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  • Transcrição da Teleconferência Resultados do 4T09 Grupo Pão de Açúcar 04 de Março de 2010

    Enéas Pestana – Bom dia. Vamos dar início à nossa reunião. Começamos

    pedindo desculpas pelo atraso. A gente estava fazendo uma reunião interna

    para fazer também a comunicação dos nossos diretores e acabou se atrasando

    um pouco e eu peço desculpas por isso. Então vamos lá. A gente tem uma

    pauta que queremos cumprir dentro do horário de conference e estamos com o

    pessoal na linha, então eu vou passar a palavra para o senhor Abilio Diniz,

    para dar início à reunião.

    Abilio Diniz – Bom dia. Vamos passar primeiro a parte dos resultados e depois

    nós vamos fazer outras considerações: o que vai ser este ano para a

    companhia, quais são os nossos planos e aquilo que a gente está pensando,

    ok? Eneás, quem vai fazer a apresentação dos resultados é você, certo?

    Enéas Pestana – Eu vou passar aqui uma apresentação, só para a gente

    cobrir rapidamente. Eu sei que vocês já devem tê-la visto, mas para que a

    gente possa recordar um pouco dos números para depois a gente, na

    sequência, abrir para perguntas e respostas.

    Então, vamos falar rapidamente sobre o 4º trimestre e sobre o ano de 2009,

    sempre lembrando que a gente colocou aqui a base comparável e o

    consolidado, por conta da questão de Ponto Frio ou Globex, dado que a gente

    tem o segundo semestre já consolidado com Globex. Então, iniciando aqui na

    página 4.

    A primeira coisa é dar satisfação em relação aos guidances 2009 que nós

    fornecemos no ano passado. Naquela altura, nós dissemos que as vendas

    iriam superar os R$ 23 bilhões e nós entregamos R$ 23,3 bilhões, um pouco

    acima desta meta. ‘Mesmas lojas’, dissemos que ia crescer, em termos reais,

    ou seja, acima da inflação, pelo menos 2,5% e o crescimento foi de 4,5%. O

    EBITDA, dissemos também àquela altura, que faríamos um EBITDA no valor

  • Transcrição da Teleconferência Resultados do 4T09 Grupo Pão de Açúcar 04 de Março de 2010

    acima de R$ 1,5 bilhão e superamos isso: R$ 1,530 bilhão foi o resultado final.

    Em termos de dívida líquida, também tínhamos colocado o limite de 1x EBITDA

    e chegamos a 0,44x EBITDA, ou seja, uma manutenção de uma estrutura de

    capital muito sólida e até conservadora. O CAPEX, de R$ 755 milhões, e a

    gente fez R$ 723 milhões, uma diferença de 30 milhões, muito mais por conta

    da dinâmica de obra, a despeito da aceleração que nós tivemos no final do

    ano. Então, o resultado ficou muito próximo e dentro do guidance que nós

    passamos. Então, em termos de guidance, eu acho que, feito este rápido

    balanço, nós conseguimos entregar aquilo que a gente se comprometeu em

    relação ao ano de 2009.

    Falando rapidamente das linhas de resultado, começando com vendas: o

    desempenho de vendas, sem Globex, no trimestre, teve crescimento de 14%

    na venda bruta e na venda líquida, 17,6%. A gente ainda convive com a

    questão do efeito da substituição tributária, que causa essa distorção entre o

    crescimento da venda bruta e da venda líquida. Enquanto a gente não tiver a

    estabilização desse regime de substituição tributária, a gente fica com essa

    questão, mas isso provavelmente logo termina. A cesta de mercadorias no

    regime de substituição tributária em São Paulo já atingiu 80% da nossa cesta,

    do nosso sortimento. E, no ano, a venda bruta crescendo 11,9% e a venda

    líquida, 15,2%. Então, em termos de ‘mesmas lojas’, que é o que de fato

    interessa, o crescimento foi de 10,6% no trimestre, o que representa um

    crescimento real de 6,1% e, na venda líquida, um crescimento de 14,1%. Em

    termos de categorias, Alimentos cresceu no 4º trimestre 8,4% e o Não-

    alimentos cresceu 17%. No ano, o crescimento foi de 9,6%, o que dá um

    crescimento real de 4,5% e 12,7% na venda líquida. Em termos de categorias

    no ano, ‘mesmas lojas’, Alimentos cresceu 8,3% e Não-alimentos, 13,5%.

    Então, foi um desempenho de venda bastante importante e acima da

    concorrência. Às vezes há publicações em revistas que não fazem a conta

    correta e comparam crescimento real com crescimento nominal, mas enfim,

    estes são os números corretos. Lucro bruto, a gente fecha o trimestre com 26%

    de margem, o que significa 0,2 pontos percentuais (p.p.) abaixo do ano

  • Transcrição da Teleconferência Resultados do 4T09 Grupo Pão de Açúcar 04 de Março de 2010

    passado no mesmo trimestre. E no ano, 25,5%, que é 0,9 p.p. abaixo do ano

    de 2008.

    Estes motivos a gente vem explicando a vocês praticamente todo trimestre. O

    primeiro motivo é a questão que eu dizia há pouco, da substituição tributária

    que causa esse efeito em toda a análise vertical, na verdade, porque ele afeta

    a base 100, que é a venda líquida, na medida em que o imposto deixa de estar

    na linha de imposto sobre venda e passa a estar agregado ao custo de

    mercadoria vendida. No lucro bruto, isso representa um efeito no trimestre de

    0,7 p.p., o que não é muito diferente do ano.

    A gente também tem um efeito para baixo, que é o aumento da participação do

    Assaí e, em contrapartida, especialmente no 4º trimestre, a gente teve boas

    surpresas em relação às negociações com fornecedores. É um trimestre de

    altíssimo volume e a gente conseguiu ter uma negociação até acima da meta e,

    com isso, a gente teve um impacto de apenas 0,2 p.p. a despeito de que no

    ano o impacto foi de 0,9 p.p. no Lucro Bruto em relação ao ano passado.

    Muito bom, seguindo em frente, a gente não quer ficar sendo repetitivo, a gente

    tem – de novo – mantido um controle importante nas nossas despesas. Com

    isso, no trimestre, a gente chegou a 17,4% na despesa total em relação à

    venda líquida, contra 18,5% no 4º trimestre de 2008. No ano, a gente atinge

    18,2% contra 19,0% no ano de 2008, o que dá na média 1 p.p. a menos de

    despesa.

    A gente vem desde 2008, desde o trabalho de reestruturação que foi iniciado

    com a chegada do Claudio no início de 2008, a gente vem consistentemente

    alcançando reduções de despesa importantes, o que tem nos permitido

    trabalhar com margens menores, ganhando uma posição em termos de

    competitividade bastante forte em todas as regiões onde a gente atua e

    também em todos os formatos que hoje a gente tem no Grupo. Isso provoca

    aumento de fluxo de clientes, que é o que a gente vivencia em todas as

    bandeiras e também aumento de ticket médio. Então hoje a gente tem uma

    companhia com progressão de vendas ‘mesmas lojas’, em termos nominais e

  • Transcrição da Teleconferência Resultados do 4T09 Grupo Pão de Açúcar 04 de Março de 2010

    reais, aumento no fluxo de clientes, aumento do ticket médio e rentabilidade

    crescente. Então, em termos de fundamentos do negócio, independente de

    qualquer coisa, para uma empresa de varejo, é um cenário muito positivo, do

    ponto de vista de curto prazo e do ponto de vista de sustentabilidade deste

    resultado. No varejo é fácil dar resultado em um ano, ainda mais para uma

    empresa como esta que tem a escala que tem: você aumenta preço e corta

    despesa. A questão é o quão sustentável é aquilo que você faz. Então, se tem

    uma coisa que hoje a gente comemora aqui é ter estes resultados, que se

    apresentam saudáveis e sustentáveis para os próximos anos e para as

    próximas fases que nós vamos enfrentar em termos de crescimento mais

    agressivo.

    Isso resulta num EBITDA crescendo 30% no 4º trimestre, atingindo uma

    margem EBITDA bem relevante, de 8,5% no 4º trimestre e 7,4% no ano, com

    crescimento no ano de 15,7%. O resultado financeiro eu não vou tomar muito

    tempo, se houver perguntas depois a gente se aprofunda. Tem uma economia

    de R$ 72 milhões no ano, no trimestre praticamente ficou em linha, R$ 3

    milhões acima do ano passado. Estamos levando em conta a lei 11.638, tem

    uma carga aqui da marcação a mercado que influencia este número. O perfil da

    dívida, de novo, isso é uma coisa que a gente trabalhou com muito cuidado e

    na qual vem trabalhando desde o início de 2008. É uma política mais

    conservadora, de um caixa mais alto que custa mais caro, mas que nos dá e

    nos deu, principalmente naquele momento da crise, toda a segurança para

    poder capturar as oportunidades que a gente conseguiu capturar ao longo do

    ano de 2009. Então, isso a gente vai manter, fechamos o ano com um caixa de

    R$ 2,3 bilhões. A dívida está bastante alongada 85% no longo prazo e 15% no

    curto, então o perfil está bom. E o nível de endividamento final caiu 18% em

    relação ao ano passando, fechando com R$ 700 milhões, o que dá o 0,44x

    EBITDA, o que pressupostamente se comparado com benchmarking nos daria

    um espaço de alavancagem bastante alto. Não que a gente vá usar. Mesmo

    em casos de aquisições, a gente tem procurado sempre fazer com o menor

    desembolso poss