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  • Julio Jacobo Waiselfisz

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    ORGANIZAO DOS ESTADOS IBERO-AMERICANOS

    PARA A EDUCAO, A CINCIA E A CULTURA

    MAPA DA VIOLNCIADOS MUNICPIOS BRASILEIROSMAPA DA VIOLNCIADOS MUNICPIOS BRASILEIROS

    Organizaodos EstadosIbero-americanospara a Educaoa Cinciae a Cultura

    SHS, quadra 6, conjunto A, Bloco C, sala 919, Ed. Brasil XXICEP 70322-915, Brasil

    Tel.: (61) 3321-9955ww.oei.org.br

    Braslia/DF -

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    ORGANIZAO DOS ESTADOS IBERO-AMERICANOS

    PARA A EDUCAO, A CINCIA E A CULTURA

    MAPA DA VIOLNCIADOS MUNICPIOS BRASILEIROSMAPA DA VIOLNCIADOS MUNICPIOS BRASILEIROS

    Organizaodos EstadosIbero-americanospara a Educaoa Cinciae a Cultura

    SHS, quadra 6, conjunto A, Bloco C, sala 919, Ed. Brasil XXICEP 70322-915, Brasil

    Tel.: (61) 3321-9955ww.oei.org.br

    Braslia/DF -

    Data:05-02-2007Cliente:PNUDServio:MapadaViolenciaO.S.:2078

  • ORGANIZAO DOS ESTADOS IBERO-AMERICANOSPARA A EDUCAO, A CINCIA E A CULTURA

    OEI

    MAPA DA VIOLNCIA DOS MUNICPIOS BRASILEIROS

    Julio Jacobo Waiselfisz

    Fevereiro de 2007

  • 2007 Organizao dos Estados Ibero-Americanos para a Educao, a Cincia e a Cultura

    Todos os direitos reservados. permitida a reproduo parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e no seja para venda ou qualquer fim comercial. A responsabilidade pelos direitos autorais de texto e imagens desta obra da rea tcnica.

    1 edio 2007 Tiragem: 7.500 exemplares

    Elaborao, edio e distribuioOrganizao dos Estados Ibero-Americanos para a Educao, a Cincia e a Cultura - OEI

    EndereoSHS, quadra 6, conjunto A, bloco C, sala 919, Ed. Brasil XXICEP 70.322-915, Braslia/DF Brasil Tel.: (61) 3321-9955www.oei.org.br

    Produo editorialAutor: Julio Jacobo WaiselfiszElaboradores do aplicativo para a recuperao dos dados includos no CD-ROM:Nlio Lcio Galvo da Silva e Rodrigo de Moraes Santa CruzCoordenao editorial: Luciano MilhomemPr-impresso e impresso: Grfica Brasil

    ApoioMinistrio da Sade

    Impresso no Brasil / Printed in Brazil

  • SUMRIO

  • APRESENTAO ..................................................................................... 6

    INTRODUO .......................................................................................... 8

    1. NOTAS TCNICAS ............................................................................... 12

    2. HOMICDIOS NA POPULAO TOTAL ............................................... 20 2.1. Os mapas ............................................................................................................... 25 2.2. 10% dos municpios com as maiores taxas de homicdio na populao total ....... 54

    3. HOMICDIOS JUVENIS ......................................................................... 66 3.1. Os mapas ............................................................................................................... 72 3.2. 10% dos municpios com as maiores taxas de homicdio juvenil ........................... 101

    4. BITOS POR ACIDENTES DE TRANSPORTE ................................... 114 4.1. Os mapas................................................................................................................ 118 4.2. Municpios com as maiores taxas de bitos por acidentes de transporte .............. 147 4.3. Municpios com o maior nmero de bitos por acidentes de transporte ................ 158

    5. MORTES POR ARMAS DE FOGO ....................................................... 170

    BIBLIOGRAFIA .......................................................................................... 188

    ANEXO Instrues para o CD ROM

  • APRESENTAO

  • Conhecer e dimensionar devidamente um problema pode ser o ponto de partida para sua soluo. Confiante nisso que a Orga-nizao dos Estados Ibero-americanos - OEI apoiou a realizao deste Mapa da Violncia dos Municpios Brasileiros, verso mais abrangente e detalhada do que a do Mapa da Violncia 2006 Os Jovens do Brasil, lanado em novembro de 2006. Mais uma vez com o apoio do Ministrio da Sade, a OEI coloca disposio da sociedade um novo diagnstico, agora referente a cada um dos 5.560 municpios brasileiros.

    Este Mapa busca aprofundar as investigaes sobre um fenmeno que h muito deixou de pertencer apenas aos grandes centros urbanos. A interiorizao da violncia vem-se revelando como mais um desafio para toda a sociedade brasileira.

    O presente estudo compara a violncia no Brasil dos dias atuais com a dos trinios: 2001-04, e 1997-99. A crescente urbanizao do pas tem contribudo para o incremento das taxas de mortalidade por acidentes de trnsito, homicdios e uso de armas de fogo. No interior, vem-se reproduzindo o ambiente violento das metrpoles.

    A responsabilidade por esse quadro de todos: poder pblico, setor privado e terceiro setor. Portanto, coibir a violncia um desafio de toda a sociedade. Um ambiente pacfico favorece a poltica, a democracia, a economia, as artes, as cincias e o prprio desenvolvimento do pas. Espera-se que este trabalho possa contribuir para a construo de um grande projeto nacional capaz de modificar esta realidade.

    Daniel Gonzlez

    Diretor da OEI no Brasil

  • INTRODUO

  • Quando da elaborao do Mapa da Violncia IV1, divulgado em 2004, um novo fenmeno chamou a ateno: se, at 1999, os plos dinmicos da violncia localizavam-se nas grandes capi-tais e regies metropolitanas, a partir dessa data, observou-se certa estagnao nessas reas e o deslocamento da dinmica para o interior dos Estados, cuja violncia continuava crescendo a um ritmo maior que o anterior. Mas, como era um fenmeno muito recente (nessa oportunidade, contava-se com dados s at o ano de 2002, isto , um perodo de trs anos), esse poderia ser ainda um fato meramente conjuntural.

    No entanto, com a elaborao e divulgao, em 2005, do Mapa da Violn-cia de So Paulo2, esse fenmeno ficou bem evidente no Estado e foi confirmado depois no recente Mapa da Violncia 20063. Verificavam-se a estagnao do crescimento da violncia nas grandes metrpoles, ao menos nas de grande peso demogrfico, como So Paulo, e a continuidade do crescimento da violncia nos municpios do interior.

    Fartamente documentado, estaria em curso um processo relevante de des-centralizao e desconcentrao do desenvolvimento econmico do pas, com a emergncia de novos plos de crescimento no interior dos Estados, resultante de uma dinmica territorial especfica que ainda no bem compreendida, mas que comporta provavelmente aspectos como a identidade regional, um clima favorvel ao esprito empreendedor, a existncia de redes pblicas e privadas ou a atrao do meio ambiente cultural e natural4. Essa nova dinmica territorial estaria tambm impactando a distribuio geogrfica da violncia no pas, o que levou necessidade de contar com uma imagem mais pontual, a partir dos

    1. WAISELFISZ, J.J. Mapa da Violncia IV: os jovens do Brasil. Braslia: UNESCO, Instituto Ayrton Senna, SEDH, 2004.2. WAISELFISZ, JJ e ATHIAS, G. Mapa da Violncia de So Paulo. Braslia: UNESCO, 2005. 3. WAISELFISZ, J.J. Mapa da Violncia 2006: os jovens do Brasil. Braslia: OEI, 2006.4. ABRAMOVAY, R. Agricultura familiar e desenvolvimento territorial. Reforma Agrria Revista da Associao Brasileira de Reforma Agrria vols. 28 ns 1,2 3 e 29, n1 Jan/dez 1998 e jan/ago 1999.

    INTRODUO

  • 10

    municpios brasileiros, da distribuio territorial da violncia, finalidade deste trabalho.

    Mas um segundo estmulo, de maior relevncia que o anterior, impulsionou a realizao do presente estudo. Foi verificao feita, durante a elaborao do Mapa da Violncia de So Paulo, da enorme relevncia da participao e da iniciativa municipal na superao dos problemas da violncia. Efetivamente, o que levou realizao deste estudo foi a evidncia de que So Paulo era o nico Estado brasileiro que, no ltimo qinqnio, havia conseguido reduzir, de forma significativa e sistemtica, os ndices de violncia no Estado. Dar conta das causas e dos mecanismos que levaram a essa melhoria poderia ser um bom exemplo multiplicador para outros Estados e outras realidades. Descobriu-se, assim, que a constituio do Frum Metropolitano de Segurana Pblica em 2001, integrado pelas 39 Prefeituras Municipais da regio metropolitana e a Secretaria Executiva de um poderoso rgo da sociedade civil, o Instituto So Paulo Contra a Violncia, foi um dos eixos explicativos centrais para as quedas sistemticas nas diversas taxas indicativas de violncia na regio metropolita-na de So Paulo. Medidas como a expanso do policiamento municipal, a lei seca e outras, de carter preventivo e organizativo, tomadas a partir dessa data, foram as que originaram a reverso do quadro de crescente violncia vigente no Estado at 1999.

    Por esses motivos, descer at os indicadores municipais, apesar da enor-midade de se trabalhar com os 5.560 municpios existentes, representava desafio gigantesco, mas necessrio, se realmente se desejava engajar os poderes pblicos municipais e as estruturas da sociedade no enfrentamento desse flagelo que, na realidade brasileira atual, mata mais do que muitas das endemias e pandemias tradicionais.

    INTRODUO

  • NOTAS TCNICAS

    Cap. 1

  • NOTAS TCNICAS

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    D ando continuidade s conceituaes u