A CRISE POLÍTICA -BRUNA

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A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL A intenção das Cortes portuguesas de recolonizar o Brasil acelerou o processo de ruptura entre Brasil e Portugal. Um reino sem rei Os esforços do marquês de Pombal em industrializar a metrópole tiveram resultados no reino. O Brasil era o principal fornecedor de matérias-primas e, ao mesmo tempo, consumidor dos artigos produzidos e manufaturados em Portugal. O aumento e a diversificação das atividades agrícolas na colônia foram fundamentais para o desenvolvimento manufatureiro lusitano. O aumento do consumo na América portuguesa estava diretamente ligado ao crescimento populacional e urbano na região das Minas Gerais. A Revolução do Porto de 1820 Nesse contexto de crise econômica e política eclodiu a Revolução Liberal de 1820. O movimento começou na cidade do Porto e depois se espalhou pelas cidades mais importantes de Portugal. Os rebeldes exigiam a volta de D.João VI e uma Constituição liberal para o país. D. PEDRO E AS ELITES Pressões das cortes forçaram D. Pedro a voltar para Portugal. Mas para garantir a permanência da família no governo brasileiro ele deixou seu

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A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

A intenção das Cortes portuguesas de recolonizar o Brasil acelerou o processo de ruptura entre Brasil e Portugal.

• Um reino sem rei Os esforços do marquês de Pombal em industrializar a metrópole

tiveram resultados no reino. O Brasil era o principal fornecedor de matérias-primas e, ao mesmo tempo, consumidor dos artigos produzidos e manufaturados em Portugal. O aumento e a diversificação das atividades agrícolas na colônia foram fundamentais para o desenvolvimento manufatureiro lusitano. O aumento do consumo na América portuguesa estava diretamente ligado ao crescimento populacional e urbano na região das Minas Gerais.

• A Revolução do Porto de 1820 Nesse contexto de crise econômica e política eclodiu a Revolução Liberal de 1820. O movimento começou na cidade do Porto e depois se espalhou pelas cidades mais importantes de Portugal. Os rebeldes exigiam a volta de D.João VI e uma Constituição liberal para o país.

D. PEDRO E AS ELITES

Pressões das cortes forçaram D. Pedro a voltar para Portugal. Mas para garantir a permanência da família no governo brasileiro ele deixou seu filho, o príncipe D. Pedro, como regente do Brasil.

Manter a monarquia portuguesa no poder era também uma forma de evitar uma mobilização social pela independência. Havia entre os elites um terror muito grande de uma rebelião escrava, como tinha ocorrido no Haiti.

As cortes, percebendo o objetivo dos brasileiros, exigiram o retorno de D. Pedro a Portugal, contrariando as ordens diretas dos cortes, no dia 9 de janeiro de 1822, D. Pedro decidiu permanecer no

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Brasil. Decisão marcou o dia do fico.

A PROCLAMAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

As relações entre as cortes e o Brasil agravaram-se a cada dia, numa viagem a São Paulo, D. Pedro recebeu noticias de que os cortes haviam reduzido o poder do príncipe regente.

O primeiro Reinado ( 1822-1831)

A crise política que marcou o primeiro reinado refletiu a disputa do poder entre o imperador e os membros do partido Brasileiro.

A CONSOLIDAÇÃO DA INDEPENDENCIA

A resistência interna. No nordeste, principalmente, houve confrontos entre forças leais a Portugal e tropas ligadas ao governo do Rio de Janeiro. Em poucos meses, a resistência foi derrotada.

O reconhecimento internacional. Os estados Unidos foram o primeiro a reconhecer a independência do Brasil, em 1824. No ano seguinte, foi a vez de Portugal admiti-la em troca do pagamento d uma indenização de Dois milhões de libras esterlinas, dinheiro que a Inglaterra que a Inglaterra emprestou para o governo Brasileiro.

A independência alem de separar o Brasil de Portugal. Tinha como função formar um estado e legitimar a nação por meio de uma independência comum. O problema é que não havia aqui no Brasil um sentimento de nacionalidade

A ASSEMBLEIA CONSTITUINTE DE 1823

Logo após a independência ocorreram as eleições para a assembléia constituinte, formada de advogados, padres, funcionários públicos, civis e militares e, principalmente, proprietários rurais.

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Partidários do imperador. Defendiam um governo centralizado e capaz de derrotar as tendências separativas que se verificavam no começo do império.

Advertências do imperador. Propunham limites para a autoridade do imperador, como, por exemplo, que ele não tivesse poder para resolver e dissolver a câmara dos deputados.

CONSTITUIÇAÕ DE 1824

A primeira constituição do Brasil conciliava os interesses da elite com o autoritarismo do imperador.

Divisão dos poderes em executivo, legislativo, judiciário e moderador. Este ultimo era exclusivo do imperador e lhe garantia o direito de intervir nos demais poderes.

Manutenção do direito de propriedades das terras, escravos e demais bens adquiridos pelas elites durante o período colonial.

Estabelecimento do catolicismo como religião oficial e obrigatória no pais.

Voto indireto e censitário. Os eleitores escolhiam, nas eleições primarias, o colégio encarregado de eleger os deputados.

Eu entendi que:Que a primeira constituição do Brasil ocorreu em 1824 que disputou o interesses da elite com o autoritarismo do imperador. Os três principais poderes: executivo, legislativo, judiciário e moderador.

A CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR

A dissolução da assembléia constituinte de 1823 e a excessiva centralização da carta outorgada de 1824 desagradaram as lideranças da província de Pernambuco, onde havia um forte sentimento antiportuguês e favorável a republica.

Em junho de 1824, os revoltosos da província proclamaram a confederação do equador.

O movimento contou com a adesão do Rio Grande do Norte, Ceara, Paraíba e Piauí.

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Os príncipes lideres foram presos e nove deles foram condenados a morte e executados.

Eu entendi que:Em julho de 1824, os revoltosos da província proclamaram a

confederação do equador.Os príncipes lideres foram presos e nove deles foram

condenados a morte e executados. O movimento contou com a adesão do Rio Grande do Norte,

Ceara, Paraíba e Piauí.

O FIM DO PRIMEIRO REINADO

A crise no província cisplatina durante o governo de D. João VI, a banda oriental ( atual Uruguai), na bacia do prata, foi incorporada ao Brasil com o nome de província cisplatina. O controle da região era motivo de conflitos entre portugueses e espanhóis desde o século XVIII e tornou-se um problema também para o governo de D. Pedro.

Em 1825, rebeldes da província cisplatina declararam a ruptura Com o Brasil e a incorporação daquela região as províncias unidas do Rio da Plata ( atual argentina). Foi o inicio de uma guerra entre o império brasileiro e o governo de Buenos Aires, que trouxe um saldo muito negativo para os dois lados, tanto em perdas humanas, como em custos financeiros, A Inglaterra, interessada em ampliar sua influencia na região, mediou os negociações diplomáticas, que puseram fim ao conflito, a guerra terminou com a independência da província cisplatina, que passou a se chamar Republica do Uruguai.

A CRISE POLÍTICA

O curto reinado de D. Pedro I foi marcado por conflitos com os brasileiros. O relativo liberalismo da constituição não saiu do papel. O parlamento só foi convocado em 1826, após sucessivos adiantamentos. Sabendo do predomínio de deputado da oposição, D. Pedro tratou de controlar o senado. Pela legislação, cabia ao imperador escolher os senadores numa lista dos três candidatos mais votados em cada província. Assim, o imperador compôs o senado como bem quis.

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A medida que aumentava os conflitos com os brasileiros, D. Pedro se aproximava do partido português.

A ABDICAÇÃO DE D. PEDRO I

Isolado politicamente, abandonado pelos militares, em 7 de abril de 1831 D. Pedro I abdicou do trono e partiu para Europa. A coroa ficou com seu filho, o brasileiro Pedro de Alcântara, na ocasião com cinco anos de idade. A renuncia do imperador significou a vitória da elites brasileiras e a ruptura definitiva com Portugal.