TN Petroleo 101 Issue

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    13-Apr-2016
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Revista TN Petroleo número 101

Transcript of TN Petroleo 101 Issue

  • Geografia para controle de incidentes: um passo frente dos desastres

    ambientais, por Alessandro Diniz | A importncia da participao da sociedade

    no planejamento energtico do pas, por Paulo Rocha | Plataforma continental brasileira: Histrico,

    extenso e aspectos jurdicos, por Jairo Marcondes de Souza

    o p i n i o

    a r t i g o s

    a petrobras reage com aumento da produo

    Cobertura especial otC 2015indstria demanda inovao tecnolgica contnua

    S reclamar da situao no resolve, tem que propor!, de Alberto Machado Neto, M.sc., diretor executivo da abimaq, coordenador do MBa gesto em petrleo e gs da FgV

    EntrEVista ExClusiVa

    Jorge Camargo, presidente do instituto Brasileiro do petrleo,

    gs e Biocombustveis (iBp)

    Um novo ciclo no setor de O&G

    Ano XVI maio/junho 2015 N 101 www.tnpetroleo.com.br

    influencia decises no mercado mundial

    Pr-SAlESPECiAl: fUSES E AqUiSiES

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  • CONQUISTAMOSO PRMIO MAIS IMPORTANTE DA INDSTRIA MUNDIAL DELEOE GS.

    PETROBRAS.VENCEDORA DOOTC AWARD 2015.

    Saiba mais sobre as tecnologias premiadas:www.petrobras.com.br/tecnologiasdopresal

    As tecnologias de ponta desenvolvidas pelo nosso corpo tcnico foram reconhecidas mundialmente pelo OTC Distinguished Achievement Award, o prmio mais importante da indstria mundial de leo e gs. Isso signi ca que nossas tecnologias, comprovadamente colocadas em prtica com sucesso, e cincia e segurana, recebem, pela terceira vez, o reconhecimento de toda a indstria, o que refora nossa liderana mundial em guas ultraprofundas. Prova disso que j estamos produzindo mais de 700 mil barris por dia s no pr-sal. assim que estamos avanando, superando os desa os e reforando nosso compromisso com todos os brasileiros.

  • CONQUISTAMOSO PRMIO MAIS IMPORTANTE DA INDSTRIA MUNDIAL DELEOE GS.

    PETROBRAS.VENCEDORA DOOTC AWARD 2015.

    Saiba mais sobre as tecnologias premiadas:www.petrobras.com.br/tecnologiasdopresal

    As tecnologias de ponta desenvolvidas pelo nosso corpo tcnico foram reconhecidas mundialmente pelo OTC Distinguished Achievement Award, o prmio mais importante da indstria mundial de leo e gs. Isso signi ca que nossas tecnologias, comprovadamente colocadas em prtica com sucesso, e cincia e segurana, recebem, pela terceira vez, o reconhecimento de toda a indstria, o que refora nossa liderana mundial em guas ultraprofundas. Prova disso que j estamos produzindo mais de 700 mil barris por dia s no pr-sal. assim que estamos avanando, superando os desa os e reforando nosso compromisso com todos os brasileiros.

  • sumrio edio n 101 maio/jun 2015

    Cobertura especial otC 2015

    indstria demanda inovao tecnolgica contnua

    Entrevista exclusiva

    Especial fuses e aquisies

    resultado do 1o trimestre de 2015

    com Jorge Camargo, presidente do instituto Brasileiro do Petrleo, Gs e Biocombustveis (iBP)

    Pr-sal influencia decises no mercado mundial

    Um novo ciclo no setor de O&G

    A Petrobras reage com aumento da produo

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    entrevista exclusiva

    Citando a mxima da moderna gesto de que crise oportunidade (o outro sentido

    da palavra crise, em chins) e, portanto, no se deve desperdi-la , o presidente

    do Instituto Brasileiro do Petrleo, Gs e Biocombustveis (IBP), Jorge Camargo,

    acredita que a indstria brasileira de leo e gs vai iniciar uma nova fase. Estamos

    vivendo um momento de transio, o fim de um ciclo e comeo de outro, que vem

    a ser mais virtuoso do que aquele que tivemos at agora, aposta.

    no setor de O&GUM NOVO CICLO

    O OTIMISMO DE Jorge Camargo, que em abril deste ano assumiu o comando da casa da indstria de leo e gs, como o IBP, est respaldado em quase quatro dcadas de atuao nesse se-tor. Tanto no Brasil como no exterior. Nos 27 anos na Petrobras, o gelogo formado pela Universidade de Braslia em 1976, ocupou, entre outros cargos, a presidncia da Braspetro e, posterior-mente, a diretoria internacional. Depois de deixar a estatal, foi vice-presidente snior da norueguesa Statoil e coman-dou a subsidiria brasileira, que se posiciona entre as maiores produtoras de leo e gs do pas.

    O dirigente faz um paralelo entre as indstrias dos dois pases, que tm muito em comum, inclusive no pionei-rismo em aplicaes de novas tecno-logias na explorao e produo de hidrocarbonetos em guas profundas, lembrando que o Brasil uma refern-cia mundial. Temos uma histria de sucesso construda ao longo de mais de 60 anos. E isso no seria possvel se no houvesse competncia. A cri-se que estamos vivendo realmente sria, mas conjuntural: temos valores estruturais que nos levaram at onde estamos e que nos levaro mais alm,

    afiana Jorge Camargo em entrevista exclusiva TN Petrleo.

    TN Petrleo Nos ltimos 15 anos, o setor de leo e gs sofreu profundas mudanas, que se refletem na prpria atuao do IBP. Em sua viso, que no-vos papis o IBP pode assumir no atual e futuro cenrio da indstria local?

    Jorge Camargo O Brasil mudou muito, assim como o setor de petrleo. Basta ver a participao no PIB (Pro-duto Interno Bruto) desde a abertura do setor: passou de 2% a 3% para 12% a 13% hoje. Uma mudana de escala muito grande. Mas o papel e a misso do IBP no mudaram: promover a in-dstria, a competitividade, estimular o investimento, fazer do Brasil um pas cada vez mais atrativo. Nossa agenda que se transforma em funo dos desafios, das circunstncias. Portanto, no a mesma agenda de 15 anos, tem outro perfil. O IBP sempre bus-cou acompanhar o desenvolvimento da indstria para ser capaz de atuar nos novos cenrios, como os de hoje, onde temos os desafios do pr-sal, demanda por novas tecnologias. Em funo disso, o IBP mudou em termos de dimenso e de nova estrutura, de

    sua organizao, tornando-se cada vez mais profissional, mas sempre com a mesma misso.

    Quando olhamos organizaes simi-lares em outros pases, vemos que o IBP tem um diferencial...

    Em todos os locais onde h gran-des polos produtores de petrleo, os investidores e/ou operadores se re-nem de alguma forma para discutir pontos em comum, questes regula-trias e fazer essa interlocuo com o governo para promover avanos. O IBP tem uma caracterstica interessante por abranger toda a cadeia produtiva dos setores upstream, midstream, do-wnstream, incluindo a petroqumica: operadores, fornecedores de bens e servios, empresas nacionais e estran-geiras, de pequeno, mdio e grande porte. E tem ainda forte atuao no desenvolvimento de recursos huma-nos, na formao profissional, alm de promover eventos, como feiras, congressos, seminrios etc.

    O que o levou a aceitar o cargo de presidente do IBP?

    Tenho 38 anos nessa indstria. Devo tudo o que tenho a ela. Tive o

    por Beatriz Cardoso

    Jorge Camargo, presidente do Instituto Brasileiro do Petrleo, Gs e Biocombustveis (IBP)

    O BRASIL MUDOU MUITO, ASSIM COMO O SETOR DE PETRLEO. BASTA VER A PARTICIPAO

    NO PIB (PRODUTO INTERNO BRUTO) DESDE A ABERTURA DO SETOR:

    PASSOU DE 2% A 3% PARA 12% A 13% HOJE. UMA MUDANA DE ESCALA MUITO GRANDE. MAS O PAPEL E A MISSO

    DO IBP NO MUDARAM: PROMOVER A INDSTRIA,

    A COMPETITIVIDADE, ESTIMULAR O

    INVESTIMENTO, FAZER DO BRASIL UM PAS CADA VEZ

    MAIS ATRATIVO.

    Foto

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    privilgio de ocupar posies execu-tivas e hoje ainda participo de vrios conselhos de organizaes do setor. Chega um momento na vida em que suas motivaes o levam a pensar na forma de retribuir tudo o que foi conquistado. Tenho muito orgulho da reputao que o IBP construiu nestes quase 60 anos (58, este ano), do nvel de credibilidade que tem junto in-dstria, ao governo, s universidades,

    instituies etc. Gostamos de ver que somos a cara da indstria. Preservar isso uma das maiores responsabi-lidades, minha e de toda a direo da IBP. Tenho o privilgio de ter no meu conselho e na diretoria os principais executivos das maiores companhias que atuam no pas, em todos os seg-mentos, trabalhando voluntariamente. Temos um corpo de 110 profissionais muito bem preparados e mais 1.500

    pessoas que trabalham voluntariamente no IBP. So pessoas que se sentem motivadas, entusiasmadas com o que fazem, com a contribuio que o IBP d ao pas e indstria. Diante da im-portncia do que o IBP faz e desse setor no Brasil, sinto-me estimulado pelo retorno que posso dar para essa indstria cumprir seu papel, fazer com que o Brasil seja ainda mais competitivo e atraente para o mercado.

    Como v esse momento de turbulncia no setor, considerada a pior crise da histria da indstria de leo e gs no pas?

    No se pode perder de vista o con-texto, a histria, da indstria de petrleo no Brasil. Se levarmos em considerao tudo o que foi construdo, a despeito das dvidas sobre a capacidade de

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    petrleo, fatores que tambm surti-ram efeitos negativos (17%) no preo mdio das exportaes.

    Perguntado sobre o peso do en-dividamento, o diretor financeiro da Petrobras, Ivan Monteiro, afirmou que as estratgias e as aes da com-panhia para reduzir a alavancagem sero discutidas na prxima reunio interna da dire-toria executiva, e logo depois sero submetidas an-lise do Conselho de Administra-o, que revisi-tar o Plano de Negcios 2015-19 a ser divulgado em junho. Segundo ele, essa reviso apresentar novas perspectivas ope-racionais para a companhia.

    Sobre a incerteza que dividiu o mercado quanto obrigatoriedade (ou no) de a Petrobras pagar aos acionis-tas os dividendos referentes ao exer-ccio de 2014, o diretor disse que no h motivo para a empresa no faz-lo, desde que o resultado seja positivo. Mas a agncia de classificao de risco Moodys