Teoria equilibrio

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EQUILÍBRIO QUÍMICO REAÇÃO REVERSÍVEL Reação reversível é aquela que ocorre simultaneamente nos dois sentidos. A + B C + D 1 2 sentido 1 = reação direta sentido 2 = reação inversa ou reversa CARACTERÍSTICAS DO EQUILÍBRIO Considerando a reação reversível: A + B C + D 1 2 À medida que ocorre a reação direta, as concentrações molares de A e de B diminuem (A e B são consumidos), ao passo que as concentrações molares de C e de D aumentam (C e D são formados). Aplicando às reações direta e inversa a lei de velocidades, conclui-se que, com o passar do tempo, a velocidade da reação direta diminui enquanto que a velocidade da reação inversa aumenta. v 1 = k 1 .[A].[B] v 2 = k 2 .[C].[D] diminui porque aumenta porque estas concentrações vão diminuindo estas concentrações vão aumentando Após um tempo t, as velocidades das reações direta e inversa se igualam. Diz-se, então que a reação atingiu um estado de equilíbrio dinâmico, o equilíbrio químico. Graficamente, tem-se: Velocidade v 1 v 2 t 0 Tempo t = tempo no qual o equilíbrio é atingido v 1 = v 2 A partir do instante em que o sistema atinge o estado de equilíbrio químico, tem-se a impressão que a reação cessou, pois não ocorre mais nenhuma modificação observável. No entanto, as reações direta e inversa continuam a ocorrer com velocidades iguais. Isto faz com que, ao ser atingido o equilíbrio, as concentrações molares das substâncias participantes permaneçam constantes; cada transformação de moléculas reagentes em produtos é compensada por uma transformação de moléculas produtos em reagentes. A variação das concentrações molares dos reagentes e produtos, dependendo das condições em que se estabeleça o equilíbrio, pode ser representada por um dos seguintes diagramas: concentração molar [A] e/ou [B] [C] e/ou [D] t tempo [A] e/ou [B] > [C] e/ou [D] concentração molar [C] e/ou [D] [A] e/ou [B] t tempo [A] e/ou [B] < [C] e/ou [D] concentração molar [A] e/ou [B] = [C] e/ou [D] t tempo [A] e/ou [B] = [C] e/ou [D] Em qualquer condição que se estabeleça, o equilíbrio químico será caracterizado por: • ocorrer em um sistema fechado ou que se comporte como tal; • apresentar reagentes e produtos, pois a reação não se processa totalmente; • apresentar velocidades iguais para as reações direta e inversa; • apresentar constância das concentrações molares das substâncias participantes.

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  • 1. EQUILBRIO QUMICO com que, ao ser atingido o equilbrio, as concentraes molares das substncias participantes permaneam REAO REVERSVEL constantes; cada transformao de molculas reagentes em produtos compensada por uma transformao de Reao reversvel aquela que ocorre molculas produtos em reagentes.simultaneamente nos dois sentidos. A variao das concentraes molares dos 1 reagentes e produtos, dependendo das condies em A+B C+D que se estabelea o equilbrio, pode ser representada 2 por um dos seguintes diagramas: sentido 1 = reao direta sentido 2 = reao inversa ou reversa concentrao molar CARACTERSTICAS DO EQUILBRIO [A] e/ou [B] Considerando a reao reversvel: 1 A+B C+D [C] e/ou [D] 2 t tempo medida que ocorre a reao direta, asconcentraes molares de A e de B diminuem (A e B [A] e/ou [B] > [C] e/ou [D]so consumidos), ao passo que as concentraesmolares de C e de D aumentam (C e D so formados). Aplicando s reaes direta e inversa a lei develocidades, conclui-se que, com o passar do tempo, avelocidade da reao direta diminui enquanto que a concentrao molarvelocidade da reao inversa aumenta. v1 = k1.[A].[B] v2 = k2.[C].[D] [C] e/ou [D] [A] e/ou [B]diminui estas concentraes aumenta estas concentraes porque vo diminuindo porque vo aumentando t tempo [A] e/ou [B] < [C] e/ou [D] Aps um tempo t, as velocidades das reaes diretae inversa se igualam. Diz-se, ento que a reao atingiuum estado de equilbrio dinmico, o equilbrio qumico. concentrao molar Graficamente, tem-se: [A] e/ou [B] = [C] e/ou [D] Velocidade t tempo v2 [A] e/ou [B] = [C] e/ou [D] v1 = v2 Em qualquer condio que se estabelea, o v1 equilbrio qumico ser caracterizado por: ocorrer em um sistema fechado ou que se 0 t Tempo comporte como tal; apresentar reagentes e produtos, pois a reao no t = tempo no qual o equilbrio atingido se processa totalmente; apresentar velocidades iguais para as reaes direta e inversa; A partir do instante em que o sistema atinge o estado apresentar constncia das concentraes molaresde equilbrio qumico, tem-se a impresso que a reao das substncias participantes.cessou, pois no ocorre mais nenhuma modificaoobservvel. No entanto, as reaes direta e inversacontinuam a ocorrer com velocidades iguais. Isto faz
  • 2. CONSTANTES DE EQUILBRIO 1 x A(g) + y B(g) w C(g) + t D(g) 2 Qualquer equilbrio qumico caracterizado por umaconstante de equilbrio, a qual obtida atravs da lei doequilbrio que diz: tem-se:"O produto das concentraes molares dos produtos Kp pCw .pDtda reao dividido pelo produto das concentraesmolares dos reagentes, estando cada concentrao pA x .pByelevada a um expoente igual ao seu coeficiente naequao qumica considerada, constante." onde p corresponde presso parcial do gs considerado, aps atingido o equilbrio. Esta constante de equilbrio representada por Kc e Exemplos: denominada de constante de equilbrio em funodas concentraes molares. (pNH3)2 N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) Kp = Considerando a reao reversvel: (pN2) . (pH2)3 1 x A(g) + y B(g) w C(g) + t D(g) 2 (pSO2)2 . (pO2) 2 SO3(g) 2 SO2(g) + O2(g) Kp = (pSO3)2pela aplicao da lei do equilbrio, obtm-se: Kc Cw .Dt Ateno ! Ax .By Nos equilbrios em que existirem partici- A constante de equilbrio caracterstica de cada pantes slidos, estes no devem serreao qumica e seu valor depende somente da representados na expresso da constantetemperatura. de equilbrio em funo das concentraes molares (Kc), pois suas Para qualquer reao tem-se que, quanto maior o concentraes so sempre constantes.valor de Kc, maior ser o rendimento ou a extenso da Na expresso de Kp s devem serreao, isto , a concentrao dos produtos presentes representados os componentes gasosos.no sistema ser maior que a concentrao dosreagentes. Caso contrrio, quanto menor o valor de Kc,menor o rendimento ou a extenso da reao, ou seja,haver maior concentrao dos reagentes em relao Observe as expresses de Kc e Kp para osde produtos. equilbrios a seguir: Exemplos: 2 CO(g) + O2(g) 2 CO2(g) [NH3]2 N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) Kc = [CO 2 ] 2 (pCO 2 ) 2 Kc Kp [N2] . [H2]3 [CO] 2 . [O 2 ] (pCO) 2 . (pO 2 ) [SO2]2 . [O2] 2 SO3(g) 2 SO2(g) + O2(g) Kc = [SO3]2 C(s) + O2(g) CO2(g) [CO 2 ] (pCO 2 ) Constante de equilbrio em funo das presses Kc Kp parciais (Kp) [O 2 ] (pO 2 ) Quando um equilbrio envolver gases, a constante deequilbrio poder ser determinada atravs das presses Zn(s) + 2 HCl(aq) ZnCl2(aq) + H2(g)parciais desses gases. Neste caso, a constante deequilbrio representada por Kp e denominada de [ZnCl 2 ] . [H 2 }constante de equilbrio em funo das presses Kc 2 Kp (pH 2 )parciais. [HCl] A expresso da constante de equilbrio em funodas presses parciais (Kp) obtida da mesma maneira Relao entre Kc e Kpque o foi a constante de equilbrio em funo dasconcentraes (Kc). Para o equilbrio: Assim, para o equilbrio:
  • 3. 1 x A(g) + y B(g) w C(g) + t D(g) nreagem 6,5 2 0,65 ou 65% ninicial 10tem-se: Kp = Kc . (RT)n onde CLCULOS DE EQUILBRIO Kp = constante de equilbrio em funo das presses Exemplo 1: parciais; Kc = constante de equilbrio em funo das concentraes molares; No sistema em equilbrio N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g), R = constante universal dos gases perfeitos; as presses parciais de cada gs so: pN2 = 0,4 atm; T = temperatura Kelvin do equilbrio; pH2 = 1,0 atm e pNH3 = 0,2 atm. Calcular as constantes n = variao do n. de mols = (w + t) (x + y) Kp e Kc para esse equilbrio, a 27C. (Dado: R = 0,082 atm.L/K.mol) Exemplos: Resoluo: H2(g) + I2(g) 2 HI(g) Clculo de Kp: n = 2 - (1 + 1) = 0 Sendo fornecidas as presses parciais dos gases n = 0 Kp = Kc.(RT) Kp = Kc 0 no equilbrio, efetua-se o clculo aplicando a lei do equilbrio. N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) Kp pNH 3 2 0,2 2 0,1 n = 2 - (1 + 3) = -2 pN2 pH2 3 . 0,4 1,0 3 . n = -2 Kp = Kc.(RT) -2 Clculo de Kc: 2 SO3(g) 2 SO2(g) + O2(g) n = 2 (1 + 3) = -2 n = (2 + 1) - 2 = 1 n 0,1 = Kc . (0,082 . 300) -2 n = 1 Kp = Kc.(RT) 1 Kp = Kc . (RT) Kc = 60,5 GRAU DE EQUILBRIO () Grau de equilbrio () de uma reao, em relao a Exemplo 2:um determinado reagente, o quociente entre o nmerode mols desse reagente que realmente reagiu at o 2 mols de H2 e 1,5 mol de I2 foram colocados numequilbrio e o nmero de mols inicial desse mesmo balo de 10 litros.reagente. Estabelecido o equilbrio H2(g) + I2(g) 2 HI(g), encontrou-se no balo 2 mols de HI. Calcular a constante de equilbrio Kc do sistema. n. mols que reagiram at o equilbrio n. mols inicial Resoluo: Transformando os nmeros de mol fornecidos em concentraes molares, tem-se: Exemplo: Clculo das concentraes molares. No interior de um reator previamente evacuado,colocou-se 10 mols de SO3(g). Concentrao molar inicial do H2: Aps o estabelecimento do equilbrio: n 2 mol 2 SO3(g) 2 SO2(g) + O2(g) = = 0,2 mol/L V 10 litrosobservou-se que existiam 3,5 mols de SO3(g) emequilbrio com SO2(g) e O2(g). Concentrao molar inicial do I2: Calcule o grau de equilbrio () da reao. n 1,5 mol = = 0,15 mol/L Resoluo: V 10 litros N. mols de SO3(g) que reagem at o equilbrio: Concentrao molar, no equilbrio do HI: n 2 mol n reagem = n inicial - n equilbrio = 10 - 3,5 = 6,5 = = 0,2 mol/L V 10 litros Grau de equilbrio ():
  • 4. Clculo da constante de equilbrio Kc. O enunciado da questo diz que 40% de PC5 se dissocia ( consumido). Isto corresponde a 0,4 mol/L.Com base nos dados, se constri uma tabela que ir Portanto, na linha reao,coloca-se esse valor e,auxiliar na deduo das concentraes molares, no observando a proporo dada pelos coeficientes daequilbrio, de todas as espcies participantes. equao (1:1:1), se deduz as concentraes de PC 3 e de C2 que se formam at o equilbrio ser atingido. H2 + I2 2 HI Incio 0,2 0,15 0 PC5 PC3 + C2 reao Incio 1 0 0 equilbrio 0,2 reao 0,4 +0,4 +0,4Se, no incio, a concentrao do HI era nula e no equilbrio 0,6 0,4 0,4equilbrio h 0,2 mol/L, conclui-se que esta substncia Na linha do equilbrio esto as concentraes molaresfoi formada na reao. Observando a proporo dada necessrias para o clculo de Kc.pelos coeficientes da equao (1:1:2), para formar 0,2mol/L de HI houve o consumo de 0,1 mol/L de H2 e 0,1 Substituindo estes valores na expresso matemtica demol/L de I2. Kc, tem-se:Colocando estas concentraes na linha reao, tem- [PC 3 ].[C 2 ] 0,4.0,4se: Kc 0,27 [PC 5 ] 0,6 H2 + I2 2 HI Incio 0,2 0,15 0 DESLOCAMENTO DO EQUILBRIO QUMICO reao 0,1 0,1 +0,2 O estado de equilbrio de uma reao pode sofrer equilbrio 0,1 0,05 0,2 modificaes em funo dos fatores de equilbrio a que est submetido o sistema. Os fatores que provocamNa linha do equilbrio esto as concentraes molares essa alterao so a concentrao dos participantes,necessrias para o clculo de Kc. a presso e a temperatura.Substituindo estes valores na expresso matemtica de O efeito provocado pela alterao de qualquer umKc, tem-se: dos fatores de equilbrio regido pelo Princpio de Le [HI] 2 (0,2) 2 Chatelier, que estabelece: Kc 8 [H 2 ].[I 2 ] (0,1).(0,0 5) Quando se exerce uma ao num sistema em equilbrio, este se desloca no sentido da reao que neutraliza Exemplo 3: essa ao. Aqueceram-se dois mols de pentacloreto de fsforo Baseado neste princpio possvel prever os efeitosnum recipiente fechado com capacidade de 2 litros. de aes impostas a um sistema em equilbrio.Atingido o equilbrio, o pentacloreto de fsforo seencontra 40% dissociado em tricloreto de fsforo e Influncia da concentrao dos participantescloro. Calcular a constante de equilbrio Kc do sistema. Regra geral:Resoluo: desloca o equilbrio Clculo da concentrao molar inicial do PC5. adio de uma no sentido que ir substncia consumi-la n 2 mol (lado oposto)= = 1 mol/L V 2 litros desloca o equilbrioCom base nos dados, se constri uma tabela que ir retirada de uma no sentido que irauxiliar na deduo das concentraes molares, no substncia refaz-laequilbrio, de todas as espcies participantes. (mesmo lado) PC5 PC3 + C2 Supondo a reao em equilbrio: Incio 1 0 0 N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) reao A adio de uma certa quantidade de N2(g) ao reator equilbrio que contm o equilbrio, aumentar a concentrao desta substncia e isto provocar um deslocamentoNo incio, as concentraes de so nulas. deste equilbrio para a direita (lado oposto daquele onde
  • 5. se encontra o N2(g), ou seja, no sentido da reao que 1 H2(g) + 1 I2(g) 2 HI(g)consome o N2(g)). 2 volumes 2 volumes N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) no ocorre variao de volume. Neste caso, a presso no afetar o estado de equilbrio da reao. A retirada de uma certa quantidade de N2(g) do reatorque contm o equilbrio, diminuir a concentrao desta Influncia da temperaturasubstncia e isto provocar um deslocamento desteequilbrio para a esquerda (mesmo lado em que se Regra geral:encontra o N2(g), ou seja, no sentido da reao que refazo N2(g)). aumento da desloca o equilbrio no temperatura sentido endotrmico N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) diminuio da desloca o equilbrio no temperatura sentido exotrmico Influncia da presso Regra geral: Supondo a reao em equilbrio: aumento desloca o equilbrio N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) H = -92 kJ da no sentido de presso menor volume A H que acompanha a equao est associada reao direta. diminuio desloca o equilbrio Portanto, a reao direta exotrmica e a inversa da no sentido de endotrmica. presso maior volume exot. N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) endot. Supondo a reao em equilbrio: Se a temperatura do sistema for aumentada, o 1 N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) equilbrio se deslocar para a esquerda (sentido endotrmico). 1 volume 3 volumes 2 volumes N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) 4 volumes 2 volumes Se a temperatura do sistema for diminuda, o Observe que os coeficientes dos gases da equao equilbrio se deslocar para a direita (sentidobalanceada nos fornecem a relao em volume entre exotrmico).esses gases. N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) Se a presso sobre este equilbrio for aumentada,ocorrer deslocamento para a direita (sentido de menorvolume). EXERCCIOS DE SALA N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) 01. (UFPB) Numa reao qumica, o equilbrio observado quando: a) O nmero de mols dos reagentes igual ao Se a presso sobre este equilbrio for diminuda, nmero de mols dos produtos.ocorrer deslocamento para a esquerda (sentido de b) A temperatura do sistema reacional ficamaior volume). constante. c) As velocidades das reaes direta e inversa so N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) iguais. d) Os reagentes so totalmente consumidos. e) As reaes direta e inversa ocorrem Observao: simultaneamente. Quando o volume total do sistema permanecer 02. (CEFET PR) Com relao ao equilbrio qumico,constante, a variao da presso no afetar o estado afirma-se:de equilbrio desse sistema. I. O equilbrio qumico s pode ser atingido em sistemas fechados (onde no h troca de No equilbrio: matria com o meio ambiente). II. Num equilbrio qumico, as propriedades macroscpicas do sistema (concentrao,
  • 6. densidade, massa e cor) permanecem constantes. 07. Calcule a constante de equilbrio Kc para a reao III. Num equilbrio qumico, as propriedades 2 SO2(g) + O2(g) 2 SO3(g) sabendo que, nas macroscpicas do sistema (colises entre condies de temperatura e presso em que se molculas, formao de complexos ativados e encontra o sistema, existem as seguintes transformaes de uma substncias em outras) concentraes dos compostos no equilbrio: [SO 3] = permanecem em evoluo, pois o equilbrio 0,1 mol/L; [O2] = 1,5 mol/L e [SO2] = 1,0 mol/L. dinmico. (so) correta(s) a(s) afirmao(es): a) Somente I e II. b) Somente I e III. c) Somente II e III. d) Somente I. 08. O pentacloreto de fsforo um reagente muito e) I, II e III. importante em Qumica Orgnica. Ele preparado em fase gasosa atravs da reao:03. (PUC-PR) O grfico relaciona o nmero de mols de PC3(g) + C2(g) PC5(g). M e P medida que a reao: mM + nN pP + qQ Um frasco de 3,00 L contm as seguintes se processa para o equilbrio: o quantidades em equilbrio, a 200 C: 0,120 mol de PC5; 0,600 mol de PC3 e 0,0120 mol de C2. nmero de mols Calcule o valor da constante de equilbrio, em -1 (mol/L) , a essa temperatura. P M 09. Um equilbrio envolvido na formao da chuva to t1 t2 tempo cida est representado pela equao: 2 SO2(g) + O2(g) 2 SO3(g). De acordo com o grfico, correto afirmar: Em um recipiente de 1 litro, foram misturados 6 a) em t1, a reao alcanou o equilbrio; mols de SO2 e 5 mols de O2. Depois de algum b) no equilbrio, a concentrao de M maior que tempo, o sistema atingiu o equilbrio; o nmero de a concentrao de P; mols de SO3 medido foi 4. Calcule a constante de c) em t2, a reao alcana o equilbrio; equilbrio Kc dessa reao. d) no equilbrio, as concentraes de M e P so iguais; e) em t1, a velocidade da reao direta igual velocidade da reao inversa.04. Escreva as expresses matemticas das 10. Um mtodo proposto para coletar energia solar constantes de equilbrio Kc e Kp dos seguintes consiste na utilizao dessa energia para aquecer, o equilbrios em fase gasosa. a 800 C, trixido de enxofre, SO3, ocasionando a a) H2 + I2 2 HI reao: 2 SO3(g) 2 SO2(g) + O2(g). Os compostos SO2(g) e O2(g), assim produzidos, so introduzidos b) 2 H2 + S2 2 H2S em um trocador de calor de volume correspondente a 1,0 L e se recombinam produzindo SO3 e liberando calor. Se 5,0 mols de SO3 sofre 60% de c) 2 N2H4 + 2 NO2 3 N2 + 4 H2O dissociao nessa temperatura, marque o valor correto de Kc. a) 1,105. (UFPE) Considere o sistema em equilbrio: b) 1,5 2 HI(g) H2(g) + I2(g) Kc = 0,02 c) 3,4 Qual a constante de equilbrio da reao inversa d) 6,7 nas mesma condies? e) 9,0 11. (VUNESP) O hidrognio pode ser obtido do o06. (UECE) a 1.200 C, Kc igual a 8 para a reao: metano, de acordo com a equao qumica em NO2(g) NO(g) + O2(g). equilbrio: Calcule Kc para: 2 NO2(g) 2 NO(g) + O2(g). CH4(g) + H2O(g) CO(g) + 3 H2(g). A constante de equilbrio (Kp) dessa reao igual a 0,20 a 900 K. Numa mistura dos gases em equilbrio a 900 K, as presses parciais de CH4(g) e
  • 7. de H2O(g) so ambas iguais a 0,40 atm e a presso b) desfavorecida pelo aumento da presso total parcial de H2(g) de 0,30 atm. exercida sobre o sistema. a) Escreva a expresso da constante de equilbrio. c) no afetada pelo aumento da presso parcial de SO3. d) tem seu rendimentos aumentado quando o equilbrio estabelecido em presena de um b) Calcule a presso parcial de CO(g) no equilbrio. catalisador. e) exotrmica. TESTES DE VESTIBULARES12. (PUC SP) No equilbrio N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) -3 -2 o verifica-se que Kc = 2,4 x 10 (mol/L) a 727 C. 01. (UFRGS) Uma reao qumica atinge o equilbrio Qual o valor de Kp, nas mesmas condies fsicas? quando: -2 -1 -1 (R = 8,2 x 10 atm.L.K .mol ). a) ocorre simultaneamente nos sentidos direto e inverso. b) as velocidades das reaes direta e inversa so iguais. c) os reagentes so totalmente consumidos. d) a temperatura do sistema igual do ambiente.13. Qual o efeito produzido sobre o equilbrio e) a razo entre as concentraes dos reagente e 2 NO(g) + O2(g) 2 NO2(g) H < 0 produtos unitria. quando se provoca: 02. (ACAFE-SC) Dado o sistema a) aumento da concentrao de NO? N2 + 3 H2 2 NH3, a constante de equilbrio : b) diminuio da concentrao de O2? [N2] . [H2] 3 [NH3] 3 a) Kc = b) Kc = c) diminuio da concentrao de NO2? [NH3] 2 [N2] . [H2] d) diminuio da presso total? [NH3] [NH3] 2 c) Kc = d) Kc = [N2] 2 [H2] . [N2] . [H2] 3 e) aumento da temperatura? [2 NH3] e) Kc = [N2] . [3 H2]14. (UFRJ) A reao de sntese do metanol a partir do monxido de carbono e hidrognio : CO(g) + 2 H2(g) CH3OH(g) 03. (UFMG) Considere a reao hipottica o v1 Admita que a entalpia padro (H ) dessa reao A+B C+D -1 v2 seja constante e igual a 90 kJ.mol de metanol formado e que a mistura reacional tenha Considere tambm o grfico da velocidade em comportamente de gs ideal. funo do tempo dessa reao. A partir de um sistema inicialmente em equilbrio, Velocidade explique como aumentos independentes de temperatura e presso afetam o equilbrio dessa reao. _________________________________________ v1 _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ v2 _________________________________________ _________________________________________ 0 _________________________________________ x y Tempo15. (VUNESP) Em uma das etapas da fabricao do Com base nessas informaes, todas as afirmativas cido sulfrico ocorre a reao esto corretas, exceto: a) no instante inicial, a velocidade v1 mxima. SO2(g) + O2(g) SO3(g). b) no instante inicial, as concentraes de C e D so Sabendo-se que as constantes de equilbrio da nulas. reao diminuem com o aumento da temperatura, e c) no instante x, as concentraes dos reagentes e que o processo de fabricao do cido sulfrico produtos so as mesmas. ocorre em recipiente fechado, conclui-se que a d) no instante x, a velocidade v2 mxima. reao acima: e) no instante x, as concentraes de A e B so as a) favorecida pelo aumento do volume do mesmas que no instante y. recipiente.
  • 8. 04. (PUC-PR) Atingido o equilbrio qumico na reao: H2(g) + I2(g) 2 HI(g) 01) A reao somente se processar se os reagentes estiverem exatamente nas propores dadas pela equao. medimos os valores das constantes de equilbrio, em 02) Para cada molcula de N 2 consumida, so funo das concentraes molares (Kc) e em funo necessrias trs molculas de H2, produzindo das presses parciais (Kp). Em conseqncia, duas molculas de NH3. teremos: 04) Para cada mol de H2, necessrio 1/3 de mol de a) sempre Kc = Kp; N2. b) sempre Kc > Kp; 08) A reao muito lenta e necessita de catalisador c) sempre Kc < Kp; para ser acelerada. d) Kc Kp, dependendo da temperatura; 16) Se a reao se processar em recipiente fechado e) Kc Kp, dependendo da temperatura. e se, inicialmente, estiverem presentes um mol de N2 e trs mols de H2, no final da reao teremos somente molculas de amnia.05. (PUCCAMP-SP) Indique o nico sistema, em equilbrio, cujo valor de constante, em presses 09. (UFRJ) 0,10 mol de H2 e 1,24 mol de HI foram parciais, o mesmo do medido em mols/litro: colocados em um balo de 10 litros no qual se fez previamente o vcuo e aquecidos a 425C por a) 2 NH3(g) N2(g) + 3 H2(g) algumas horas; depois de arrefecido, seu contedo b) C(s) + H2O(g) CO(g) + H2(g) foi analisado, tendo sido encontrados os seguintes c) CO(g) + Cl2(g) COCl2(g) valores: H2 = 0,20 mol I2 = 0,10 mol HI = 1,04 mol d) CO(g) + H2O(g) CO2(g) + H2(g) A constante de equilbrio do sistema, considerando a e) PCl5(g) PCl3(g) + Cl2(g) reao H2 + I2 2 HI : a) 0,5406. (CESGRANRIO-RJ) Assinale, entre as opes b) 5,4 abaixo, a razo Kp/Kc relativa reao c) 54 2 NaHCO3(s) Na2CO3(s) + CO2(g) + H2O(g) d) 0,52 a) 1 e) 5,2 b) RT -2 c) (RT) 10. (FUVEST-SP) O equilbrio de dissociao do H2S 2 d) (RT) gasoso representado pela equao 3 e) (RT) 2 H2S(g) 2 H2(g) + S2(g).07. (VUNESP-SP) Estudou-se a cintica da reao 3 Em um recipiente de 2,0 dm esto em equilbrio 1,0 S(s) + O2(g) SO2(g) mol de H2S, 0,20 mol de H2 e 0,80 mol de S2. realizada a partir de enxofre e oxignio em um Qual o valor da constante de equilbrio Kc? sistema fechado. Assim, as curvas I, II e III do grfico a) 0,016 representam as variaes das concentraes dos b) 0,032 componentes com o tempo desde o momento da c) 0,080 mistura at o sistema atingir o equilbrio. d) 12,5 Mol/L e) 62,5 III 11. (UFPR) Temos representadas no grfico as concen- traes dos reagentes e produtos de uma reao do II tipo A + B C + D I ocorrendo no sentido direita a partir do tempo zero. Tem-se sempre [A] = [B] e [C] = [D], estando estes tempo valores representados no grfico. Concentrao (mol/L) As variaes das concentraes de S, de O2 e de 10 SO2 so representadas, respectivamente, pelas curvas: 8 ................................................. a) I, II e III b) II, III e I 6 ................................................. c) III, I e II 4 d) I, III e II e) III, II e I 2 .................................................8. (UFPR) Quais das informaes abaixo podem ser Tempo extradas apenas pelo exame da equao Calcular a constante de equilbrio Kc da reao. N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) ? 12. (PUC-SP) Um mol de H2 e um mol de Br2 so co- locados em um recipiente de 10 L de capacidade, a
  • 9. 575C. Atingindo-se o equilbrio, a anlise do homogneo e em temperatura tal que o PC5 esteja sistema mostrou que 0,20 mol de HBr est presente. 80% dissociado. A constante de equilbrio para esse Calcule o valor de Kc, a 575C, para a reao sistema : H2(g) + Br2(g) 2 HBr(g). a) 0,48 mol/L b) 0,82 mol/L13. (FUVEST-SP) Na reao de esterificao c) 1,65 mol/L d) 3,20 mol/L etanol(l) + cido actico(l) acetato de etila(l) + gua(l) e) 6,40 mol/L quando se parte de 1 mol de cada um dos reagentes puros, o equilbrio se estabelece formando 2/3 mol 19. (FAAP-SP) Sob determinadas condies, um mol de de ster. Calcule o valor da constante de equilbrio HI gasoso encontra-se 20% dissociado em H2 e I2, Kc da reao. segundo a equao de reao:14. (MED POUSO ALEGRE-MG) A constante de 2 HI(g) H2(g) + I2(g). O valor da constante de equilbrio da reao (em equilbrio Kc da reao A + B C + D igual a 9. termos de concentraes) , aproximadamente, igual Se 0,4 mol de A e 0,4 mol de B forem postos a a: reagir, o nmero de mols de D formado : a) 1,25 . 10 -1 a) 0,30 b) 2,5 . 10 -1 b) 0,60 c) 4 c) 0,40 d) 80 d) 0,36 e) 1,56 . 10 -2 e) 0,18 20. (PUC-SP) Um mol da substncia A2 colocado num15. (UFSE) A 250C, PCl5 se decompe em PC3 e C2. recipiente de 1 litro de capacidade e, aquecido a -4 Quando se estabelece o equilbrio, [PC5] =4.10 22C, sofre a dissociao: mol/L. Qual o valor de [PC3]? A2(g) 2 A(g). (Dados: a 250C a constante de equilbrio da reao Medindo-se a constante de dissociao trmica, nessa temperatura, encontrou-se o valor Kc = 4 PC5(g) PC3(g) + C2(g) vale 4.10 ) -2 3 mols/litro. a) 4.10 mol/L Conseqentemente, o grau de dissociao trmica 2 b) 4.10 mol/L de A2, na temperatura da experincia, vale -1 c) 4.10 mol/L aproximadamente: -2 d) 4.10 mol/L a) 20% -3 e) 4.10 mol/L b) 40% c) 60% (CESCEM-SP) Para responder s questes 16 e 17, d) 80% utilize os dados abaixo: e) 100% A reao A +B C + D foi estudada em cinco temperaturas bem distintas. As constantes de 21. (USP-SP) Aumentando a presso no sistema equilbrio encontradas esto relacionadas a seguir: gasoso -2 K1 = 1,00 x 10 temperatura T1 H2 + I2 2 HI K2 = 2,25 temperatura T2 a) o equilbrio desloca-se no sentido da formao de K3 = 1,00 temperatura T3 HI. K4 = 81,0 temperatura T4 b) o equilbrio desloca-se no sentido da decom- -1 K5 = 4,00 x 10 temperatura T5 posio de HI.16. A que temperatura ocorrer a maior transformao c) o equilbrio no se altera. de A e B em C e D quando o equilbrio for atingido? d) o valor da constante de equilbrio aumenta. a) T1 e) o valor da constante de equilbrio diminui. b) T2 c) T3 22. (PUC-PR) Consideremos o equilbrio a 1000C: d) T4 e) T5 2 CO(g) + O2(g) 2 CO2(g) H = -130 kcal Devemos esperar um aumento na quantidade de17. Se as concentraes de A e B fossem iguais, a que monxido de carbono quando: temperatura todas as quatro substncias estariam a) a temperatura aumentar e a presso aumentar. presentes no equilbrio com concentraes iguais? b) a temperatura diminuir e a presso diminuir. a) T1 c) a temperatura diminuir e a presso aumentar. b) T2 d) a temperatura aumentar e a presso diminuir. c) T3 e) somente com adio de catalisadores especiais. d) T4 e) T5 23. (PUC-PR) Considere o sistema em equilbrio: N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) H = -22 kcal.18. (UFPA) Em um recipiente de 1 litro, colocou-se 1,0 A melhor maneira de aumentar o rendimento de NH3 mol de PC5. Suponha o sistema : PC5 PC3 + C2, a) aumentar a temperatura.
  • 10. b) aumentar a presso. Exemplos: c) juntar um catalisador. d) adicionar um gs inerte. Ionizao do cido ciandrico: e) aumentar o volume do reator. [H ] . [CN ] HCN H + CN Ka + - [HCN]24 (PUC-PR) Os seguintes fatores podem deslocar um sistema em equilbrio qumico, exceto um: Ionizao do cido sulfdrico: a) presso total. b) temperatura. [H ] . [HS ] 1. etapa: H2S H + HS Ka 1 + - c) concentrao de um participante da reao. [H 2 S] d) catalisador. e) presso parcial de um participante da reao. [H ] . [S 2- ] 2. etapa: HS H + S Ka 2 - + 2- [HS - ]25. (UFSC) Dada a reao: Para as bases, a constante de ionizao freqente- mente representada por Kb. 2 NO2(g) N2O4(g) H = -14,1 kcal, qual das alteraes abaixo aumenta a concentrao Exemplos: molecular do produto? 01) Aumento da temperatura. Ionizao da amnia: 02) Aumento da concentrao de NO2. NH3 + H2O NH4 + OH + - 04) Diminuio da temperatura. 08) Diminuio da presso. 16) Adio de um catalisador. [NH 4 ] . [OH ] Ki [NH 3 ] . [H 2 O] A concentrao molar da gua considerada constante e, sendo assim, pode-se fazer: EQUILBRIO INICO [NH 4 ] . [OH ] Equilbrio inico um caso particular de Ki . [H 2 O] [NH 3 ]equilbrio qumico que envolve a participao de ons. Exemplos: sendo Ki . [H2O] = Kb obtm-se: Ionizao do HCN (cido fraco) [NH 4 ] . [OH ] HCN H + CN + - Kb [NH 3 ] Ionizao do NH3 (base fraca) Este exemplo mostra que a concentrao molar da NH3 + H2O NH4 + + OH - gua omitida na expresso da constante de ionizao. Um equilbrio inico caracterizado atravs do graude ionizao () e da constante de ionizao(Ki). Importante: a constante de ionizao depende apenas da temperatura. GRAU DE IONIZAO OU DE DISSOCIAO LEI DA DILUIO DE OSTWALD INICA () Relaciona constante de ionizao (Ki), grau de ionizao () e concentrao molar (). n. mols ionizados Considerando a soluo aquosa de um monocido n. mols inicial HA de concentrao molar mol/L e sendo o grau de ionizao desse cido, tem-se: CONSTANTE DE IONIZAO OU DE + - HA H + A DISSOCIAO (Ki) Incio mol/L zero zero A constante de ionizao ou de dissociao (Ki) Ionizao obtida pela aplicao da lei de velocidades ao equilbrio mol/L mol/L mol/Linico. - mol/L Equilbrio ou Para os cidos, a constante de ionizao freqen-temente representada por Ka. .(1 - ) mol/L mol/L mol/L
  • 11. temperatura, ao passo que aquela, alm da Efetuando o clculo da constante de ionizao (Ki), temperatura, depende tambm da concentrao datem-se: soluo. [H ] . [A ] . Como regra geral, pode-se estabelecer que: Ki [HA] .(1 - ) fora ou Ki fora 2 . Ki = (1 ) Exemplos de constantes de ionizao de cidos, a 25C: Esta a expresso matemtica da Lei da Diluio de c. clordrico: HCl Ka muito altoOstwald. c. sulfrico: H2SO4 Ka1 muito alta -2 Ka2 = 1,9 x 10 Para cidos e bases fracos o valor de muito c. Sulfuroso: H2SO3 Ka1 = 1,7 x 10 -2pequeno ( < 5%), podendo se admitir que (1 ) , Ka2 = 6,3 x 10 -8aproximadamente igual a 1. Assim: c. fosfrico: H3PO4 Ka1 = 6,9 x 10 -3 -8 Ka2 = 6,2 x 10 Ki = . 2 -13 Ka3 = 4,7 x 10 -5 c. actico: CH3COOH Ka = 1,8 x 10 -10 Esta expresso nos mostra que, sendo Ki constante c. ciandrico: HCN Ka = 5,0 x 10a dada temperatura, ao se diluir a soluo de um cidofraco ou de uma base fraca (diminuir a concentrao Observaes:molar ), o valor de aumenta. Quanto maior a constante de ionizao (Ka) de um Portanto: + cido, maior a [H ] e mais acentuadas sero as propriedades cidas da soluo. Quando se dilui um cido ou base fracos, o Os policidos ionizam em tantas etapas quantos seu grau de ionizao ou de dissociao () so os hidrognios ionizveis presentes em sua aumenta. molcula, sendo que cada etapa possui sua constante de ionizao. Tais constantes so representadas por Este o enunciado da Lei da Diluio de Ostwald. Ka1, Ka2, Ka3, etc. Observa-se que a ordem de grandeza dessas Atravs da expresso matemtica da Lei da Diluio constantes de ionizao :de Ostwald, pode-se efetuar clculos envolvendo Ki, e Ka1 > Ka2 > Ka3 > ...... Exemplos de constantes de dissociao de bases, a Exemplo: 25C: O grau de ionizao da amnia, NH3, em soluo 1 Hidrxido de amnio: NH4OH Kb = 1,8 x 10-5 Hidrxido de metilamnio: CH3NH3OH Kb = 5,0 x 10-4mol/L, 0,40% a 20C. A constante de ionizao da Hidrxido de dimetilamnio: (CH3)2NH2OH Kb = 7,4 x 10-4amnia, nesta temperatura , aproximadamente, igual a: Hidrxido de trimetilamnio: (CH3)3NHOH Kb = 7,4 x 10-5 -1 a) 1,6 x 10 Hidrxido de etilamnio: C2H5NH3OH Kb = 5,6 x 10-4 -1 b) 4,0 x 10 -3 c) 1,0 x 10 Quanto maior a constante de dissociao (Kb) de -3 - d) 4,0 x 10 uma base, maior a [OH ] e mais acentuadas as -5 e) 1,6 x 10 propriedades bsicas da soluo. Resoluo: Potencial de Ionizao (pKi) Dados: = 1 mol/L; % = 0,4% = 4 . 10 -3 Aplicando a expresso matemtica da Lei da Considerando-se que os valores de Ki so muito pe- Diluio de Ostwald, tem-se: quenos, usual express-lo atravs de logaritmos, 2 Ki = . /(1-) segundo a expresso: Como < 5%, pode-se admitir que (1 - ) = 1. Portanto: pKi = log Ki -3 2 Ki = 1 . (4 . 10 ) Ki = 1,6 x 10 -5 Exemplos: A alternativa e a correta. cido Ka pKa -10 FORA DE ELETRLITOS HCN 5 x 10 -3 9,3 1. 6,9 x 10 2,2 -8 A fora de um eletrlito determinada pelo seu grau H3PO4 2. 6,2 x 10 7,2 -13de ionizao ou pela sua constante de ionizao, sendo 3. 4,7 x 10 12,3esta a grandeza mais segura, pois depende apenas da
  • 12. base Kb pKb 03. Um determinado produto de limpeza, de uso -5 -3 NH4OH 1,8 x 10 4,7 domstico, preparado a partir de 2,5 x 10 mol de -4 o H3CNH3OH 5,0 x 10 3,3 NH3 para cada litro do produto. A 25 C, esse Observa-se que: produto contm, dentre outras espcies qumicas, -4 - 1,0 x 10 mol de OH (aq). Considere-se que a equao de ionizao da amnia em gua : Ki pKi fora NH3(g) + H2O() NH4 (aq) + OH (aq). + - Calcular, em porcentagem, o grau de ionizao da amnia nesse produto. EFEITO DO ON COMUM Efeito do on comum uma aplicao do Princpio deLe Chatelier ao equilbrio inico. O cido actico, H3CCOOH, um cido fraco. Nasoluo aquosa deste cido existe o equilbrio: H3CCOOH H + H3CCOO + - 04. Calcular a concentrao molar de uma soluo de cido ciandrico sabendo-se que este cido est Se soluo adicionarmos o sal acetato de sdio, 0,01% ionizado e que sua constante de ionizao, -10que tem on acetato em comum com o cido, o sal se na mesma temperatura, 7,2 x 10 .dissociar completamente, Na + H3CCOO + - + - Na H3CCOO -aumentado a concentrao de ons H3CCOO . Para minimizar o efeito do aumento na concentrao 05. Frutas ctricas, como o limo e a laranja, possuemdo on acetato, o equilbrio deslocado para a cido ctrico e cido ascrbico (vitamina C). A oesquerda, constante de ionizao, a 25 C, do cido ctrico 8 -4 -5 x 10 e a do cido ascrbico 8 x 10 . Com + - H3CCOOH H + H3CCOO relao a esses dados, analise as afirmaes abaixo. Assinale (V) se a afirmao for verdadeira ereprimindo a ionizao do cido actico. (F) se for falsa. ( ) O cido ctrico mais forte que o cido Como conseqncia, diminui o grau de ionizao ascrbico.do cido actico. ( ) Em solues de mesma concentrao molar o + dos dois cidos, a 25 C, a [H ] maior na Do exposto, conclui-se que: soluo de cido ascrbico. -5 o ( ) O cido actico (Ka = 2 x 10 , a 25 C) mais Efeito do on comum a diminuio do grau forte que os cidos ctrico e ascrbico. de ionizao () de um eletrlito fraco por -4 ( ) O cido fluordrico (Ka = 7 x 10 , a 25 C) o ao de um sal que com ele tem um on em mais fraco que o cido ctrico e mais forte que comum. o cido ascrbico. ( ) A ordem crescente de fora entre os cidos citados : actico < ascrbico < fluordrico < ctrico. EXERCCIOS DE SALA 06. Numa soluo aquosa de cido ciandrico ocorre o o seguinte equilbrio:01. A 25 C, o grau de ionizao do cido actico, em HCN(aq) H (aq) + CN (aq). -2 -1 + - soluo 2 x 10 mol.L , 3%. Calcular a constante de ionizao, Ka, do cido actico, naquela Que efeito provoca nesse equilbrio a adio de temperatura. NaCN(s)? Justifique sua resposta. _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ _________________________________________ o02. A 25 C, a constante de ionizao do cido _________________________________________ -4 fluordrico 7 x 10 . Calcular, em porcentagem, o grau de ionizao desse cido em uma soluo 07. (Fuvest SP) No vinagre ocorre o seguinte -1 1,75 mol.L , naquela temperatura. equilbrio: H3C-COOH H + H3C-COO . + - Que efeito provoca nesse equilbrio a adio de uma substncia bsica? Justifique sua resposta. _________________________________________ _________________________________________
  • 13. _________________________________________ _________________________________________ 06. (FEI-SP) Uma soluo 0,01 mol/L de um monocido _________________________________________ est 4,0 % ionizada. A constante de ionizao desse _________________________________________ cido : -3 a) 16,6 x 10 -5 b) 1,6 x 10 -5 c) 3,3 x 10 -5 TESTES DE VESTIBULAR d) 4,0 x 10 -6 e) 3,0 x 1001. Uma soluo de cido fraco HCO foi analisada verificando-se, no equilbrio, a existncia das seguintes concentraes: + -4 [H ] = 1,78 x 10 mol/L 07. (FEI-SP) A constante de equilbrio Ka dos cidos - -4 [CO ] = 1,78 x 10 mol/L HA, HB e HC, a 25C, so, respectivamente, 1,8 x -5 -8 -4 [HCO] = 1,00 mol/L 10 , 5,7 x 10 e 1,8 x 10 . A ordem crescente de A constante de ionizao do cido HClO igual a: fora desses cidos : -4 a) 3,56 x 10 a) HB < HA < HC -8 b) 3,56 x 10 b) HC < HA < HB -8 c) 3,17 x 10 c) HB < HC < HA -4 d) 1,78 x 10 d) HC < HB < HA -4 e) 3,17 x 10 e) HA < HB < HC02. Ao realizar-se a ionizao H2S(aq) H (aq) + HS (aq) + - A tabela a seguir contm dados para a resoluo das os verificou-se que, no equilbrio, que: questes de n. 08 a 10. - [HS ] = 0,1 mol/L [H2S] = 0,4 mol/L Reao Ka I. H3CCOOH + H2O H3O + H3CCOO + - -5 O valor da constante de ionizao na temperatura 1,8 x 10 -7 em que a experincia foi realizada 1 x 10 . II. HCOOH + H2O H3O + HCOO + - 1,8 x 10 -4 Nas condies da experincia, a concentrao molar III. H2S + H2O H3O + HS + - -8 + do H : 9,0 x 10 IV. HF + H2O H3O + F -1 + - -4 a) 1 x 10 mol/L 6,8 x 10 -3 b) 2 x 10 mol/L V. H3PO4 + H2O H3O + H2PO4 + - 4,4 x 10 -7 -3 c) 3 x 10 mol/L -7 d) 4 x 10 mol/L 08. (UFSC) O cido mais ionizado : -9 e) 5 x 10 mol/L a) IV -2 b) V03. (UFGO) Uma soluo 2 x 10 mol/L de cido c) III actico tem um grau de ionizao 0,03 a uma dada d) I temperatura. A sua constante de ionizao (Ka) e) II nesta temperatura : -2 a) 4,50 x 10 09. (UFSC) O cido mais fraco : -5 b) 1,75 x 10 a) III -4 c) 1,75 x 10 b) V -5 d) 1,80 x 10 c) I -5 e) 2,80 x 10 d) II e) IV04. (CESCEM-SP) Uma soluo 0,05 mol/L de um cido fraco HA 0,1% ionizada. Qual , aproximadamente, 10. (UFSC) Os cidos so (no necessariamente na a sua constante de ionizao? ordem): -8 a) fosfrico, sulfdrico, metanico, fluordrico e a) 5 x 10 -7 etanico. b) 5 x 10 -6 b) fluordrico, etanico, frmico, sulfuroso e c) 5 x 10 -5 fosforoso. d) 5 x 10 -3 c) frmico, actico, sulfrico, fosforoso e flurico. e) 5 x 10 d) fluoroso, frmico, fosfrico, sulfdrico e actico.05. (PUC-SP) Um monocido fraco tem constante de e) actico, fluordrico, sulfuroso, frmico e fosforoso. -9 ionizao igual a 10 em temperatura ambiente. Este cido, numa soluo decimolar, ter grau de As questes de n. os 11 e 12 referem-se aos ionizao aproximadamente igual a: seguintes cidos e suas correspondentes constantes a) 1% de ionizao, a 25C. b) 0,1% c) 0,01% cido ciandrico 4,0 x 10 -10 d) 0,001% cido propinico 1,3 x 10 -5 e) 0,0001% cido actico 1,8 x 10 -5
  • 14. -4 cido frmico 1,8 x 10 A ordem de grandeza das constantes de ionizao -4 cido fluordrico 6,7 x 10 K1, K2 e K3 ser: a) K3 > K2 > K111. (UEL-PR) Dentre eles, quantos so cidos b) K1 = K2 = K3 carboxlicos? c) K1 > K2 > K3 a) 1 b) 2 c) 3 d) K1 > K3 > K2 d) 4 e) 5 e) K2 > K1 > K312. (UEL-PR) Dentre eles, o mais forte e o menos 17. (PUC-SP) Tem-se uma soluo de cido actico, + - ionizado so, respectivamente: HAc, onde h ons H (aq) e Ac (aq) em equilbrio com a) ciandrico e propinico HAc no dissociado. b) ciandrico e fluordrico Se adicionarmos acetato de sdio, NaAc, a essa c) frmico e actico soluo: + d) fluordrico e ciandrico a) a concentrao dos ons H (aq) dever aumentar. + e) fluordrico e frmico b) a concentrao dos ons H (aq) permanecer inalterada. +13. (CESCEM-SP) Considere os oxicidos do cloro e c) a concentrao dos ons H (aq) dever diminuir. suas respectivas constantes de ionizao: d) a concentrao do HAc no dissociado diminuir. -8 HCO 3,0 x 10 e) no h deslocamento do equilbrio qumico. -2 HCO2 1,1 x 10 2 HCO3 5,0 x 10 18. (FEI-SP) No equilbrio representado pela equao: 7 HCO4 2,0 x 10 + 2 OH Mg(OH)2 2+ - Mg O exame dos dados permite afirmar que: qual das substncias abaixo o deslocaria para a I. a fora do cido maior quanto maior o nmero direita se adicionada ao sistema? de oxidao do cloro. a) NH4NO3 II. dos oxicidos representados, o mais forte o b) NaC HCO. c) H2SO4 III. o nmero de oxidao do cloro no HCO3 +3. d) HC a) Somente I correta. e) NaOH b) Somente II correta. c) Somente III correta. 19. (MAPOFEI-SP) Dado o equilbrio: d) I, II e III so corretas. e) I, II e II so incorretas. 1 HCN + H2O H3O+ + CN- 214. (PUC-PR) Temos duas solues de igual molaridade: a adio de cianeto de sdio: a 1. de cido actico, cujo pK igual a 4,76; a) desloca o equilbrio no sentido 1. a 2. de cido butrico, cujo pK igual a 4,82. b) no desloca o equilbrio. + Com estes dados, podemos afirmar que: c) aumenta a concentrao de H3O . a) a 1. soluo mais cida que a 2.. d) desloca o equilbrio no sentido 2. b) a 1. soluo menos cida que a 2.. e) diminui a concentrao de HCN. c) as duas solues apresentam a mesma acidez. d) a constante de ionizao do cido actico 20. (PUC-PR) Em soluo aquosa existe o equilbrio: menor que a do cido butrico. + H2O Cr2O7 2- 2- - e) nenhuma destas respostas. 2 CrO4 + 2 OH amarelo alaranjado15. (UFPR) Pelos seus pKa ou Ka indique o cido mais Assinale a proposio falsa: ionizado. a) Adicionando HC, o sistema fica alaranjado. Dados: log 514 = 2,7; log 63 = 1,79 b) Adicionando NaOH, o sistema fica amarelo. -5 a) C2CH-COOH (Ka = 5140 . 10 ) c) O Princpio de Le Chatelier no se aplica a b) orto-O2N-C6H4-COOH (pKa = 2,81) equilbrios inicos. -5 c) C6H5-COOH (Ka = 6,3 . 10 ) d) No equilbrio, a velocidade da reao direta igual d) para-O2N-C6H4-OH (pKa = 7,14) velocidade da reao inversa. e) C6H5-OH (pKa = 9,95) e) A constante de equilbrio no varia pela adio de HC ao sistema.16. (CESCEM-SP) A dissociao do cido orto- arsnico, H3AsO4, em soluo aquosa diluda, se processa conforme as equaes: PRODUTO INICO DA GUA (Kw) H3AsO4 H + H2AsO4 + - K1 Medidas de condutibilidade eltrica mostram que a H2AsO4 H + HAsO4 - + 2- K2 gua est ligeiramente ionizada segundo a equao: HAsO4 H + AsO4 2- + 3- K3 H2O H + OH