Apostila de Enfermagem Clinica e Cirugica II

download Apostila de Enfermagem Clinica e Cirugica II

of 30

  • date post

    05-Aug-2015
  • Category

    Documents

  • view

    354
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of Apostila de Enfermagem Clinica e Cirugica II

CENTRO ESTADUAL DE EDUCAO TECNOLGICA PAULA SOUZAETEC RUBENS DE FARIA E SOUZA

RECUPERAO E REABILITAO EM ENF. CLINICA E CIRURGICA II

Curso Tcnico de Enfermagem II Mdulo

PROFESSORA: Enf Zeni de L. Franco

ALUNO: _______________________________________________________ SUMRIO RECUPERAO E REABILITAO EM ENF.CLINICA E CIRRGICA IIINTRODUO ---------------------------------------------------------------------------------------------------ESTRUTURA DO CENTRO CIRRGICO Localizao e Planta Fsica -----------------------------------------------------------------------------------Materiais e equipamentos da SO ----------------------------------------------------------------------------HISTORIA DA CIRURGIA--------------------------------------------------------------------------------------EQUIPE CIRURGICA ------------------------------------------------------------------------------------------ETICA CENTRO CIRURGICO -------------------------------------------------------------------------------PLANEJAMENTO DO ATO CIRURGICO -----------------------------------------------------------------TEMPOS CIRURGICOS --------------------------------------------------------------------------------------INSTRUMENTAL CIRURGICO ------------------------------------------------------------------------------Fios de Sutura / Agulhas Cirurgicas ------------------------------------------------------------------------CLASSIFICAO DAS CIRURGIAS POR POTENCIAL DE CONTAMINAO----------------PERIODO TRANSOPERATORIO Posicionamento do Paciente para Cirurgia ---------------------------------------------------------------Funes da Circulante de Sala ------------------------------------------------------------------------------PARAMENTAO CIRURGICA-----------------------------------------------------------------------------Tcnica de Paramentao ------------------------------------------------------------------------------------Escovao e Degermao-------------------------------------------------------------------------------------ADMINISTRAO DA ANESTESIA ------------------------------------------------------------------------Tipos de Anestsicos / Anestesia----------------------------------------------------------------------------ELETROCIRURGIA---------------------------------------------------------------------------------------------ASSISTNCIA DE ENFERMAGEM EM DRENOS E CATETERES Tipos de Drenos mais Comuns-------------------------------------------------------------------------------Gastrostomia / Cuidados de Enfermagem-----------------------------------------------------------------Jejunostomia / Cuidados de Enfermagem ----------------------------------------------------------------UNIDADE DE RECUPERAO PS-ANESTSICA (URPA) Equipamentos / Equipe ----------------------------------------------------------------------------------------Assistncia de Enfermagem / Complicaes -------------------------------------------------------------BIBLIOGRAFIA CONSULTADA -----------------------------------------------------------------------------2 2 4 5 6 7 8 9 10 10 12 12 13 15 17 17 18 19 20 22 23 24 24 25 28

Recuperao e Reabilitao em Enfermagem Clnica e Cirrgica II Prof / Enf Zeni de Lourdes Franco

2

RECUPERAO E REABILITAO EM ENF. CLNICA E CIRURGICA II INTRODUOA unidade de centro cirrgico destina-se s atividades cirrgicas e de recuperao anestsica, sendo considerada rea critica no hospital por ser um ambiente onde se realizam procedimentos de risco e que possui clientes com sistema de defesa deficiente e maior risco de infeco. O profissional que trabalha nessa unidade necessita de habilidade tcnica e conhecimento sobre princpios de limpeza, desinfeco, esterilizao, tcnicas de assepsia, manuseio e conservao de equipamentos e materiais diferenciados.

ESTRUTURA DO CENTRO CIRRGICO (CC)A equipe do CC composta por diversos profissionais: anestesistas, cirurgies, instrumentador cirrgico, enfermeiro, tcnico e auxiliar de enfermagem, podendo ou no integrar a equipe o instrumentador cirrgico e o auxiliar administrativo. Para prevenir a infeco e propiciar conforto e segurana ao paciente e equipe cirrgica, a planta fsica e a dinmica de funcionamento possuem caractersticas especiais. Devido ao seu risco, esta unidade dividida em reas:

NO-RESTRITA: As reas de circulao livre so consideradas reas no-restritase compreendem os vestirios, corredor de entrada para os clientes e funcionrios e sala de espera de acompanhantes. O vestirio, localizado na entrada do CC, a rea onde todos devem colocar o uniforme privativo: cala comprida, tnica, gorro, mscara e props. SEMI-RESTRITAS: Nestas reas pode haver circulao tanto do pessoal como de equipamentos, sem contudo provocarem interferncia nas rotinas de controle e manuteno da assepsia. Como exemplos temos as salas de guarda de material e administrativa; RESTRITA: O corredor interno, as reas de escovao das mos e a sala de operao (SO) so consideradas reas restritas dentro do CC; para evitar infeco operatria, limita-se a circulao de pessoal, equipamentos e materiais.

LOCALIZAO E PLANTA FISICA De preferncia, deve estar localizado no andar mais alto, ao abrigo da contaminao, da poeira e de rudos. O CC deve estar localizado em uma rea do hospital que oferea a segurana necessria s tcnicas asspticas, portanto distante de locais de grande circulao de pessoas, de rudo e de poeira. Recomenda-se que seja prximo s unidades de internao, pronto-socorro e unidade de terapia intensiva, de modo a contribuir com a interveno imediata e melhor fluxo dos pacientes. De acordo com a organizao hospitalar, podem fazer parte do bloco cirrgico a Recuperao Ps-Anestsica e a Central de Materiais e Esterilizao. As reas so assim caracterizadas: Vestirios masculino e feminino: Localizados na entrada do CC, onde realizado o controle de entrada das pessoas autorizadas aps vestirem a roupa privativa da unidade. Deve possuir chuveiros, sanitrios e armrios para guarda de roupas e objetos pessoais. Posto de enfermagem e secretaria: Servem para a administrao e burocracia do Centro Cirrgico.Recuperao e Reabilitao em Enfermagem Clnica e Cirrgica II Prof / Enf Zeni de Lourdes Franco

3

Salas de cirurgia: Segundo a legislao brasileira, a capacidade do CC estabelecida segundo a proporo de leitos cirrgicos e Salas de Operao. A Resoluo da Diretoria Colegiada (RDC) n307/2002, da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria (ANVISA) do Ministrio da Sade, determina uma sala de operao para cada 50 leitos no especializados ou 15 leitos cirrgicos. Para um dimensionamento ideal, deve-se levar em considerao alguns aspectos como: Horrio de funcionamento do Centro-cirrgico; Especialidades cirrgicas atendidas (cardiologia, neurocirurgia, ortopedia, oftalmologia, etc.); Durao mdia das cirurgias; Nmero de cirurgias por dia; Nmero de leitos cirrgicos do hospital; Hospital escola; Quantidade de artigos mdicos e instrumentais cirrgico disponveis. Tamanho da sala: Depende dos equipamentos necessrios aos tipos de cirurgias a serem realizadas; seu formato deve ser retangular ou oval. Segundo a RDC 307/2002, quanto ao tamanho, as salas so assim classificadas: Sala pequena: 20m, com dimenso mnima de 3,45 metros, destinadas s especialidades de otorrinolaringologia e oftalmologia. Sala mdia: 25m, com dimenso mnima de 4,65 metros, destinadas s especialidades gstrica e geral. Sala grande: 36m, com dimenso mnima de 5,0 metros, especficas para as cirurgias neurolgicas, cardiovasculares e ortopdicas. A sala de cirurgia ou operao deve ter cantos arredondados para facilitar a limpeza; as paredes, o piso e as portas devem ser lavveis e de cor neutra e fosca. O piso, particularmente, deve ser de material condutivo, ou seja, de proteo contra descarga de eletricidade esttica; as tomadas devem possuir sistema de aterramento para prevenir choque eltrico e estar situada a 1,5m do piso. As portas devem ter visor e tamanho que permita a passagem de macas, camas e equipamentos cirrgicos. As janelas devem ser de vidro fosco, teladas e fechadas quando houver sistema de ar condicionado. A iluminao do campo operatrio ocorre atravs do foco central ou fixo e, quando necessrio, tambm pelo foco mvel auxiliar. Lavabos: Devem ser dois para cada sala. O lavabo localiza-se em uma rea ao lado da SO e o local onde a equipe cirrgica faz a degermao das mos e antebraos com o uso de substncias degermantes anti-spticas, com a ao mecnica da escovao. As torneiras do lavabo devem abrir e fechar automaticamente ou atravs do uso de pedais, para evitar o contato das mos j degermadas. Acima do lavabo localizam-se os recipientes contendo a soluo degermante e um outro, contendo escova esterilizada Sala de anestesia: A sala de anestesia necessria em Centros Cirrgicos com pelo menos 6, 8 ou 10 salas cirrgicas. A encontram-se livros de registro e materiais de uso em anestesia. RX e cmara escura: Os aparelhos de RX devem ser mveis. Atualmente temos aparelhos muito modernos que podem ser instalados na sala cirrgica sem ocupar muito espao, proporcionando visibilidade da rea desejada durante a cirurgia. Sala de recepo de pacientes: um local utilizado para puno de veias e instalao de soros, administrao de medicaes pr-anestsicas, checagem de exames, avaliao das condies clinicas e preparo fsico e psicolgico do paciente. Sala de recuperao ps-anestsica: Aps a passagem pelo SO, o cliente encaminhado sala de RPA, a qual deve estar localizada de modo a facilitar o transporte do paciente sob efeito anestsico da SO para a RPA, e desta para a SO, na necessidade de uma reinterveno cirrgica; deve possibilitar, ainda, o fcil acesso dos componentes da equipe que operou oRecuperao e Reabilitao em Enfermagem Clnica e Cirrgica II Prof / Enf Zeni de Lourdes Franco

4

paciente. um local onde se presta assistncia no ps-operatrio imediato visando estabilidade dos sinais vitais, retorno da conscincia e desbloqueio de reas anestesiadas. Expurgo: O ideal que cada sala cirrgica te