Trabalho de Fisica Versão Oficial

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 SUMÁRIO INTRODUÇÃO............................................................................................... 2 1. ENERGIA NUCLEAR............................................................................... 3 1.1 Histórico da Energia Nuclear no Brasil............................................... 4 1.2 Matéria Prima e Contribuição na Matriz Energética........................... 6 1.3 Impacto Ambiental na Energia Nuclear ............................................. 8 1.4 Efeitos das Radiações........................................................................ 8 1.5 Proteção Contra Radiações........................................... .................... 9 1.6 Vantagens e Desv antagens na Produç ão de Energia Nuclear.......... 9 2. ENERGIA HIDRELÉTRICA......................................... ............................. 11 2.1 Hidrelétricas do Brasil......................................................................... 12 2.2 Investimentos Feitos e População Beneficiada.................................. 16 2.3 Risco do Uso e Imp acto Ambiental e Social....................................... 18 2.4 Perspectivas de Novos Investimentos................................................  20 3. TERMOELÉTRICAS................................................................................. 22 3.1 Funcionamento da Usina Termoelétrica............................................. 23 3.2 Localização e Instalação de Termoelétricas....................................... 25 3.3 Investimentos Realizados e População Favorecida........................... 26 3.4 Impactos Ambientais e Sociais........................................................... 28 3.5 Perspectivas de Novos Investimentos em Termoelétricas................. 29 4. ENERGIA EÓLICA................... ................................................................ 30 4.1 Cres cimento da Energia Eólica.......................................................... 33  4.2 Benefícios da Energia Eólica.............................................................. 34  4.3 Impactos Ambientais......................................................................... 35  5. ENERGIA SOLAR............................ ........................................................ 38 5.1 Vantagens e Desvantagens da Energia Solar................................... 39 6. DIFERENÇAS ENTRE USINA S HIDRELETRICA S, TERMELÉTRICA S E NUCLEARES............................................................................................ 41 7. HORÁRIO DE VERÃO............................. ................................................. 51 CONCLUSÃO.................................................................................................. 55 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................. ................................. 56 ANEXOS.......................................................................................................... 58
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SUMRIO

INTRODUO...............................................................................................

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1. ENERGIA NUCLEAR............................................................................... 3 1.1 Histrico da Energia Nuclear no Brasil............................................... 4 1.2 Matria Prima e Contribuio na Matriz Energtica........................... 6 1.3 Impacto Ambiental na Energia Nuclear ............................................. 8 1.4 Efeitos das Radiaes........................................................................ 8 1.5 Proteo Contra Radiaes............................................................... 9 1.6 Vantagens e Desvantagens na Produo de Energia Nuclear.......... 9 2. ENERGIA HIDRELTRICA...................................................................... 11 2.1 Hidreltricas do Brasil......................................................................... 12 2.2 Investimentos Feitos e Populao Beneficiada.................................. 16 2.3 Risco do Uso e Impacto Ambiental e Social....................................... 18 2.4 Perspectivas de Novos Investimentos................................................ 20 3. TERMOELTRICAS................................................................................. 22 3.1 Funcionamento da Usina Termoeltrica............................................. 23 3.2 Localizao e Instalao de Termoeltricas....................................... 25 3.3 Investimentos Realizados e Populao Favorecida........................... 26 3.4 Impactos Ambientais e Sociais........................................................... 28 3.5 Perspectivas de Novos Investimentos em Termoeltricas................. 29 4. ENERGIA ELICA................................................................................... 30 4.1 Crescimento da Energia Elica.......................................................... 33 4.2 Benefcios da Energia Elica.............................................................. 34 4.3 Impactos Ambientais......................................................................... 35

5. ENERGIA SOLAR.................................................................................... 38 5.1 Vantagens e Desvantagens da Energia Solar................................... 39 6. DIFERENAS ENTRE USINAS HIDRELETRICAS, TERMELTRICAS E NUCLEARES............................................................................................ 41 7. HORRIO DE VERO.............................................................................. 51 CONCLUSO.................................................................................................. 55 REFERENCIAS BIBLIOGRFICAS............................................................... 56 ANEXOS.......................................................................................................... 58

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INTRODUO

O sculo XXI comea com um grande desafio: a questo energtica. Acreditar que economizar energia uma necessidade apenas no Brasil, entretanto, pretenso. E procurar um responsvel pela situao, questionar a competncia de governos e o planejamento tcnico, ou mesmo acusar as polticas de privatizao do setor energtico no so formas realistas de encarar o problema,pois ele multifacetado e relaciona-se com questes mais amplas, que requerem anlise acurada. Na Califrnia e na Flrida, nos Estados Unidos,por exemplo,

freqentemente apontados como paradigmas de administrao competente, a crise energtica at mais intensa do que no Brasil, apesar dos modelos privatizados de gerao, transmisso e distribuio de energia l adotados. O problema delicado e de abrangncia mundial. O nvel atual de desenvolvimento da humanidade, evidenciado pela tecnologia, a medicina e o potencial de conforto, exige um consumo de energia por habitante bastante elevado. Interromper esse consumo deciso simplista seria negar o conhecimento adquirido e, talvez, comprometer a continuidade da civilizao. Portanto, sendo inevitvel consumir energia, importante haver bom senso na sua distribuio e renovao e tambm a conscincia de que urgente desenvolver novas tecnologias no poluentes para obt-la. A obteno de energia para manter a sociedade hoje est atrelada,quase inevitavelmente, degradao ambiental. A escolha adequada da matriz energtica (distribuio entre as formas de gerao) mundial no pode levar em conta apenas os custos imediatos: deve assegurar a qualidade de vida das futuras geraes.

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ENERGIA NUCLEAR

Energia nuclear, energia liberada durante a fisso ou fuso dos ncleos atmicos. As quantidades de energia que podem ser obtidas mediante processos nucleares superam em muitas as que se pode obter mediante processos qumicos, que s utilizam as regies externas do tomo. Alguns istopos de certos elementos apresentam a capacidade de atravs de reaes nucleares, emitirem energia durante o processo. Baseia-se no princpio que nas reaes nucleares ocorre uma transformao de massa em energia. A reao nuclear a modificao da composio do ncleo atmico de um elemento podendo transformar-se em outros elementos. Esse processo ocorre espontaneamente em alguns elementos; em outros se deve provocar a reao mediante tcnicas de bombardeamento de nutrons ou outras. Existem duas formas de aproveitar a energia nuclear para convert-la em calor: A fisso nuclear, onde o ncleo atmico se subdivide em duas ou mais fuso nuclear, na qual ao menos dois ncleos atmicos se unem para produzir um novo ncleo. A principal vantagem da energia nuclear obtida por fisso a no utilizao de combustveis fsseis, no lanando na atmosfera gases txicos, e no sendo responsvel pelo aumento do efeito estufa.

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A energia nuclear uma das formas de se obter energia eltrica em larga escala. Com o esgotamento dos recursos hdricos prximos aos principais centros consumidores, com as dificuldades para o licenciamento ambiental dos

aproveitamentos hdricos remanescentes e o constante crescimento da demanda de energia, a participao da energia nuclear na produo de energia eltrica fundamental na medida em que contribui para a melhoria na qualidade de vida da populao e para o desenvolvimento econmico do pas. O Brasil possui a 6 maior reserva mundial de urnio, assegurando uma excelente reserva e a garantia do suprimento de combustvel. um dos maiores mercados de energia eltrica do mundo. No Brasil, a aplicaes das radiaes nucleares na indstria, agricultura e meio ambiente inserem-se em vrios segmentos e apresentam significativo impacto econmico e social. A energia nuclear indica muitas possibilidades para o futuro como, por exemplo, o uso desta tecnologia no suprimento do calor de processo, da mesma forma que nas alternativas comerciais de propulso naval. A produo conjunta de gua doce por dessalinizao da gua do mar e energia eltrica reduz o custo de gerao da eletricidade, interessante comercialmente e tem sido considerada como uma das vias para reduzir a escasse futura de gua doce, quando for possvel garantir um fator de capacidade compatvel com os requisitos dessa produo conjunta.

1.1 Histrico da Energia Nuclear no Brasil

A procura da tecnologia nuclear no Brasil comeou na dcada de 50, com o pioneiro nesta rea, Almirante lvaro Alberto, que entre outros feitos criou o Conselho Nacional de Pesquisa, em 1951, e que importou duas ultra-centrifugadoras da Alemanha para o enriquecimento do urnio, em 1953. Era de se imaginar que o desenvolvimento transcorreria numa velocidade maior, porm ainda so obscuras as reais causas que impediram este deslanche, e o pas no passou da instalao de alguns centros de pesquisas na rea nuclear.

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A deciso da implementao de uma usina termonuclear no Brasil aconteceu de fato em 1969, quando foi delegado a Furnas Centrais Eltricas SA a incumbncia de construir nossa primeira usina nuclear. muito fcil concluir que em nenhum momento se pensou numa fonte para substituir a energia hidrulica, da mesma maneira que tambm aps alguns anos, ficou bem claro que os objetivos no eram simplesmente o domnio de uma nova tecnologia. Estvamos vivendo dentro de um regime de governo militar e o acesso ao conhecimento tecnolgico no campo nuclear permitiria desenvolver no s submarinos nucleares mas armas atmicas. O Programa Nuclear Paralelo, somente divulgado alguns anos mais tarde, deixou bem claro as intenes do pas em dominar o ciclo do combustvel nuclear, tecnologia esta somente do conhecimento de poucos pases no mundo. Em junho de 1974, as obras civis da Usina Nuclear de Angra 1 estavam em pleno andamento quando o Governo Federal decidiu ampliar o projeto, autorizando Furnas a construir a segunda usina. Mais tarde, no dia 27 de junho de 1975, com a justificativa de que o Brasil j apontava escassez de energia eltrica para meados dos anos 90 e incio do sculo 21, uma vez que o potencial hidroeltrico j se apresentava quase que totalmente instalado, foi assinado na cidade alem de Bonn o Acordo de Cooperao Nuclear, pelo qual o Brasil compraria oito usinas nucleares e obteria toda a tecnologia necessria ao seu desenvolvimento nesse setor. Desta maneira o Brasil dava um passo definitivo para o ingresso no clube de potncias atmicas e estava assim decidido o futuro energtico do Brasil, dando incio "Era Nuclear Brasileira". Angra 1 encontra-se em operao desde 1982 e fornece ao sistema eltrico brasileiro uma potncia de 657 MW. Angra 2, aps longos perodos de paralizao nas obras, inicia sua gerao entregando ao sistema eltrico mais 1300 MW, o dobro de Angra 1. A Central Nuclear de Angra, agora com duas unidades, est pronta para receber sua terceira unidade. Em funo do acordo firmado com a Alemanha, boa parte dos equipamentos desta usina j esto comprados e estocados no canteiro da Central, com as unidades 1 e 2 existentes, praticamente toda a infraestrutura

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necessria para montar Angra 3 j existe, tais como pessoal treinado e qualificado para as reas de engenharia, construo e operao, bem como toda a infraestrutura de canteiro e sistemas auxiliares externos. Desta maneira, a construo de Angra 3 somente uma questo de tempo.

1.2 Matria Prima e Contribuio na Matriz Energtica

O Brasil possui a sexta maior reserva geolgica de urnio do mundo, concentrando 6 por cento de todo o minrio existente na Terra. O urnio matriaprima do combustvel utilizado nas usinas nucleares. O pas produz, desde 2006, urnio enriquecido em escala industrial, etapa mais importante do ciclo do combustvel nuclear, pelo processo da centrifugao. Esta tecnologia tambm pode ser utilizada na fabricao de armas atmicas. Angra 1 e Angra 2 somadas representaram 3 por cento da produo de energia eltrica brasileira em 2006, segundo estudo da Empresa de Pesquisa Energtica. As hidreltricas contriburam com 75,9 por cento da oferta, com trmicas, biomassa e elica respondendo pelo restante. No dia 20 de fevereiro de 2006, as usinas de Angra 1 e Angra 2 acumularam a produo de 100 milhes de megawatts/hora (MWh) num perodo de 21 anos, valor equivalente energia gerada por Itaipu em um ano.

ANGRA 1 A usina tem potncia de 657 MW e gerou aproximadamente 3,4 milhes de MWh em 2006. Os testes operacionais foram iniciados em 1981, um ano antes da usina ser autorizada a funcionar com 30 por cento de sua capacidade. Angra 1 entrou em operao comercial em 1984. Angra 1 interrompeu as atividades no dia 2 de junho para reabastecimento de combustvel e manuteno. A usina deve reiniciar as operaes no dia 7 de julho.

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ANGRA 2 A usina tem potncia de 1.350 MW e gerou aproximadamente 10,4 milhes de MWh em 2006. Angra 2 comeou a fase de testes em junho de 2000 e entrou em operao comercial em 2001. A construo das instalaes da usina custou 5,057 bilhes de reais.

ANGRA 3 A usina possuir potncia nominal de 1.350 MW. As obras de Angra 3 foram iniciadas em 1984, pela construtora Andrade Gutierrez. Em abril de 1986, as obras foram paralisadas, porm o contrato continua em vigor. A Eletronuclear, empresa que administra o complexo de usinas em Angra, estima que a concluso da usina deve custar 7,2 bilhes de reais, com 70 por cento deste valor voltado aquisies de produtos encontrados no mercado interno. De acordo com a companhia, desde a interrupo das obras, h uma equipe responsvel pela manuteno das instalaes e do canteiro remanescentes. Em 2007, a Eletronuclear pagar 5,9 milhes de reais construtora por este servio. A maior parte dos equipamentos da usina j foi adquirido e custou por volta de 600 milhes de euros (valor de 1999). (Por Gustavo Nicoletta).

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1.3 Impacto Ambiental da Energia Nuclear

Desde que foi descoberta a radioatividade, que os cientistas de todo o mundo se debruam cada vez mais em formas de evitar acidentes e prejuzos para a sade, o que ocorre com frequncia nas fases iniciais de investigaes. de conhecimento e conscincia geral o perigo que podem causar exposies a radiaes radioativas, mas de conhecimento de poucos que esta exposio natural, que faz parte do nosso quotidiano, e que possumos defesas naturais no nosso sistema imunitrio, mas que tambm tem limites.

1.4 Efeitos das Radiaes

Nos seres vivos os efeitos causados pela exposio a radioatividade manifestam-se a dois nveis:

Nvel somtico, cuja expresso mxima a morte. Nvel gentico, que responsvel pelo aumento de mutaes, podendo assim originar aberraes genticas nas geraes posteriores.

Estes efeitos dependem da natureza da radiao, do seu tempo de vida, da intensidade e dos rgos onde esta acumulada, e tal como varia os efeitos, tambm varia a sua capacidade de penetrao nos tecidos. Os nutrons e os raios gama so os que mais facilmente alcanam o interior do organismo, e so estes que so libertados em exploses nucleares ou em acidente nos reatores. Existe partculas que s se tornam prejudiciais se entrarem diretamente no organismo, normalmente por via da alimentao ou pelo ar que respiramos. Quando uma radiao incide num tecido biolgico, altera as caractersticas qumicas das molculas destes, que ou matam a clula ou originam divises nesta no

controlveis. No primeiro caso o organismo elimina e substitui as clulas mortas, mas no segundo caso na maioria dos casos acabam por se gerar tumores malignos. Devido a estas reaes que e to perigoso e temido os acidentes nucleares.

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O p radioativo que por vezes e extremamente fino pode com facilidade introduzir-se no organismo e a ficar acumulado.

1.5 Proteo Contra Radiaes

A tabela que se segue foi feita atravs de estudos e investigaes feitos em animais, e nas vitimas sobreviventes de Hiroxima e Nagasaki, e em pessoas expostas a radiaes nucleares. O objetivo perceber a relao entre as doses de radiao recebidas (exposio distribuda uniformemente em todo o organismo) e os efeitos das mesmas no organismo humano.

Radioatividade At 250 msv

Efeitos no organismo Humano Leses cutneas de recuperao total possvel Doena da radiao: anemia por leses da mdula ssea; Alteraes nos glbulos brancos, aumentando o risco de

250 a 1000 msv

infeces; Hemorragias por perda da capacidade de coagulao Leses na mucosa do estmago e dos intestinos, com vmitos, diarria, debilidade e lceras; Dose semi-letal: doena grave por radiao, mortal em 50

1 a 4 sv

%

dos casos,

por destruio

da medula,

leses

enceflicas e cardiovasculares, e hemorragias internas espontneas.

5 a 30 sv

Dose letal: danos graves no sistema nervoso, morte certa no prazo de 3 dias.

Tabela Relao entre as doses de radiao e o seu efeito no organismo humano

1.6 Vantagens e Desvantagens da Produo de Energia Nuclear

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A energia nuclear uma energia no renovvel, que como todas as outras tem as suas vantagens e desvantagens. Comeando pelas vantagens consideremos que a energia nuclear: um combustvel mais barato que muitos outros como, por exemplo, o petrleo, o consumo e a procura ao petrleo fizeram com que o seu preo disparasse, fazendo assim, com que o urnio se tornasse um recurso, comparativamente com o petrleo, um recurso de baixo custo. uma fonte mais concentrada na gerao de energia, um pequeno pedao de urnio pode abastecer uma cidade inteira, fazendo assim com que no sejam necessrios grandes investimentos no recurso.

No causa nenhum efeito estufa ou chuvas cidas; fcil de transportar como novo combustvel; Tem uma base cientfica extensiva para todo o ciclo. uma fonte de energia segura, visto que at a data s existiram dois acidentes mortais.

Permite reduzir o dficit comercial. Permite aumentar a competitividade.

Apesar das suas vantagens esta energia tambm tem as suas desvantagens tais como:

Ser uma energia no renovvel, como referido anteriormente, torna-se uma das desvantagens, visto que o recurso utilizado para produzir este tipo de energia se esgotar futuramente.

A elevada temperatura da gua utilizada no aquecimento causa a poluio trmica, pois esta lanada nos rios e nas ribeiras, destruindo assim ecossistemas e interferindo com o equilbrio destas mesmas.

O risco de acidente, visto que qualquer falha humana, ou tcnica poder causar uma catstrofe sem retorno, mas atualmente j existem sistemas de segurana bastante elevados, de modo a tentar minimizar e evitar que estas falhas existam, quer por parte humana, quer por parte tcnica.

A formao de resduos nucleares perigosos e a emisso causal de radiaes causam a poluio radioativa, os resduos so um dos principais inconvenientes desta energia, visto que atualmente no existem planos para

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estes resduos, quer de baixo ou alto nvel de radioatividade, estes podem ter uma vida at 300 anos aps serem produzidos podendo assim prejudicar as geraes vindouras.

Pode ser utilizada para fins blicos, para a construo de armas nucleares, est foi uma das primeiras utilizaes da energia nuclear, os fins blicos so a grande preocupao nvel mundial, porque projetos nucleares como o do Ir, que ameaam a estabilidade econmica e social.

Ser uma energia cara, visto que

tanto o investimento inicial, como

posteriormente a manuteno das energias nucleares so de elevados custos, at mesmo o recurso minrio, visto que existem pases que no o possuem, ou no em grande abundncia, tendo assim, que comprar ao estrangeiro.

Os seus efeitos, visto que na existncia de um acidentes, as consequncias deste iram fazer-se sentir durante vrios anos, visto que a radioatividade continuar a ser libertada durante vrios anos.

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ENERGIA HIDRELTRICA

No Brasil, devido a sua enorme quantidade de rios, a maior parte da energia eltrica disponvel proveniente de grandes usinas hidreltricas. A energia primria de uma hidreltrica a energia potencial gravitacional da gua contida numa represa elevada. Antes de se tornar energia eltrica, a energia primria deve ser convertida em energia cintica de rotao. O dispositivo que realiza essa transformao a turbina. Ela consiste basicamente em uma roda dotada de ps, que posta em rpida rotao ao receber a massa de gua. O ltimo elemento dessa cadeia de transformaes o gerador, que converte o movimento rotatrio da turbina em energia eltrica.

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2.1 Hidreltricas do Brasil

Normalmente as usinas hidreltricas so construdas em locais distantes dos centros consumidores, esse fato eleva os valores do transporte de energia, que transmitida por fios at as cidades. A eficincia energtica das hidreltricas muito eficaz, em torno de 95%. O investimento inicial e os custos de manuteno so elevados, porm, o custo do combustvel (gua) nulo. Atualmente, as usinas hidreltricas so responsveis por aproximadamente 18% da produo de energia eltrica no mundo. Esses dados s no so maiores pelo fato de poucos pases apresentarem as condies naturais para a instalao de usinas hidreltricas. As naes que possuem grande potencial hidrulico so os Estados Unidos, Canad, Brasil, Rssia e China. No Brasil, mais de 95% da energia eltrica produzida proveniente de usinas hidreltricas. Apesar de ser uma fonte de energia renovvel e no emitir poluentes, a energia hidreltrica no est isenta de impactos ambientais e sociais. Somente cerca de 25% do total do potencial hidreltrico brasileiro (de aproximadamente 261 mil megawatts) corresponde a usinas em operao, o que indica que a participao da energia hidrulica na matriz energtica brasileira dever

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aumentar, sobretudo em razo do aproveitamento do potencial da Amaznia, considerado uma das melhores solues para assegurar o suprimento da demanda de energia eltrica no perodo 2005-2020. O pas possui 403 usinas em operao e 25 em construo, alm de mais de 3.500 unidades registradas no Sistema de Informao do Potencial Hidreltrico Brasileiro (instrumento desenvolvido pela diviso de Recursos Hdricos e Inventrio da Eletrobrs), em fases diversas de avaliao ou planejamento. No rio Paran, situa-se a maior usina do mundo, a Itaipu Binacional, empreendimento conjunto do Brasil e do Paraguai, com potncia instalada de 12.600 megawatts (MW). As bacias brasileiras com maior potencial hidreltrico so a do Paran (59.183MW) e a do Amazonas (105.440MW). Usina Localizao Regio Norte Tucuru Balbina Rio Tocantins Rio Uatum Regio Nordeste Paulo Afonso Sobradinho Moxot Itaparica Xing Rio So Francisco 2.460 Rio So Francisco 1.050 Rio So Francisco 439,2 Rio So Francisco 1.500 Rio So Francisco 3.000 Regio Sudeste So Simo Nova Ponte gua Vermelha Trs Irmos Emborcao Ilha Solteira Rio Paranaba Rio Araguari Rio Grande Rio Tiet Rio Paranaba Rio Paran 1.715 510 1.380 808 1.192 3.230 1.854 425,6 3.980 250 Capacidade (MW)

Porto Primavera Rio Paran Jaguara Rio Grande

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Trs Marias

Rio So Francisco 387,6 Regio Sul

Foz do Areia Capivara Itaipu

Rio Iguau

2.511

Rio Paranapanema 640 Rio Paran 12.600 246,96 625 1.050

Parigot de Souza Rio Capivari Itaba Salto Osrio Rio Jacu Rio Iguau

Regio Centro-Oeste Ilha Solteira Itumbiara JupiFonte: Cemig

Rio Paran Rio Paranaoba Rio Paran

3.230 2.080 1.411,2

Pouco menos de 60% da capacidade hidreltrica instalada no Brasil est na Bacia do Rio Paran. Outras bacias importantes so a do So Francisco e a do Tocantins, com 16% e 12%, respectivamente, da capacidade instalada no Pas. As bacias com menor potncia instalada so as do Atlntico Norte/Nordeste e Amazonas, que somam apenas 1,5% da capacidade instalada no Brasil. Na Bacia do Paran, destacam-se as sub-bacias 60 (Rio Paranaba), 61 (Grande), 64 (Paranapanema) e 65 (Iguau), com ndices que variam de 10,1% a 13,2% da capacidade instalada no Pas. Na Bacia do So Francisco, destaca-se a sub-bacia 49 (rios So Francisco, Moxot e outros), onde esto localizadas as usinas hidreltricas de Xing e Paulo Afonso IV, que somam juntas 5.460 MW de potncia instalada. Na Bacia do Tocantins, destaca-se a sub-bacia 29, onde se localiza a Usina Hidreltrica de Tucuru, cuja capacidade instalada poder ser duplicada num futuro prximo. Os baixos ndices de aproveitamento da Bacia do Amazonas so devidos ao relevo predominante da regio (plancies), sua grande diversidade biolgica e distncia dos principais centros consumidores de energia. J na regio centro-sul do Pas, o desenvolvimento econmico muito mais acelerado e o relevo predominante

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(planaltos) levaram a um maior aproveitamento dos seus potenciais hidrulicos. Mas, o processo de interiorizao do Pas e o prprio esgotamento dos melhores potenciais das regies Sul e Sudeste tm requerido um maior aproveitamento hidrulico em regies mais remotas e economicamente menos desenvolvido. Na primeira metade do sculo XX, a grande maioria dos projetos hidreltricos foi instalada na Regio Sudeste. No perodo de 1945 a 1970, os empreendimentos se espalharam mais em direo ao Sul e ao Nordeste, com destaque para os Estados do Paran e de Minas Gerais. Entre 1970 e meados dos anos 1980, espalharam-se por diversas regies do Pas, graas ao aprimoramento de tecnologias de transmisso de energia eltrica em grandes blocos e distncias. Nesse mesmo perodo, verificou-se tambm uma forte concentrao de projetos na zona de transio entre as regies Sudeste e Centro-Oeste, onde esto duas importantes sub-bacias do Paran (Grande e Paranaba). Mais recentemente, tmse destacado as regies Norte e Centro-Oeste, principalmente o Estado de Mato Grosso. A Figura abaixo, ilustra a evoluo da concentrao dos empreendimentos hidreltricos no Pas. Como se observa, at 1950, as usinas estavam concentradas prximas ao litoral, entre os Estados de So Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Atualmente, h uma disperso mais acentuada, cujo centro de massa est localizado entre os Estados de So Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Gois.

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Entre os pases industrializados, o Brasil um dos mais dependentes da hidroeletricidade, com 96,8% da energia produzida por cerca de 600 barragens. O Brasil o maior produtor de hidroeletricidade da Amrica Latina, seguido pela Argentina com 101 barragens, Venezuela com 72 e Chile com 87. Brasil e Paraguai juntos tem a maior usina hidroeltrica do mundo, com uma capacidade total de 12.600 megawatts. O consumo de energia per capta no Brasil quadruplicou desde 1970, de 491 kilowatt para 2.242 kilowatt atualmente.

2.2 Investimentos Feitos e Populao Beneficiada

O preo de uma hidreltrica pode variar muito, de acordo com a localizao da construo, a capacidade de gerao de energia, o tamanho do vertedouro, a necessidade de terraplenagem entre outras coisas, tendo em vista que uma hidreltrica composta por diversas obras. Alm do investimento feito na etapa de construo, tambm devero ser contabilizados no balancete de final de ano da empresa, os custos com a elaborao e a realizao de planos ambientais que objetivam minimizar os impactos ambientais ocasionados pela hidreltrica e com as compensaes financeiras distribudas aos municpios que esto na rea de influncia do lago projetado. Tais custos poderiam tornar invivel um empreendimento de tal envergadura, afinal se fssemos contabilizar os custos absolutos que ficam para a regio, no tocante a perda de recursos por um longo perodo, para que no se diga para todo o sempre, e a impossibilidade do ser humano se manter, justamente, pela falta desses recursos, os valores a que chegaramos seriam incalculveis. Contudo, os custos sociais e ambientais nunca alcanam uma aritmtica capaz de demonstrar a real perda a que uma comunidade ou um pas chega com a implantao de um projeto como esses. Mesmo com tais projetos funcionando e as compensaes sendo depositadas nas contas das prefeituras h uma dificuldade enorme em torn-los slidos de tal maneira que alcancem o resultado pretendido, mitigando os impactos e tornando os custos para as populaes menos exorbitantes, por que, na verdade, o que se alcana justamente o oposto: os custos se tornando mais pesados, as populaes

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mais pobres e os recursos mais degradados. As compensaes ambientais so um exemplo claro dessas distores. A hidreltrica de Estreito deve gerar R$11,3 milhes por ano de compensaes financeiras que devem ser distribudos entre os municpios da rea de influncia da hidreltrica, o que assanhou o apetite dos seus prefeitos. Para as populaes de Carolina, Filadlfia, Babaulndia, Estreito e Aguiarnpolis fica a certeza de que essas compensaes no cobrem o custo que tero ao perderem as suas praias, onde se divertem e ganham dinheiro, as suas palmeiras, de onde extraem frutas que garantem suas rendas, as suas terras, onde plantam e colhem o que comer, os seus peixes, que garantem a alimentao, e as suas guas, por onde passeiam de barco e onde pescam. Mas indo para exemplos prticos vamos pegar duas usinas que esto em processo de licitao: "O governo prev investir R$ 7 bilhes na usina hidreltrica de Belo Monte, prevista para entrar em operao em 2011, no rio Xingu, no Par. Com capacidade de produo de 11.181 MW, a unidade ser licitada em 2009 e o leilo poder ser feito em duas etapas, sendo que a primeira fase seria de 5.500 MW." "A usina hidreltrica de Santo Antnio, no Rio Madeira, em Rondnia, pode custar at R$ 2,3 bilhes a menos do que o previsto originalmente. Segundo os estudos de viabilidade tcnica e econmica, realizados pelo consrcio entre as empresas Furnas e Odebrecht, apontam um custo de R$ 11,8 bilhes, enquanto anlises da EPE calculam a obra em R$ 9,5 bilhes." Bom, baseado nos trechos acima, conclui-se que o custo de uma hidreltrica algo entre 7 e 12 bilhes de reais. Para base de comparao, a maior hidreltrica 100% nacional a de Tucuru (Itaip binacional) e a sua capacidade de 8.000 MW. Logo, a Hidreltrica de Monte Verde ter uma grande capacidade com seus 11.000 MW previstos. Quanto as hidreltricas no Nordeste, j existem algumas na Bahia, a Hidroeltrica Luiz Gonzaga (Itaparica) em Pernambuco e a Hidreltrica de Xing, nos estados de Sergipe e Alagoas. Quanto a construir novas hidreltricas na regio, a questo no to simples. necessrio avaliar a capacidade eltrica do mesmo.

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2.3

Risco do Uso e Impacto Ambiental e Social

Segundo a Agncia Nacional de Energia Eltrica (ANEEL), o Brasil est entre os cinco maiores produtores de energia hidreltrica no mundo, possuindo atualmente 158 usinas hidreltricas de grande porte, que produzem um total de 74.438.695 kW. Esse tipo de gerao de energia produz diversos impactos ambientais, o que faz com que seja motivo de polmica atualmente com o avano das discusses sobre desenvolvimento sustentvel. Os estudiosos procuram descobrir a dimenso deste impacto a fim de encontrar formas de ameniz-los, uma vez que a energia hidreltrica considerada fonte renovvel. Esses impactos ocorrem principalmente durante a construo dessas usinas, quando afetam a fauna e a flora local. O represamento da gua contribui para esta destruio, fazendo com que diversas espcies fiquem submersas e morram, aqueles animais que conseguem fugir acabam saindo de seu habitat natural precisando se adaptar em novos lugares. Em relao s espcies aquticas, o

represamento faz com que umas acabem por se proliferar em relaes a outras e, para aquelas espcies que fazem a piracema, so utilizadas escadas nas barragens para que esses peixes possam circular. O represamento tambm gera um excesso de nutrientes culminando na eutrofizao das guas e aumentando a proliferao de microorganismos que, alm de poluir, causam conseqncias negativas aos homens. Alm disso, a morte da floresta eleva a temperatura ambiente mudando o ciclo de chuvas. Outra polmica em relao construo das usinas hidreltricas a contribuio para o efeito estufa. Durante suas construes e seu funcionamento, as usinas hidreltricas emitem gs carbnico (CO2) e metano (CH4), dois dos principais causadores do aumento prejudicial do efeito estufa, porm ainda no se sabe se o impacto causado to grande quanto o de usinas termoeltricas, consideradas uma das maiores responsveis pelo aquecimento global. O modelo utilizado atualmente para a construo de hidreltricas coloca em primeiro lugar os interesses econmicos (privados) em relao aos bens coletivos (meio ambiente), consubstanciando-se em uma viso antropocntrica de mundo, gerador de fortes impactos socioambientais.

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O aumento da construo de usinas, principalmente as hidreltricas no Brasil, deve-se ao fato da energia ser um fator essencial para o desenvolvimento scioeconmico de uma nao. Porm, os impactos scio-ambientais causados por essas normalmente no so visveis para a sociedade. O impacto socioambiental causado pelo aumento da explorao do meio vem crescendo dia aps dia, alguns autores acreditam que seja resultado do aumento da necessidade de energia trazido pelo progresso tecnolgico. Como exemplo podemos citar as reas degradadas para a explorao de recursos naturais em busca da gerao de energia. Essa busca pelo aumento da explorao energtica para a expanso do progresso do pas causa de grandes discusses na sociedade contempornea principalmente no que tange os impactos socioambientais. Vejamos os impactos diretos no meio social, econmico e ambiental:

Desalojamento populaes ribeirinhas rurais e urbanas Interfere em bens de valor afetivo, cultural e religioso Inunda stios arqueolgicos Desaloja populaes nativas Aldeias indgenas Inundao das terras agrcolas torna as pequenas propriedades enviveis economicamente

Cria dificuldades de circulao e comunicao entre cidades vizinhas Desestrutura as famlias de origem rural que, as vezes, so transferidas para aeras muito distantes

Condiciona a concentrao fundiria onde predominam as pequenas e mdias propriedades rurais

Cria um falso pico de desenvolvimento local que tende esgotar-se com o termino da construo e entrada em operao

Destruio de extensas reas de vegetao natural, matas ciliares, o desmoronamento das margens, o assoreamento do leito dos rios, prejuzos fauna e flora locais, alteraes no regime hidrulico dos rios, possibilidades da transmisso de doenas, como esquistossomose e malria, extino de algumas espcies de peixes.

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Podemos perceber ento que, apesar de a construo de usinas hidreltricas e este tipo de energia ainda serem amplamente utilizados, a tendncia que haja cada vez mais estudos dos impactos scioambientais a fim de minimizar a destruio do meio ambiente. Entretanto, existem diferentes tipos de usinas hidreltricas, adequadas para determinadas situaes. Algumas usinas no necessitam de reservatrio, o que pode reduzir impactos ambientais, baixando os custos e complexidade de instalao. Com isso, para a instalao de uma hidreltrica necessrio realizar estudos sobre a rea e sobre a aplicao, fazendo as projees necessrias para que sejam tomadas as medidas possveis a fim de minimizar os impactos ambientais e possibilitar a preservao das espcies locais.

2.4 Perspectivas de Novos Investimentos

A demanda de energia eltrica no Brasil dever crescer 5,1% ao ano at 2019. Para atender a essa expanso, ser necessrio acrescentar 6,3 mil MW de nova capacidade, ou 3,3 mil MW de energia firme, por ano, ao sistema eltrico nacional. No Plano Decenal, anunciado na primeira semana de maio, a Empresa de Pesquisas Energticas (EPE) estima que sejam necessrios R$ 175 bilhes de investimentos em gerao e outros R$ 39 bilhes em transmisso entre 2010 e 2019. A EPE estima que sejam instalados 35.245 MW nos prximos dez anos. Desse total, dois teros correspondem a projetos que j foram leiloados e esto em construo, como as usinas hidreltricas do rio Madeira - Jirau e Santo Antonio -, enquanto outros esto em vias de terem as obras iniciadas, como a hidreltrica de Belo Monte, licitada em abril. "A situao de suprimento bastante tranquila, j que at 2014, com as obras j contratadas, o Brasil apresenta um excedente de 5,8 mil MW mdios de energia", diz o presidente da EPE, Mauricio Tolmasquim. Estudo do BNDES aponta que, entre 2010 e 2013, sero aplicados R$ 92 bilhes no setor de energia, com destaque para as obras das trs usinas hidreltricas a serem instaladas na regio Norte. No rio Xingu, no Par, a usina de

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Belo Monte ser a terceira maior hidreltrica em operao no mundo. A energia assegurada pela usina ter a capacidade de abastecimento de uma regio de 26 milhes de habitantes, com perfil de consumo elevado como a Regio Metropolitana de So Paulo. Belo Monte ter capacidade de gerar o equivalente a 10% do consumo energtico brasileiro. Com investimentos previstos de R$ 19 bilhes e gerao firme de 4,4 mil MW mdios (quase 30% acima da necessidade anual de acrscimo da oferta anual de energia eltrica no pas), o empreendimento deve entrar em operao em 2015. Para Jirau e Santo Antnio, a capacidade soma mais de 6 mil MW, com investimentos de R$ 23 bilhes e gerao gradual de energia a partir de 2012. A construo das trs usinas na regio Norte tambm tem uma importncia para o setor. Cerca de 70% do potencial hidreltrico do Brasil est concentrado ali. Bem sucedidos do ponto de vista social e ambiental, os empreendimentos podem mostrar que possvel conciliar a construo de novas usinas com a preservao ambiental, condio essencial para avanar com essas usinas na matriz brasileira. O que no uma tarefa fcil. Segundo estudo da Associao Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia (Abrace), na regio do bioma Amaznia, 16% so de rea desmatada, 29% so unidades de conservao, 27% esto nas mos de tribos indgenas e 22% so reas protegidas. A prioridade do governo federal estimular novas usinas hidreltricas. Nos prximos dez anos, estima-se que 39 aproveitamentos hidreltricos com capacidade somada superior a 20 mil MW possam ser construdos. Dois desses maiores projetos so o da usina de Teles Pires, com 1,8 mil MW de capacidade, e o de So Lus dos Tapajs, com 6 mil MW, que podem ser licitados at 2011, para entrar em operao entre 2015 e 2016. Com o lanamento do Programa de Acelerao do Crescimento (PAC), o governo passou a insistir na urgncia de possibilitar a oferta de 12,3 mil megawatts adicionais eletricidade gerada atualmente atravs de novas grandes obras, como as hidreltricas do rio Madeira (RO) e Belo Monte (PA).

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O consumo no Brasil de eletricidade per capita, de 2,3 mil kWh, ainda sete vezes menor que o dos Estados Unidos e com potencial para crescer nos prximos anos.

Usina Hidreltrica de Itaipu

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TERMOELTRICA

Aps a segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento industrial demandou um elevado consumo de eletricidade. No incio da dcada de 50, a falta de chuvas no Brasil provocou um racionamento do uso de energia eltrica, motivando investimentos na termoeletricidade. A Palavra vem do grego therme e significa calor. As Usinas Termoeltricas mais conhecidas como Usinas Trmicas, chamamse Termoeltricas porque so constitudas de 2 partes, uma trmica onde se produz muito vapor a altssima presso e outra eltrica onde se produz a eletricidade. uma instalao industrial destinada a converter a energia de um combustvel em energia eltrica, os geradores so acionados por energia trmica, produzida por vapor que serve para gerar energia atravs da queima de combustveis fsseis, que so aqueles materiais combustveis resultado de um processo muito lento de

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decomposio de restos de plantas e de animais. O nome fssil surge pelo tempo que demora sua formao, vrios milhes de anos. Estes recursos que agora se utilizam foram formados h aproximadamente cerca de 65 milhes de anos. Essas usinas so as preferidas no mundo todo, pela sua versatilidade. So de construo simples e rpida, podem ser instaladas junto aos centros de consumo e dispensam Linhas de Transmisso de longo percurso. Segundo dados da ANEEL em novembro de 2008 existiam 1.042 usinas termoeltricas em operao no Brasil, com uma capacidade de 22.585.522kW o que corresponde a 24,22% das usinas de energia existentes no pas.

3.1 Funcionamento da Usina Termoeltrica

As usinas termoeltricas funcionam da seguinte maneira: o combustvel armazenado em tanques enviado para a usina, para ser queimado na caldeira, que gera vapor a partir da gua que circula por tubos em suas paredes. O vapor que movimenta as ps de uma turbina, ligada diretamente a um gerador de energia eltrica. Essa energia transportada por linhas de alta tenso aos centros de consumo. O vapor resfriado em um condensador, a partir de um circuito de gua de refrigerao. Essa gua pode provir de um rio, lago ou mar, dependendo da localizao da usina, e no entra em contato direto com o vapor que ser convertido outra vez em gua, que volta aos tubos da caldeira, dando incio a um novo ciclo.

Fonte: www.ebanataw.com.br

Os combustveis fsseis que podem movimentar as termoeltricas so:

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Petrleo: Encontra-se impregnado em rochas porosas, em conjunto com o gs natural e gua, sendo estes locais designados jazidas de petrleo. Apesar de conhecido h muitos sculos, s recentemente seu uso como combustvel consolidou-se, sendo que na dcada de 60 tornouse o principal elemento combustvel da indstria como um todo. As termeltricas tambm podem operar a partir da queima de derivados de petrleo formado por uma mistura complexa de hidrocarbonetos. Carvo mineral: Consiste em uma substncia de aparncia preta e rgida, semelhante a uma pedra. Entre os elementos de sua composio esto o carbono, hidrognio e oxignio e diversas quantidades de enxofre. Por meio da explorao mineira so extradas as principais variedades de carvo mineral, como lenhito, antracito e hulha. outro combustvel muito usado em termeltricas tambm se formou h milhes de anos a partir de plantas e animais. Gs natural: Mais leve que o ar, condio vantajosa em questes de aplicao de segurana, constitudo em sua maioria por metano. Gs altamente inflamvel disponvel em reservatrios subterrneos. Sua queima menos poluente que a do petrleo ou a do carvo, sendo que seu aproveitamento depende de bombeamento e consequente transporte. As reservas de gs natural formaram-se h milhes de anos a partir da sedimentao do plncton. Sua combusto libera xido de nitrognio e tambm dixido de carbono, embora este ltimo em quantidades menores que o petrleo e o carvo. Biomassa: A biomassa matria de origem orgnica que pode ser usada como combustvel em usinas termeltricas, com a vantagem de ser uma fonte renovvel. Um exemplo de biomassa a lenha. Podemos dizer que a lenha renovvel somente quando o ritmo de extrao est em equilbrio com o de reflorestamento. Caso contrrio, ela perde seu carter de renovabilidade, colocando em risco a sobrevivncia das florestas. A produo de biomassa pode ocorrer pelo aproveitamento de lixo residencial e comercial, ou de resduos de processos industriais, como

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serragem, bagao de cana e cascas de rvores ou de arroz. A biomassa representa um grande potencial energtico para o Brasil, que tradicionalmente um grande produtor de cana-de-acar, uma matriaprima que pode ser integralmente aproveitada.

3.2 Localizao e Instalao de Termoeltricas

H inmeras variveis espaciais envolvidas no problema de localizao de uma Usina Termoeltrica, tais como: transporte de combustveis para a operao das usinas atravs de ferrovias, rodovias ou gasoduto; proximidade das linhas de transmisso para o escoamento da energia eltrica gerada; e localizao de reas de preservao natural, entre outras. Todas estas compem um rol de variveis que necessitam de uma representao geogrfica a mais prxima possvel da realidade, de forma a assegurar a consistncia de dados em sistemas de apoio deciso.

Para a localizao de uma Usina Termoeltrica, os critrios analisados podem ser conflitantes, j que uma usina economicamente vivel no garantia de ser ambientalmente aconselhvel. Tendo isto em mente, na figura abaixo esto dispostos alguns critrios que podem ser analisados para definio da instalao desse tipo de usina.

Fonte: http://www.scielo.br

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A escolha da tecnologia a ser implantada uma das caractersticas mais relevantes do processo de localizao. Definido o tipo de tecnologia a ser utilizado, selecionado o combustvel para a gerao de energia eltrica, alm do tipo de transporte at o local. Os atributos relacionados a este critrio so: custo de instalao do equipamento, capacidade de produo de energia eltrica, vida til dos equipamentos, quantidade de gua necessria para resfriamento das turbinas, emisso de substncias poluentes, etc. Alguns destes atributos sero considerados diretamente no custo do investimento do projeto e outros incidiro sobre critrios ambientais, como a poluio e disponibilidade de gua do local. O Rio Grande do Sul e Santa Catarina possuem usinas termeltricas devido a disponibilidade de carvo mineral, tornando bsicos os gastos com transportes. H usinas termeltricas tambm, em So Paulo, por apresentar duas vantagens: o custo de instalao de uma usina termeltrica bem menor do que de uma hidreltrica, e a localizao de uma usina hidreltrica determinada pela topografia do terreno, enquanto uma termeltrica pode ser instalada em locais mais convenientes. Atualmente, no estado de So Paulo, muitas usinas de acar e lcool esto usando a queima de bagao da cana-de-acar como fonte primaria para a produo de energia e tornaram-se auto-suficientes.

3.3 Investimentos Realizados e Populao Favorecida

O custo mdio do MWh da usina termoeltrica est em torno de US$ 35, enquanto que o MWh da hidreltrica fica entre US$ 17 a US$ 20. Nos pases de primeiro mundo, cerca de 70% da energia eltrica produzida em usinas termoeltricas. O custo de produo do quilowatt maior (o dobro, em mdia) que o de uma usina hidreltrica, porm bem menor que o de uma usina nuclear.

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Dos investimentos realizados nos ltimos anos crescente o nmero feito em combustveis renovveis, o exemplo disso que em novembro de 2008, dos 19 empreendimentos termeltricos em construo relacionados pela Aneel, cinco so movidos a biomassa e, destes, um a bagao de cana-de-acar. Mas, para as 163 unidades j outorgadas, com construo ainda no iniciada, 55 sero movidas a biomassa, sendo que quase metade (30) a cana-de-acar. As demais sero abastecidas por madeira, carvo vegetal, licor negro, casca de arroz e biogs. Quanto mais denso o combustvel utilizado, maior o potencial de emisses. Por isso, derivados de petrleo como os leos combustvel, diesel e ultraviscoso so rejeitados por ambientalistas como fontes de gerao de energia eltrica. No entanto, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento realizados nos ltimos anos e a instalao de equipamentos auxiliares tornaram possvel aumentar o nvel de eficincia da combusto e reduzir o volume de gases poluentes emitidos. A participao do petrleo na produo mundial de energia eltrica pouco expressiva e tem recuado nos ltimos anos, em decorrncia dos investimentos realizados na utilizao de outras fontes menos agressivas ao meio ambiente e com preos menores e mais estveis. A regio Sul a que possui maior participao na produo de energia eltrica de fonte trmica, pois favorecida pelas maiores reservas e produo de carvo mineral do pas. Entretanto, existem usinas termeltricas em todas as demais regies, gerando cerca de 93% da energia eltrica total consumida no pas. Dentre as principais usinas termeltricas brasileiras, podemos citar: Regio Sul: Pres. Mdici em Bag, Charqueadas em So Jernimo no Rio Grande do Sul, Jorge Lacerda em Tubaro Santa Catarina. Essas usinas utilizam o carvo mineral como combustvel. Regio Norte: Possui um grande nmero de usinas termeltricas de pequeno porte, que utilizam principalmente o leo diesel como combustvel. As usinas de Tapana em Belm e a de Manaus no Amazonas so as de maior potencial energtico da regio. Regio Sudeste: Destacam-se nessa regio as usinas termeltricas de Piratininga em So Paulo, e a de Santa Cruz no Rio de Janeiro.

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3.4

Impactos Ambientais e Sociais

Os impactos ambientais causados por uma termoeltrica so principalmente a emisso de gases na atmosfera. Os rejeitos de uma termoeltrica podem ser classificados basicamente em gasosos, lquidos e slidos. Os efluentes gasosos so aqueles que apresentam maior potencial poluidor, em se considerando apenas as questes atmosfricas. A gerao de energia eltrica pelas centrais termoeltricas a segunda maior produtora dos gases efeito estufa (dixido de carbono - CO2, principalmente) e, portanto, de grande influncia no aquecimento global, perdendo apenas para o setor de transporte. medida que a concentrao desses gases aumenta a temperatura superficial mdia da Terra tambm deve aumentar para manter o balano de energia entre a radiao que chega e a que sai da Terra. Projees cientficas prevem que se dobrando a quantidade de CO2 na atmosfera em relao aos nveis atuais, resultaria em um aumento de 3 a 5 C na temperatura mdia da superfcie da Terra. Este aumento de temperatura pode causar o aumento do nvel do mar, provocando alteraes drsticas dos climas regionais e dos padres de precipitao de chuvas. Mas, alm do problema da elevao da temperatura ambiente, a queima de combustveis fsseis libera certos xidos, como o NOx e o SO2, que por sua vez se transformam na atmosfera em poluentes secundrios como o cido ntrico e o cido sulfrico, ambos facilmente dissolvveis em gua. Os cidos tambm podem se transformar em sais de enxofre e de nitrognio e estes cidos, ento, podem se precipitar atravs da chuva (conhecida como chuva cida), neblina ou neve. Os danos dessa chuva podem ser causados em florestas, plantaes, lagos, peixes, prdios, gua de abastecimento, carros, pessoas, etc, e, com o aumento da acidez da terra, os recursos de alimentao e produo diminuem. Nas Filipinas, a poluio - basicamente CO2 - causada por uma usina termoeltrica, provocou srios problemas respiratrios na populao residente nas vizinhanas bem como a reduo da produo e qualidade dos produtos agrcolas, dos empregos e da renda. Os pases desenvolvidos so os maiores responsveis por isso devido a sua grande dependncia da gerao termoeltrica. Atualmente est em vigor o Protocolo de Kyoto, que visa estabelecer metas de reduo de emisso de gases efeito estufa,

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permitindo entre outras aes a negociao de cotas de emisso, atravs de bnus associados a projetos redutores da produo destes gases ou seqestradores de CO2. Para cada GWh produzido com gs natural, so emitidas em torno de 500 toneladas de CO2 para a atmosfera. E para que essas 500 toneladas sejam lanadas ao ar do Brasil, basta apenas duas horas de operao de cada uma dessas usinas que querem desnecessariamente espalhar pelo Pas. Os gases poluentes emitidos agora para a atmosfera demoraro 150 anos para se dissipar. Alm de todo esse dano, a termoeltrica ainda tem capacidade de causar outros enormes prejuzos ao ambiente. Uma termoeltrica necessita de enormes volumes de gua para a refrigerao de seus equipamentos e por causa disso ela sempre instalada perto de grandes mananciais, como rios e lagos. A termoeltrica pega a gua fria do rio e a devolve muito quente ao caudal, cuja gua ento aquecida capaz de destruir a sua fauna e flora. No mais, no com a instalao de usinas poluentes, danosas e caras que iremos aumentar nossa eficincia energtica e nossa competitividade, ao contrrio, continuaremos obsoletos e nos prejudicando ainda mais. Outra desvantagem que este tipo de usina usa combustvel fssil, isto , petrleo, carvo mineral e xisto, fontes que esto se esgotando rapidamente. A cana de acar uma alternativa que contribui para reduzir o consumo de combustveis fsseis. Mais limpo que a gasolina e o diesel, principalmente quanto emisso de monxido de carbono e hidrocarbonetos.

3.5 Perspectivas de Novos Investimentos em Termoeltricas

O Plano Decenal de Expanso de Energia (PDE) 2010/2019 vai buscar a continuidade da implantao de fontes de energias renovveis no Brasil. O documento traz as metas de expanso da demanda e da oferta de recursos energticos para os prximos 10 anos.

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Segundo Maurcio Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energtica (EPE), a inteno do governo realizar entre os anos de 2014 e 2019 apenas leiles de energias renovveis, ou seja, hidreltricas, elicas, solar e termeltricas movidas a biomassa. Achamos que possvel fazer isso sem encarecer o preo para o consumidor, porque as hidreltricas esto saindo a um preo bastante atrativo e a energia elica, que era algo muito caro, j est em um patamar mais competitivo, avalia. Para o presidente, se os empreendimentos de gerao de energia renovvel sofrerem atrasos por falta de licenciamentos ambientais ser preciso recorrer gerao de trmicas, para que no falte energia no Pas. De acordo com Tolmasquim possvel garantir a segurana energtica do Brasil apenas com energias renovveis. Enquanto no Brasil cerca de 48% da matriz energtica composta de fontes renovveis, a mdia mundial de menos de 13% e em pases desenvolvidos menos de 7%, compara o presidente da EPE. Segundo o PDE, os investimentos no setor energtico brasileiro sero de R$ 951 bilhes at 2019, com projetos nas reas de energia eltrica, petrleo, gs natural e biocombustveis. O governo prev que, at 2012, 86 unidades sejam construdas, com investimentos de US$ 17 bilhes. Existe, tambm, a possibilidade de outros 211 projetos, anunciados em 2006, serem consumados, o que elevaria o valor total do investimento previsto para US$ 35 bilhes.

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ENERGIA ELICA

A energia elica a energia que provm do vento. O termo elico vem do latim a eolicus, pertencente ou relativo a olo, deus dos ventos na mitologia grega e, portanto, pertencente ou relativo ao vento. A energia elica a energia cintica dos deslocamentos de massas de ar, gerados pelas diferenas de temperatura na superfcie do planeta. Resultado da associao da radiao solar incidente no planeta com o movimento de rotao da terra, fenmenos naturais que se repetem. Por isso considerada energia renovvel.

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Na atualidade utiliza-se a energia elica para mover aerogeradores - grandes turbinas colocadas em lugares de muito vento. Essas turbinas tm a forma de um catavento ou um moinho. Esse movimento, atravs de um gerador, produz energia eltrica. Precisam agrupar-se em parques elicos, concentraes de aerogeradores, necessrios para que a produo de energia se torne rentvel, mas podem ser usados isoladamente, para alimentar localidades remotas e distantes da rede de transmisso. possvel ainda a utilizao de aerogeradores de baixa tenso quando se trata de requisitos limitados de energia eltrica. A transformao da fora do vento em energia uma tendncia mundial. A energia elica contribui para a preservao do meio ambiente, no requer gua nem gera gases que provocam o efeito estufa.

Um aerogerador um dispositivo que aproveita a energia elica e a converte em energia eltrica

A energia elica pode ser considerada uma das mais promissoras fontes naturais de energia, principalmente, porque renovvel, ou seja, no se esgota, limpa, amplamente distribuda globalmente e, se utilizada para substituir fontes de combustveis fsseis, auxilia na reduo do efeito estufa. Em pases como o Brasil, que possuem uma grande malha hidrogrfica, a energia elica pode se tornar importante no futuro, porque ela no consome gua, que um bem cada vez mais escasso e que tambm vai ficar cada vez mais controlado. Em pases com uma

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malha hidrogrfica pequena, a energia elica passa a ter um papel fundamental j nos dias atuais, como talvez a nica energia limpa e eficaz nesses locais. Alm da questo ambiental, as turbinas elicas possuem a vantagem de poderem ser utilizadas tanto em conexo com redes eltricas como em lugares isolados, no sendo necessrio a implementao de linhas de transmisso para alimentar certas regies (que possuam aerogeradores). O uso de turbinas elicas altamente recomendado para locais com ventos de velocidade mdia superior 7m/s regular ao longo do ano. Cidades litorneas so particularmente favorveis para esta finalidade.

Mapa do Potencial Elico Brasileiro

A Petrobras investiu em trs parques elicos: o primeiro em Macau, no Rio Grande do Norte, com capacidade de produzir 1,8 MW, e dois nos estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, com capacidade entre 3 MW e 4 MW cada. Em janeiro de 2004, a Petrobras inaugurou na unidade de produo de petrleo em Macau/RN, o seu primeiro parque elico com potncia instalada de 1,8

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MW (3 aerogeradores de 600 kW cada). A empresa est desenvolvendo o projeto do seu segundo parque elico, que ficar na regio de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, com capacidade de 4,5 MW. Alm disso, mantm mais de 20 pontos de medio de potencial elico no Brasil e realiza estudos para instalao de outras unidades e parcerias nos projetos do PROINFA (Programa de Incentivos s Fontes Alternativas de Energia Eltrica). A energia elica no Brasil tinha uma capacidade instalada de 602 MW no final de 2009, suficiente para abastecer uma cidade de cerca de 300 mil residncias. Os 36 parques elicos e fazendas elicas do pas, em 2009, estavam localizadas no Nordeste (5 estados), Sul (3 estados) e Sudeste (1 estado). O potencial da energia elica no Brasil mais intenso de junho a dezembro, coincidindo com os meses de menor intensidade de chuvas. Isso coloca o vento como uma potencial fonte suplementar de energia gerada por hidreltricas. Em 2009, 10 projetos esto em construo, com uma capacidade de 256 MW, e em 2010, 45 iniciaram sua construo para gerar 2.139 MW, em vrios estados. A empresa General Electric tem uma indstria no Brasil, na cidade de Campinas, e uma parceria com a Tecsis em Sorocaba, para atender a demanda dos novos projetos. Em 14 de dezembro de 2009, cerca de 1.800 megawatts (MW) foram contratados com 71 usinas de energia elica programados para serem entregues a partir do 1 de julho de 2012. Ao focalizar internamente na gerao de energia elica, o Brasil parte de um movimento internacional para tornar a energia elica uma fonte primria de energia. Na verdade, a energia elica tem tido a maior taxa de expanso de todas as fontes renovveis de energia disponveis, com um crescimento mdio de 27% por ano desde 1990, segundo o Global Wind Energy Council (GWEC).

4.1 Crescimento da Energia Elica Desde a criao do Proinfa, a produo de energia elica no Brasil aumentou de 22 MW em 2003 para 602 MW em 2009, como parte dos 36 projetos privados. Outros 10 projetos esto em construo, com uma capacidade de 256,4 MW, e 45

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outros projetos foram aprovados pela ANEEL, com um potencial estimado de 2,139.7 MW. O desenvolvimento destas fontes de energia elica no Brasil est ajudando o pas a alcanar seus objetivos estratgicos de aumentar a segurana energtica, reduzir as emisses de gases de efeito estufa e criando empregos. O potencial para este tipo de gerao de energia no Brasil poderia chegar a at 145.000 MW, segundo o Relatrio de Potencial de Energia Elica de 2001 do Centro de Pesquisas de Energia Eltrica (Cepel).

4.2 Benefcios da Energia Elica

Ar mais limpo somente uma das razes para aumentar o papel da energia elica na nossa mistura de proviso. Vejamos algumas outras boas razes:

A energia elica preserva recursos hidrulicos A energia elica compatvel com outros usos de terreno e pode servir como auxlio ao desenvolvimento econmico rural.

A energia elica no produz emisses perigosas, ou resduos slidos txicos.

A energia elica completamente renovvel, altamente fivel e muito eficiente.

A energia elica uma das fontes mais econmicas da nova gerao de eletricidade em grande escala.

A energia elica est a tornar-se ainda mais econmica na produo medida que se atingem economias de escala e os preos de eletricidade aumentam.

A energia elica favorvel ao emprego e criao de postos de trabalho. A energia elica apoia o crescimento econmico. A energia elica gera turismo a comunidades locais. A energia elica cria receitas alternativas a agricultores que arrendem a sua terra.

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A energia elica compensa as emisses de outras fontes de energia, assim reduzindo a nossa contribuio para as alteraes climticas globais.

A utilizao de vento para produzir energia suficiente para mais de 200 casas (2.000.000 de quilowatt-hora) de eletricidade em vez queimar carvo deixar 900.000 quilogramas de carvo na terra e reduzir emisses de gs de estufa anuais em 2.000 toneladas. Isto tem o mesmo impacto positivo que tirar 417 carros da estrada ou plantar 10.000 rvores.

Em todo o Brasil, h localidades com quantidade mdia de vento suficiente para garantir o funcionamento do gerador elico e, portanto, o abastecimento energtico.

Considerando-se as reas cujo potencial elico adequado, o nmero de domiclios passveis de serem atendidos por geradores elicos de aproximadamente 1,2 milhes, alm de cerca de 135 mil propriedades rurais (entre grandes e mdias).

4.3

Impactos Ambientais A energia elica uma eficiente fonte de produo de eletricidade tendo ainda

como vantagem os fatos de estar livre de perigos, de ser limpa e de ser abundante. Estas inquestionveis vantagens da energia elica no impedem que se tenham feito estudos, muito aprofundados, sobre todo o tipo de impactos que ela possa constituir. Sendo os mais importantes referidos e analisados em seguida. 4.3.1 Utilizao do terreno Os parques elicos tem a vantagem de permitirem que o terreno ocupado seja utilizado para outros fins, agrcolas por exemplo, no entanto no devemos esquecer que a implantao de obstculos ou o aumentos da rugosidade do

terreno implica uma diminuio da produo do parque.De uma forma geral a instalao de parques elicos no afeta significativamente o habitat natural. A rea ocupada por um parque elico no excessiva quando comparada com outros tipos de aproveitamentos (hdricos por exemplo). A relao entre a rea

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varrida pelas ps e a potncia dos aerogeradores de aproximadamente 3 m2/kW. Como exemplo, podemos observar que um aerogerador de 500 kW ter um comprimento de ps de aproximadamente 21m. Estudos aerodinmicos comprovam que os aerogeradores devem estar distribudos pelo terreno de forma que o funcionamento de cada aerogerador no seja afetado pelas perturbaes aerodinmicas dos aerogeradores vizinhos. Estes fatos implicam que a disposio dos aerogeradores respeite uma distncia mnima entre eles de 5 vezes o comprimentos das ps. Assim, como regra prtica podemos admitir que a rea requerida por um parque elico de 0.08 a 0.13 km2/MW (8-13 MW/km2). 4.3.2 Emisso de rudos

A emisso de rudos nos aerogeradores devida ao funcionamento mecnico e ao efeito aerodinmico. Para aerogeradores com dimetro do rotor superior a 20 m os efeitos aerodinmicos so os que mais contribuem para a emisso de rudos. Os rudos emitidos pelos aerogeradores decresce entre os 50dB junto ao aerogerador e os 35dB a uma distncia de 450m. Os efeito fisiolgicos, sobre o sistema auditivo, e a afetao de diferentes funes orgnicas apenas sentida a partir dos 65dB. No entanto, valores mais altos que 30 dB podem provocar efeitos psquicos sobre o homem sendo o nvel de rudo recomendvel inferior a 40 dB. O rudo de 40 dB corresponde a uma distncia dos aerogeradores de 200 m. Sendo esta a distncia entre aerogeradores e habitaes respeitadas na Europa. 4.3.3 Impacto visual Os modernos aerogeradores, com alturas das torres de 40 m e comprimento das ps de 20 m, constituem obviamente uma alterao visual da paisagem. O impacto visual muito difcil de avaliar.

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No

entanto,

existem

alguns

efeitos

incomodativos

que

podem

ser

contabilizados tais como: o efeito de sombras em movimento e reflexes intermitentes. O primeiro pode ser evitado com uma correta planificao do parque. O efeito das reflexes intermitentes, devidas incidncia do sol sobre as ps em movimento, pode ser evitado utilizando pinturas opacas. Pintar os aerogeradores com as cores da paisagem uma boa soluo para minimizar o impacto visual. Por vezes nas proximidades de instalaes militares sugerida uma pintura de camuflagem para evitar que os aerogeradores constituam pontos de referncia. 4.3.4 Balano Energtico A energia gasta para produzir, instalar e para operao e manuteno de um aerogerador tpico produzida por esse mesmo aerogerador em menos de meio ano. Este fato torna a energia elica numa das energias mais atrativas em termos de planejamento energtico mundial. 4.3.5 Aves Em alguns casos de parques localizados em zonas de migrao de aves, tais como Tarifa no sul de Espanha, tem-se observado um elevado numero de aves mortas pelo movimento de rotao das ps. No entanto, estes incidentes no constituem um caso srio na grande maioria dos parque. A forma de evitar estes incidentes uma correta planificao na localizao dos parques evitando as rotas de migrao.

4.3.6 Interferncias eletromagnticas Os aerogeradores, em alguns casos podem refletir as ondas

eletromagnticas. Isto implica que podem interferir e perturbar sistemas de telecomunicaes. Estas interferncias no so significativas. No entanto, necessrio efetuar estudos mais detalhados quando o parque se situa junto de aeroportos ou de sistemas de retransmisso.

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4.3.7 Segurana Quanto segurana das pessoas, tem-se verificado que os sistemas elicos esto entre os sistemas de produo de energia eltrica mais seguros, tendo sido registrados apenas casos raros de pessoas feridas por pedaos partidos das ps. Diante desse cenrio, as fontes alternativas de energia como elica, solar e biomassa so vistas com bons olhos. Alm de causarem impactos substancialmente menores, ainda evitam a emisso de toneladas de gs carbnico na atmosfera. O debate sobre os impactos causados pela dependncia de combustveis fsseis contribui para o interesse mundial por solues sustentveis por meio da gerao de energia oriunda de fontes limpas e renovveis.

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ENERGIA SOLAR

Assim como ocorre com os ventos, o Brasil privilegiado em termos de radiao solar. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030 reproduz dados do Atlas Solarimtrico do Brasil e registra que essa radiao varia de 8 a 22 MJ (megajoules)1 por metro quadrado (m2) durante o dia, sendo que as menores variaes ocorrem nos meses de maio a julho, variando de 8 a 18 MJ/m 2. Alm disso, complementa o estudo, o Nordeste possui radiao comparvel s melhores regies do mundo nessa varivel, como a cidade de Dongola, no deserto do Sudo, e a regio de Dagget, no Deserto de Mojave, Califrnia.

Variao da radiao solar no BrasilFonte: EPE, 2007

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Apesar deste potencial e de o uso de aquecedores solares estar bastante difundido em cidades do interior e na zona rural, a participao do sol na matriz energtica nacional bastante reduzida, segundo a ANEEL. Tanto que a energia solar no chega a ser citada na relao de fontes que integram o Balano Energtico Nacional, edio de 2008. Tambm no Banco de Informaes de Gerao (BIG), da Aneel, consta apenas uma usina fotovoltaica Araras, no municpio de Nova Mamor, no Estado de Rondnia, com potncia instalada de 20,48 kW. O BIG no registra qualquer outro empreendimento fotovoltaico em construo ou j outorgado. O que existe no pas so pesquisas e implantao de projetos pilotos da tecnologia. Um deles o projeto Sistemas Fotovoltaicos Domiciliares, da Universidade de So Paulo (USP), que instalou 19 sistemas fotovoltaicos na comunidade de So Francisco de Aiuca, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentvel Mamiru, no Amazonas, com produo de 13 kWh (quilowatts-hora) mensais. A expectativa que a expanso do nmero de usinas solares ocorra exatamente na zona rural, como integrante de projetos de universalizao do atendimento focados em comunidades mais pobres e localizadas a grande distncia das redes de distribuio. O Programa Luz para Todos, lanado em 2003 pelo Ministrio de Minas e Energia, instalou diversos sistemas fotovoltaicos no Estado da Bahia. Com o objetivo de levar energia eltrica a uma populao superior a 10 milhes de pessoas que residem no interior do pas, ele contempla o atendimento das demandas do meio rural atravs de trs tipos de iniciativas: extenso da rede das distribuidoras, sistemas de gerao descentralizada com redes isoladas e sistemas de gerao individuais.

5.1 Vantagens e Desvantagens da Energia Solar

As principais vantagens da energia solar so: No polui durante seu uso; A poluio decorrente da fabricao dos equipamentos necessrios para a construo dos painis solares totalmente controlvel utilizando as formas de controlo existentes atualmente;

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As centrais necessitam de manuteno mnima; Os painis solares so a cada dia mais potentes ao mesmo tempo que seu custo vem decaindo. Isso torna cada vez mais a energia solar uma soluo economicamente vivel;

A energia solar excelente em lugares remotos ou de difcil acesso, pois sua instalao em pequena escala no obriga a enormes investimentos em linhas de transmisso.

Em pases tropicais, como o Brasil, a utilizao da energia solar vivel em praticamente todo o territrio, e, em locais longe dos centros de produo energtica sua utilizao ajuda a diminuir a procura energtica nestes e consequentemente a perda de energia que ocorreria na transmisso.

Desvantagens: Existe variao nas quantidades produzidas de acordo com a situao climatrica (chuvas, neve), alm de que durante a noite no existe produo alguma, o que obriga a que existam meios de armazenamento da energia produzida durante o dia em locais onde os painis solares no estejam ligados rede de transmisso de energia. Locais mais distantes da linha do Equador, como as regies Sul e Sudeste, onde est concentrada a maior parte da atividade econmica sofrem quedas bruscas de produo durante os meses de Inverno devido menor disponibilidade diria de energia solar. Locais com frequente cobertura de nuvens (Regio Sul e Sudeste), tendem a ter variaes dirias de produo de acordo com o grau de nebulosidade; As formas de armazenamento da energia solar so pouco eficientes quando comparadas por exemplo aos combustveis fsseis (carvo, petrleo e gs), e a energia hidroeltrica (gua).

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DIFERENAS ENTRE AS USINAS HIDRELTRICAS, TERMELTRICAS E NUCLEARES

Com o desenvolvimento tcnico havido na indstria capitalista, desde as primeiras mquinas a vapor (segunda metade do sculo XVIII) e os primeiros motores a combusto interna (sculo XIX), tornou-se factvel a gerao de eletricidade atravs do acionamento dos dnamos e depois, dos modernos geradores. O miolo de qualquer usina o conversor de energia mecnica em eletricidade, ou seja, um gerador de corrente eltrica. Mas, a energia mecnica que impulsiona esse conversor vem de algum outro conversor: Turbina fria, movida pela gua sob presso da coluna dgua represada; Turbina quente, movida pela expanso de vapor dgua (ciclo de potncia Rankine); Turbina quente, movida pela expanso de gases (ciclo Brayton); Motor quente, a pisto, geralmente ciclo Diesel (pequenos geradores portteis usam motores a gasolina, a GLP e a querosene). Todas as usinas hidreltricas, termeltricas e nucleares tm como finalidade a converso de outras formas de energia em energia eltrica, atravs de um aparelho chamado "gerador", portanto o que vai diferenciar uma da outra a forma com que este gerador movimentado. Uma usina hidreltrica usa a energia mecnica da gua por meio do aproveitamento das quedas dgua nos cursos dos rios, geleiras, fjords, e de alguns lagos de altitude, para fazer girar dispositivos que criam um campo eletromagntico e assim, uma corrente eltrica que distribuda pelos cabos de eletricidade, da a expresso genrica hidroeletricidade. Para construir essas usinas so necessrias obras civis que envolvem tanto a construo quanto o desvio do rio e a formao do reservatrio so to ou mais importantes que os equipamentos instalados. Por isso, ao contrrio do que ocorre com as usinas termeltricas (cujas instalaes so mais simples), para a construo de uma hidreltrica imprescindvel a contratao da chamada indstria da construo pesada.

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Usina Hidreltrica de Marimbondo.Fonte: Banco de imagens de Furnas.

A partir da a gua reservada na represa, cujo montante, ao longo do tempo, uma varivel dependente das chuvas na bacia fluvial e do balano hdrico do reservatrio, o qual apenas parcialmente gerenciado, neste de gerao de energia o fluido de trabalho a vazo d gua de um rio, uma parte dela, que deve ser pressurizada, conduzida [aduo] e piotada at ser engolida pela turbina fria, e depois deve ser devolvida ao leito do rio pela suco e chegando no canal de fuga, existe 03 (trs) tipos hlice, rodad`gua e redemoinho. A gua tambm uma das poucas fontes para produo de energia que no contribui para o aquecimento global o principal problema ambiental da atualidade. E, ainda, renovvel: pelos efeitos da energia solar e da fora da gravidade, de lquido transforma-se em vapor que se condensa em nuvens, que retornam superfcie terrestre sob a forma de chuva. O principal argumento contrrio construo das hidreltricas o impacto socioambiental provocado sobre o modo de vida da populao, alagamento das reas vizinhas pela formao de grandes lagos ou reservatrios, aumento no nvel

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dos rios ou alteraes em seu curso aps o represamento, podendo prejudicar a fauna e a flora locais. As centrais hidreltricas geram, como todo empreendimento energtico, alguns tipos de impactos ambientais.Todavia, ainda um tipo de energia mais barata e menos agressiva ambientalmente do que outras como a energia nuclear, a do petrleo ou a do carvo.Cada caso deve ser analisado individualmente por especialistas em engenharia ambiental e/ou engenharia hidrulica. O funcionamento das hidreltricas nico, no comparvel a nenhuma outra indstria ou servio, pois tudo depende tambm do estoque de gua e da situao da represa. A represa no uma instalao produtiva em si, um ecossistema; tambm no um ecossistema natural, pois foi construdo e, em parte, tem o seu funcionamento gerenciado pela empresa que opera a usina. Portanto,

funcionamento de hidreltrica inclui o funcionamento da represa; mas por sua vez, a represa que apenas em parte, pode ser gerenciada - depende do funcionamento do rio e sua bacia fluvial. O gerenciamento dessa combinao de usina com represa - uma acoplada nas variaes de demanda da rede, e outra acoplada nas variaes de chuvas e de situao fluvial rio acima - evidentemente complicado.

Fonte: Aneel, 2008.

Ilustrao do princpio de funcionamento de uma hidreltrica.

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Nas usinas termoeltricas e nucleares, novamente h uma turbina, mas movida por vapor de gua em expanso. A diferena entre uma usina termoeltrica e uma nuclear, que as termoeltricas usam energia trmica (calor), obtida por meio da expanso dos gases quentes ou do vapor dgua obtidos a partir da queima controlada de combustveis (carvo mineral, gs natural, leo diesel ou biomassa). Uma usina termoeltrica pode ser construda prximo ou junto aos locais de consumo, o que implica grande economia nos custos de implantao das redes de transmisso, as outras no. O gs natural pode ser usado como matria-prima para gerar calor, eletricidade e fora motriz, nas indstrias siderrgicas, qumicas, petroqumicas e de fertilizantes, com a vantagem de ser menos poluente, facilidade de transporte e manuseio, vetor de atrao de investimentos e segurana. O carvo mineral, tambm utilizado como matria-prima, est presente nas boas jazidas, com fcil extrao, combustvel de custo moderado por ser cotado em moeda nacional. Tem como maior desvantagem os elevados gastos com o consumo de combustveis e sua manuteno. Alm disso, dependendo do combustvel, h os impactos ambientais como: poluio do ar, aquecimento das guas, o impacto da construo de estradas para o abastecimento de combustvel da usina, agravamento do efeito estufa, chuva cida, entre outros.

Usina de carvo mineral Candiota - Rio Grande do Sul.Fonte: Banco de Imagens da Companhia de Gerao Tcnica de Energia Eltrica (CGTEE).

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Para cada GWh produzido com gs natural, so emitidas em torno de 500 toneladas de CO para a atmosfera. E para que essas 500 toneladas sejam lanadas ao ar do Brasil, basta apenas duas horas de operao de cada uma dessas usinas que querem desnecessariamente espalhar pelo Pas. Os gases poluentes emitidos agora para a atmosfera demoraro 150 anos para se dissipar. Alm de todo esse dano, a termoeltrica ainda tem capacidade de causar outros enormes prejuzos ao ambiente. Uma termoeltrica necessita de enormes volumes de gua para a refrigerao de seus equipamentos e por causa disso ela sempre instalada perto de grandes mananciais, como rios e lagos. A termoeltrica pega a gua fria do rio e a devolve muito quente ao caudal, cuja gua ento aquecida capaz de destruir a sua fauna e flora. Alm de turbinar gua, a represa tambm verte gua pelas comportas vertedoras e pelos tobogs, saltos artificiais, caindo na bacia de dissipao, trajeto no qual gasta uma grande proporo da energia do rio, principalmente nos meses de represa cheia. Nas usinas trmicas, a situao menos complexa se comparada com as demais, pois se trata de gerenciar um estoque de combustvel (estoque para x horas ou para y dias de consumo) ou ento, quando se usa gs canalizado, trata-se de se adequar ao funcionamento de uma rede de transporte existente e controlada pela distribuidora do gs. De todo modo, para manter a usina funcionando, h uma exigncia simultnea de logstica e de cumprimento de contratos; quando o combustvel slido ou lquido e se armazena, isso influi diretamente no custo do capital de giro da usina; e quando gasoso, h que se prever a forma de pagamento ou no das vazes no utilizadas nos perodos em que a usina gera menos, ou quando pra uma mquina, ou quando a rede cai e a usina desliga. Tem como maior desvantagem os elevados gastos com o consumo de combustveis e sua manuteno. Alm disso, dependendo do combustvel, h os impactos ambientais como: poluio do ar, aquecimento das guas, o impacto da construo de estradas para o abastecimento de combustvel da usina, agravamento do efeito estufa, chuva cida, entre outros.

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Extrao de carvo mineral na superfcie.Fonte: Stock.XCHNG (www.sxc.hu).

Chuva cida - Reao do xido com gua: 2NO2 (g) + H2O (g) HNO2 (g) + HNO3Fonte: http://biotransition.wordpress.com/posts/

As nucleares funcionam com o mesmo princpio que as termeltricas. A fuso nuclear produzida a partir do tomo de urnio desprende quando quantidade de energias, inclusive a trmica, que vai aquecer a gua confinada, promovendo calor,

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presso e posteriormente atravs de mecanismos mecnicos a gerao de energia eltrica, que ser transportada pelos cabos eltricos. Segundo a ANEEL (2008) a energia nuclear voltou agenda internacional da produo de eletricidade como alternativa importante aos combustveis fsseis. Conhecida desde a dcada de 40, nos ltimos anos passou a ser considerada uma fonte limpa, uma vez que sua operao acarreta a emisso de baixos volumes de gs carbnico (CO), principal responsvel pelo efeito estufa e, em conseqncia, pelo aquecimento global. Alm da caracterstica ambiental, contribui para a tendncia expanso a existncia de abundantes reservas de urnio no planeta o que, a mdio e longo prazo, garante a segurana no suprimento.

Fonte: www.aneel.gov.br

Angra IIFonte:www.cnen.gov.br

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Entre meados dos anos 60 e o final dos anos 70, o mercado das usinas nucleares viveu um vigoroso ciclo de crescimento. A interrupo ocorreu em funo de elementos negativos que coincidiram no tempo: a ocorrncia de dois acidentes (Three Mille Island e Chernobyl Ucrnia 1980, onde por falha humana e do sistema, houve um superaquecimento, que derreteu o ncleo do reator que explodiu, contaminando uma imensa rea com nuvem radioativa, e ceifando a vida de dezenas de pessoas instantaneamente) e os elevados investimentos necessrios instalao de uma central nuclear.

Three Mille Island Pensilvnia/EUA Consequencias de ChernobylFoto: http://pt.wikipedia.org/wiki/Three_Mile_Island Fonte: www.scielo.br/pdf

Durante quase 30 anos, os novos investimentos foram praticamente paralisados e a produo de energia nuclear sofreu forte oposio, principalmente por parte dos que defendem as causas socioambientais em virtude do grande risco que envolve uma usina produtora desse tipo de energia. Alm da ocorrncia dos acidentes, outro fator que motivou a oposio s nucleares foi o fato de que o processo de fisso do tomo de urnio o mesmo que d origem bomba atmica, utilizada como arma de destruio da vida em nosso planeta. Assim, o pas que domina a tecnologia de processamento e transformao

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do minrio pode utiliz-la tanto para a produo de energia eltrica quanto para fins blicos. Nos ltimos anos, porm, essa oposio tornou-se mais moderada. Lado a lado com os riscos, passaram a ser enumerados os pontos favorveis instalao de novas centrais. Entre eles, a disponibilidade de combustvel (urnio) e a baixa emisso de dixido de carbono (CO2) ou qualquer outro gs que contribua para o efeito estufa o que transforma a energia nuclear em energia limpa. Alm disso, investimentos em desenvolvimento tecnolgico buscam aumentar a segurana das unidades, embora ainda no exista uma soluo definitiva para os rejeitos produzidos o elemento mais perigoso do processo nuclear. Finalmente, no mbito da geopoltica internacional, pases como a Rssia, aps o final da Guerra Fria, comprometeram-se formalmente a desativar os artefatos blicos e a utilizar o urnio decorrente dessa iniciativa na produo de energia eltrica. Das formas de produo de eletricidade, a usina nuclear uma das menos agressivas ao meio ambiente. Ainda assim, a possibilidade da unidade provocar grande impacto socioambiental um dos aspectos mais controversos de sua construo e operao. Isto porque toda a cadeia produtiva do urnio da extrao destinao dos dejetos derivados da operao da usina permeada pela radioatividade. Pois ainda no se conseguiu encontrar uma soluo definitiva para os dejetos radioativos que, lado a lado com o risco de acidentes nas usinas, se constituem nos elementos mais perigosos do processo de produo da energia nuclear. Estes dejetos so classificados de baixa, mdia e alta atividade. Para os dois primeiros, h o processamento e armazenagem. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030, no Brasil os dejetos de alta atividade ficam, temporariamente, estocados em piscinas de resfriamento cheias de gua. Depois, parte deles misturada a outros materiais e solidificada, resultando em barras de vidro, tambm classificadas como de alta radioatividade. A vitrificao facilita o transporte e a

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estocagem, mas apenas diminui no extingue os impactos potenciais sobre o meio ambiente. Alternativas para depsito desses dejetos esto em estudo no exterior. Uma das mais aceitas, atualmente, o armazenamento em uma estrutura geolgica estvel. Os Estados Unidos tm um projeto pioneiro nesta opo. Alm disso, ganha espao no mercado mundial a preferncia pela adoo do ciclo aberto do urnio em detrimento do fechado que, ao reprocessar o material, produz novos dejetos radioativos. Finalmente, a evoluo tecnolgica das mquinas tambm aponta para a reduo no volume de dejetos de alta atividade produzido: seja porque embutem ganhos de eficincia (exigindo menor volume de combustvel para a produo da mesma qualidade de energia), seja porque conseguem reduzir o tempo de caimento (reduo da radioatividade) dos dejetos.

Fonte: Aneel, 2008.

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HORRIO DE VERO

Estabelecidos no Brasil por decreto desde 1931 (por Getlio Vargas), ainda que de forma descontnua, suas origens na verdade remontam Inglaterra do ano de 1907. Foi l que um construtor londrino, membro da Sociedade Astronmica Real, chamado William Willett (1856-1915) deu incio a uma campanha para diminuir o consumo de luz artificial ao mesmo tempo que estimulava o lazer dos britnicos. No caso do Brasil atualmente o nico pas equatorial do mundo (cortados pela linha do equador), onde a incidncia da luz solar mais uniforme durante todo o ano e dessa forma no h muita vantagem na adoo do horrio de vero, que adota o horrio de vero a economia de energia eltrica no considerada o fator predominante. Segundo o Operador Nacional do Sistema Eltrico (ONS), a motivao de se estabelecer esse dispositivo no Brasil pela segurana do sistema. Durante os meses do vero ocorre um aumento na demanda de energia, o que particularmente percebido por volta das 18h, quando as pessoas retornam para seus lares e ligam luzes, chuveiros, condicionadores de ar, fornos, etc. Esse tambm o horrio em que a iluminao pblica acionada. O aumento brusco da demanda pode ter impacto negativo na estabilidade do sistema eltrico. Ao se adotar o horrio de vero brasileiro ocorre um deslocamento na entrada da iluminao pblica (devido iluminao natural, ainda presente), que passa a no mais coincidir com a chegada das pessoas em casa aps o trabalho. Por causa de fatores como este o aumento da demanda se d de forma mais gradual, o que melhora a segurana do sistema, segundo o ONS.potenciais problemas com a segurana do sistema eltrico, aps a adoo de medidas por parte do Governo, visando a dar mais confiabilidade aos empreendimentos do setor eltrico, para que a sociedade no sofra com novas restries no consumo de energia. Alcanada essa confiabilidade, o Horrio de Vero poderia at ser dispensado, sob o prisma do setor eltrico.

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Adicionalmente, faz-se um mapeamento das horas do nascer do sol e do pr-do-sol, para concluir que o Horrio de Vero no aplicvel em alguns estados do Norte e Nordeste do Pas, claramente aplicvel nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, e pode ser aplicvel em alguns estados do Nordeste e do Norte. O horrio de vero poder proporcionar ao pas uma reduo de cerca de 5% no consumo de energia, de acordo com o Ministrio de Minas e Energia. Nos ltimos dez anos, a adoo da medida proporcionou uma reduo mdia de 4,7% na demanda no horrio de pico. O prximo perodo do horrio de vero vai de 17 de outubro prximo a 20 de fevereiro de 2011. O mesmo adotado sempre nesta poca do ano por causa do aumento na demanda, que resultado do calor e do crescimento da produo industrial s vsperas do Natal. Neste perodo, os dias tm maior durao por causa da posio da Terra em relao ao Sol, e a luminosidade natural pode ser mais bem aproveitada. No ano passado, de acordo com o ministrio, o consumo foi reduzido em aproximadamente 4,4% no Sudeste/Centro-Oeste e em 4,5% no Sul, como resultado do horrio de vero Hoje, aproximadamente 30 pases utilizam o horrio de vero em pelo menos parte de seu territrio. E muito embora o nome faa referncia a uma estao do ano, as datas de incio e fim do horrio de vero no so definidas por critrios astronmicos. Boa parte das pores continentais do planeta est no hemisfrio norte. Ali o inverno costuma ser rigoroso e o Sol se pe bem cedo, levantando-se timidamente durante o dia. No vero ocorre o contrrio: comum ainda haver claridade por volta das 20 ou at 22 horas. por isso que nesses lugares o horrio de vero faz muita diferena.O Brasil o NICO PAS EQUATORIAL que adota o horrio de vero

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Enquanto est em vigor (nas regies Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil) o nico impacto no Norte e Nordeste do pas na programao das emissoras de televiso, que seguem o horrio em vigor no Rio de Janeiro e So Paulo. Isso sem mencionar o fato de que, como as estaes so opostas em cada hemisfrio da Terra, nos quase 10% de terras brasileiras ao norte do equador, em vez de vero, rigorosamente falando, temos inverno (embora as temperaturas nesses locais permaneam altas entre dezembro e maro). Sempre que comea um horrio de, isto , quando se subtrai uma hora do dia, adiantando os relgios em uma hora, causamos um desconforto fsico (por afetar o relgio biolgico) e psicolgico (por causar a sensao de perda de tempo). Quando ele termina, ao contrrio, temos essa hora que nos foi tomada de volta e a iluso de um dia com 25 horas. uma iluso porque na verdade estamos apenas nos reajustando natureza. Com o fim do horrio de vero os fenmenos celestes (nascer o pr-do-sol, por exemplo) voltam a coincidir com o horrio normal que se no serve para economizar ou garantir mais segurana ao sistema eltrico, pelo menos aquele com o qual estamos acostumados h milhares de anos.

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CONCLUSO

A introduo em larga escala de fontes renovveis de energia, embora desejvel, no ser fcil, pois os combustveis fsseis tm baixo preo de mercado, e essa a preocupao que, infelizmente, ainda prevalece: quando calculamos o custo das diversas alternativas energticas, no consideramos o custo da degradao ambiental resultante de cada uma delas exorbitante, no caso dos combustveis fsseis. Alm disso, alguns problemas ambientais devem ser encarados de maneira global, para que se implantem solues resultantes de cooperao internacional honesta e eqitativa, no cabendo s populaes carentes o nus da manuteno da riqueza alheia. Repensar a matriz energtica responsabilidade das administraes de todos os pases. Fiscalizar as solues tarefa de toda a populao, que, para isso, necessita de boa informao tcnica e de um pouco de cultura tecnolgica.

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REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS Toda a informao que consta ao longo deste trabalho foi retirada, das seguintes fontes: Internet: http://www.ebanataw.com.br , acesso em 18/09/2010; http://pt.wikipedia.org , acesso em 18/09/2010; http://www.ceeeta.pt, acesso em 18/09/2010; http://www.bbc.co.uk/portuguese/especial/ , acesso em 18/09/2010; http://atomico.no.sapo.pt, acesso em 19/09/2010; http://www.biodieselbr.com, acesso em 19/09/2010; http://pt.wikipedia.org, acesso em 19/09/2010; http://www.abcdaenergia.com, acesso em 19/09/2010; http://www.cfn.ist.utl.pt, acesso em 20/09/2010; http://www.portalpch.com.br, acesso em 20/09/2010; http://www.dams.org, acesso em 20/09/2010; http://www.ambientebrasil.com.br, acesso em 20/09/2010; http://portalsaofrancisco.com.br, acesso em 20/09/2010; http://www.brasilescola.com, acesso em 20/09/2010; http://www.ultimosegundo.ig.com.br, acesso em 24/09/2010 CRUZ,Carla Buiatti, SILVA, Vicente de Paulo da Silva. Grandes projetos de investimentos: a construo de hidreltricas e a criao de territrios. Disponvel em: http://www.scielo.br, acesso em: 24/09/2010.; http://www.zenite.nu, acesso em 24.09.2010. http://www.solarterra.com.br, acesso em 25/09/2010; www.farturaalimentos.org.br, acesso em 25/09/2010; www.petrobras.com.br, acesso em 25/09/2010 www.energiasealternativas.com , acesso em 25/09/2010; http://pt.wikipedia.org, acesso em 25/09/2010; http://www.mundovestibular.com.br , acesso em 25/09/2010; http://www.comciencia.br, acesso em 25/09/2010; http://www.zenite.nu, acesso em 25/09/2010; http://www.infoescola.com, acesso em 25/09/2010;

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