Capitulo Xxv La Teoria Moderna de La Colonizacion 1

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Capitulo 2: Trabalho fundamento da propriedade (valor) Capítulo 23: Mais-Valia na Relação: destitui o trabalho como fundamento da propriedade A-) Demanda crescente de Trab. (composição constante do capital) Acumulação B-) Decrescimo relativo da parte variável do Capital com o progresso da acumulação / concentração C-) Formação Super População Relativa Capítulo 24: Fundamento Violento das relações de mercado Capítulo 25: - Avanço da propriedade baseada na exploração do trab. alheio X propriedade fundada no trab. Próprio - Colonização Sistemática – Wakefield. Expropriação e formação de trabalhadores assalariados - De início, Wakefield descobriu nas colônias que a propriedade de dinheiro, meios de subsistência, máquinas e outros meios de produção ainda não faz de uma pessoa um capitalista se falta o complemento, o trabalhador assalariado, a outra pessoa, que é obrigada a vender a si mesma voluntariamente. Ele descobriu que o capital não é uma coisa, mas uma relação social entre pessoas intermediada por coisas. “O sr. Peel, lamenta-se ele, levou meios de subsistência e meios de produção, num total de 50 mil libras esterlinas, da Inglaterra para o Swan River, na Nova Holanda. O sr. Peel foi tão precavido, que levou também 3 mil pessoas da classe trabalhadora, homens, mulheres e crianças.” Enquanto o trabalhador, portanto, pode acumular para si mesmo — e isso ele pode enquanto permanecer proprietário de seus meios de produção — a acumulação capitalista e o modo capitalista de produção são impossíveis. Viu-se: a expropriação da massa do povo de sua base fundiária constitui a base do modo de produção capitalista. A grande beleza da produção capitalista consiste em que ela não apenas reproduz constantemente o trabalhador assalariado como trabalhador assalariado, mas produz, em relação à acumulação do capital, sempre uma superpopulação relativa de trabalhadores assalariados. Assim, a lei da oferta e procura de trabalho é mantida nos trilhos certos, a oscilação salarial é confinada em limites convenientes à exploração capitalista e, finalmente, a dependência social tão indispensável do trabalhador em relação ao capitalista é assegurada, uma relação absoluta de dependência que o economista político em casa, na metrópole, pode mentirosamente disfarçar em uma relação contratual livre entre

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Capitulo 2: Trabalho fundamento da propriedade (valor)

Capítulo 23: Mais-Valia na Relação: destitui o trabalho como fundamento da propriedade

A-) Demanda crescente de Trab. (composição constante do capital) Acumulação

B-) Decrescimo relativo da parte variável do Capital com o progresso da acumulação / concentração

C-) Formação Super População Relativa

Capítulo 24: Fundamento Violento das relações de mercado

Capítulo 25:

- Avanço da propriedade baseada na exploração do trab. alheio X propriedade fundada no trab. Próprio

- Colonização Sistemática – Wakefield. Expropriação e formação de trabalhadores assalariados

- De início, Wakefield descobriu nas colônias que a propriedade de dinheiro, meios de subsistência, máquinas e outros meios de produção ainda não faz de uma pessoa um capitalista se falta o complemento, o trabalhador assalariado, a outra pessoa, que é obrigada a vender a si mesma voluntariamente. Ele descobriu que o capital não é uma coisa, mas uma relação social entre pessoas intermediada por coisas.

“O sr. Peel, lamenta-se ele, levou meios de subsistência e meios de produção, num total de 50 mil libras esterlinas, da Inglaterra para o Swan River, na Nova Holanda. O sr. Peel foi tão precavido, que levou também 3 mil pessoas da classe trabalhadora, homens, mulheres e crianças.”

Enquanto o trabalhador, portanto, pode acumular para si mesmo — e isso ele pode enquanto permanecer proprietário de seus meios de produção — a acumulação capitalista e o modo capitalista de produção são impossíveis.

Viu-se: a expropriação da massa do povo de sua base fundiária constitui a base do modo de produção capitalista.

A grande beleza da produção capitalista consiste em que ela não apenas reproduz constantemente o trabalhador assalariado como trabalhador assalariado, mas produz, em relação à acumulação do capital, sempre uma superpopulação relativa de trabalhadores assalariados. Assim, a lei da oferta e procura de trabalho é mantida nos trilhos certos, a oscilação salarial é confinada em limites convenientes à exploração capitalista e, finalmente, a dependência social tão indispensável do trabalhador em relação ao capitalista é assegurada, uma relação absoluta de dependência que o economista político em casa, na metrópole, pode mentirosamente disfarçar em uma relação contratual livre entre comprador e vendedor, entre possuidores igualmente independentes de mercadorias, entre possuidores da mercadoria capital e da mercadoria trabalho.

Mas nas colônias essa bela fantasia se despedaça. A população absoluta cresce aqui muito mais rapidamente que na metrópole, pois muitos trabalhadores já chegam adultos ao mundo, e mesmo assim o mercado de trabalho está sempre subabastecido. A lei da oferta e procura de trabalho desmorona. Por um lado, o velho mundo introduz constantemente capital desejoso de exploração e necessitado de abstinência; por outro lado a reprodução regular dos trabalhadores assalariados se choca com obstáculos dos mais grosseiros e em parte insuperáveis. E isso para não dizer nada sobre a produção de trabalhadores assalariados redundantes em relação à acumulação do capital! O trabalhador assalariado de hoje torna-se amanhã camponês ou artesão independente, economicamente autônomo. Ele desaparece do mercado de trabalho, mas — não na Workhouse. Essa constante transformação dos trabalhadores assalariados em produtores independentes, que em vez de trabalhar para o capital, trabalham para si mesmos, e em vez de enriquecer o senhor capitalista, enriquecem a si mesmos, repercute de forma completamente prejudicial sobre as condições do mercado de trabalho. Não é apenas o grau de exploração do trabalhador assalariado que fica indecentemente baixo. Este última perde também junto com a relação de dependência, o sentimento de dependência em relação ao capitalista abstinente. Daí, portanto, todos os males que nosso E. G. Wakefield descreve de forma tão honrada, tão eloqüente e tão comovente.

Riqueza Nacional é pobreza popular. Mas os cavalos americanos comem melhor que os trabalhadores ingleses.

Mas como curar o câncer anticapitalista das colônias? Se se quisesse, de um golpe, transformar toda base fundiária de propriedade do povo em propriedade privada, destruir-se-ia — é verdade — o mal pela raiz, mas também — a colônia. A proeza consiste em matar dois coelhos com uma só cajadada. Faça-se o governo fixar para a terra virgem um preço artificial, independente da lei da oferta e procura, que force o imigrante a trabalhar por tempo mais longo como

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assalariado, até poder ganhar dinheiro suficiente para adquirir sua base fundiária799 e transformar-se num camponês independente.

O fundo, que flui da venda das terras a um preço relativamente proibitivo para o trabalhador assalariado, portanto esse fundo de dinheiro extorquido do salário mediante a violação da sagrada lei da oferta e procura, deveria ser usado pelo governo, por outro lado, para importar, na mesma proporção em que ele cresce, pobres-diabos da Europa para as colônias e, desse modo, manter abastecido para o senhor capitalista seu mercado de trabalho assalariado. Nessas circunstâncias, tout sera pour le mieux dans le meilleur des mondes possibles. Esse é o grande segredo da “colonização sistemática”.

Wakefield: “Segundo esse plano”, proclama triunfante Wakefield, “a oferta de trabalho tem de ser constante e regular; pois, primeiro, não estando nenhum trabalhador em condições de conseguir terra, antes de ter trabalhado por dinheiro, todos os trabalhadores imigrantes, pelo fato de trabalharem combinadamente por salário, produziram para seus empregadores capital para o emprego de mais trabalho; segundo, cada um que abandonasse o trabalho assalariado e se tornasse proprietário de terra asseguraria, exatamente pela compra da terra, um fundo para a importação de novo trabalho para as colônias.

O preço da terra imposto pelo Estado deve naturalmente ser “suficiente” (sufficient price), isto é, tão alto que “impeça os trabalhadores de se tornarem camponeses independentes até chegarem outros para tomar seu lugar no mercado de trabalho assalariado. Esse “preço suficiente da terra” é nada mais que um circunlóquio eufêmico do resgate que o trabalhador paga ao capitalista pela permissão de retirar-se do mercado de trabalho assalariado para o campo. Primeiro ele tem de criar “capital” para o senhor capitalista, para que este possa explorar mais trabalhadores, e depois trazer ao mercado de trabalho um “substituto”, que o governo expede, à sua custa, para o senhor capitalista seu ex-patrão, do outro lado do mar.

É altamente característico que o Governo inglês tenha posto em prática, por muitos anos, esse método de “acumulação primitiva”, expressamente prescrito por Wakefield para o uso em países coloniais.

Por um lado, o imenso e contínuo afluxo de gente, impelido ano a ano para a América, deixa sedimentos estagnados no leste dos Estados Unidos, pelo fato de a onda de emigração da Europa lançar aí no mercado de trabalho mais pessoas do que a onda de emigração para o oeste pôde absorver. Por outro lado, a guerra civil americana teve por conseqüência uma imensa dívida nacional, e com ela, pressão tributária, criação da mais ordinária aristocracia financeira, entrega de presente de imensa parte das terras públicas a sociedades de especulação para a exploração de estradas de ferro, minas etc. — em suma, a mais rápida centralização do capital.

A grande República deixou pois de ser a terra prometida para trabalhadores emigrantes. A produção capitalista avança lá a passos degigante, embora o rebaixamento dos salários e a dependência do trabalhador assalariado ainda não tenham caído, nem de longe, ao nívelnormal europeu. O vergonhoso malbarateamento pelo Governo inglês do solo colonial ainda não cultivado da Austrália,803 doado a aristocratase capitalistas, denunciado pelo próprio Wakefield com tanta eloqüência, juntamente com o afluxo de gente atraída pelos gold-diggings804 e aconcorrência que a importação das mercadorias inglesas faz mesmo ao menor artesão produziram uma “superpopulação relativa de trabalhadores” suficiente, de modo que quase todo vapor postal traz a má notícia de um abarrotamento do mercado de trabalho australiano — glut of the Australian labour-market — e a prostituição lá floresce em certos lugares tão exuberantemente quanto no Haymarket de Londres.

Entretanto, não nos ocupa aqui a situação das colônias. O que nos interessa é o segredo descoberto no Novo Mundo pela Economia Política do Velho Mundo e proclamado bem alto: o modo capitalista de produção e acumulação e, portanto, a propriedade privada capitalista exigem o aniquilamento da propriedade privada baseada no trabalho próprio, isto é, a expropriação do trabalhador.

CAPITULO XXV LA TEORIA MODERNA DE LA COLONIZACION 1

KARL MARX

La economía política procura, por principio, mantener en pie la más agradable de las confusiones entre la

propiedad privada que se funda en el trabajo personal y la propiedad privada capitalista diametralmente

contrapuesta , que se funda en el aniquilamiento de la primera [a].

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En el occidente de Europa, patria de la economía política, el proceso de la acumulación originaria se ha

consumado en mayor o menor medida. En esta región, o el modo capitalista de producción [b] ha sometido

directamente la producción nacional en su totalidad, o, allí donde las condiciones aún no están desarrolladas,

por lo menos controla indirectamente las capas sociales que siguen vegetando a su lado, capas

degenerescentes que corresponden al modo de [955] producción anticuado.

El economista aplica a este mundo acabado del capital las nociones jurídicas y de propiedad vigentes en el

mundo precapitalista, y lo hace con un celo tanto más ansioso y con tanta mayor unción, cuanto más duro es

el choque entre su ideología y los hechos.

No ocurre lo mismo en las colonias. El modo capitalista de producción y de apropiación [c] tropieza

allí, en todas partes, con el obstáculo que representa la propiedad obtenida a fuerza de trabajo por su

propio dueño [d], con el obstáculo del productor que, en cuanto poseedor de sus propias condiciones

de trabajo, se enriquece a sí mismo en vez de enriquecer al capitalista.

La contradicción entre estos dos modos de producción y de apropiación, diametralmente contrapuestos,

existe aquí de manera práctica e. Allí donde el capitalista tiene guardadas sus espaldas por el poder de la

metrópoli, procura quitar de en medio, por la violencia, el modo de producción y de apropiación fundado en

el trabajo personal. El mismo interés que en la metrópoli empuja al sicofante del capital, al economista, a

explicar teóricamente el modo de producción capitalista por su contrario, ese mismo interés lo impulsa aquí

"to make a clean breast of it" [a sincerarse], a proclamar sin tapujos la antítesis entre ambos modos de

producción. A tal efecto, pasa a demostrar cómo el desarrollo de la fuerza productiva social del trabajo, la

cooperación, la división del trabajo, la aplicación de la maquinaria en gran escala, etcétera, son imposibles

sin la expropiación de los trabajadores y la consiguiente transformación de sus medios de producción en

capital. En interés de la llamada riqueza nacional, se lanza a la búsqueda de medios artificiales que

establezcan la pobreza popular. Su coraza apologética se desmigaja aquí como yesca echada a perder.

El gran mérito de Edward Gibbon Wakefield no es el de haber descubierto algo nuevo acerca de las colonias

[2], [957] sino el de haber descubierto en las colonias la verdad acerca de las relaciones capitalistas de la

metrópoli. Así como el sistema proteccionista, en sus orígenes [3], pugnaba por la fabricación de capitalistas

en la metrópoli, la teoría de la colonización expuesta por Wakefield y que Inglaterra durante cierto tiempo

procuró aplicar legislativamente aspiraba a la fabricación de asalariados en las colonias. A esto lo

denomina Wakefield "systematic colonization" (colonización sistemática).

En primer término, Wakefield descubrió en las colonias que la propiedad de dinero, de medios de

subsistencia, máquinas y otros medios de producción no confieren a un hombre la condición de

capitalista si le falta el complemento: el asalariado, el otro hombre forzado a venderse

voluntariamente a sí mismo.

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Descubrió que el capital no es una cosa, sino una relación social entre personas mediada por cosas [4]. El

señor Peel nos relata Wakefield en tono lastimero llevó consigo de Inglaterra al río Swan, en Nueva Holanda

[5], medios de subsistencia y de producción por un importe de [sterling] 50.000. El señor Peel era tan

previsor que trasladó además 3.000 personas [6] pertenecientes a la clase obrera: hombres, mujeres y niños.

Una vez que hubieron arribado al lugar de destino, sin embargo, "el señor Peel se quedó sin un sirviente que

le tendiera la cama o que le trajera agua del río" [7]. [exclamdown]Infortunado señor Peel, que todo lo

había previsto, menos la exportación de las relaciones de producción inglesas al río Swan!

Para que se comprendan los siguientes descubrimientos de Wakefield, formulemos dos observaciones

previas. [958] Como es sabido, los medios de producción y de subsistencia, en cuanto propiedad del

productor directo, no son capital. Sólo se convierten en capital cuando están sometidos a condiciones bajo

las cuales sirven, a la vez, como medios de explotación y de sojuzgamiento del obrero. Pero en la cabeza

del economista, el alma capitalista de esos medios está tan íntimamente compenetrada con su sustancia

material, que en todos los casos los bautiza con el nombre de capital, incluso cuando son exactamente lo

opuesto. Ocurre así con Wakefield. Y además: a la fragmentación de los medios de producción, en cuanto

propiedad individual de muchos trabajadores recíprocamente independientes que trabajan por su cuenta,

Wakefield la denomina división igual del capital. Al economista le ocurre lo mismo que al jurista feudal.

Este también adhería sus rótulos jurídicos feudales a relaciones puramente dinerarias.

"Si el capital", dice Wakefield, "estuviera distribuido en porciones iguales entre todos los miembros de la

sociedad [...], a nadie le interesaría acumular más capital que el que pudiese emplear con sus propios brazos.

Es este el caso, hasta cierto punto, en las nuevas colonias norteamericanas, donde la pasión por la

propiedad de la tierra impide la existencia de una clase de trabajadores asalariados" [8].

Por tanto, mientras el trabajador puede acumular para sí mismo y lo puede hacer mientras sigue siendo

propietario de sus medios de producción , la acumulación capitalista y el modo capitalista de producción son

imposibles. No existe la clase de los asalariados, indispensable para ello. ¿Cómo, entonces, se llevó a cabo

en la vieja Europa la expropiación del trabajador, al que se privó de sus condiciones de trabajo, y por

tanto la creación del capital y el trabajo asalariado? Mediante un contrat social de tipo absolutamente

inédito.

"La humanidad... adoptó un sencillo método para promover la acumulación del capital", misión que,

naturalmente, desde los tiempos de Adán espejeaba en la imaginación de los hombres como fin último y

único de su existencia: "se dividió en propietarios de capital y propietarios de trabajo... Esta división

fue el resultado de un concierto y combinación voluntarios" [9]. En una palabra: [959] la masa de la

humanidad se expropió a sí misma para mayor gloria de la "acumulación del capital". Ahora bien,

habría que creer que el instinto de este fanático renunciamiento de sí mismo debería manifestarse sin trabas

especialmente en las colonias, pues sólo en éstas existen hombres y circunstancias que podrían transferir un

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contrat social del reino de los sueños al de la realidad. ¿Pero para qué, entonces, la "colonización

sistemática", antitéticamente contrapuesta a la espontánea y natural? Pero, pero, pero: "En los estados

septentrionales de la Unión norteamericana es dudoso que una décima parte de la población pertenezca a la

categoría de los asalariados... En Inglaterra... la gran masa del pueblo está compuesta de asalariados" [10].

El impulso autoexpropiador de la humanidad laboriosa, en efecto, para mayor gloria del capital, tiene una

existencia tan tenue que la esclavitud, según el propio Wakefield, es el único fundamento natural de la

riqueza colonial. La colonización sistemática de Wakefield es un mero pis aller [paliativo], ya que tiene

que vérselas con hombres libres, no con esclavos. "Sin esclavitud, en las colonias españolas el capital

[f] 11 habría sucumbido o, por lo menos, se habría contraído, reduciéndose a las pequeñas cantidades

que cualquier individuo puede emplear con sus propios brazos.

Esto ocurrió efectivamente en la última colonia fundada por los ingleses [12], donde un gran capital en

simientes, ganado e instrumentos pereció por falta de asalariados, y donde ningún colono posee más capital

que el que puede emplear con sus propios brazos" [13].

La expropiación de la masa del pueblo despojada de la tierra, como vemos, constituye el fundamento del

modo capitalista de producción. La esencia de una colonia libre consiste, a la inversa, en que la mayor parte

del suelo es todavía propiedad del pueblo, y por tanto en que cada colono puede convertir una parte de la

misma en su propiedad privada y en medio individual de producción, sin impedir con ello que los colonos

posteriores efectúen la [960] misma operación [14]. Este es el secreto tanto de la prosperidad de las

colonias como del cáncer que las roe: su resistencia a la radicación del capital. "Donde la tierra es muy

barata y todos los hombres son libres; donde cualquiera que lo desee puede obtener para sí mismo un pedazo

de tierra, no sólo el trabajo es muy caro en lo que respecta a la parte que de su propio producto toca al

trabajador, sino que lo difícil es obtener trabajo combinado, a cualquier precio que sea" [15].

Como en las colonias no se da aún la escisión entre el trabajador y sus condiciones de trabajo, entre aquél y

la raíz de éstas, la tierra, o como sólo se da esporádicamente o sólo dispone de un campo de acción

restringido, tampoco existe aún el divorcio entre la agricultura y la industria ni se ha aniquilado todavía

la industria doméstica rural; ¿de dónde, entonces, habría de surgir el mercado interno para el capital?

"Ninguna parte de la población de Norteamérica es exclusivamente agrícola, a excepción de los esclavos y

sus dueños, que combinan el capital y el trabajo para efectuar grandes obras. Los norteamericanos libres,

que cultivan el suelo por sí mismos, se dedican al mismo tiempo a otras muchas ocupaciones. Comúnmente

ellos mismos producen una parte del mobiliario y del instrumental que utilizan. Suelen construir sus propias

casas y llevan los productos de su propia industria al mercado, por distante que esté. Son hilanderos y

tejedores, fabrican jabón y velas, hacen los zapatos y vestidos para su uso personal. En Norteamérica la

agricultura constituye, a menudo, la actividad accesoria del herrero, del molinero o el tendero" [16]. Entre

individuos tan estrafalarios, ¿dónde queda campo para el "renunciamiento" del capitalista?

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La gran belleza de la producción capitalista no sólo estriba en que reproduce constantemente al asalariado

como asalariado, sino en que, proporcionalmente a la acumulación del capital, produce siempre una

sobrepoblación relativa de asalariados. De esta suerte se mantiene en sus debidos carriles la ley de la oferta y

la demanda [961] de trabajo, la oscilación de los salarios queda confinada dentro de límites adecuados a la

explotación capitalista y, finalmente, se afianza la tan imprescindible dependencia social del trabajador

respecto del capitalista, relación de dependencia absoluta que el economista, en su casa, en la metrópoli,

puede transformar falaz y tartajosamente en relación contractual libre establecida entre comprador y

vendedor, entre dos poseedores de mercancías igualmente autónomos: el poseedor de la mercancía capital y

el de la mercancía trabajo. Pero en las colonias esa bella fantasmagoría se hace pedazos. La población

absoluta crece aquí mucho más rápidamente que en la metrópoli, puesto que muchos trabajadores hacen su

aparición ya maduros, y sin embargo el mercado de trabajo está siempre insuficientemente abastecido. La

ley de la oferta y la demanda de trabajo se desmorona. Por un lado, el viejo mundo introduce constantemente

capital afanoso de explotación, ávido de renunciamiento; por otra parte, la reproducción regular de los

asalariados como asalariados tropieza con los obstáculos más desconsiderados y, en parte, insuperables.

[exclamdown]Y no hablemos de la producción de asalariados supernumerarios, proporcional a la

acumulación del capital! De la noche a la mañana, el asalariado se convierte en campesino o artesano

independiente, que trabaja por su propia cuenta. Desaparece del mercado de trabajo... pero no para

reaparecer en el workhouse. Esta transformación constante de los asalariados en productores independientes

que en vez de trabajar para el capital lo hacen para sí mismos, y que en vez de enriquecer al señor capitalista

se enriquecen ellos, repercute a su vez de manera tremendamente perjudicial en la situación del mercado de

trabajo. No sólo el grado de explotación del asalariado se mantiene indecorosamente exiguo, sino que éste,

por añadidura, con la relación de dependencia pierde también el sentimiento de dependencia respecto al

capitalista cultor del renunciamiento. De ahí surgen todos los males que nuestro Wakefield describe tan

gallardamente, con tanta elocuencia y de manera tan conmovedora.

La oferta de trabajo, deplora Wakefield, no es ni constante, ni regular, ni suficiente. "Es siempre no sólo

reducida, sino además insegura" [17]. "Aunque el producto a [962] dividir entre el obrero y el capitalista sea

grande, el obrero se apropia de una parte tan considerable que pronto se convierte en capitalista ... Pocos, en

cambio, aunque alcancen a una edad inusualmente avanzada, pueden acumular grandes masas de riqueza"

[18]. Los obreros, sencillamente, no toleran que el capitalista renuncie a pagarles la mayor parte de su

trabajo. De nada le sirve a éste ser muy astuto e importar de Europa, con su propio capital, también sus

propios asalariados. "Pronto dejan [...] de ser asalariados, se [...] transforman en campesinos independientes,

e incluso en competidores de sus ex patrones en el mercado mismo de trabajo asalariado" [19].

[exclamdown]Imagínese usted, qué atrocidad! El honesto capitalista ha importado él mismo de Europa, con

su propio dinero contante y sonante, a sus propios competidores, [exclamdown]y en persona!

[exclamdown]Pero es el acabose!. Nada tiene de extraño que Wakefield se queje de que entre los asalariados

de las colonias falte la relación de dependencia y el sentido de dependencia. "Debido al alto nivel de los

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salarios", dice su discípulo Merivale, "en las colonias existe un deseo apasionado de trabajo más barato y

servicial, de una clase a la que el capitalista pueda dictarle las condiciones, en vez de tener que aceptar las

que ella le dicta... En países civilizados desde antiguo, el obrero, aunque libre, depende del capitalista por

una ley de la naturaleza; en las colonias debe crearse esa dependencia por medio de recursos artificiales"

[20] g 21.

[963] Ahora bien, ¿cuál es el resultado del sistema, imperante en las colonias, conforme al cual la propiedad

privada se funda en el trabajo propio, y no en la explotación de trabajo ajeno? Un "sistema barbarizante de

dispersión de los productores y del patrimonio nacional" [22]. La dispersión de los medios de producción

entre innumerables productores que se apropian de los mismos y trabajan con ellos aniquila, con la

concentración capitalista, el fundamento capitalista de todo trabajo combinado. Toda empresa capitalista de

gran envergadura que se extienda a lo largo de varios años y requiera desembolsos de mucho capital fijo, se

vuelve problemática [h]269 Nota idéntica a la 269 de la 2ª edición. 23. En Europa el capital no vacila ni un

instante, pues la clase obrera constituye su accesorio vivo [i], siempre en abundancia, siempre disponible.

[exclamdown]Pero en los países coloniales! Wakefield relata una anécdota extremadamente desgarradora.

Ese autor conversó con algunos capitalistas de Canadá y del estado de Nueva York, donde, además, las

oleadas inmigratorias a menudo [964] se detienen y depositan un sedimento de obreros "supernumerarios".

"Nuestro capital", gime uno de los personajes del melodrama, "nuestro capital ya estaba pronto para efectuar

muchas operaciones que requieren un lapso considerable para su consumación; ¿pero podíamos emprender

tales operaciones con obreros que, bien lo sabíamos, pronto nos volverían las espaldas? Si hubiéramos

estado seguros de poder retener el trabajo de esos inmigrantes, los habríamos contratado de inmediato,

gustosamente y a un precio elevado. E incluso los habríamos contratado, pese a la seguridad de su pérdida,

si hubiéramos estado seguros de contar con nuevos refuerzos a medida que los necesitáramos" [24].

Después de cotejar, ostentosamente, la agricultura capitalista inglesa y su trabajo "combinado" con la

dispersa agricultura campesina norteamericana, Wakefield nos deja ver también, en un desliz, el reverso de

la medalla. Describe el bienestar, la independencia, el espíritu emprendedor y la relativa cultura de la masa

del pueblo norteamericano, mientras que "el obrero agrícola inglés es un miserable zaparrastroso (a

miserable wretch), un indigente... ¿En qué país, excepto Norteamérica y algunas colonias nuevas, los

jornales del trabajador libre empleado en la agricultura superan de manera digna de mención lo que se

necesita para que el obrero adquiera los medios de subsistencia más indispensables?... Sin duda alguna, a los

caballos de tiro por ser una propiedad valiosa se los alimenta en Inglaterra mucho mejor que al jornalero

agrícola" [25]. Pero never mind [no importa]: una vez más, la riqueza nacional es idéntica, por su propia

naturaleza, a la miseria popular.

¿Cómo curar, entonces, el cáncer anticapitalista de las colonias? Si se quisiera transformar de un solo

golpe toda la tierra que hoy es propiedad del pueblo en propiedad privada, se destruiría la raíz del

mal, ciertamente, pero también... la colonia. Las reglas del arte exigen que se maten dos pájaros de un

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tiro. Asígnese a la tierra virgen, por decreto gubernamental, un precio independiente de la ley de la

oferta y la demanda, un precio artificial que obligue al inmigrante a trabajar por salario durante un

[965] período más prolongado, antes que pueda ganar el dinero suficiente para adquirir tierra [26] y

transformarse en campesino independiente. El fondo resultante de la venta de terrenos a un precio

relativamente prohibitivo para el asalariado, ese fondo de dinero esquilmado del salario, pues, mediante la

violación de la sagrada ley de la oferta y la demanda, inviértalo el gobierno, a su vez, a medida que aumente,

en importar pobres diablos de Europa a las colonias y mantener lleno así, para el señor capitalista, su

mercado de trabajo asalariado. Bajo estas circunstancias tout sera pour le mieux dans le meilleur des mondes

possibles 27. Este es el gran secreto de la "colonización sistemática". "Si se aplica este plan", exclama

triunfante Wakefield, "la oferta de trabajo tendrá que ser constante y regular; primero, porque como ningún

obrero puede obtener tierra antes de haber trabajado por dinero, todos los obreros inmigrantes, al trabajar

combinadamente por un salario, producen capital a su patrón para el empleo de más trabajo, en segundo

lugar, porque todo el que colgara los hábitos de asalariado y se convirtiera en propietario de tierras,

precisamente al comprarlas aseguraría la existencia de un fondo destinado a transportar nuevos trabajadores

a las colonias" [28]. El precio de la tierra impuesto por el estado, naturalmente, tiene que ser

"suficiente" (sufficient price), esto es, tan alto "que impida a los obreros convertirse en campesinos

independientes hasta que otros estén allí para llenar su lugar en el mercado de trabajo asalariado"

[29] 30. Este "precio suficiente de la tierra" no es otra cosa que un circunloquio eufemístico con el que se

describe el rescate pagado al capitalista por el obrero para que aquél lo autorice a retirarse del

mercado de trabajo asalariado y a establecerse en el campo. Primero tiene que [966] crear "capital"

para el señor capitalista, de modo que el último pueda explotar más obreros, y luego poner en el

mercado de trabajo un "sustituto" que el gobierno, a expensas del obrero independizado, habrá de

expedir a través de los océanos a su antiguo señor capitalista.

Es extremadamente característico que el gobierno inglés haya aplicado durante años ese método de

"acumulación originaria", recetado expresamente por el señor Wakefield para su uso en los países

coloniales. El fracaso, por supuesto, fue tan ignominioso como el de la ley bancaria de Peel [31]. La

corriente emigratoria, simplemente, se desvió de las colonias inglesas hacia Estados Unidos. Entretanto, los

progresos de la producción capitalista en Europa, sumados a la creciente presión del gobierno, hicieron

superflua la receta de Wakefield. La caudalosa y continua correntada humana que año tras año fluye hacia

Norteamérica, en parte deposita sedimentos estacionarios en el Este de Estados Unidos; en parte, la ola

emigratoria procedente de Europa arroja hombres allí, en el mercado de trabajo, más rápidamente de lo que

puede barrerlos la ola emigratoria que los empuja hacia el Far West. La producción capitalista, pues,

prospera en los estados del Este, aunque la baja de salarios [j] y la dependencia del asalariado disten todavía

de haber alcanzado los niveles normales en Europa. El desvergonzado despilfarro de tierras vírgenes

coloniales regaladas por el gobierno inglés a aristócratas y capitalistas y tan enérgicamente censurado por

[967] Wakefield, ha generado, particularmente en Australia 32, una "sobrepoblación obrera relativa" de

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suficiente volumen, resultado al que han contribuido también la corriente humana atraída por los diggins [k]

[yacimientos auríferos] y la competencia que la importación de mercancías inglesas significa hasta para el

más pequeño de los artesanos; de ahí que casi cada vapor correo traiga la desalentadora noticia de que el

mercado laboral australiano está abarrotado "glut of the Australian labour-market" , y de ahí, también, que

en algunos lugares de Australia la prostitución florezca con tanta lozanía como en el Haymarket londinense.

Sin embargo, no nos concierne aquí la situación de las colonias. Lo único que nos interesa es el secreto que

la economía política del Viejo Mundo descubre en el Nuevo y proclama en alta voz: el modo capitalista de

producción y de acumulación, y por ende también la propiedad privada capitalista, presuponen el

aniquilamiento de la propiedad privada que se funda en el trabajo propio, esto es, la expropiación del

trabajador. 1 353 Se trata aquí de verdaderas colonias, de tierras vírgenes colonizadas por inmigrantes

libres. Estados Unidos sigue siendo aún, hablando en términos económicos, una colonia de Europa. Por lo

demás, también pertenecen a esta categoría esas antiguas plantaciones en que la abolición de la esclavitud ha

trastocado totalmente la situación.

[a] a En la 3ª y 4ª ediciones esta frase dice así: "La economía política confunde aquí, por principio, dos tipos

muy diferentes de propiedad privada, uno de los cuales se funda en el trabajo personal del productor,

mientras que el otro lo hace sobre la explotación de trabajo ajeno. Olvida que el segundo no sólo es la

antítesis directa del primero, sino que crece únicamente sobre su tumba".

[b] b En la 3ª y 4ª ediciones, después de la coma: "o el régimen capitalista".

[c] c En la 3ª y 4ª ediciones; "El régimen capitalista".

[d] d En la 3ª y 4ª ediciones se suprimen las palabras que figuran entre las dos últimas comas.

e e En la 3ª y 4ª ediciones esta frase dice así: "La contradicción entre estos dos sistemas económicos,

diametralmente contrapuestos, se efectiviza aquí, de manera práctica, en la lucha entablada entre los

mismos".

[2] 254 Las pocas conjeturas certeras de Wakefield acerca de la esencia de las colonias habían sido

anticipadas plenamente por Mirabeau père, el fisiócrata, y mucho antes aun por economistas ingleses.

[3] 255 Más adelante dicho sistema se convierte en una necesidad transitoria, dentro de la lucha competitiva

internacional. Pero sean cuales fueren sus motivos, las consecuencias son siempre las mismas.

[4] 256 "Un negro es un negro. Sólo bajo determinadas condiciones se convierte en esclavo. Una máquina

de hilar algodón es una máquina de hilar algodón. Sólo bajo determinadas condiciones se convierte en

capital. Desgajada de esas condiciones, la máquina dista tanto de ser capital como dista el oro, en sí y para

sí, de ser dinero y el azúcar de ser el precio del azúcar... El capital es una relación social de producción. Es

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una relación histórica de producción." (Karl Marx, "Lohnarbeit und Kapital", en "Neue Rheinische Zeitung",

nº 266, 7 de abril de 1849.)

[5] [306] El río Swan desemboca cerca de la actual ciudad de Perth. Nueva Holanda fue el nombre dado por

navegantes holandeses a las costas australianas septentrional y occidental, visitadas por ellos durante la

primera mitad del siglo XVII; sólo cuando Flinders (en 1801-1803) circunnavegó Australia, quedó

demostrado que Nueva Holanda y Nueva Gales del Sur formaban parte del mismo continente. La primera de

estas dos denominaciones, que durante cierto tiempo siguió aplicándose a Australia Occidental, ha caído en

desuso.-- 957.

[6] [307] Se trataba, en realidad, de 300 personas, como ha indicado H. O. Pappe en "Wakefield and Marx"

("The Economic Historical Review", IV, 1951, nº I, p. 90, cit. por Rubel).-- 957

[7] 257 E. G. Wakefield, "England...", vol. II, p. 33.

[8] 258 Ibídem, vol. I, p. 17.

[9] 259 Ibídem, p. 18.

[10] 260 Ibídem, pp. 42, 43, 44.

[f] f En la 4ª edición, la cita comienza así: "<<Los primeros colonos españoles en Santo Domingo no

obtuvieron trabajadores procedentes de España. Pero sin trabajadores>> (es decir, sin esclavitud) <<el

capital>>"... {308}

11 [308] La corrección de Engels ajusta el texto al original inglés TI 768).-- 959.

[12] [309] Wakefield se refiere aquí a la colonización en el río Swan, mencionada más arriba.-- 959.

[13] 261 Ibídem, vol. II, p. 5.

[14] 262 "La tierra, para llegar a ser un elemento de la colonización, no sólo ha de ser inculta, sino

propiedad pública convertible en propiedad privada." (Ibídem, vol. II, p. 125.)

[15] 263 Ibídem, vol. I, p. 247.

[16] 264 Ibídem, pp. 21, 22.

[17] 265 Ibídem, vol. II, p. 116.

[18] 266 Ibídem, vol. I, p. 131.

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[19] 267 Ibídem, vol. II, p. 5.

[20] 268 Merivale, "Lectures on Colonization...", vol. II, pp. 235-314 y pássim. Incluso el dulce economista

vulgar, el librecambista Molinari, dice: "En las colonias donde se ha abolido la esclavitud sin remplazar el

trabajo forzoso por una cantidad equivalente de trabajo libre, se ha visto operar la contrapartida del hecho

que todos los días tiene lugar ante nuestros ojos. Se ha visto cómo los simples trabajadores, por su parte,

explotan a los empresarios industriales, al exigir de éstos salarios totalmente desproporcionados con la parte

legítima que les toca del producto. Como los plantadores no están en condiciones de obtener por su azúcar

un precio suficiente para cubrir el alza de los salarios, se han visto obligados a cubrir el excedente

recurriendo primero a sus ganancias, y luego a sus capitales mismos. Multitud de plantadores se arruinaron

de esta manera, mientras que otros cerraban sus establecimientos para escapar a una ruina inminente...

Indudablemente, más vale ver perecer acumulaciones de capital que generaciones de hombres"

([exclamdown]qué generoso es el señor Molinari!), "¿pero no sería mejor que ni las unas ni las otras

sucumbieran?" (Molinari, ibídem, pp. 51, 52.) [exclamdown]Señor Molinari, señor Molinari! ¿Qué será de

los diez mandamientos, de Moisés y los profetas {216}, de la ley de la oferta y la demanda, si en Europa el

"entrepreneur" [empresario] puede retacear al obrero y en las Indias Occidentales el obrero al entrepreneur

su part légitime? ¿Y cuál es, háganos el favor, esa "part légitime" que en Europa, según usted admite, el

capitalista deja todos los días de pagar? Allá, del otro lado del mar, en esas colonias donde los obreros son

tan "simples" que "explotan" a los capitalistas, el señor Molinari siente la fuerte tentación de encarrilar

debidamente, por medio de la policía, la misma ley de la oferta y la demanda que en otras partes opera de

manera automática.

g g En la 4ª edición la cita de Merivale no figura entre comillas.

21 [216] [exclamdown]He allí a Moisés y los profetas!. --Vale decir: [exclamdown]eso es lo esencial, el

precepto al que hay que atenerse! La expresión procede del "Evangelio de Lucas", XVI, 29-31: desde el

infierno el rico pide que Lázaro, que está en el cielo, prevenga a los hermanos del primero acerca del terrible

futuro que les aguarda si siguen viviendo en el pecado, a lo que responde Abraham: "A Moisés y los

profetas tienen; óiganlos. [...] Si no oyen a Moisés y los profetas tampoco se persuadirán, si alguno se

levantare de los muertos".-- 735; 963.

[22] 269 Wakefield, "England...", vol. II, p. 52.

[h] h En la 4ª edición el párrafo comienza así: "Ahora bien, ¿cuál es, según Wakefield, la consecuencia de

esa penosa situación en las colonias? Un <<sistema bárbaro de dispersión>> {310} de los productores y del

patrimonio nacional (269). La fragmentación de los medios de producción entre innumerables propietarios

que trabajan por su cuenta aniquila, con la centralización del capital, todo fundamento de trabajo combinado.

Toda empresa de gran envergadura que se extienda a lo largo de varios años y requiera una inversión de

capital fijo, tropieza con obstáculos para su ejecución".

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23 [310] En TI 771 sólo figuran entre comillas las palabras "barbarising tendency of dispersion" ("tendencia

barbarizante a la dispersión").-- 963.

[i] i En la 3ª y 4ª ediciones se agrega: "allí".

[24] 270 Ibídem, pp. 191, 192.

[25] 271 Ibídem, vol. I, pp. 47, 246.

[26] 272 "Añadís que, gracias a la apropiación del suelo y de los capitales, el hombre que no posee más que

sus brazos encuentra ocupación y se procura un ingreso... Por el contrario, es precisamente a la apropiación

individual del suelo que se debe el que haya hombres que sólo poseen sus brazos... Si colocáis a un hombre

en el vacío, lo despojáis del aire. Así procedéis también cuando os apoderáis del suelo... Es como ponerlo en

el vacío de riquezas, para no dejarlo vivir más que si se somete a vuestra voluntad." (Colins, "L'économie

politique...", t. III, pp. 267-271 y pássim.)

27 [90] Tout [est] pour le mieux dans le meillellr des mondes possibles (todo va de la mejor manera en el

mejor de los mundos posibles).-- Con variantes, esta frase aparece reiteradas veces en "Cándido" (caps. I, IlI,

VI, XXX); Voltaire satiriza con ella la tesis de Leibniz ("Teodicea", I, 8), según la cual "Dios no habría

creado el mundo si éste no fuera el mejor de todos los posibles".-- 236; 965.

[28] 273 Wakefield, "England...", vol. II, p. 192.

[29] 274 Ibídem, p. 45.

30 [311] En TI 772 la cita de Wakefield finaliza así: "hasta que otros hayan llegado a ocupar su lugar".-- 965.

[31] [312] Ley bancaria de Peel. --En 1844 se aprobó, por iniciativa de lord Overstone y Robert Peel, una

ley de reforma del Banco de Inglaterra. Se creaba un fondo áureo especial de reserva y se limitaba a

[sterling] 14.500.000 la emisión de billetes de banco no cubiertos por el fondo metálico. Para evitar la

quiebra del Banco de Inglaterra y la paralización del comercio, sin embargo, el gobierno se vio obligado a

suspender la vigencia de la ley durante los pánicos provocados por las crisis comerciales de 1847 y 1857,

esto es, debió aumentar considerablemente la cantidad de papel moneda carente de respaldo áureo. Cfr. el

artículo de Marx "La ley bancaria inglesa de 1844", publicado el 23 de agosto de 1858 en la "New-York

Daily Tribune" (MEW t. XII, pp. 539 y ss.)-- 966.

[j] j En la 3ª y 4ª ediciones, en vez del texto que va desde el comienzo de la frase anterior hasta aquí, se

lee; "Por una parte, la caudalosa y continua correntada humana que todos los años fluye hacia

Norteamérica, deposita sedimentos estacionarios en el Este de Estados Unidos, puesto que la ola

emigratoria procedente de Europa arroja hombres allí, en el mercado de trabajo, más rápidamente de

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lo que puede barrerlos la ola emigratoria que los empuja hacia el Oeste. Por otra parte, la guerra

norteamericana de Secesión ha traído como consecuencia una deuda pública colosal, y con ella una

sobrecarga impositiva, el surgimiento de la más ordinaria de las aristocracias financieras, la donación

de una parte inmensa de las tierras públicas a sociedades de especuladores dedicadas a la explotación

de los ferrocarriles, de las minas, etc., en una palabra: la más acelerada centralización del capital. La

gran república, pues, ha dejado de ser la tierra prometida de los obreros inmigrantes. La producción

capitalista avanza allí a pasos de gigante, por más que la rebaja de salarios"...

32 275 No bien Australia se convirtió en su propio legislador, promulgó, como es natural, leyes favorables a

los colonos, pero subsiste el obstáculo del despilfarro inglés de la tierra, ya consumado. "La finalidad

primera y principal que persigue la nueva ley de tierras de 1862 es otorgar mayores facilidades para el

asentamiento del pueblo." ("The Land Law of Victoria, by the Hon. G. Duffy, Minister of Public Lands",

Londres, 1862, p. 3.)

[k] k En la 3ª y 4ª ediciones, "gold-diggings" [yacimientos auríferos].

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