Fundamentos B­blicos de um Autntico Avivamento=Claudionor

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Claudionor Corra de Andrade

FUNDAMENTOS BBLICOS DE UM AUTNTICO

AVIVAMENTO

OCPAD

Todos os direitos reservados. C opyright 2 0 0 4 para a lngua portuguesa da Casa Publicadora das Assemblias de D eus. Aprovado pelo C onselho de D ou trina. Capa e projeto grfico: Eduardo Evangelista Editorao:Josias Finam ore Santos

C D D : 2 6 9 - A vivam ento Espiritual IS B N : 8 5 -2 6 3 -0 6 0 2 - 2

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As citaes bblicas foram extradas da verso Almeida R evista e C orrigida, edio de 1 9 9 5 , da Sociedade B b lica do Brasil, salvo indicao em contrrio.

Casa Publicadora das Assemblias de Deus C aixa Postal 331 2 0 0 0 1 -9 7 0 , R io de Janeiro, R J, Brasil P ed io/ 2004

DEDICATRIA\ todos os que oram e suplicam a Deus por um autntico avivam ento espiritual.

SUMRIODedicatria................................................................................................... 5 I. A Chama Arder continuamente............................................. ............ 9 1 O que o Avivamento....................................................................... 39 3. O Avivamento e a Soberania das Sagradas Escrituras..................... 47 4 O Avivamento e a Proclamao da Palavra de Deus....................... 65 5.0 Avivamento e a Orao...................................................................77 6 .0 Avivamento Produz a Santificao e a Integridade...................... 87 O Avivamento e o Batismo com o Esprito Santo.............................99 S. O Avivamento e os Dons Espirituais............................................107 9 .0 Avivamento e a Operao de Milagres........................................ 117 10.0 Avivamento e o Formalismo...................................................... 125 11.0 Autntico Avivamento Pentecostal Tem o Esprito Santo..............133 12. O Verdadeiro Avivamento Tem Equilbrio....................................141ro

. O Avivamento no E meramente Mstico. E, acima de tudo, Espiritual...........................................................153

14. O Avivamento e a Perspectiva Histrica...................................... 165 15. Somente uma Igreja Avivada Pode Mudar a Histria do Brasil.... 171 16.0 Avivamento e a Iminncia da Volta de Cristo............................179 17. Aviva, Senhor, a tua Obra!...........................................................187

I

A CHAMA ARDER CONTINUAMENTEI

SUMRIO: Introduo; I. O Avivamento nos Primeiros Sculos; n . O Avivamento na Idade Mdia; III. O Avivamento na Era PrReforma; IV. O Avivamento durante a Reforma; V. O Avivamento Ps-Reforma; VI. O Avivamento Wesleyano; VII. Os Grandes Avivamentos Americanos; VIII. O Avivamento Pentecostal; Conclu so; Questionrio.

INTRODUOEm ju n h o de 2001, tive o privilgio de participar, na acalorada e encantadora Belm do Par, das com em ora es dos noventa anos de fundao das A ssem blias de D eus no Brasil. Em m eio a tantos m onum entos histricos e espaos de m em ria; em m eio s recordaes que os an tigos diluam entre os m ais novos; em m eio quelas cara vanas vindas do Sul, chegadas do N ord este, procedentes do C entro-O este e do Sudeste; em m eio queles hom ens,

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m ulheres e crianas que m archavam pela cidade que, no in c io do S c u lo X X , a c o lh e ra D a n ie l B erg e G u n n a r V ingren, senti-m e com o se estivesse no C enculo quando da descida do Esprito Santo. D urante aqueles dias de intensas celebraes, dei-m e conta da grandeza, do alcance e da pujana do Avivam ento Pentecostal. A lis, que avivam ento no pentecostal? N oventa anos se h aviam passad o desde que D aniel Berg e G unnar V ingren chegaram a Belm dispostos a im plantar, em terras b rasileiras, o Evangelho Pleno de N osso Senhor, proclam and o a todos que Jesu s C risto salva, b ati za no Esprito Santo, cura os enferm os, opera m aravilhas e, em breve, vir bu scar a sua Igreja. Em bora os h istoria dores secu lares no o reconheam , o A vivam ento P ente costal im prim iu novo ritm o ao Brasil. D esde aquele j d is tante ju n h o de 1911, com eam os a desvencilh ar-n os das am arras do C atolicism o R om ano, a fim de viverm os um a nova realidad e espiritual. A s razes do A vivam ento P en teco stal rem o n tam ao cen cu lo em Jeru salm . A o con trrio do que d izem os cessacionistas, o batism o no Esprito Santo, os dons espiri tuais e as m aravilhas do Senhor no se lim itaram ao pero do apostlico; so to atuais hoje quanto h dois m il anos. O pentecostes jam ais deixou de existir; so recursos que sem pre estiveram disposio da Igreja. N este captulo, verem os um pouco da histria dos gran des avivam entos que, reprisando a efuso do Esprito Santo em Jerusalm , vm despertando a Igreja, im pulsionando-a a agir com o a agncia por excelncia do R eino de Deus.

I. 0 AVIVAMENTO NOS PRIMEIROS SCULOSA pesar da preocupao dos prim eiros doutores da Igre ja em fazer a apologia dos cristos diante dos potentados rom anos que, arbitrria e discricionariam ente, perseguiam nos, no deixaram aqueles telogos de registrar os diversos

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JUtDBlA CONTINUAMENTE

arr.entos que se iam alastrando entre o povo de Deus. 's ztl tem po de grandes visitaes dos cus; eram peror c s i e inefveis refrigrios. 1 Igncio. Revivendo a expanso da m ensagem crist ~rus prim rd ios, Igncio fala dos pastores que, no : - : : r ~e as perseguies que lhes m oviam as autoridades : m anas, foram abrindo igrejas at aos confins da terra. Que rcra os m ovia? A m esm a que, efundida no Pentecostes, le: _ os prim eiros discpulos a evangelizar a Judia, a odia' Sam aria, a cosm opolita A ntioquia e a orgulhosa Rom a. 2. Tertuliano. N ascido em C artago, no N orte da frica, 7 7r volta de 160, teve ele um a esm erada educao. Vivendo r Tensamente a prom essa da efuso do Esprito Santo, fezse arauto da m ensagem pentecostal. Testem unha ele que, entre os cristos daquela poca, no eram poucos os que r^avam lnguas, interpretavam -nas e profetizavam . Tertuliano, que tam bm foi um brilhante advogado, dis corre sobre o avano da Igreja aos potentados de Roma: Em bora sejam os novios de no longa data, tem os enchido todos os lugares de vossos dom nios - cidades, ilhas, com u nidades, conclios, exrcitos, tribos, senado, o palcio, as cortes de justia. E se os crentes tivessem esprito de vin gana, seu grande nm ero seria am eaador, pois apreci vel, no s nessa ou naquela provncia, m as em todas as regies do m u ndo". 3. A gostinho (354-430). Bispo de C artago, A gostinho considerado um dos m aiores telogos de todos os tem pos. Sua influncia estende-se tanto aos catlicos quanto aos pro testantes. A cerca da doutrina pentecostal, estava ele sufici entem ente seguro quanto atualidade do batism o no Esp rito Santo e dos dons espirituais: "N s farem os o que os apstolos fizeram quando im pu seram as m os sobre os sam aritanos, pedindo que o Esprito Santo casse sobre eles: esperam os que os convertidos falem novas lnguas". Tal era o avivam ento da Igreja que o historiador Harnack calculou que, por volta de 303, o nm ero de crentes, s na

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sia Menor, j beirava os 50 porcento de toda a populao dessa rica e representativa provncia. Im pressionado com o vigor da com unidade crist, o im perador Constantino resol ve fazer-se discpulo de Cristo. Sua converso, porm jam ais com provada, traria um a srie de problem as Obra de Deus.

II. 0 AVIVAMENTO NA IDADE MDIAO Im prio R om ano estava fadado a desaparecer, com o desapareceram outros im prios e reinos da antigidade. Em sua longa e orgulhosa existncia, dom inou povos e naes, e destruiu form idveis potncias m ilitares. De tal form a di latou suas fronteiras que, avanando em sucessivas ondas desde o Latium , veio a alcanar os confins da terra. M as, agora, depois de todos aqueles sculos de dissoluo, des potism o, violncia e soberba, jazia fraco; no m ais possua o vigor dos prim eiros rom anos que, forjados no crisol das lutas, construram um reino que se faria repblica e desem bocaria no im prio sublim ado por Virglio em sua Eneida. Foi justam ente este im prio que se ergueu feram ente contra o povo de Deus. Prim eiro, hum ilhou e avassalou os israelitas, destruindo-lhes o Santo Tem plo e dispersandolhes as tribos. Em seguida, ps-se a oprim ir a Igreja de Cris to; prende os discpulos do Senhor, m ete-os nos crceres, desterra-os com o se fossem crim inosos com uns e coloca-os nas arenas para satisfazer a bestialidade de Roma. O s cris tos eram executados aos m ilhares. As autoridades rom anas, porm , no conseguem des truir a Igreja de Cristo. Q uanto m ais a perseguem , m ais ela cresce. Se os seus m em bros so executados s centenas, aos m ilhares se m ultiplicam . As portas do inferno no logram prevalecer contra os santos do Senhor. Com respeito ao Im prio Rom ano, retratado por D aniel com o o ferro da est tua que N abucodonosor vira em seus sonhos, e tipificado com o aquele terrvel anim al contem plado pelo profeta, de saparece em 476. A Igreja, entretanto, sobrevive. E, de avi-

ARDER CONTINUAMENTE

a~_ento em avivam ento, no se deixa dom inar quer pela _: ade M dia, quer pelo sistem a papal que se ia plasm ando n : s form alism os e indiferenas dos cristos nom inais. 1. O avivam ento na Igreja Britnica Prim itiva. N o ano 500, enquanto a Europa O cidental m ergulhava na Idade M dia, a O bra de D eus expandia-se nos territrios que pas sariam a ser conhecidos com o as Ilhas Britnicas. G ildas, u m sbio m issionrio de origem galesa, d este testem u nho, confirm ando o pentecostes que varria aquela regio: ' A Igreja est espalhada pela nao inteira. A lm disso, ela se espalhara na Irlanda e Esccia. Era tam bm um a Igreja instruda; tin