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Revista de divulgação da SUCESU/SC Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações de Santa Catarina Negócios na ERA 3G CASE DE SUCESSO Pioneiro na adoção de novas tecnologias, TJSC se conecta por VoIP Ano 1 #01 R$ 7,90 Ano 1 #01 R$ 7,90 DESENVOLVIMENTO Empresas e entidades apostam na qualificação da mão-de-obra do Estado

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Revista da Associação de Usuários de Informática e Telecomunicações de Santa Catarina (SUCESU). Produzida pela Mundi Editora, Blumenau / SC

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Revista de divulgação da SUCESU/SCAssociação de Usuários de Informática e Telecomunicações de Santa Catarina

Negócios na ERA 3G

CASE DE SUCESSOPioneiro na adoção de novas

tecnologias, TJSC se conecta por VoIP

Ano 1

#01R$ 7,90

Ano 1

#01R$ 7,90

DESENVOLVIMENTOEmpresas e entidades apostam na qualificação da mão-de-obra do Estado

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EDITORIAL

NOvA ERA pARA TODOs

O Brasil está na era da Informação e do Conhecimento. A revolução dos dados e da comunicação é democrática e de amplo alcance. Não pertence apenas ao mundo dos tecnicamente iniciados. A Associação de Usuários de Informática e Telecomu-nicações (sUCEsU-sC) sabe a importância da tecnologia para a sociedade atual

e do futuro. por isso, trata o assunto com a atenção merecida, representando e defendendo os interesses dos usuários e atuando como foco de atualização para atividades profissionais.

Desde a fundação, em 24 de abril de 1974, a sUCEsU-sC tem dentre os objetivos principais representar politicamente os interesses dos associados e da comunidade usuária de informática e telecomunicações, assim como atuar no aprimoramento da legislação nacional relativa às ativida-des do setor. Além de ser um referencial da tecnologia da informação e comunicação (TIC), é um di-fusor do estado da arte destas tecnologias. As parcelas modernas de populações desenvolvidas do mundo inteiro estão se organizando em sociedades civis que defendem interesses comuns. Essas pessoas já perceberam que não basta esperar o papel do Governo como agente transformador. por isso, se unem para melhorar os rumos das histórias pessoais e coletivas. Na sociedade moderna, o grande patrimônio é o conhecimento. As empresas mais bem-sucedidas já perceberam que sua maior riqueza está nos colaboradores. por isso, investem em treinamento e atualização.

A sUCEsU-sC desenvolve ações que contribuam para o desenvolvimento dos usuários em todos os níveis. para atingir o nível estratégico das empresas, promove regularmente um Almoço com Empreendedores, convidando sempre um orador versado em assunto relevante para os usu-ários. No nível tático, congrega em grupos próprios CIO´s e gestores de tecnologia das empresas usuárias para discussão das tecnologias emergentes e troca de experiências. No nível operacional, procura oferecer capacitação em novas tecnologias e processos. para todos os níveis, a sUCEsU-sC desenvolve, anualmente, um Fórum de Governança de TIC e um Fórum de Inovação.

A Revista itec, que ora lhe brindamos, tem o objetivo de enri-quecer os gestores de tecnologia e aquisição, e executivos interes-sados nas melhores soluções de tecnologia da Informação e Co-municação a serem aplicadas nas empresas. O objetivo principal da publicação, que terá periodicidade bimensal, é apresentar os casos em que empresas tenham obtido resultados expressivos na adoção das mais modernas técnicas de gestão. Boa leitura!

Heitor Blum S.Thiago, presidente da SUCESU-SC

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Conselho EditorialAdemir Rossi

João Afonso BoerJosé Roberto Heller

sérgio TomioRodrigo Lóssio

Heitor Blum s.ThiagoCarlos Eduardo Nascimento

Rosane AdamMax Bayer Gomes

Anderson de AndradeLuiz Mund

Edição: Danielle Fuchs (Jp 0123 sC)[email protected]

Textos: Adriane Alice pereira, Rodrigo Lóssio e Clarissa Mazon Miranda

Fotos: Dialetto Comunicação Estratégica, Banco de Imagens e Divulgação

Coordenação de Arte: Guilherme Faust [email protected]

Diagramação: Leandro Alves dos [email protected]

projeto Gráfico: Ferver Comunicaçã[email protected]

Comercial: Cleomar Debarba [email protected]

(47) 3035-5500

Coordenação Comercial: Eduardo Bellidio - (47) [email protected]

Conselho Deliberativopresidente: Heitor Blum s.Thiago - proel / Florianópolis

vice-presidente: Cláudio von Dokonal - sociesc / Joinville

ConselheirosCarlos Eduardo Nascimento - senac / FlorianópolisCleison Adinon Alves - Condor / são Bento do sulJoe Elias Linder - sistemas Blumenau/ Blumenau

Gastão Luiz silva da silva - Univali / ItajaíMarcelo Ferreira Chaves de Oliveira Lima - Cetil sistemas/ Blumenau

Moacir Antônio Marafon - softplan / Florianópolisvili schiochet - softville / Joinville

Conselho FiscalTitulares: Álvaro Franco porto - DB Consult / Florianópolis

Martin André studt - Buettner / Brusque valdomiro Nunes - vega do sul / são Francisco do sul

suplentes: Júlio Cesar Geremias - Multitask - Florianópolis Narciso Eloi simon - Teka / Blumenau

Wandair José Garcia - Weg / Jaraguá do sul

Endereço: Av. Rio Branco, 404 - Torre 2, sala 105 – Florianópolis/sC – CEp.: 88.015-201Telefone: (48) 3222-1344 - Fax: (48) 3222-1024

E-mail: [email protected]: www.sc.sucesu.org.br

Editora-chefe: Danielle [email protected]

Gerente Comercial: Cleomar [email protected]

Diretor Executivo: Niclas [email protected]

Diretor Editorial: Luiz [email protected]

Endereço: Rua Almirante Barroso, 712 – sala 2 – vila Nova CEp.: 89.035-400 - Blumenau/sC - Telefone/fax: (47) 3035-5500

E-mail: [email protected]: www.mundieditora.com.br

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ÍNDICE

23 pioneiro na adoção de novas tecnologias, TJsC sai na frente mais uma vez e reduz custos com sistema voIp.

24 25Baixo Custosistema implantado pela rede de laboratórios santa Luzia garante segurança e agilidade nos procedimentos.

segurançaTecnologia desenvolvida pela Bellota, de Indaial, será exportada para filiais da empresa espanhola no mundo.

Mobilidade

2� Referências no país no segmento de tecnologia, empresas e entidades de santa Catarina se preparam para combater o déficit de mão-de-obra que pode comprometer o desenvol-vimento do setor no futuro.

DEsENvOLvIMENTO

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18 À frente na adoção do ITIL, o Brasil caminha agora para a certificação dos profissionais e empresas, iniciativa que garante um diferencial competitivo no mercado internacional. A avalia-ção é do presidente do Conse-lho Deliberativo da itsMF Brasil - IT service Management Forum, Geraldo Coen, que avalia o ITIL como indispensável para traba-lhar e gerenciar melhor a TI, se-guindo padrões e metodologias adotadas mundialmente.

ITIL cresce no país

10 parcialmente coberta pela terceira geração de telefonia celular (3G) desde o início do ano, santa Catarina já dá sinais de que pode ser destaque nacional na área. Mas apesar de otimistas com os avanços da nova tecnologia, empresas aguardam a expansão da rede antes de anunciar mais investimentos em novos aplicativos. Hoje, 30% do país dispõem do serviço.

Negócios de terceira geração

VEJA NESTA EDIÇÃO

Feedback

Em Movimento

Cases de sucesso

Institucional

Agenda

ArtigoA versão digital da revista pode ser visualizada e baixada no site www.sc.sucesu.org.br

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FEEDBACK

Presidente do Conselho de Entidades de Tecnologia da In-formação e Comunicação de Santa Catarina (CETIC-SC) e da Câmara de Tecnologia da FIESC

“A revista da sucesu-sC vem em um momento bastante pro-pício, pois atualmente não dispomos de um veículo regular com as notícias do setor de TIC. por mais modernos e “ecolo-gicamente corretos” que sejam os informativos eletrônicos, as revistas impressas sempre possuem um espaço importante dentre os veículos de informação que dispomos”.

Alexandre d´Avila da Cunha

CIO da EMBRACO

“A sUCEsU-sC tem sido um diferencial na história de TI do nosso Estado, sempre à frente nos temas rele-vantes e buscando alternativas inovadoras na disseminação de TI. Tenho certeza que a nova publicação, a itec, será um marco diferencial nesse mercado, orientado pelo forte posicionamento da sUCEsU-sC em busca do melhor para seus associados e público de TI”.

Presidente da Associação Catarinense de Em-presas de Tecnologia (ACATE)

“As empresas de tecnologia de santa Catarina ga-nham mais um espaço para divulgar seus projetos, seus sucessos e crescimento. A ACATE, como uma das principais entidades empresariais do Estado, apóia e parabeniza a sUCEsU-sC por mais esta iniciativa em prol dos usuários de informática e telecomunicações de santa Catarina”.

Rui Gonçalves Professor Antônio Diomário de Queiroz

Presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa Cien-tífica e Tecnológica de Santa Catarina (FAPESC)

“parabéns pelo lançamento da Revista itec! socie-dade de usuários das novas tecnologias da comu-nicação, a sUCEsU-sC reforça, com esse veículo, a gestão da rede de relacionamentos de seu quadro associativo, assentada na informação de qualidade. É uma iniciativa importante e bem-vinda ao sistema estadual de ciência, tecnologia e inovação”.

Presidente do BLUSOFT

“O pólo de Informática de Blume-nau parabeniza a sUCEsU-sC pela iniciativa do lançamento de sua revista, a itec. será um importante mecanismo de divulgação dos nos-sos casos de sucesso para todo o Estado e país. vida longa ao pro-jeto”.

Jeziel Montanha

CIO da Tupy

“A iniciativa da criação da revista é ótima, pois irá democratizar ainda mais as informa-ções relevantes aos gestores de TI. Cordiais saudações”.

Francisco Carlos Rogerio

Diretor de Informática e Logística do Angeloni

“Esta publicação será muito importante para destacar os projetos inovadores e os principais temas relacionados à tencologia da informação no Estado de santa Catarina. Desejamos sucesso e parabenizamos a sUCEsU-sC pela iniciativa de lançar esta publicação”.

Norberto Colla

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Presidente da ASSESPRO-SC

“santa Catarina vem se destacando pela organização de seu complexo tecnológico, seja da parte da acade-mia, das entidades públicas ou privadas. A sUCEsU-sC, sob a presidência de Heitor Blum s.Thiago, detectou a necessidade de fazer com que as empresas privadas melhorassem a representatividade diante do poder público, quando lançou a idéia e conduziu a formação do CETIC-sC. Agora, mais uma vez se destaca ao lançar a Revista itec, que divulgará a produção tecnológica catarinense, servindo como o melhor instrumento de promoção da nossa excelência tecnológica. parabéns à sUCEsU-sC e ao Heitor por mais esta iniciativa”.

Hugo Dittrich

Raul Moreira

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REpORTAGEM EspECIAL

A GERAçãO DAs OpORTUNIDADEsChegada da 3G a Santa Catarina amplia possibilidades para o mundo corporativo e abre muitas portas para novos negócios

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No início deste ano, a terceira geração de telefonia celular (3G) che-gou a santa Catarina acompanhada de uma série de expectativas com relação à tecnologia considerada uma revolução no uso de telefones móveis. De um lado as pessoas físicas, ávidas por novida-

des, de outro as empresas, atentas para os benefícios e oportunidades oferecidas por essa nova tecnologia. Com a área de cobertura restrita à Grande Florianópolis, o impacto da 3G na vida dos catarinenses ainda não pode ser totalmente mensu-rado, mas já dá sinais de que o Estado ocupará, mais uma vez, papel de destaque no cenário nacional.

A 3G que chegou em 2008 a santa Catarina é a terceira geração da telefonia celular na escala de evolução do GsM, que foi iniciada com as redes GsM/GpRs, EDGE e WCDMA. Essa nova geração oferece uma transmissão de dados mais veloz, com velocidade que varia de 5 a 10 Megabits por segundo (Mbps). A ampliação da transmissão de dados possibilita aos operadores oferecer serviços mais com-plexos, como banda larga, Tv no celular, videoconferências e downloads com mais rapidez. As faixas de freqüência da 3G foram leiloadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em dezembro de 2007.

A primeira operadora a oferecer 3G no Brasil foi a vivo, em 2004, mas com a tecnologia Evolution-Data Optimized ou CDMA 1X-EvDO, de terceira geração do CDMA, que atinge velocidades de até 2 Mbps. Florianópolis foi a primeira cidade do país a ter a rede 3G (Ev-DO) lançada pela vivo, durante a Futurecom de 2004. “Em santa Catarina, a cobertura, hoje, abrange Florianópolis, palhoça e são José”, afirma Clenir Wengenowicz, diretora da vivo para a Região sul.

A TIM inaugurou a terceira geração de telefonia celular GsM em santa Cata-rina no dia 1� de abril. Em apenas seis meses de operação da nova tecnologia, o tráfego de dados dos usuários catarinenses de 3G foi quatro vezes superior ao dos clientes de 2G, que se manteve nos patamares anteriores. “A adesão em Florianópolis foi espetacular e acima das demais capitais onde a TIM oferece a 3G. Em função dessa rápida aceitação, reformulamos nossos planos de expansão

para outras cidades do Estado”, diz José Doroteu Fabro, diretor de marketing da TIM sul. A Claro, que iniciou a cobertura 3G no Estado em agosto, também aponta santa Catarina como destaque na adesão a nova tecnologia. De acordo com a assessoria de imprensa da operadora, a procura dos catarinenses pela 3G comprovou que existe no Estado, sobretudo em Florianópolis, uma forte demanda pelos benefícios da banda larga móvel e pelos serviços de alta velocidade. Assim como a vivo e a Tim, a rede da Claro está concentrada em Florianópolis, mas a expectativa é de que os serviços sejam ampliados, em breve, para outras regiões do Estado. por questões estratégicas, nenhuma das empresas revela as próximas localidades alcançadas pela cobertura 3G.

Já a Brasil Telecom anunciou o início da cobertura 3G ainda em outubro para as cidades de são José e Joinville. A empresa passou a oferecer a terceira geração de telefonia celular para Florianópolis no início do segundo semestre. “Até o final do ano, as maiores cidades do Estado contarão com rede 3G da Brasil Telecom”, antecipa Delton Batista, gerente de mercado corporativo/governo da empresa em santa Catarina. A estratégia é aproveitar a grande capilaridade dos diversos serviços da operadora em todas as regiões catarinenses para expandir a 3G. “A Brasil Telecom possui em santa Catarina uma rede já pronta de 1,5 milhão de telefones fixos, 40 mil orelhões, 300 mil pontos de acesso banda larga e �00 mil celulares”, destaca Batista.

De acordo com a Anatel, em agosto deste ano mais de 100 cidades bra-sileiras já dispunham de redes 3G, essencialmente capitais e grandes municí-pios. O número aponta que, em poucos meses de implantação, as redes 3G já atendem mais de 30% da população brasileira. Os outros 70%, conforme os compromissos de cobertura estabelecidos pela Anatel, terão acesso à 3G até 201�. Dados da consultoria IDC reforçam a projeção. Conforme a consultoria, o Brasil é destaque entre os países que utilizam internet móvel, incluindo tec-nologias 2,5G e 3G. A participação do acesso via celular no mercado nacional é de 9% de um total de 8,1 milhões de usuários de banda larga. Nos Estados Unidos, o índice é de �%.

“A adesão em Florianópolis foi espetacular e acima das demais capitais onde a TIM oferece a 3G”

José Doroteu FabroDiretor de Marketingda Tim - sul

“ “Até o final do ano, as maio-res cidades do Estado terão a rede 3G da Brasil Telecom”

Delton BatistaGerente de Mercado em santa Catarina

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A falta de dados mais precisos da Anatel e das operadoras sobre a expansão da cobertura da rede 3G deixa empresários receosos para ini-ciar investimentos em serviços e aplicativos que utilizem a nova geração de telefonia celular. Após lançar, no final do ano passado, um serviço de vendas pelo celular, o grupo Angeloni aguarda a consolidação da rede 3G para aderir à nova tecnologia. “para o Angeloni, a 3G é fundamental. Além das vendas, temos vários serviços que utilizam o celular como ferramenta de apoio à gestão, como o registro de entrega de produtos. No entanto, a rede disponível ainda é muito restrita e não sabemos quando as ope-radoras irão efetivar a 3G nas cidades onde o Angeloni opera”, avalia Norberto Colla, diretor de informática e logística do Angeloni.

Também na expectativa da expansão da rede 3G, a Embraco, de Joinville, espera a disseminação da tecnologia para ampliar a utilização de aplicativos para dispositivos móveis pela empresa. Atualmente, a Em-braco usa tecnologias como voIp para conexão remota, vpN, Blackberries e telefonia celular para conectar seus executivos e forças de vendas. “A 3G irá mudar muito o perfil de conectividade que temos hoje. Nossa expectativa é colocar mais informações nos dispositivos móveis de forma utilizável. Atualmente, o uso tem sido limitado pela capacidade da rede e também pelos dispositivos”, destaca Raul Moreira, CIO da Embraco.

Apesar da expectativa, a ausência de divulgação sobre a ampliação da rede 3G inibe os investimentos da empresa. “Fora das capitais, a experiência com a tecnologia tem sido decepcionante. Este excesso de propaganda e exposição sem o serviço estar adequadamente disponível pode causar uma frustração nos usuários formadores de opinião”, opina Moreira. Outro ponto destacado pelo CIO é a limitação do uso da tec-nologia no Exterior, considerada outro entrave na disseminação da tec-nologia. “Em santa Catarina, temos empresas fortemente exportadoras e que dependem de contatos no Exterior, onde o uso da 3G é proibitivo e não há nenhum pacote que reduza este custo no momento. por incrível que pareça, as operadoras de telecomunicações, especialmente de celu-lares, não têm nenhum tipo de acordo global, não oferecendo nenhuma oportunidade de negócio com suas parceiras no Exterior”, considera Moreira. A Embraco já é usuária da 3G em suas unidades nos Estados Unidos e na Europa.

Com atuação em 2�2 municípios, as Centrais Elétricas de santa Catarina (Celesc) também avalia a limitação da cobertura 3G no Estado como principal empecilho para a disseminação da tecnologia. A empresa já utiliza 3G para comunicação de dados móveis para notebooks, au-tomação da força de campo para corte e religamento e está testando a vídeo-chamada. “A tecnologia 3G é vista por nós como embrionária, pois não permite a escolha de diversas velocidades de acesso com garantia de banda e qualidade de serviço na rede e ainda possui baixa capilaridade”, explica Eduardo polvani Campaner, engenheiro de telecom da Celesc.

De acordo com Campaner, outra dificuldade é a falta de disposi-

tivos adaptados à 3G. “Os aparelhos ainda não estão completamente adaptados para navegação na internet e fica difícil sua utilização por muito tempo”, avalia o engenheiro. Apesar dos obstáculos, a 3G é estra-tégica para a Celesc. “A mobilidade é fator fundamental na Celesc devido ao grande deslocamento de funcionários pelo Estado, portanto existe a necessidade deste funcionário estar sincronizado com seus e-mails para enviar e receber projetos e documentos, além de poder acessar aplicativos disponíveis na internet essenciais ao seu trabalho”, des-taca Campaner.

A terceira geração de telefonia celular é vista pela empresa como uma importante ferramenta para ampliar essa mobilidade. “A 3G é uma oportunidade para desfrutarmos de novas aplicações voltadas às nossas necessidades, como comunicação de dados móveis, vídeo-chamadas, te-lemedição e, quem sabe, a supervisão de nossos sistemas de controle”, conta o engenheiro de telecomunicações. “A 3G também deve ser utili-zada para fornecer acesso de dados - rede privada e internet - em locais onde não temos concorrência para reduzir custos”, completa Campaner.

De acordo com o especialista Douglas Tempel, conforme o exemplo da Celesc, a tecnologia 3G pode e deve ser considerada como alavan-cadora de sistemas que contemplem a mobilidade. “A maior vantagem é que a comunicação, mesmo a interna e organizacional das empresas, depende dos veículos que as conduzam e, incontestavelmente, não há mídia mais eficiente para comunicar aos clientes internos e externos do que os dispositivos móveis existentes e disponíveis no mercado, particular-mente os de tecnologia 3G. portanto, utilizar a mobilidade para comunicar é tornar a expressão ‘ir direto ao ponto’ uma realidade eficaz”, avalia.

As empresas, especialmente, ganham com os serviços de acesso móvel de alta velocidade à internet banda larga. “Todo tipo de aplica-ção que utilize o tráfego de dados é potencializada pela rede 3G. Além da internet e do acesso a e-mails, aplicações como LBs (localização) ganham mais agilidade na geração de rotas e visualização de mapas. Outro exemplo é o acesso remoto por meio de smartphones e pDAs a aplicativos de CRM, bancos de dados e redes corporativas, ou ainda uma aplicação de automação de força de vendas ou de campo, que pode trafegar informações mais rapidamente”, explica Clenir Wengenowicz, diretora da vivo para a Região sul.

segundo Douglas Tempel, as soluções que mais se beneficiam com as possibilidades oferecidas pelas comunicações com dispositivos mó-veis e com a 3G são as que envolvem as atividades fora das empresas, principalmente a força de vendas. Mas as possibilidades oferecidas pela 3G ampliam o número de soluções que podem ser desenvolvidas e aplicadas pelas empresas. “Existem soluções possíveis de serem criadas para qualquer bolso. Todos devem considerar também que a aplicação de tecnologia precisa estar atrelada ao princípio inexorável da otimiza-ção da relação custo/benefício dos processos, o que sem dúvida alguma é obtido com a utilização da tecnologia 3G”, orienta.

REpORTAGEM EspECIAL

Empresas de santa Catarina aguardam expansão da área de cobertura para investir mais em aplicativos e serviços

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Nova tecnologia móvel aquece o mercado e anima o segmento

Entre os desenvolvedores de soluções para dispositivos móveis, a 3G chega para disseminar o uso dos aparelhos celulares e consolidar as aplicações volta-das para este suporte. para a Fazion, de Florianópolis, que desenvolve soluções de M-Commerce, M-Business e está lançando uma plataforma de M-Learning, o crescimento das tecnologias móveis trará grandes impactos para a empresa. “Diversos dos nossos módulos usados em celulares, como coletores de dados, consulta à banco de dados, gestão de projetos, e outros, tiram proveito das vantagens da crescente utilização de celulares e dispositivos móveis em geral, pois as empresas já começam a perceber que há um novo mundo de aplicações empresariais, que supera em muito as soluções web para pCs”, destaca Mauro Faccioni Filho, diretor da Fazion.

para a empresa, a 3G favorece a utilização de aplicações que envolvem trânsito de grandes volumes de informação. “Nós percebemos que o M-Lear-ning, como estamos desenvolvendo agora, vai tirar bom proveito do 3G. Receber aulas, poder fazer conferências e receber vídeos, por exemplo, é uma boa solu-ção. Nossas soluções de gestão de projetos, que envolvem fotos e sincronização constante, também serão beneficiadas”, avalia Faccioni.

Todos os produtos da empresa já estão preparados para a 3G e alguns clientes da Fazion já utilizam essa tecnologia. A expectativa da empresa é crescer com a disseminação da 3G. “Esperamos um crescimento muito forte, especialmente depois que várias pessoas estão experimentando as facilidades de conexão em alta velocidade, e compreendendo como é fácil e útil automa-tizar processos com celulares”, aponta o diretor da Fazion. “As empresas ainda estão no início do aprendizado sobre o que fazer com as redes móveis, que são mais de três vezes maiores que toda a internet como a conhecemos hoje”, diz Faccioni.

Além das soluções corporativas, a 3G terá um papel fundamental de im-pulsionar o mercado de publicidade para dispositivos móveis. É o que afirma o diretor-executivo da praesto Convergence, de Florianópolis, Eric santos. “Junto com um maior número de pessoas acessando a mobile web, cresce também o espaço para mobile advertising. Mercado que o próprio CEO do Google previu que, em alguns anos, será maior do que a publicidade via pC”, afirma santos.

A expectativa da praesto é que a 3G, aliada a melhores aparelhos e a pa-cotes de dados mais acessíveis, juntamente com a propaganda das operadoras, dê origem a um boom de acessos à internet pelo celular. “O gargalo atual nem é tanto a velocidade, mas sim o desconhecimento pelos usuários dos serviços disponíveis e principalmente os preços, que devem ficar bem mais acessíveis com os novos pacotes de dados das operadoras”, indica santos.

segundo o diretor da praesto, a melhoria dos serviços deve acabar com o folclore de que o uso de internet pelo celular é difícil, lento e caro. “Obviamente, se o usuário tentar acessar a versão padrão dos websites, sua experiência será bem desagradável. Mas é possível adaptar com inteligência os recursos de uma plataforma para a outra. Com a 3G, mesmo conteúdos ricos da internet poderão ser vistos no celular. Hoje, sem esse recurso, temos que nos limitar quando vamos projetar as funcionalidades de um serviço móvel”, prevê santos.

“Todo tipo de aplicação que utilize o tráfego de dados é poten-cializada pela rede 3G. Além da internet e do acesso a e-mails, aplicações como LBS (localização) ganham mais agilidade”

Clenir Wengenowicz, diretora da vivo na Região sul

A 3G irá mudar muito o perfil de conectividade que temos hoje. Nossa expectativa é colocar mais informações nos dispositivos móveis de forma utilizável. Atualmente, o uso tem sido limitado pela capacidade da rede e também pelos dispositivos”

Raul Moreira, CIO da Embraco

A tecnologia 3G é vista por nós como embrionária, pois não permite a escolha de diversas velocidades de acesso com ga-rantia de banda e qualidade de serviço na rede e ainda possui baixa capilaridade”

Eduardo polvani Campaner, engenheiro de telecom da Celesc

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EM MOvIMENTO

Mobile payment avança e mercado já discute conceito peer-to-peer

No Brasil, já existem soluções de Mobile payment que estão em fase de teste-piloto desde 200�. Diversos sistemas de micro pagamentos via celulares já estão rodando no país, com soluções baseadas em sMs, central telefônica (URA) e até mesmo podero-sas soluções de aplicativos instalados nos aparelhos celulares. Bancos e operadoras de cartões estão testando com a promessa de estimular ainda mais a adesão a esse novo canal de transações nos próximos anos.

“No início do próximo ano, nossa empresa deve anunciar os primeiros resultados do andamento do projeto envolvendo uma grande operadora de cartão e um grande banco internacional. Operadora de cartão e banco estão somando forças para ofertar aos seus clientes um novo canal de relacionamento e transações baseado em aplicativo instalado no aparelho celular do cliente. A fase dos pilotos individuais está chegando ao fim, a tendência é que esse tipo de iniciativa conjunta se torne cada vez mais comum nos próximos anos”, comenta Leonardo Rochadel, diretor da catarinense Wiaxis.

Além do Mobile payment tradicional, o mercado brasileiro começa a discutir o que se chama peer-to-peer payment, que permite ao usuários transferir valores diretamente para outros usuários. O conceito vai além da relação existente entre “usuário/banco ou operadora de cartão/estabelecimento comercial”, concebida no conceito de Mobile payment convencional. “A solução de peer-to-peer payment permite que valores sejam transferidos também para usuários, não apenas para estabelecimentos comerciais, bas-ta informar o número do celular do usuário a receber o crédito”, explica Rochadel.

Leonardo Rochadel, da Wiaxis, aposta no peer-to-peer payment

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parceira entre bancos e operadoras de cartão cria uma canal de

relacionamento com o cliente e transações através de aplicativo

instalado no aparelho celular

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Blumenauense WK sistemas cria solução para spED Contábil

Uma ferramenta desenvolvida pela blumenauense WK sistemas reduz custos com impressão e armazenamento de papéis, garante agilidade e segurança nas informações e permite que as empresas se adaptem com antecedência à norma que exige implantação de Escrituração Contábil Digital.

A empresa, considerada pioneira no Brasil no desenvolvimento de softwares contábeis, se antecipou às exigências impostas pelo governo e lançou a so-lução, que automatiza a geração de livros contábeis em formato digital. A ferramenta atende a uma exigência da Instrução Normativa (IN) RFB 787, publicada em novembro do ano passado. Ela determina que, a partir de 2009, pessoas jurídicas com tributação de Imposto de Renda com base no Lucro Real devem adotar o sistema de Escrituração Contábil Digital (ECD). Os do-cumentos digitais devem agilizar e simplificar processos e contribuir para a redução de custos com impressão e armazenamento de papéis.

O spED moderniza a entrega das obrigações acessórias – livros Diário, Ra-zão, Balancete, Balanço e Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) – transmitidas pelos contribuintes aos órgãos fiscalizadores, além de eliminar o retrabalho e a redundância de arquivos. O sistema foi testado e aprovado pelo programa validador e Assinador (pvA) da Receita Federal e já pode ser integrado ao Radar Empresarial, o ERp da WK.

Acer é segunda do mundo no segmento de portáteissegundo dados referentes ao mercado mundial apresentados pelo Gartner, a Acer consolidou a terceira posição no mercado global de pCs (desktops, computadores portáteis e servidores X-8�) e confirmou o segundo lugar no segmento dos computadores portáteis.

Os dados que descrevem o desempenho do mercado global de pCs em to-das as regiões indicam um crescimento anual médio de 14,�9%, enquanto que a Acer, no mesmo contexto, manteve um excelente ritmo com um cres-cimento quase quatro vezes mais rápido que o do mercado (57,91%). Em mercados emergentes como a América Latina, a Acer registrou um cresci-mento estável no segmento de desktops e plataformas móveis. Nos compu-tadores portáteis, a Acer ultrapassou o mercado quase duas vezes com um notável crescimento de 119,07%, consolidando a segunda posição.

“Globalmente, o mercado de pCs é acionado pela procura dos consumido-res por produtos móveis e a mobilidade tem sido, desde sempre, o objetivo da Acer”, explica Gianfranco Lanci, CEO e presidente da Acer Inc. A estra-tégia da Acer para o Brasil se concentra na comercialização de notebooks por meio de seu Canal de vendas autorizado no país.

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EM MOvIMENTO

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Mini-laptops superam a crise econômica dos Estados UnidosMesmo com a crise americana, de proporções mundiais, a venda de pCs continuou a crescer no terceiro trimestre deste ano, especialmente por conta dos mini-laptops, que compõem uma nova categoria de computadores por-táteis recém-criada, os netbooks.

De acordo com o Gartner, o crescimento das vendas de computadores neste trimestre diminuiu, mas mesmo assim houve alta ocasionada pela expansão das vendas dos netbooks. No total, foram vendidas em julho, agosto e se-tembro, 80,� milhões de unidades, entre desktops e laptops - alta de 15% em relação ao ano passado.

Nos Estados Unidos, os netbooks representaram 5% da venda de pCs mó-veis, alta de 1 a 2% em comparação a 2007. O interesse cresceu pelos aparelhos que custam até 500 dólares, porém o Gartner afirma que ainda

é muito cedo para afirmar que estes equipamentos estão tirando espaço de outros sistemas de baixo custo. Entre as fabricantes, a líder é a Hew-lett-packard, seguida pela Acer, que ao focar nos laptops menores e mais baratos assumiu a posição de principal fornecedor para Europa, Oriente Médio e África.

O netbook líder de vendas da Hp é o Hp Mini-note 2133, que vem com 1Gb de RAM, HD de 120Gb, processador de 1.2Ghz e tela e 8,9 polegadas. A Asus tem uma linha chamada EEE pC, com diversos tamanhos de telas e funcionalidades. Recentemente, a TIM fechou parceria com a fabricante para vender os aparelhos nas suas revendas, com o mini-modem incluso, com plano de dados para acesso à internet. A Acer aposta neste mercado ao lançar o Aspire One. Outro player importante deste mercado é a Dell, que já lançou uma versão mini da linha Inspiron.

Microsoft revela nova versão do visual studio e .Net Framework

A Microsoft apresenta algumas das novidades que farão parte da próxima geração do visual studio 2010 e .Net Framework 4.0, base-adas nos conceitos e tendência de mercado, como “computação na nuvem” (cloud computing).

Além do foco no desenvolvedor, a multinacional americana consolida uma plataforma completa para todo o ciclo de vida de desenvolvi-mento de aplicativos. O visual studio 2010, cujo codinome é Rosario, oferecerá uma solução única que atende as pessoas envolvidas no processo de desenvolvimento de uma aplicação, retirando muitas das barreiras que evitam a integração entre equipes e diferentes tecnologias. “O objetivo é entregar aos nossos clientes uma solução capaz de apoiar todos os envolvidos no processo de desenvolvimento

de uma aplicação desde a análise de requisitos e arquitetura até a homologação, instalação e manutenção. Isso considerando que esta plataforma é interoperável com outras tecnologias usadas para de-senvolvimento de software do mercado”, destaca Carlos Zimmermann, gerente de produtos para desenvolvimento da Microsoft Brasil. A Microsoft investiu significativamente nos recursos de testes do vi-sual studio 2010 e simplificou as ferramentas necessárias para a integração de testes por todo seu ciclo de vida de desenvolvimento. A versão 2008 do visual studio, lançada em dezembro de 2007, já é amplamente utilizada por empresas nacionais. A Brasília soluções Inteligentes, a Ampsoft e a Diebold procomp são alguns dos exem-plos de companhias que utilizam essa solução.

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Mercado de Telecom deve crescer 7,�% no ano 2008pela primeira vez na história, a América do Norte deixa de ser o maior mercado regional de telecomunicações, superada pela Ásia/pacífico. O mercado mundial de telecomunicações está prestes a atingir a receita de Us$ 2 trilhões em 2008, um aumento de 7,�% em comparação a 2007, quando registrou a marca de Us$ 1,8 trilhão. Os dados são do Gartner. Atualmente, a indústria enfrenta desafios como crescer no setor de tele-fonia fixa, tanto que a maioria dos países desenvolvidos está percebendo uma diminuição no crescimento deste setor.

“Receitas de serviços de telecom tradicionalmente dominam o mercado, sendo responsáveis por quatro a cada cinco dólares ganhos no setor”, informa Will Hahn, diretor de investigação do Gartner. “Nossa previsão é de que esta proporção histórica deva diminuir, o que indica que a herança das receitas já não é mais suficiente para justificar os investimentos das operadoras. Além disso, o crescimento do setor de equipamentos está sendo preparado para suportar novos serviços, bem como serviços con-vergentes”, completa o analista.

A expectativa é que os serviços de telecomunicações registrem Us$ 1,� trilhão em 2008, o que representa 81% da receita global do setor. Em 2007, o total da receita de serviços registrou a marca de Us$ 1,49 trilhão, quatro vezes superior ao total de Us$ 353 bilhões. O Gartner prevê que, até 2012, o segmento de serviços terá um acréscimo de 4,4%, comparado aos 8,7% do setor de equipamentos.

Novas parcerias fortalecem mercado empresarial no paísO Google anuncia uma estratégia para aumentar a presença da unidade Enterpri-se – responsável pela venda de tecnologia para empresas – no Brasil. para isso, o Google fechou acordos com distribuidores e revendas de reconhecida compe-tência no mercado nacional. A investida tem três frentes: o Apps, pacote online de ferramentas de escritório e de colaboração, que começa a ser oferecido no país em parceria com a spread; o search Appliance e o Mini, dispositivos que fazem buscas dentro das redes corporativas, distribuídos pela Westcon; e Apontador Ma-plink, que fornece versão profissional do Maps e Earth

A spread fica responsável pela comercialização do Google Apps premier Edition, o pacote de produtividade pessoal do Google para empresas. A suíte de aplicativos online inclui editor de textos, planilhas, gestão de conteúdo, além de e-mail per-sonalizado para empresas.

Já a distribuidora Westcon foi escolhida para trabalhar com o Google search Ap-pliance (GsA) e o Google Mini, dois sistemas que realizam buscas de informações e documentos dentro das redes empresariais com a mesma eficiência com que o Google encontra dados na internet. A tecnologia do Google já é utilizada por algumas grandes empresas no Brasil. É o caso do Grupo pão de Açúcar, que usa o GsA como ferramenta de busca do site de comércio eletrônico extra.com.br.

A Apontador Maplink comercializa o Google Maps ApI premier, a versão empresa-rial do Google Maps, com contrato de garantia de nível de serviço e suporte. O produto é destinado a grandes bancos, redes de varejo, montadoras, empresas de seguro, rastreadoras de veículos, operadoras de telefonia fixa e móvel e outras companhias que podem tirar vantagem de recursos avançados de localização georeferenciada.

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ENTREvIsTA

“ITIL significa trabalhar e gerenciar melhor. Não se pode competir sem seguir padrões e metodologias adotadas mundialmente”

ITIL TRAZ qUAL

IDAD

E

As empresas brasileiras já perceberam que utilizar melhor a tecnologia pode trazer muitos benefícios aos negócios. O que as organizações estão aprendendo agora é que não basta ter uma boa estrutura de tecnologia da informação, é preciso gerenciá-la.

Para apoiar e direcionar esse investimento, um padrão internacional ganha cada vez mais destaque no País: o ITIL (Information Technology Infras-tructure Library). O ITIL é basicamente um conjunto de livros que descrevem as melhores práticas para a gestão da área de tecnologia. O padrão é o mais aceito no mundo e traz como resultados de aplicação a transparência a redução de tempo, o aumento da eficiência e a economia na utilização da tecnologia.

No País, uma das entidades que tem fortalecido a disseminação do ITIL é o itSMF Brasil - IT Service Management Forum. Composto por usuários, fornece-dores, empresas, organizações governamentais e instituições de ensino, o itSMF completou em setembro cinco anos de atuação como fórum destinado a profis-sionais especializados em Gerência de Serviços de TI.

Presidente do Conselho Deliberativo da entidade, Geraldo Coen atua há mais de 30 anos no segmento de informática, no desenvolvimento de sistemas, proje-tos, consultoria em metodologia, software e mercado. Formado em Matemática e Letras, Coen foi diretor técnico da Microsoft Brasil e, atualmente, ocupa a posição de ombudsman da Oracle. Em entrevista exclusiva à Revista itec, o especialista apresentou o cenário do ITIL no Brasil e no mundo.

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Revista itec: O que o ITIL traz de diferencial para as organizações e profissionais que o adotam como melhores práticas?Geraldo Coen: para resumir em uma palavra só: ITIL traz qualidade. ITIL significa trabalhar e geren-ciar melhor. são processos definidos, documentados e adequados à empresa, de forma controlada e mensurada. É este o propósito de ITIL: gerenciar TI da melhor forma. Best practices. Aliás, não somente TI, como qualquer área de serviços.

itec: Além das questões pontuais de gerenciamento de projetos, do ponto de vista estratégico, qual é a importância de uma empresa, especialmente as brasileiras, adotarem o ITIL?GC: Competitividade. Não se pode competir sem seguir padrões e metodologias adotadas mundial-mente. primeiro porque não seguir ITIL exclui a empresa de muitas concorrências e segundo porque não ter processos de qualidade implica em custos internos maiores.

itec: Qual é o estágio de adoção do ITIL nas empresas brasileiras? Há um segmento específico em que a adoção foi mais abrangente?GC: Não creio que haja um segmento específico que melhor adotou o ITIL. posso dizer que finanças em geral, bancos e empresas de crédito estão bem adiantados. É bom ressaltar que o Brasil é um país que se destaca em adoção de ITIL, bem à frente de outros países até mais desenvolvidos que nós. Lançamos o ITIL e começamos as atividades do itsMF aqui muito cedo e o resultado foi maior conhecimento do mercado brasileiro.

itec: E no mundo? Quais os países que mais utilizam o ITIL e em que estágio o Brasil se encontra em relação a eles?GC: O Brasil foi um dos primeiros a adotar. Inglaterra e Holanda foram os pioneiros e ainda estão na liderança.

itec: Dentro das premissas do ITIL, quais são as principais tendências apontadas?GC: ITIL pede e até força uma maior qualificação do profissional. No mínimo ele tem que conhecer, documentar e mensurar os processos. Melhor ainda, gerenciá-los. para isso, tem que estar certifica-do, garantindo assim maior qualidade dos serviços de TI. O próximo passo nas empresas é certificar seus profissionais e se certificar. para isso, montar programas de treinamento e de qualidade. Isto diferenciará as empresas brasileiras de outras no mercado internacional.

itec: Como convencer o corpo diretivo das organizações de que a adoção do ITIL é fundamental para uma melhor gestão da TI e dos serviços?GC: Hoje não há mais dificuldade em convencer as empresas a adotar ITIL. Já é reconhecido e as empresas procuram se adequar e se certificar. O mercado demanda ITIL, claramente. Já chegamos a este nível de maturidade no Brasil. Isto porque este é o quinto ano do lançamento do ITIL e de atuação do itsMF. Nossa quinta conferência ocorre nos dias 18 e 19 de novembro, em são paulo, e terá como tema principal a formação do profissional em gestão de TI.

itec: Qual o papel do itSMF neste contexto e quais as principais ações da organização no Brasil?GC: Divulgar o ITIL e promover seu uso. Isto através de site, seminários, Conferências anuais, publi-cações e atuação nas empresas. A itsMF é responsável, hoje, pelo papel de destaque que o Brasil tem no cenário do ITIL, em comparação a outros países. Começamos muito cedo, quando estas boas práticas ainda eram desconhecidas em muitos países.

Entrevista com Geraldo Coen presidente do Conselho Deliberativo do itsMF Brasil

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TRIpsERvICE: sOLUçõEs NO ATENDIMENTO

A Tripservice, agência de viagens de Itajaí, fez um grande investimento em tecnologia com o objetivo de aumentar a capacidade e o volume de venda dos consultores, melhorar os controles internos e processos, garantir a satisfação dos clientes e reduzir custos. para isso, a empre-

sa implantou três soluções de gestão voltadas ao segmento de Turismo: o Back office, o e-Booking (portal de vendas) e o e-Business Travel (self booking: gestão de viagens corporativas).

“O nosso desejo é garantir agilidade, confiabilidade nas informações e, com isso, focar na qualidade dos nossos serviços”, diz Claudia Tchordach, gerente de atendimento da Tripservice. De acordo com a gerente, a escolha pela tecnologia para apoio à gestão exigiu uma reflexão sobre todos os processos envolvidos no negócio da agência, especialmente aqueles relacionados ao cliente, que precisa de transparência na relação agência/cliente; os processos de autorização de viagens; e os relatórios gerenciais que apontam os pontos críticos para redução de custos.

Neste caso, os recursos de gestão de viagens corporativas da ferramenta e-Business Travel devem atender as demandas. Com o e-Booking, a gerente quer so-lucionar um problema interno referente aos processos de emissão. “Com a saída

das companhias aéreas dos sistema de reservas internacionais, ficou complicado o trabalho dos emissores que, hoje, se vêem obrigados a executar as tarefa com telas de vários portais, cada um com uma senha e diferentes particularidades. E isso dificulta as rotinas diárias”, afirma. Claudia também espera reduzir o tempo utilizado na realização de cotações, garantindo mais agilidade no atendimento, além de proporcionar padronização em todas as informações enviadas pela agên-cia. Já com o Back office, a expectativa é eliminar problemas operacionais, como erros ou falta de informações.

A solução adotada pela Tripservice foi desenvolvida pela catarinense Benner sistemas, que desenvolve diversos projetos e soluções e-Business voltados para o segmento de turismo, como agências e grandes corporações. “O acesso direto às informações sobre os serviços a serem contratados permite o melhor aprovei-tamento das tarifas web e promocionais, proporcionando uma redução de mais de 10% dos custos de viagens corporativas. Além disso, a ferramenta direciona para a utilização dos acordos comerciais estabelecidos com as companhias aéreas, locadoras de carros, cadeias de hotéis, entre outros serviços”, afirma Carlos Eduardo Maffei, responsável pela unidade de negócios de turismo da Benner sistemas.

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RELACIONAMENTO COM Os CLIENTEs É O FOCO DO sIsTEMA DA RDO CONsTRUçõEs

Motivadas pela expectativa de cresci-mento de mais de 10% em 2008 do mercado da construção civil no país, incorporadoras e construtoras investem

na gestão de relacionamento com clientes para ampliar as vendas. sistemas que gerenciam de forma online as ações de vendas surgem como grandes aliados na estra-tégia de conquistar novos clientes.

Esta é a aposta, por exemplo, da RDO Construções, empresa de são José que desde 198� já entregou cerca de 40 empreendimentos, especialmente na região conti-nental da Grande Florianópolis. A partir da utilização de um sistema web que gerencia o relacionamento com os clientes, a RDO centralizou as informações de seus mais de 1000 clientes cadastrados. “Antes, cada corretor tinha suas planilhas individuais, que eram gerenciadas somen-te por eles. Atualmente, todas as informações são geridas através de um sistema informatizado e disponível na inter-net”, explica o diretor da empresa, Roberto Deschamps.

A RDO adotou o sistema pró-vendas do sIENGE - solução Integrada de Gestão Empresarial -, desenvolvido pela catarinense softplan/poligraph. Com a ferramenta, a empresa, construtoras e incorporadoras, conseguem gerir toda a carteira de clientes, bem como registrar os interes-ses de cada um, como características dos imóveis, entre outras informações. Com estes dados consolidados e atualizados, as equipes de vendas podem utilizar a ferra-menta para identificar novas oportunidades de negócios.

Ao cadastrar um novo empreendimento ou imóvel com determinadas características, o sistema identifica os clientes que estariam interessados na oferta, cruzando as informações. Da mesma forma, ao se cadastrar um novo contato, identifica-se os empreendimentos que corres-pondem aos interesses do comprador. O sistema permite ainda que as empresas possam gerir equipes de correto-res, sejam eles internos ou terceirizados. Os profissionais podem acessar informações do sistema a partir de qual-quer estação de trabalho com acesso à internet e, até mesmo, dispositivos móveis que permitam a utilização de navegadores web. Com relação a este ponto, o diretor da RDO destaca os benefícios da solução. “A empresa tem conseguido uma maior organização e disciplina por parte dos corretores. Com as informações centralizadas, evitamos um cliente possa ser atendido por diversos cor-retores, nos vários plantões de vendas distribuídos pela região”, destaca Deschamps.

Roberto Deschamps destava avanços na organização da empresa após adoção do sistema

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TECNOLOGIA NO ACEssO A EXAMEs LABORATORIAIs

A rede de laboratórios médicos santa Luzia, com sede em Florianópolis, investe em tec-nologia para oferecer comodidade para os clientes. Fundado em 1974, o santa Luzia tornou-se referência em laboratório médico em santa Catarina, especialmente por sua atuação na capital catarinense. A tecnologia é um dos grandes trunfos do laboratório.

Há 10 anos, a rede lançava seu primeiro projeto nesta área, que permitiu o acesso aos resultados de exames laboratoriais por meio da internet. A ferramenta possibilita a visualização online do resultado pelo médico e pelo cliente, contribuindo para a tomada de decisão a distância.

segundo o gerente do setor de tecnologia da informação, Álvaro Moccelin, o percentual de clientes que opta por imprimir seus resultados por meio da internet cresceu sensivelmente nos últimos anos. “Ultrapassamos, em 2008, a marca de 50% dos resultados entregues pela internet. A popularização desse acesso, somada aos custos decrescentes de conectividade, irão garantir um crescimento ainda mais consistente nos próximos anos”, relata Moccelin.

A tecnologia desenvolvida no santa Luzia pela equipe interna de TI não garante só agilidade, mas principalmente precisão. O avanço da automação em equipamentos para exames contribui para que a maioria dos exames já tenham as informações de forma eletrônica, bastando uma integração dos sistemas para permitir a troca de dados, sem a necessidade de digitar. “O interfa-ceamento entre os equipamentos e o sistema do Laboratório resulta em um grau de segurança e agilidade sem precedentes”, destaca Moccelin. Estas interfaces foram implementadas pela empre-sa paulista Matrix sistemas. Atualmente, todas as amostras biológicas são dotadas de código de barras, o que permite a leitura das informações com taxas mínimas de erro, oferecendo precisão e segurança para todo o processo.

O código de barras permite ainda a rastreabilidade das amostras biológicas, identificando todo o processo de realização dos exames - desde o atendimento do cliente, até entrega do resultado, incluindo as vezes em que os resultados são visualizados pela internet. “A idéia de um laudo im-presso assinado por um analista clínico há muito tempo deixou de existir em laboratórios de ponta no mundo todo”, explica o diretor de TI do santa Luzia.

Com o propósito de auxiliar e minimizar qualquer incerteza em conferências para a liberação dos resultados dos exames, o sistema utilizou regras lógicas e calculou os chamados desvios em relação aos resultados históricos dos exames dos clientes. O analista clínico passou a contar tam-bém com ferramentas avançadas de apoio ao diagnóstico, como por exemplo acesso ao histórico de exames e gráficos dos clientes. para o usuário dos serviços do santa Luzia, é possível ter um histórico de relacionamento com o laboratório - os últimos 20 resultados podem ser acessados e inclusive comparados, na forma de gráficos de linha. O objetivo é auxiliar também o médico na decisão clínica, baseada nas informações e no histórico do paciente. “Uma vez que possuímos re-sultados desde 1993, jovens pacientes têm toda a história clínica dentro de nosso banco de dados, o que sem dúvida representa um valor inestimável para o médico”, explica Moccelin.

A segurança destas informações também é uma preocupação do santa Luzia. para garantir a confiança e a integridade dos dados publicados via internet, a empresa implantou uma protocola-dora digital de documentos eletrônicos, desenvolvida pela fabricante catarinense BRY Tecnologia, especializada em segurança da informação. A solução permite que os resultados sejam entregues garantindo a autenticidade, temporalidade, o não-repúdio e a integridade das informações. Esta tecnologia inibe a possibilidade de fraudes e contestações interna e externamente - tendo como princípio a confiança nas informações e na qualidade dos serviços laboratoriais oferecidos pelo santa Luzia.Álvaro Moccelin: sistema garante precisão e agilidade

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O Tribunal de Justiça de santa Catarina (TJsC) é referência no país em informatização. Foi um dos primeiros tribunais a adotar a tecnolo-gia que automatizou diversos processos internos e externos que, hoje, ajudam a mudar a tradicional imagem de morosidade deste

segmento. O case de sucesso serve como modelo para diversos outros tribunais estaduais. Em 2008, o TJsC desenvolve mais um projeto de tecnologia que irá con-tribuir na redução dos custos administrativos relacionados à comunicação com as comarcas. Trata-se da ampliação do parque instalado de centrais telefônicas baseadas na tecnologia voIp, que permite a realização de ligações por meio de uma rede de dados, como a internet. O projeto foi aprovado pelo Conselho Gestor de Tecnologia da Informação (CGInfo), presidido pelo desembargador vanderlei Romer e coodenado pelo juiz de 2º Grau Ricardo José Roesler, e integra o rol de diretrizes para este ano.

por anos, a instituição manteve contrato com uma operadora que possuía centrais voIp limitadas a quatro canais, com taxas de uso mensal e com tecnolo-gia proprietária. O custo de manutenção era alto. “Havia uma imposição de preços por partes dos fabricantes, obrigando o Tribunal a aceitar custos elevados de manutenção e procedimento nem sempre compatíveis com os padrões internos”, explica André Luiz Dal Grande, chefe da Divisão de Redes de Comunicação, ligada à Diretoria de Informática do TJsC.

A adoção da plataforma voIp, baseada no sistema Asterisk, trouxe uma série de benefícios para o Tribunal. A implementação do projeto teve o apoio da em-presa de Florianópolis v.Office. Atualmente, não há o custo da taxa de uso mensal por central telefônica instalada e há a possibilidade da instalação de mais canais com a mesma infra-estrutura. “se antes tínhamos uma central de 72 ramais, por exemplo, e precisávamos de mais um ponto de telefone, tínhamos que jogar fora o equipamento para adquirir um novo. Agora basta configurar o servidor Asterisk e criar um novo ramal”, garante Dal Grande. Hoje, no sistema, há flexibilidade e

escalabilidade com baixo custo, o que antes não era possível. Recentemente o Tribunal de Justiça construiu um novo prédio na sede, em Florianópolis, já total-mente equipado com a tecnologia voIp. Todos os equipamentos são baseados em Ip, com telefones comuns e aparelhos ATAs, que converte os dados em voz.

são cerca de �00 ramais só no prédio novo. Nas comarcas, situadas fora de Florianópolis, por enquanto a solução encontrada é mista, sendo que 1� das 110 comarcas distribuídas pelo Estado já são usuárias do voIp. Além disso, indepen-dentemente da central telefônica atual, cada comarca deverá ter, pelo menos, quatro ramais totalmente voIp para comunicação entre as unidades. O número total de ramais nas comarcas varia de 20 a 150, dependendo do porte, sendo que a infra-estrutura instalada não é descartada, já que o projeto previu a criação de sistemas híbridos.

“As centrais voIp irão possibilitar a realização de chamadas telefônicas sem custo de um ramal para outro, entre comarcas ou entre comarca e Tribunal”, registra Giovanni Moresco, diretor de Informática do TJsC. “A expectativa é que em cinco anos todas as comarcas estejam aparelhadas e operando com a tecnologia com voIp”, acrescenta o diretor. A economia estimada por cada unidade equipada com uma central telefônica voIp, segundo André Luiz Dal Grande, é de 5 a 25%, dependendo do número de ligações realizadas para fora do órgão. A prioridade de implantação das novas centrais foram para as comarcas que já tinham um maior custo de manutenção.

Outra aplicação que as novas centrais vOIp estão viabilizando é o sistema de intimação por telefone, projeto desenvolvido em conjunto com a Corregedoria-Geral da Justiça e que proporcionará a economia de recursos e a agilização de procedimentos antes realizados com a intervenção de vários agentes e com o uso de papel. A tecnologia empregada possibilita a gravação das intimações, conferin-do segurança e tempestividade ao ato praticado.

JUsTIçA DO EsTADO CONECTADA pOR voIp

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COREMMA WEB: sEMpRE NA vANGUARDA

Há 15 anos a Coremma utiliza a tecnologia com uma importante aliada na gestão do negócio. A empresa blumenauense revende auto-peças e parafusos para toda a região do vale do Itajaí por meio de nove lojas localizadas nos municípios de Blumenau, Rio

do sul, Indaial Brusque e Itajaí. Fora do vale, a empresa mantém uma loja em Jaraguá do sul.

Fundada em 1975, a empresa adotou em 1993 um sistema de gestão empresarial baseado no sistema operacional DOs - numa época em que micro-computadores com Windows ainda eram raros. Mesmo assim, na vanguarda tecnológica da época, o sistema atendeu por muito tempo as demandas da empresa.

passados estes 15 anos, a empresa identificou que para garantir pleno crescimento nos próximos anos e ampliar a atuação, tornando-se mais eficaz na gestão e ágil na tomada de decisão, era preciso dar um novo passo e atu-

alizar-se tecnologicamente, modernizando seu ERp. A opção da Coremma foi adotar um sistema de gestão empresarial 100% web, desenvolvido pela tam-bém blumenauense Ksys soluções Web. Todas as informaçõs comerciais, ad-ministrativas e financeiras, hoje, estão centralizadas no sistema baseado na internet, em datacenter próprio, utilizando banco de dados MysqL e servidores Linux. Todo o histórico de 15 anos na plataforma DOs foi migrado para o novo ERp, garantindo a produtividade da equipe e o armazenamento de todas as informações do período.

No total são 200 usuários que acessam informações no ERp da empresa varejista, que também atua no segmento de distribuição. Entre estes usuários estão os vendedores, que podem consultar informações e preços dos 43 mil itens que a Coremma possui de estoque disponível nas nove lojas da rede. O sistema de busca e pesquisa de produtos, estoque e clientes é um dos desta-ques, permitindo a utilização de diversos filtros para que o usuário encontre rapidamente a informação desejada.

O fato de estar na web facilitou a integração entre as lojas e o setor admi-nistrativo. “Uma grande vantagem do sistema desenvolvido é a portabilidade. Hoje, devidamente cadastrado, é possível acessar o sistema da loja de qual-quer lugar e ter total controle sobre os produtos disponíveis”, explica o diretor comercial da Coremma, Carlos Augusto vedana. O acesso pela internet permite ainda que os equipamentos utilizados nas lojas não necessitem de configura-ções avançadas. “Com a adoção do novo sistema, pudemos transferir atividades administrativas, antes executadas na matriz, para as filiais, agilizando assim as operações e respostas aos nossos clientes”, reconhece vedana

Além disso, para facilitar a adaptação ao novo sistema e manter a produ-tividade, a Ksys desenvolveu novas funcionalidades para a Coremma, como o recurso que permite o usuário do sistema de usar as mesmas teclas de atalho que o programa anterior utilizava, mesmo estando na web.

O ERp da Coremma possui desde funcionalidades básicas como mó-dulos de contas a pagar, a receber, fluxo de caixa, financeiro, emissão de cupom fiscal, entre outros, mas também avançadas, como suporte a nota fiscal eletrônica e distribuição dos produtos para as filias de acordo com sua demanda de vendas. Uma vantagem do software é a sua especialização no negócio da Coremma, já que o Ksys Corporativo tem como foco o segmento de distribuição.

Estando o sistema de gestão na web, o próximo passo para a Coremma é o investimento na implantação de uma loja virtual, totalmente integrada ao ERp. A expectativa é que em 2009 a empresa passe a atuar nas vendas pela internet, utilizando a plataforma de e-commerce da Ksyspara Carlos Augusto vedana, o futuro será venda pela internet

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Mobilidade é a tecnologia da vez no apoio à ampliação da força de vendas nas organizações. Em busca da agilidade que o uso de dispositivos móveis no processo de venda proporciona, a Bellota Brasil, uma das empresas líderes mundiais na fabricação de ferra-

mentas manuais, automatizou e imprimiu rapidez no relacionamento com os clien-tes através dos representantes. No Brasil, a Bellota tem fábrica em Indaial e atua em diversos segmentos, como agricultura, construção civil e utilidades domésticas.

O processo de venda da Bellota Brasil é baseado, especialmente, por meio de representantes comerciais que atendem e fornecem os produtos da empresa para lojas e mercados distribuídos por todo o país. Anteriormente, os vendedores visi-tavam cada estabelecimento a fim de tirar os pedidos de equipamentos. Depois de um dia de trabalho, dirigiam-se ao escritório e, por meio da internet, digitavam manualmente e remetiam os pedidos ao departamento comercial da empresa.

A equipe interna então ficava responsável por administrar e publicar os pe-didos no sistema de gestão - o ERp da empresa hospedado na matriz do grupo Bellota, situada na Espanha. só depois da entrada do pedido no sistema de ges-tão era possível iniciar o processo de fatura e logística da entrega do material. A digitação dos dados na internet pelo representante e as outras necessárias para a entrada do pedido na empresa de forma consistente causavam morosi-dade em todo o processo, além de eventuais erros de informação. Hoje, com a utilização de uma nova ferramenta para gerenciar o relacionamento com seus clientes, integrada com o sistema de gestão, o processo é todo automatizado - os representantes comerciais da empresa tiram seus pedidos em um equipamento

de mão conectado à internet e transmitem as informações diretamente para o de-partamento comercial, que com uma simples rotina já publica as informações no ERp. segundo a Belotta, estima-se uma redução de 8% dos erros de digitação dos dados por parte dos vendedores e equipe comercial. O tempo entre a captação de um pedido e o faturamento do mesmo caiu de seis para somente um dia. O CRM foi implementado pela empresa blumenauense HBtec.

Outra vantagem do sistema utilizado pelos vendedores é que no próprio dis-positivo móvel eles têm acesso a todo o histórico de compra dos clientes que visitam, o que ajuda a conhecer e melhorar o relacionamento com os mesmos e gerar pedidos mais adequados, eliminando transtornos futuros. Informações como cadastro de clientes, pedidos, títulos pagos e em atraso, notas fiscais emitidas, tudo relacionado à área comercial e que tem relação com o cliente está disponí-vel com apenas alguns cliques.

Apos a implantação do sistema, houve uma redução do custo com telefonia celular de 5% e uma visível redução de trabalhos interno no apoio aos represen-tantes, tanto que a empresa aumentou a força de vendas em 25% sem aumentar o numero de pessoas na administração comercial. “Os vendedores não ligam mais para a administração comercial solicitando informações sobre os clientes ou atua-lizando pedidos”, explica Daniela pinheiro, gestora da Administração de vendas da Bellota em Indaial. O principal benefício apontado pelo diretor administrativo finan-ceiro da empresa, silvio Martins, foi a melhoria do controle da informação e a flexibi-lidade na implementação de novas ações comerciais. “A qualidade das informações melhorou sensivelmente e, com isso, a gestão comercial e administrativa”, explica o diretor. Através de outro módulo do sistema (telemarketing), no departamento de vendas da empresa foi criado um grupo de profissionais que fica responsável por prospectar novos mercados para a Bellota no país. No sistema de informações são registrados os potenciais clientes, que depois são repassados para os representan-tes, responsáveis por entrar em contato com os prospectados.

O próximo passo que já esta a caminho para fechar o ciclo de ações de relacionamento com o cliente será a consolidação do pós-vendas da Bellota Brasil através do módulo de Atendimento (sAC). O modelo desenvolvido aqui em santa Catarina tem apresentado ótimos indicadores de desempenho, tanto que a matriz da Bellota na Espanha está interessada em levar a tecnologia para todas as filiais no mundo. Em agosto deste ano gestores da filial catarinense estiveram na fábrica do México apresentando a solução.

MOBILIDADE AMpLIA E qUALIFICA FORçA DE vENDA DA FILIAL BELLOTA NO BRAsIL

“Após a implantação do sistema, os vendedores não ligam mais para a administração comercial solicitando informações sobre os clientes ou atualizando pedidos”

Daniela PinheiroGestora de Administração de Vendas BellotaIndaial

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EDUCAçãO

O FUTURO DEpENDE DA qUALIFICAçãO

O fato de santa Catarina ser um importante pólo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) no país já não é mais novidade. Mas nem todos estão atentos para uma realidade preocupante: o crescimento do setor está acarretando ampla demanda por mão-

de-obra especializada, a qual não tem sido completamente suprida pelos profis-sionais disponíveis no mercado local.

segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de software e ser-viços para Exportação (Brasscom), o segmento - que abrange vários ramos da economia, incluindo indústria, comércio e serviços - tem hoje 40 mil vagas não-preenchidas no país. A sociedade Brasileira para promoção da Exportação de software (softex), por sua vez, prevê 230 mil vagas abertas até 2012, incluindo o segmento de software e correlatos, sem condições de serem preenchidas se não se estruturar a qualificação de mão-de-obra para esse mercado. O problema é que números do Instituto Nacional de Estudos e pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEp) indicam que as instituições de ensino que oferecem cursos de tecnologia formarão apenas 170 mil profissionais neste período. Em santa Catari-na, com a importância que o segmento de TIC adquiriu, o cenário não deverá ser diferente. Nessas condições, deve-se acumular um déficit de pessoal que pode comprometer o desenvolvimento do setor. para minimizar o efeito dessa carência, várias empresas e entidades investem em iniciativas de qualificação.

A Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE), por exemplo, desenvolve um trabalho junto a jovens estudantes que aprendem desde cedo a lidar com a tecnologia, por meio de aulas de robótica. Cerca de 100 alunos já passaram pelo centro de ensino que a entidade mantém em parceria com o sEsI santa Catarina, no programa Talentos para a Indústria. parcerias com universida-des e centros de ensino da região também fazem parte da estratégia da ACATE para formar a mão-de-obra que atenda às necessidades das empresas.

Já foram realizados cursos de graduação e pós-graduação junto à UNIvALI, por exemplo. O sENAC TI e o sENAI CTAI são outros centros de formação que estão alinhando seus currículos para atender demandas específicas do setor empresarial.

A formação de jovens em tecnologia é um objetivo compartilhado pelo Entra 21, projeto desenvolvido desde 200� pelo Blumenau pólo Tecnológico de Informá-tica (Blusoft) para fomentar a empregabilidade de jovens de baixa renda e suprir a mão-de-obra especializada, tanto para as empresas instaladas como para as que planejam instalar-se no município. Jovens na faixa dos 1� aos 25 anos de idade, que estejam cursando ou tenham concluído o Ensino Médio, são treinados gratuitamente e tornam-se especialistas em uma das cinco áreas disponíveis: de-senvolvimento de sistemas, webdesign, design gráfico, manutenção de hardware e assistente administrativo.

Nos últimos dois anos, o Entra 21 beneficiou 540 jovens, superando a expecta-tiva inicial de 400 jovens formados, e alcançou taxas de inserção laboral superiores a 80%. O bom resultado levou à ampliação da duração do projeto, que atualmente prepara mais 200 jovens para o mercado. “O Entra21-Blusoft trabalhou focando na demanda das empresas de TIC de Blumenau, ou seja, quando os cursos estavam finalizando, as empresas já estavam em sala de aula entrevistando os alunos para contratá-los”, explica sérgio Tomio, coordenador do Entra 21.

O programa é financiado pelo governo do Estado de santa Catarina através da FApEsC, pela prefeitura de Blumenau, por empresários do setor de TI de Blume-nau e pela Fundação Internacional para a Juventude (IYF) com o apoio do Fundo Multilateral de Investimentos (Fomin) e do Banco Interamericano de Desenvolvi-mento (BID). “pretendemos atingir a marca de 1 mil jovens treinados nesta nova fase do projeto, que tem continuidade em 2009”, conclui sérgio Tomio.

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CETIC-sC aposta em Banco de Currículos A preocupação com a oferta de mão-de-obra

levou, há dois anos, o Conselho de Entidades de Tecnologia da Informação e Comunicação de santa Catarina (CETIC-sC), fórum que congrega as 12 en-tidades de tecnologia do Estado, a criar um Banco de Currículos de profissionais de TI. Ali, oferece às empresas a possibilidade de consultar gratuitamen-te profissionais com as mais diversas formações e experiências, os quais podem cadastrar seus cur-rículos. Em setembro deste ano, foi lançada uma nova funcionalidade no sistema, que permite que as empresas cadastrem suas vagas em aberto, sendo o espaço uma forma de aproximar as empresas e os profissionais em busca de oportunidades.

Tornou-se cada vez mais comum também que as próprias empresas de TIC invistam na formação de novos profissionais, incluindo as salas de aula em sua estrutura física para corrigir o déficit de pessoal. A IpM Automação e Consultoria, do Alto vale do Itajaí, inaugurou o próprio centro de formação no primeiro semestre deste ano. Nele, profissionais selecionados de diversas regiões do país passam, no mínimo, seis meses estudando gratuitamente em meio período e trabalhando na empresa na outra parte do dia, re-cebendo remuneração para tanto. “Estamos fazendo um trabalho que o governo deveria assumir. Mas não tem jeito, precisamos de mão-de-obra”, afirma o di-retor-presidente, Aldo Luiz Mees.

Uma das maiores empresas do setor de TIC do Estado, a Intelbras, decidiu facilitar o acesso de seus colaboradores e dos profissionais atuantes em em-presas parcerias à formação necessária para utiliza-ção dos produtos que comercializa. Criou o Centro de Excelência em Tecnologias Intelbras (I-Tec), na matriz da empresa, em são José, para suprir essa necessidade de capacitar seus parceiros frente às tecnologias presentes nas novas linhas de produtos e permitindo ao instalador que está na ponta do proces-so participar da constante atualização de produtos. Em 2008, serão aproximadamente 18 mil pessoas capacitadas em campo e 1 mil pessoas que se quali-ficarão no I-Tec. O Centro tem também como objetivo preparar a equipe interna de atendimento, relaciona-mento com o cliente e assistência técnica da Intelbras quanto às novas tecnologias e produtos.

“O I-Tec prepara o instalador para o mundo ace-lerado da tecnologia, oferecendo conhecimento avan-çado a esse mercado que se renova rapidamente. Essa capacitação acaba se refletindo diretamente no

resultado de vendas, além de fidelizar o canal, que ganha instaladores habilitados e familiarizados com os produtos Intelbras”, destaca o diretor da unidade de produtos corporativos e networks da Intelbras, Jorge Grunschy.

As demandas por mão-de-obra não atingem somente as empresas de tecnologia, mas também grandes indústrias do Estado, como é o caso da WEG. Em palestra no Encontro de Desenvolvimento sustentável no sENAI/Joinville, realizada no dia 25 de setembro, o gerente de treinamento e desenvolvi-mento da Weg, Jonas Germano, explicou que o Cen-tro de Treinamento da empresa, mantido há 40 anos em Jaraguá do sul e que oferece cursos em parceria com o sENAI/sC, enfrenta falta de alunos. Embora os cursos sejam gratuitos e os estudantes tenham carteira assinada como jovens aprendizes, em 2008 a procura caiu de 14 para seis candidatos por vaga. Em 2007, a Weg investiu R$ 11 milhões em treina-mento e desenvolvimento de pessoas. Foram 55 mil participações em 750 programas de treinamento com duração média de 25 horas, totalizando 1,3 mi-lhões de horas de treinamento. Cada colaborador da empresa teve em média 78 horas de treinamento.

Reações como estas ao problema do déficit de

mão-de-obra para o setor de TIC têm sido vistas em todo o país. Um bom exemplo é o programa Forma-ção de Recursos Humanos em software (Forsoft), que formará 10 mil jovens em linguagens de progra-mação e inglês com recursos provenientes do Minis-tério da Ciência e Tecnologia. O piloto desse projeto foi iniciado em fins de 200�, com 27 turmas em 1� cidades, e ele vai acompanhar o desempenho dos formandos em seu início de carreira profissional nas empresas-madrinhas. A gestão e execução cabem à Brasscom e à softex; conteúdo e tecnologia ficam por conta das catarinenses Datasul e sociesc.

para o diretor executivo da área de Capacitação profissional da Brasscom, sérgio sgobbi, a grande demanda por mão-de-obra está intrínseca às ca-racterísticas do setor de TIC. “Como trata-se basica-mente de prestação de serviços, e serviços são feito por pessoas, a indústria tornou-se uma das grandes empregadoras. Há um ponto extremamente favorável aos jovens: nessa indústria não há necessidade de experiência prévia para ser contratado”. A experiên-cia do primeiro emprego, no que depender do em-presariado de Tecnologia catarinense, está acessível e pode render uma promissora carreira.

www.forsoft.webensino.com.br www.intelbras.com.br/itec www.cetic-sc.org.br/banco_curriculowww.softex.brwww.entra21.com.br

Qualifique-se

sérgio sgobbi diz que setor favorece o jovem

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INsTITUCIONAL

Grupo de CIOs de santa Catarina debate nota fiscal eletrônica

A sUCEsU-sC mantém há vários anos o GU CIO-sC, um grupo de Gerentes de TI das maiores empresas catarinenses. Entre os objetivos do grupo está a troca de experiências e o apoio mútuo entre as empresas, a busca do aprimoramento da gestão de TI nas corporações integrantes, a utilização e o compartilhamento do conhecimento e experiência de todos seus integrantes.

Atualmente, o grupo é composto por cerca de 25 CIOs, que se reúnem a cada dois meses para tratar de assuntos de interesse. Neste momento, a maior preo-cupação do grupo e tema de diversos debates e exposição é o sistema público de Escrituração Digital, que envolve a adoção por parte das empresas da Nota Fiscal Eletrônica (NFe). Além disso, o sistema envolve o spED Contábil e o spED Fiscal, que já contém determinações da Receita Federal e secretarias da Fazenda dos Estados que obrigam as empresas a atender um cronograma de implantação conforme a atividade.

O GU CIO-sC é representado por uma diretoria eleita anualmente, composta por quatro membros, responsáveis por organizar as atividades do grupo durante o mandato. As reuniões itinerantes ocorrem nas dependências das empresas an-fitriãs, nos maiores centros de concentração de seus participantes (Blumenau, Itajaí, Jaraguá do sul, Joinville, Florianópolis). O atual coordenador do Grupo é o Gerente de sistemas de Informação e Telecomunicação da Tractebel Energia, Eduardo Mayer Wageck.Eduardo Mayer Wageck comanda o GU CIO-sC

CDI-sC promove inclusão digital em Florianópolis apoiado pela sucesu-sCO Comitê para Democratização da Informática atua desde 1995 em santa Cata-rina, promovendo o trabalho pioneiro de promover a inclusão social utilizando a Tecnologia da Informação como um instrumento para a construção e o exercício da cidadania. somente em 2008, o Comitê abriu mais cinco Escolas de Infor-mática e Cidadania (EICs), totalizando 21 até o momento. são elas: EIC Aflodef, EIC Instituto Guga Kuerten (Lagoa da Conceição), EIC vila União (Ingleses), EIC promorar (Monte Cristo), EIC Cedar. Neste ano, cerca de 1,2 mil pessoas devem se formar nos cursos que a entidade oferece para a comunidade.Entre as novidades de 2008 estão a oferta de cursos intensivos de ferramentas mais avançadas, como o Ms Excel, Ms Word, e também capacitação para iden-tificação e solução de problemas freqüentes ocorridos em computadores. Todos estes cursos são oferecidos em parceria com pessoas e entidades especialistas nestes assuntos. Os alunos de duas EICs do CDI-sC terão também acesso ao Cursinho social pré-vestibular da UFsC, por meio de um projeto-piloto de aulas à distância, na internet. “Este projeto tem como objetivo preparar vestibulandos de baixa renda para prestar concurso para a universidade. Aprovada a iniciativa, o projeto poderá ser estendido para todo o Brasil”, explica o presidente do CDI-sC, Antônio paulo póvoas Dias. Outra bandeira levantada pelo CDI-sC em 2008 tratou da importância do tratamento adequado dos resídulos dos equipamentos de base tecnológica - o chamado lixo eletrônico. A idéia é viabilizar um Centro de

Reciclagem do Lixo Tecnológico para destinar este tipo de material. “são alguns dos projetos que o CDI-sC tem levantado durante o ano, todos eles com o apoio irrestrito da sUCEsU-sC, como maior parceira e mantenedora do Comitê em santa Catarina”, explica póvoas Dias. A sede do CDI-sC fica nas dependências da sUCE-sU-sC, em Florianópolis.

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sUCEsU-sC pROMOvE sEGUNDA EDIçãO DO FóRUM DE INOvAçãO EM NOvEMBRO

A Associação dos Usuários de Informática e Telecomunicações de santa Catarina (sUCEsU-sC) promo-ve, nos dias 20 e 21 de novembro, a segunda edição do Fórum de Inovação Tecnológica. O evento pretende reunir profissionais que irão discutir como a Tecnologia da Informação e Comunicação pode contribuir para o processo de inovação em empresas de todos os portes.

para este ano, a sUCEsU-sC está trazendo para a programação palestras, cases de sucesso, debates e espaços interativos com profissionais de todo o país. O diretor de Comunicação do Google Brasil, Felix Ximenes, será um dos destaques do evento. Irá palestrar sobre o case de inovação da gigante do vale do silício e o posi-cionamento da empresa no Brasil. Além disso, serão apresentados cases de sucesso como o do Grupo RBs, Ciser e ponta dos Ganchos Resort.

A interação entre empresa e universidade para fomentar a inovação será abordada durante a apresentação do TecnopUC, o parque tecnológico da pUC-Rs, considerado um case de sucesso nesta relação. No parque gaúcho, grandes empresas como Dell, Hp e Microsoft mantêm centros de desenvolvimento e inovação. Outro palestrante confirmado no evento é Mario Costa, gerente técnico para Workplace, portais e Colaboração da IBM Brasil. Costa participa pela segunda vez do fórum e, neste ano, abordará o tema “Gerenciando a anarquia na Web 2.0”.

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AGENDA

PROGRAMAÇÃO

13h00 Credenciamento

13h30 Abertura

Heitor Blum s.Thiago – sUCEsU-sC

Aline França de Abreu - IGTI/UFsC

• Inteligência Competitiva

13h45 sensibilização - Aline França de Abreu - IGTI/UFsC

14h00 GOOGLE – Gestão para Inovação: O estilo GOOGLE

Felix Ximenes - Diretor de Comunicação Google Brasil

• Mecanismos de Apoio a Inovação

1�h15 Observatório

pedro de Abreu - UFsC

1�h35 Núcleos de Inovação Tecnológica

Luiz Otávio pimentel - UFsC

1�h55 Espaço Interativo

Aline França de Abreu - IGTI/UFsC

17h15 Ciser – Administrando a Inovação

Guido Ganassali

18h00 Debates

18h30 Encerramento

20 D

E NO

VEM

BRO

• Interação Universidade X Empresa para Inovação09h00 TecnopUC - parque Tecnológico da pUCRs e a Interação Empresa x Universidade dentro do espírito de CTI prof Dr Roberto Moschetta – Diretor do TecnopUC10h00 Grupos de Trabalho – Organização para Inovação em santa Catarina - Como a interação Universidade x Empresa pode apoiar a inovação em santa Catarina? - Como os Núcleos de Inovação Tecnológica podem atuar em rede para o estímulo á Inovação em santa Catarina?

• Inovação em Serviços e Processos 13h30 ponta dos Ganchos Resort Inovando em serviços – Mantendo antecipação de reservas Nicolas peluffo14h30 IBM Gerenciando a Anarquia na Web 2.0 Mário Costa – Gerente para Workplace, portais e Colaboração15h30 Grupo pão de Açúcar - Experiência Inovadora em supermercado César Guedes – Diretor do Grupo pão de Açúcar • Cenários Futuros 1�h45 Mesa Redonda – Cenários Futuros17h30 Resultados dos Grupos de trabalho – Diretrizes Básicas e perspectivas para Inovação em empresas de santa Catarina. Aline França de Abreu - IGTI/UFsC18h00 Encerramento

21 D

E NO

VEM

BRO

Diretor do Google Brasil, Felix Ximenes

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A partir do problema financeiro iniciado com o caso Enron (depois MCI, Worldcom etc...), os requerimentos de transparência, controle e governança a que foram submetidas as empresas com ações ne-gociadas em bolsas que estão sob vigilância da sEC (securities and

Exchange Comission, equivalente à Comissão de valores Mobiliários - CvM no Bra-sil), estabelecidos pela sOX (Lei sarbannes-Oxley ou public Company Accounting Reform and Investor protection Act, promulgada em julho de 2002), foram inicial-mente vistos como medidas de interferência indevida do Governo na gestão das organizações e, certamente, com o atual comportamento do mercado de crédito norte-americano, o aperto será ainda mais firme.

As bases do Relatório 20-F, da sOX: informações sobre riscos, certificação de eficácia dos controles internos, pareceres dos auditores independentes e cer-tificação sob responsabilidade de CEOs e CFOs, contribuíram em muito, desde dezembro de 200� (data-limite para certificação das empresas estrangeiras com ações negociadas nos EUA), para uniformizar os processos de análise das infor-mações financeiras geradas pelas empresas. No ambiente de regulação brasileiro, a reforma da Lei das sociedades Anônimas pela Lei 11.�38/07 (projeto de Lei 3741/2000 – anterior à sOX, portanto), além da segregação entre escrituração mercantil e fiscal, objetivou adequar os capítulos da lei societária sobre demons-trações financeiras, aos padrões internacionais, de modo a oferecer ampla trans-parência e efetiva publicidade dos negócios das empresas, independentemente do tipo societário, vez que também é aplicável, em determinadas condições, às sociedades limitadas.

Em paralelo a essas iniciativas, constatamos a evolução da administração eletrônica de tributos, promovida pelos órgãos fazendários das três esferas de governo, seja no que trata da Escrituração Fiscal Digital, pelo cumprimento de obrigações acessórias, seja pela implantação do processo de nota fiscal eletrôni-ca nas empresas, o que vem a simplificar o conjunto dessas mesmas obrigações acessórias, com significativos ganhos para a sociedade, como um todo. Constata-se que há uma verdadeira “coluna vertebral” que integra e sustenta todas as ques-tões acima referidas (sOX-Lei das s/A e Administração Eletrônica de Tributos), a Convergência Contábil.

Através de um movimento de uniformização, o padrão Us GAAp (sOX) é fle-xibilizado e converge, sem necessidade de reconciliação, para o padrão IFRs (In-ternational Financial Reporting standards), hoje adotado em mais de 100 países e que deve se consolidar por conseqüência dos esforços do IAsB (International

Accounting standards Board - Londres), cujo conselho consultivo atualmente é presidido pelo brasileiro, prof. Nelson Carvalho, tendo como decorrência no Brasil, dentre outras, a criação do CpC – Comitê de pronunciamentos Contábeis (Re-solução CFC nº 1.055/05), idealizado como “standard setter”, com o apoio da Bovespa, CFC, Ibracon, Abrasca, Fipecafi e Apimec, sedimentando o endereçamen-to dos processos de Governança Corporativa, de um modo geral, com base na Convergência das Normas Contábeis Internacionais a ser alcançada, no Brasil até 2010, com a adoção do IFRs para as empresas submetidas à CvM e/ou Institui-ções Financeiras sob a competência do BACEN.

se a conformidade à sOX impôs carga de trabalho e responsabilidade adicionais aos departamentos de TI, tanto nas empresas diretamente vinculadas à sEC, como em relação a sua cadeia de fornecedores e prestadores de serviços, diretos e indiretos, pode-se afirmar, sem risco de erro, que a implantação das demonstrações financeiras pelo novo modelo da Lei das s/A, viabiliza, ainda mais, o atendimento às exigências de escrituração fiscal eletrônica, o que também é verdadeiro em sentido inverso; ou seja, a empresa que estiver em conformidade às exigências da administração eletrônica de tributos estará, tecnicamente, com boa parte do caminho trilhado para a “compliance” sOX e apresentação das de-monstrações finan-ceiras da Lei das s/A, na direção da convergência inter-nacional das nor-mas contábeis, trazendo efetiva geração de valor à empresa.

ARTIGO

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Reinaldo de Almeida FernandesReinaldo de Almeida Fernandes é advogado, MBA em Direito da Economia e da Empresa, com extensão em Direito de Tecnologia de

Informação, pela FGv e Assessor Jurídico Tri-butário da secretaria Municipal da Receita de Florianópolis.

Administração Eletrônica de Tributos, sOX e a Lei das s/A

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