TÉCNICAS DE ENSINO (TECHNICAL EDUCATION) 1. … · c) Em grupo – são técnicas de ensino que...

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  • TCNICAS DE ENSINO (TECHNICAL EDUCATION)

    Geraldo Magela de Paula1

    1. Procedimentos de ensino

    Esta etapa do planejamento de ensino refere-se a definio e aplicao dos

    mtodos e tcnicas de ensino que o docente dispe para colocar o aluno em

    contato com os contedos tendo em vista atingir os objetivos propostos. O

    termo procedimentos de ensino est relacionado com o processo de ensino-

    aprendizagem formando o elo resultante de ligao entre o professor e o aluno.

    muito importante saber que no existe um procedimento de ensino fixo,

    nico, que seja timo ideal para qualquer tipo de aprendizagem.

    Os procedimentos de ensino referem-se s aes, mtodos, modalidades,

    tcnicas, atividades que dizem respeito s formas de interveno na sala de

    aula, ou seja, contribuem para o desenvolvimento das unidades abrangendo

    os contedos selecionados pelo professor, no momento de elaborao de seu

    plano de ensino. Incluem maneiras particulares de organizar as condies

    favorveis aprendizagem, enfatizando as atividades que so realizadas pelos

    alunos, enquanto aprendem. Podemos identificar estas atividades como

    experincias de aprendizagem que o aluno realiza em situaes propostas pelo

    professor e podem ser tecnicamente facilitadas pelo professor. Estas maneiras

    particulares de organizar o ensino, a fim de provocar a atividade do aluno, no

    processo ensino-aprendizagem so as tcnicas de ensino.

    A metodologia de ensino aplicada educao bsica obedece a caractersticas

    variadas fundamentalmente centradas na criana e no adolescente como

    clientela seleta, enquanto que no ambiente universitrio tais mtodos e

    tcnicas de ensino podem se tornar obsoletas e inadequadas, exigindo uma

    reformulao para uma metodologia especial destinada a jovens e adultos.

    2. Abordagens estratgicas da metodologia do ensino

    Os conceitos e entendimentos do termo estratgia revelam a necessidade de

    sua aplicao em diversos momentos e o seu emprego em situaes que

    exijam uma tomada de deciso mais calculada e com menor possibilidade de

    erro diante das possveis consequncias desfavorveis que podero prejudicar

    todo o trabalho desenvolvido pelo estrategista. As abordagens metodolgicas

    no so diferentes e a escolha do mtodo e da tcnica de ensino podem

    1 Formado em Pedagogia pela Universidade Catlica de Braslia em 1978. Especialista em Docncia do Ensino Superior pela UCAM-Prominas. Professor da Universidade Estadual de Gois UEG, Cmpus Campos Belos.

  • tambm ser decisivas e sua aplicao poder facilitar ou dificultar o processo

    de ensino-aprendizagem.

    A formulao da estratgia consiste na determinao dos passos e a

    estruturao das atividades didticas da ao do docente que orientam

    adequadamente a aprendizagem do educando e a superao dos pontos

    fracos mediante as oportunidades de aplicao de uma metodologia de ensino

    eficaz e com isso capaz de eliminar as ameaas do fracasso escolar. Quando

    se fala na inadequao da metodologia do ensino tradicional no ambiente

    universitrio se refere exatamente na aplicao inconveniente dos

    procedimentos de ensino sem uma viso estratgica do desencadeamento das

    aes, ainda que coordenadas entre si, na relao objetivos-contedos-

    procedimentos-recursos e avaliao, torna-se ainda imperiosa as definies

    claras, objetivas e precisas das formas de lidar com o contedo e a maneira de

    apresent-lo aos alunos.

    3. Mtodos

    O termo mtodo origina-se no grego das palavras meta (meta = meta)

    e hodos = caminho), resultando no latim na palavra methodus. Ento, mtodo

    significa o caminho para se chegar a algum lugar. Mtodo a organizao

    racional e bem calculada dos recursos disponveis e dos procedimentos mais

    adequados para se atingir determinado objetivo da maneira mais segura

    possvel (MATTOS, 1963, p.117). Mtodo ordenamento sistematizado das

    aes a serem desenvolvidas num planejamento de uma disciplina. o

    caminho utilizado pelo professor para colocar o aluno em contato com o

    contedo da sua disciplina. Esses caminhos referem-se a seleo das

    atividades ou experincias de aprendizagem planejadas para o aluno e os

    modos particulares de organizao das situaes de ensino. Trata-se de um

    conjunto de procedimentos de ensino sistematizados pelo professor, para

    apresentar o contedo da sua disciplina ao aluno.

    4. Abordagens metdicas

    As abordagens referem-se a forma de organizao dos contedos

    esquematizados metodicamente para facilitar a aprendizagem do aluno e de

    como esses contedos sero trabalhados pelo professor, atravs das

    atividades e ou experincias, constituindo-se em mais um conduto para

    alcanar o conhecimento.

    4.1. Indutiva

    Trata-se do processo mental que parte do particular para o geral. As

    experincias ou atividades indutivas compreendem as seguintes fases:

  • observao, tentativa de explicao, experimentao, comparao, abstrao e

    generalizao. Tem como ponto de partida a apresentao de casos

    particulares e, como ponto de chegada, a formulao de generalizao.

    4.2. Dedutiva

    Refere-se ao processo mental que parte do geral para o particular. As

    representaes dos modos particulares de ser da deduo so: a aplicao, a

    comprovao e a demonstrao. A deduo determina a marcha da conduta,

    desde as leis para as suas consequncias, das causas para seus efeitos, do

    geral para o particular (CARMEN MARIA, p. 52). O professor apresenta aos

    alunos uma generalizao, que pode ser uma ideia, conceito, princpio, regra,

    lei, concluso, etc., e solicitar que o aluno a aplique a fatos particulares.

    4.3. Analgica

    Refere-se a concluso do particular para o particular. Analogia no mais do

    que uma induo imperfeita, que conclui do particular para o particular, em

    virtude de uma semelhana. o raciocnio que conclui com base em

    semelhanas (NRICI, p. 74). Existem trs regras fundamentais a serem

    observadas na aplicao dessa abordagem, so elas: no partir de

    semelhanas acidentais, no desprezar diferenas e no exagerar o valor da

    concluso analgica.

    4.4. Intuitiva

    Intuio quer dizer viso. A intuio apresenta mais de um caminho para

    alcanar o conhecimento de maneira direta e sem auxlio de intermedirios,

    como que em ato de viso:

    a) Intuio intelectual o estudo dessa intuio devido Husserl e consiste

    em a inteligncia alcanar o conhecimento, por apreenso direta de um

    fenmeno, em que a inteligncia passa a descrever as essncias; um

    processo de concentrao para que o esprito possa ver mais claramente o

    fenmeno em estudo.

    b) Intuio emotiva para Brgson o homem s aprende em contato com a

    realidade e em virtude da emoo que este mesmo contato provoca; fruto do

    contato direto com o fenmeno que esteja sendo estudado; para aprender o

    educando deve entrar com contato com a realidade em estudo.

    c) Intuio volitiva essa intuio estudada por Dilthey que diz ser a

    vontade o grande veculo da aprendizagem; toda aprendizagem deve

  • processar-se atravs de obstculos colocados diante ao aluno como

    verdadeiros desafios sua vontade.

    5. Tcnicas de ensino

    A origem da palavra tcnica por intermdio do grego, est na

    palavra technicu, e por via do latim, na palavra technicus, que quer dizer como

    fazer algo. Tcnicas so maneiras racionais (comprovadas experimentalmente

    como sendo eficazes) de conduzir uma ou mais fases da aprendizagem

    (MATTOS, l967, p.124). As tcnicas de ensino representam as maneiras

    particulares de organizar as condies externas aprendizagem, com a

    finalidade de provocar as modificaes comportamentais desejveis no

    educando (TURRA, 1984, p.134). Tcnicas utilizadas em aula ou em outra

    situao de ensino por agentes que exercem uma autoridade (professores,

    responsveis, auxiliares), a fim de criar condies favorveis aprendizagem

    (cf. Unesco). o momento do encontro e da vivncia do aluno com o contedo

    da disciplina.

    6. Formas de abordagens das tcnicas de ensino

    Os modos de colocar o aluno em contato com os contedos a serem

    aprendidos so denominados tcnicas de ensino e podem ser abordados de

    formas individuais, coletivas e em grupo.

    a) Individuais nas aplicaes de tcnicas de ensino individuais a

    nfase recai sobre o indivduo, respeitando o ritmo prprio de cada

    aluno e atendendo as diferenas individuais. So os procedimentos de

    ensino adotados pelo docente para colocar o aluno em contato com o

    contedo observando as necessidades e interesses individuais dos

    alunos, obtendo resposta ativa e possibilitando a verificao imediata.

    Exemplos de tcnicas de ensino individuais: o Plano Dalton, a Tcnica

    de Winneka, o ensino personalizado, o estudo dirigido (em sua forma

    individual), o ensino por unidades didticas de Morrison, a instruo

    programada, as tarefas dirigidas, estudo de textos, a redao, a

    pesquisa bibliogrfica, a entrevista, etc.

    b) Coletivas so tcnicas de ensino aplicadas ao grande

    grupo, partindo de um nivelamento do contedo por parte do professor

    buscando falar uma linguagem entendvel para a maioria. So

    exemplos de tcnicas de ensino coletivas: palestras, aulas expositivas,

    sesso de filmes.

  • c) Em grupo so tcnicas de ensino que enfatizam a interao dos

    alunos entre si, baseando nas dinmicas de grupos voltadas para a

    socializao, onde os alunos assumem papis que iro desempenhar

    no grupo (TURRA, 1988, p. 141). Exemplos de tcnicas de ensino em

    grupo: grupo de verbalizao e grupo de observao (GVGO), painel

    integrado, seminrio, aula em cadeia, discusses em geral, Phillips 66

    entre outras.

    Aps a escolha do mtodo o docente dever escolher a melhor tcnica de

    ensino. Definir a melhor maneira de caminhar rumo ao conhecimento. No

    existe uma melhor tcnica de ensino, mas quando aplicadas sabiamente os

    resultados sero os melhores. Mtodo indica o caminho e tcnica como

    percorr-lo.

    A aplicao das tcnicas de ensino exige que o professor:

    a) Conhea bem a tcnica a ser aplicada;

    b) Defina a tcnica;

    c) Apresente os objetivos e resultados esperados;

    d) Enumere as etapas da aplicao da tcnica;

    e) Estabelea os papeis dos participantes dos grupos;

    f) Apresente, exponha e distribua o material que ser utilizado.

    7. Cuidados na aplicao das tcnicas de ensino

    A aplicao das tcnicas de ensino exige que o professor:

    a) Conhea bem a tcnica a ser aplicada; b) Comece dando uma definio da tcnica; c) Apresente os objetivos e os resultados esperados; d) Enumere as etapas da aplicao da tcnica; e) Estabelea os papis dos participantes dos grupos; f) Apresente, exponha e ou distribua o material que ser utilizado.

    TE 01 DISCUSSO LIVRE

    As tcnicas de ensino a seguir ajudaro na escolha da melhor maneira para

    apresentao de um contedo.

    1. Caracterizao da tcnica

    Reunio informal de pequeno grupo com livre apresentao de ideias, sem

    qualquer limitao quanto exequibilidade. Possibilita o mximo de criatividade

    e estmulo, permitindo o exame de alternativas para soluo de problemas

    dentro de uma atmosfera de reflexo e comunicao.

  • 2. A tcnica til para:

    a) Aprofundamento do estudo de um tema;

    b) Discusso de problemas e exame de solues;

    c) Explorar novas possibilidades, assegurando ideias dinmicas e novas

    que podero ser aproveitadas;

    d) Tomada de deciso cujo cumprimento no seja urgente;

    e) Somente para avaliao do processo do grupo.

    3. Use a tcnica quando:

    a) O grupo no possuir mais de 15 membros ou use mini-grupos de 5;

    b) Os membros forem relativamente maduros e quando se conhecem o

    suficiente para dialogarem livremente;

    c) Houver uma atmosfera de liberdade de expresso;

    d) No houver comprometimento com padres e frmulas usuais;

    e) Os membros do grupo possurem flexibilidade para criar novas solues

    ou apontar novas diretrizes;

    f) O grupo for homogneo;

    g) O grupo tiver objetivos comuns;

    h) Houver tempo suficiente para abordar-se o problema com calma e

    mtodo.

    5. Como usar a tcnica:

    a) Conhecer a amplitude do problema a ser debatido, fixando as linhas

    de discusso e o tempo disponvel para a reunio;

    b) Estabelecer um ambiente informal que facilite a comunicao e a

    cooperao entre os membros;

    c) Interpretar a tcnica a ser usada na reunio;

    d) Escolher um encarregado para fazer as anotaes e registros das

    ideias apresentadas;

    e) Esclarecer que so normas da discusso livre:

    f) As ideias tm de ser expressas sem qualquer limitao quanto s

    possibilidades de execuo;

    g) As ideias s sero rejeitadas se no se relacionarem com o assunto

    em discusso, ou seja, podem ser desenvolvidas e detalhadas, mas

    no restringidas.

    TE 02 DISCUSSO 6/6 ou PHILLIPS 6/6

    1. Caracterizao da tcnica:

  • Consiste no fracionamento de um grupo numeroso em pequenos grupos a fim

    de facilitar a discusso. A denominao provm do fato de haver sido o mtodo

    difundido por J.D. Phillips, e por serem os pequenos grupos formados por 6

    pessoas que discutem o assunto durante 6 minutos. Entretanto, essa

    caracterstica no rgida, podendo o grupo alterar tanto o nmero como o

    tempo, de acordo com a convenincia. A tcnica permite a participao de

    todos os presentes numa atmosfera informal; estimula a troca de ideias,

    encoraja a diviso de trabalho e a responsabilidade; ajuda os membros a se

    libertarem de suas inibies e participao num debate.

    2. A tcnica til para:

    a) Obter informaes do grupo sobre seus interesses, problemas, etc;

    b) Levantar dados e sugestes dos participantes para aproveitamento

    no planejamento de atividades, programas, diretrizes;

    c) Criar um clima de receptividade que facilite o aprendizado;

    d) Analisar e buscar solues para problemas;

    e) Maior participao operativa e efetiva de todos os membros do

    grupo.

    3. Use a tcnica quando:

    a) For conveniente diluir o formalismo de um grupo e criar um clima de

    cooperao e envolvimento pessoal dos membros;

    b) Desejarmos os nveis de participao e comunicao;

    c) For necessrio reunirmos rapidamente as ideias, sugestes ou

    opinies de um grupo;

    d) Desejarmos obter ou verificar se existe consenso;

    e) Desejarmos verificar cada membro com o grupo;

    f) Desejarmos estimular a discusso e o raciocnio;

    g) A natureza do assunto exigir sua discusso em grupos pequenos;

    h) Desejarmos obter uma viso pluridimensional do assunto;

    i) As condies fsicas do ambiente permitirem o deslocamento de

    cadeiras e sua arrumao em crculos;

    j) Se pretender enfatizar a troca de experincias. A tcnica de pouca

    valia para difuso de informaes, salvo se houver permutao entre

    os grupos.

    4. Como usar a tcnica:

    Esta tcnica consiste na diviso da classe em grupos de seis alunos que

    discutem um assunto durante seis minutos. Serve para: coletar informaes do

    grupo sobre necessidades, interesses, pontos de vista e sugestes que podem

    ser usadas no planejamento do ensino; mobilizar o grupo para a participao,

  • desde o incio do trabalho; e possibilitar uma atitude de receptividade favorvel

    aprendizagem.

    A tcnica de Phillips 6-6 apresenta as seguintes vantagens: permite um

    mximo de rendimento em um mnimo de tempo; torna possvel a participao

    de todos os alunos; possibilita um rpido consenso de grupo; evita o monoplio

    das discusses por lideranas autocrticas; e auxilia os alunos mais tmidos

    porque a sua participao se limita ao pequeno grupo.

    Para a aplicao desta tcnica, cabe ao professor:

    a) Explicar o funcionamento da tcnica;

    b) Comunicar o assunto da discusso;

    c) Lembrar os alunos de que devem eleger um coordenador e um

    secretrio-relator;

    d) Anunciar o tempo disponvel para organizao dos pequenos grupos e

    discusso do assunto;

    e) Movimentar-se entre os grupos, para qualquer esclarecimento;

    f) Avisar aos alunos quando faltar um minuto para o trmino do trabalho no

    pequeno grupo;

    g) Convocar os secretrios-relatores para a comunicao das concluses

    ao grande grupo;

    h) Registrar os pontos mais importantes no quadro-de-giz; e

    orientar o grupo na elaborao da concluso final.

    Os alunos, por sua vez, tero de: organizar-se rapidamente, em grupos de seis;

    eleger o coordenador e o secretrio-relator; marcar a hora inicial da discusso;

    ler o assunto com ateno; manifestar, um de cada vez, sua posio em

    relao ao assunto proposto; restringir-se ao minuto de que dispem para falar;

    ouvir atentamente a contribuio do colega, para evitar repeties

    desnecessrias e sempre prejudiciais produo do grupo; reunir as ideias

    apresentadas, para formularem uma concluso; e contribuir para a elaborao

    da concluso final.

    O tempo disponvel para discusso, nesta tcnica, pode apresentar um

    empecilho para o progresso do aluno. Se for necessrio, o professor poder

    aumentar o tempo de durao da atividade.

    TE 03 DRAMATIZAO ou ROLE PLAYING

    1. Caracterizao da tcnica

    A tcnica consiste na encenao de um problema ou situao no campo das

    relaes humanas, por duas ou mais pessoas, numa situao hipottica em

  • que os papis so vividos tal como na realidade. A sntese desses papis um

    dos aspectos mais importantes do mtodo. Os que vo encenar devem

    compreender o tipo de pessoa que dever interpretar durante a dramatizao. O

    resumo do papel deve conter apenas a condio emocional e as atitudes a

    serem adotadas, sem detalhes sobre aquilo que dever ocorrer durante a

    apresentao.

    Essa tcnica permite a informalidade e assegura a participao psicolgica do

    indivduo e do grupo; elimina as inibies e facilita a comunicao.

    2. A tcnica til para:

    a) Desenvolver a capacidade de relacionamento com outras pessoas

    atravs da compreenso da natureza do comportamento humano;

    b) Fornecer dados de relaes humanas que podem ser utilizados para

    anlise e discusso;

    c) Facilitar a comunicao, mostrando e no falando;

    d) Oportunidade para que os indivduos representem seus problemas

    pessoais. Os que na vida real no puderam reconhec-los,

    compreende-los, quando viverem em cena, iro reconhecer sua falta

    de habilidade para lidar com os outros, podendo aprender a enfrentar

    o seu problema ao v-lo retratado no grupo;

    e) Criar no grupo uma atmosfera de experimentao e de possvel

    criatividade;

    f) Despersonalizar o problema dentro do grupo. Quando apresentado

    em cena, abstradas as personalidades dos executantes reais, h

    maior liberdade de discusso.

    3. Use a tcnica quando:

    a) Os padres e o controle social do grupo so de molde a garantir um

    nvel de comentrio e discusso que no afetam psicologicamente os

    membros;

    b) O indivduo reconhece a necessidade de aprofundar-se nos seus

    verdadeiros motivos, impulsos bsicos, bloqueios e ajustamentos, a

    fim de aumentar sua eficincia como membro do grupo;

    c) Os atores sentem-se relativamente seguros a ponto de quererem

    expor-se ao grupo, ou seja, expor seus sentimentos, suas atitudes,

    suas frustraes, sua capacidade e suas aptides;

    d) Sentir-se como coordenador ou instrutor, bastante seguro dos

    objetivos que pretende atingir ao usar a tcnica;

    e) Alvo for mudar as atitudes de um grupo;

    f) Se deseja preparar um ambiente ideal para resolver problemas.

  • 4. Como usar a tcnica:

    a) Apresentar ou definir o problema que ser dramatizado;

    b) Fixar a simulao ou os aspectos especficos de relacionamento

    humano a serem enfatizados na dramatizao;

    c) Definir ou apresentar quais os papis necessrios encenao;

    d) Escolher os atores, os quais planejaro as linhas gerais de seu

    desempenho, ou seja, a condio emocional e as atitudes a serem

    adotadas, sem especificar o que dever ser feito na encenao;

    e) Os prprios atores podero armar o palco que dispensar

    excessivo mobilirio e roupagem, dando nfase descrio verbal

    da situao;

    f) Os ensaios tero carter de reunies preparatrias onde as

    caractersticas dos papis sero examinadas, sem preocupao

    quanto perfeio da representao dos atores;

    g) Determinar ou definir o papel de grupo a ser desempenhado durante

    e aps a dramatizao, o que conclui a escolha do tipo de debates

    que se seguir, bem como a determinao dos aspectos que

    devero ser avaliados;

    h) Realizar a dramatizao em tempo suficiente para permitir a

    apresentao dos dados, evitando-se a demora excessiva;

    i) Se o professor achar conveniente, poder consultar o grupo quanto

    ao seu interesse em repetir a dramatizao com a incluso de idias

    e sugestes que forneam novo material para aprofundamento de

    debate;

    j) Podero, tambm, ser usados outros artifcios, como por exemplo, a

    substituio dos papis (troca) para verificao de sentimentos e

    atitudes, possibilitando a um personagem colocar-se na pele do

    outro. um jogo de reversibilidade, a favor e contra, ou tarefa

    invertida.

    TE 04 ENTREVISTA

    1. Caracterizao da tcnica

    A tcnica de ensino que consiste numa rpida srie de perguntas feitas por um

    entrevistador, que representa o grupo, a um especialista em determinado

    assunto. Este, geralmente, no pertence ao grupo, ao contrrio do

    entrevistador que membro dele. menos formal que a preleo e mais formal

    que o dilogo.

    2. A tcnica til para:

    a) Obter informaes, fatos ou opinies sobre alguns assuntos de

    importncia para o grupo;

    b) Estimular o interesse do grupo por um tema;

  • c) Conseguir maior rendimento de um especialista que seja verstil ao

    falar sozinho perante um grupo.

    3. Use a tcnica quando:

    a) O grupo numeroso, o que tornaria ineficiente o interrogatrio

    indiscriminado dos membros do grupo ao entrevistador;

    b) Outras tcnicas forem desaconselhadas;

    c) Um dos membros do grupo (entrevistador) possuir boa capacidade

    de relaes humanas ou de comunicao e segurana para poder

    obter as informaes desejadas do especialista;

    d) A tcnica poder ser utilizada com um elemento novo no grupo.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Convidar um especialista no assunto;

    b) Indicar um entrevistador, que organizar com o especialista um

    questionrio e fixar a durao e a maneira de conduzir a entrevista.

    O entrevistador poder obter do grupo os temas principais a serem

    enfocados e dever atuar como intermedirio entre o grupo e o

    especialista;

    c) A entrevista dever ser mantida em tom de conversa e as perguntas

    devem ser formuladas de forma a evitar respostas do tipo sim ou

    no;

    d) Manter as perguntas ao nvel de entendimento geral do grupo. O

    entrevistador, por sua vez, evitar a terminologia tcnica que no

    esteja ao alcance do grupo.

    TE 05 GRUPO DE COCHICHO, ZUM-ZUM ou FACE A FACE

    1. Caracterizao da tcnica

    Consiste na diviso do grupo em subgrupos de dois membros que dialogam,

    em voz baixa, para discutir um tema ou responder uma pergunta, sem requerer

    movimento de pessoas. Aps, feita a apresentao dos resultados do grande

    grupo. um mtodo extremamente informal que garante a participao quase

    total, sendo de fcil organizao.

    2. A tcnica til para:

    a) Comentar, apreciar e avaliar, rapidamente, um tema exposto;

    b) Sondar a reao do grupo, saber o que ele quer;

    c) A considerao de muitos aspectos distintos do assunto.

  • 3. Use a tcnica quando:

    a) O nmero de participantes for, no mximo, 50 pessoas;

    b) Desejar obter maior integrao do grupo;

    c) Quiser criar o mximo de oportunidades para a participao

    individual;

    d) For necessrio quebrar o gelo dos participantes.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Dividir o grande grupo em subgrupos de dois membros, dispostos um

    junto do outro (lado ou frente);

    b) Explicar que os grupos de cochicho dispem de tantos minutos para

    discutir o assunto, aps o que um dos membros expor o resultado

    ao grande grupo, na ordem que for convencionada;

    c) Apresentar a questo e conduzir as exposies, que sero feitas,

    aps o cochicho, de forma objetiva e concisa.

    TE 06 GV-GO

    1. Caracterizao da tcnica

    Consiste na diviso do grupo em dois subgrupos (GV = grupo de verbalizao;

    GO = grupo de observao). O primeiro grupo o que ir discutir o tema na

    primeira fase, e o segundo observa e se prepara para substitu-lo. Na segunda

    fase, o primeiro grupo observa e o segundo discute. uma tcnica bastante

    fcil e informal.

    2. A tcnica til para:

    a) Anlise de contedo de um assunto-problema;

    b) Introduo de um novo contedo;

    c) Concluso de estudo de um tema;

    d) Discusso de problema e exame de soluo;

    e) Estimular a participao geral do grupo;

    f) Estimular a capacidade de observao e julgamento de todos os

    participantes. Para isso cada participante do GO deve cumprir um

    papel na observao, buscando encontrar aspectos positivos e

    negativos na objetividade e operabilidade do GV;

    g) Levar o grupo a um consenso geral;

    h) Desenvolver habilidades de liderana.

    3. Use a tcnica quando:

    a) O nmero de participantes for relativamente pequeno;

  • b) J houver um bom nvel de relacionamento e de comunicao entre

    os membros do grupo;

    c) For necessrio criar uma atmosfera de discusso;

    d) For conveniente diluir o formalismo do grupo;

    e) Desejarmos estimular a discusso e o raciocnio.

    4. Como usar a tcnica:

    a) O coordenador prope o problema e explica o qual o objetivo que

    pretende com o grupo;

    b) Explica como se processar a discusso e fixa o tempo disponvel;

    c) O grupo dividido em dois;

    d) Um grupo formar um crculo interno (GV) e o outro um crculo

    externo (GO);

    e) Apenas o GV debate o tema. O GO observa e anota;

    f) Aps o tempo determinado, o coordenador manda fazer a inverso,

    passando o grupo interno para o exterior e o exterior para o interior;

    g) Aps as discusses, o coordenador poder apresentar uma sntese

    do assunto debatido. Poder ser, inicialmente, marcado um

    sintetizador.

    TE 07 LEITURA DIRIGIDA

    1. Caracterizao da tcnica:

    o acompanhamento pelo grupo da leitura de um texto. O coordenador

    fornece, previamente, ao grupo uma ideia do assunto a ser lido. A leitura feita

    individualmente pelos participantes, e comentada a cada passo, com

    superviso do coordenador. Finalmente o coordenador d um resumo,

    ressaltando os pontos chaves a serem observados.

    2. A tcnica til para:

    a) Apresentar informaes para o grupo;

    b) Introduzir um contedo novo dentro do programa;

    c) A interpretao minuciosa de textos, rotinas, etc.

    3. Use a tcnica quando:

    a) O tema puder ser apresentado por escrito, com nmero de cpias ou

    exemplares suficientes para todos os membros do grupo;

    b) H interesse do grupo em aprofundar o estudo de um tema;

    c) A participao geral no for o objetivo principal.

  • 4. Como usar a tcnica:

    a) Providenciar nmero de exemplares ou cpias igual ao nmero de

    participantes;

    b) O crculo continua sendo a melhor maneira de dispor o grupo;

    c) Oferecer inicialmente ao grupo uma ideia geral do assunto a ser

    explorado;

    d) Comentar os aspectos relevantes do tema e. se houver tempo,

    primeiro fazer uma leitura geral, e s ento fazer a leitura ou

    pargrafo a pargrafo;

    e) Aps a leitura, saudvel uma discusso em grupo.

    TE 08 PAINEL COM INTERROGATRIO

    1. Caracterizao da tcnica:

    Um pequeno grupo de especialistas em determinado assunto discute e

    interrogado por uma ou mais pessoas, geralmente sob a coordenao de um

    moderador. Trata-se de uma variao de tcnica de discusso em painel. Dele

    participam trs a cinco pessoas, o moderador e os interrogadores. A discusso

    informal, mas as respostas devem ser dadas com a mxima preciso. O

    desenvolvimento do assunto baseia-se na interao entre o interrogador e o

    painel. As perguntas devem ser objetivas.

    2. A tcnica til para:

    a) Despertar o interesse do grupo para um tema;

    b) Discutir um grande nmero de questes, num curto espao de

    tempo;

    c) Apresentar a experincia de alguns membros do grupo;

    d) Conseguir detalhes de algum assunto ou problema.

    3. Use a tcnica quando:

    a) O nmero de participantes muito grande;

    b) Os integrantes do painel (moderadores e interrogadores) puderem

    ser escolhidos entre os membros do prprio grupo;

    c) O grupo estiver interessado em aprofundar o tema.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Selecionar com antecedncia o moderador, os interrogadores e o

    painel;

  • b) O moderador deve reunir-se com os interrogadores para fixar a

    orientao;

    c) Na reunio, o moderador apresenta ao grupo os integrantes do

    painel;

    d) A seguir apresenta sucintamente o assunto e explica a tcnica;

    e) Os interrogadores devem iniciar o interrogatrio, expressando as

    perguntas de maneira clara e concisa. O xito das discusses

    depende dos interrogadores, que tm grande responsabilidade na

    conduo dos debates, tanto do ponto do encadeamento da ideia,

    como do nvel de detalhe a que se deve chegar;

    f) O moderador intervir quando houver necessidade de aprofundar um

    aspecto abordado, esclarecer um ponto obscuro, pedir a repetio de

    uma pergunta ou de uma resposta no compreendida, interpelar

    algum membro do painel que estiver sendo prolixo, fugindo do tema

    central ou interpretando mal seu papel;

    g) Ao final do interrogatrio, o moderador apresenta uma sntese ou

    simula geral.

    TE 09 PAINEL INTEGRADO

    1. Caracterizao da tcnica:

    Constitui uma variao da tcnica de fracionamento. O grande grupo dividido

    em subgrupos que so totalmente reformulados aps determinado tempo de

    discusso, de tal forma que cada subgrupo composto por integrantes de cada

    subgrupo anterior. Cada participante leva para o novo subgrupo as concluses

    e/ou ideias do grupo anterior, havendo assim possibilidades de cada grupo

    conhecer as ideias levantadas pelos demais. A tcnica permite a integrao de

    conceitos, ideias, concluses, integrando-os.

    2. A tcnica til para:

    a) Introduzir assunto novo;

    b) Integrar o grupo;

    c) Explorar um documento bsico sobre determinado assunto;

    d) Obter a participao de todos

    e) Familiarizar os participantes com determinado assunto;

    f) Continuar um debate sobre tema apresentado anteriormente sob a

    forma de preleo, simpsio, projeo de slides ou filmes,

    dramatizao, etc.;

    g) Aprofundar o estudo de um tema.

    3. Use a tcnica quando:

  • a) Trabalhar com grupos de 15 pessoas, no mnimo;

    b) Desejar proporcionar contato pessoal entre os membros do grande

    grupo;

    c) Quiser diluir o formalismo do grupo;

    d) Houver um interesse em elevar de nveis de participao e

    comunicao;

    e) Desejamos obter uma viso do assunto sob vrios ngulos;

    f) O tempo for limitado;

    g) Houver possibilidade de deslocamento de cadeiras e de sua

    arrumao em crculos.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Planejar, com antecedncia, as perguntas, problemas ou roteiro de

    discusso que sero colocados aos subgrupos;

    b) Explicar ao grupo o funcionamento da tcnica, sua finalidade, o papel

    e as atitudes esperadas de cada membro e o tempo disponvel para

    a discusso;

    c) Dividir o grupo em subgrupos, aproveitando para colocar juntos os

    membros que ainda no se conheam e evitar as panelinhas;

    d) Solicitar aos membros dos pequenos grupos que se apresentem,

    escolham um coordenador para os debates e um relator ou

    secretrio para fazer as anotaes;

    e) Cada grupo deve ser montado com um nmero de membros igual ao

    nmero de subgrupos. Isto possibilitar a rotao dos grupos como

    indicado em h;

    f) Distribuir cpias escritas dos assuntos a serem discutidos;

    g) Esclarecer qual o tempo disponvel. O tempo pode ser prorrogado, se

    conveniente;

    h) Terminado o tempo, cada elemento de cada subgrupo receber um

    nmero;

    i) Agora os subgrupos tornam a se reunir, mas todos os 1 num grupo;

    todos os 2 noutros; e assim por diante;

    j) Cada um apresentar para o subgrupo as concluses do seu antigo

    subgrupo.

    k) Os relatores dos subgrupos (os dois) reunir-se-o para elaborar um

    nico relatrio, que poder ser oral ou escrito, para apresent-lo ao

    grupo.

    Obs. Fazer as trocas com o cuidado de romper as panelinhas e fazer as

    aproximaes. Pode ser feito um sistema de fracionamento do texto.

    TE 10 PAINEL PROGRESSIVO

  • 1. Caracterizao da tcnica:

    Consiste no trabalho individual que progride para o grande grupo atravs da

    formao sucessiva de grupos que se constituem pela juno de grupos

    formados na etapa anterior, que vo aumentando at se fundirem num s

    (plenrio). Em cada etapa sucessiva os grupos devem retomar as concluses

    da etapa anterior a fim de desenvolv-las, harmonizando-as.

    2. A tcnica til para:

    a) Aprofundar o conhecimento de um tema pelas diferentes vises e

    maneiras de abord-lo e trat-lo;

    b) Fazer com que os participantes entendam o tema;

    c) Integrar o grupo;

    d) Introduzir um contedo novo;

    e) Obter a participao de todos os membros do grupo;

    f) Obter concluses do grupo acerca de um assunto-problema;

    g) Prosseguir o debate sobre um assunto anteriormente apresentado

    sob a forma de audiovisual, dramatizao, palestra, etc.

    3. Use a tcnica quando:

    a) Trabalhar com grupos de 15 pessoas, no mnimo;

    b) For conveniente quebrar o formalismo do grupo;

    c) Desejarmos obter o consenso grupal acerca do tema quer esteja

    sendo estudado;

    d) Desejarmos incrementar a discusso, possibilitando a todos darem a

    sua contribuio;

    e) As condies fsicas do ambiente permitirem o deslocamento de

    cadeiras e sua disposio em crculo;

    f) Se pretender valorizar a contribuio pessoal de cada membro e a

    troca de experincias.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Planeje com antecedncia a reunio em que aplicar a tcnica, em

    funo do tema, do nmero de participantes, do tempo, etc.;

    b) Nmero de etapas e o tempo de durao de cada limitado pelo

    nmero de participantes e pelo assunto a ser debatido;

    c) Aps a apresentao do problema ou distribuio das cpias do

    assunto a ser discutido a todos os participantes, explique o

    funcionamento da tcnica em suas vrias etapas, como por exemplo:

    - Leitura individual do texto ou resposta por escrito a uma questo feita;

  • - Grupamento de dois ou mais membros que analisam, discutem e

    elaboram uma concluso com base nas contribuies individuais;

    - Grupamento cujo nmero de membros seja mltiplo do nmero de

    integrantes dos grupos anteriores, trabalhando as concluses anteriores,

    listando-as e aglutinando-as;

    - Concluses gerais do grande grupo (plenrio).

    TE 11 SEMINRIO

    1. Caracterizao da tcnica:

    Grupo reduzido investiga ou estuda intensamente um tema em uma ou mais

    sesses planificadas, recorrendo a diversas fontes originais de informao.

    uma forma de discusso em grupo de idias, sugestes, opinies. Os membros

    no recebem informaes j elaboradas, mas investigam com seus prprios

    meios em um clima de colaborao recproca. Os resultados ou concluses

    so de responsabilidade de todo o grupo e o seminrio se conclui com uma

    sesso de resumo e avaliao. O seminrio semelhante ao congresso, porm

    tem uma organizao mais simples e um nmero mais limitado de

    participantes, sendo, porm, este grupo mais homogneo.

    2. A tcnica til para:

    a) Levantar problemas;

    b) Estimular a discusso em torno de um tema;

    c) Conduzir a concluses pessoais, no levando necessariamente a

    concluses gerais e recomendaes;

    d) Estudar em grupo ideias, opinies e sugestes de interesse de um

    determinado grupo;

    e) Propiciar a troca de experincias entre grupos com um mesmo

    interesse ou conhecimento.

    3. Use a tcnica quando:

    a) O grupo for pequeno e apresentar certa homogeneidade;

    b) Os membros do grupo tiverem interesses e objetivos comuns;

    c) O coordenador tiver bastante habilidade para conduzir o debate;

    d) No existir marcantes diferenas de conhecimento entre os membros

    do grupo;

    e) Pretender dar nfase ao contedo a ser debatido e a troca de

    experincias entre os membros;

  • f) E desejar formar um consenso geral sobre determinados assuntos ou

    problemas.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Planejar o desenvolvimento dos temas, fixando os objetivos da

    discusso antes de inici-la;

    b) No so fornecidas aos participantes informaes j elaboradas;

    c) Podem ser realizadas vrias sesses para o exame do assunto ou

    problema;

    d) Concluir com uma sesso de resumo e avaliao.

    TE 12 SIMPSIO

    1. Caracterizao da tcnica

    Consiste na exposio sucessiva sobre diferentes aspectos ou fases de um s

    assunto ou problema, feita por uma equipe selecionada (3 a 5 pessoas)

    perante um auditrio, sob a direo de um moderador. O expositor no deve

    ultrapassar a 20 minutos na sua preleo e o simpsio no deve ir alm de

    hora e meia de durao. Ao final do simpsio, o auditrio poder participar em

    forma de perguntas diretas.

    2. A tcnica til para:

    a) Obter informaes abalizadas e ordenadas sobre os diferentes

    aspectos de um tema;

    b) Apresentar fatos, informaes, opinies, etc., sobre um mesmo tema;

    c) Permitir a exposio sistemtica e contnua acerca de um tema;

    d) Discusses em que os objetivos so muito mais a aquisio de

    elucidaes do que propriamente a tomada de decises;

    e) O exame de problemas complexos que devam ser desenvolvidos de

    forma a promover a compreenso geral do assunto.

    f)

    3. Use a tcnica quando:

    a) No houver exigncia de interao entre os participantes;

    b) Os padres do grupo e a identidade entre seus membros forem de tal

    ordem que tornem aceitvel uma tcnica de exposio formal;

    c) A formalidade das exposies no prejudicarem a compreenso do

    contedo do tema;

    d) Os membros do grupo forem capazes de integrar, num todo

    homogneo, as ideias apresentadas por diferentes pessoas nas

    diversas partes da exposio;

  • e) O grupo no for julgado bastante maduro para superar possveis

    conflitos gerados numa discusso livre sobre um assunto

    relativamente complexo;

    f) Houver interesse em se colocar diferentes pontos de vista sobre um

    assunto;

    g) O nmero de participantes muito grande para permitir o interesse

    total do grupo.

    4. Como usar a tcnica

    a) Selecionar e convidar os expositores do simpsio. Estes no devem

    ter ideias preconcebidas e devem apresent-las sem paixo;

    b) O moderador deve reunir-se previamente com os oradores para

    garantir o acordo sobre o fracionamento lgico do assunto, identificar

    as reas principais e estabelecer os horrios;

    c) Na reunio, o moderador deve apresentar os integrantes do

    simpsio, expor a situao geral do assunto e quais as partes que

    sero enfatizadas por cada expositor, criar atmosfera receptiva e

    motivar o grupo para as exposies;

    d) Os integrantes do simpsio devem fazer apresentaes concisas e

    bem organizadas dentro do tempo estabelecido;

    e) O moderador poder, quando oportuno, conceder a cada integrante

    do simpsio, um certo tempo para esclarecimentos e permitir que um

    participante possa formular uma ou duas perguntas a outro expositor.

    TE 13 ENCADEAMENTO DE IDEIAS

    1. Caracterizao da tcnica

    Discusso com grupos entre 12 e 30 pessoas, sobre assunto j trabalhado com

    todo o grupo. Possibilita recordao agradvel e estimulante exerccio mental.

    2. A tcnica til para:

    a) Aprofundar o estudo de um tema;

    b) Obter dados sobre o nvel de informao e compreenso individual

    do assunto;

    c) Agilizao do raciocnio;

    d) Estimular o interesse do grupo sobre o tema;

    e) Estimular a participao geral do grupo;

    f) Discutir grande nmero de questes em pouco tempo.

    3. Use a tcnica quando:

  • a) O grupo possuir entre 12 e 30 membros;

    b) O grupo j domine o assunto e houver interesse em reviso;

    c) Desejarmos a participao de todos os membros do grupo;

    d) Desejarmos identificar cada membro do grupo;

    e) Desejarmos estimular e agilizar o raciocnio.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Organizar duas fileiras de cadeiras, voltadas face a face;

    b) Dinmica se inicia com o primeiro da fileira direita fazendo uma

    pergunta ao primeiro da esquerda;

    c) Respondida a questo, o segundo da direita usar a resposta dada

    para formular a sua pergunta ao segundo da esquerda, mantendo o

    encadeamento da ideia. E assim sucessivamente;

    d) Terminado, volta-se ao incio, mas agora invertendo as posies;

    e) Tanto as perguntas como as respostas devem ser feitas e dadas

    rapidamente, de forma concisa, no havendo intervalo entre

    pergunta-resposta-pergunta-resposta.

    TE 14 TEMPESTADE CEREBRAL (Brainstorming)

    1. Caracterizao da tcnica

    uma tcnica de produo de ideias ou de solues de problemas em grupo.

    Possibilita o surgimento de aspectos ou ideias que no iriam ser, normalmente,

    levantadas. Na prtica no deve ser estabelecida nenhuma regra ou limite,

    eliminando assim todos os provveis bloqueios ao insight.

    2. A tcnica til para:

    a) Desenvolver a criatividade;

    b) Liberar bloqueios de personalidade;

    c) Vencer a cegueira intelectual que nos impede de v as mil e uma

    solues de cada problema;

    d) Criar um clima de otimismo no grupo;

    e) Desenvolver a capacidade de iniciativa e liderana.

    3. Use a tcnica quando:

    a) No estiver encontrando ideias para novas iniciativas;

    b) No estiver encontrando soluo para algum problema;

    c) Precisar que o grupo comprove sua capacidade de abrir caminhos e

    produzir solues;

  • d) Precisar romper bloqueios criados na personalidade do grupo ou de

    membro do grupo.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Disponha o pessoal como for possvel, de preferncia em crculo;

    b) Crie um clima informal e descontrado de esportividade e muita

    espontaneidade;

    c) Suspenda (proba mesmo) crticas, julgamentos, explicaes. S vale

    colocar a ideia;

    d) Levar todos a romper com sua auto-censura, expondo o que lhe vier

    cabea, sem pr-julgar;

    e) Pedir que emitam ideias em frases breves e concisas;

    f) Todos devem falar alto, sem ordem preestabelecida, mas um de

    cada vez;

    g) Proibir cochichos, risinhos e conversas paralelas.

    Obs.- No grupo de 20 pessoas, o nmero de sugestes dadas em cinco

    minutos 100. Sinal de que o grupo criativo. No desanimar se nos primeiros

    exerccios ficarem muito aqum deste nmero. Tudo questo de treino.

    TE 15 DISCUSSO CIRCULAR

    1. Caracterizao da tcnica

    um processo de encadeamento de aspectos dentro de uma mesma ideia.

    Oferece oportunidade ao raciocnio rpido e comprovao do entendimento do

    assunto.

    2. A tcnica til para:

    a) Agilizar o raciocnio individual;

    b) Rpida reviso do assunto;

    c) Comprovao do entendimento e dos pontos falhos;

    d) Dar oportunidade a todos de expressarem seu entendimento ou

    dvida.

    3. Use a tcnica quando:

    a) O estudo de um assunto estiver completo;

    b) Desejar rever um assunto;

    c) Desejar reforar o contedo de um assunto;

  • d) Precisar estimular o raciocnio encadeado;

    e) For preciso anotar os atos falhos sobre um assunto.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Apresente uma pergunta de forma clara e condensada;

    b) Verifique se todos entenderam a questo apresentada;

    c) Explique que cada um deve apresentar um aspecto novo sobre a

    pergunta feita, ou seja, no vale repetir coisas j faladas;

    d) Cada um tem um minuto, no mximo, para se expressar;

    e) Aps apresentar a pergunta e fazer os esclarecimentos que se

    fizerem necessrios, pedir a algum que se apresente para iniciar a

    rodada;

    f) Aps ele, o do seu lado que deve continuar no devendo ser

    permitido saltar para outro;

    g) Ningum deve interromper ou responder a uma crtica enquanto no

    chegar a sua vez;

    h) A discusso circular continua at que todos achem que nada mais

    h a acrescentar, ou at esgotar o tempo previsto;

    i) Aps a primeira rodada, em que todos devem participar, pode ser

    pedida a dispensa da palavra com um: passo.

    TE 16 TCNICA DE RUMINAO

    1. Caracterizao da tcnica

    Possibilita fundir o esforo individual com o do grupo, no entendimento de um

    texto. Leva a uma leitura cuidadosa, minuciosa e profunda do texto, de forma

    individual.

    2. A tcnica til para:

    a) Habituar a leu um texto com o mximo de ateno;

    b) Habituar a ler compreensivamente;

    c) Exercitar a apreender detalhes de um texto;

    d) Exercitar a apreender os aspectos gerais de um texto.

    3. Use a tcnica quando:

    a) No souber as condies do grupo em apreender um texto;

    b) Quiser treinar leitura e interpretao de texto;

    c) Quando grupo tiver um mnimo de condies de leitura;

    d) O assunto exigir aprofundamento.

  • 4. Como usar a tcnica:

    a) Distribuir o texto entre os participantes, solicitando-se que o mesmo

    seja lido integralmente e de uma s vez, pelo que o referido texto no

    deve ser nem muito longo nem muito sinttico;

    b) Aps esta primeira leitura, os participantes so convidados a uma

    segunda leitura, devendo ser anotadas as partes no

    compreendidas, bem como aquelas compreendidas e consideradas

    significativas ou fundamentais do texto;

    c) Aps esta segunda leitura, ser levado a efeito um trabalho de

    esclarecimento quanto s partes no compreendidas, com a

    cooperao de todo o grupo e o coordenador. Cada participante

    expe suas dvidas, que o grupo procurar esclarecer, sendo que,

    quando a mesma no conseguir, o orientador o far;

    d) Terminados os esclarecimentos, ser feita uma terceira leitura em

    que cada participante far um questionrio a respeito do texto,

    indicando:

    - Dvidas que o texto tenha sugerido;

    - Dvidas paralelas que a leitura tenha suscitado;

    - Interpretao geral do texto e suas intenes;

    - Questes outras que o texto possa sugerir.

    e) os participantes, a seguir, se reuniro em grupos de 3 a 5 pessoas e

    discutiro as suas dvidas, reduzindo-as a uma s relao;

    f) a seguir, cada grupo apresentar as suas dvidas ou questes que

    sero discutidas por todos;

    g) finalmente, aps o trmino do momento anterior, o orientador far

    uma apreciao do trabalho desenvolvido, completando-o se necessrio.

    TE 17 PAINEL DUPLO

    1. Caracterizao da tcnica

    Possibilita despertar aspectos sobre o tema que no foram trabalhados. Pode

    ser usada mesmo aps uma palestra, leitura, filme, etc.

    2. A tcnica til para:

  • a) Desenvolver a capacidade de pensar e raciocinar logicamente;

    b) Procurar entender o ponto de vista de outra pessoa;

    c) Obrigar pessoas muito seguras de seu ponto de vista a analisarem

    logicamente sua posio e a posio contrria;

    d) Desenvolver a capacidade de argumentao lgica;

    e) Convencer determinado tipo de pessoa de que sua posio mais

    slida emocionalmente do que racionalmente.

    3. Use a tcnica quando:

    Os temas no forem aceitos uniformemente pelo grupo.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Pede-se a cooperao de sete pessoas que formam dois minigrupos,

    um defendendo uma tese e o outro a contestando ou defendendo o

    contrrio;

    b) Invertem-se os papis. O ataque passa defesa e a defesa passa ao

    ataque;

    c) O grande grupo pode manifestar-se, apoiando as teses que achar

    mais corretas;

    d) O tempo todo algum funciona como moderador.

    TE 18 FRUM

    1. Caracterizao da tcnica

    A tcnica boa para garantir a participao de grande nmero de pessoas,

    sobre temas contraditrios, embora alguns participem como observadores do

    debate.

    2. A tcnica til para:

    a) Dinamizar o grupo;

    b) Desenvolver a capacidade de raciocnio;

    c) Desenvolver a logicidade;

    d) Ensinar a saber vencer e a saber perder;

    e) Desenvolver a capacidade de aceitar pontos de vista contrrios;

    f) Desenvolver a imparcialidade de julgamento.

    3. Use a tcnica quando:

    a) Quiser treinar o grupo a no se envolver emocionalmente na

    questo, desenvolvendo a racionalidade;

  • b) Quiser despertar a participao da assembleia atravs de

    depoimentos;

    c) Desejar discutir temas controvertidos.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Escolha trs participantes: um defende, o outro contesta o tema, e o

    terceiro coordena;

    b) A assembleia deve participar, colocando-se de um lado ou de outro;

    c) No final, o moderador oferece uma concluso.

    Obs.- Para aumentar a participao pode-se constituir um corpo de auxiliares

    da defesa e da acusao, e um jri.

    TE 19 MESA REDONDA

    1. Caracterizao da tcnica

    Poucas pessoas dispondo de tempo para discutir um assunto, em igualdade de

    condies.

    2. A tcnica til para:

    a) Discutir ou refletir sobre um tema ou situao-problema;

    b) Obter a participao de todos (num grupo pequeno);

    c) Chegar a uma deciso participativa e, quando possvel, unnime;

    d) Levar os participantes a assumir responsabilidades. Participao na

    deciso garantia de colaborao.

    3. Use a tcnica quando:

    a) Procura sincera do dilogo;

    b) Igualdade entre os participantes;

    c) Universo comum de comunicao;

    d) Definio clara do tema ou problema e do objetivo a que se quer

    chegar.

    4. Como usar a tcnica:

    a) Pequeno nmero de participantes, sentados em um crculo, em

    igualdade de condies;

    b) Discusso livre entre si sobre o tema proposto;

    c) Coordenao bem livre.

  • TE 20 GRUPO PAC

    1. Caracterizao da tcnica

    A Anlise Transacional estabelece trs estados do EU que chama de: PAI,

    ADULTO, CRIANA.

    A atividade tpica do PAI inclui passar sermes, tomar conta dos outros,

    alimentar, punir, criticar, apiedar-se, julgar e dar ordens. O melhor indcio para

    a descoberta de quando um indivduo est agindo com o estado do EU-PAI

    observ-lo quando fala. Geralmente est usando as expresses: Voc deve,

    voc precisa, isto est certo, sempre, nunca Tem os braos cruzados

    sobre o peito e o dedo em riste.

    O estado do EU-CRIANA facilmente identificvel por expresses emotivas

    como: Puxa! Eu quero! Viva! Legal! Quando a pessoa est no estado do EU-

    CRIANA est sorrindo, rindo, chorando, tem exploses emotivas, mete-se em

    confuses, diverte-se e faz os outros divertirem.

    O estado do EU-ADULTO objetivo, calmo, tranquilo. O adulto usa expresses

    que revelam dar informao, fazer perguntas, resolver problemas e discutir

    racionalmente. De uma maneira geral possvel, ao interpretar conversas

    rotineiras, identificar o estado do EU que est dominando a pessoa.

    Assim: Dois alunos de uma escola, Maria e Joo, foram apanhados matando

    aula. Como agiriam os Eus para dizer: Pegaram o Joo e a Maria matando

    aula?

    PAIS Este mundo est perdido. Que desavergonhados.

    ADULTO Voc viu realmente?

    CRIANA Puxa! Que azar o deles.

    Utilizamos a tcnica em aula, formando trs grupos distintos o grupo judicioso

    (PAI), o grupo computador (ADULTO) e o exemplificador (CRIANA).

    2. Como usar a tcnica:

    a) Convm organizar com antecedncia: os conceitos, as informaes,

    as definies e as frases;

    b) Dada uma unidade de estudo, formam-se trs grupos: grupo

    judicioso (PAI), grupo computador (ADULTO) e grupo exemplificador

    (CRIANA);

  • c) oferecido ao grupo uma srie de dados: conceitos, definies,

    informaes incompletas (mas no erradas);

    d) O coordenador l o conceito (incompleto) e o grupo computador deve

    reformular o conceito;

    e) Reformulado o conceito, o grupo exemplificador d exemplos que

    ilustram o conceito;

    f) A seguir o grupo judicioso julga o conceito e o exemplo;

    g) Convm, depois de analisados 3 ou 4 conceitos, fazer um rodzio de

    grupos;

    h) Os grupos podero ser avaliados em funo das respostas dadas.

    Para isso dever ser organizado um GTA (Grupo de Trabalho de

    Avaliao) que anotar e dar nota aos grupos.

    TE 21 JRI PEDAGGICO

    1. Caracterizao da tcnica

    A tcnica possibilita o treinamento de respostas a questes propostas, levando

    o grupo a uma ateno quanto a confirmao ou rejeio s respostas

    oferecidas.

    3. A tcnica til para:

    a) Treinar o disciplinamento do pensamento;

    b) Treinar o questionamento a questes;

    c) Treinar a habilidade em responder questes;

    d) Desenvolver a percepo do endosso ou do protesto a questes

    apresentadas;

    e) Desenvolver a capacidade de argumentao;

    f) Desenvolver a capacidade de sntese e de ordenao do

    pensamento.

    4. Use a tcnica quando:

    a) O dirigente tiver inicialmente desenvolvido um trabalho dirigido que

    possa alcanar os objetivos propostos;

    b) For possvel elaborar questes com solues que abranjam poucas

    operaes, propiciando o necessrio reforo pela satisfao do

    acerto;

    c) Puder preparar um gabarito preciso e conciso em cada resposta (de

    preferncia do livro-texto).

    5. Como usar a tcnica:

  • a) O professor distribui a turma em: Grupo A versus Grupo B ou

    Meninos versus Meninas ou mpares versus Pares. A disposio dos

    candidatos ou grupos, nas mesas, ser dada ou orientada pelo Juiz.

    b) Cada aluno dever estar munido com o material de estudo e bem

    informado sobre a atividade;

    c) O professor indica um exerccio para ser resolvido e marca o tempo

    de resoluo;

    d) Terminado o tempo, o Juiz (geralmente o professor ou um bom

    aluno) indica um da equipe A para responder;

    e) Assim que houver a resposta, o seu advogado (da equipe A), diz:

    endosso (isto , concordo com a resposta);

    f) O advogado opositor (equipe B), se concordar com a resposta, diz:

    confirmo. Se no concordar, diz: protesto;

    g) Se o endosso for certo, a equipe A ganha um ponto. Se o endosso

    for errado, o juiz prope uma rebatida ao plenrio, que ter a

    oportunidade de reconsiderar a questo. O primeiro que se

    manifestar e corrigir o erro, seja da A ou da B, ganha um ponto para

    si cinco (5) pontos, e para o grupo um ponto;

    h) Se o advogado opositor protestar o erro endossado, ele dever

    indicar um componente do seu grupo para responder. Se a resposta

    for certa, o grupo ganha um ponto e ganha a vez da sada para a

    prxima questo;

    i) Se o advogado protestar o certo (ou o errado), dar-se- o debate

    entre os advogados, e o que vencer, mostrando o certo, ganhar

    para si cinco pontos e cinco para o grupo;

    j) Poder haver continuidade do processo em duas ou mais reunies,

    se o contedo o permitir;

    k) Dever haver rodzio de advogados, promotores e juiz;

    l) aconselhvel, caso haja avaliao, converter os pontos obtidos em

    notas de aproveitamento;

    m) No manejo da classe, no trabalho, o juiz dever mencionar o

    evangelizando que deve responder, assim: Aluno 3, na mesa 2,

    responda. Se a resposta no for dada de imediato, o aluno no ter

    direito de recorrer ao seu advogado, perdendo um ponto e a vez.

    6. Esquema de organizao da sala ( apenas uma sugesto)

    Promotor Juiz Promotor

    Advogado Advogado

    Mesa 1 Mesa 4

    Mesa 2 Mesa 5

  • Mesa 3 Mesa 6

    Etc. Etc.

    TE 22 TCNICA DO RUMOR OU DO BOATO OU CLNICA DO RUMOR

    1. Caracterizao da tcnica

    Teve origem por ocasio da Segunda Guerra Mundial, a fim de fazer frente aos

    inmeros boatos surgidos em consequncias desse fato.

    2. A tcnica til para:

    Treinar a percepo da comunicao livre dos bloqueios, rudos,

    filtragens, que pem obstculos no s ao relacionamento dos

    membros, como tambm produtividade do grupo.

    3. Use a tcnica quando:

    a) No incio de um curso, de uma conferncia, de uma reunio de grupo

    ou como tema introdutrio de relaes humanas;

    Promotor Promotor

    Advogados Advogados

    Mesas

    Alunos

    Mesas

    Alunos

    Jurados

    (Sempre nmeros mpares de alunos)

    PLATIA

    (Demais alunos)

  • b) Quando se pretender demonstrar o efeito das distores de

    comunicao;

    c) Quando se necessita demonstrar as filtragens de comunicao em

    termos de circulares, avisos, portarias, etc.;

    d) Quando se desejar a intercomunicao entre pessoas ou entre

    grupos;

    e) Em reunies onde as comunicaes esto defasadas, interessante

    utilizar no incio das discusses.

    4. Como usar a tcnica:

    a) O trabalho poder ser realizado atravs de dois tipos de estimulao:

    verbal e grfico;

    b) Estimulao grfica:

    o dirigente dever prover-se de uma lmina de tamanho grande que

    represente uma cena na qual figurem pelo menos 20 detalhes significativos.

    Dever dispor tambm de um aparelho gravador para registrar textualmente as

    sucessivas exposies. Costuma-se usar lminas em que os objetos ou

    situaes so desenhadas com certa ambiguidade, a fim de poder observar a

    capacidade de percepo dos indivduos na experincia. Utilizam-se, tambm,

    duas lminas;

    o dirigente convida seis ou sete pessoas para atuar como protagonista de

    uma experincia interessante. Solicita a estas pessoas que se retirem do local

    por um momento, dizendo-lhes que quando forem chamadas, uma por vez,

    devero escutar atentamente o que se lhes diz e repetir o mais exatamente

    possvel. No se informa ao protagonista o objetivo da prova, se bem que isso

    pouco importe;

    coloca-se diante do grupo a lmina grande, mas de tal forma que no seja

    visvel para as pessoas que vo entrando;

    o dirigente chama uma das pessoas que saram e pede a um espectador

    previamente designado que descreva a lmina em voz alta, enquanto o

    primeiro sujeito da experincia presta ateno ao relato, sem ver a lmina;

    antes de comear a descrio da lmina faz-se funcionar o gravador, o qual

    registrar o processo at o final da experincia;

    atravs desta primeira descrio direta da lmina o grupo poder advertir

    quo eliminadora de detalhes e imperfeita pode ser uma percepo ainda

    quando seja descrita por um indivduo que nesse momento estivesse

    observando diretamente a cena;

  • terminada a descrio da lmina pelo primeiro indivduo, chama-se ao

    recinto um segundo sujeito, o qual se coloca junto ao primeiro, sem que

    nenhum dos dois veja a lmina. O primeiro indivduo descreve ento ao

    segundo o que acaba de ouvir, fazendo-o com a maior fidelidade possvel.

    Ento o primeiro pode sentar-se entre os espectadores, pois sua tarefa est

    terminada;

    faz-se entrar o terceiro indivduo e procede-se do mesmo modo que no

    passo anterior. O segundo relata ao terceiro o que acaba de ouvir. Assim

    sucessivamente com todas as pessoas que tenham sado do recinto, at que o

    ltimo deles repita o que o penltimo relatou;

    ouvem-se os relatos atravs das gravaes ou do relator e debate-se o

    assunto, em termos de distores de comunicao;

    c) Como estimulao verbal se pode utilizar um texto, com mais ou

    menos 20 detalhes significativos.

    TE 23 MTODO CASUSTICO DE HARVARD

    1. Caracterizao da tcnica

    Atualmente tem-se dado nfase ao estudo de casos, no s na empresa, mas

    tambm na escola. O chamado caso levado a reunio de debates, a fim de

    que as opinies e as informaes favoream seu melhor entendimento.

    Diversas tcnicas tm sido desenvolvidas, envolvendo principalmente as

    teorias do desenvolvimento do pensamento (Piaget).

    O mtodo casustico, desenvolvido pela Harvard Business School, nos EUA,

    tem sido usado em diversas universidades, empresas e escolas.

    2. Como usar a tcnica:

    So oferecidas algumas sugestes aos coordenadores das reunies de grupo.

    So as seguintes:

    a) Oferecer aos participantes, em cpias, um caso que apresentado

    em forma de teste de dupla escolha (certo, errado). Nesses testes

    so apresentados os dados do problema;

    b) Dar dez a quinze minutos para que cada participante leia o caso e

    responda s questes;

    c) Enquanto os participantes esto completando o caso, escrever os

    nmeros de 1 a 10 no quadro de giz, com as colunas certo-errado.

  • Quando todos terminarem, reunir os alunos participantes em grupos

    de dois ou de quatro a fim de que o assunto seja debatido;

    d) Partindo da primeira afirmao, perguntar a cada grupo (ou a um

    relator previamente designado) os motivos que levaram os

    participantes a responder certo ou errado. Os debates devero

    concentrar-se, de preferncia, nas questes em que haja grande

    diferena de opinies. Nesta etapa o coordenador dever conduzir a

    reunio a fim de evitar discusses dispersivas e cansativas, sem

    resultado;

    e) Depois da discusso (mas sem relao com respostas em que houve

    um consenso), pedir ao grupo que responda de novo as afirmaes

    luz dos debates, que devem corresponder aos ensinamentos

    doutrinrios;

    f) Ler as respostas previamente consideradas corretas a fim de que os

    participantes verifiquem, em grupo, como conduziram o teste;

    g) Marcar a distribuio das respostas no quadro de giz;

    h) Uma etapa das respostas s perguntas por qu -, o coordenador

    poder contrapor o raciocnio dos mais exatos ao daqueles menos

    exatos (ou completos), apresentar seus prprios argumentos ou

    comparar o caso com princpios doutrinrios implicados na

    compreenso e na resoluo de problemas;

    i) Organizar uma equipe que, ao final, far a avaliao das respostas

    s discusses;

    j) Convm tomar certas precaues ao levar um caso ao debate:

    - Os casos no devem ser muito longos ou complexos, o que pode levar os

    participantes a discordncias; que por vezes podem ser de difcil soluo;

    - Deve haver, no exerccio-caso, respostas certas e erradas. Quando no h

    respostas certas os participantes no acham fcil encontrar uma soluo

    objetiva para suas divergncias;

    - Quando o caso tiver problemas de fatos, opinies, sentimentos, suposies,

    atitudes, convm discriminar os incidentes crticos, a fim de facilitar a soluo;

    - Poder-se-, se for o caso, acrescentar ao estudo do caso o comentrio de

    vrios experts como guias para o debate do caso;

    - Os grupos, se possvel, podero ser divididos de acordo com a atividade de

    cada elemento: grupo de superviso, grupo de treinamento, etc.;

    - Insistir no fato de que, quando se examinam esses casos, os grupos devem

    concentrar-se no que acontece e por qu, nas relaes interpessoais que o

    caso envolve, do que essencialmente est sendo tratado, em quem o

  • culpado. No se trata de uma tarefa de detetive. Esta abordagem

    provavelmente levar mais crtica negativa que no fecunda quanto

    compreenso positiva e anlise criativa do relacionamento humano;

    - Convm certificar-se de que a anlise do caso levar o grupo para a deciso

    e a ao. A anlise dever ser; feita exaustivamente, levando em conta todos

    os elementos antes da deciso. As concluses prematuras, baseadas apenas

    em experincias pessoais (em minha opinio, porque eu tive um caso, etc.)

    levam a distores dos fatos;

    - No tocante a deciso e ao consenso, convm perceber que, do ponto de vista

    da pessoa que considera o caso, raramente haver concordncia com os

    outros, na etapa de discusso. Diversas solues ou decises alternativas vo

    surgir. Alguns elementos podero ser convidados para debater seus pontos de

    vista, para tanto, ser-lhes-o dados cinco minutos de defesa;

    - Tratando-se de problemas humanos, onde so tantos fatores imprevistos e

    imprevisveis, raramente podemos dizer que h uma soluo perfeita sobre a

    qual todos concordem. Mediante o processo da prpria anlise e do

    treinamento do processo de avaliao, da interpretao das diversas

    suposies, gradativamente, chegaremos a solues de consenso;

    - O objetivo desse trabalho de grupo no a soluo do caso, mas o

    desenvolvimento de uma proveitosa abordagem da questo.

    TE 24 MTODO CIENTFICO BSICO

    1. Caracterizao da tcnica

    2. A tcnica til para:

    a) Exercitar o raciocnio e a imaginao criadora;

    b) Possibilitar o estudo de um tema em seus pontos chaves;

    c) Corrigir e esclarecer, de forma imediata, dvidas sobre o tema

    proposto.

    3. Use a tcnica quando:

    4. Como usar a tcnica:

    a) Apresentao do tema em uma palavra ou expresso-sntese;

    b) Diviso do quadro em partes iguais, tituladas:

  • - O que queremos saber?

    - O que pensamos?

    - O que conclumos?

    c) Apresentao e fixao, no quadro de giz, das questes chaves j

    preparadas anteriormente (o que queremos saber?);

    d) anotaes de mais algumas questes, propostas na hora, pelos

    participantes;

    e) oralmente, os participantes vo respondendo s questes, que o

    coordenador anotar, sinteticamente, no quadro (O que pensamos?);

    f) fornecimento de fontes de pesquisa previamente selecionadas ou

    vivncia de experincias concretas que forneam elementos para

    avaliao de suas respostas (etapa de pesquisa em pequenos grupos);

    g) volta-se ao plenrio para a apresentao de resultados finais, com

    comentrios enriquecedores;

    h) o coordenador anota os resultados finais no quadro de giz,

    sinteticamente (O que conclumos?);

    i) ao final, se alguma questo foi de maior interesse, pode-se dar a ela

    um enfoque mais amplo;

    j) participante dever registrar as concluses finais e guard-las consigo,

    para posteriores consultas.

    TE 25 QUEM SOU

    Como usar a tcnica:

    a) Fazer um cartaz contendo afirmativas com dicas alusivas ao que se

    deseja que os alunos descubram. Para os menores, afirmativas

    pequenas e fceis; para os maiores, maior complexidade; no final do

    cartaz, o que se deseja que descubram;

    b) Ir descobrindo o cartaz, afirmativa aps afirmativa; depois de cada

    afirmativa, perguntar: quem sou eu?

    c) Se no conseguem identificar, descobrir mais uma afirmativa;

    d) Quando descobrirem, mostrar o final.

    TE 26 CAIXA DE SEGREDO

    Como usar a tcnica:

    a) Colocar a caixa de presente sobre a mesa e aguardar a reao da

    classe;

    b) Dizer que este presente est relacionado com o tema da aula e que

    devem adivinhar o que ;

    c) Ir dando dicas para que a classe descubra;

    d) A partir da, entrar no assunto;

  • e) Se possvel, no final da aula, sortear o presente.

    TE 27 LABIRINTO

    Como usar a tcnica:

    a) Fazer um cartaz contendo uma frase sobre o SIM ou NO;

    b) Distribuir um labirinto para que os alunos cheguem ao SIM ou NO;

    c) Perguntar quem encontrou mais SIM e mais NO;

    d) A quem encontrou mais SIM cabe arriscar o primeiro palpite sobre a

    frase escondida: Devemos dizer SIM ou NO para esta frase?

    e) Antes de descobrir a frase, perguntar a quem fez mais NO:

    Devemos dizer SIM ou NO para esta frase?

    f) Apresentar a frase e deixar que a leiam;

    g) Ento perguntar se a frase merece um SIM ou um NO;

    h) A partir da, desenvolver o contedo da aula.

    TE 28 ESCONDE-ESCONDE

    Como usar a tcnica:

    a) Esconder uma gravura numa carteira ou cadeira;

    b) Pedir que procurem alguma coisa escondida na sala de aula;

    c) A partir da descoberta desenvolver o contedo da aula.

    TE 29 BOLA SABIDA

    Como usar a tcnica:

    a) Fazer uma bola de papel ou usar uma outra;

    b) Fazer perguntas em tiras de papel, relativas ao tema da aula;

    c) Desenvolver o contedo da aula;

    d) Formar um crculo com a sala;

    e) Distribuir as tiras de papel pelos alunos;

    f) Jogar a bola para um deles. Este dever responder pergunta que

    est no seu papel;

    g) Caso ele no saiba a resposta, joga a bola para outro que a dever

    responder. Assim por diante at que algum responda;

    h) A bola volta para o evangelizador que a joga para outro

    evangelizando, comeando tudo outra vez.

    TE 30 PALAVRAS CRUZADAS MUDAS

    Como usar a tcnica:

  • a) Escolher uma palavra-chave do tema da aula, por exemplo: Jesus.

    b) Usando uma cartolina, fazer um diagrama de palavra-cruzada, onde

    sero escritas as palavras;

    c) Escrever em pedaos de papel uma palavra relativa palavra-chave

    escolhida, numerando os pedaos de papel de 1 a 5;

    d) Sortear 5 alunos e entregar a cada um, um dos pedaos de papel

    contendo uma questo;

    e) Dizer que devero, na ordem numrica, apresentar a palavra para o

    resto da sala atravs de uma mmica;

    f) Quando a sala descobrir, ele colocar a palavra no diagrama;

    g) Completando o diagrama, aparecer a palavra-chave, que dever

    estar em destaque no diagrama;

    h) A comear a desenvolver a aula.

    TE 31 OLHO VIVO

    Como usar a tcnica

    a) Cartes tendo de um lado um nmero e do outro lado palavras que

    correspondem resposta daquela; pergunta. Estes cartes sero

    presos ao flanelgrafo com os nmeros vista;

    b) Vir-los e pedir classe que olhe com ateno o que est escrito em

    cada carto;

    c) Explicar que ir fazer as perguntas a que as respostas devero ser

    dadas atravs dos nmeros. Se o nmero dado pelo aluno no

    corresponder resposta da pergunta, o carto voltar a sua posio

    antiga, isto , o nmero para cima.

    Observao: o aluno ter o cuidado de colocar os nmeros sem sequncia

    lgica alguma.

    TE 32 QUAL A PALAVRA-CHAVE

    Como usar a tcnica

    a) Cartes tendo de um lado um nmero e de outro uma pergunta;

    b) A primeira letra da resposta de cada pergunta poder pertencer ou

    no palavra-chave. O professor garantir que a palavra seja a

    desejada e no um sinnimo;

    c) Pedir a um aluno que escolha um nmero. Vir-lo e ler a pergunta;

    d) Depois de respondidas todas as perguntas, pedir que cada

    evangelizando (ou grupo) forme a palavra chave do tema.

    Observao: devero ser feitas mais perguntas do que letras da palavra-chave.

  • TE 33 MMICA

    Como usar a tcnica

    a) Dividir o grupo em subgrupos. De preferncia em dois;

    b) Cada grupo deve escolher ttulos de parbolas ou estrias de Jesus,

    ou nomes de livros espritas (por autor indicado ou livre);

    c) Cada grupo dever indicar, sua vez, um de seus membros para vir

    encenar a frase que lhe ser dada pelo outro grupo;

    d) Ele tem trs minutos para atravs da mmica fazer com que seu

    grupo descubra a parbola ou estria;

    e) Para encenar ele dever: indicar para o grupo quantas palavras

    compem a frase, e; indicar qual a palavra que ir representar.

    Observao: podero ser feitas combinaes, vlidas para os dois grupos,

    sobre as vogais, quando isoladas;

    f) Quando o grupo descobre a frase, ou vence o tempo, passa para o

    outro grupo.

    VARIAO: Dar a cada grupo uma parbola ou estria para que represente

    para que o outro grupo descubra qual .

    TE 34 PAINEL DE TRS

    Como usar a tcnica

    a) Dividir o grupo em trs subgrupos. Denomin-los: Apresentador,

    Opositor e Assembleia;

    b) O grupo Apresentador apresenta (sem ser interrompido), o contedo

    do tema;

    c) O grupo Opositor anota o que no concorda e o que concorda. Aps

    o Apresentador terminar, lana suas anotaes para o grupo;

    d) A Assembleia, que tudo ouviu e anotou, apresenta seu depoimento;

    e. o professor conclui.

    TE 35 OUVINDO E CONCLUINDO

    Como usar a tcnica

    a) O professor faz uma pergunta sobre assunto j visto;

    b) Ouve a opinio emitida pelo grupo e pode fazer ligeiros comentrios

    sobre as mesmas;

    c) Divide a sala em pequenos grupos;

  • d) Distribui textos para o estudo sobre a pergunta; aps a leitura e

    discusso dos textos, devero: tirar concluses sobre o tema, e; citar

    as mensagens julgadas mais importantes;

    e) Cada grupo apresenta suas concluses e anota sobre a dos outros;

    f) Comentam sobre o que ouviram;

    g) O professor deve fazer uma apreciao sobre as concluses.

    TE 36 EXPOSIO INTRODUTRIA

    Como usar a tcnica

    a) Fazer ligeiro comentrio sobre o tema;

    b) Dividir a sala em 3 grupos;

    c) Cada grupo ir estudar alguns itens em textos ou livros levados

    pelo professor;

    d) Deixar que os grupos troquem ideias sobre suas concluses,

    estabelecendo uma sequncia, de forma a que um nico aluno

    faa a apresentao final;

    e) Comentrio final pelo professor.

    TE 37 ESTUDO DIVIDIDO

    Como usar a tcnica

    a) Dividir a classe em 3 ou 4 grupos;

    b) Dividir o assunto em partes iguais ao nmero de grupos;

    c) Entregar a cada grupo parte da sntese do assunto para estudarem

    durante 5-10 minutos;

    d) Pedir que comentem por escrito o que entenderam e as dvidas que

    permaneceram;

    e) Trocar as partes e os comentrios entre os grupos, pedindo que

    analisem e completem o trabalho;

    f) Prosseguir at que o trabalho volte ao grupo original, que deve rever

    e dar unidade ao seu tema;

    g) Pedir a um elemento de cada grupo para que leia o resultado;

    h) O professor faz a concluso.

    TE 38 MICRO-ENSINO

    Conceito

    uma experincia de ensino, simplificada desenvolvida numa programao

    graduada, flexvel e continua. O participante realiza um treinamento em

    habilidades tcnicas de ensino. uma modalidade de prtica de ensino.

  • Esta uma excelente tcnica de ensino para quem deseja lapidar suas aulas,

    aprimorando sua postura, voz, gestos, utilizao de recursos, etc.

    Objetivo

    Contribuir para o aperfeioamento do desempenho dos participantes no

    processo pedaggico de comunicao didtica.

    Metodologia

    Os participantes devero preparar micro-aulas que tero a durao aproximada

    de 5 (cinco) minutos e sero gravadas, para posterior anlise, discusso e

    reflexo sobre seu desempenho.

    Estratgia de ensino (execuo)

    uma modalidade prtica de ensino, que compreende as seguintes etapas:

    I 1. Etapa: aulas de 5 minutos, constitudas pelos ciclos:

    a) Ensino grupos de 4 alunos-instrutores ensinam cada um, durante

    cinco minutos, um mesmo contedo aos demais alunos-instrutores;

    total de 20 minutos;

    b) Sesso de feedback e de replanejamento os alunos-instrutores

    examinam entre si e com o coordenador do curso seu desempenho,

    identificando os resultados que alcanaram e os que podem

    acrescentar ou melhorar em sua aula, durante 10 a 15 minutos; a

    partir da reviso, os alunos-instrutores, se necessrio, modificam

    seus planos de aula, durante 10 a 20 minutos;

    c) (Re) ensino com as modificaes planejadas em seu desempenho,

    os alunos-instrutores ensinam o contedo selecionado aos demais

    alunos-instrutores e/ou a outros grupos de alunos.

    II 2, 3, 4. e 5. Etapas repetem os mesmos ciclos da 1., apenas

    com outra durao para a aula: 10, 15, 20 e 25 minutos, respectivamente,

    explorando a mesma ou as mesmas habilidades tcnicas de ensino

    diversificado. Estas etapas podero constituir-se em n ciclos dependendo das

    necessidades do grupo de alunos-instrutores relativamente aquisio da

    respectiva habilidade e das possibilidades de tempo para a realizao total da

    experincia.

    III Cada etapa ainda subsidiada por atividades, tais como;

    a) Seminrios de curta durao (2 a 4 horas), eventualmente por

    exposies dialogadas, conforme a disponibilidade de tempo e as

  • necessidades de preparo terico dos alunos-instrutores, em termos

    de contedo didtico ou de contedo da matria de especializao.

    b) Entrevistas pessoais e de grupo. Aps cada sesso de ensino-

    (re)ensino, o coordenador do curso fica disposio dos alunos-

    instrutores, com a finalidade de promover o feedback.

    c) Jogos, simulaes, filmes, uso do VT, gravaes, exerccios e

    estudos em grupo, com alto nvel de organizao tcnica, a fim de

    que, mediante a identificao com um modelo terico-prtico,

    possam mais facilmente os alunos-instrutores organizar e melhorar

    seus desempenhos de ensino.

    TE 39 WEBQUEST

    Proposto por Bernie Dodge em 1995, a WebQuest parte da definio de um

    tema e objetivos por parte do:

    a) Professor, uma pesquisa inicial e disponibilizao de links;

    b) Selecionados acerca do assunto, para consulta orientada dos alunos;

    c) Os Links devem ter uma tarefa, exequvel e interessante, que norteie

    a pesquisa.

    d) Tanto o material inicial como os resultados devem ser publicados na

    web, online.

    WebQuest uma metodologia que direciona o trabalho de pesquisa utilizando

    os recursos da Internet.

    Trata-se da metodologia, estudada, desenvolvida e disponibilizada por Bernie

    Dodge, Educational Technology, San Diego State Universit em 1995, e

    disseminada no Brasil por Jarbas Novelino Barato, so produzidas para

    disponibilizao na Internet e podem ser editadas em programas como: Front

    Page, NVU, Dreamweaver, Mozilla Composer.

    A tcnica (metodologia), no site do Projeto WebQuest Escola do Futuro

    USP, definida como modelo extremamente simples e rico para dimensionar

    usos educacionais da Web, com fundamento em aprendizagem cooperativa e

    processos investigativos na construo do saber. Foi proposto por Bernie

    Dodge em 1995 e hoje j conta com mais de dez mil pginas na Web, com

    propostas de educadores de diversas partes do mundo (EUA, Canad,

    Islndia, Austrlia, Portugal, Brasil, Holanda, entre outros).

    Glian Cristina (2005) define como

    uma metodologia que cria condies para que a aprendizagem ocorra, utilizando os recursos de interao e pesquisa disponveis ou no na Internet de forma colaborativa. uma oportunidade de

  • realizarmos algo diferente para obtermos resultados diferentes em relao aprendizagem de nossos alunos. Alm de que, as WebQuests oportunizam a produo de materiais de apoio ao ensino de todas as disciplinas de acordo com as necessidades do professor e seus alunos. (CRISTINA, 2005)

    Para saber mais sobre WQs: http://www.webquest.futuro.usp.br

    Para criar WQs: http://www.escolabr.com/portal/

    TE 40 PORTIFLIO

    a coleo de trabalhos e atividades produzidos pelos alunos,

    adequadamente organizada, que revela, com o passar do tempo, os diversos

    aspectos do crescimento e do desenvolvimento de cada um em particular

    (RIBAS, 2007, p.158).

    Segundo Alves (2006), o Portiflio

    Permite aos professores considerarem o trabalho de forma processual, superando a viso pontual das provas e testes, integrando-o no contexto do ensino como uma atividade complexa baseada em elementos de aprendizagem significativa e relacional. (ALVES, 2006, p.106)

    TE 41 PROJETO DE AO DIDTICA

    Ensinar, aprender, pesquisar e avaliar por meio do projeto de ao didtica

    centrada em problemas desenvolvidos por grupos de alunos, orientados por

    professores, introduz uma dinmica nova na sala de aula. O projeto de ao

    didtica desenvolve capacidades de pesquisa na medida que incita a observar,

    a recorrer s tcnicas diversificadas entrevista, questionrio, trabalho em

    grupo, exposio dialogada, observao visitas, [] para levantar indagaes,

    desenvolver estratgias, descobrir, inventar. (VEIGA, 2006, p. 76).

    Momentos do processo de planejamento do projeto de ao didtica:

    a) Identificao ou problematizao;

    b) Desenvolvimento ou trabalho de campo;

    c) Globalizao, avaliao final ou sntese.

    TE 42 AULA EXPOSITIVA DIALOGADA

    A aula expositiva dialogada uma apresentao oral expositiva acompanhada

    pela interveno dos alunos sempre que houver dvida ou para esclarecer

    algum ponto. O fato que a relao professor-aluno e aluno-professor uma

    constante nas aulas.

    http://www.webquest.futuro.usp.br/http://www.escolabr.com/portal/

  • Alguns pontos importantes a serem acrescentados:

    a) Contribui para apresentao de uma nova Unidade, ou na explicao

    de contedo, podendo ser dinamizada com outras Tcnicas;

    b) Observar os momentos didticos da aula: introduo,

    desenvolvimento e sntese integradora;

    c) Vasconcellos diferencia exposio dialogada, provocativa,

    destacando a importncia das perguntas em aula;

    d) vivenciar as Habilidades didticas de ensino (Cunha, 1989),

    observando o tempo da exposio.

    TE 43 ESTUDO DE CASO

    Esta tcnica envolve um trabalho mais minucioso e um planejamento voltado o

    estudo de determinado fato e que desperta para uma ao mais investigadora.

    Em suma:

    a) a anlise minuciosa e objetiva de uma situao real que necessita ser

    investigada e desafiadora para os envolvidos;

    b) O professor expe o caso a ser estudado (que pode ser um caso para

    cada grupo ou o mesmo caso para diversos grupos);

    c) O grupo dever analisar o caso, expondo seus pontos de vista;

    d) O professor retoma os pontos principais, fazendo a sntese. (Anastasiou,

    2006).

    TE 44 ESTUDO DIRIGIDO

    Esta tcnica de ensino envolve uma preparao especial do professor que

    dever elaborar questes, roteiros ou dirigir de alguma a aprendizagem.

    Para obter sucesso nesta tcnica importante observar os seguintes

    momentos:

    a) Mobilizao para o estudo;

    b) Apresentao do roteiro dirigido/ proposta com questes;

    c) Estudo individual ou grupal;

    d) Apresentao e interveno final.

    TE 45 SALA DE AULA INVERTIDA

    O conceito de sala de aula invertida combina bem com as ferramentas

    ExamTime. Com ExamTime todos podem compartilhar recursos com um grupo,

    neste caso a classe, permitindo que os alunos a estudem esses recursos a

    partir de casa e se preparar para a prxima aula.

  • Esta tcnica envolve basicamente ensinar os alunos a estudar e preparar a

    aula antes da aula. Assim, a classe em questo torna-se muito mais dinmico e

    um ambiente em que um estudo mais aprofundado sobre o assunto. Os alunos

    vm de casa com conceitos semelhantes, de modo que a classe pode ser

    dedicada a responder a perguntas e ir alm nas reas para as quais os alunos

    se sentem mais curiosidade.

    TE 46 DESIGN THINKING

    Esta tcnica frequentemente usada no popular MBA ou mestrado para

    analisar casos reais vividos por empresas no passado.

    Esta tcnica de ensino que baseada na utilizao de casos reais e resolv-

    los por meio do grupo de anlise, brainstorming, inovao e ideias criativas.

    O design thinking um mtodo estruturado na prtica bastante complicada,

    uma vez que so problemas reais para os quais na maioria dos casos no h

    informao suficiente e pode at ser que a concluso seja que no h soluo

    possvel. No entanto, o mtodo do caso prepara os alunos para o mundo real e

    desperta sua curiosidade, capacidade, analtica e criatividade.

    TE 47 AUTO-APRENDIZAGEM

    As tcnicas de ensino para explorar a autoaprendizagem podem estar fazendo

    uso de Mapas Mentais. Com eles, o professor pode iniciar um processo de

    pensamento digitar uma palavra no tpico central de um mapa ou propor um

    tema e deixar os alunos a desenvolver suas prprias ideias a partir dele. Por

    exemplo, se o foco o corpo humano, alguns podem criar mapas mentais

    sobre Sistemas, outros sobre ossos e outras doenas que afetam o corpo

    humano. Mais tarde, os alunos sero avaliados de acordo com os mapas

    mentais que criaram e podem colaborar uns com os outros a melhorar.

    A curiosidade o principal motor da aprendizagem. Como princpio bsico de

    aprendizagem, no faz muito sentido para forar os alunos a memorizar um

    texto para que eles esqueam que dois dias aps o teste. A chave fazer com

    que os alunos se concentrarem na rea que lhes interessa explorar e aprender

    sobre ele.

    Um exemplo perfeito de tcnicas de ensino baseadas na autoaprendizagem

    est relacionado com Sugata Mitra na conferncia TED (legendas em

    espanhol). Em uma srie de experimentos em Nova Deli, frica do Sul e Itlia,

    o pesquisador educacional Sugata Mitra deu acesso das crianas auto-

    supervisionado para a web. Os resultados obtidos podem revolucionar a forma

    como pensamos sobre o ensino. As crianas, que at ento nem sabia o que

  • era internet, eram capazes de auto formao em vrios assuntos com uma

    facilidade inesperada.

    TE 48 JOGOS

    Aprendendo atravs da utilizao de jogos um mtodo que j foi explorado

    por alguns professores, principalmente no ensino fundamental e pr-escolar.

    Usando jogos, os alunos aprendem sem perceber na prtica. Portanto,

    aprender atravs da brincadeira uma tcnica de aprendizagem que pode ser

    muito eficaz em qualquer idade, sendo tambm til para manter o aluno

    motivado. O professor deve desenvolver projetos que so apropriados para

    seus alunos, tendo em conta a sua idade e ao conhecimento, ao torn-los

    atraentes o suficiente para dar motivao extra.

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