Tecnicos de Nivel Medio - TN Petróleo n 56

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    Career

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Descriçao da matéria: Técnicos de nível médio - Novos desafios para um Brasil mais competitivo, por Victor Abramo. Competitividade em ritmo lento. OIT aponta queda na produtividade. PNQP ataca principais carências. Entrevista especial - Demanda até 2010 será de dois milhões de técnicos, com Armando Monteiro Neto – Presidente da CNI. Faetec: ensino técnico sofre com abandono.

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  • 1. ensino tcnico Tcnicos por Victor Abramo de nvel mdio Novos desafios para um Brasil mais competitivo Ampliao, modernizao e interiorizao dos programas de capacitao so armas da indstria para combater o gargalo criado pela baixa escolaridade da mo-de-obra disponvel no pas. A moderna indstria de petrleo e gs, petroqumica, construo naval e offshore implacvel quando se trata da qualificao dos profissionais que preten- dem atuar no setor. No basta exibir o certificado de concluso de um dos muitos cursos voltados para a rea. preciso estar preparado para manipular a ltima palavra em tecnologia. E isso vale tanto para os executivos que exercem cargos que exigem formao superior, quanto para os trabalhadores que ocupam postos com formao de Ensino Mdio. Tal nvel de exigncia acontece dentro de um cenrio que evolui e se modifica numa velocidade espantosa, e que ao longo dos anos vem O PROGRAMA EDUCAO transformando nossas instituies de ensino tcnico numa espcie de museu de grandes novidades. Ou seja: o que hoje top de linha ama- PARA A NOVA INDSTRIA nh provavelmente j foi superado. Nesta selva tecnolgica s sobre- UMA RESPOSTA AO vivem os que esto preparados para se adaptar imediatamente s mudanas, assim como algumas espcies acabam desenvolvendo ca- DESAFIO DE ELEVAR A ractersticas ditadas por mudanas climticas e outros danos causados OFERTA DE OPORTUNI- ao ecossistema pelo desenvolvimento no sustentvel. justamente na precria formao profissional bsica que, hoje, DADES PARA FORMAO se encontra um dos mais perigosos gargalos (termo da moda para designar tudo o que impede o desenvolvimento) j identificados DE PROFISSIONAIS QUE pela indstria nacional. Recentemente, a Petrobras foi obrigada a ATENDAM AOS REQUISI- reduzir o nvel de exigncia em geral adotado para a contratao de mo-de-obra em seus empreendimentos isso aconteceu no ca- TOS DO MERCADO. dastramento de interessados para a construo da Refinaria Abreu e Lima, no Recife. E a deciso foi tomada a partir do momento em que os responsveis pelo recrutamento perceberam que a grande maioria dos candidatos no havia concludo sequer o Ensino Fun- damental. No mbito federal so muitas as iniciativas ligadas capacitao Armando Monteiro Neto, de trabalhadores, mas essa enorme sucesso de siglas se revela presidente da CNI pouco ou nada eficiente diante do costumeiro abandono de projetos a meio caminho, por causa da troca de governantes e, conseqente- 18 TN Petrleo n 56
  • 2. Foto: Divulgao CNI TN Petrleo n 56 19
  • 3. ensino tcnico Foto: Divulgao CNI mente, de programas de gover- do que a grande maioria de gos que exigem nvel superior, no. Dessa forma, no h conti- nossos cursos tcnicos est ultra- diante da dificuldade de encon- nuidade e muito menos atuali- passada, obsoleta e inoperante. trar pessoas com os perfis dese- zao constante das tcnicas en- A disfuno que atinge a jados, sempre resta a sada da sinadas aos jovens aprendizes. mo-de-obra qualificada se veri- importao de mo-de-obra ca- No troca-troca de letrinhas, me- fica de forma mais intensa no n- pacitada. Muitas empresas se todologias e objetivos, o resulta- vel tcnico. Isso porque, para car- encarregam exclusivamente de localizar tais profissionais no cem possveis, e s ficou na frente mercado internacional e dos tr- Competitividade de Filipinas, Turquia, Colmbia, mites legais para que possam trabalhar no pas. em ritmo lento ndia e Indonsia. De acordo com Jos Ricardo No andar de baixo, a coisa diferente, mas a situao j che- O BRASIL POSSUI um dos piores Roriz Coelho, diretor-geral do gou a tal ponto que os respon- ndices de competitividade entre Departamento de Competitividade sveis por um grande empreen- os 43 maiores pases do mundo. e Tecnologia (Decontec) da Fiesp, dimento ligado siderurgia no Esta a principal concluso do a m colocao do Brasil no Rio de Janeiro chegaram a co- ndice de Competitividade (IC) de significa que o pas no avana em gitar a vinda de 300 operrios 2007 da Federao das Indstrias sua competitividade, e sim que os chineses para trabalhar na plan- do Estado de So Paulo (Fiesp), outros pases o fazem de forma ta industrial. A operao s no divulgado no incio de outubro muito mais acelerada. Podemos se concretizou por causa da re- pela instituio. Entre os pases estar avanando, mas a maioria ao imediata de grupos ligados analisados, o Brasil ficou na 38 dos pases evolui em um ritmo aos direitos humanos e sindica- colocao, com 17,4 pontos em mais acelerado, explicou. listas, no necessariamente nes- sa ordem. 20 TN Petrleo n 56
  • 4. tcnicos de nvel mdio: novos desafios para um brasil mais competitivo Educao para a Nova que atendam aos requisitos do princpios que motivaram a cria- Indstria mercado de trabalho, e est sin- o, em 1942, do Senai, institui- Numa tentativa de reverter tonizado com o Mapa Estratgi- o que nos ltimos 65 anos pre- esse quadro, o empresariado bra- co da Indstria 2007-2015, diz o parou cerca de 43,2 milhes de sileiro lanou, via Confederao presidente da CNI, Armando brasileiros para o trabalho. A ini- Nacional da Indstria (CNI), o Monteiro Neto. No documento, ciativa inclui ainda a capacitao programa Educao para a Nova que traduz a viso do setor pro- dos docentes, tcnicos e gestores Indstria, que prev investimen- dutivo sobre o futuro do pas, os em tecnologia. tos de R$ 10,4 bilhes na educa- empresrios destacam que a edu- Hoje, 406 escolas fixas e 301 o bsica e profissional de 16,2 cao de qualidade fundamen- unidades mveis espalhadas milhes de brasileiros nos prxi- tal para a expanso das empre- pelo Brasil atendem mais de dois mos quatro anos. Os recursos se- sas e o aumento da competitivi- milhes de trabalhadores por ro aplicados de 2007 a 2010 na dade da economia brasileira no ano. Atuando na educao bsi- ampliao e modernizao da mercado globalizado. ca, o Servio Social da Indstria rede de escolas e laboratrios, no To ou mais importante quan- (Sesi) mantm escolas em 2.006 treinamento e atualizao de pro- to investir R$ 10,4 bilhes num municpios, e recebe 1,5 milho fessores e na reviso dos conte- audacioso programa de educao de matrculas ao ano para cur- dos dos cursos promovidos pelo bsica e qualificao profissional sos de Educao Infantil, Ensi- Servio Social da Indstria (Sesi) com alcance nacional, a deciso no Fundamental e Mdio; Edu- e pelo Servio Nacional de da Confederao Nacional da cao do Trabalhador e Educa- Aprendizagem Industrial (Senai). Indstria (CNI) de ampliar e o Continuada. A modernizao O programa uma resposta modernizar a rede de escolas e preconizada pelo programa Edu- da indstria ao desafio de au- laboratrios de treinamento, e cao para a Nova Indstria tem mentar a oferta de oportunidades rever o contedo dos cursos pro- na atualizao do corpo docente para a formao de profissionais movidos pelo sistema, reafirma os e na reviso de contedo (leia- TN Petrleo n 56 21