UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO … · supervisor como um semeador neste espaço. 11...

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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU” PROJETO A VEZ DO MESTRE A SUPERVISÃO ESCOLAR E A INTERATIVIDADE EDUCACIONAL Por: Edenildes Ama Deus Lima Orientador: Antonio Fernando Vieira Ney Simolândia-GO 2011

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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”

PROJETO A VEZ DO MESTRE

A SUPERVISÃO ESCOLAR E A INTERATIVIDADE EDUCACIONAL

Por: Edenildes Ama Deus Lima

Orientador:

Antonio Fernando Vieira Ney

Simolândia-GO

2011

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UNIVERSIDADE CANDIDO MENDES

PÓS-GRADUAÇÃO “LATO SENSU”

PROJETO A VEZ DO MESTRE

A SUPERVISÃO ESCOLAR E A INTERATIVIDADE EDUCACIONAL

Apresentação de monografia à Universidade

Candido Mendes como requisito parcial para

obtenção do grau de especialista em Supervisão

Escolar.

Por: Edenildes Ama Deus Lima

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Ser professor é um privilégio, ser

professor é semear em terreno

sempre fértil e se encantar com a

colheita. Ser professor é ser

condutor de almas e de sonhos, é

lapidar diamantes.

(Gabriel Chalita)

4

AGRADECIMENTOS

À Deus, pelo dom da vida e a todos

aqueles que, de forma direta ou

indireta, contribuíram na realização

deste trabalho.

5

DEDICATÓRIA

Aos meus pais, aos meus filhos e ao meu

esposo, em agradecimento pela

compreensão e paciência em todas as

horas.

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RESUMO

O presente trabalho procurou analisar a função do Supervisor Escolar e do

diretor das escolas públicas do município de Simolândia, bem como sua

interação e sua relação de poder com os outros segmentos que compõem a

comunidade escolar. Esta questão surgiu em função da vivência da

pesquisadora, como coordenadora pedagógica de uma escola municipal de

Ensino Fundamental, no município de Simolândia e atualmente acumulando a

função de Professora de recurso. Em primeiro lugar, caracterizou-se a escola e

seu papel social nos tempos atuais e conseqüentemente o corpo docente e

discente neste contexto. Após, realizou-se uma análise sobre a administração

na atualidade, caracterizando-se também a administração participativa ou

democrática, bem como as funções do diretor e os desafios deste na

atualidade. A Supervisão Educacional foi abordada através de suas atribuições

e considerações a respeito da função, ressaltando a importância desse

profissional para o desenvolvimento de um projeto pedagógico de qualidade. A

seguir, houve referência à relação entre a administração e supervisão

educacional, ressaltando-se que é essencial o trabalho em conjunto, a união

em prol da qualidade na educação, visando a função primordial da escola:

ensinar, buscando meios para o sucesso atingir a todos os alunos, sem

distinção. Neste momento, salientou-se que todas as ações efetuadas na

escola são essencialmente pedagógicas e administrativas ao mesmo tempo,

portanto, cabe tanto ao diretor como ao supervisor dominar conhecimentos em

ambas as áreas. Dessa forma, poderemos sonhar com uma escola

democrática, organizada e com competência pedagógica. Realizou-se também

uma pesquisa de campo, com o propósito de analisar a vivência de diretores

de escolas públicas. Dessa pesquisa foram levantados dados para

fundamentar a conclusão do trabalho, chegando-se a uma resposta à questão

inicial. Concluiu-se, enfim, que a formação em Supervisão Educacional

embasa o trabalho do diretor e este é um mediador na integração entre a

escola e a comunidade.

Palavras-Chave: Supervisão Educacional, administração, escola.

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METODOLOGIA

Este trabalho será desenvolvido de forma clara, ampla e objetiva,

porque abrangerá todo o grupo gestor, profissionais, alunados e comunidade

em geral. Pois todo esforço possível e todos os recursos disponíveis devem

ser postos em prática para levar o aluno ao aproveitamento de tudo com

eficácia nos seguintes fatores: A interação do supervisor junto às novas

tecnologias, o processo de autonomia nas escolas públicas e na participação e

análise dos problemas.

Esses fatores serão analisados por meio de pesquisa em livros, revistas,

observação no meu ambiente de trabalho entrevista com os diretores das

escolas estaduais e municipais do município de Simolândia; estes atuarão

como fontes do objeto e estudo que será desenvolvido por meio da observação

direta e análise sobre a administração escolar na atualidade. Dessa forma,

serão buscados subsídios nas obras de alguns autores como: Moacir Gadotti,

Luiz Dourado, Heloísa Lück, Afrânio Catani entre outros que darão subsidio

para maior enriquecimento deste trabalho.

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 9

CAPÍTULO I ................................................................................................................. 11

A INTERAÇÃO DO SUPERVISOR ESCOLAR JUNTO AS NOVAS

TECNOLOGIAS ........................................................................................................... 11

1.1. A Administração Escolar na Atualidade ......................................................... 14

1.2. Administração Participativa ou Democrática ................................................. 16

1.2.1. Gestor Educacional ....................................................................................... 16

1.2.2. Escola Democrática ...................................................................................... 17

CAPÍTULO II ............................................................................................................... 20

A SUPERVISÃO EDUCACIONAL ............................................................................ 20

CAPÍTULO III .............................................................................................................. 24

AUTONOMIA: DESCENTRALIZAÇÃO E PODER LOCAL ............................... 24

3.1. Autonomia Escolar: alguns apontamentos ...................................................... 28

3.2. O papel do diretor .............................................................................................. 30

3.3. Pesquisa Realizada ............................................................................................. 31

3.4. Formação dos Diretores Entrevistados ............................................................ 31

3.5 Exercício na função de Supervisor Educacional .............................................. 32

CONCLUSÃO ............................................................................................................... 35

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................ 37

ANEXO .......................................................................................................................... 39

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INTRODUÇÃO

Atualmente, a escola é vista como uma organização social, cultural e

humana, onde cada segmento tem seu papel definido num processo de participação

efetiva para o desenvolvimento dos projetos a serem executados.

A equipe diretiva, coordenada pelo diretor da escola, é responsável pela

administração, coordenação e organização do espaço escolar, dos segmentos que

compõem a escola e da construção do conhecimento no processo de aprender.

Cabe a Supervisão Escolar assistir o professor, dinamizar a

operacionalização do método educativo na escola, coordenando-o, com o sentido

de promover a melhoria do ensino-aprendizagem.

A Supervisão Escolar e a equipe diretiva precisam unir-se em prol de uma

educação de qualidade, desenvolvendo um trabalho conjunto, imbuídos da intenção

pedagógico-administrativa.

Com base nestas considerações, este trabalho monográfico foi desenvolvido

dentro da prática da interatividade educacional, visando uma educação de

qualidade, bem como a importância do Supervisor escolar como mediador da

integração escola-comunidade.

O propósito deste trabalho é desenvolver este tema analisando a vivência de

grupos gestores, que por muito tempo foi considerado como forma isolada do

acompanhamento dos processos de ensino-aprendizagem. Hoje no contexto de

gestão escolar, é de fundamental importância o permanente acompanhamento de

todos os funcionários e comunidade escolar para o bom funcionamento da escola.

Também terá como foco a Supervisão Escolar que visa o aperfeiçoamento da

qualidade da educação, Isto é, orientar o grupo gestor com a finalidade de

transformar a escola atual em uma instituição comprometida com a aprendizagem

de todos e a transformação de nossos gestores.

Dessa forma esse trabalho tem a finalidade de divulgar, promover e avançar

nas reflexões que são feitas para a construção de uma escola pública de qualidade

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e inovar a cada ano, tornando o espaço escolar um lugar de prazer e saber e o

supervisor como um semeador neste espaço.

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CAPÍTULO I

A INTERAÇÃO DO SUPERVISOR ESCOLAR JUNTO AS NOVAS TECNOLOGIAS

A missão da escola, nos tempos atuais e de acordo com a legislação em

vigor é promover o pleno desenvolvimento do aluno, preparando-o para a cidadania

e qualificando-o para o trabalho.

Visando refletir sobre a função social da escola, é necessário considerar que

esta hoje, situa-se entre a tradição e a modernidade, entre o acesso aberto e todas

as fontes de informação e conhecimento e a absoluta falta de condições primárias

de estudos em periferias pobres; entre o social e o individual; entre as perspectivas

de longo prazo e as necessidades imediatas; a competição e a igualdade de

oportunidades; a economia globalizada e a valorização da micro-produção e por fim

entre o universal e o local.

Assim como a sociedade vive uma crise de paradigmas, com aspectos

modernistas e pós-modernistas, a escola está atendendo alunos de diferentes

tempos culturais, convivendo com a coexistência de características ora modernas,

ora pós - modernas. Para realizar essa transição histórica, a escola deve estar

aberta a pontos como: novas tecnologias, multiculturalismo, diversidade, autonomia,

conteúdos significativos, unidade entre história e sujeito e visão de mundo

abrangente e atualizado.

Há a necessidade de a escola repensar profundamente sua organização, sua gestão, sua maneira de definir os tempos, os espaços, os meios e a forma de ensinar – ou seja, o seu jeito de fazer escola! É hora de jogar fora as roupas velhas e tornar vestir a escola, a partir da essência – sua função social – que permanece: ensinar bem e preparar os indivíduos para exercer a cidadania e o trabalho no contexto de uma sociedade complexa, enquanto se realizam como pessoas. Penin & Vieira (2002, p. 26)

Não há dúvida de que o mundo vive uma mudança de paradigma, um

desconforto de todos em busca de respostas diante de tantas mudanças. Isso se

deve em grande parte ao avanço da tecnologia. O surgimento da televisão provocou

uma enorme mudança de comportamento em uma determinada época, imagine

então o computador e a Internet. A possibilidade de manter-se informado sobre

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diversos assuntos, provenientes de diversas partes do mundo instantaneamente era

algo inimaginável para as pessoas há apenas algumas décadas atrás, e isso é

possível agora.

O que o professor ou o supervisor escolar têm a ver com isso? Muita coisa.

Por quê? Pelo simples fato de que as pessoas com as quais eles lidam, direta ou

indiretamente, estão vivendo essa mudança e precisam do auxílio do professor e do

supervisor para saber como aproveitar essa mudança da melhor maneira possível

para que ela não acabe sendo prejudicial. Os alunos, crianças e adolescentes, estão

dentro desse mundo repleto de informações, de novidades tecnológicas convivendo

diariamente com isso, e os professores e os supervisores não podem excluir-se,

mostrarem-se descrentes ou amedrontados diante de tudo isso.

As novas tecnologias que incluem não apenas o computador com seus

programas e a Internet, mas também a televisão, o rádio, o vídeo e, modernamente,

o DVD, não podem ser vistas como vilões prejudiciais ou substitutos dos

professores. O papel do professor é insubstituível, pois diante de tantas

modificações e informações é preciso que haja alguém que auxilie o aluno a analisar

criticamente tudo isso, verificando o que é válido e deve ser utilizado e o que pode

ser deixado de lado. Apesar da facilidade de acesso a informação que a tecnologia

nos permite, o professor continua sendo indispensável para que a tecnologia seja

utilizada corretamente, resume Faria (2001, p. 60)

O uso da tecnologia em sala de aula é bastante válido, no sentido que

possibilita “um ensino e uma aprendizagem mais criativa, autônoma, colaborativa e

interativa”. (Faria, 2001, p.64). No entanto, o professor ainda, muitas vezes,

mantém-se apreensivo e reticente em utilizar a tecnologia em sua aula. Segundo

Heide e Stilborne (2000, p. 24) muitas são as razões para que o professor haja

dessa maneira: não saber como utilizar adequadamente a tecnologia nas escolas,

não saber como avaliar as novas formas de aprendizagem provenientes desse uso,

não saber como usar a tecnologia e, algumas vezes por falta de apoio dos colegas

ou da escola para o uso de inovações em sala de aula.

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Diante dessas dificuldades e de outras que possam surgir, a solução ou o

auxílio devem vir do supervisor escolar. A busca de novas técnicas ou métodos que

auxiliem a aprendizagem do aluno é algo constante na ação do supervisor, dessa

forma o uso da tecnologia é algo que vem auxiliar essa ação. Professor e supervisor

devem caminhar juntos, procurando conhecer todas as possibilidades oferecidas

pela tecnologia, que os auxiliem a desenvolver um ensino e uma aprendizagem em

que a criatividade e a interação, sejam as principais características.

O supervisor escolar em relação do uso adequado da tecnologia, deve ser

parceiro do professor no sentido de conhecer e analisar todos os recursos

disponíveis, buscando a sua melhor utilização. Nada adianta fazer uso da

tecnologia, se isso não é feito da melhor maneira possível. As crianças e os

adolescentes até podem apresentar, muitas vezes, um conhecimento bem mais

adiantado de todas as ferramentas tecnológicas hoje existentes, mas esse

conhecimento não será útil se ele não for utilizado de maneira crítica. Supervisor e

professor devem caminhar juntos, procurando desenvolver, em todos os trabalhos

envolvendo a tecnologia, a competência crítica dos alunos.

O uso adequado da tecnologia no ambiente escolar requer cuidado e atenção

por parte do professor para avaliar o que vai ser usado e reconhecer o que pode ou

não ser útil para facilitar a aprendizagem de seus alunos os tornado críticos,

cooperativos, criativos. Além disso, requer do supervisor escolar uma disposição

para aceitar o novo, conhecê-lo senão profundamente, em parte, para ser capaz de

julgá-lo e procurar encaixá-lo na sua prática e na do professor da sua escola.

Dessa forma conclui-se que o uso das novas tecnologias na educação e no

ambiente escolar é algo que existe e deve ocorrer. No entanto, é algo que deve ser

feito com cuidado para que a tecnologia (computador, Internet, programas, CD-

ROM, televisão, vídeo ou DVD) não se torne para o professor apenas mais uma

maneira de “enfeitar” as suas aulas, mas sim uma maneira de desenvolver

habilidades e competências que serão úteis para os alunos em qualquer situação de

sua vida. O uso das tecnologias deve proporcionar dentro do ambiente escolar uma

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mudança de paradigma, uma mudança que vise à aprendizagem e não o acúmulo

de informações.

Em resumo, segundo Perrenoud (2000):

Formar para as novas tecnologias é formar o julgamento, o senso-crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e de imagens, a representação de redes, de procedimentos e de estratégias de comunicação. (p.128)

1.1. A Administração Escolar na Atualidade

A administração de uma escola compete à equipe diretiva, geralmente

formada pela pessoa do diretor, vice-diretor, supervisor escolar, orientador e

Conselho Escolar (existente na rede estadual de ensino a partir do ano de 1995).

A administração escolar é ramo da Ciência da Administração, tendo como objeto próprio o estudo dos métodos e processos mais eficientes e práticos de se organizar e administrar um sistema escolar ou uma escola, em ordem aos ideais e objetivos visados pelo trabalho educativo. (BELLO apud LACERDA, 1977, p. 14).

A principal preocupação da administração escolar, atualmente, deve ser

educar para a vida. O objetivo principal deve se formar a personalidade, dando ao

aluno o domínio de si mesmo, hábitos sadios, consciência de seus deveres e

direitos, integrando-o no meio social em que irá viver; enfim, formar-lhe o caráter.

O momento atual no mundo, caracterizado por crises de paradigmas,

contraste entre modernidade e pós-modernidade, exigem da educação novas

compreensões, novos conceitos, categorias e interpretações. Uma das tarefas, mais

urgentes, para os administradores da educação, é pensar em formas de intervenção

e construção de conhecimento que possibilitem o enfrentamento dos desafios da

atualidade.

Os desafios da atualidade exigem a formação de uma consciência crítica da

comunidade escolar (pais, alunos, professores e funcionários). Esta comunidade

pode exercitar sua participação no âmbito da escola, auxiliando a equipe diretiva na

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administração desta. Para tanto, cabe à direção proporcionar momentos para que

exista a efetivação desta participação.

...Saliento a importância da direção que se constrói e legitima na participação, no exercício da democracia e na competência da construção coletiva do projeto político-pedagógico, por meio de uma prática de gestão comprometida com a formação de homens e mulheres brasileiros/as fortes intelectualmente, ajustados emocionalmente e capazes tecnicamente (FERREIRA, 2003, p. 10).

O papel da escola hoje é formar pessoas fortalecidas por seu conhecimento,

orgulhosas de seu saber, emocionalmente corretas, capazes de autocrítica,

solidárias com o mundo exterior e capacitadas tecnicamente para enfrentar o mundo

do trabalho e da realização profissional.

Neste contexto, o diretor de escola é o principal responsável pela execução

eficaz da política educacional. É sua função também, coordenar e orientar todos os

esforços no sentido de que a escola, como um todo, produza os melhores

resultados possíveis no sentido de atendimento às necessidades dos educandos e

promoção do seu desenvolvimento.

O centro de atenção máxima da escola deve ser o aluno. A escola existe em

função dele, e, portanto, para ele. A sua organização, em qualquer dos seus

aspectos, deve ter em vista a consideração do fim precípuo a que a escola se

destina: a criação de condições e de situações favoráveis ao bem estar emocional

do educando, e o seu desenvolvimento em todos os sentidos: cognitivo, psicomotor

e afetivo, a fim de que o mesmo adquira habilidades, conhecimentos e atitudes que

lhe permitam fazer face às necessidades vitais e existências (LÜCK, 2003, p. 63).

Cabe ao diretor da escola proporcionar espaço para que os setores

educacionais (supervisão, orientação, biblioteca e outros) desenvolvam seus

projetos em prol da aprendizagem do aluno. Todos os segmentos devem unir-se e

ter um objetivo comum: o desenvolvimento integral de todos os alunos e o sucesso

da escola, pois este será medido pelo desempenho dos educandos. Este sucesso

depende da participação de toda a equipe e, sobretudo do diretor. É dele a

responsabilidade de trabalhar com os professores a concepção de escola que

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desejam implementar, como se definirá o projeto pedagógico, as formas de

avaliação, de maneira a promover a aprendizagem contínua dos alunos.

“O papel de diretor é o de líder. Tudo ficará mais fácil se ele permitir uma participação democrática dos outros sujeitos da educação nas tomadas de decisão, entretanto é importante que se lembre: poder se delega responsabilidade não”. Chalita (2001, p. 189)

Neste contexto, o diretor da escola atual deve inteirar-se de todos os

processos desencadeados no interior do espaço educativo e perceber que a escola

que se deseja construir aponta para a valorização do pedagógico. Ele é o centro de

todo o trabalho da escola, é a razão de existir da escola e neste sentido a ação

administrativo-financeira deve acontecer como suporte necessário para acontecer à

produção e a construção do conhecimento.

Para dirigir esta escola, Chalita (2001, p. 190) complementa: “O novo

conceito de gestor é o daquele que vai até seus companheiros e interage, e

observa, e resolve, e participa, e constrói”.

1.2. Administração Participativa ou Democrática 1.2.1. Gestor Educacional

Atualmente, não se aborda mais o conceito de administrador; fala-se em

gestor. Nessa perspectiva, a direção da escola deve ser entendida como um

trabalho que se desenvolve no coletivo, com ampla participação de toda

comunidade escolar. Logo, o papel do gestor escolar, conhecido como Diretor de

escola, em uma visão democrática de gestão, está diretamente ligado ao

conhecimento/interação deste com a comunidade na qual "sua" escola está

inserida.

O gestor deve proporcionar, no ambiente escolar, ações que viabilizem a

participação de todos, de forma compartilhada, como também garantir a formação

continuada de seus profissionais, contribuindo para a qualificação da prática

pedagógica. Esse gestor é quem irá fazer o sucesso do aluno. Além disso, cabe a

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ele, juntamente com o grupo, elaborar planos de ação para a aplicação dos recursos

financeiros e fazer uso da tecnologia para uma melhor comunicação entre todos.

Para que tais objetivos sejam alcançados é fundamental que o diretor assuma

o seu papel de gestor, administrando as diferentes realidades que se manifestam na

escola, estabelecendo uma rede de relações entre os alunos, professores, pessoal

de apoio, pais e comunidade do entorno da escola, mediando a construção de uma

identidade própria para a Unidade Escolar através da participação de todos.

1.2.2. Escola Democrática

A sociedade atual precisa de uma escola democrática, organizada, com

identidade social, atualizada, aberta, crítica e eficiente na educação. À frente desta

escola se faz necessário um diretor com visão pedagógica e educacional;

comprometido com a melhoria do processo educativo; que faça dos aspectos

pedagógicos questões prioritárias na sua administração; lute pela qualidade do

ensino e do currículo e proporcione discussões sobre educação e realidade. Um

diretor com gestão participativa, que não permaneça fechado em sua sala, que seja

aberto ao diálogo com todos os segmentos, que valorize as iniciativas e trabalhos da

comunidade escolar, que incentive a participação, entrosamento e harmonia dos

diversos setores envolvidos no processo educacional. [...] a gestão democrática é

entendida como processo de aprendizado e de luta política que não se circunscreve

aos limites da prática educativa, mas vislumbra, nas especificidades dessa prática

social e de sua relativa autonomia, a possibilidade de criação de canais de efetiva

participação e de aprendizado do ‘jogo’ democrático e, conseqüentemente, do

repensar das estruturas de poder autoritário que permeiam as relações sociais e, no

seio dessas, as práticas educativas (DOURADO, 2003, p. 79).

Na década de 90, no Rio Grande do Sul, os professores, através de suas

reivindicações, conseguiram a implantação de órgãos colegiados, os Conselhos

Escolares, nas escolas públicas estaduais. Os Conselhos Escolares com suas

atribuições pedagógicas, administrativas e financeiras e suas competências

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fiscalizadoras, consultivas e deliberativas se comprometem com a totalidade da vida

da escola. Tais conselhos são compostos por representações de todos os

segmentos da escola que devem ter seus espaços de participação garantidos.

A participação na administração da escola está, pelo menos teoricamente,

garantida por meio do funcionamento do Conselho de Escola, cuja forma atual é

resultado de uma longa e dura luta política [...] com o sentido de dotar a escola de

autonomia para poder elaborar e executar seu projeto educativo (GUTIERREZ &

CATANI, 2003, p. 69). 21. A gestão democrática implica na participação intensa e

constante dos diferentes segmentos sociais nos processos decisórios, no

compartilhar as responsabilidades, na articulação de interesses, na transparência

das ações, em mobilização e compromisso social, em controle coletivo.

Cada escola precisa construir sua gestão democrática, estimulando a

participação dos segmentos, abrindo espaço para estes, mostrando-lhes a

importância deste processo democrático para a busca de uma escola de qualidade.

Lück (2003, p. 17) afirma que o diretor assume uma série de funções, tanto

de natureza administrativa, quanto pedagógica. Do ponto de vista administrativo,

compete-lhe, por exemplo:

• Organização e articulação de todas as unidades componentes da escola;

• Controle dos aspectos materiais e financeiros da escola;

• Articulação e controle dos recursos humanos;

• Articulação escola-comunidade;

• Articulação da escola com o nível superior de administração do sistema educacional;

• Formulação de normas, regulamentos e adoção de medidas condizentes com os objetivos e princípios propostos;

• Supervisão e orientação a todos aqueles a quem são delegados responsabilidades.

Do ponto de vista pedagógico, é de sua alçada, por exemplo, a:

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• Dinamização e assistência aos membros da escola para que promovam ações condizentes com os objetivos e princípios educacionais propostos;

• Liderança e inspiração no sentido de enriquecimento desses objetivos e princípios;

• Promoção de um sistema de ação integrada e cooperativa;

• Manutenção de um processo de comunicação claro e aberto entre os membros da escola e entre a escola e a comunidade;

• Estimulação à inovação e melhoria do processo educacional.

Dando continuidade ao pensamento de Lück, o diretor deve relacionar o

administrativo e o pedagógico a fim de coordenar sua equipe com clareza em suas

ações. Davis & Grosbaum (2002, p. 89) complementam esta ideia:

A presença de liderança, de coordenação, é indispensável na vida de uma

equipe: alguém que tenha uma visão global da situação e que saiba aonde se quer

chegar, incentivando o grupo a pensar e a “por a mão na massa” para executar o

que foi previsto; que aponte a direção do trabalho, apoiando o grupo durante sua

execução e levando cada um a superar suas dificuldades. Essa pessoa será o

mobilizador do trabalho coletivo, o articulador do processo de elaboração e

desenvolvimento do projeto pedagógico da escola.

Este é o perfil de diretor numa administração democrática e participativa, na

escola que se deseja, com um diretor diretamente envolvido com o processo em

busca da qualidade de ensino, que assume o papel de coordenador ou articulador,

identificando-se com o grupo.

20

CAPÍTULO II

A SUPERVISÃO EDUCACIONAL

A Supervisão Educacional é responsável pela articulação da prática

pedagógica, buscando a construção do planejamento curricular, coordenando o

processo pedagógico da escola, adequando a aprendizagem às exigências da

sociedade. Saviani (2002, p. 14) afirma: Se se entende a supervisão como a ação

de velar sobre alguma coisa ou sobre alguém a fim de assegurar a regularidade de

seu funcionamento ou de seu comportamento (FOULQUIÉ, 1971:452) vê-se que

mesmo nas comunidades primitivas, onde a educação se dava de forma difusa e

indiferenciada, estava presente a função supervisora.

Pode-se dizer que a ação supervisora acompanha a ação educativa desde

suas origens, mas ao longo dos anos, suas atribuições modificaram-se. Da função

fiscalizadora, de inspeção e controle, muito pouco ainda é usado, pois o que hoje é

valorizado nesta profissão é o caráter pedagógico, o assessoramento, a melhoria do

desempenho do professor, visando a qualidade do processo ensino-aprendizagem.

Esta é uma nova dimensão do trabalho do supervisor educacional, atuar no

sentido pedagógico e não técnico da educação. A supervisão, assim concebida, vai

muito além de um trabalho meramente técnico-pedagógico, como é entendido com

frequência, uma vez que implica uma ação planejada e organizada a partir de

objetivos muito claros, assumidos por todo o pessoal escolar, com vistas ao

fortalecimento do grupo e ao seu posicionamento responsável frente ao trabalho

educativo.

Nesse sentido, a supervisão deixa de ser apenas um recurso meramente

técnico para se tornar um fator político, passando a se preocupar com o sentido e os

efeitos da ação que desencadeia mais que com os resultados imediatos do trabalho

escolar (ALONSO, 2002, p. 175).

O supervisor atual deve ser pesquisador do cotidiano escolar para realmente

realizar um trabalho que faça sentido, que ressignifique. Seu trabalho deve basear-

21

se na observação das realidades existentes na escola. Medina (2002, p. 51)

reafirma esta ideia: Para que tudo isso seja possível, é indispensável à ação de um

profissional que, além de possuir competência teórica, técnica humana, política,

disponha de tempo necessário para tornar possível a relação entre vivências dos

alunos fora da escola e o trabalho do ensinar e aprender na escola.

Esse profissional é o supervisor que, define sua função pedagógica quando

contribui para a melhoria do processo de ensinar e aprender, por meio de ações que

articulam as demandas dos professores com os conteúdos e as disciplinas. Além de

possibilitar a relação da bagagem que o aluno traz com a aprendizagem, o

supervisor deve fazer-se conhecer pela comunidade escolar. A comunidade precisa

inteirar-se de sua função, para saber o que esperar dele, para poder contar com sua

ajuda.

O Projeto de Lei nº 4.412/01 que visa regulamentar o exercício da Profissão

de Supervisor Educacional, aponta como atribuições deste profissional: A

coordenação do processo de construção coletiva e execução da Proposta

Pedagógica, dos Planos de Estudo e dos Regimentos Escolares; Investigar,

diagnosticar, planejar, implementar e avaliar o currículo em integração com outros

profissionais da Educação e integrantes da comunidade; Supervisionar o

cumprimento dos dias letivos e horas/aula estabelecidos legalmente; Velar pelo

cumprimento do plano de trabalho dos docentes nos estabelecimentos de ensino;

Assegurar processo de avaliação da aprendizagem escolar e a recuperação dos

alunos com menor rendimento, em colaboração com todos os segmentos da

Comunidade Escolar, objetivando a definição de prioridades e a melhoria da

qualidade de ensino; Promover atividades de estudo e pesquisa na área

educacional, estimulando o espírito de investigação e a criatividade dos profissionais

de educação; Emitir parecer concernente à Supervisão Educacional; Acompanhar

estágios no campo da Supervisão Educacional; Planejar e coordenar atividades de

atualização no campo educacional; Propiciar condições para a formação

permanente dos educadores em serviço; Promover ações que objetivem a

articulação dos educadores com as famílias e a comunidade, criando processos de

22

integração com a escola; Assessorar os sistemas educacionais e instituições

públicas e privadas nos aspectos concernentes à ação pedagógica.

Além destas atribuições explicitadas em lei, Medina (2002, p. 87) nos aponta

as propostas para uma ação supervisora renovada: Explicitar as contradições,

trabalhando o conflito com o objetivo de estabelecer relações de trabalho no grupo

da escola; Trabalhar as diferenças; Trabalhar, procurando criar demandas; Fazer a

leitura da escola, considerando sua singularidade; Criar formas próprias de

conhecimento; Enfatizar a produção do professor no interior da escola, num

movimento de ensinar e aprender ou aprender e ensinar; Ser um problematizador;

Ter o conhecimento como um dado relativo; Ver na Proposta pedagógica uma

possibilidade de reconstrução da escola; Expressar com clareza o comportamento;

Trabalhar, tendo em vista o sentido da vida humana.

A Supervisão Educacional, no contexto atual, precisa analisar as propostas

de renovação, buscar sentido para estar em sua realidade escolar, visando a

melhoria do processo ensino-aprendizagem. O trabalho dos profissionais da

educação, em especial da supervisão educacional, é traduzir o novo processo

pedagógico em curso na sociedade mundial, elucidar a quem ele serve, explicitar

suas contradições e, com base nas condições concretas dadas, promover

necessárias articulações para construir alternativas que ponham a educação a

serviço do desenvolvimento de relações verdadeiramente democráticas (FERREIRA

apud Rangel, 2002, p. 9).

Para desenvolver o trabalho idealizado por Ferreira, o supervisor precisa ser

um constante pesquisador, é necessário que ele antecipe conhecimentos para o

grupo de professores, lendo muito, não só sobre conteúdos específicos, mas

também livros e diferentes jornais e revistas.

Entre as tarefas do supervisor está ajudar a elaborar e aplicar o projeto da

escola, dar orientação em questões pedagógicas e principalmente, atuar na

formação contínua dos professores. O supervisor faz a transposição da teoria para a

prática escolar, reflete sobre o trabalho em sala de aula, estuda e usa as teorias

para fundamentar o fazer e o pensar dos docentes. Um bom supervisor deve

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apresentar em seu perfil as seguintes características: auxiliador, orientador,

dinâmico, acessível, eficiente, capaz, produtivo, apoiador, inovador, integrador,

cooperativo, facilitador, criativo, interessado, colaborador, seguro, incentivador,

atencioso, atualizado, com conhecimento e amigo.

Além disso, o trabalho de supervisão é uma atuação de grupo que acontece

com os professores e demais setores da escola, especialmente o de orientação

Educacional (SOE). Por ser grupal, o trabalho exige o exercício constante do

pensar, do descobrir e do saber o modo de avançar nas ações e também o de

recuar. Esse trabalho requer estudo, dedicação e se constrói no fazer diário da

escola, por isso, nunca se sabe como fazê-lo, não tem receita, o que permite olhá-lo

de diversas maneiras.

Em suma, caracteriza-se como um trabalho administrativo-burocrático que

transcende o conhecimento puro e simples da sala de aula (só o conhecimento

discente não é suficiente para ser supervisor) (MEDINA, 2002, p. 102). O

conhecimento, a prática de sala de aula fundamenta o trabalho do supervisor, mas

só isto não basta como diz Medina, porém o supervisor será sempre professor em

primeiro lugar. Alguns atores usam a expressão “professor supervisor” para tratar a

figura deste especialista, afirmando que o supervisor que tem esta visão sobre sua

função, aproxima-se mais do grupo de professores com os quais trabalha, buscando

a interação, a troca entre os pares.

O supervisor que tiver como ponto de partida e de chegada o pensamento de

que a escola, como instituição social, precisa ser pensada dialeticamente cria um

espaço novo e diferente daquele que, historicamente, foi ocupado e que se

caracterizou pelo controle e também, como refúgio burocrático... (MEDINA, 2002, p.

159).

Um supervisor que trabalhe dentro desta visão, será capaz de junto com seu

grupo, transformar a realidade de sua escola, priorizando a aprendizagem do aluno,

pois este é seu objeto de trabalho e para quem suas ações devem ser voltadas.

24

CAPÍTULO III

AUTONOMIA: DESCENTRALIZAÇÃO E PODER LOCAL

O caráter pedagógico e o administrativo de uma instituição escolar estão

intimamente relacionados. O administrador está a serviço do pedagógico, pois a

função primordial da escola é a aprendizagem, o processo pedagógico.

É necessário ponderar que, para atender as necessidades da escola, o supervisor não pode abandonar, em momento algum, sua intenção pedagógica, que está ligada ao instrumental para a transmissão do conhecimento, essência da escola, este pedagógico, entretanto está diretamente associado, pode-se até dizer dependente de uma organização de ensino, algo de caráter tipicamente administrativo. Para cumprir o caráter pedagógico de sua função, creio que o supervisor necessita de um vasto conhecimento da Administração Escolar, no sentido de dominar critérios de organização da instituição escolar, para garantir seu bom funcionamento pedagógico.

(RAPHAEL 2003, p.20).

Neste contexto, é importante destacar que o estabelecimento da autonomia

dá-se, principalmente, pela descentralização ou pelo estabelecimento da gestão

democrática. Nesse sentido, delegação e descentralização se tornam instrumentos

da autonomia, construindo-se poder e autoridade para que o sujeito tome decisões

e possa implementá-las.

A autonomia como princípio de gestão, oferece ao sujeito oportunidade de

participar do processo de tomada de decisão. Trata-se da condição dele escolher o

modo de agir ou resolver os problemas junto aos seus pares. A autonomia se

destaca, assim, no contexto educacional, como medida de alocação e distribuição

de recursos, reforçando o sentido de gestão no desempenho das funções,

aumentando a participação local no governo da escola e nos procedimentos de

avaliação externa.

O entendimento de tal abordagem da autonomia permite certa ruptura teórica

e metodológica, com o paradigma científico-racional que dominou a análise

organizacional e administrativa escolar. As escolas passam a ser vistas como um

espaço de construção social. Valoriza-se o papel dos sujeitos e o contexto social e

histórico de sua ação. Tal perspectiva crítica de autonomia torna-se desnecessário

25

distinguir lógicas presentes no processo de devolução de competências aos órgãos

de governo da escola, sintetizando entre eles a autonomia decretada e a autonomia

construída.

No caso da autonomia decretada, cabe desfazer os discursos legitimadores

das políticas de descentralização e de autonomia das escolas, ao interpretar as

formas e princípios das medidas propostas, e confrontá-las com as estruturas

existentes e as contradições da sua viabilização prática. Quanto a autonomia trata-

se de reconstruir os discursos da prática, a partir do reconhecimento das formas de

autonomia que emergem no funcionamento da escola, nas estratégias e

funcionamento dos seus sujeitos.

Pelo menos desde o final da década de 80, tem-se assistido a uma alteração

significativa do papel do Estado no processo de decisão política e de gestão

educacional, que se evidencia na transferência de poderes e funções no âmbito

nacional e regional para o local, identificando a escola como espaço central de

gestão e a comunidade local como componente essencial na tomada de decisão.

Um dos elementos centrais nesse tipo de gestão consiste na possibilidade da

escola poder decidir sobre a alocação de recursos como conhecimento, tecnologia,

poder, materiais, pessoas, tempo e dinheiro, em função de critérios definidos,

centralmente, como implementação e acompanhamento feito por um sistema de

prestação de contas à autoridade central. A descentralização e desburocratização

dos processos de acompanhamento e controle, a partilha de decisões, o

crescimento da influência dos pais na tomada de decisões, a escolha de seu

dirigente, e a possibilidade dos pais poderem escolher a escola para matricular seus

filhos, contribui nesse processo.

Para além dessa autonomia decretada, cabe reconhecer que a escola

desenvolve em deu cotidiano, formas autônomas de tomada de decisão, em

diferentes contextos, que consubstanciam aquilo que pode ser designado por

autonomia construída. Assim, a autonomia da escola e de sua gestão é resultado do

confronto de lógicas e interesses políticos gestionários, profissionais e pedagógicos,

que exigem certa capacidade de articulação:

26

A autonomia da escola não é a autonomia dos professores, ou a autonomia dos pais, ou a autonomia dos gestores. A autonomia da escola, nesse caso, é o resultado do equilíbrio de forças, numa determinada escola, entre diferentes detentores de influência (externa e interna), dos quais se destacam: o governo e seus representantes, os professores, os alunos, os pais e outros membros da sociedade local (BARROSO, 1996, p. 186).

Neste caso a autonomia se afirma como expressão da unidade social que é a

instituição escolar e não preexistente à ação dos indivíduos. Trata-se de um

conceito construído social e politicamente, a partir da interação dos diferentes

sujeitos organizacionais numa determinada escola. Daí, ser possível depreender

que não existe a possibilidade de uma autonomia decretada, o que contraria as

diversas estratégias reformistas neste âmbito – o que se pode decretar são as

normas e regras formais que regulam o compartilhamento do poder e a distribuição

de competências entre os diversos níveis de gestão.

O poder se relaciona a qualquer possibilidade de tomada de decisão pelo

sujeito, acerca das condições de sua vida cotidiana ou sobre os fatos que compõem

o contexto histórico de seu tempo. Certos acontecimentos extrapolam o alcance da

decisão do sujeito, pois a dinâmica social se modifica sem a orientação da decisão

explícita. Contudo, à medida que tais decisões são tomadas, passam a constituir o

problema daquele que é o responsável por elas: o problema básico do poder.

Considerando que determinadas medidas poderiam ser tomadas, mas não são,

transformam o problema no fato de saber quem deixou de tomá-las.

A coação como forma final do poder, com a autoridade justificada pela

convicção dos que obedecem voluntariamente e, a manipulação, como poder

exercida às cegas sobre os impotentes, juntam-se na constituição do poder. No

entanto, nem sempre estratégias como as de persuasão são utilizadas no processo

de tomada de decisão junto às instituições do Estado. Na verdade, as decisões são

apresentadas como fatos consumados, ou, mesmo que se coloquem idéias à

disposição dos poderosos, elas nem sempre são consideradas. Depreende que

muitos perderam a crença no poder democrático do Estado, não adquirem novas

condições e deixam de se preocupar com a política.

27

Desse modo, entende-se que é na organização e no Estado, como espaços

garantido do exercício do poder, que se buscam as especificações destas relações,

pois nestes locais privilegiados é que os interesses dos diferentes grupos sociais

são interpretados. Surgem assim, do embate experimentado pelos sujeitos que

compõem a gestão das escolas, diferentes modos do exercício do poder junto aos

seus pares, decorrente, de sua trajetória histórica, da cultura organizacional, da

realidade social e das constantes influências do mundo social. Tais possibilidades

são sintetizadas como concepção técnico-científica, autogestionária, interpretativa e

democrático-partipativa, conforme LIBÂNEO (2003).

A concepção técnico-científica centraliza o poder no diretor da escola,

evidenciando relações de subordinação em que uns têm mais autoridade do que

outros. Propõe certa rigidez no sistema de normas e nos procedimentos de

acompanhamento das atividades, viabilizando uma comunicação linear, ênfase

maior nas tarefas do que nas pessoas, e a divisão técnica do trabalho escolar.

A concepção autogestionária fundamenta-se na responsabilidade coletiva, na

ausência de direção centralizada e na ênfase da participação direta e igual dos

integrantes da escola. Recusa o exercício de autoridade e os modos mais

sistematizados de organização e gestão. Valoriza-se a capacidade do grupo de criar

suas regras e procedimentos.

Na concepção interpretativa, considera-se como imprescindível, no

entendimento dos processos de gestão, os significados subjetivos, intenções e

interações dos sujeitos, visualizando as práticas organizativas, como construção

social fundamentadas em experiências subjetivas e nas interações sociais.

Já a concepção democrático-participativa procura avançar na busca de uma

relação mediadora entre a direção e a participação dos componentes da gestão

escolar, acentuando a importância da construção de objetivos comuns pela

coletividade. Pretende-se uma forma compartilhada de tomada de decisões.

Depreende-se, que o modo de opção organizacional define igualmente sua

dimensão pedagógica, assumindo os objetivos mais amplos da escola, relacionados

28

ao seu compromisso com a conservação ou com a transformação das relações

sociais.

A concepção democrático-participativa demonstra a necessidade de combinar

ênfase nas relações humanas e na participação no processo de tomada de decisão,

com práticas efetivas para atingir com qualidades os sujeitos da gestão escolar,

valoriza uma proposta de gestão participativa com a intenção do exercício

democrático, que implica a intervenção dos profissionais da educação, alunos e pais

na gestão escolar tendo em vista uma direção consciente e planejada junto ao

processo educacional.

Por se tratar de processo complexo, a organização da gestão escolar requer

conhecimento e adoção de princípios básicos, subordinados ao conteúdo real de

cada instituição, entre eles, aponta-se a autonomia da escola e da comunidade

educativa, relação dinâmica entre o diretor e a participação dos sujeitos envolvidos,

planejamento de atividades, formação continuada para os integrantes da

comunidade, análise e resolução de problemas, ampla democratização das

informações, avaliação compartilhada, que passam pelo processo de escolha e pela

atuação do profissional da educação que deverá liderar o processo de

desenvolvimento da gestão escolar e trabalhar em busca de objetivos comuns.

3.1. Autonomia Escolar: alguns apontamentos

A escola pública, para elaborar e efetuar o projeto pedagógico, de acordo

com os preceitos gerais comuns organizados pela administração central da

educação (secretarias de educação, delegacias de educação, etc.), e observando as

suas especificidades, deve ter maior competência nos recursos humanos e uma

ampliação massiva de recursos financeiros. Com a ausência desses dois critérios

fundamentais na organização escolar, a autonomia é inexistente. É preciso salientar

que determinar sobre os recursos humanos e financeiros é uma condição

imprescindível para a consecução do projeto pedagógico. Projeto este

compreendido como “tomada de consciência dos principais problemas da escola,

29

das possibilidades de solução e definição das responsabilidades coletivas e

pessoais para eliminar ou atenuar as falhas detectadas” (SPOSITO, 1990, p. 55).

A autonomia escolar, quando não pressupõe uma gestão cujo intento é servir

de mediação para a realização de determinados fins, isto é, a “utilização de forma

mais adequada de recursos para a realização de fins” (PARO, 2000), pode não

consolidar em resultado positivo na qualidade do processo de ensino-aprendizagem.

Isso acontece quando o necessário ajustamento de recursos e de pessoal para

atender a finalidade da escola pública não é observado, ou quando é analisado de

forma equivocada. Atentar para essa adequação é não incorrer no erro de fazer

educação formal com salas de aula atulhadas de alunos, com 40 ou 50 alunos,

incompatível com o processo do trabalho pedagógico; é não faltar os recursos

materiais e humanos condizentes com a quantidade de alunos.

Isto significa que a função do Estado deve ser cada vez mais firmada

enquanto provedor de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de

ensino-aprendizagem. Já que, a autonomia escolar não isenta o Estado de suas

atribuições, principalmente relacionadas ao financiamento. O Estado e as instâncias

do poder central de educação, nas suas obrigações de oferecer um ensino público,

estatal e de qualidade, devem adotar uma política estrutural que contemple dois

eixos básicos:

Primeiro, definição de diretrizes básicas comuns, mínimas e flexíveis, sobre o

que se deve garantir para todos, tanto em relação a currículos e seus conteúdos

mínimos, aí incluindo capacidades a serem desenvolvidas e conhecimentos a serem

adquiridos, quanto em relação a padrões mínimos de qualidade do ensino,

referindo-se a condições de funcionamento das escolas, com a variedade e

quantidade mínimas de insumos materiais e humanos, com o ponto comum de

compromisso com a qualidade de ensino. Segundo, definição de normas de gestão

democrática para as escolas públicas, garantindo a participação não só de

professores e funcionários, mas também de alunos, pais e outros segmentos da

comunidade no poder decisório e não permitindo que os problemas gerados pelos

processos participativos prejudiquem o exercício da função mais importante da

escola, ou seja, o ensino (ibidem, p. 126).

30

Portanto, a participação de diversas entidades, vinculadas aos profissionais

da educação, para definição dessa política pública, é de fundamental importância.

Isto porque, com o envolvimento nos debates e na elaboração de proposta em nível

nacional, favorece um maior adensamento na tomada de decisão.

3.2. O papel do diretor

Segundo a revista de Gestão Escolar, edição 161/2003, o papel do diretor

escolar pode ser comparada a de um maestro, o líder da equipe que concilia o

trabalho pedagógico com o administrativo.

É possível fazer uma comparação entre o trabalho de um maestro e o de um

diretor de escola. Ambos são líderes e regem uma equipe. O primeiro segue a

partitura e é responsável pelo andamento e pela dinâmica da música. O segundo

administra leis e normas e cuida da dinâmica escolar. Os dois servem ao público,

mas a platéia do "regente-diretor" não se restringe a bater palmas ou vaiar. Ela é

formada por uma comunidade que participa da cena educacional.

Mais do que um administrador que cuida de orçamentos, calendários, vagas e

materiais, quem dirige a escola precisa ser um educador. E isso significa estar

ligado ao cotidiano da sala de aula, conhecer alunos, professores e pais. Só assim

ele se torna um líder, e não apenas alguém com autoridade burocrática. Para

Antônio Carlos Gomes da Costa, pedagogo e consultor há três perfis básicos nessa

função:

O administrador escolar - mantém a escola dentro das normas do sistema

educacional, segue portarias e instruções, é exigente no cumprimento de prazos;

O pedagógico - valoriza a qualidade do ensino, o projeto pedagógico, a

supervisão e a orientação pedagógica e cria oportunidades de capacitação docente;

O sociocomunitário - preocupa-se com a gestão democrática e com a

participação da comunidade, está sempre rodeado de pais, alunos e lideranças do

bairro, abre a escola nos finais de semana e permite trânsito livre em sua sala.

31

Como é muito difícil ter todas essas características, o importante é saber

equilibrá-las, com colaboradores que tenham talentos complementares. Delegar e

liderar devem ser as palavras de ordem. E mais: o bom diretor indica caminhos, é

sensível às necessidades da comunidade, desenvolve talentos, facilita o trabalho da

equipe e, é claro, resolve problemas.

O que ele faz incentiva iniciativas inovadoras;

Elabora planos diários e de longo prazo visando a melhoria da escola;

Gerencia os recursos financeiros e humanos;

Assegura a participação da comunidade na escola;

Identifica as necessidades e busca soluções.

3.3. Pesquisa Realizada

O presente trabalho desenvolveu-se a partir da questão problematizadora: a

formação em Supervisão Educacional auxilia na direção de escola? Realizou-se

pesquisa de campo, de caráter descritivo, com perguntas semi-abertas em diretores

de escola do município de Simolândia. Os dados coletados foram analisados de

forma quali-quantitativa, sendo usada a análise crítico-descritiva. Dos questionários

respondidos pode-se analisar a formação dos diretores entrevistados e suas

concepções quanto à gestão.

3.4. Formação dos Diretores Entrevistados

De acordo com a pesquisa realizada no município de Simolândia, 100% (Cem

por cento) dos diretores entrevistados, possuem curso superior na área da

educação, sendo: 01 (Um) formado em Letras, 03 (Três) em Pedagogia, 02 (Dois)

em Matemática.

32

A pergunta seguinte referia-se ao tempo em que o diretor exerce esta função,

sendo que os resultados apontaram que:

• 33% (Trinta e três por cento) dos diretores exercem a função a mais de

2 anos;

• 17% (Dezessete por cento) dos diretores exercem a função a mais de

2 anos;

• 50% (Cinqüenta por cento) dos diretores entrevistados exercem a

função menos de 2 anos;

Do percentual de 50% (cinqüenta por cento) dos diretores entrevistados, que

estão em seu primeiro ano de mandato, a pesquisa procurou observar o tempo que

o profissional exerce a função pedagógica, seja como professor ou coordenador

pedagógico. Pois o cargo de direção exige preparo pedagógico e de liderança para

gerir todos os segmentos administrativos e pedagógicos de uma escola.

3.5 Exercício na função de Supervisor Educacional

De acordo com os dados coletados na pesquisa, nenhum dos diretores

exerceu a função de supervisor educacional antes de ingressar no cargo de diretor

escolar, estes eram membros escolares e exerciam a função de professor.

Outra abordagem do questionário da pesquisa foi: o que é aspecto

administrativo e o que é aspecto pedagógico, na concepção dos diretores.

1. Quanto aos diretores com formação em pedagogia, eles consideram:

aspecto administrativo como a técnica de administrar uma escola, o

comando do todo, o andamento geral da escola e também como o

conjunto de recursos humanos e meios materiais que cumprem papel

importante dentro das instituições escolares, no fazer pedagógico.

33

2. Como aspectos pedagógicos consideram que é a atividade didática

que envolve conteúdo, avaliação e aprendizagem dentro do

administrativo, envolvendo alunos e professores.

3. Quanto aos diretores com formação em letras e matemática, eles

consideram como aspecto administrativo a organização e a tomada de

decisões para o bom funcionamento de todos os setores; é ter uma

visão holística da escola, administrando em parceria com o

pedagógico, a parte burocrática, os aspectos materiais; é dinamizar e

coordenar o trabalho burocrático de acordo com a lei vigente,

garantindo o espaço permanente de formação de ensino, onde as

relações deverão estar calcadas nas decisões democráticas não

perdendo de vista a qualidade do ensino-aprendizagem.

Para os diretores entrevistados o aspecto pedagógico contempla a o

desenvolvimento do ensino, ou seja, como está se realizando a aprendizagem, o

que se está proporcionando ao aluno, para que produza bons frutos; é o próprio

funcionamento da escola, diretamente ligado ao trabalho com professores e alunos

apoiando e organizando o planejamento do professor, o rendimento e dificuldades

que por ventura ambos venham a encontrar, em consonância com a Proposta

Pedagógica da Escola. Para eles, o aspecto pedagógico visa coordenar o processo

de formação pedagógica da escola, com clareza da fundamentação teórica e estar

comprometido com a construção e reconstrução de conhecimento do educando,

garantindo o planejamento didático pedagógico entre os docentes para qualificar os

processos de tomadas de decisões referentes às práticas.

A última pergunta feita aos diretores foi: O que é prioritário para você,

como diretor de escola: o pedagógico ou o administrativo? Por quê?

1. Dos diretores com formação em Pedagogia, 66,67% consideram

prioridade os dois aspectos, afirmando que estão relacionados,

interligados e que devem andar juntos, pois a finalidade da Escola é

uma só: “educar”.

34

2. Outros 33,33% dão prioridade ao aspecto pedagógico, considerando

este aspecto a alma da escola, fazendo-a vibrar, dando movimento e

ação na escola, família e comunidade. Para os diretores com formação

em matemática e letras, 33,33% priorizam ambos os aspectos,

afirmando que para que um trabalho seja desenvolvido com êxito é

necessária a integração de todos os setores, para continuidade das

ações e alcance de objetivos. O aspecto administrativo é considerado

prioridade para 33,67% dos entrevistados. Estes alegam saber lidar

melhor com a parte administrativa.

3. E apenas 33% dos diretores priorizam o aspecto pedagógico, dizendo

que a escola tendo um trabalho pedagógico bem construído,

comprometido, fica bem mais fácil o diretor administrar.

Analisando os resultados obtidos, pode-se concluir que os diretores com

formação em Pedagogia valorizam mais o aspecto pedagógico, mas não deixam de

lado o aspecto burocrático-administrativo. Com isso, priorizam a integração, a

cooperação entre os dois aspectos, situando-se na linha atual da educação que

afirma que nenhuma ação hoje na escola é somente administrativa ou pedagógica e

que para o diretor é importante estar a par de tudo, ter conhecimento em ambas as

áreas.

35

CONCLUSÃO

Diante do exposto ao longo deste trabalho, conclui-se que o diretor com

formação em Supervisão Educacional procura priorizar todos os aspectos de uma

escola, ou seja, tanto o aspecto administrativo, quanto o pedagógico da instituição

de ensino ou até mesmo considera o aspecto pedagógico como o mais importante.

Nesse momento, pode-se dizer que tendo a Supervisão Educacional como

formação, o diretor consegue aliar o pedagógico ao administrativo e com isso

perceber a escola como um todo. A escola, analisada no primeiro capítulo, passa

hoje por transformações, situando-se entre a modernidade e pós-modernidade,

vivendo uma crise de paradigmas, necessitando, portanto de um líder que domine

conhecimentos em todas as áreas educacionais, um diretor que tenha visão geral da

instituição de ensino e principalmente, inter-relacione as áreas pedagógica e

administrativa, fazendo-as remar na mesma direção. Com isso, as possibilidades de

sucesso serão muito maiores.

Na escola de hoje, professores e alunos modificaram seus comportamentos,

seus papéis neste novo cenário educacional que surge a partir da nova LDB. O

aluno não é mais um ser passivo, interagindo em sua aprendizagem e não cabe

mais ao professor o título de “dono do saber” e sim o papel de desafiador,

instigador, provocador do aluno para que este adquira meios de buscar o

conhecimento por si só, visto este não estar mais apenas na escola. As novidades

provenientes da nova legislação exigem que se analise da Administração e a

Supervisão Educacional na atualidade.

À Supervisão não cabe mais o papel de controle e fiscalização, mas o de

articuladora de uma relação dialética entre escola e sociedade. Quanto à

administração, o ideal seria que todas as escolas conseguissem desenvolver um

projeto de administração participativa, onde todos os segmentos da escola possam

interagir e definir os rumos do processo educativo.

Considerando a relação entre Supervisão Educacional e Administração,

pode-se dizer que no contexto atual, tais funções devem interagir e integrar-se,

36

trabalhando em conjunto, uma entendendo das funções da outra e nesta

perspectiva, um diretor que tenha formação em Supervisão Educacional terá mais

chances de constatar se realmente suas ações administrativas estão se refletindo

no pedagógico, na sala de aula e na aprendizagem dos alunos.

De acordo com a análise de dados da pesquisa e da observação da pesquisa

de campo permite demonstrar que a interação entre supervisor, diretor e

comunidade escolar reflete nas ações tanto administrativas quanto pedagógicas e

que elo que deve ser fortalecido para a efetivação da interação no ambiente escolar

e da conseqüente melhoria da qualidade do ensino aprendizagem, que a meta e

função das escolas.

37

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38

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39

ANEXO

Instrumento aplicado como forma de pesquisa (Questionário)

1) Qual a sua formação?

2) Há quanto tempo exerce a função de diretor?

3) Na sua concepção o que é aspecto administrativo e o que é aspecto

pedagógico?

4) Já exerceu a função de Supervisor Educacional? Por quanto tempo?

5) O que é prioritário para você, como diretor de escola: o pedagógico ou o

administrativo? Por quê?