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Revista do setor da madeira e mobiliário, edição 6

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  • N6

    FOCUS

    A FORA DA MARCA

    As exportaes de mobilirio made in Portugal

    no param de aumentar. Um filo de sucesso que bate recordes.

    O segredo? A qualidade gera valor. Fique a par do que est a mudar.

  • cor

    reio

    do

    leitor

    XYLON PORTUGAL | 3

    REVISTA N6PROPRIEDADEaimmpAssociAo dAs indstriAs deMAdeirA e Mobilirio de PortugAlruA lvAres cAbrAl n 2814050-041 Portotel: 223 394 200 FAx: 223 394 210

    _os artigos publicados so da exclusiva responsabilidade dos seus autores.

    PRESIDENTE DA DIREOVictor Poas

    COMISSO EXECUTIVAJoana nunes

    TIRAGEM5.000 exemPlares

    EXPEDIOnacional

    PRODUO EDITORIAl www.comunicare.Pt

    DIRETOR GERAlDaniel mota

    DEPARTAMENTO EDITORIAlmanuela brtoloPatrcia alVes taVarescarla marques DESIGN GRfICObruno taVaresPatrcia Ferreira

    Desmistificaro conceitoDe marca Marca empresarial um tipo de estratgia de marketing que se con-centra em capitalizar a reputao e a identidade da empresa-me que est a produzir o produto. O nome da empresa geralmente aparece com destaque. Mesmo as pequenas empresas podem criar um neg-cio ou marca, corporativo, especialmente em locais onde eles tm um nicho especfico. Nesta edio, as marcas esto em evidncia. O tema central baseia-se na questo que colocamos a todos os leitores: marca cooperativa ou marca empresarial? A marca o maior patrimnio de uma empresa, j que lhe confere sin-gularidade no mercado e contribui para diferenci-la, competitivamen-te, de outras concorrentes. Ela est relacionada com os produtos, mas tem a capacidade de no se confundir com estes e estar veiculada aos valores que o consumidor a ela agrega, por vrias razes.A marca cooperativa assume uma outra dimenso. Aqui no uma em-presa ou um indivduo que concorrem sozinhos no mercado, mas sim um conjunto de entidades que se unem para criar uma nica marca, mais forte e sustentada. Ser que este conceito faz mais sentido face atual situao econmica que o anteriormente referido? Essa e outras questes so debatidas ao longo de uma edio muito especial, que abre as portas ao mundo da comunicao empresarial.

    Eis o desafio que colocamos aos nossos leitores esta edio:

    Marca cooperativa ou marca empresarial. Quais as vantagens?ENVIE AS SUAS MENSAGENS PARA O SEGUINTE ENDEREO:

    comunicacao@aimmp.pt

    AT BREVE!

    RESPOSTA S QUESTES DO NMERO ANTERIOR

    1. Penso que a inovao o motor de crescimento de qualquer setor e o fator que ir permitir s empresas contornar a crise econmica. S com inovao que conseguimos dar outras finalidades a produtos tradicionais. E o caso da cortia no exceo. Veja-se na moda, em que j existem estilistas nacionais e internacionais a fazerem peas em cortia, como carteiras e calado. Acredito que devemos explorar o nosso potencial, j que somos bons produtores de matria-prima e us-la em outros objetos, como jfazem marcas como a Mercedes ou a Prada.

    ELISA SOARES

    2. A cortia est cada vez mais presente na construo e mobilirio, fruto da inovao. Recordo-me que o Pavilho de Portugal da Expo Xangai foi um sucesso. A cortia um dos melhores isolantes que temos, pelo que devemos investir mais na diversificao da sua produo. At porque acredito que a aceitao das pessoas muito boa. Lembro-me que no caso das rolhas, a maioria dos produtores prefere as de cortia pois so as melhores para preservar a qualidade do vinho. Tal como muitos empreiteiros j usam este material na construo das habitaes, pois bastante durvel. Sem dvida que a inovao nos atuais setores e a incluso da cortia noutros vai trazer maiores ganhos para o setor.

    JOO MAcEdO

  • sum

    rio 4 | XYLON PORTUGAL

    51NOVO NGUlORevista Wireddestaca mobiliriode cortia nacional

    24 fOCUS

    sou a favor da economia induzida

    AS CARAS DO NEGCIO

    CriarinovaoJos Pequeno, da dst, s.a, criador da ttt, o entrevistado do ms. A sua empresa foi responsvel pela casa transportvel, criada em parceria com a Universidade do Minho e que atraiu as atenes quando esteve no Pavilho de Portugal na exposio mundial de Xangai

    EMPRESAS

    FenabeleIrmosCraveirodocartasFenabel e Irmos Craveiro so as empresas retratadas neste nmero. Dois casos de sucesso no mundo do mobilirio, sendo que a Fenabel tem alcanado importantes ganhos no plano internacional, ao ver alguns dos seus produtos premiados

    NOVO NGUlO

    PotencialidadesdoscompsitosdemadeiraOs compsitos de madeira so uma alternativa economicamente vivel para a produo de diversos materiais. Alm de ser uma boa forma de reciclagem, estas matrias so reaproveitadas para blocos na construo civil, placas para revestimentos verticais e forros, entre outros.

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    Apaixonado pelo uso da madeira, o novo Presidente da AIMMP, Vitor Poas, revela em entrevista os grandes desafios de gesto do sector. Desde a organizao do Prmio Nacional de Arquitectura em Madeira, ao lanamento de novos projectos na rea de internacionalizao da marca Associative Design, muitas so as questes em destaque. No perca!

  • sum

    rio

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    MADEIRA & MObIlIRIOinternacio-nalizaodo mobilirioportugusO mercado do mobilirio est em alta, apesar da crise e da retrao do consumo interno. As empresas esto a investir crescentemente na sua internacionalizao e na entrada em mercados emergentes. Razes que contribuem para um superavit comercial com o exterior

    52fEIRAS & TENDNCIAS

    CadernodeTendnCIaSAs principais tendncias urbanas, que promovem uma conscincia social e cultural no mbito das necessidades de um consumidor, cada vez mais, transversal. Nesta edio, Antnio Cruz Rodrigues, CEO da Modus Design, apresenta os conceitos de manufacturing e lifelike.

    ECONOMIA & GESTO

    melhor eficincia

    energticaAenergia,ouasuaeficincia,estcrescentementenotopodaspreocupaesdasempresasedasuagesto.AXylonrevelaasconclusesdeumplano

    elaboradoparaauxiliarestratgiassetoriaisindutorasdaimplementaodemedidasde

    melhoriadaeficincianasPMEcomconsumoenergticosanuaisentre250a500tep

    4044PRIMEIRO PlANOPraga do Nemtodo do Pinheiro

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    or

    ama

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    CERTifiCAo iNTERNACioNAlOito tcnicos da Valorsul receberam uma certificao internacional pela ISWA - the International Solid Waste Association, ao abrigo do programa International Waste Manager, juntando-se assim aos 13 que j a tinham alcanado. Trata-se de uma certifi-cao reconhecida internacionalmente, dirigida a profissionais ligados gesto de resduos. Em Portugal, os tcnicos da Valor-sul so os nicos tcnicos certificados atravs desta iniciativa, no havendo uma certificao similar deste tipo no pas, referem dirigentes da prpria empresa. O Programa International Waste Manager visa certificar conhecimentos e competncias dos pro-fissionais da rea da gesto de resduos, com base na sua experincia profissional e conhecimentos acadmicos. Existem quatro nveis de certificao - tcnica, intermdia, avanada e internacional - sendo que dos 21 profissionais certificados, 7 obtiveram o nvel mximo, desde que, em 2009, a Valorsul proporcionou aos seus colaboradores a oportunidade de obterem a certificao. Para a Valorsul, esta uma forma de proporcionar aos colaboradores, por um lado, a oportunidade de desenvolverem as suas competncias tcnicas e, por outro, de lhes dar as ferramentas que lhes permitam desenvolver a sua carreira, ao mesmo tempo que so eles prprios motores de desenvolvimento e inovao na empresa, afirmam responsveis da Valorsul.

    ChiNA E BRAsil dEsENVolVEm APliCAEsPARA BAmBuA ministra brasileira, Marina Silva afirmou durante um encontro com a pre-sidente da Academia Chinesa de Florestas, Jiang Zehui, que o Ministrio do Meio Ambiente est a trabalhar para que o Brasil se associe ao Instituto Internacional do Bambu e Rattan (Inbar), com sede na China. De acordo com a ministra essa associao poderia ajudar o Pas a desenvolver pes-quisas e usos para as espcies nativas brasileiras. Com novas aplicaes para o bambu, seria possvel reduzir a busca por certos tipos de madeira, disse. As espcies desta planta so usadas para os mais variados fins, de material de construo a instrumentos musicais e palitos de fsforo. No Brasil, o potencial do bambu ainda pouco explorado em comparao com os usos que se fazem em outros pases, como China e ndia. Em janeiro de 2003 o Ibama assinou uma Carta de Intenes com a Academia Chinesa de Florestas e desenvolveu uma proposta para a implementao de um Programa Brasileiro do Bambu. Segundo um relatrio das Naes Unidas, divulgado em maro do ano passado, at metade das 1,2 mil espcies de bambu do planeta, incluindo um tipo brasileiro, corre risco de extino. O Brasil o pas com maior nmero de tipos de bambu da Amrica Latina, com mais de 130 espcies. O relatrio tambm destaca a importncia da planta como alimento e abrigo para vrias espcies. O caso mais grave o do urso panda, que se alimenta apenas de bambu. Cerca de 5% dos ps-saros que vivem na Amaznia dependeriam do bambu para sobreviver e, na Mata Atlntica, 36 espcies so diretamente ligadas planta.

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    Protocolo de QuiotoNo mbito do Protocolo de Quioto e no seio da Unio Europeia, Portugal assumiu o compromisso de no ultrapassar as emis-ses de gases com efeito de estufa em 27% no perodo de 2008-2012, face s emisses registadas em 1990. O Sistema de Informao CumprirQuioto.pt permite antever o cumprimento nacional do Protocolo de Quioto, e apoiar a deciso em matria de polticas pblicas de mitigao de gases com efeito de estufa em Portugal.

    CumprirQuioto.pt [Verso 1.01] suporta-se em dados sobre a implementao das polticas e medidas sectoriais de mitigao, em estimativas de emisses de gases com efeito de estufa para o perodo 2008-2012, e em informao sobre a actividade do Fun-do Portugus de Carbono. A informao relativa a polticas e medidas sectoria