Trabalho Acessibilidade Corrigido[1][1]

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Ajudas Tcnicas e Adaptaes Tecnolgicas em NEEAcessibilidade na Tecnologia:

importncia na Educao Inclusiva

Docente: Lus NevesDiscentes: Joo Arsnio n.

Maria Celeste Gregrio n.6839

Vanda Dores n. 6782

Vernica Cachinho n. Ps Graduao em Ensino Especial, Domnio Cognitivo e MotorJaneiro de 2010Introduop.31 A escola inclusivap.41.1 Breve perspectiva histricap.41.2 Princpio de inclusop.71.3 Conceito de Escola Inclusivap.101.4 Objectivos da Educao Inclusivap.112 Acessibilidade tecnolgica na Educao Especialp.122.1 Conceito de acessibilidadep.122.2 Ajudas tcnicas ao servio da Escola Inclusivap.143 Tipos de acessibilidade p.163.1 Tecnologia assistivap.20 3.1.1 Ajudas tcnicasp.203.2 A informtica ao servio da incluso escolarp.26 3.2.1 o computadorp.28 3.2.1.1 o papel do computador na educaop.29 3.2.2 Tipos de softwarep.30 3.2.3 A Internetp.314 O papel do professor na implementao das tecnologiasp.324.1 Formao de professoresp.325 Utilizao das tecnologias no processo de ensino/ aprendizagem: vantagens e desvantagensp.35Conclusop.36

Bibilografiap.37IntroduoO modelo de Escola Inclusiva trouxe uma nova concepo de escola, na qual se promove a insero dos alunos com necessidades educativas especiais, quer com deficincias moderadas quer com deficincias severas, nas salas de ensino regular.Deste modo, proporciona-se a igualdade de oportunidades a todos os alunos para aprenderem juntos. Assim, a escola ter de se organizar de modo a eliminar barreiras, colmatar dificuldades e adaptar-se aos seus alunos, tendo em conta as diferenas de cada um e as suas necessidades individuais.

As tecnologias de apoio podem ser uma forma importante para que determinadas crianas ultrapassem as barreiras fsicas. Algumas destas barreiras referem-se incapacidadede manipular objectos de escrita e/ou desenho, assim como a dificuldade em ter acesso a material de aprendizagem e consequentemente em participar em diversas actividades. O papel do professor e da escola pode ser um factor decisivo para a diminuio do insucesso dos alunos com necessidades educativas especiais , se tiver informao e formao adequada.

Com este trabalho pretendemos dar a conhecer um problema que afecta diriamente muitas crianas portadoras de necessidades educativas especiais, ou seja as dificuldades que estas crianas enfrentam.

1 A escola inclusiva

1.1 Breve perspectiva histrica

O acompanhamento que hoje feito s crianas com necessidades educativas especiais no foi sempre o mesmo ao longo dos tempos.

Nos primrdios da nossa humanidade os deficientes eram associados ao demnio, sendo que, na altura por desconhecimento da sociedade eram tomadas duas medidas drsticas, que passavam pela excluso do indivduo da sociedade ou pela sua morte na altura do nascimento.

Por exemplo, os nossos vizinhos espanhis eliminavam os deficientes logo nascena, pois isso era sinal de desgraa para a sociedade.

Em Esparta uma cidade referenciada pelo seu esprito guerreiro, todos aqueles que nasciam com algum tipo de deficincia eram mortos nascena. J em Roma ficava ao critrio dos pais decidir o futuro dos seus filhos, quer estes fossem ou no deficientes. No Egipto os deficientes eram divinizados com o intuito de conseguirem a proteco dos deuses.

Na idade mdia existia o pensamento de que os deficientes surgiam de uma relao carnal da mulher com o demnio. Este tipo de marginalizao acontecia pois as pessoas associavam a deficincia a doenas e por isso era necessrio afast-los da sociedade de modo a no porem em risco as pessoas ss.

Com o avanar dos tempos estas atitudes foram desaparecendo, comeando a surgir alguns movimentos de caridade. Deste modo, comeam a surgir movimentos de proteco aos rfos, idosos e cegos, isto graas religio Monotesta (Bautista 1997,cit. in Marques 2002).

Aparecem assim os primeiros hospitais a receberem este tipo de pessoas, podendo assim dizer-se que no sculo IV estamos perante uma primeira fase da educao especial.

O primeiro local para deficientes aparece em plena idade mdia, criado por S. Lus em Frana no ano de 1260. Comeam ento a surgir centros deste tipo por toda a Europa, tendo a sua maioria um carz assistencialista (Bautista 1997, cit. in Marques 2002).

Com o aparecimento da ordem dos irmos de S. Vicente de Paula aparecem os primeiros servios de natureza educacional para deficientes, desenvolvidos no Hospital de Bicetre, em Frana.

No entanto, atravs de uma anlise mais detalhada possvel dividir a histria da deficincia nas seguintes fases:

Fase Assistencialista Durante esta fase a principal preocupao era proteger do mundo as crianas com deficincia, como tal, estas eram inseridas em instituies privadas de carcter assistencialista. Estas instituies surgiram por iniciativa religiosa e davam seguimento poltica da altura que era a de isolamento dos deficientes, no entanto, j era possvel percepcionar uma certa preocupao que at ento no existia. Desta atitude de acolhimento dos deficientes evolui-se a pouco e pouco para atitudes de carcter educativo. Para que isto acontea, muito ajudou o facto de se ter verificado que os deficientes poderiam tornar-se pessoas teis para a sociedade. Deste modo, acontece uma viragem na mentalidade existente na altura, passando assim a haver um interesse de mdicos e educadores relativamente deficincia.

Fase de cariz mdico - pedaggico Esta fase surge no decorrer do sculo XVIII, comeando aqui a existir uma certa preocupao cientfica acerca da deficincia, e que se percebe da importncia existente na relao mdico paciente. J no sculo XIX surgem as escolas de educao especial que evidenciam preocupaes a nvel educativo. Estas escolas eram frequentadas por alunos cegos, surdos, deficientes motores e deficientes mentais. A frequncia dos alunos nestas escolas era facultativa, como tal, muitos dos alunos com deficincias no as frequentava. igualmente no sculo XIX que aparece o conceito de escolaridade obrigatria, que se revelou um marco bastante importante na histria da educao especial. Sendo assim, reconhecido o direito educao para todas as crianas, independentemente das suas deficincias. Deste modo, surgem as primeiras classes especiais dentro do sistema escolar para alunos com deficincia ou com dificuldades de aprendizagem (Leito 1980). Muitas pessoas acreditavam na altura que a existncia de classes especiais permitia que os alunos fossem acompanhados por professores especializados, no perturbando deste modo, as classes de ensino regular, que por vezes no aceitavam muito bem as crianas com deficincias, devido ao elevado nmero de alunos que as turmas j acolhiam. Fase da integrao - Aps a 2 guerra mundial surgem movimentos de contestao s classes especiais, que tiveram como base o combate segregao a nvel educativo e social. Estas pessoas comeam a ter direitos e deveres iguais aos restantes cidados, de onde se destacam, o direito participao na vida social e a integrao na escola. Como consequncia desta contestao, d-se incio ao processo de integrao, que vai ocorrer em dois perodos distintos, sendo eles:

Interveno centrada no aluno Devido presso exercida por alguns encarregados de educao de crianas portadoras de deficincia que no aceitavam que os seus educandos para terem acesso educao tivessem que se deslocar para longe de casa, aparecem as primeiras experiencias com a educao de crianas deficientes em classes regulares. O sucesso destas experincias, aliadas ao direito das pessoas com deficincia de participarem activamente em todas actividades, fez com que diversos pases proporcionassem o direito educao de crianas com deficincia em classes regulares. Neste perodo, os problemas eram centrados em torno do aluno, e o apoio era prestado por professores especializados, e outros especialistas, sem no entanto perturbarem o funcionamento das classes regulares.

Interveno centrada na escola - Neste perodo encara-se a causa dos problemas em termos de situao educativa, que era considerada como factor fundamental no processo ensino aprendizagem. Aqui nesta fase o professor especializado que trabalhava com as crianas deficientes, passa a ser um recurso tanto para a escola como para a classe, onde ocorrem as intervenes junto das crianas. Deste modo, pede-se escola que aceite as individualidades de cada criana, passando a recair a sua ateno nas necessidades educativas de cada uma. Estas ideias vieram provocar alteraes ao nvel da organizao curricular e nos processos de formao dos professores. O marco mais importante neste perodo ocorre no ano 1981 (ano internacional do deficiente), onde reconhecido s pessoas portadoras de deficincias no s o direito educao, mas tambm o direito igualdade de oportunidades, integrao e normalizao.

Fase da Incluso - Esta nova forma de ver a educao surge por Madeleine Will em 1986, na altura secretaria de estado para a educao especial nos Estados Unidos da Amrica. A sua mudana verificou-se no atendimento das crianas com necessidades educativas especiais, de forma a criar novas estratgias que promovessem o sucesso escolar por parte destes alunos. A soluo encontrada passaria por uma maior cooperao entre professores da educao especial e dos professores do ensino regular, de forma a desenvolverem as melhores estratgias, que possibilitassem uma resposta eficaz s necessidades de todos os alunos. Deste modo surge um novo movimento que atribui responsabilidades escola, este movimento deu lugar ao princpio da incluso. Com base no princpio da incluso, criada a Declarao de Salamanca.1.2 Princpio de inclusoEntende-se por Educao Inclusiva o direito de todas as crianas, independentemente dos problemas ou deficincia que possuam, frequentarem as escolas da sua rea e o consequente direito de viverem na sua famlia, de participarem na sua comunidade, de conviverem com os seus vizinhos, antes de mais, uma questo de direitos humanos. Decorre directamente da primeira frase da Declarao Universal dos Direitos do Homem: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.

De forma a perceber a evoluo deste conceito, e da necessidade de incluir todos os alunos no seio da escola torna-se importante perceber o porqu disso acontecer, como tal, iremos recuar um pouco no tempo.

As primeiras contestaes surgem a partir dos anos 50 na Escandinvia, atravs de um movimento denominado de normalizao, que se pronuncia dizendo que todas as pessoas tm direito a uma vida o mais normal possvel S a partir da dcada de 70 se inicia em muitos pases a integrao destes alunos nas escolas regulares de ensino.

Na dcada de 80, nos Estados Unidos da Amrica emerge um movimento chamado REI ( Regular Education Iniciative), que reorganiza e relao entre a educao regular e a educao especial, permitindo melhorar o rendimento acadmico de todas os alunos, mas tambm aumentar o nmero de alunos com NEE ( necessidades educativas especiais) moderadas ou severas nas classes ditas regulares.

Nesta dcada surgem alguns acontecimentos que se revelaram determinantes para integrao das pessoas com deficincia na sociedade, das quais destacamos:

1981 Ano Internacional das pessoas com deficincia. Este acontecimento foi de extrema importncia, pois a partir daqui comearam a ser alteradas algumas mentalidades, essencialmente sobre a forma de encarar as pessoas com deficincia no seu dia-a-dia e na sua educao.

1983-1993- Dcada das pessoas com deficincia. Surgimento de medidas legais, tendo em conta o principio de igualdade de oportunidades, tornando a sociedade e os diversos servios acessveis a todos.

1989 Adopo pela Assembleia Geral das Naes Unidas da Conveno sobre os Direitos a Criana. Teve como objectivo pressionar os diferentes governos para que vissem a situao das crianas tendo em conta os princpios consagrados na conveno, dando especial destaque ao artigo 23, que refere o seguinte: uma criana com deficincia mental ou fsica dever usufruir uma vida plena e estimulante que lhe assegurem a dignidade, promova a sua auto-confiana, e facilite a sua participao activa na comunidade dever ser prestado o apoio necessrio para que a criana tenha um acesso efectivo educao e ao treino de modo a permitir que atinja a mxima integrao social e o mximo desenvolvimento individual que for possvel.Surge ento a dcada de 90, aparecendo ento o conceito de que independentemente da problemtica do aluno e do seu grau de gravidade, sempre que possvel essa criana deve frequentar a escola, estando os servios de Educao Especial disponveis para todos.

Nesta dcada destacam-se tambm dois momentos importantes:

1990 Declarao Mundial sobre a Educao para Todos. Esta declarao refere o seguinte devem ser tomadas medidas de modo a garantir igualdade de acesso educao de todas as categorias de pessoas com deficincia como parte integrante do sistema educativo. 1993 Normas sobre a Igualdade de Oportunidades para Pessoas com Deficincia. Estas normas foram adoptadas pelas Naes Unidas e revelaram-se como o conjunto mais importante de directrizes dadas sobre esta matria. Das inmeras normas destacamos aquela que diz respeito educao para pessoas com deficincia que devem receber o apoio de que precisam dentro das estruturas regulares de educao, sade, emprego e aco social.

Comea a surgir ento a necessidade de incluir todas as crianas no ensino regular, pois s desta forma se est a ajudar e a defender os direitos de todas as crianas, independentemente das suas diferenas. Com este tipo de atitudes comea-se a integrar a criana em vrios ambientes e na sua comunidade. Este conceito de incluso inclui todo o sistema educativo, criando assim igualdades de oportunidades no sentido de que todas as crianas possam aprender e atinjam os objectivos propostos.

Para que este conceito, tenha uma boa aplicao prtica torna-se necessrio que a escola e toda a comunidade educativa se organize em torno do mesmo, de forma a poder dar resposta a todos os alunos, com ou sem necessidades educativas especiais. Desta forma, uma correcta organizao ter que passar pela realizao de planos educativos adequados s necessidades de cada criana, sendo assim, a escola ter que ser inovadora e desenvolver a capacidade de dar resposta aos problemas que possam surgir. Como tal, cabe aos professores investir na formao contnua de forma a ter conhecimentos sobre os diversos processos de aprendizagem e de inovadoras estratgias de apoio criana. J a escola, dever poder contar com o apoio e colaborao da educao especial e de equipas pluridisciplinares, constitudas por psiclogos, terapeutas e mdicos, devendo existir um trabalho de colaborao entre estas equipas, a direco da escola e de todos os professores que tenham alunos com NEE integrados nas classes regulares.

1.3 - Conceito de Escola InclusivaPara se concretizar o conceito de escola inclusiva imprescindvel ter em ateno que para isso necessrio a criao de um sistema educativo que corresponda s necessidades especficas de todos os alunos, sendo para isso necessrio a colaborao de todos os agentes educativos, de forma a se fomentar ambientes de aprendizagem que tenham como principal objectivo a promoo da incluso de alunos com NEE. Toda esta equipa pluridisciplinar (professores, psiclogos, terapeutas), dever trabalhar em roda do currculo geral que depois ser adaptado em torno das necessidades e capacidades especficas de cada um dos alunos.

Sendo assim, o currculo deve ser realizado e adaptado pela equipa pluridisciplinar da escola, devendo estar includo nesta abordagem os encarregados de educao, pois so eles que melhor conhecem as estratgias que podem levar o seu filho ao xito.

Torna-se necessrio que as escolas reconheam as diversas dificuldades dos seus alunos, adequando os diferentes ritmos de aprendizagem e garantindo uma formao de qualidade para todos os alunos, atravs de currculos especficos, estratgias de ensino adequadas, disponibilidade de recursos e parcerias estabelecidas com a comunidade envolvente.

Este novo panorama de uma aprendizagem e formao de qualidade para todos, obriga a escola criao de novas estratgias, na perspectiva da actualizao de conhecimentos, na modernizao de novos recursos e na reformulao de alguns espaos fsicos, pois estas mudanas iro garantir um ajustamento das aces pedaggicas com a diversidade das aprendizagens.

Podemos ento concluir que a escola inclusiva um estabelecimento de ensino que rene todos os alunos independentemente das suas condies intelectuais, motoras, sociais, psicolgicas, emocionais e fsicas.

Este ento o principal objectivo da escola inclusiva, ou seja, tem que desenvolver uma pedagogia focada no aluno, como forma de educar e integrar no s os alunos que apresentam NEE, mas tambm todos aqueles que revelem dificuldades transitrias ou permanentes, tudo isto atravs da diversidade ao nvel da aprendizagem interactiva, respeitando sempre as diferenas de cada aluno e do seu meio envolvente.

1.4 - Objectivos da Educao InclusivaDe seguida iremos referenciar alguns objectivos que se pretendem atingir quando falamos em educao inclusiva:

A educao inclusiva pretende uma educao que suporte os princpios de equidade e de qualidade; Desenvolver projectos educativos e curriculares baseados na incluso, na igualdade e na convivncia democrtica, abrangendo professores, alunos, encarregados de educao / famlia e a comunidade envolvente escola; Desenvolver um sistema de apoio que d respostas eficazes a todos os alunos; Incentivar a participao de todos os alunos tanto nas actividades de sala de aula como nas actividades extra-curriculares e em actividades promovidas fora da escola, de forma a adquirir competncias nos mais diversos ambientes; Desenvolver processos de ensino e aprendizagem de uma forma activa, mobilizando para isso os recursos da escola e da comunidade, bem como oportunidades que surjam no mbito das tecnologias de informao e comunicao;

2 Acessibilidade tecnolgica na Educao Especial

H relativamente pouco tempo que nos afastmos de uma Escola baseada nos princpios da obedincia, transmisso de conhecimentos centrada no professor e falta de liberdade de expresso, para nos centrarmos num ensino virado para o aluno.

Encontramo-nos neste momento numa fase de partilha, em que os objectivos da escola so garantir a igualdade de oportunidades, conforme j descrevia a Declarao Universal dos Direitos Humanos em 1948, no seu artigo 26, ao mencionar que toda a pessoa tem direito educao. Apesar da existncia deste objectivo algum tempo o facto que no se trata de um processo de fcil exequibilidade, sendo na realidade um grande desafio.Na realidade, esta exquibilidade torna-se mais difcil na medida em que h que adequar a cada um dos indivduos presentes na sala de aula, e quanto maiores forem as suas diferenas, maior dever ser a capacidade de adaptao e adequao do docente e do sistema educativo.

Quando o professor est perante uma criana que, por algum motivo se afasta daqueles que so os parmetros considerados normais, quer seja devido caractersticas mentais, neuro-musculares, corporais, de comportamento emocional, aptides sensoriais ou de comunicao ou ainda mltiplas deficincias o seu dever desenvolver ao mximo as suas capacidades, recorrendo a todas as estratgias ao seu dispor para tornar mais fcil o seu acesso s mesmas oportunidades que tm todos os outros indivduos.Quer isto dizer, que cabe ao docente garantir que o aluno tem todas as possibilidades de adquirir novos conhecimentos, desenvolver habilidades e alterar comportamentos2.1 Conceito de acessibilidade

Nos ltimos tempos este um conceito muito falado e em crescente uso; de facto verifica-se, por parte de diversas reas, uma frequente preocupao com a acessibilidade, nomeadamente no que toca ao urbanismo e arquitectura, sendo mesmo comuns a adequao e reabilitao de espaos, no sentido de garantir o seu acesso a toda a populao.

A acessibilidade visa permitir aos indivduos com deficincia ou mobilidade reduzida o acesso s actividades relacionadas com o uso de produtos, servios e informao, e promover a sua extenso a todas as parcelas da populao.

Falar de acessibilidade implica ter em mente as noes de:

Utilizadores: relaciona-se com o indivduo que faz a utilizao e implica que nenhum obstculo lhe seja imposto devido s suas capacidades sensoriais e funcionais.

Situao: que reporta para a utilizao do sistema em vrias situaes, independentemente do software, comunicaes ou equipamento. Ambiente: que se prende com o facto de no haver condicionamentos relacionados com o ambiente fsico envolvente, exterior ou interior.

Fig. 1 Smbolo Internacional para a Acessibilidade

No entanto a acessibilidade no pode, nem deve ser encarada apenas da perspectiva espacial, pois relacionam-se com uma srie de outros factores, nomeadamente no que toca s tecnologias de informao e comunicao (TIC).

frequente as crianas com Necessidades Educativas Especiais se verem confrontados com barreiras no que toca a esta rea, pelo que fundamental e urgente melhorar a sua acessibilidade, ou seja, a forma como lhes permitido aceder a essa mesma rea.

Quando, em TIC, falamos em acessibilidade referimo-nos s ferramentas que permitem a utilizao dos diversos recursos que um computador oferece por parte dos indivduos portadores de deficincia, e que, no fundo, surgiram pela necessidade de facilitar o acesso destas pessoas ao computador. Podem ser alteraes no software ou no hardware.

Estas ferramentas podem apresentar as mais variadas finalidades: leitores de ecr (para deficientes visuais), teclados virtuais (para deficientes motores ou com dificuldades de coordenao motora), sintetizadores de voz (indivduos com problemas de fala).

Um dos conceitos que surge frequentemente ligado acessibilidade a usabilidade, visto que ambos visam a optimizao de servios e recursos. Este ltimo procura definir a facilidade de utilizao de um recurso informtico ou audiovisual.

Tal como acontece em outras reas tambm na rea informtica surge cada vez mais a preocupao e necessidade de criar instrumentos apelativos, intuitivos e simples, regidos pela facilidade de aprendizagem e domnio. Alm disso surge cada vez mais a preocupao de atingir um maior grau de satisfao, o que implica o estudo das necessidades dos diversos utilizadores, nomeadamente das pessoas com Necessidades Especiais.

Quanto Internet, a sua acessibilidade refere-se ao facto de haver flexibilidade da informao e interaco no que toca ao suporte de apresentao, que ser aquilo que vai garantir a sua utilizao por pessoas com necessidades especiais.

importante garantir este acesso, na medida em que a sua utilizao que vai permitir a igualdade de oportunidades a estes indivduos.

2.2 Ajudas tcnicas ao servio da Escola Inclusiva

Como j mencionamos, o conceito de educao inclusiva tem vindo a provocar profundas alteraes no sistema educativo e na forma como o processo de ensino/ aprendizagem se desenrola. Como refere Correia (2005), O movimento inclusivo tende a prescrever a classe regular de uma escola regular como o local ideal para as aprendizagens do aluno com NEE. Ser a, na companhia dos seus pares sem NEE, que ele encontrar o melhor ambiente de aprendizagem e de socializao, capaz de, se todas as variveis se conjugarem, vir a maximizar o seu potencial.

Este conceito de escola inclusiva tem por base vrios princpios, dos quais mencionamos alguns, que consideramos de maior importncia: todos os alunos, independentemente da sua raa, condio lingustica ou econmica, sexo, orientao sexual, idade, capacidades de aprendizagem, estilos de aprendizagem, etnia, cultura e religio, tm direito a ser educados em ambientes inclusivos;

todos os alunos so capazes de aprender e de contribuir para a sociedade onde esto inseridos;

todos os alunos devem ter oportunidades iguais de acesso a servios de qualidade que lhes permitam alcanar sucesso;

todos os alunos devem ter acesso a servios de apoio especializados, quando eles necessitem, que se traduzam em prticas educativas ajustadas s suas capacidades e necessidades;

todos os alunos devem ter acesso a um currculo diversificado;

todos os alunos devem ter a oportunidade de trabalhar em grupo e de participar em actividades extra-escolares e em eventos comunitrios, sociais e recreativos;

todos os alunos devem ser ensinados a apreciar as diferenas e similaridades do ser humano.

Devemos ainda ter em conta uma srie de indicaes destinadas aos profissionais da rea da educao e aos pais e encarregados de educao, relacionadas com o tipo de servio a prestar. Das mesmas destacamos as seguintes: os profissionais, os pais e a comunidade em geral devem trabalhar em colaborao, partilhando decises, recursos e apoios;

todos os servios de que os alunos necessitam devem ser prestados, sempre que possvel, em ambientes educativos regulares;

todas as escolas devem envolver as famlias e os membros da comunidade no processo educativo;

os servios regionais e locais devem fornecer os apoios e os recursos necessrios para que as escolas se possam reestruturar, dando a ateno devida diversidade de alunos que as frequentam.Conceber, adaptar ou aplicar uma soluo de tecnologia assistiva a uma criana deve pressupor e implicar a cadeia de relaes que a criana estabelece na escola, com os professores, os tcnicos de apoio, os amigos ou a famlia, e contribuir para explorar o seu potencial.

As ajudas tcnicas para crianas no devem ser meras cpias, mais pequenas, de equipamentos desenhados para adultos, mas devem levar em considerao as necessidades fisiolgicas e pedaggicas que essas crianas vivenciam.

Todas as crianas necessitam de brincar e uma criana com deficincia no excepo. As ajudas tcnicas para crianas devem ser equipamentos funcionais e robustos, mas, principalmente, devem estimular ao jogo, interaco com os colegas e descoberta do ldico.Parece-nos ainda importante referir que a incluso se reporta interveno precoce, transio ao longo da escolaridade e transio para a vida adulta, no pretendendo descurar nenhum dos aspectos da vida destes indivduos, e permitindo-lhes aceder s mesmas oportunidades nas diversas fases.

No que respeita interveno precoce fundamental garantir que os servios e apoios tm continuidade aquando da transio para o ciclo seguinte; a transio ao longo da escolaridade dedica especial ateno a factores como as polticas educativas, a organizao escolar, a flexibilizao dos currculos, as prticas educativas e a prpria avaliao; a transio para a vida adulta est relacionada com a preparao dos indivduos para a sua integrao no mercado de trabalho, pelo que deve considerar o treino laboral, a formao profissional, a articulao entre tcnicos e servios, a criao de oportunidades, etc...No que toca Educao Especial devemos referir que o conceito de usabilidade tambm adquire significncia, pois significa a utilizao fcil, cmoda e eficaz das ferramentas disposio dos alunos. Ser este conceito que, conjuntamente com a acessibilidade caminha no sentido de satisfazer completamente as necessidades dos alunos.Normalmente a acessibilidade, no campo informtico surge associada interface grfica, que deve ter como caractersticas as seguintes: cones funcionais, permitir a personalizao, mostrar uma plataforma apelativa e prever o modo de trabalho do utilizador. tambm importante o carcter interactivo, que ser aquilo que, no fundo, tornar o sistema apelativo, bem como uma utilizao eficiente e flexvel, que permita ao indivduo percepcionar as vrias possibilidades de manuseamento, sem correr o risco de se deparar com situaes problemticas em que desconhece a soluo. Actualmente, falar de TIC sem mencionar a Internet no seria, de todo, possvel, pois o meio de comunicao da actualidade, e, provavelmente, do futuro, graas sua capacidade de reduzir distncias e aceder a informao. Como tal, o prprio sistema, pela mo da Web Acessibility Initiative (WAI) com a publicao do Web Content Acessibility Guidelines, em 1999, demostrou essa preocupao com a acessibilidade e usabilidade.No fundo, este documento vem apontar os seguintes aspectos como fundamentais: fornecer equivalentes informativos ao contedo visual e sonoro;

no fazer com que a compreenso da informao dependa da cor;

utilizar correctamente a notao e as folhas de estilo;

recorrer a linguagem natural;

utilizar tabelas e pginas que funcionem de forma harmoniosa;

proporcionar aos utilizadores um controlo sobre os contedos;

facultar solues de transio entre os vrios elementos;

usar directrizes e tecnologias W3C;

fornecer informaes de orientao e contexto;

aplicar mecanismos de navegao e de informao claros e simples.

H ainda que levar em linha de conta os sistemas operativos da Microsoft, visto que a sua preocupao com a acessibilidade notria. Um claro exemplo disso so os Sistemas Operativos Windows XP e Windows Vista, que incluem no painel de controlo as funes Opes de Acessibilidade e Facilidade de acesso, respectivamente. Isto permite o ajuste de algumas ferramentas s necessidades de cada utilizador, atravs da alterao das definies do teclado, do rato, de sons e visualizaes no monitor.Em alguns casos obviamente este ajuste por si s no suficiente para colmatar as necessidades dos utilizadores, e necessria a aquisio de utilitrios para o efeito, mas, o facto de haver por parte desta grande empresa essa preocupao ser sem dvida um ponto positivo e a ressalvar.A existncia destes recursos adicionais, quer em termos de software quer de hardware implica tambm que a Escola, enquanto agente educativo facilitador da igualdade, tenha a capacidade de se actualizar neste aspecto, para garantir aos seus alunos esse acesso.3 Tipos de acessibilidade

Acessibilidade motora:Quando as formas de acesso tradicional ao computador, atravs do teclado e do rato, no so as mais adequadas devido s dificuldades do utilizador, possvel servirmo-nos de perifricos alternativos para essa finalidade. Referimo-nos, por exemplo, a teclados de conceitos, teclados virtuais, emuladores de rato, ratos adaptados, comutadores ou switches, comando atravs da voz, entre outros.Em termos de avanos tecnolgicos a maior evoluo tem sido talvez ao nvel dos emuladores de rato: dos capacetes com apontador aos ratos de cabea, existem no mercado uma srie de modelos, bastante funcionais.

No que respeita aos ratos virtuais verificamos tambm a existncia de uma srie de modelos adequados s mais diversas finalidades, como o caso dos teclados virtuais.Gostariamos ainda de mencionar outro perifrico alternativo ao teclado e rato: o teclado de conceitos, que igualmente muito usado e, no fundo, no passa de uma alternativa insero tradicional da informao no computador. So sobretudo adequados a crianas mais novas ou iniciantes com necessidades educativas especiais.Tm um efeito facilitador da aprendizagem, da interaco, da discusso e da descoberta, devido ao duplo efeito visual do ecr e das lminas do teclado, que podem variar em cor, grficos, textos ou smbolos, o que vai certamente criar um efeito apelativo e estimulante.

Fig. 2 teclado de conceitos

Estes perifricos tm um funcionamento muito simples: sobre o teclado so colocadas uma espcie de lminas (overlays) que podem ser folhas de papel, de cartolina, acetatos, etc. Quando se pressiona uma determinada zona dessa lmina a clula activada e faz executar uma funo. A grande vantagem deste perifrico que pode ser o professor a elaborar as lminas, permitindo-lhe adequar aos contedos programticos a trabalhar.

Este teclado comporto por duas componentes: a fsica, que consiste num tabuleiro, com uma membrana digital, (cujo tamanho pode variar entre A3 e A4 e 128 a 256 clulas de contacto;) e a lgica, que tem um software de adaptao, controlo e explorao de programas j existentes e um sistema de autor que permite o desenvolvimento de aplicaes interactivas.Este teclado tem como principais vantagens o facto de evitar, por exemplo, a procura das teclas no teclado convencional, que, por vezes, atrapalha um pouco os utilizadores; liberta igualmente o utilizador do uso do teclado e rato convencionais; permite restringir o acesso a determinados programas e opes; no implica um grande controlo a nvel motor; permite simplificar algumas operaes complicadas, bem como dificuldades ao nvel da linguagem; como j referimos, permite a personalizao, de acordo com as lminas utilizadas; e garante ainda poupana de tempo, na medida em que conjuga teclas de funes que se usam com maior frequncia.

Acessibilidade auditiva:O campo da acessibilidade auditiva apresenta maiores lacunas comparativamente ao da acessibilidade motora, sendo que h ainda um longo caminho a percorrer. Existem j algumas tecnologias relacionadas com a converso automtica de texto em Lngua Gestual, atravs de avatares 2D ou 3D, que permitem a traduo de modo automtico.Como acontece com outros tradutores por vezes podem surgir alguns problemas ao nvel da compreenso contextual, mas, no entanto, uma rea em que se verificam j alguns avanos, e, aliada ao reconhecimento da fala esta tecnologia permitir aos indivduos surdos, aceder a uma srie de documentos muito vasta.No que toca a este ponto existem tambm alguns softwares de traduo automtica de texto em smbolos, dos quais destacamos o Escrita e o inVento.

Acessibilidade visual:No que respeita acessibilidade de indivduos invisuais ou com baixa acuidade visual h uma srie de normas e pressupostos referentes informao digital, quer seja via Internet ou em cd- Rom.

Do material disponvel existem vrias opes: linhas em Braile na base do teclado, ecrs maiores, softwares de ampliao de ecr, leitores de ecr com sntese de voz, entre outros.

Actualmente, a sntese de voz aliada ao reconhecimento de caracteres (OCR) j permite ler, de modo automatizado, qualquer texto impresso, pelo que h uma preocupao cada vez maior na disponibilizao, da parte das editoras, verses electrnicas dos livros impressos, para facilitar esta utilizao.

No decorrer da nossa pesquisa deparmos-nos com algumas ofertas a esse nvel, nomeadamente no que respeita CNOTINFOR, que inclui nas suas ofertas vozes sintticas, femininas.

H ainda alguns sistemas conversores do texto impresso em Braile, inclusivamente disponveis ao nvel da Internet. Acessibilidade cognitiva:

Alm das barreiras atrs referidas h outro tipo de barreiras que sero talvez mais complexas, na medida em que no so to evidentes como as anteriormente mencionadas, falamos das barreiras cognitivas.

Ao falarmos ou escrevermos, as nossas premissas actuam como smbolos daquilo que pretendemos transmitir, mas as pessoas incapacitadas de usar as palavras da forma habitual tm necessidade de utilizar outros sistemas de smbolos por forma a que se possam exprimir.

Neste aspecto existe alguma diversidade de sistemas de smbolos, que fazem parte daquilo a que usualmente se chama Comunicao Alternativa ou Aumentativa (CAA). Dentro destes sistemas podemos considerar os com ajuda e sem ajuda, e, dentro destes, com alta ou baixa tecnologia.

No que toca aos sistemas de alta tecnologia permitem conceber e imprimir quadros de comunicao, que posteriormente podem ser usados como baixa tecnologia, e, usualmente, so usados por professores, terapeutas e outros tcnicos.3.1 Tecnologia assistiva: conceito e objectivos

Este um termo ainda relativamente recente e definido pelo American With Disabilities Act. ADA, citado por Cook & Houssey (1995), como sendo uma ampla gama de equipamentos, servios, estratgias e prticas concebidas com a finalidade de minorar os problemas dos indivduos portadores de deficincia.Quer isto dizer que a Tcnologia Assistiva um auxlio que visa a promoo da ampliao de uma habilidade funcional deficitria ou a realizao de uma funo que se encontra impedida por uma deficincia ou mesmo envelhecimento. De um modo generalista, procura permitir ao indivduo deficiente maior independncia, qualidade de vida e incluso social, graas ao aumento da sua capacidade de comunicao, mobilidade e controle.Este conceito surgiu inicialmente no Brasil, atravs da portaria n. 142/2006, que define os seguintes objectivos: apresentar propostas polticas governamentais e parcerias entre a sociedade civil e rgos pblicos referentes rea da Tecnologia Assistivas;

propor a criao de cursos na rea da TA bem como o desenvolvimento de outras aces com o objectivo de formar recursos humanos qualificados propondo a elaborao de estudos e pesquisas relacionados com o tema.

Em Portugal, o Secretariado Nacional para a Reabilitao e Integrao das Pessoas com Deficincia (2007) define o termo ajudas tcnicas refere-se a qualquer produto, instrumento, estratgia, servio ou prtica que tenha sido produzido para ser utilizado por indivduos deficientes ou idosos, com a finalidade de prevenir, compensar, aliviar ou neutralizar uma deficincia, inacapacidade ou desvantagem, melhorando assim a sua qualidade de vida. Pode verificar-se que uma definio bastante abrangente, que engloba reas como a tecnologia, mas tambm servios e/ou estratgias.A Tcnologia Assistiva organiza-se em categorias de acordo com os objectivos funcionais a que se destina.

3.1.1 Ajudas tcnicas

A definio de Ajudas Tcnicas refere-se aos materiais, equipamentos e sistemas que visam compensar a deficincia ou minimizar as suas conseqncias. Tm tambm como objectivo impedir o agravamento do problema e permitir que a pessoa exera as actividades normais do quotidiano.

So meios fundamentais e indispensveis para o bem-estar, autonomia e integrao daqueles que delas se servem, quer seja de forma permanente ou apenas temporria. Tm algumas funes, das quais destacamos as que se seguem, por nos parecerem a mais adequadas:

adquirir uma postura correcta; estabilizar o corpo (na totalidade ou partes); prevenir e evitar deformidades; facilitar e desencadear o movimento e realizao de tarefas de modo seguro; diminuir o esforo e dispndio de energia, realizar tarefas com menos dor e maior comodidade.Estes materiais, equipamentos e sistemas so, normalmente, colocados e utilizados pelo indivduo portador da necessidade, ou com a ajuda de terceiros (familiares ou tcnicos, regra geral).Nos ltimos tempos temos vindo a assistir a um crescente uso do termo tecnologias de apoio em substituio do ajudas tcnicas, sem que no entanto haja alterao do conceito.

Podemos estar perante Ajudas tcnicas simples ou complexas, sendo que as primeiras dizem respeito a utenslios simples, como o caso de tabelas ou tabuleiros com letras, palavras, signos grficos ou fotografias; as segundas dizem respeito alta tecnologia (electrnica, informtica ou telemtica) e um exemplo claro disso , por exemplo, a fala artificial.

Apresentaremos de seguida a classificao referente s tecnologias de apoio, que permitem a sua organizao de modo a indicar a sua utilizao, prescrio, estudo e pesquisa de recursos. Esta classificao segue as directrizes da ADA (American with Disabilities ACT). Auxlios para a vida diria:

Tratam-se de materiais e produtos para auxlio em tarefas rotineiras, como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar tarefas relacionadas com necessidades pessoais, manuteno da casa etc.

CAA (CSA) Comunicao Aumentativa (Suplementar) e Alternativa :

So recursos, electrnicos ou no, que permitem a comunicao expressiva e receptiva das pessoas sem fala ou com limitaes na mesma. So muito usadas as pranchas de comunicao com smbolos PCS ou Bliss, alm de vocalizadores e softwares dedicados para este fim.

Recursos de Acessibilidade ao Computador:

So equipamentos de entrada e sada (sintetizador de voz, Braille), auxlios alternativos de acesso (ponteiras de cabea, de luz), teclados modificados ou alternativos, accionadores, softwares especiais (de reconhecimento de voz, etc.), que permitem s pessoas com deficincia usarem o computador.

Fig. 3 - Accionador com rato adaptado Fig. 4 - software para controle do computador com sntese de voz Sistemas de Controlo de Ambiente:

Tratam-se de sistemas electrnicos que permitem s pessoas com limitaes locomotoras, controlar remotamente aparelhos elctricos/electrnicos, sistemas de segurana, entre outros, localizados no seu quarto, sala, escritrio, casa e arredores.

Fig. 5 Representao do controle de ambiente

Projectos Arquitectnicos para Acessibilidade:Visam as adaptaes estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, atravs de rampas, elevadores, adaptaes em casas de banho entre outras, que retiram ou reduzem as barreiras fsicas, facilitando a locomoo da pessoa com deficincia

Fig. 6 Rampa de acesso

Fig. 7 Casa de banho adaptada

Prteses ou Ortteses:Consiste na troca ou ajuste de partes do corpo inexistentes, ou de funcionamento comprometido, por membros artificiais ou outros recursos ortopdicos (talas, apoios etc). Inclui-se os protticos para auxiliar nos deficits ou limitaes cognitivas, como gravadores de fita magntica ou digital que funcionam como lembretes instantneos.

Fig.8 - Orttese de tornozelo

Fig. 9 Prtese de membro inferior Adequao Postural:So adaptaes para cadeira de rodas ou outro sistema de sentar visando o conforto e distribuio adequada da presso na superfcie da pele (almofadas especiais, assentos e encostos anatmicos) bem como posicionadores e contentores que propiciam maior estabilidade e postura adequada do corpo atravs do suporte e posicionamento de tronco/cabea/membros.

Fig. 10 Adequao postural Auxlios de Mobilidade:Tratam-se de cadeiras de rodas manuais e elctricas, bases mveis, andadores, scooters de 3 rodas e qualquer outro veculo utilizado na melhoria da mobilidade pessoal.

Fig. 11 - Cadeira de rodas

Fig.12 Andador

Auxlios para Cegos ou com Baixa Viso:

So auxlios para grupos especficos que inclui lupas e lentes, Braille para equipamentos com sintetizador de voz, grandes telas de impresso, sistema de TV com aumento para leitura de documentos, publicaes etc.

Auxlios para surdos ou com deficit auditivo:So auxlios que inclui equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para surdez, telefones com teclado teletipo (TTY), sistemas com alerta tctil visual, entre outros.

Fig. 13 Aparelho de surdez

Adaptaes em Veculos:Tratam-se de acesssrios e adaptaes que possibilitam a conduo do veculo, elevadores para cadeiras de rodas, camionetas modificadas e outros veculos automotores usados no transporte pessoal.

Fig. 14 - Elevador para cadeira de rodas3.2 A informtica ao servio da incluso escolar

Cada vez mais ao falarmos de incluso escolar da criana com Necessidades Educativas Especiais temos que nos reportar igualmente incluso digital, que tem por base trs instrumentos: o computador, o acesso rede e o domnio das mesmas. Como e bvio, neste caso, esse domnio pode ser feito atravs de adaptaes.

Deste modo, parece-nos importante registar alguns dos recursos mais usados, de acordo com a necessidade especfica do indivduo a que se destinam.Assim sendo:

a) Perifricos:

Na deficincia motora:

- tela sensvel (toque /sopro)

- substitutos de rato (KidTRAC; Smartnav;)

- pulsadores e apontadores

Na deficincia motora e fala:

- teclados alternativos

Na deficincia visual:

- teclado Braille

- impressora Braille

Na deficincia auditiva:

- microfone

- fone de ouvido

b) Software:

Na deficincia motora:

- simulador de teclado

-ERA: Emulador de Ratn Na deficincia motora e fala:

- Anagrama-Comp

-Imago Vox

-PCS-Comp

Na deficincia visual:

- Sonix

- DOSVOX

- El toque mgico Na deficincia auditiva:

- Sing Talk- SELOS

- Sing Writing

Deste modo, verifica-se j alguma oferta neste aspecto, e uma das empresas mais viradas para esta rea no nosso pas a Anditec; no sendo nosso objectivo fazer publicidade a uma empresa especfica a verdade que, face procura que realizmos, mostrou ser das que apresentam mais variedade no que toca tecnologia assistiva na informtica.A importncia da informtica na sala de aula cada vez mais evidente, visto que os seus contributos so evidentes a vrios nveis, pelo que nos parece importante ressalvar, no geral, algumas das suas utilizaes em contexto: O computador permite estimular a imaginao dos alunos.

Contribui para ajudar as crianas a assumirem determinadas responsabilidade no que toca sua educao, contribuindo para a sua autonomia.

A informtica pode ser importante na motivao, participao e interaco entre estudantes.

Os estudantes, no geral e independentemente do ciclo em que se incluem, possuem diferenas em vrios aspectos: interesses, estilos de aprendizagem e antecedentes sociais e econmicos individuais, a informtica permite, por um lado, aproxim-los, por outro explorar todos os seus diversos interesses. O desenvolvimento fsico, intelectual e emocional desenvolve-se nos estudantes em ritmos diferentes. A variedade de aprendizagem individual possui vrios estilos: visuais, auditivos, verbais e cinestsicos.

O hardware e o software permitem ajudar todos os alunos, em particular os que aprendam uma segunda lngua ou possuam limitaes, num desenvolvimento autnomo que tenha em conta necessidades e capacidades individuais.

Os computadores podem permitir a comunicao, quando esta deficitria ou inexistente. A utilizao de produes multimdia permite aos alunos a conhecer uma grande variedade de mtodos de apresentao e expresso (texto, som, animao, grficos, etc.). Crianas geograficamente isoladas tm a possibilidade de aceder instantaneamente a fontes de outros ambientes de aprendizagem ou comunicar com outras crianas em localidades diferentes.

3.2.1 o computador

Desde os primrdios da sua existncia o ser humano sempre procurou exercer o seu domnio sobre o meio onde actua, construindo utenslios facilitadores do seu dia-a-dia, domesticando animais, criando mquinas que o ajudassem no seu trabalho...

Poderamos dar vrios exemplos dessa necessidade criativa do homem, mas de facto aquilo que nos interessa neste trabalho especfico a criao/ utilizao do computador enquanto A descoberta do mundo moderno.

Foi sem dvida um ponto fulcral na evoluo do Homem e este tem vindo a aperfeio-lo constantemente, de modo a poder us-lo com as mais diversas finalidades e nos diferentes meios onde se movimenta: casa, escola,servios, fbricas, escritrios... at nos cafs!

Muitos de ns, recordaro ainda certamente os tempos em que os computadores eram mquinas assustadoras, enormes e complexas, dominadas apenas por poucos e que, certamente no se encontravam ao alcance da maioria, quer por motivos de conhecimento, quer financeiros.

Actualmente, e podemos congratular-nos por isso, certamente, a realidade bastante diferente neste aspecto e as nossas escolas encontram-se, na generalidade, equipadas com computadores, permitindo assim o acesso de todos a esta tecnologia. O sistema de ensino percebeu o quo importante preparar as geraes vindouras e isso inclui dar-lhes as ferramentas necessrias para tal. Nos ltimos tempos esta preocupao foi traduzida na criao de uma srie de programas que permitem o acesso de crianas, jovens e professores ao mundo da informtica permitindo-lhes adquirir computadores a preos bastante mais acessveis do que seria de esperar; o caso dos Magalhes, distribudos nas escolas do 1. ciclo.

Mas, afinal, o que o computador, para que serve e por que motivo considerado to importante?PROCURAR CONCEITO3.2.1.1 o papel do computador na educaoA sua importncia ao nvel da educao assenta no facto de possuir um conjunto de caractersticas que o tornam adequado ao processo de ensino/ aprendizagem, sendo que podemos mesmo afirmar que um bom substituto do professor, na medida em que:a) capaz de exercer funes com grande qualidade e preciso;b) apresenta uma disponibilidade incontestvel (aps ligao coloca-se disposio do utilizador);

c) facilita a interaco, colocando ao dispor do utilizador todas as opes de que este necessita para poder realizar os seus trabalhos;

d) possui uma capacidade de memria e armazenamento melhor que qualquer ser humano, alm de no possuir os aspectos psicolgicos a este agregados;e) embora no possamos dizer que possui capacidade de adaptabilidade, visto que o computador no um ser mutante, podemos dizer que os programas que nele podemos inserir nos podem permitir diversas adaptaes/ diferenciaes, o que em termos escolares fantstico.f) Alm disso no se cansa, pode repetir a mesma aco vezes sem conta e pode tornar as aulas bastante mais motivadoras na medida em que permite recorrer a uma srie de sons e imagens, por exemplo.No que toca ao sistema de ensino podemos referir que o computador tem sido utilizado, basicamente, com duas finalidades: a da gesto escolar, onde o seu papel se relaciona com actividades relacionadas com contabilidade, organizao, processamento, registo, planificao, etc.) e a do processo educativo propriamente dito.Neste ltimo ponto, podemos encarar duas facetas do computador: aquela em que um meio para atingir um fim, ou seja, um meio de trabalho, pelo que fundamental ensinar s crianas como funciona e permitir-lhes o acesso e aquela em que o prprio computador um meio de ensinar e aqui podemos referir, por exemplo, o seu papel ao nvel da pesquisa, enquanto fonte.No entanto, o computador no deve, nem pode, ser encarado como um substituto do educador, na medida em que deve ser um instrumento ao seu servio, que usa com o apoio do seu mestre, enquanto se envolve na sua aprendizagem de forma activa.

3.2.2 Tipos de software

Neste momento, a indstria da informtica avassaladora e existem no mercado uma srie de produtos na rea, como tal dever haver um cuidado especfico na sua utilizao no s ao nvel do ensino, mas tambm a nvel pessoal e, sobretudo, quando se tratam de produtos destinados a crianas.Assim sendo, um programa informtico adequado ser aquele que conduz os seus utilizadores a um alargamento dos seus horizontes, a um aumento da sua auto-estima, a um aumento da actividade de reflexo e resoluo de problemas, entre outros. No que toca a um programa informtico educativo adequado, dever ser aquele que visa reforar a aquisio de competncias metacognitivas e estratgicas de aprendizagem que envolvem a explicitao e a reflexo sobre os conhecimentos dos alunos.Mas, o simples facto de, na sala de aula termos e usarmos o computador no significa que estejamos a fazer uma utilizao produtiva em termos educativos; para tal necessrio que esteja a ser usado como meio para a aquisio de conhecimentos, capacidades e atitudes. tambm fundamental que o professor tenha conhecimento da eficcia dos programas, caractersticas tcnicas, rea curricular e nvel de ensino, objectivos, dados sobre a sua eficcia relativamente a outro mtodo alternativo - para que tirem o mximo partido das suas potencialidades, e permitam que os alunos sejam os principais agentes da sua aprendizagem.

Infelizmente, esta no , ainda, a realidade com que nos deparamos nas nossas escolas, visto que, na esmagadora maioria estes recursos, quando usados no so explorados devidamente, por uma srie de factores, dos quais salientamos:

falta de conhecimentos informticos por parte dos professores;

desconhecimento da existncia de programas informticos educativos;

dificuldade de adaptao dos programas existentes aos currculos;

falta de informao sobre a eficcia dos programas e de como os utilizar em situaes de ensino - aprendizagem construtivas.De um modo generalista podemos distinguir: Softwares Fechados que so os tutoriais, de exerccio e prtica de jogos, em que o aluno se limita a obter a informao, atravs da leitura do ecr ou mesmo da escuta da informao, e a digitar as respostas.

Softwares Abertos, que so normalmente softwares de autoria, nos quais o computador surge como um auxlio no processo de construo do conhecimento. So considerados Softwares abertos o Logo, ou os aplicativos Word e Power Point.Passamos ento a descrever alguns dos tipos de softwares existentes no mercado:

a) Programas para a comunicao aumentativa: BOARDMAKER; IntelliTalkII; IntelliPics; IntelliMathics; Overlay Maker

b) Programas para emuladores de teclado: Grid; Wordwall

c) Programas de estimulao multissensorial: Acerta as Imagens; Fala mais Alto; Livro de Colorir Barulhento; Olha e OuveEstes so geralmente programas de desenho e pintura, para pessoas com dificuldades graves de aprendizagem, que consideram algumas caractersticas especficas como o interface simples e visualmente pouco complexas, a criao fcil de imagens abstractas, a relao das cores ou objectos com sons, o acesso por ecr tctil, joystick ou manpulos ou grandes contrastes de cores e ecr aumentado.

d) Alguns jogos adaptados, (que tm em conta as directrizes da acessibilidade): Jogos Clssicos para Manpulos; Ooops; Palavra a Palavra; Imagina

e) Programa InterComm, um programa de e-mail pictogrfico indicado para pessoas com dificuldades de acessibilidade, dificuldades motoras, dificuldades de aprendizagem da leitura e escrita, ou que ainda no utilizem a linguagem escrita para comunicar, facilita o uso do correio electrnico.

f) Outros Softwares educativos, Passo a Passo; Abrakadabra; Jogos do Ursinho; Continuar a Aprender Atravs de Jogos;102 Desafios; A Cabana do Papim; 101 Desafios; Ba dos Brinquedos; Aprender com os Nmeros; Os Jogos da Mimocas; Aventura na Ilha das Cores;

3.2.3 A Internet

A Internet o meio de comunicao por excelncia, capaz de nos permitir a comunicao a longas distncias em questo de segundos, e, como tal no pode deixar de ser considerada no que toca Educao Especial. Na realidade, a utilizao da Internet pode ter um papel preponderante nesta rea, na medida em que pode efectuar-se o Ensino distncia, que valoriza a auto-aprendizagem e o acesso educao para todos, inclusive daqueles que no tm as condies, sobretudo a nvel fsico e de mobilidade, para freqentarem a escola.

Alm do aspecto atravs mencionado, no que toca ao professor tambm tem grandes vantagens, visto que lhe permite o fcil (e rpido) acesso a informao especfica, bem como a partilha da mesma pelo acesso a blogs, fruns e chats. Desta forma, mencionamos em seguida alguns daqueles que nos pareceram mais adequados no que respeitas s NEEs, ressalvando que nem todos se destinam a crianas.http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm2000/icm32/http://dfmpeducacaoespecial.wordpress.com/ www.junior.te.ptwww.kidleitura.com

HYPERLINK "http://Www.educacaotransito.pr.gov.br/"www.educacaotransito.pr.gov.brhttp://www1.uol.com.br/ecokids/jogos.htmhttp://www.kadike.com.brVer + sites

4 O papel do professor na implementao das tecnologias4.1 Formao de professoresTodos ns, enquanto professores, j nos apercebemos que no podemos continuar a ser simples transmissores de conhecimento. Numa altura em que a evoluo da tecnolgica e dos conhecimentos a todos os nveis constante, em que se repensa o papel da escola e dos docentes, importante que nos consciencializemos do carcter temporrio dos conhecimentos adquiridos e da necessidade de uma constante actualizao e formao. O computador sem dvida um instrumento indispensvel para tal.

necessrio que, mesmo na Educao Especial, haja uma utilizao educativa dos computadores. Felizmente algumas das nossas escolas os professores iniciaram a utilizao diversificada dos computadores, da criao de clubes de informtica, integrao do computador na sala de aula.

de destacar que a maior parte dos professores, no iniciados na utilizao de computadores no ensino, considera que fundamental saber programar para poder utilizar correctamente um computador. No exequvel um professor, ainda que com muita experincia, desenvolver a maior parte dos programas que necessita, pois estes so muito complexos e diferenciados e solicitam muito trabalho.

Existe uma necessidade de criar espaos adequados para as diferentes disciplinas, onde se possam utilizar as novas tecnologias, sem que o professor tenha de ter a preocupao de levar o material para a sala de aula.

A formao de professores igualmente aceite como a chave do sucesso de qualquer inovao educacional. A qualidade da formao dos professores o factor que mais determina a qualidade da sua prtica educativa. A utilizao contnua permite a formao dos conceitos e ideias pedaggicas sobre a sua utilizao. No h prtica educativa sem o "saber fazer". Esta formao dos professores, no que respeita s novas tecnologias da informao, deve ter como preocupao a formao inicial, mas apostar na formao contnua (atendendo ao constante avano tecnolgico a que se assiste nesta rea), e integrao de alunos com NEE, tornando mais urgente a formao de professores da Educao Especial. Em ambos os casos deve ter-se em considerao a formao adequada na rea tcnica e na rea pedaggica.

A utilizao do computador ser tanto mais eficaz quanto mais frequentemente utilizar o computador como ferramenta do trabalho pessoal (processamento de texto, base de dados, etc.).

H educadores que defendem que os currculos devem ser alterados de modo a que nessas diferentes disciplinas se faa o uso do computador.

A tecnologia pode ter um papel importante na transformao dos mtodos e dos currculos escolares. O computador pode constituir um agente de mudana na escola tradicional.

Os alunos so estimulados a participar activamente na construo do seu conhecimento e a ter um papel decisivo na evoluo das actividades. "A nfase passa a estar na aprendizagem e no no ensino".

A Histria da Educao mostra-nos que a escola demora um considervel perodo de tempo a adaptar-se s novas condies provocadas pelos saltos tecnolgicos.

Uma das componentes fundamentais da cultura actual a cultura cientfico-tecnolgica. A escola dever tornar-se sensvel ao ritmo da evoluo social e tecnolgica. Para isso, necessrio uma formao de professores encarada como formao permanente e contemplar vrios nveis de envolvimento e vrios tipos de funes relativamente utilizao educacional da informtica (professores-utilizadores, animadores e orientadores-formadores).

Deve ter-se presente que em matria de formao o problema no se reduz simples falta de conhecimentos de informtica dos professores.

Todas as diferentes aplicaes que o computador pode ter na Educao e especialmente no ensino, levam-nos a falar no papel do professor. Parece-nos que comea a desaparecer a tentativa e a ameaa de substituir os professores por programas de autoformao. evidente que o professor continua a estar presente na escola, mas talvez a exercer um novo papel. Sero privilegiadas as capacidades de organizador e coordenador das diversas actividades. As aulas podem-se tornar em verdadeiros centros de criao e investigao.

O uso dos computadores pode ajudar os professores a passarem de uma concepo magistrocntrica da Educao, em que o professor o centro da actividade escolar e os alunos o centro da passividade, para uma concepo puerocntrica, que desloca do professor para o aluno o fundamento da actividade escolar, reduzindo a passividade dos alunos. Teremos ento uma escola activa, com a individualizao da educao, com uma constante actividade durante o acto de aprendizagem, com a descoberta pessoal do saber a partir da realidade.

Os professores podem, com os vrios tipos de software de que vo dispondo, colocar os alunos em situaes de aprendizagem com todos os elementos da realidade, que lhes vo permitir atravs da anlise descobrir e estabelecer relaes. A educao pode passar a ser vista na perspectiva de uma aco ou influncia de natureza afectiva, exercida intencionalmente por uma personalidade adulta, sobre personalidades em fases de maior estruturao e desenvolvimento. O uso do software pode libertar o professor de determinadas tarefas, algumas delas bastante rotineiras. O professor ter ento oportunidade de consagrar mais tempo observao psicopedaggica do aluno, dando lugar interveno directa junto de cada aluno no momento oportuno. Desta forma, cria-se a oportunidade de criar autnticas relaes humanas entre professores e alunos.

Uma mquina com as caractersticas do computador apresenta um papel importante no ensino e devem ser exploradas, ao mximo, essas potencialidades. Estas no se referem somente ao desenvolvimento de bom software educativo, mas tambm ao uso rentabilizado do computador. Este uso implica que estejamos inteirados das teorias de aprendizagem ou que percebamos, minimamente, os processos mentais subjacentes recolha, ao tratamento, ao registo e evocao da informao, bem como ddiva de respostas.

5 Utilizao das tecnologias no processo de ensino/ aprendizagem: vantagens e desvantagens

As Tecnologias da Informao e Comunicao, na sequncia do destaque que tm vindo a aumentar, podero tornar-se auxiliares para o aumento dos desafios e da novidade, ao mesmo tempo que podem facilitar a insero fsica, social, emocional e acadmica destas crianas.A utilizao deste tipo de tecnologia apresenta vrias vantagens, das quais se destacam as seguintes:

Desenvolvimento da capacidade de observao e reflexo;

Estimulao e Coordenao psico-motora;

Desenvolvimento de competncias de trabalho autnomo, visto que podem dispor de uma vasta gama de ferramentas de investigao;

Prtica de anlise e reflexo, confrontao, verificao, organizao, seleco e estruturao, pois as informaes provm de vrias fontes;

Conhecimento e compreenso de outras culturas;

Criao de sites, atravs dos quais as crianas realizam um trabalho de estruturao das suas ideias, organizao;Como bvio estes so pontos positivos, no entanto, h que considerar que a utilizao destas tecnologias poder igualmente ter aspectos negativos, uma vez que nenhum processo isento delas. Apresentamos de seguida alguns dos que podero ser pontos negativos: dificuldade em aceder a programas educativos acessveis a alunos portadores de NEE;

falta de formao especializada no que respeita aos professores relativamente s tecnologias; falta de infra-estruturas a nvel das escolas para poder implementar a utilizao generalizada das tecnologias em causa;

dificuldades, por parte dos alunos, em manipular os vrios diapositivos do computador, devido s suas necessidades, e conduzindo necessidade de adquirir aparelhos especficos , que, na maioria dos casos so bastante caros (o que dificulta a aquisio);

em alguns casos podem funcionar como forma de distraco para os alunos na generalidade.No entanto, apesar destes potenciais efeitos menos positivos das TIC, h que reconhecer que as mesmas permitem efectivamente a facilitao do ensino-aprendizagem a todos os alunos, independentemente de terem ou no uma NEE. Alm disso, so desvantagens cujo efeito se pode diminuir, cumprindo os requisitos da acessibilidade e usabilidade, criando um trabalho de pareceria entre pais, tcnicos, professores e escola.ConclusoA realizao deste trabalho permitiu-nos aceder a uma srie de informaes relacionada com a temtica em questo, que poder ser uma base fundamental para um trabalho adequado nesta rea.Pode-se constatar que a Educao Especial e a tecnologia podem caminhar lado a lado e rumo ao mesmo objectivo: a incluso.

Trabalhando com a tecnologia correcta para cada caso, pode-se diminuir a excluso e mostrar ao mundo que no so apenas padres fsicos que devem ser levados em conta, mas sim ticos, morais e intelectuais.

Uma pessoa portadora de deficincia pode realizar muitas tarefas, s que para isso, muitas das vezes necessitar de uma ferramenta adequada: a tecnologia.

As tecnologias de apoio na sala de aula representam um contributo inestimvel no campo da educao especial com incidncia nas reas do desenvolvimento cognitivo, psicomotor,comunicao e ainda como meio facilitador de realizao de tarefas.As tecnologias permitem desenvolver actividades com os alunos de necessidades especiais que antes lhes estavam vedadas.

Bibliografia

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