Trabalho de Fisica Versão Oficial

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SUMRIO

INTRODUO...............................................................................................

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1. ENERGIA NUCLEAR............................................................................... 3 1.1 Histrico da Energia Nuclear no Brasil............................................... 4 1.2 Matria Prima e Contribuio na Matriz Energtica........................... 6 1.3 Impacto Ambiental na Energia Nuclear ............................................. 8 1.4 Efeitos das Radiaes........................................................................ 8 1.5 Proteo Contra Radiaes............................................................... 9 1.6 Vantagens e Desvantagens na Produo de Energia Nuclear.......... 9 2. ENERGIA HIDRELTRICA...................................................................... 11 2.1 Hidreltricas do Brasil......................................................................... 12 2.2 Investimentos Feitos e Populao Beneficiada.................................. 16 2.3 Risco do Uso e Impacto Ambiental e Social....................................... 18 2.4 Perspectivas de Novos Investimentos................................................ 20 3. TERMOELTRICAS................................................................................. 22 3.1 Funcionamento da Usina Termoeltrica............................................. 23 3.2 Localizao e Instalao de Termoeltricas....................................... 25 3.3 Investimentos Realizados e Populao Favorecida........................... 26 3.4 Impactos Ambientais e Sociais........................................................... 28 3.5 Perspectivas de Novos Investimentos em Termoeltricas................. 29 4. ENERGIA ELICA................................................................................... 30 4.1 Crescimento da Energia Elica.......................................................... 33 4.2 Benefcios da Energia Elica.............................................................. 34 4.3 Impactos Ambientais......................................................................... 35

5. ENERGIA SOLAR.................................................................................... 38 5.1 Vantagens e Desvantagens da Energia Solar................................... 39 6. DIFERENAS ENTRE USINAS HIDRELETRICAS, TERMELTRICAS E NUCLEARES............................................................................................ 41 7. HORRIO DE VERO.............................................................................. 51 CONCLUSO.................................................................................................. 55 REFERENCIAS BIBLIOGRFICAS............................................................... 56 ANEXOS.......................................................................................................... 58

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INTRODUO

O sculo XXI comea com um grande desafio: a questo energtica. Acreditar que economizar energia uma necessidade apenas no Brasil, entretanto, pretenso. E procurar um responsvel pela situao, questionar a competncia de governos e o planejamento tcnico, ou mesmo acusar as polticas de privatizao do setor energtico no so formas realistas de encarar o problema,pois ele multifacetado e relaciona-se com questes mais amplas, que requerem anlise acurada. Na Califrnia e na Flrida, nos Estados Unidos,por exemplo,

freqentemente apontados como paradigmas de administrao competente, a crise energtica at mais intensa do que no Brasil, apesar dos modelos privatizados de gerao, transmisso e distribuio de energia l adotados. O problema delicado e de abrangncia mundial. O nvel atual de desenvolvimento da humanidade, evidenciado pela tecnologia, a medicina e o potencial de conforto, exige um consumo de energia por habitante bastante elevado. Interromper esse consumo deciso simplista seria negar o conhecimento adquirido e, talvez, comprometer a continuidade da civilizao. Portanto, sendo inevitvel consumir energia, importante haver bom senso na sua distribuio e renovao e tambm a conscincia de que urgente desenvolver novas tecnologias no poluentes para obt-la. A obteno de energia para manter a sociedade hoje est atrelada,quase inevitavelmente, degradao ambiental. A escolha adequada da matriz energtica (distribuio entre as formas de gerao) mundial no pode levar em conta apenas os custos imediatos: deve assegurar a qualidade de vida das futuras geraes.

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ENERGIA NUCLEAR

Energia nuclear, energia liberada durante a fisso ou fuso dos ncleos atmicos. As quantidades de energia que podem ser obtidas mediante processos nucleares superam em muitas as que se pode obter mediante processos qumicos, que s utilizam as regies externas do tomo. Alguns istopos de certos elementos apresentam a capacidade de atravs de reaes nucleares, emitirem energia durante o processo. Baseia-se no princpio que nas reaes nucleares ocorre uma transformao de massa em energia. A reao nuclear a modificao da composio do ncleo atmico de um elemento podendo transformar-se em outros elementos. Esse processo ocorre espontaneamente em alguns elementos; em outros se deve provocar a reao mediante tcnicas de bombardeamento de nutrons ou outras. Existem duas formas de aproveitar a energia nuclear para convert-la em calor: A fisso nuclear, onde o ncleo atmico se subdivide em duas ou mais fuso nuclear, na qual ao menos dois ncleos atmicos se unem para produzir um novo ncleo. A principal vantagem da energia nuclear obtida por fisso a no utilizao de combustveis fsseis, no lanando na atmosfera gases txicos, e no sendo responsvel pelo aumento do efeito estufa.

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A energia nuclear uma das formas de se obter energia eltrica em larga escala. Com o esgotamento dos recursos hdricos prximos aos principais centros consumidores, com as dificuldades para o licenciamento ambiental dos

aproveitamentos hdricos remanescentes e o constante crescimento da demanda de energia, a participao da energia nuclear na produo de energia eltrica fundamental na medida em que contribui para a melhoria na qualidade de vida da populao e para o desenvolvimento econmico do pas. O Brasil possui a 6 maior reserva mundial de urnio, assegurando uma excelente reserva e a garantia do suprimento de combustvel. um dos maiores mercados de energia eltrica do mundo. No Brasil, a aplicaes das radiaes nucleares na indstria, agricultura e meio ambiente inserem-se em vrios segmentos e apresentam significativo impacto econmico e social. A energia nuclear indica muitas possibilidades para o futuro como, por exemplo, o uso desta tecnologia no suprimento do calor de processo, da mesma forma que nas alternativas comerciais de propulso naval. A produo conjunta de gua doce por dessalinizao da gua do mar e energia eltrica reduz o custo de gerao da eletricidade, interessante comercialmente e tem sido considerada como uma das vias para reduzir a escasse futura de gua doce, quando for possvel garantir um fator de capacidade compatvel com os requisitos dessa produo conjunta.

1.1 Histrico da Energia Nuclear no Brasil

A procura da tecnologia nuclear no Brasil comeou na dcada de 50, com o pioneiro nesta rea, Almirante lvaro Alberto, que entre outros feitos criou o Conselho Nacional de Pesquisa, em 1951, e que importou duas ultra-centrifugadoras da Alemanha para o enriquecimento do urnio, em 1953. Era de se imaginar que o desenvolvimento transcorreria numa velocidade maior, porm ainda so obscuras as reais causas que impediram este deslanche, e o pas no passou da instalao de alguns centros de pesquisas na rea nuclear.

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A deciso da implementao de uma usina termonuclear no Brasil aconteceu de fato em 1969, quando foi delegado a Furnas Centrais Eltricas SA a incumbncia de construir nossa primeira usina nuclear. muito fcil concluir que em nenhum momento se pensou numa fonte para substituir a energia hidrulica, da mesma maneira que tambm aps alguns anos, ficou bem claro que os objetivos no eram simplesmente o domnio de uma nova tecnologia. Estvamos vivendo dentro de um regime de governo militar e o acesso ao conhecimento tecnolgico no campo nuclear permitiria desenvolver no s submarinos nucleares mas armas atmicas. O Programa Nuclear Paralelo, somente divulgado alguns anos mais tarde, deixou bem claro as intenes do pas em dominar o ciclo do combustvel nuclear, tecnologia esta somente do conhecimento de poucos pases no mundo. Em junho de 1974, as obras civis da Usina Nuclear de Angra 1 estavam em pleno andamento quando o Governo Federal decidiu ampliar o projeto, autorizando Furnas a construir a segunda usina. Mais tarde, no dia 27 de junho de 1975, com a justificativa de que o Brasil j apontava escassez de energia eltrica para meados dos anos 90 e incio do sculo 21, uma vez que o potencial hidroeltrico j se apresentava quase que totalmente instalado, foi assinado na cidade alem de Bonn o Acordo de Cooperao Nuclear, pelo qual o Brasil compraria oito usinas nucleares e obteria toda a tecnologia necessria ao seu desenvolvimento nesse setor. Desta maneira o Brasil dava um passo definitivo para o ingresso no clube de potncias atmicas e estava assim decidido o futuro energtico do Brasil, dando incio "Era Nuclear Brasileira". Angra 1 encontra-se em operao desde 1982 e fornece ao sistema eltrico brasileiro uma potncia de 657 MW. Angra 2, aps longos perodos de paralizao nas obras, inicia sua gerao entregando ao sistema eltrico mais 1300 MW, o dobro de Angra 1. A Central Nuclear de Angra, agora com duas unidades, est pronta para receber sua terceira unidade. Em funo do acordo firmado com a Alemanha, boa parte dos equipamentos desta usina j esto comprados e estocados no canteiro da Central, com as unidades 1 e 2 existentes, praticamente toda a infraestrutura

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necessria para montar Angra 3 j existe, tais como pessoal treinado e qualificado para as