Ufcg 2004 Caderno II

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  • Processo Seletivo 2004

    1a ETAPA

    2o DIA 07.12.2003

    PROVAS: PORTUGUS e LITERATURA BRASILEIRA, MATEMTICA, FSICA e QUMICA

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    PS 2004 20 dia: L. Portuguesa, Lit. Brasil., Matemtica, Fsica e Qumica

    2

    CARO(A) CANDIDATO(A)

    Este Caderno de Provas contm 45 questes. Confira a numerao das questes e o nmero de pginas, antes de iniciar sua leitura. Em caso de falhas na impresso ou falta de alguma questo, solicite a imediata substituio deste Caderno. A prova de Lngua Portuguesa e Literatura Brasileira contm 12 (doze) questes de mltipla escolha e 03 (trs) discursivas. As demais provas contm 08 (oito) de mltipla escolha e 02 (duas) discursivas. As questes de mltipla escolha apresentam 05 (cinco) alternativas para resposta, das quais apenas 01 (uma) correta. Preencha, na Folha de Respostas (folha de leitura ptica), o espao correspondente alternativa escolhida, utilizando caneta esferogrfica de tinta azul ou preta. As questes discursivas tero respostas elaboradas por voc mesmo(a). DURAO: 4 HORAS HORRIO: 14 s 18 HORAS . Esperamos voc na Segunda Etapa! BOA PROVA!!!

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    PROVA DE LNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA

    QUESTES DE MLTIPLA ESCOLHA

    Texto I As questes 1 a 3 se referem ao Soneto de devoo:

    Soneto de devoo

    1 Essa mulher que se arremessa, fria E lbrica aos meus braos, e nos seios

    Me arrebata e me beija e balbucia Versos, votos de amor e nomes feios.

    5 Essa mulher, flor de melancolia Que se ri dos meus plidos receios

    A nica entre todas a quem dei Os carinhos que nunca a outra daria.

    Essa mulher que a cada amor proclama 10 A misria e a grandeza de quem ama E guarda a marca dos meus dentes nela.

    Essa mulher um mundo ! uma cadela Talvez... mas na moldura de uma cama

    Nunca mulher nenhuma foi to bela! (Vinicius de Moraes. Antologia potica . So Paulo: Companhia das Letras)

    QUESTO 01 Com relao a este soneto, correto afirmar que: a) a mulher apresentada de modo

    envolvente, fugindo, portanto, de uma imagem passiva;

    b) a imagem da mulher apresentada no

    poema se aproxima do imaginrio romntico;

    c) a imagem de mulher representada no

    poema em nenhum momento inquieta o eu lrico masculino;

    d) uma imagem passiva do homem e ativa da

    mulher configura-se no poema; e) no h indcio no poema de que o homem

    esteja tomado de desejo pela mulher.

    QUESTO 02

    Acerca das relaes coesivas e sintticas do texto

    I, considere as afirmaes seguintes:

    I-Os pronomes que (verso 6) e quem (verso 7 )

    relacionam-se semanticamente com o

    substantivo mulher e funcionam

    sintaticamente como sujeito de ri e objeto

    indireto de dei, respectivamente.

    II-O pronome essa, presente no incio de cada

    estrofe, est empregado anaforicamente,

    uma vez que retoma outro termo no texto.

    III-A conjuno e, em suas duas ocorrncias

    no verso 2, articula segmentos textuais

    idnticos quanto estruturao sinttica.

    Est(o) correta(s):

    a) I e II

    b) II e III

    c) I

    d) II

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    4 e) I e III

    QUESTO 03

    Considere as afirmaes seguintes sobre a linguagem do soneto acima transcrito:

    I - A repetio da conjuno aditiva, na primeira estrofe, confere ao poema um ritmo que lembra a voracidade do desejo.

    II O poeta no lana mo de recursos imagticos na construo de seu poema.

    III- O poeta, no verso 12, constri uma metfora significativa, cujo sentido se articula concepo ertica que permeia o soneto.

    Est(o) correta (s):

    a) I e II b) III c) II e III d) I e III e) I

    QUESTO 04

    Com relao poesia de lvares de Azevedo, correto afirmar que:

    a) as trs partes da Lira dos vinte anos apresentam unidade temtica e expressiva que, nem sequer, justificam a separao da obra;

    b) o tom sentimental, a temtica das virgens plidas, traos marcantes da terceira fase da poesia romntica, predomina na primeira parte da Lira dos vinte anos;

    c) o veio irnico est presente apenas na segunda parte da Lira dos vinte anos;

    d) a terceira parte da Lira dos vinte anos d continuidade ao vis cmico-irnico da segunda parte;

    e) Namoro a cavalo exemplifica a idealizao da experincia amorosa representada na poesia romntica.

    QUESTO 05

    Leia os fragmentos abaixo de contos de Machado de Assis: I - Deolindo sorriu. (...) Comeara a paixo trs meses antes de sair da corvela. Chamava-se Genoveva, caboclinha de vinte anos, esperta, olho negro e atrevido. (p. 13) II - Vilela no lhe respondeu; tinha as feies decompostas, fez-lhe sinal e foram para uma saleta interior. Entendo, Camilo no pde sufocar o grito de terror ao fundo, sobre o canap estava Rita, morta e ensangentada. Vilela pegou-o pela gola, e, com dois tiros de revlver atirou-o morto no cho. (p. 159) III Crime ou luta? Realmente foi uma luta em que eu, atacado, defendi-me e na defesa (...) Foi uma luta desgraada, uma fatalidade. Fixei-me numa idia. E balanceava os agravos, punha no ativo as pancadas, as injrias... No era culpa do coronel, bem o sabia. (p. 191) IV - Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro... Espantem-se vontade; podem ficar de boca aberta; dar de ombros, tudo; no admito rplica. (p. 89) A ordem de apresentao dos contos aos quais pertencem estes fragmentos : a) Espelho, Noite de Almirante, A cartomante,

    O enfermeiro; b) Noite de Almirante, A cartomante, O

    enfermeiro, Espelho; c) A cartomante, O enfermeiro, Espelho, Noite

    de Almirante; d) Espelho; Noite de Almirante, O enfermeiro,

    A cartomante;

    QUESTO 06

    Sobre o conto O caso da vara, de Machado de Assis, correto afirmar que:

    a) um conto de final feliz, em que Damio, ao

    fugir de um seminrio, encontra apoio e

    compreenso na casa de seu padrinho Joo

    Carneiro;

    b) retrata os dramas e incertezas do jovem

    seminarista na busca de sua vocao;

    c) tem como objetivo descrever as pssimas

    condies de trabalho em que viveu a

    criadagem no fim do sculo XIX, no Brasil;

    d) narra as histrias de amor de Joo Carneiro e

    Sinh Rita;

    e) h, por trs da aparente simplicidade do

    enredo, uma rica reflexo sobre o que motiva

    as personagens na hora de tomar decises.

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    5 e) Noite de Almirante, O enfermeiro, Espelho

    e A cartomante.

    QUESTO 07

    Uma das anedotas de Damio fez rir a uma das criadas de Sinh Rita, que esquecera o trabalho para mirar e escutar o moo. Sinh Rita pegou de uma vara que estava ao p da marquesa, e arremessou: -Lucrcia, olha a vara!(p.218) No fragmento seguinte do conto, o narrador afirma: Damio olhou para a pequena: era uma negrinha, magricela, um frangalho de nada, com uma cicatriz na testa e uma queimadura na mo esquerda (...) . Teve pena da negrinha, e resolveu apadrinh-la , se no acabasse a tarefa(p.218). Com base na leitura integral do conto, correto afirmar que:

    a) Damio, de fato, tomou as dores de Lucrcia e no permitiu que ela apanhasse; b) a interveno de Damio no foi necessria, uma vez que o medo de apanhar fez com que Lucrcia

    conclusse o trabalho a tempo; c) Damio, embora tivesse aparentado boa vontade, de fato no protegeu Lucrcia, uma vez que no era

    aconselhvel desapontar Sinh Rita; d) Damio tomou as dores de Lucrcia e teve um srio desentendimento com Sinh Rita e com seu

    padrinho Joo Carneiro; e) Sinh Rita, tomada pelo jeito alegre e brincalho de Damio, perdoou Lucrcia que, de fato, no

    conseguiu concluir seu trabalho no tempo previsto.

    Texto II As questes 08 a 11 se referem ao fragmento do artigo de opinio de Oded Grajew.

    1 Alguns mitos jogam a humanidade no conformismo, na insensibilidade, na alienao e na paralisia diante do gravssimo problema da pobreza.

    A erradicao da pobreza um processo lento e complicado. Imaginemos uma pessoa pobre que venha a mim pedindo para deixar de ser pobre. Eu poderia pesquisar qual seria a renda mensal que es- 5sa pessoa necessitaria para atender suas necessidades bsicas e, dependendo de minhas possibilidades financeiras, lhe pagaria essa renda mensal, desembolsando imediatamente a primeira parcela e garantindo as demais. Rapidamente essa pessoa deixou de ser pobre.

    A proposta mapear os pobres e miserveis e assegurar a cada um uma renda mnima que os tire imediatamente da pobreza. Isso no pode ser feito em larga escala. Os Estados possuem as condi- 10es para universalizar aes pontuais, transformadas em polticas pblicas. Foi dessa maneira que diversas naes desenvolvidas conseguiram praticamente eliminar a pobreza: coletando impostos de quem tem mais renda e patrimnio para distribu-la entre os mais necessitados. Seria um tremendo avano se consegussemos fazer em nvel global o que j foi feito em diversos pases, por exemplo, nos pases escandinavos. Se algum j o fez, a discusso no mais se d ou no d para fazer, mas por 15que no se faz. Qual a fatalidade que determina que a mortalidade infantil na Nigria deva ser maior do que na Noruega?

    A pobreza no s falta de dinheiro, mas tambm de educao, cultura, informao, sade e trabalho. Concordo. Mas que tal garantir imediatamente uma renda mnima para uma sobrevivncia digna enquanto se providencia o suprimento das outras carncias, que dependem de investimentos com 20resultados a mdio e a longo prazo, em vez de neg-la em nome da complexidade e deixar morrer os pobres de fome e doenas?

    No se deve dar o peixe aos pobres, mas ensin-los a pescar. As duas posturas so geralmente

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    6 colocadas de forma excludente. Deve-se dar o peixe e concomitantemente ensinar a pescar! Quem tem fome, quem no tem nem os seus direitos animais assegurados no consegue levantar a vara nem en 25tender as instrues para a pesca. Enquanto se garante aos pobres uma renda mnima, fundamental oferecer oportunidades de acesso educao, formao profissional e ao trabalho na produo de bens e servios para o mercado e para a comunidade, dando condies para cada um auferir sua sustentabilidade.

    Para acabar de demolir esses mitos, parece que todas as pessoas minimamente informadas e 30de boa-f j chegaram concluso de que para erradicar a pobreza no faltam recursos nem propostas do que deve ser feito. O que falta vontade poltica.

    Oded Grajew (Caros Amigos, n 68, nov. 2002. Com adaptao)

    QUESTO 08

    Um artigo de opinio um gnero de texto em que se procura convencer o interlocutor de uma determinada idia, pelo processo de argumentao em favor de uma posio assumida e de refutao de possveis opinies divergentes. No desenvolvimento deste artigo, o autor adota um plano de argumentao para cada aspecto da questo em debate. Assinale a alternativa que NO corresponde organizao seqencial desse plano.

    a) No segundo pargrafo, o autor

    apresenta a posio aceita pelas pessoas em geral e uma refutao dessa posio.

    b) No terceiro pargrafo, o autor apresenta

    uma posio anterior, sua posio e argumentos em favor de sua posio.

    c) No terceiro pargrafo, o autor apresenta

    um argumento, utilizando uma frase interrogativa aberta com a inteno de negar a posio anterior.

    d) No quarto pargrafo, o autor apresenta

    uma posio anterior, sua posio confirmando parcialmente a posio anterior e um argumento em favor de sua posio.

    e) No quinto pargrafo, o autor apresenta a

    posio do senso comum, sua posio e um argumento em favor de sua posio.

    QUESTO 09

    Um texto pode ser parafraseado por meio dos recursos da equivalncia vocabular e da transformao sinttica. As seguintes alternativas constituem reescrituras parafrsticas do trecho compreendido entre as linhas 4 e 7 do artigo. Julgue-as como Certas (C) ou Erradas (E) quanto manuteno do sentido original do texto e quanto ao registro formal escrito.

    I- Eu poderia pesquisar qual a renda mensal de que essa pessoa necessitaria para que suas necessidades bsicas fossem atendidas e, dependendo das minhas condies financeiras, assegurar-lhe-ia essa renda, pagando, de imediato, a primeira parcela e garantindo as subseqentes. Em pouco tempo, essa pessoa deixaria de ser pobre.

    II- Eu deveria pesquisar qual a renda mensal que essa pessoa necessitaria para ter suas necessidades bsicas atendidas, e, conforme minhas condies financeiras, assegurar-lhe-ia essa renda, pagando, de imediato, a primeira parcela e garantindo as seguintes. Essa pessoa sairia da faixa da pobreza, em pouco tempo.

    III- Eu podia fazer uma pesquisa sobre qual a renda mensal necessria para que essa pessoa tivesse suas necessidades bsicas atendidas e assegurar-lhe-ia essa renda, segundo as minhas condies financeiras, pagando, de imediato, a primeira parcela e garantindo as subseqentes. Simultaneamente, essa pessoa sairia da faixa da pobreza.

    IV- Eu deveria pesquisar qual a renda mensal necessria a essa pessoa para suprir suas necessidades bsicas, e, de acordo com minhas condies financeiras, asseguraria-lhe essa renda, pagando, no ato, a primeira parcela e garantindo as subseqentes. Em pouco tempo, essa pessoa sair da faixa da pobreza.

    V- Eu poderia investigar qual a renda mensal suficiente para atender as necessidades bsicas dessa pessoa e, de acordo com as minhas condies financeiras, assegurar-lhe-ia essa renda, pagando logo a primeira parcela e

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    7 garantindo as seguintes. Logo essa pessoa estaria fora da faixa da pobreza.

    A seqncia correta :

    a) C E C E C

    b) E C E- C E

    c) C C- E C - E

    d) E - E C C E

    e) C E E E C

    QUESTO 10

    Considerando o emprego dos tempos verbais neste artigo, so feitas as seguintes afirmaes:

    I - O presente do indicativo est com valor

    atemporal, pois o autor fala de algo apresentado como verdade vlida para todos os homens, em todos os tempos e lugares.

    II - O presente do indicativo est com valor temporal, pois o autor comenta e relata fatos que ocorrem no momento em que fala.

    III - A oposio temporal presente do indicativo/ presente do subjuntivo e futuro do pretrito, no segundo pargrafo, traduz a mudana de atitude comunicativa do autor, que passa de uma atitude de comentar para uma atitude de relatar, numa situao hipottica.

    Est(o) correta(s):

    a) I e II b) I c) II e III d) I e III e) III

    QUESTO 11

    Considerando que o substantivo e o pronome garantem a conexo entre os segmentos de um texto, analise as consideraes a seguir sobre os usos dessas classes gramaticais neste artigo:

    I - O substantivo mitos (L. 1 ) resume informaes-

    suporte contidas em segmentos subseqentes do texto.

    II O pronome isso (L. 9) est com funo anafrica, porque anuncia frases a serem explicitadas no segmento seguinte do texto.

    III O pronome o ( L.14) est empregado com funo anafrica, porque retoma um substantivo no segmento anterior do texto. Est(o) correta(s) a (s) alternativa(s):

    a) I e II b) I c) II e III d) III e) II

    Texto III A questo 12 e as questes discursivas I e II se referem ao fragmento do conto Piabinha :

    1 Andou at a margem, onde um outro menino, um pretinho, pouco maior, estava agachado e curvado com a mo dentro da gua, numa atitude de expectativa. Ficou em silncio, olhando-o. O pretinho ento se virou:

    -T difcil... falou com uma cara de desnimo. 5 -Deixa pra outro dia - falou o barrigudinho.

    -Pra outro dia? Pra qu? -Nada o barrigudinho sacudiu os ombros. -O pretinho ficou olhando-o, os olhos apertados por causa do sol. -Oc t com medo ?

    10 -Eu no. -Eu tou vendo. -T vendo o qu? -Que oc t com medo. -Ah o barrigunho fez beio eu vou embora, hem.

    15 -Ento vai, bobo. Mas eu no pego a piaba. O barrigudinho ficou de cara emburrada, olhando para o cho. -Oc no pegou ainda falou. -Porque t difcil, experimenta oc. -Eu no dou conta.

    20 -Ento no fala, uai.

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    8 Os dois ficaram calados. O barrigudinho olhou para as guas que, mais longe, passavam quietas e pesadas; sentiu um

    arrepio. -Oc vai embora ou vai ficar?- perguntou o pretinho, pondo-se de p na gua.

    25 -Vou disse o barrigudinho, sem tirar os olhos de longe, como se estivesse hipnotizado. -Vai o qu? -Ficar - e olhou para o outro: , mas oc t chato hoje, hem. -Oc que t com medo.

    30 -Eu t mesmo confessou, de olhos no cho, e ficou mexendo no calo, que era to encardido quanto ele.

    O pretinho veio amigo e paternal era uma espcie de protetor do outro. -Por que oc t com medo? -Porque eu tou.

    35 -Medo de no dar certo? -. -No deu comigo? -Mas pode no dar comigo. -Por qu? o pretinho perguntou, e concluiu ele prprio: - porque oc

    40 pequeno? -. concordou o outro, que no tinha nenhuma explicao. O pretinho ficou calado . - Quer dizer que oc no quer aprender a nadar apelou, usando uma ttica que sempre dava

    certo. (Luiz Vilela. Para gostar de ler, vol.8. So Paulo:tica, p.24-5.)

    QUESTO 12

    Considerando este fragmento, correto afirmar que:

    a) a predominncia do dilogo substitui o narrador em terceira pessoa; b) o conto, embora narrado em primeira pessoa, lana mo do discurso direto; c) o conto, embora narrado em terceira pessoa, lana mo do discurso direto. d) o narrador do conto no pode ser considerado onisciente; e) a predominncia do discurso indireto livre substitui o narrador em primeira pessoa.

    QUESTES DISCURSIVAS

    QUESTO I

    Atento ao desenrolar do enredo do conto, do qual foi extrado este fragmento, responda: a) Que atitude tomar o barrigudinho e que conseqncia lhe causar? b) Que sentido voc atribui ao fato de as personagens no terem nomes?

    RASCUNHO

    QUESTO II

    A variante lingstica concorre para criar a imagem social do seu usurio. No dilogo deste fragmento do conto, o autor, para caracterizar a identidade social das personagens, usa uma variante do portugus que mescla o regionalismo com formas gramaticais diferentes das indicadas pela gramtica normativa (tpicas da fala coloquial popular).

    Identifique e explique um exemplo de:

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    9 a) regionalismo; b) forma gramatical que no segue a gramtica normativa.

    RASCUNHO

    QUESTO III

    Na entrevista a seguir est faltando a abertura(apresentao). Voc dever elabor-la, com base nas informaes a seguir, que a contextualizam. Veculo de publicao: Revista Fcil Entrevistado: Iami Tiba Profisso: psicoterapeuta, especialista em juventude e famlia, e escritor de livros de educao Livro principal: Quem ama, educa, da editora Gente.

    RASCUNHO

    Fcil H pouco tempo, o senhor afirmou que amor demais estraga . O que significa isto? Os pais esto permissivos demais? Iami Tiba Sim, os pais esto muito permissivos devido perda de referncias educativas. O amor sempre uma condio bsica, mas sem acrescentarmos educao ao amor, os filhos crescem fazendo tudo o que tm vontade e no o que deve ser feito.

    Fcil - Muitos pais de hoje reclamam do seguinte modo: no meu tempo no era assim . O que mudou e por qu? IT- Os valores educativos no mudaram. O que mudou foi o grande avano tecnolgico e social com radicais mudanas na famlia , onde, no lugar do chefe deve valer o lder, a dependncia absoluta dos filhos deve ser substituda por participao. Um pai hoje encontra dificuldades para comprar um tnis para o filho. No seu tempo, isto , em 1970, havia nos Estados Unidos apenas 6 marcas de tnis. Hoje so quase 300. Como acertar?

    Fcil Quais valores faltam nos jovens de hoje? IT- Auto-estima saudvel, disciplina, religiosidade, gratido, tica e cidadania . Estes valores so bsicos para se ter sade social, conforme a Teoria da Integrao Relacional que eu criei.

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    10

    PROVA DE MATEMTICA

    QUESTES DE MLTIPLA ESCOLHA

    QUESTO 13

    Considere os seguintes subconjuntos da reta:

    A = {x?R/ -1= 3 2x = 3},

    B = { x? R/ x2 - 4x +3 < 0}

    C = }33/{ xRx

    Ento, podemos afirmar que:

    a) BCA )( b) )( BAC c) )( CBA d) }1{= BC e) CBA - )(

    QUESTO 14

    Pelos estudos de hidrosttica, sabe-se que a presso na superfcie da gua no mar de 1 atm (atmosfera). Sabendo-se tambm que a presso da gua no mar varia com a profundidade e que a cada 5 metros de profundidade a presso sofre um acrscimo de 0,5 atm, a expresso que d a presso p (em atmosferas) em funo da profundidade a (em metros) : a) p = 0,5a +1 b) p = 0,5a

    c) p = 1 - 0,5a d) p = 0,1a

    e) p = 0,1a +1

    QUESTO 15

    Um professor de matemtica, no querendo responder pergunta de uma aluna sobre sua idade, disse que sua idade, de sua filha e de sua esposa eram os nmeros a, b e c (no necessariamente nesta ordem) tais que loga, logb e logc so termos consecutivos de uma progresso aritmtica. Ento podemos afirmar, com certeza, que: a) as idades ba, e c so os termos de uma

    progresso aritmtica;

    b) as idades ba, e c so os termos de uma

    progresso geomtrica;

    c) a soma das idades a e c igual idade b;

    d) as idades a, b, e c so tais que cba

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    PS 2004 20 dia: L. Portuguesa, Lit. Brasil., Matemtica, Fsica e Qumica

    11 e) as idades a, b, e c so tais que cba >> .

    d) 3

    108P

    p e 2

    18)332(

    P+p

    e) 3

    108P

    p e 2

    93

    Pp

    RASCUNHO

    QUESTO 17

    Para verificar a preciso de um furo cilndrico praticado numa pea, tcnicos de uma indstria utilizam o seguinte processo: trs bastes cilndricos, com raios de igual medida, so fixados uns aos outros (com solda, por exemplo) formando um conjunto solidrio. O raio dos bastes deve ser calculado de modo que, ao introduzir-se este conjunto no furo cilndrico, os trs bastes se ajustem sem folga. A figura abaixo mostra uma seo transversal do conjunto, com trs crculos menores de mesmo raio r que so tangentes entre si, dois a dois, e cada um deles tangente ao crculo maior de raio R.

    Figura

    Os tcnicos conhecem o raio R do furo cilndrico, ajude-os a verificar a preciso deste furo, calculando o raio r dos bastes em funo do raio R do furo cilndrico, j que eles esto em dvida, pois encontraram cinco respostas. Decida qual a correta:

    QUESTO 18

    O gerente de um restaurante props a seu patro a seguinte promoo: quem comprar os trs pratos sugeridos receber o primeiro gratuitamente. As quantidades x, y e z so os preos das iguarias que constituem o prato. Primeiro prato: uma poro da primeira iguaria, uma poro da segunda iguaria e duas pores da terceira iguaria, por zero unidade monetria. Segundo prato: duas pores da primeira iguaria, uma

    poro da segunda iguaria e ( )aa -22 pores da terceira iguaria, por uma unidade monetria. Terceiro prato: uma poro da primeira iguaria, duas pores da segunda iguaria e duas pores da terceira

    iguaria, por

    +21

    32log a unidades monetrias.

    Antes de anunciar sua promoo para o pblico, o patro pediu ao gerente que analisasse para ele aquela proposta. O gerente montou o seguinte sistema

    ( )

    =++

    =++

    =++

    +

    -

    2

    1

    32

    2

    log22

    122

    02

    a

    aa

    zyx

    zyx

    zyx

    onde a um parmetro de ajuste do preo do prato, e fez a seguinte anlise:

    I. A promoo possvel e existe um nico preo

    para as iguarias se 1a ; II. A promoo possvel para qualquer preo das

    iguarias se 1-=a ; III. A promoo no possvel quando 2=a .

    Est(o) correta(s) a(s) seguinte(s) afirmao(es) do gerente:

    a) I, II e III b) I e III c) II e III

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    PS 2004 20 dia: L. Portuguesa, Lit. Brasil., Matemtica, Fsica e Qumica

    12

    a) 13 -= Rr

    b) )36.( -= Rr

    c) )222.( -= Rr

    d) )332.( -= Rr

    e) )33.( -= Rr

    d) I e II e) I

    RASCUNHO

    QUESTO 19

    Um corpo est preso extremidade de uma mola e apoiado sobre uma superfcie horizontal perfeitamente polida. De acordo com conhecimentos adquiridos nas aulas de fsica, a equao no Movimento Harmnico Simples (MHS) que d a posio

    )(tX (em metros), em funo do tempo t (em segundos)

    desse corpo, dada por: )cos()( tAtX w= , onde 0>A

    a posio inicial do corpo, mk

    =w , sendo k a constante

    elstica da mola e m , a massa do corpo. Considere as afirmaes abaixo:

    Figura

    I. O maior e o menor valores que X assume so, respectivamente, A e A- .

    II. 0)( =tX para 2

    ).12(p

    += nt , Zn ;

    2).12(

    pw += nt , Zn .

    III. A funo X tem perodo T dado por km

    T .2p= .

    IV. AtX =)( , para km

    nt p.2= , Zn .

    A resposta que inclui todas as afirmaes corretas :

    QUESTO 20

    Um marceneiro construiu uma pea projetada por um engenheiro e, curioso, anotou as seguintes informaes

    21

    2cos,cos,sen === xbxax e

    pp

    22

    3

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    13 a) I e III b) I, II e III c) I, II e IV

    d) I, III e IV e) II, III e IV

    RASCUNHO

    QUESTES DISCURSIVAS

    QUESTO I

    Em uma das Olimpadas Campinense de Matemtica (realizada anualmente pelo Departamento de Matemtica e Estatstica da UFCG), foi feita uma pesquisa para se conhecer o ndice de acertos nas 1a e 2a questes da prova referente ao nvel 1 (alunos de 5a e 6a sries). A pesquisa revelou que 1320 candidatos acertaram a primeira questo, 860 candidatos erraram a segunda, 1200 acertaram as duas e 540 acertaram apenas uma das duas questes. Sabendo-se que 2480 candidatos tentaram resolver as duas primeiras questes, faa um diagrama de Venn e responda quantos alunos acertaram nenhuma das duas questes pesquisadas.

    RASCUNHO

    QUESTO II

    Foram injetados 40 mg (miligrama) de uma determinada droga em um paciente. A partir deste momento, a quantidade )(tQ (em mg) da droga ativa no corpo do paciente, t horas aps aplicada a injeo, calculada atravs da equao,

    Q(t) = Q0(0,5)kt,

    onde Q e k so constantes positivas. Sabendo-se que, trs horas aps a injeo, a quantidade da droga ainda

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    14

    PROVA DE FSICA

    QUESTES DE MLTIPLA ESCOLHA

    Se, para voc resolver alguma questo desta prova, for necessria a intensidade do campo gravitacional na superfcie da Terra, admita que: se uma ma fosse abandonada e casse, em queda livre, no local considerado, percorreria 5,0 metros num intervalo de tempo de 1,0 segundo.

    QUESTO 21 Pesquisas recentes, embora preliminares, revelaram que as alteraes do clima no Planeta, em conseqncia das altas concentraes de CO2 e de outros gases ligados ao efeito estufa, no alteram apenas a temperatura, mas tambm a presso atmosfrica. As conseqncias destas mudanas vo muito alm de fazerem um copo d'gua mais (ou menos) difcil de evaporar. Os resultados destas pesquisas mostram uma diminuio da presso no rtico e na Antrtida, enquanto no sul da Europa e no norte da frica a tendncia contrria. Os resultados da pesquisa descritos permitem fazer o seguinte diagnstico correto:

    a) tais alteraes de presso no possibilitaro modificaes no regime pluviomtrico nem do sul da Europa nem do norte da frica;

    b) um bloco de gelo no rtico, presso ambiente, fundir temperatura menor que 0oC;

    QUESTO 22 Na novela O Capito Hteras de Jlio Verne, um dos personagens se v em apuros para produzir fogo. Utilizando-se de um bloco de gelo poliu-o e logo obteve lente to transparente como se feita do mais puro cristal. O sol brilhava naquele momento com vivo fulgor. O doutor exps a lente de gelo aos raios solares, que fez concentrar sobre a isca, e esta, dali a poucos segundos, infl amou-se.

    Relacione o tipo de lente construda pelo personagem de Jlio Verne s alternativas abaixo e assinale aquela que se refere de forma correta caracterstica da lente:

    a) tanto imagens reais quanto imagens virtuais podem ser obtidas com esse tipo de lente;

    b) qualquer imagem real obtida por esse tipo de lente ser menor que o objeto;

    c) uma imagem no pode ser projetada numa tela, com esse tipo de lente;

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    PS 2004 20 dia: L. Portuguesa, Lit. Brasil., Matemtica, Fsica e Qumica

    15 c) o ponto de fuso de qualquer substncia, na

    Antrtida, ser elevado em comparao com seu valor a 1,0 atm;

    d) uma pessoa conseguir, ao ar livre, estando no norte da frica, ferver gua a uma temperatura maior que 100oC;

    e) a altura a que uma bomba simples, usada para tirar gua de um poo, conseguir elevar a gua no ser alterada.

    d) a miopia pode ser corrigida, com esse tipo de lente;

    e) uma imagem virtual no pode ser obtida com esse tipo de lente.

    RASCUNHO

    QUESTO 23

    O QUE ESCAPOU A ARISTTELES Machado de Assis em Memrias Pstumas de

    Brs Cubas.

    01 Outra coisa que tambm me parece metafsica 02 isto D-se movimento a uma bola, por exemplo 03 rola esta, encontra outra bola, transmite-lhe o im- 04 pulso, e eis a segunda bola a rolar como a primei- 05 ra rolou. Suponhamos que a primeira bola se cha- 06 ma... Marcela, uma simples suposio; a se- 07 gunda, Brs Cubas; a terceira Virglia.Temos 08 que Marcela, recebendo um piparote do passado, 09 rolou at tocar em Brs Cubas, o qual, cedendo 10 fora impulsiva, entrou a rolar tambm at esbar- 11 rar em Virglia, que no tinha nada com a primei- 12 ra bola; e eis a como, pela simples transmisso 13 de uma fora, se tocam os extremos sociais, e se 14 estabelece uma coisa que poderemos chamar 15 solidariedade do aborrecimento humano. Como 16 que este captulo escapou a Aristteles?

    Machado de Assis faz referncia ao

    conhecimento fsico atravs de uma metfora. Assinale a alternativa em que se faz um comentrio correto relacionando o conhecimento fsico com essa metfora:

    QUESTO 24

    Alguns estudantes, num trabalho escolar, detectaram um erro, segundo o conhecimento fsico, numa famosa figura de 1822 do francs Jean Baptiste Debret (Cincia Hoje, julho de 1994). Trata-se da inverso do movimento da engrenagem, fazendo com que a cana-de-acar entre nos cilindros da moenda em sentido inverso daquele da engrenagem acionada por dois escravos (examine, com cuidado, a figura). Uma das possibilidades de se perceber essa inverso considerar o atrito entre os cilindros e a cana-de-acar.

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    16 a) a metfora do autor ficou prejudicada, pois no

    possvel a conservao da quantidade de movimento em colises;

    b) a descrio do choque frontal entre as bolas

    metafricas Marcela e a Brs Cubas permite concluir que, se suas massas fossem iguais e a quantidade de movimento tenha se conservado, a bola metafrica Marcela passou a ter uma velocidade duas vezes maior que a bola metafrica Brs Cubas;

    c) a expresso e eis a segunda bola a rolar como

    a primeira rolou(linha 4), (supondo-se que a quantidade de movimento tenha se conservado), implica que a primeira bola, aps a coliso frontal, permaneceu em movimento;

    d) supondo-se que as bolas metafricas Marcela,

    Brs Cubas e Virglia tenham massas iguais e que a quantidade de movimento tenha-se conservado durante as colises frontais, a ltima coliso entre as bolas metafricas Brs Cubas e Virglia foi completamente inelstica.

    e) Como fora uma interao entre corpos, a

    expresso pela simples transmisso de uma fora (linha 12) refere-se, no conhecimento fsico, quantidade de movimento.

    Assinale a alternativa que apresenta consideraes sobre o atrito que ajudam a perceber o referido erro.

    a) As foras de atrito sempre se opem ao movimento dos corpos.

    b) O sentido das foras de atrito esttico contrrio ao possvel ou eventual sentido da velocidade relativa de escorregamento de um corpo em relao ao outro, com o qual esteja em contato.

    c) As foras de atrito dependem muito pouco das superfcies que entram em contato.

    d) As foras de atrito esttico entre os cilindros e a cana-de-acar independem da fora normal que os cilindros exercem sobre a cana.

    e) As foras de atrito nunca se opem ao movimento relativo das superfcies em contato.

    QUESTO 25 Uma pessoa viu, num jornal, a fotografia de uma moradora de uma comunidade carregando um balde dgua cabea. Considerando seus conhecimentos sobre o conceito trabalho em Fsica, a pessoa fez as seguintes observaes:

    I A mulher realiza um trabalho no nulo sobre o balde, pois ao andar ela provoca deslocamentos verticais no balde. II A fora que a cabea da mulher exerce sobre o balde no realiza trabalho sobre ele (isto , o trabalho sobre o balde nulo), quando a mulher o desloca horizontalmente, caminhando para frente.

    Aps analisar as observaes feitas, assinale, dentre as

    afirmativas seguintes, a que estiver correta:

    QUESTO 26

    Hoje, existem aproximadamente vinte equipes de Globo da Morte(figura abaixo) em atividade no mundo. Segundo Douglas McValley, um dos que mantm a tradio, para atenderem a reclamaes de proprietrios de circos estrangeiros, reduziram o tamanho dos Globos de 5,0m para 4,0m de dimetro, desenvolvendo uma velocidade mxima de 55 km/h (cerca de 15 m/s).

    Sendo assim, a velocidade mnima

    com que Douglas McValley poder passar pelo ponto mais alto do Globo e o mdulo da fora que os trilhos exercero sobre o conjunto motocicleta e homem, de massa

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    17

    a) a observao I est errada, pois a fora que a cabea da mulher exerce sobre o balde e o deslocamento horizontal desse balde fazem entre si um ngulo de 90o;

    b) a observao II est errada, pois no h nenhuma transferncia de energia para o balde;

    c) ambas as observaes esto erradas, pois a resultante das foras que atuam sobre o balde nula em todos os instantes da caminhada;

    d) embora a afirmativa I esteja correta, no possvel calcular o trabalho realizado sobre o balde em seus deslocamentos verticais;

    e) as observa es I e II esto corretas.

    aproximadamente 160 kg, ao desenvolver a velocidade mxima referida, sero, respectivamente:

    a) 4,5 m/s e 1,6 x 104 N.

    b) 6,3 m/s e 1,6 x 104 N.

    c) 4,5 m/s e 1,9 x 104 N.

    d) 6,3 m/s e 2,5 x 104 N.

    e) diferente de todos os conjuntos de resultados anteriores.

    RASCUNHO

    Fig

    ura

    da q

    uest

    o 2

    6

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    18 QUESTO 27

    Para contribuir com a sade dos trabalhadores e trabalhadoras, foi proposto, no incio da dcada de 1950, um procedimento para produzir uma zona de silncio em torno das cabeas dos operrios e operrias que trabalham em ambientes ruidosos. Numa simulao do procedimento em laboratrio, as ondas sonoras foram captadas por um microfone e re-emitidas para produzirem a sugerida zona de silncio. As possibilidades tecnolgicas de sucesso do procedimento esto informadas pelo conhecimento fsico sobre a interferncia de ondas sonoras.

    Analisando as informaes da

    simulao, pode-se concluir que:

    a) uma zona de silncio impossvel, pois ondas sonoras interferem apenas de forma construtiva;

    b) apenas ondas eletromagnticas, como a luz, sofrem interferncia, o que torna invivel o procedimento;

    c) para sons de grandes intensidades, por exemplo, para o limiar das sensaes dolorosas (em geral 140 dB) no h interferncia, o que torna invivel o procedimento;

    d) o cuidadoso controle das diferenas de fase, em ambos os sons (emitido e re-emitido), produz uma interferncia destrutiva, o que torna vivel o procedimento;

    e) a velocidade do som no ar muito menor do que a velocidade da luz nesse meio, o que torna vivel o procedimento.

    QUESTO 28 Uma professora de Fsica sugeriu a seus/suas estudantes que realizassem o seguinte experimento: Ponha um copo descartvel no cho, prximo a uma mesa e, dando petelecos em gros de milho que esto sobre a mesa, procure mand-los para dentro do copo descartvel. Faa todas as medidas que forem necessrias e diga qual o valor da velocidade que deve ter um gro de milho ao deixar a mesa.

    (Ilustrao de Henfil para Fsica com Martins e Eu, de Pierre Lucie.)

    Um grupo de estudantes fez as seguintes medidas:

    Altura da mesa 0,80 m Altura do copo descartvel 7,10 x10-2 m rea da superfcie da mesa 3,2 m2 Distncia do copo descartvel ao p da mesa

    1,2 m

    Massa mdia de um gro de milho 3,3 x 10-4 kg Volume do copo descartvel 1,80 x 10-4 m3

    Baseando-se nas medidas feitas por este grupo de

    estudantes, a resposta para o problema de pesquisa proposto, em unidades do Sistema Internacional de Unidades, : a) 1,5; b) 2,5; c) 3,0; d) 7,5; e) 15.

    RASCUNHO

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    19

    QUESTES DISCURSIVAS

    QUESTO I Com base na teoria de ondas sonoras, apresente argumentos que permitam julgar a afirmativa

    abaixo, caso voc a considere falsa ou verdadeira.

    O som propaga-se com maior velocidade no vcuo do que num trilho de ao.

    RASCUNHO

    RASCUNHO

    QUESTO II

    Uma dona de casa percebe que perde 1,0 litro de gua a cada 10 minutos em conseqncia da vaporizao, quando a gua entra em ebulio, presso atmosfrica. A panela tem fundo de cobre de 20 cm de dimetro e 6,0 mm de espessura e todo o calor que passa por ele utilizado para ferver a gua. Neste contexto, calcule a temperatura externa do fundo da panela quando a gua estiver fervendo, usando a seguinte equao de conduo de calor:

    xT

    kAtQ

    DD

    =DD

    ,

    onde: DQ a quantidade de calor, em calorias, fornecido para que a gua mantenha-se fervendo em Dt segundos; k a condutividade trmica do cobre e vale 100 cal/s m oC; A a rea da superfcie do fundo da panela; DT a diferena entre a temperatura externa e a temperatura interna do fundo de cobre e Dx a espessura do fundo da panela.

    Considere o calor especfico da gua 1,0 cal/g oC e seu calor de vaporizao igual a 540 cal/g.

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    20

    PROVA DE QUMICA

    QUESTES DE MLTIPLA ESCOLHA

    QUESTO 29 Na natureza, existem materiais que so misturas homogneas

    ou heterogneas. Um dos trabalhos de um qumico fazer a

    anlise imediata das amostras destes materiais para separar

    os seus componentes, sem alter-los, utilizando, para isto, as

    suas propriedades fsicas. No quadro abaixo, so colocados

    cinco exemplos de misturas e cinco propriedades fsicas.

    gua e

    Sal gua e leo

    Cascalho Sal e areia

    Parafina e

    cascalho

    Misturas

    1 2 3 4 5

    Dens idade Solubilidade Ponto

    de Ebulio

    Ponto de

    Fuso

    Tamanho das

    Partculas

    Propriedades Fsicas

    6 7 8 9 10

    Indique a alternativa que mostra a relao numrica

    correspondente correta utilizao das propriedades fsicas,

    usadas para a separao de cada uma das misturas.

    a) 1-8; 2-6; 3-9; 4-6; 5-10

    b) 1-7; 2-8; 3-7; 4-9; 5-6

    c) 1-7; 2-8; 3-6; 4-7; 5-10

    d) 1-8; 2-6; 3-10; 4-7; 5-9

    e) 1-9; 2-6; 3-10; 4-8; 5-6.

    QUESTO 30 Diferentes combustveis fornecem diferentes

    quantidades de energia calorfica pela sua

    combusto. Por exemplo, os valores dos

    calores de combusto, aproximados, para: a

    glicose (C6H12O6), o carbono (C) e o gs

    hidrognio (H2 ) so 2,8x106 J/mol, 0,40x106

    J/mol e 0,28 x 106 J/mol, respectivamente.

    Portanto, para obtermos 28x106 J de energia

    calorfica, a partir da queima de cada um dos

    combustveis citados, correto afirmarmos

    que os nmeros de moles de cada um

    deles sero, respectivamente:

    a) 2,8; 0,4; 0,28;

    b) 0,47; 0,4; 0,14;

    c) 28; 4; 2,8;

    d) 10; 70; 100;

    e) 1; 7; 10.

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    21

    RASCUNHO

    QUESTO 31 No suor humano so encontrados vrios cidos carboxlicos,

    principalmente o caprico ou hexanico, que so responsveis

    pelos odores desagradveis. Para diminuir esses odores, usam-

    se desodorantes que tm como princpio ativo o bicarbonato de

    sdio, que neutraliza os cidos segundo a reao:

    NaHCO3R C

    O

    HO O

    O

    CRNa

    H2O CO2+ + +

    Sabemos que existe uma relao entre a acidez dos cidos

    orgnicos e o carter inico da ligao OH, na carboxila.

    Logo, correto afirmar que:

    a) um aumento da cadeia do radical (R), ligado carboxila, ir

    aumentar o carter inico da ligao O H, tornando o cido mais reativo com o bicarbonato;

    b) a substituio de tomos de H, no radical, por tomos de halognios (como o cloro) ir aumentar o carter inico da ligao O H na carboxila e, por conseguinte, a reatividade do cido com o bicarbonato;

    c) o carter inico e reativo de um cido orgnico no depende do radical ligado carboxila;

    d) o carter cido do cido actico (H3C-COOH), monocloractico ( ClH2C-COOH ) e dicloroactico (Cl2HC-COOH) diminui, proporcionalmente, adio dos halognios;

    QUESTO 32 Um fenmeno curioso e, s vezes, bastante

    assustador observado em cemitrios,

    quando a decomposio de cadveres libera

    fos fina ( PH3 ). A fosfina queima

    espontaneamente, liberando uma luz de cor

    azulada, chamada fogo-ftuo. Essa reao

    pode ser representada pela equao no-

    balanceada:

    PH3 + O2 P2O5 + H2O Posteriormente, o P2O5 reage com a gua,

    produzindo cido ortofosfrico. Com relao

    reao mostrada, anteriormente, e s

    substncias reagentes, correto afi rmar:

    a) a fosfina apresenta geometria molecular

    trigonal plana; b) os tomos de fsforo sofrem reduo na

    reao da fosfina com o O2, formando P2O5;

    c) a soma dos menores coeficientes inteiros da equao balanceada 10;

    d) cada tomo de oxignio sofre oxidao,

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    22 e) o nico fator importante para a reatividade dos cidos

    orgnicos a ressonncia que poder ocorrer entre o radical e a carboxila, aumentando o carter e a fora do cido.

    perdendo 2 eltrons;

    e) a molcula do gs oxignio linear e po- lar.

    RASCUNHO

    Responda s questes 33 e 34 com base no texto abaixo:

    No incio do ano de 2003, uma semana aps celebrarmos o dia mundial da gua, uma mancha txica, resultante do processo de produo e branqueamento da polpa de celulose para produo de papel, vazou de uma lagoa de estabilizao para o rio Pomba. Quase 1,2 bilho de litros de resduos txicos vazaram para o ribeiro Cgado, contaminando o rio Pomba, que afluente do rio Paraba do Sul, afetando o abastecimento de vrios municpios nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e So Paulo. O licor negro um resduo

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    23 produzido quando se cozinha a madeira numa soluo que possui grandes concentraes de hidrxido de sdio, sulfeto de sdio e antraquinona. Aps obteno da polpa, ela branqueada por uma soluo de hipoclorito de clcio. Alm das substncias qumicas usadas no processo, o licor tambm tem resduos dos componentes qumicos da madeira (lignina e acares) e derivados como lignossulfonatos.

    QUESTO 33 Considerando que a concentrao de NaOH era de 4 g/L, no licor negro que vazou para o ribeiro Cgado, julque como certos ou errados os itens a seguir.

    I - a concentrao molar e normal do NaOH no licor era, respectivamente, 0,100 mol/L e 0,100 eq-g/L;

    II - a neutralizao de 1 litro da soluo de NaOH, no licor, poderia ser feita pela adio de 1000 mL de uma soluo de H2SO4 com concentrao molar duas vezes maior que a da soluo de NaOH;

    III - o calor liberado pela neutralizao de 2 litros do licor ser de 2,80 kcal, se todas as substncias se encontrarem em diluio total, a 25oC e 1 atm e a reao de neutralizao liberar 14,0 kcal/eq-g;

    IV - o NaOH uma mono-base, voltil e solvel em gua;

    V - o NaOH na presena da gua se ioniza segundo a reao NaOH Na+ + OH-.

    A opo que apresenta os itens corretos :

    a) I, II e III

    b) I, III e V

    c) II, IV e V

    d) I, III e IV

    e) II, III e IV

    QUESTO 34 A lignina vegetal, um dos principais componentes da madeira, uma macromolcula rica em diversas estruturas funcionais, como mostra um pequeno fragmento desta molcula, na figura ao lado. Os resduos da lignina, aps o processo de polpao, que do a cor caracterstica ao licor negro. Podemos identificar, no fragmento, as funes destacadas nos pontos I, II e III, respectivamente, como: a) aldedo, ter e lcool;

    b) cetona, fenol e lcool;

    c) cido carboxlico, ster e fenol;

    d) aldedo, ster e ter;

    e) cetona , ter e lcool.

    RASCUNHO

    H-C

    COH

    OO

    CH3

    H-C-O-H

    CH3

    O

    OCH3

    II

    I

    III

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    24 QUESTO 35

    observado que, quando os glbulos vermelhos do sangue so colocados em um meio com gua pura, absorvem gua e incham, enquanto que, quando colocados em gua salgada, perdem gua e murcham. Isto explicado com base no fato de os glbulos vermelhos possurem uma membrana semi-permevel que deixa atravessar somente a gua. Simulando este mecanismo, denominado osmose, temos quatro solues aquosas descritas a seguir:

    1- glicose ( C6H12O6 ) 2M; 2 - glicose ( C6H12O6) 0,2 M; 3 - cloreto de sdio ( NaCl ) 2 M;

    4 - cloreto de sdio ( NaCl ) 0,2 M.

    Em dois saquinhos A e B, de papel celofane (membrana semipermevel), so colocados iguais volumes das solues (1) e (4), respectivamente. O saquinho A mergulhado no recipiente C, contendo a soluo (2), enquanto que o saquinho B mergulhado no recipiente D que contm a soluo (3), em igual volume ao do recipiente C, como mostrado na figura a seguir.

    Saquinho A Recipiente C Saquinho B Recipiente D

    Com base nessas informaes podemos afirmar que, quando os sistemas atingirem o equilbrio:

    (I) os volumes das solues nos saquinhos A e B no se alteram;

    (II) o volume da soluo do saquinho A maior do que o do saquinho B;

    (III) o fluxo de gua no recipiente C ser no sentido da soluo (2), contida no recipiente, para o interior do saquinho A;

    (IV) os volumes de gua transferidos entre as solues dos recipientes e os dos saquinhos so iguais;

    (V) o volume da soluo do saquinho A menor do que o do saquinho B.

    Assinale abaixo a seqncia das afirmativas corretas: a) I e III

    b) III e V

    c) III e IV

    d) I e V

    e) II e III

    QUESTO 36

    Os componentes qumicos da madeira so obtidos a partir da glicose, que um acar sintetizado pelos vegetais, na presena da clorofila e luz, segundo a reao: 6CO2(g) + 6H2O(l)

    Clorofila e luz C6H12O6(s) + 6O2(g) Glicose

    ?H = 2,8 x 106J/mol

    Produtos

    Reagentes

    E*at

    Eat

    DH

    2

    1

    E

    E

    0

    Ene

    rgia

    (E

    ntal

    pia)

    Coordenadas da Reao

    Sem Catalisador Com Catalisador

    Us Usando as informaes constantes no grfico acima, referentes s energias de ativao para uma reao catalisada, (E*at), no-catalisada, (Eat) e para a variao da entalpia (DH) mostrada, correto afirmar que, para sntese da glicose a partir de 3 moles de CO2 , um vegetal: a) absorve DH de energia;

    b) libera DH de energia;

    c) absorve E*at DH de energia;

    d) libera DH de energia;

    e) absorve ?H de energia.

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    25 QUESTES DISCURSIVAS

    QUESTO I

    A velocidade de uma reao pode ser influenciada por alguns fatores como a freqncia de colises entre as molculas e a energia necessria para que essas colises sejam efetivas . Na tentativa de estudar a influncia desses fatores sobre a velocidade da reao do mrmore (rico em CaCO3) com o cido clordrico (HCl), um qumico realizou cinco experimentos, relacionando a massa e a forma do CaCO3, a concentrao do HCl e a temperatura do experiment o. O quadro abaixo mostra um resumo das condies experimentais estabelecidas para cada um dos experimentos.

    Experi-mento

    Massa de CaCO3

    Forma do CaCO3

    Concentrao do HCl

    Temperatura do Experimento

    A 5 g um pedao 0,1 mol/L 25C B 5 g um pedao 0,1 mol/L 50C C 5 g P 0,1 mol/L 25C D 5 g um pedao 0,2 mol/L 25C E 5 g p 0,1 mol/L 50C

    Indique em qual dos experimentos teremos o maior aumento de velocidade, justificando a sua resposta.

    RASCUNHO

    QUESTO II

    A azia ou acidez estomacal provocada por um excesso de HCl no suco gstrico. Um paciente procurou um mdico com uma sensao horrvel de queima no estmago. Ao examin-lo, o mdico detectou que a concentrao de HCl, no seu estmago, era de 0,06 mol/L. Considerando que a concentrao mdia de HCl, no estmago de uma pessoa adulta e sadia, de aproximadamente 0,02 mol/L, o mdico prescreveu para este paciente tabletes contendo, aproximadamente, 0,58 gramas de Mg(OH)2. Determine o nmero de tabletes que o paciente dever tomar, de uma s vez, para trazer a concentrao de HCl, no seu estmago, para o valor de concentrao considerado normal.

    RASCUNHO

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    PS 2004 20 dia: L. Portuguesa, Lit. Brasil., Matemtica, Fsica e Qumica

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