Trabalho Macro

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    17-Dec-2015
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Moeda, Inflacao

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ndice 1. Introduo11.1. Contextualizao do Trabalho11.2. Problema e sua Justificativa21.2.1. Problema21.2.2. Justificativa21.3. Objectivos21.3.1. Objectivo Geral21.3.2. Objectivo Especficos21.4. Enquadramento31.5. Metodologia32. Reviso da Literatura42.1.1. Evoluo Histrica da Moeda72.1.2. Funes da Moeda82.1.2. Oferta e Demanda da Moeda102.2. Poltica Monetria112.2.1. Os Objectivos da Poltica Monetria122.2.2. Os Instrumentos de Poltica Monetria132.2.3. Mecanismos de Transmisso da Poltica Monetria162.3. Banco Central162.3.1. Funes do Banco de Moambique172.4. Mercado de Ttulos183. Concluso20

1. Introduo

Neste presente trabalho debruaremos acerca da evoluo da moeda e suas funes, comportamento da inflao noma perspectiva de vrios autores e a poltica monetria, onde sero apresentadas a contextualizao do trabalho, os objectivos preconizados e por fim a metodologia usada, como teremos a seguir

1.1. Contextualizao do Trabalho

O aparato terico da economia monetria atribui moeda o ncleo de seu paradigma. Nesse sentido, que definio se deve assumir acerca do papel da moeda na economia? Uma viso mais convencional concebe a moeda como sendo neutra, na medida em que considerada exgena ao sistema econmico. Numa linha heterodoxa, ao contrrio, a moeda considerada activa, exercendo efeitos reais sobre o sector produtivo. evidente que esta perspectiva terica assumida pela heterodoxia altera a forma e a conduo de polticas econmicas, implicando diferentes resultados sobre a economia. Alguns pontos especficos sobre a influncia da moeda na economia merecem destaque. Primeiro preciso discutir se a oferta de moeda na economia exgena. Estudos crticos negam esse princpio, pois consideram a moeda activa, endgena e no-neutra no processo econmico.Nesse sentido, o controle da oferta de moeda no estaria submetido apenas a uma autoridade central (Banco Central), mas a mecanismos financeiros complexos que, a partir da interaco dos diferentes agentes, a tornam endgena ao sistema. Ademais, a moeda interferiria na trajectria da economia por reflexo das decises econmicas envolvidas que, mais uma vez, corroboram sua endogenia. Em complemento, seria oportuno pensar que as relaes de troca esto dentro das relaes monetrias; no sendo assim, no haveria sentido pensar em moeda.

1.2. Problema e sua Justificativa

1.2.1. Problema At que ponto a relao existente entre a Moeda e a Inflao pode resultar em experiencias positivas ou negativas numa Economia de determinado Pais?

1.2.2. Justificativa

O estudo desse tema, prope nos, uma reflexo no que diz respeito a relao que nos pode trazer entre a Moeda e a Inflao frente a poltica monetria e sua conduo como instrumento poderoso do conjunto da poltica econmica, seja para combater o processo inflacionrio, ou para impactar outras variveis macroeconmicas.

1.3. Objectivos

1.3.1. Objectivo Geral

De uma forma geral este presente trabalho visa compreender questes da poltica econmica, basicamente poltica monetria em relao a Moeda e a Inflao.

1.3.2. Objectivo Especficos

Descrever a evoluo histrica da Moeda e suas funes; Explicar a relao entre Poltica Monetria, Inflao e Moeda; Indicar varias perspectivas da Poltica monetria.1.4. Enquadramento

A realizao deste trabalho enquadra-se no mbito da realizao dos trabalhos em grupo, em vigor no plano curricular do ESCOG para a cadeira de Macroeconomia.

1.5. Metodologia

Tendo em conta os objectivos acima preconizados, para a elaborao deste trabalho, utilizou-se a seguinte metodologia de trabalho: Pesquisa de bibliografias que abordam os assuntos relacionados com a reviso da literatura, as quais permitiram criar uma base de sustentao conceptual sobre essas matrias de forma a redigir a fundamentao terica. Pesquisa em websites e informaes disponveis via internet.

2. Reviso da Literatura

MoedaSegundo NEVES (1992), A Moeda pode ser definida como um activo financeiro de aceitao geral, utilizado na troca de bens e servios, que tem poder liberatrio (capacidade de pagamento) instantneo. Sua aceitao garantida por lei (ou seja, a moeda tem curso forado e sua nica garantia a legal).

Moeda o conjunto de activos da economia usados regularmente pelos agentes econmicos paracomprar bens e servios uns dos outros. Sendo assim, a moeda inclui apenas os poucos tipos de activos que so regularmente aceitos por vendedores e compradores em suas transaces. O que diferencia a moeda dos outros activos da economia a sua liquidez, ou seja, a facilidade que esse activo tem de ser trocado por outros bens e servios, (Paul SAMUELSON, 1998).

A moeda e uma unidade de valor padro e um meio pelo qual so efetuadas as transaces monetrias, e um activo liquido e tambm o meio pelo qual os preos so expressos, as dividas liquidadas, as mercadorias e servios so pagas e a poupana e efetuada. a moeda pode ser o dinheiro que constitui notas ou peca metlica ou moeda bancaria ou escritural admitidas em circulao ou moeda no sentido mais amplo que significa dinheiro em circulao a moeda nacional, Rossetti (2003:695),

Poltica Monetria

Segundo Hillbretcht (1999:150), a conduo da Poltica Monetria deve ser feita de maneira a aumentar o bem-estar dos indivduos num determinado pas.

Pinho e Vasconcellos (2004:591) consideram que a Poltica Monetria diz respeito actuao do Banco Central sobre a quantidade da moeda, do crdito e do nvel da taxa de juros, com o objectivo de manter a liquidez do sistema econmico. Segundo os mesmos autores, a Poltica Monetria constitui-se nos processos de oferta de moeda, nos instrumentos utilizados e nos mecanismos de transmisso dos seus efeitos. A oferta de moeda feita pelas autoridades monetrias, pela emisso de notas e moedas metlicas e pelos bancos comerciais que no emitem a moeda, mas criam moeda atravs de captao de depsitos.

Um conceito mais breve sobre a Poltica Monetria que trazida por Mishkin (2000:9) diz que refere-se administrao da moeda e da taxa de juros, ou seja, a determinao da oferta de moeda pelos formuladores de poltica do Banco Central.

Cleto e Dezordi (2002:18), consideram que a poltica monetria, ao controlar a oferta de moeda, est a estabilizar o nvel geral de preos da economia. Os governos que necessitam de diminuir a taxa de inflao reduzem a oferta monetria e aumentam a taxa de juros e esse mecanismo controla o nvel de preos.

Uma outra viso sobre a poltica monetria trazida por Bosco et al10, onde esta poltica age directamente sobre o controle do volume de moeda em circulao com o objectivo de preservar o valor da moeda nacional. A poltica monetria pode ser expansionista, quando tem o objectivo de aumentar a procura e incentivar o crescimento econmico atravs do aumento da quantidade de moeda em circulao; ou restritiva, quando se afecta negativamente o nvel de expanso monetria, o que promove a diminuio do aquecimento da economia para evitar o aumento dos preos.

Inflao

Segundo Rossetti (2003:695), a inflao corresponde uma subida generalizada dos preos dos bens e servios, expressos em termos monetrios, ou seja, o aumento persistente no nvel geral de preos. De acordo com o autor, a inflao a principal responsvel pela variao do valor da moeda e trata-se de um fenmeno universal, comum em todos os pases. Ainda para o mesmo autor a inflao e a moeda tm uma relao recproca, pois quando se verifica uma elevao do nvel geral de preos, observa-se uma reduo equivalente no valor da moeda.

Inflao significa a perda do poder de compra da moeda de um pas. Ela se traduz numa alta generalizada dos preos dessa economia (os preos inflam, da o nome). O problema com a inflao que ela no ocorre uma vez e acaba; mesmo nesse caso, as consequncias seriam danosas, mas ela persistente. (LUQUE, C. A. e VASCONCELLOS, 1999).

Na viso de Blanchard (2001:30), a inflao a elevao contnua no nvel de preos e a taxa de inflao a taxa qual o nvel de preos aumenta. Os macroeconomistas examinam em geral a medida do nvel de preos, atravs do ndice de Preos ao Consumidor (IPC) que mede o custo de vida, ou seja, fornece em moeda corrente, o custo de uma determinada lista de bens e servios ao longo do tempo. Ainda para o mesmo autor, a inflao constitui uma preocupao para os economistas porque nem todos os preos e salrios sobem de forma proporcional, o que afecta a distribuio de renda, os preos administrados, aumenta a incerteza, os custos de produo e dificulta o processo decisrio das empresas.

Segundo Rossetti (2003:695), a inflao corresponde uma subida generalizada dos preos dos bens e servios, expressos em termos monetrios, ou seja, o aumento persistente no nvel geral de preos. De acordo com o autor, a inflao a principal responsvel pela variao do valor da moeda e trata-se de um fenmeno universal, comum em todos os pases. Ainda para o mesmo autor a inflao e a moeda tm uma relao recproca, pois quando se verifica uma elevao do nvel geral de preos, observa-se uma reduo equivalente no valor da moeda.

Segundo Brue (2005:490), o economista Milton Friedman afirmava que: A inflao sempre e em qualquer lugar um fenmeno monetrio, produzido em primeira instncia por um crescimento excessivamente rpido na quantidade de moeda.

2.1. Moeda

Moeda o conjunto de activos da economia usados regularmente pelos agentes econmicos paraCompra de bens e servios uns dos outros. Sendo assim, a moeda inclui apenas os poucos tipos de activos que so regularmente aceitos por vendedores e compradores em suas transaces. O que diferencia a moeda dos outros activos da economia a sua liquidez, ou seja, a facilidade que esse activo tem de ser trocado por outros bens e servios.

2.1.1. Evoluo Histrica da Moeda

A necessidade de algum tipo de medida de valor dos bens, que servisse tambm para troc-los entre si, vem desde o final da pr-histria. As primeiras civi