espeCiaL 177 anos de petrÓpoLis · PDF file 2020-02-28 · especial 177 anos...

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  • Março de 2020 • proibida a venda separadaMente

    petrÓpoLis investe eM teCnoLoGia de ponta

    espeCiaL 177 anos de petrÓpoLis

  • Especial 177 anos da fundação de Petrópolis

    PETRÓPOLIS: COMO TUDO COMEÇOU E AS VOCAÇÕES PROFISSIONAIS

    CIDADE SE CONSOLIDA COMO CENTRO TECNOLÓGICO20

    12

    AVANÇO NA SAÚDE: HOSPITAL DE OLHOS É NOVIDADE NA CIDADE36

    28 SERRATEC VISA POSSIBILITAR QUE INDÚS-TRIA DE TI CRESÇA NA REGIÃO SERRANA

    PROJETO PETRÓPOLIS CIDADE UNIVERSI- TÁRIA GANHA FORÇA42

    SAIBA QUAIS AS PRINCIPAIS ATRAÇÕES DE PETRÓPOLIS QUE PRECISAM SER VISITADAS56

    50 PROJETO QUE ESTIMULA O TURISMO EM SECRETÁRIO VENCEU PRÊMIO FEDERAL

    EM CADA RUA HÁ MAIS UM PEDACINHO DA HISTÓRIA PETROPOLITANA64 A GASTRONOMIA DE PETRÓPOLIS68 A DIFERENÇA DE MODA E ROUPA DEN- TRO DO CENÁRIO PETROPOLITANO74

    Diretor Francisco de Orleans e Bragança

    Gerência Comercial Claudia Queiroz [email protected] (24) 2244-2420

    Coordenação geral Thaciana Ferrante

    Jornalismo Produção e texto Thaciana Ferrante - [email protected] br (24) 2244-2429

    Programação visual e Edição de imagens José Francisco de Oliveira

    Capa José Francisco de Oliveira

    Fotografias Alexandre Carius

    Impressão Tribuna de Petrópolis

    Exemplares para venda Rua Alencar Lima 26, Centro - Petrópolis/RJ CEP: 25620-050 - CNPJ 31.157.167/0001-94 www.tribunadepetropolis.com.br

    ExPEDIENTEÍNDICE

    PROJETOS SOCIAIS MOSTRAM SOLIDA- RIEDADE PETROPOLITANA80

    6 espeCiaL 177 anos de petrÓpoLis

  • Editorial

    História, boa gastronomia, referência no setor têxtil, e cultura em todo canto. Esta é a cidade de Petrópolis. Mas não apenas isso! Nos últimos anos o município se destacou também nos setores da educação e tecnologia. O número de universidades particulares, públicas e de ensino a distância impressiona, assim como a permanência e chegada de empresas voltadas para o desenvolvimento de importantes pesquisas e tecnologias. E é justamente isso que você verá na revista dos 177 anos de Petrópolis.

    Um exemplo desta evolução é o supercomputador Santos Dumont, que funciona dentro do La- boratório Nacional de Computação Científica (LNCC). O equipamento tem capacidade de realizar 4,1 quatrilhões de operações matemáticas por segundo, e é o maior computador da América Latina disponível para pesquisas científicas. Ele é capaz de solucionar problemas de mais alta complexida- de, que requerem altíssima velocidade de processamento matemático e de manipulação de grandes bases de dados.

    Além disso, uma iniciativa empresarial pretende transformar a Região Serrana na Serra Carioca Tecnológica. As metas até 2021 são de 30% de crescimento; aumento de 170 para 180 no número de empreendimentos; criação de mais 360 postos de trabalho, e por ai vai. O projeto é liderado pelo Serratec com participação da Firjan, LNCC, Sindicato das Indústrias Eletrônicas- Sinditec, Faeterj, Fa- etec, Governo do Estado do Rio e prefeituras de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo. A proposta principal é dar condições favoráveis para que a indústria de tecnologia da informação (TI) cresça e desenvolva as cidades, com novos empregos, mais empresas e negócios.

    Os projetos previstos para este ano em Petrópolis corroboram o que os especialistas falam sobre as novas profissões de sucesso. Segundo uma pesquisa da consultoria de recrutamento Robert Half, as 10 profissões e carreiras mais promissoras estão diretamente relacionadas à tendência da digitali- zação. O destaque ficou com as profissões que envolvem análise do comportamento do consumidor, como em compras online, por exemplo.

    Em 2020 a cidade contará ainda com o Hospital de Olhos Dr. Tannure. O serviço é habilitado pela Rio Transplantes, para realização de transplantes de córneas na região, além de ampliar a oferta de uma nova gama de serviços em cirurgias oculares.

    Mas claro, que todas essas novidades ficam ainda melhores envoltas nas tradicionais atrações da cidade. Os pontos turísticos continuam sendo os responsáveis pela vinda de tantos turistas à cidade. Assim como os hoteis e restaurantes de qualidade, que diferem ainda mais Petrópolis de outros mu- nicípios. As belezas naturais aliadas a ações promovidas por moradores, como o Polo Gastronômico e Turismo de Secretário, e o Polo Gastronômico de Petrópolis.

    Para fechar com chave de ouro, e não menos importante, o tema solidariedade não poderia ficar de fora da revista que homenageia o aniversário da cidade. Afinal de contas, esta é uma caracterís- tica dos petropolitanos que fazem questão de criar projetos sociais. Atualmente muitas ações estão em andamento e são responsáveis por levar um pouco de conforto a centenas de pessoas e famílias carentes.

    Thaciane Ferrante Jornalista

    [email protected]

    FOTO: ALExANDRE CARIUS

    8 espeCiaL 177 anos de petrÓpoLis

  • petrópolis: como tudo começou e as vocações profissionais que continuaram na cidade

    ARQUIVO / JOAQUIM ELOY

    Em 1822, o imperador brasi leiro Dom Pe-dro I, hospedou-se na fazenda do padre Correia e ficou encantado com a região. Diante disso, adquiriu a pro- priedade vizinha, conhecida como Fazenda do Córrego Seco, que passou a ser cha- mada Imperial Fazenda do Córrego Seco, onde ele pre- tendia construir um palácio. Pode-se dizer então que o imperador foi o primeiro tu- rista da cidade de Petrópolis.

    12 espeCiaL 177 anos de petrÓpoLis

  • Mas logo depois ele foi embora para Portugal e a propriedade pas- sou para o filho D. Pedro II. Este, imperador, aos 18 anos de idade, assinou no dia 16 de março de 1843, o decreto imperial que determinava o assentamento de uma povoação, além da construção de uma residência de verão na Serra da Estrela. Em ato concomitante, ele assina o projeto de Julio Koeler, e constrói o palácio com acompanhamento e incentivo do mordomo Paulo Barbosa da Silva.

    A partir de então, durante o verão, a cidade se tornava a capital do Impé- rio do Brasil, com a mudança de toda a corte. Em 29 de setembro de 1857, a localidade foi elevada à condição de cidade. Em 1861, foi inaugurada a primeira rodovia macadamizada do Brasil, a Estrada União e Indústria, ligando a cidade a Juiz de Fora. Em 1883, a estrada de ferro chegou à ci- dade por iniciativa do Barão de Mauá.

    FOTOS: SERRA DRONE

    13espeCiaL 177 anos de petrÓpoLis

  • nascia o turismo Independentemente da época do ano, era em Petrópolis que moravam os re-

    presentantes diplomáticos estrangeiros na maior parte do período imperial. “Dom Pedro II, com sua família inicia um áureo período para Petrópolis, ao receber amigos, visitantes, que constroem casas no Centro Histórico, acom- panhando o imperador em suas subidas para a cidade. Não se falava em turismo mas a grande movimentação de visitantes nas épocas do vera- neio anual do imperador, tornaram o município uma região de muitos visitantes fixos e sazonais”, explicou o historiador, autor e editor, Joaquim Eloy Duarte dos Santos.

    Diante disso, pode-se dizer que o turismo foi a primeira vocação de Petrópolis, e que atualmente é um dos principais segmentos da cidade. “A atividade turística, assim denominada, surge com o advento do período republicano sob o idealista João Roberto d´Escragnolle, com a fundação da agência de turismo “Alex”. Era denominado como um empreendimento de propa- ganda, afinal ele era jornalista e publicista com uma grande paixão por Petrópolis”, relembrou Joaquim.

    FOTOS: SERRA DRONE

    14 espeCiaL 177 anos de petrÓpoLis

  • Além das publicações para corporificar e registrar seu ideal, João Roberto fez corretagem de imóveis, sob eficiente divulgação na cidade e extensiva ao Rio de Janeiro. O entusiasmo que possuía inspirou a criação do Sindicato de Iniciativa de Turismo do Município de Petrópo- lis. Na década de 1920, ele era integrado por expressivas autoridades federais, estaduais e locais.

    João Roberto d´Escragnolle criou frases de impacto, tais como: “Passar um dia em Petrópo- lis é o melhor tônico”; “Agência Alex, tudo faz e tudo informa”; “A Empresa Alex encarrega-se de todos os serviços que possam interessar aos senhores veranistas e ao público”; Editora das revistas “Verão em Petrópolis”, Guia Alex” e “Anuário do Estado do Rio”.

    “Durante alguns anos ele manteve a revista “Verão em Petrópolis”, de circulação nos meses de dezembro a março de cada ano. Ela conti- nha várias seções de informação, literatura, movimentação dos veranistas no sobe-desce na serra, cinema, propaganda de estabelecimentos industrias e comerciais, coleção que é uma joia de informações úteis e de conteúdo histórico, com muitos exemplares no Arquivo Histórico de Petrópolis. Inclusive um dos editores do jornal foi o poeta Joaquim Gomes dos Santos, fundador da Academia Petropolitana de Letras e meu pai”, contou o historiador.

    O trabalho dedicado e o seu talento para a publicidade, ensejou o desejo municipal de explorar o turismo, embora tendo o Município atravessado tempos desfavoráveis quanto à pre- servação do patrimônio edificado de Petrópolis, mas conseguindo manter alguns exemplares da arquitetura urbana, Segundo Eloy.

    “Relembrando d´Escragnolle, pode-se afir- mar, hoje, que Petrópolis possui, sim, vocação para a expl