A Transcrição Fonológica

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A Transcrição Fonológica

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  • A TRANSCRIO FONOLGICA

  • tia['ti]['ti]Um fonema pode variar na sua realizao. Aos vrios sons que realizam o mesmo fonema damos o nome de variantes ou alofones.

  • A anlise fonolgica consiste em identificar os sons que constituem fonemas e como eles se organizam em um sistema lingustico, para verificar, por exemplo, as posies que os fonemas ocupam, se no incio, no meio ou no final da slaba, com que outros fonemas normalmente se agrupam etc.

  • Diversos processos fonolgicos devem ser verificados ao se realizar a transcrio fonolgica, pois os sons exercem influncia uns sobre os outros, fazendo surgir alteraes no sistema fonolgico.

  • /'tia/ - Na realizao fontica, teramos [t] ou [t] diante da vogal [i]. Na transcrio fonolgica, transcrevemos o fonema /t/.

    EXEMPLOS DE TRANSCRIES FONOLGICAS

  • OS PROCESSOS FONOLGICOSUm pouco de prtica

  • NEUTRALIZAO

  • e /S/

    Os fonemas // e //, em final de slaba, deixam de fazer oposio, pois ao substituirmos um pelo outro no identificamos alterao no plano do significado.

  • Significa que o trao que diferencia os fonemas, no caso o ponto de articulao (um alveolar ([s]) e outro palatal ([]), deixa de atuar, ou seja, neutralizado. NEUTRALIZAO

  • NEUTRALIZAO: ARQUIFONEMA / S /

    FONEMAS DISTINTOS - Em comeo de palavra ou entre vogais : sapata / Zapata ch / j assa /asa/acha/aja ARQUIFONEMA /S/ - Sem capacidade para distinguir significado, ou seja, so ambientes em que h neutralizao entre os fonemas:em final de palavra: luz, s. em final de slaba, no interior da palavra: espadas.

  • NEUTRALIZAO[liv] - [livo] = / livU/

  • Para representar a neutralizao de fonemas, utiliza-se, na transcrio fonolgica, um arquifonema. Esse elemento corresponde ao resultado articulatrio da neutralizao, representando os traos distintivos comuns entre os fonemas. geralmente representado por uma letra maiscula.O CONCEITO DE ARQUIFONEMA

  • /U/ - neutralizao entre /o/ e /u. /I/ - neutralizao entre /i/ e /e/./R/ - neutralizao entre // e /R/./S/ - neutralizao entre /s/, /z/, /N/ - neutralizao entre /n/, /m/, /L/ - neutralizao entre /l/ e /u/, que ao acompanhar vogal em slaba representado por /w/.

    SMBOLOS PARA REPRESENTAR ARQUIFONEMAS:

  • Para representar a neutralizao de fonemas, utiliza-se, na transcrio fonolgica, um arquifonema. Esse elemento corresponde ao resultado articulatrio da neutralizao, representando os traos distintivos comuns entre fonemas.POR QUE USAR ARQUIFONEMAS?

  • OUTROS PROCESSOS FONOLGICOS

  • ASSIMILAO - um som torna-se semelhante a outro que est prximo a ele. Essa assimilao pode ser:

    Parcial - a alterao da vogal temtica em falei, em que o /a/ passa a /e/ por assimilar a caracterstica de vogal fechada da vogal /i/ que lhe vizinha.

    Total - neste caso, o fonema assimilado se torna idntico ao assimilador - perigo > /piigU/.

  • HARMONIZAO VOCLICA - nesse processo fonolgico, uma vogal pretnica assimila as caractersticas da vogal da slaba tnica.

    Exemplo: /kostua/ passa a /kustua/.

  • METAFONIA - modificao do grau de abertura de uma vogal decorrente da influncia da vogal ou semivogal que a seguem.

    Exemplos: sogro/sogra; este/esta.

  • EPNTESE - acrscimo de fonema no interior da palavra. H casos em que esse acrscimo resulta na formao de um ditongo, temos, ento, o processo de ditongao. Exemplos: boa, pronunciado [bowa]; ms, pronunciado [me]; digno, pronunciado [d].

  • AFRESE - queda de fonema no incio do vocbulo. Exemplo: teve (por esteve).

    SNCOPE - queda de fonema no interior do vocbulo.Exemplos: fsfro (por fsforo); abobra (por abbora); xicra (por xcara).

  • APCOPE - queda de fonema no final do vocbulo.

    Exemplo: dormi (por dormir).

  • NASALIZAO - uma vogal oral assimila a caracterstica nasal de um som que lhe contguo. processo muito comum em portugus. Assim, palavras como cama e goma tm a vogal da slaba tnica nasalizada. Em slabas pretnicas, essa nasalizao varivel, vide as realizaes para o vocbulo gramtica, com ou sem nasalizao.

  • NASALIDADE (puramente fontica) a no articulao da vogal nasal marca a variao dialetal e no causa diferena de significado.Exemplos: j[a]nela j[]nela (nasaladas ou nasalizadas)

    NASALIDADE NASALIZAO

  • NASALIZAO (ope-se a no-nasalizao de carter fonolgico).A vogal nasal ocorre, obrigatoriamente, em qualquer dialeto do portugus. Exemplos: m; santo.A no articulao da vogal nasal pode causar diferena de significado.Exemplos: l/l; mito/minto; manta/mata; bomba/boba.

  • A INTERPRETAO DAS VOGAIS NASAIS EM PORTUGUS

  • mata/mantaseda/sendalida/lindaboba/bombafuga/fungaA interpretao fonolgica das vogais nasais em portugus tem sido sempre objeto de discusso por parte de linguistas.

  • PRIMEIRA HIPTESE:As vogais nasais so entendidas como fonemas distintos das respectivas vogais no-nasais.Interpretao mais difundida: alguns consideram a existncia de vogais com caracterstica nasal em oposio s suas correspondentes orais. Em que consiste a oposio entre as formas?

  • SEGUNDA HIPTESE:Para Mattoso Cmara, o que temos a existncia de uma vogal oral seguida de um elemento consonntico nasal, [m], [n] ou [], representado pelo arquifonema /N/, devido s variaes determinadas pelo contexto em que ocorrem as vogais.

  • Se as vogais nasais tm capacidade distintiva, pode-se dizer que h, em portugus, fonemas voclicos orais e fonemas voclicos nasais?

  • A vogal nasal um fonema em portugus.Vogal nasal a combinao de 2 elementos: vogal + elemento nasal.Teramos em portugus 7 vogais orais e 5 nasais.

  • Segundo Mattoso Cmara, a vogal nasal no um fonema em portugus. Vogal nasal formada por um grupo de dois fonemas: vogal oral + elemento consonntico nasal. Temos, em portugus, 7 vogais orais.

  • Quando a consoante nasal estiver travando slaba e precedido por vogal realiza-se como: [m] diante de consoante bilabial; [n] nos demais ambientes.

  • No pode haver vogal nasal porque no h o contraste como, por exemplo, em francs, em que h 3 diferentes ocorrncias foneticamente: beau - ['bo] (vogal oral) bon - ['b] (vogal nasal) bonne - ['bon] (vogal oral + consoante nasal)

  • Observao: Em nossas transcries, consideraremos a existncia de vogais nasais em oposio s vogais orais em portugus.

  • UM POUCO DE PRTICA Qual arquifonema deve ser utilizado para representar o processo fonolgicos no par ['bolo] e ['bolu]?

  • UM POUCO DE PRTICA Qual arquifonema deve ser utilizado para representar o processo fonolgicos no par ['bolo] e ['bolu]? /U/ /'bolU/ - Neste caso, podamos ter uma pronncia com o fonema /o/ ou /u/. Diante da neutralizao, emprega-se o arquifonema /U/.

  • UM POUCO DE PRTICA

    Indique o fenmeno presente no par cantando/cantano.

  • UM POUCO DE PRTICA Os fonemas /n/ e /d/ so consoantes dentais. Por serem produzidas no mesmo ponto ou lugar de articulao, vo sofrer a assimilao. Assimilao a fora que tenta fazer com que dois sons diferentes, mas com algum parentesco, se tornem iguais, semelhantes.

  • Vamos estudar a slaba.

    PRXIMA AULA

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