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Revista Brasileira de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

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    N 98

    o p i n i o

    Polnia quer ampliar negcios com o Brasil

    Cobertura Rio Oil & Gas: A feira das expectativas

    Pr-sal abre caminho para solues cada vez mais inovadoras

    Repensando o Repetro, de Alberto Machado Neto, diretor executivo da Abimaq e professor e coordenador acadmico do MBA Gesto em Petrleo e Gs da Fundao Getlio Vargas (FGV).

    Planejamento integrado: a chave para a excelncia operacional, por Jos S

    Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade: a fora da equipe, por Wanderley Passarella

    Gesto jurdica de contratos na rea de leo e gs, por Alexandre Sion e Giovanni Peluci

    Uso temporrio de reas do porto organizado: uma alternativa para a indstria offshore, por Patricia Sampaio Fiad

    Impactos socioeconmicos de atividades de explorao e produo em bacias maduras e campos marginais terrestres, por Grupo de pesquisa CNPq

    Entrevista exclusiva

    Marcos Panassol, scio e lder de petrleo & gs da PwC Brasil

    necessrio rever o contedo nacional e o ritmo

    dos leiles

    ESPECIAL: COMBUSTVEIS

    NA BOMBATECNOLOGIATEM 977

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    Ano XVI novembro/dezembro 2014 N 98 www.tnpetroleo.com.br

  • 2 TN Petrleo 98

    sumrio edio n 98 nov/dez 2014

    Rio Oil & Gas 2014

    A feira das expectativas

    Entrevista exclusiva

    Especial combustveis

    Parceria internacional

    com Marcos Panassol, scio e lder de petrleo & gs da PwC Brasil

    Tem tecnologia na bomba

    necessrio rever o contedo nacional e o ritmo dos leiles

    Polnia quer ampliar negcios com o Brasil

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    entrevista exclusiva

    Para Marcos Panassol, scio da PwC Brasil (PricewaterhouseCoopers), uma das maiores empresas de auditoria e consultoria do mundo, est na hora de se fazer uma avaliao acurada do que funcionou e do que precisa ser melhorado no contedo nacional. Certamente, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento devem ser trazidos para a discusso e empresas que investem devem se beneficiar, adverte o lder de Petrleo & Gs da PwC. Segundo ele, o Brasil no conseguir ser competitivo em todas as reas da indstria. A vocao regional deve ser observada e o foco definido, pondera o especialista, em entrevista exclusiva TN Petrleo, destacando que outro fator crucial a constncia dos leiles de reas para explorao.

    E O RITMO DOS LEILES

    necessrio rever o contedo nacional

    TN Petrleo A autossuficincia em gs natural dos Estados Unidos, as reservas gigantescas de petrleo e gs da Ve-nezuela, a reforma no setor energtico no Mxico e o pr-sal esto mudando mesmo a geopoltica do petrleo no mundo? Ou a Organizao dos Pases Exportadores de Petrleo (Opep) con-tinua com o mesmo poder?

    Marcos Panassol Ao final de 2013, os pases da Opep eram respon-sveis por cerca de 70% das reservas provadas de petrleo no mundo (lem-brando que a Venezuela parte da organizao). No h como desprezar a importncia da Opep na geopoltica do setor. Entretanto, os eventos do shale gas nos EUA, do pr-sal no Brasil e a abertura do setor energtico do Mxico trazem uma alternativa muito bem--vinda para o setor, ainda mais para os pases do continente americano como um todo em especial em momentos de acentuada crise poltica na regio da Opep. O recente ajuste nos preos do barril do petrleo j pode ser um reflexo deste equilbrio.

    Qual a expectativa para a prxima dcada? A Opep continuar a exercer o

    papel de maior influenciador do mer-cado global de petrleo, graas sua produo em larga escala, facilidade logstica e baixo custo.

    Em sua opinio, como o Brasil se situa nesse atual contexto geopoltico da in-dstria de petrleo e gs?

    O Brasil decerto se situa muito bem. Mesmo com diferentes cenrios de opor-tunidades e desafios para o negcio, no considero que tenhamos um nvel relevante de incertezas quanto ao papel do setor de petrleo na poltica energ-tica nacional. As reservas potenciais do pr-sal so, sem dvida, um atrativo importante e certamente trazem oportu-nidades para todos os participantes do setor. Entretanto, necessrio avaliar de perto o foco na concentrao da ex-plorao por apenas algumas empresas.

    Cesso onerosa e sistema de parti-lha: de que forma essas mudanas no marco regulatrio impactam positiva

    e negativamente a indstria brasileira de leo e gs?

    A cesso onerosa o que se pode chamar de one off, ou seja, evento nico e que, por si, no vejo que tenha trazido al-gum impacto negativo ao setor. Por meio dela, a Petrobras teve acesso a 5 bilhes de barris e os est explorando e ir desenvolver a sua produo, gerando atividade econmica e movimentando o setor. A partilha, por sua vez, teve como objetivo manter a explorao e produo das principais reas do pr--sal sob o controle da Unio. certo que havia outras formas de se maximizar a participao governamental nas re-ceitas do pr-sal, como o aumento dos royalties, conforme preconizado poca por representantes do setor. Mesmo sendo um tema muito importante, fica a questo do ritmo dos leiles de novas reas dentro do modelo de concesso.

    Qual a avaliao que a PwC faz do ce-nrio de partilha?

    O regime de partilha adotado com sucesso por vrios pases no mundo. No

    por Beatriz Cardoso

    Marcos Panassol, scio e lder de petrleo & gs da PwC Brasil

    NO ACHO QUE A QUESTO SEJA

    PARTILHA OU CONCESSO, MAS

    SIM A ELABORAO DE UMA POLTICA

    DEFINIDA DE INCENTIVO ENTRADA DESTES

    PLAYERS MENORES E DE ACESSO A ESTAS REAS ESPECFICAS, INCLUSIVE CAMPOS

    PRODUTORES MADUROS, TALVEZ COM POLTICAS DE CONTEDO LOCAL

    E FINANCIAMENTO PRPRIOS.

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    Brasil, ele visa incentivar a explorao de novos campos, alm de gerar riquezas e desenvolvimento, porm impactado pela ausncia de mltiplos operadores. A questo principal, agora, na partilha tambm o ritmo de novos leiles e seu ajuste capacidade da indstria nacional de atender aos ndices de contedo local.

    Outros pases tm sistema misto par-tilha e concesso. O senhor considera que com um modelo mais flexvel a in-dstria tem mais condies de crescer, abrigando players de diferentes portes?

    Devemos nos lembrar de que existe apenas em torno de uma dzia de gran-des empresas de explorao e produo de petrleo. A partir da so centenas

    de empresas especializadas em deter-minados tipos de produo, operando com custos reduzidos para serem mais competitivas. No acho que a questo seja partilha ou concesso, mas sim a elaborao de uma poltica definida de incentivo entrada destes players menores e de acesso a estas reas es-pecficas, inclusive campos produtores maduros, talvez com politicas de con-tedo local e financiamento prprios.

    As pequenas e mdias empresas ainda tm participao inexpressiva na inds-tria brasileira de leo e gs. O que necessrio para mudar esse cenrio?

    De fato, o faturamento mdio de em-presas fornecedoras do setor algo

    em torno de R$ 80 milhes/ano. Hoje, o mercado enxerga o Brasil como um pas que tenta se especializar em to-dos os segmentos ao mesmo tempo. Entendemos que preciso focar em determinadas atividades, especialmente naquelas em que tenhamos vocao ou vantagens competitivas estabelecidas, para que possamos obter xito na in-sero das pequenas e mdias empre-sas na cadeia de suprimentos, e at mesmo disputar de igual para igual com as empresas estrangeiras. As medidas iniciais j foram tomadas com a poltica de contedo local e a transferncia de tecnologia. No entanto, ainda estamos no incio do aprimoramento e foco em reas que tenhamos diferencial.

    Os desafios do pr-sal, mantra dessa indstria, demanda tanto tecnologia e inovao em processos como tambm

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    Alm de equipamentos e componentes para a indstria de petrleo e gs, a indstria polonesa

    aposta em sua expertise na rea naval e offshore para diversificar essa relao comercial. Tradicio-nais construtores navais e presta-dores de servio nesse segmento, eles esto atentos s oportunidades de negcios fora da comunidade econmica europeia, sua principal parceira comercial.

    A Polnia uma economia que sofre menos o impacto da crise na regio, em funo tambm da ma-nuteno da moeda local, o Zloty, que vem se valorizando perante o Euro desde o incio desta dcada.

    Com o objetivo de estabele-cer essa nova rota de comrcio, j foram realizadas duas misses de empresrios quele pas, a ltima delas reu-nindo tambm alguns jornalis-tas. A iniciativa de dois empre-srios, o polons Andrzej Kawczynski, da DrillShip Solutions, e o brasileiro Nelson Aquino, da Trade leo & Gs, e tem o apoio do governo polons.

    Os resultados dessa parceria empreendedora j comeam a aparecer: na misso realizada em outubro s cidades de Gdansk e Gdynia, principais polos navais do pas na costa do mar Bltico, foram fechados dois contratos de repre-sentao.

    Os estaleiros Crist, que pos-sui o maior dique seco do norte da Europa (350 x 70 m), alm de vrios diques flutuantes, e o Vistal, um dos grandes grupos do setor e que tem diferenciais tecnolgicos essenciais para a indstria naval e offshore, ambos sediados em Gdy-nia, agora so representados pelas duas empresas brasileiras. Ambas,

    que tm tradio no setor naval e expertise na rea offshore, querem prospectar parcerias com grupos brasileiros. O que pode implicar at mesmo a vinda e instalao desses estaleiros para ao Brasil, no futuro, pontua Andrzej.

    Segundo ele, enorme o po-tencial de negcios do Crist e do Vistal, que detm tecnologia, mo de obra altamente especializada e capacidade de inovao. Isso t