Sistemas e Gestão Da Informação Na Saúde

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Apresentação sobre Sistemas e Gestão da Informação na Saúde

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Sistemas e Gestão da Informação em Saúde Manuel Monteiro

Apresentação

• Manuel Monteiro (mmonteiro@ufp.edu.pt) • Coordenador da área de Desenvolvimento & Inovação dos

Sistemas de Informação do HE-UFP

• Licenciado em Informática de Gestão • Pós-Graduado em Economia e Gestão em Serviços de

Saúde

• No final da aula deverá compreender:

– PARTE 1: A evolução dos sistemas de informação na saúde – PARTE 2: O estado da arte dos sistemas de informação em saúde – PARTE 3: Para onde caminhamos em conjunto – PARTE 4: A importância dos profissionais de saúde neste percurso Mas existe um objetivo de maior importância…..

Objectivos

Aproximar os dois mundos No final da aula deverá sentir-se apto(a) a participar activamente nos processos associados aos Sistemas de Informação em saúde

Objectivo maior:

• Será que o profissional de IT percebe o profissional de saúde e toda a sua envolvência?

• Será que o profissional de saúde percebe o profissional de IT e toda a

sua envolvência?

• Não seremos todos profissionais de saúde?

Comecemos por perceber a essência da prestação do cuidado de saúde …

Reflexão: Existem dois mundos?

http://www.ted.com/talks/abraham_verghese_a_doctor_s_touch

Vídeo: Abraham Verghese: A doctor's touch

• As tecnologias da informação podem alavancar a qualidade da prestação dos cuidados de saúde?

• Humanamente temos capacidade para processar tantos dados (crescentes)?

Reflexão: O cuidado de saúde

• Basit Chaudhry - Applying IBM Watson and Cognitive Computing to Healthcare

O crescimento dos dados

• A informatização dos processos clínicos é um assunto do momento?

• Sentem no dia-a-dia as mudanças na forma de trabalhar com

a evolução das tecnologias de informação? (tablets, telemóveis, etc)

Reflexão: O cuidado de saúde

https://www.youtube.com/watch?v=t-aiKlIc6uk

Vídeo: Registos Médicos Electrónicos em 1961

• Os processos de “informatização” clínica iniciou há mais de meio século.

• A evolução das dados disponíveis para a tomada de

decisões tem crescimento exponencial.

• O Processo Clínico Electrónico complementa/melhora a prestação dos cuidados de saúde

Ponto de Situação

Hillary Clinton deu como exemplo a destruição deixada pelo furação Katrina na costa do Golfo em 2005, que eliminou milhões de registos médicos em papel. Para muitas pessoas foi um enorme perda na qualidade dos serviços de saúde prestados. Muitos idosos, por exemplo, não se lembravam que medicamentos tomavam.

Hillary Clinton referiu na HIMSS14: “Estamos finalmente a cumprir a promessa dos registos de saúde electrónicos, deixando para trás os registos obsoletos, fora de validade, do século 20 e, em alguns casos, do século 19 e 18.”

“Estamos à beira de mudanças extraordinárias”

O alinhamento para os próximos tempos

Vamos conhecer algumas dessas mudanças….

Registos em Papel VS Registos Electrónicos

Registos em Papel VS Registos Electrónicos

Registos em Papel VS Registos Electrónicos

Registos em Papel VS Registos Electrónicos

Registos em Papel VS Registos Electrónicos

Registos em Papel VS Registos Electrónicos

Registos em papel dispersos por diversos locais, normalmente incompletos. Testes e tratamentos repetidos

O PCE reduz redundâncias entre prestadores de cuidados e permite a recolha do historial do paciente facilmente.

Difícil verificar todo o historial do paciente. Transferência entre unidades é difícil.

Com o PCE a troca de informações entre entidades é mais fácil pois pode usar facilmente meios eletrónicos de transferência.

O acesso à informação é limitado pelo local e horário. Pode ter impacto na saúde do paciente em situações de emergência.

O PCE está disponível 24/7 sendo apenas necessário um acesso à Internet. Com dispositivos móveis os profissionais podem receber dados em mobilidade.

• Ainda existe muito papel nos locais de trabalho?

• Quando pensam na implementação de uma solução para resolver um problema de registo ou para melhoria de um processo de trabalho, orientam-se mais para a utilização do papel ou dos sistemas de informação?

Reflexão: Ainda muito papel?

O Status Quo!

Metade dos prestadores de cuidados de saúde usam EHRs

34% têm sistemas abrangentes

16% sistemas parciais

56% dos médicos e enfermeiros referem os seus EHR como satisfatórios;

41% referem “parcialmente satisfeito/parcialmente insatisfeito”

Top de razões para os prestadores adotarem um EHR

O Status Quo!

Top de melhoramentos que os clínicos gostariam de ter nos seus EHR

O Status Quo!

Top de funcionalidades mais usadas num EHR

O Status Quo!

Top de razões para não adopção de um EHR

O Status Quo!

• Que sistemas e funcionalidades usam nos vossos locais de trabalho?

• Academicamente os enfermeiros são preparados para os

sistemas de informação?

Reflexão: A adoção do EHR

A HIMSS dispõe de uma biblioteca digital/ferramenta com casos de sucesso de

adopção de EHR, classificados por:

• Satisfação

• Tratamento/Clinico

• Electronic Data/Informação

• Prevenção e Educação dos Pacientes

• Savings (Poupanças)

“STEPS” da HIMSS Ver em http://www.himss.org/ResourceLibrary/ValueSuite.aspx#/steps-app

• Paciente • Entidade • Profissionais • Outros

“I really felt that once we started this, that I’m a better doctor for it… it really makes me a much more involved doctor.” Michael Salesin, MD, Walnut Lake OB/GYN West Bloomfield, Michigan As reported by others:

• 118% increase in patient satisfaction

• Facilitates staff retention

S=Satisfação

• Segurança • Qualidade do cuidado • Eficiência

“Our HIS has given us the tools to improve continuity of care, clearly define and improve quality, share information across the region, and improve reimbursements…And we’re creating our envisioned regional culture of value and safety.” David Graser, Senior Vice President, Chief Operating Officer, Marquette General Health System Marquette, Michigan As reported by others:

• 20% increase in physician time spent with each patient per visit • 41,000 potential medication errors avoided due to barcode

alerts at six hospitals

T=Tratamento/Clinico

• Medicina baseada na evidência • Partilha de Dados e Relatórios

“The traditional approach to decision making was group consensus based on anecdotal information. Empowered by our EHR, we now base many of our decisions on data and are truly able to set the standard for care of children.” Dr. Brian Jacobs, VP, Chief Medical Information Officer Children’s National Medical Center Washington, DC

As reported by others:

• $500K annual decrease in claim denials

• Improves reporting capability with research functionality

E=Informação Electrónica/Dados

• Prevenção • Educação do Paciente

“My liver transplant changed the direction of my personal and professional life, and now, health IT is transforming the journey.” Donna Cryer, JD, patient

As reported by others:

• 150% increase in patients meeting diabetes management metrics

P=Prevenção & Educação

• Financeiras/Negócio • Poupanças de Eficiência • Poupanças Operacionais

“In the past, our A/R time was 40-60 days, now payments come back typically within 10 days. Our claims are batched, cleaned up, and go out the same day. We have very few denials anymore.” Jim Dunn, Practice Manager, Children’s Medical Group Jackson, Mississippi

As reported by others:

• 80% reduction in time to admit an ED patient

• $3M reduction in paper costs

S=Savings (Poupanças)

Mas como atingir a excelência no Processo Clínico Electrónico?

O Caminho a percorrer

PCE=Processo Clínico Electrónico EMR = Electronic Medical Record

• A Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS),

fundada em 1961, é uma organização global, sem fins lucrativos, focada na

melhoria dos serviços de saúde através de uma adequada utilização dos

sistemas de informação. A HIMSS lidera esforços para optimizar

compromissos e resultados na prestação de cuidados de saúde através da

utilização dos sistemas de informação.

A HIMSS

• A HIMSS certifica a Adopção de um Modelo de Registo Médico Electrónico (EMRAM)

que identifica o nível de maturidade do Registo Médico Electrónico (EMR).

• O modelo EMRAM identifica os níveis de maturidade/implementação do EMR que

podem ir de um limitado departamento sem qualquer registo e integração de

sistemas (nível 0) até, no limite, a um ambiente EMR paperless, totalmente integrado

(nível 7).

EMRAM da HIMSS

• Aos hospitais que atingem um nível 6 ou nível 7 é atribuído

pela HIMSS um reconhecimento internacional pelo patamar

de excelência atingido. Actualmente apenas dois hospitais

na Europa atingiram o nível 7 (Hosp. Hamburgo-Eppendorf e

Hosp. Marina Salud), sendo que o primeiro a atingir este

prestigiado galardão tem exactamente o mesmo sistema de

informação clínico que o HE-UFP, o Soarian Clinicals.

EMRAM da HIMSS

O hospital não tem nenhum sistema informático nos departamentos auxiliares.

EMRAM – Nível 0

Sistemas de informação instalados nos departamentos auxiliares

O laboratório tem o LIS integrado com o HIS

A Farmácia tem o seu sistema integrado no HIS

A Radiologia tem o PACS integrado no HIS

EMRAM – Nível 1

Os sistemas departamentais integram informação no HIS, onde os médicos têm acesso aos

resultados

Usar uma ferramenta de vocabulário médico controlado (CMV) como o SNOMED para

transferir resultados para um formato que possa ser incorporado no EMR como dados

estruturados. O HE usa o ICD9.

Usar sistema de suporte à decisão clínica/motor de regras para verificação rudimentar de

conflitos.

Acesso a documentos do sistema de imagens ligado ao HIS

O Hospital deve ter a capacidade de ser HIE - Health Information Exchange e pode partilhar

informação do EPR/CDR com outros "patient care stakeholders"

EMRAM – Nível 2

Documentação clinica/enfermagem, por exemplo, sinais vitais, notas de enfermagem, flow

sheets, planos de cuidados.

Registo electrónico de administração de fármacos

Registo de prescrições (eMAR) integradas com o EPR/CDR em pelo menos um serviço no

hospital

O primeiro nível de apoio à decisão clinica deve estar implementada para verificação de

erros na entrada de prescrições (ex: conflitos normalmente encontrados nas farmácias

drug/drug, drug/food, drug/lab)

Algum nível de acesso a imagens médicas do arquivo e comunicação de imagens (PACS) deve

estar acessível por médicos fora do departamento de radiologia, por exemplo via intranet.

EMRAM – Nível 3

Entrada de prescrições computorizadas (CPOE) para serviços (Ex. Radiologia, LAB,

OR, etc) e/ou medicação (ex: eprescribing) é adicionada à documentação

clinica/enfermagem e ambiente EPR/CDR

Se uma área de serviço ao cliente implementou o CPOE e este é usado por

qualquer clinico, os médicos inserem prescrições e os estágios anteriores estão

concluídos, então este nível está concluído.

Segundo nível de suporte à decisão clinica relativa a medicina baseada na

evidência podem estar disponíveis.

EMRAM – Nível 4

Um PACS fornece imagens médicas aos médicos via intranet e permite

acesso imagens de vídeo.

EMRAM – Nível 5

Full physician documentation/charting is implemented for at least one patient care service area. A clinical decision support system (CDSS) provides guidance for all clinician activities related to protocols and outcomes in the form of variance and compliance alerts (i.e. third level of clinical decision support). Some form of structured templates are required to capture discrete data for physician documentation interaction with CDSS. The closed loop medication administration environment is fully implemented. The electronic medication administration record (eMAR) is implemented and integrated with CPOE/ePrescribing and/or pharmacy to maximize point of care patient safety processes for medication administration. Bar coding or other auto identification technology, such as radio frequency identification (RFID), automated dispensing machines (ADM) or double e-signature by administering nurses ensure the protection of the ‚5 Rights‘.

EMRAM – Nível 6

The hospital no longer uses paper charts to deliver and manage patient care and has a mixture of discrete data, document images, and medical images within its EMR environment. Clinical Data Warehouses are being used to analyze patterns of clinical data to improve quality of care and patient safety and to feed outcomes reports, Quality Assurance, and Business Intelligence. The hospital demonstrates summary data continuity for all hospital services (e.g. inpatient, outpatient, ED, and with any owned or managed ambulatory clinics). Clinical information can be readily shared via standardized electronic transactions (e.g. Continuum of Care Document) with all entities who are authorized to treat the patient, or a health information exchange (i.e., other non-associated hospitals, ambulatory clinics, sub-acute environments, employers, payers and patients in a data sharing environment).

EMRAM – Nível 7

• Qual o nível EMRAM da vossa entidade?

Reflexão: O nível EMRAM

Sistemas de Business Intelligence

• Análise do caso do Hospital São João

A plataforma Vital está preparada para agregar toda a informação clínica e laboratorial e estimar índices de risco ou de morte de cada doente que dá entrada num hospital. Os profissionais do Hospital de São João, receberam o Prémio Mundial de Inovação em Saúde da Microsoft, que foi entregue na conferência HIMSS, realizada em Orlando, EUA.

Sistemas de Business Intelligence

• Análise do caso do Hospital São João: – Melhoria de tempo na obtenção da informação? – Dois exemplos de indicadores de gestão extraídos do sistema? – Um exemplo de um indicador clínico extraído do sistema?

Telemedicina

• Os profissionais de saúde estão preparados?

• Qual o vosso sentimento?

Reflexão: Novos meios de prestação de cuidados

• CIO – Chief Information Office • Nurse Informatics • CNIO – Chief Nurse Information Office • CMIO – Chief Medical Information Office

“Novas” Profissões e Competências em Saúde

• Percebemos melhor: – A evolução dos SI em saúde? – O estado da arte dos sistemas de informação em

saúde? – Para onde caminhamos (em conjunto)? – A importância dos profissionais de saúde neste

caminho?

Ligar os pontos

Sistemas e Gestão da Informação na Saúde Manuel Monteiro mmonteiro@ufp.edu.pt

OBRIGADO!

• Apresentação: – Max. 18 minutos; – OPÇÃO 1:

• Sobre uma actividade que adorem fazer no âmbito da vossa profissão;

• Apresentar inovação que utilizem para realizar essa actividade, ou • Apresentar ideia de inovação que ajudaria imenso a realização

dessa actividade.

– OPÇÃO 2: • Sobre inovação que encontrem na área da saúde e que considerem

ser interessante partilhar;

Próxima Aula: