Trocas Metodológicas

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Diadema / SP Diadema / SP “O que mata um jardim não é o abandono, O que mata o jardim é esse olhar vazio de quem por ele passa indiferente.” (Mário Quintana)
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    23-Jun-2015
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projeto “Heranças: Valores Civilizatórios Afro-Brasileiros” realizado na E.M Mário Quintana. A importância do trabalho foi reconhecida recentemente no CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) quando o projeto ganhou o primeiro lugar da 4ª edição do Prêmio “Educar para a Igualdade Racial”.

Transcript of Trocas Metodológicas

  • 1. Diadema / SP O que mata um jardim no o abandono, O que mata o jardim esse olhar vazio de quem por ele passa indiferente. (Mrio Quintana)

2. EE Mrio QuintanaTrocas Metodolgicas 2008 3.

    • Ns professores somos, na verdade, contadores de histria Griots. Contamos a histria da humanidade para nossos alunos, s que a histria que ns contamos, no a histria de um s povo. Temos a misso de contar a histria de muitos povos, em tempos diferentes, e que tambm tiveram modos diferentes de viver.
    • (LOPES, 2001)

4. Desafios Encontrados:

  • Envolver crianas, pais e profissionais da escola nas atividades do projeto para conhecer, vivenciar e divulgar os valores civilizatrios afro-brasileiros, com o intuito de romper com a viso preconceituosa que se tem do continente africano, e intervir nas atitudes que ocorrem no dia-a-dia.

5. Estratgias Utilizadas:

  • Levar para a sala uma variedade de livros que retratam a cultura africana, disponibilizar para serem manuseados pelas crianas a fim de despertar nelas o interesse pelo tema. Organizar leituras dirias seguidas de rodas de conversa, permitindo que as crianas expressem sua vivncia em relao ao tema.

6.

  • As leituras e os vdeos utilizados muitas vezes foram dramatizados, ilustrados com colagens e produzidos telas, utilizando diferentes propostas e uso de materiais.

7.

  • Montamos painis com as atividades realizadas na sala e fotos das crianas, que puderam contar o desenrolar do projeto para os pais.

8.

  • Outras estratgias foram desfiles com roupas afros, visita ao museu afro, muita contao de histria, brincadeiras com o corpo, jogos e msicas.

9. As aes Prticas:

  • Ns professores iniciamos com reflexo, discusso e pesquisas sobre as questes de cunho racial, nos momentos coletivos, por meio da projeo de vdeos, leituras de textos, dinmicas, jogos e confeco de materiais como: bloces, bonecas, fantoches e brinquedos. Nesse processo inclumos crianas, pais e outros profissionais.

10.

  • Coletamos livros que retratavam a cultura africana e fizemos leitura permanente com diferentes recursos e materiais em diferentes espaos. Construindo textos coletivos, ilustrando histrias, organizando oficinas para confeco de bonecas negras, as quais foram muito utilizadas nas brincadeiras.

11. 12. As conquistas Alcanadas:

  • Os professores ficaram mais atentos ao selecionar os contedos, leituras e imagens que estavam apresentando para as crianas. Exercitando uma escuta mais apurada, intervindo em brincadeiras preconceituosas.

13.

  • As crianas no tm mais vergonha de falar de sua cor, querem ser protagonistas nas histrias, identificam-se com as personagens, e se alegram ao ver seus rostos expostos representando os valores civilizatrios. E muitas vezes entervem em situaes preconceituosas.

14. Valores Civilizatrios 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23. 24. 25. 26. 27. COMPARTRILHAR 2007 EMEB LOPES TROVO Histrias e Leituras: Resgatando a Nossa Identidadee Cultura A principal funo de toda atividade cultural produzir produtos coletivos. JEROME BRUNER 28. NUTRIO LITERRIA BERIMBAU RAQUEL COELHO 29. JUSTIFICATIVA O projeto surgiu pela necessidade de discutir e intervir nas questes tnicas raciais que permeiam o espao escolar. Essa necessidade foi reforada quando nos deparamos com uma situao conflitante entre uma me e uma criana, em que a me, muito alterada, questionava o porqu do mesmo ter chamado sua filha de negra, se ele tambm era negro.Aquele momento foi crucial, no podamos nos calar, mas tambm no sabamos como agir. Tentamos acalm-la dizendo que ficaramos atentos e no permitiramos que a filha ou outras crianas fossem discriminadas pelos outros. E a forma que escolhemos para resolver aquela situao e tantos outros conflitos foi por meio do projeto envolvendo a literatura. Esse fato nos reporta ao que diz Cavalleiro...Encontramos na escola fartas experincias que levam ao entendimento de uma superioridade branca e de uma inferioridade negra. 30. OBJETIVO O projeto teve como objetivo primordial o incentivo a leitura, melhorar a auto-estima, reconhecer o racismo e opor-se a ele, valorizar os diversos papis que os africanos e os afro-descendentes assumiram na Histria do Brasil, mostrar os heris negros brasileiros que participaram dessa histria e assim, levando a criana a perceber, sentir e reconhecer que os africanos contriburam com sua cultura, seus conhecimentos, sua lngua para a construo da sociedade brasileira. Na busca de atendermos as necessidades pontuais das crianas, concebendo-as como seres completos, estabelecemos outros objetivos e os mesmos colocados na ficha de rendimento. 31. PRINCIPAIS ATIVIDADES

  • A Menina Bonita do Lao de Fita Ana Maria Machado
  • O Presente de Ossanha Joel Rufino dos Santos
  • A Botija de Ouro Joel Rufino dos Santos
  • Apreciao e Indicao de Leituras
  • O Que Unidade na Diversidade?
  • Jornal Mural
  • Confeco de Bonecas e Brinquedos
  • Apresentaes
  • Projeo de Filmes
  • Audio de Msicas

32. METODOLOGIA O projeto foi desenvolvido por meio de:

  • Leituras Compartilhadas
  • Rodas de Conversas
  • Ilustrao de Livros
  • Oficinas
  • Dinmicas
  • Entrevistas
  • Debates e Discusses
  • Pesquisas

33. AVALIAO

  • Observao
  • Registro
  • Ficha de rendimento
  • Auto-avaliao

Constatamos o crescimento das crianas em relao ao respeito, tendo coragem de relatar fatos que aconteciam em relao ao preconceito e racismo, ficando felizes ao ver a sua histria sendo discutida e melhorarando a auto-estima, em muitos momentos queriam representar os personagens da histria e no tinham vergonha de pintar os desenhos com cores escuras (preto, marrom). Os professores tambm cresceram em relao cultura africana, no tendo mais medo de conversar sobre o assunto e trocar idias e experincias sobre o racismo e o preconceito. Ningum nasce odiando outra pessoa pela cor da sua pele, por sua origem ou ainda por sua religio. Para odiar, as pessoas precisam aprender a odiar, e, se aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar. NELSON MANDELA 34. FICHA DE AVALIAO 35. 36. FOTOGRAFIAS 37. BIBLIOGRAFIA CAVALLEIRO, E.Do Silncio do lar ao silncio escolar: racismo preconceito e discriminao racial na educao infantil.Dissertao (Mestrado em Educao). Faculdade de Educao da Universidade de So Paulo. MEC, Ministrio da Educao.Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educao das relaes tnico Raciais e para o Ensino de Histria e Cultura Afro Brasileira e Africana . Braslia 2003. MEC, Ministrio da Educao. SECAD - Educao Africanidades Brasil / livro do aluno. Revista do professor, Porto Alegre 19 (74): 26-31, abril/junho de 2003. Municpio de So Bernardo do Campo. Secretaria de Educao e Cultura. Departamento de Aes Educacionais. Proposta Curricular da Prefeitura de So Bernardo do Campo. Rettec Artes Grficas. So Bernardo do Campo 2004. _____1 Compndio das Orientaes Pedaggicas e Administrativas que subsidiam as escolas de Ensino Fundamental da Rede Municipal de So Bernardo do Campo. Sites Utilizados: www.unidadenadiversidade.org.br Junho-Outubro/2006 www.acordacultura.org.br Maio-Outubro/2006 www.ceert.org.br/- Abril/Julho/2006 OUTROS SITES!!! 38. Sites Interessantes

  • www.acordacultura.org.br
  • www.ceert.org.br
  • www.unidadenadiversidade.org.br
  • Proposta Curricular de Diadema

39. SITES Lendas Africanas http://www.terravista.pt/Bilene/1494/contos.html http://caracol.imaginario.com/estorias/index.html http://members.fortunecity.com/rui_nuno_carvalho/acores.html http://www.saosebastiao.sp.gov.br/lendas.asp?ID=13 Culinria http://www.terravista.pt/Bilene/1494/ http://www.escola24h.com.br/antenado/especiais/africa/culinaria.htm http://www.brasilfolclore.hpg.ig.com.br/culinaria.htm http://www.brazilsite.com.br/folclore/culinaria/culin01.htm http://www.ilhadocaju.com.br/novaculinaria.htm http://www1.uol.com.br/fol/brasil500/comida/htmMsica e Instrumentos Musicais http://www.terravista.pt/Bilene/5148/ http://www.revivendomusicas.com.br/curiosidades_01.asp?id=108 http://www.bb.com.br/appbb/portal/bb/ctr/bsb/art/ArtigoCompl.jsp?Artigo.codigo=654 40. Jogos Infantis http://www.terravista.pt/Bilene/5148/jogo.html http://www.terrabrasileira.net/folclore/manifesto/jogos.html Danas e Festas http://www.amazonia.com.br/folclore/danca4.asp http://www.ogirassol.com.br/coracao/tocantins-nossacultura.htm http://www.comp.ufla.br/~cap/projeto_pluralidade_cultural_folclore.pdf http://capoeira_regional.vilabol.uol.com.br/index.html http://www.cotianet.com.br/map/cong1.htm http://www.brazilsite.com.br/folclore/folguedos/folg03.htm http://jangadabrasil.com.br/dezembro52/cn52120c.htm http://www.softline.com.br/capoeira/Lngua http://www.filologia.org.br/revista/artigo/2(5)21-46.html http://www.soutomaior.eti.br/mario/paginas/dic_n.htm http://www.geocities.com/ail_br/contribuicaodolexicoindigena.html 41. AVALIAO 42. Obrigado pela participao!!!