Apresentação para décimo primeiro ano de 2015 6 aula 73 74

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joiaheroicojiboiaclaraboia

heróidóisóiscaubói

Não se acentua graficamente o ditongo oi da sílaba tónica das palavras graves (mas o das palavras agudas continua a levar acento).

(cfr. p. 351, 2.)

Almeida Garrett era um homem de paixões. Além da pelas mulheres e da pela política, na primeira metade do século XIX manifestaram-se a sua paixão pela palavra, na vívida oratória parlamentar, e a paixão pela literatura, talvez a principal. Dela resultou obra inovadora e diversificada (textos ensaísticos, narrativos, líricos, dramáticos). O mérito de Garrett pôde até ser reconhecido ainda em vida.

Neste trecho de «Garrett e nós (II)», Eugénio Lisboa, depois de recordar como os alunos costumavam interrogá-lo sobre a relação de Frei Luís de Sousa com os nossos tempos, defende a atualidade da obra. O tópico do afastamento do homem — por guerra, emigração, etc. —, seu desaparecimento presumido e posterior regresso inesperado estaria cada vez mais na ordem do dia, num presente em que a instituição familiar tende a fragilizar-se.

• Na síntese, temos de usar palavras nossas (quase não se devem repetir palavras do original)

lancinante relevânciafreis luíses de sousareencenaçõeso seu tanto «impertinente»……

• Antes de escrever, perceber a ideia essencial

• Não se deve inventar

• Nem nos devemos prender a aspetos que não são relevantes (Universidade de Estocolmo; aluno dinamarquês; …)

• Usa-se a 3.ª pessoa e há referência à circunstância do original (Neste texto, Eugénio Lisboa…)

Frei Luís de Sousa

«Ler Frei Luís de Sousa hoje»

Frei Luís de Sousa (obra) vs. escritor

Eugénio / Eugénio Lisboa / Lisboa / o cronista

fala / refere / diz-nos / explica / recorda

acentos (Luís, relevância, Eugénio)

ele tem / eles têm

maiúsculas / minúsculas (caligrafia das)

P / p (cfr. linha — perna abaixo da linha)S / s (cfr. altura das vogais)

TPC — Escreve o texto argumentativo pedido no ponto 1.1 da p. 173.

No final do primeiro trecho que veremos de Entre Irmãos teremos o equivalente da situação de Madalena em 1578 — vinte e um anos, menos uma semana, antes do momento a que se reporta a ação da peça no ato I, que decorre em 28 de julho de 1599.

Madalena era então casada com D. João de Portugal, cuja família conhecera ainda menina.

Grace é casada com Sam Cahill, com quem namorou desde adolescente.

Casal não tinha filhos. (Maria só nascerá oito anos depois, em 1586, sendo filha de Madalena e de Manuel.)

Casal tem duas filhas (Isabelle e Maggie).

Ambos os homens (Portugal e Cahill) são sensíveis à mobilização militar, a que, de certo modo, quase dão prioridade relativamente à família. Entretanto, ambas as iniciativas militares (portugueses em Alcácer Quibir; americanos no Afeganistão) são vistas nos respetivos países com muita desconfiança, como desnecessárias e aventureiras.

D. João de Portugal integra exército em Alcácer Quibir.

Sam é enviado para o Afeganistão.

Na madrugada do dia da batalha (4-8-1578), escreve uma carta dirigida a Madalena (vivo ou morto ainda há de vê-la) e entregue a Frei Jorge.

Quatro dias antes de iniciar a comissão (7-10-2007), escreve carta dirigida a Grace e pede a um major que, se viesse a ser necessário, a entregasse à mulher.

Tropas cristãs são derrotadas pelos infiéis («marroquinos»).

Helicóptero americano é atingido pelos talibãs afegãos.

Cena VII

Pela primeira vez, intervém Manuel de Sousa. Está emocionado e com pressa. Já resolveu que têm de sair da própria casa, antes que cheguem os governadores. Decide também que a família irá para a casa que pertencera a D. João de Portugal.

Cena VIII

Madalena tenta convencer Manuel a desistir da ideia de irem para o palácio de D. João, já que a perspetiva de morar na casa onde vivera com o primeiro marido a deixa em pânico.

Cena IX

Ficamos a saber que os governadores tinham desembarcado.

Cenas X, XI e XII

Mostra-se-nos a saída da família. Vemos que Manuel resolveu incendiar a casa. Assim que o percebe, Madalena pede que lhe salvem o retrato de Manuel, o que já não foi possível.

Faz o ponto 1.1 da p. 176.

Fogo destrói palacete em Almada

Ao cair da noite deflagrou um incêndio no palácio da família Coutinho, em Almada.

Segundo informações prestadas por um criado da nobre família, Manuel de Sousa resolveu pegar fogo à sua residência, depois de ter tido conhecimento de que governadores castelhanos se aprestavam a nela se hospedar.

Toda a família (Manuel de Sousa, Madalena de Vilhena, Maria de Noronha) e o pessoal doméstico puderam abandonar o palácio, assim que o fogo alastrou, deixando o solar em chamas. Proviso-riamente, os Coutinho instalaram-se na residência que pertenceu aos Vimioso, contígua à capela dos Dominicanos.

Desaparece D. João de Portugal, que será procurado nos sete anos seguintes, assumindo quase todos a sua morte.

Desaparece Sam Cahill, sendo comunicada a sua morte a Grace, notícia de cuja veracidade ninguém desconfia.

Carta entregue a Frei Jorge Coutinho por João de Portugal terá sido transmitida a Madalena logo aquando do regresso a Portugal do frade e futuro cunhado. Ficou também ciente do seu conteúdo, pelo menos, Telmo. Carta deixada por Sam para o caso de não regressar é entregue a Grace pelo major John no final da missa em memória do falecido. À noite, Grace pega na carta mas não chega a abri-la.

Madalena, passados sete anos, casara com Manuel de Sousa Coutinho. Um ano depois, tiveram uma filha, Maria. Passados catorze anos sobre o casamento, Maria tem agora treze e falta uma semana para se perfazerem vinte um anos sobre Alcácer Quibir.

Nos primeiros tempos, Grace fica abalada com a ausência do marido. Tommy, o cunhado, está bastante presente, até porque precisa de pedir ajuda a Grace, dadas as estroinices em que persiste. Depois parece querer apoiá-la no luto recente.

Telmo é quem mais recorda João de Portugal, com isso angustiando Madalena. Não se inibe de comparar o primeiro amo, que considera superior, com Manuel, que respeita mas não incensa do mesmo modo superlativo.

Frank Cahill é quem parece ter ficado mais inconformado com a presumida morte de Sam, que lembra sobretudo por compara-ção com Tommy, que recrimina e considera não ter as qualidades do outro filho.

TPC — Vai lendo os textos de apoio que, no manual, se intercalam entre o que temos estado a ler de Frei Luís de Sousa (penso nos das pp. 145, 146 e 164).