seu favor. Isso decorre de uma construo histrica, na qual o poder pblico foi, por muito tempo, inacessvel , o que levou o cidado a se sen-tir inferiorizado em relao a esse mesmo poder. A doutora em Educao Gilda Car-doso fala sobre os motivos do desinteresse por informao e se possvel reverter o mau hbito presente na cultura do Brasil.

    Talento O brasileiro possui a ferra-menta para a informao, mas, muitas vezes, no a utiliza. possvel mudar essa caracterstica, por meio da educao?

    Gilda Cardoso Sim,