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Leia o caso clínico a seguir e responda às questões 1, 2 e 3 Paciente de 35 anos com 32 semanas de gestação comparece à maternidade com queixa de cefaleia holocraniana iniciada há 8 horas, sem melhora com o uso de analgésicos. Está fazendo pré natal regularmente e não apresenta comorbidades. Relata movimentação fetal e nega sangramento vaginal. Ao exame físico, apresenta-se corada no limiar, hidratada, eupneica. Peso 85 Kg. PA: 150/110 mmHg. BCF 152 bpm. Uterofita 30 cm. Ausência de contrações uterinas. Ao toque vaginal, apresenta colo grosso, posterior e fechado. 1. Qual é o diagnóstico da paciente do caso acima? a) Pré eclâmpsia leve b) Pré eclâmpsia grave c) Pré eclampsia sobreposta d) Síndrome Hellp Justificativa: A presença de sintomas como cefaleia occiptal/holocraniana, epigastralgia ou escotomas caracteriza a pré eclâmpsia grave, independente dos níveis pressóricos. e A pré eclâmpsia leve não apresenta tais sintomas. A paciente em questão não apresenta hipertensão arterial crônica (HAC) e, por isso, não podemos considerar a alternativa de pré eclampsia sobreposta. A Sindrome HELLP, em geral, é uma complicação da pré eclâmpsia grave e somente é diagnosticada através de exames laboratorias (hemólise , plaquetopenia e elevação das enzimas hepáticas ) . 2. Em relação à fisiopatologia da intercorrência gestacional apresentada pela paciente, podemos afirmar que: a) está relacionada à diminuição da perfusão placentária modulada por predisposição genética . b) a ausência da invasão trofoblástica no segmento decidual é a principal teoria que explica sua ocorrência. c) o desequilíbrio entre tromboxano e prostaciclina é a causa do sintoma apresentado pela paciente . d) a lesão endotelial focal leva aos distúrbios de coagulação e ao aumento da resistência vascular placentária . Justificativa: A teoria mais aceita e que explica todas as alterações sistêmicas determinadas pela pré eclampsia (PE ) está relacionada à ausência da segunda onda de invasão trofoblástica no segmento miometrial (não ocorre no segmento decidual) das artérias espiraladas, ou mesmo uma invasão incompleta, diminuindo a perfusão placentária. Esse acontecimento pode estar modulado por predisposição genética, já que a historia familiar positiva de PE é um forte fator de risco para a sua ocorrência. O desequilíbrio entre tromboxano e prostaciclina não é considerado fisiopatologia da PE e a lesão endotelial que ocorre não é focal e sim, difusa. 3. Podem ser consideradas complicações maternas do caso acima: a) coagulopatia, hematoma subcapsular hepático e edema agudo de pulmão b) trombofilia , coagulopatia e hiperrreflexia c) amaurose , descolamento prematuro de placenta e prematuridade d) insuficiência renal crônica , edema agudo de pulmão e acidente vascular cerebral Justificativa: São consideradas complicações das Pré eclâmpsia grave os distúrbios de coagulação, o hematoma subapsular hepático, o edema agudo de pulmão, a insuficiência renal aguda (e não crônica) e o acidente vascular cerebral . A trombofilia é fator de risco/causa da pré eclâmpsia. A amaurose é um sinal/sintoma apresentado pela paciente com pré eclâmpsia. E o descolamento prematuro de placenta e a prematuridade são complicações fetais.

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Paciente de 35 anos com 32 semanas de gestação comparece à maternidade com queixa de cefaleia holocraniana iniciada há 8 horas, sem melhora com o uso de analgésicos. Está fazendo pré natal regularmente e não apresenta comorbidades. Relata movimentação fetal e nega sangramento vaginal. Ao exame físico, apresenta-se corada no limiar, hidratada, eupneica. Peso 85 Kg. PA: 150/110 mmHg. BCF 152 bpm. Uterofita 30 cm. Ausência de contrações uterinas. Ao toque vaginal, apresenta colo grosso, posterior e fechado.

1. Qual é o diagnóstico da paciente do caso acima?

a) Pré eclâmpsia leve

b) Pré eclâmpsia grave

c) Pré eclampsia sobreposta

d) Síndrome Hellp

Justificativa: A presença de sintomas como cefaleia occiptal/holocraniana, epigastralgia ou

escotomas caracteriza a pré eclâmpsia grave, independente dos níveis pressóricos. e A pré

eclâmpsia leve não apresenta tais sintomas. A paciente em questão não apresenta hipertensão

arterial crônica (HAC) e, por isso, não podemos considerar a alternativa de pré eclampsia

sobreposta. A Sindrome HELLP, em geral, é uma complicação da pré eclâmpsia grave e

somente é diagnosticada através de exames laboratorias (hemólise , plaquetopenia e elevação

das enzimas hepáticas ) .

2. Em relação à fisiopatologia da intercorrência gestacional apresentada pela paciente,

podemos afirmar que:

a) está relacionada à diminuição da perfusão placentária modulada por predisposição

genética .

b) a ausência da invasão trofoblástica no segmento decidual é a principal teoria que

explica sua ocorrência.

c) o desequilíbrio entre tromboxano e prostaciclina é a causa do sintoma apresentado

pela paciente .

d) a lesão endotelial focal leva aos distúrbios de coagulação e ao aumento da resistência

vascular placentária .

Justificativa: A teoria mais aceita e que explica todas as alterações sistêmicas determinadas

pela pré eclampsia (PE ) está relacionada à ausência da segunda onda de invasão trofoblástica

no segmento miometrial (não ocorre no segmento decidual) das artérias espiraladas, ou

mesmo uma invasão incompleta, diminuindo a perfusão placentária. Esse acontecimento pode

estar modulado por predisposição genética, já que a historia familiar positiva de PE é um forte

fator de risco para a sua ocorrência. O desequilíbrio entre tromboxano e prostaciclina não é

considerado fisiopatologia da PE e a lesão endotelial que ocorre não é focal e sim, difusa.

3. Podem ser consideradas complicações maternas do caso acima:

a) coagulopatia, hematoma subcapsular hepático e edema agudo de pulmão

b) trombofilia , coagulopatia e hiperrreflexia

c) amaurose , descolamento prematuro de placenta e prematuridade

d) insuficiência renal crônica , edema agudo de pulmão e acidente vascular cerebral

Justificativa: São consideradas complicações das Pré eclâmpsia grave os distúrbios de

coagulação, o hematoma subapsular hepático, o edema agudo de pulmão, a insuficiência renal

aguda (e não crônica) e o acidente vascular cerebral . A trombofilia é fator de risco/causa da

pré eclâmpsia. A amaurose é um sinal/sintoma apresentado pela paciente com pré eclâmpsia.

E o descolamento prematuro de placenta e a prematuridade são complicações fetais.

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4. O diagnóstico do crescimento intrauterino restrito (CIUR) é realizado através do peso fetal

menor que o percentil 10 à ultrassonografia associado à dopplervelocimetria das artérias

umbilicais e cerebral média. Marque a alternativa que corresponde às alterações apresentadas

pelo feto com CIUR.

a) Placentomegalia

b) Vasodilatação cerebral

c) Aumento do diâmetro cerebral

d) Polidrâmnio

Justificativa: O feto com crescimento intrauterino restrito apresenta mecanismos

compensatórios para proteger órgãos alvo como cérebro, coração e suprarrenais. Assim,

ocorre uma vasodilatação cerebral que é vista através da dopplervelocimetria da artéria

cerebral media. Não há placentomegalia nem aumento do diâmetro cerebral. A alteração no

líquido amniótico que pode ocorrer em fetos com CIUR é o oligodrâmnio pela redução da

diurese fetal consequente ao menor aporte sanguíneo renal e não o polidrâmnio.

5. A gravidez induz a inúmeras mudanças na fisiologia do organismo materno a fim de fornecer

o principal substrato energético para o feto que é a glicose. Por isso, considera-se a gravidez

como um estado diabetogênico e pode ser nessa ocasião que o diabetes se manifeste pela

primeira vez. São fatores de risco para diabetes na gestação:

a) extremos de idade e macrossomia fetal.

b) malformações fetais ou natimorto prévios.

c) abortamento tardio anterior e síndrome de ovários policísticos.

d) tabagismo e sedentarismo.

Justificativa: São considerados fatores de risco para a ocorrência da diabetes na gestação:

idade maior ou igual a 35 anos (e não extremos de idade), obesidade ou ganho excessivo de

peso na gestação atual, história obstétrica de abortamentos de repetição, malformações ou

morte fetal (natimorto ou neomorto), macrossomia, síndrome de ovários policísticos, baixa

estatura. Tabagismo, sedentarismo, abortamento tardio prévio não são considerados fatores de

risco para a Diabetes na gestação.

6. Gestante de 27 anos, G3P1A1, com gestação de 35 semanas confirmada por informação

contida no cartão de acompanhamento pré-natal e ultrassonografia precoce, procura a

maternidade com queixa de perda de líquido via vaginal. O exame especular confirma a

amniorrexe. Qual é a melhor conduta a ser adotada nesse caso?

a) Administrar corticoide para acelerar o amadurecimento pulmonar fetal e induzir o parto

após 48 horas.

b) Iniciar a antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo B, administrar corticoide e

aguardar o início espontâneo do trabalho de parto.

c) Realizar a antibioticoprofilaxia para sepse neonatal por estreptococo do grupo B e

iniciar a indução do parto.

d) Realizar uma ultrassonografia para avaliar o volume de líquido amniótico residual.

Justificativa: Diante de amniorrexe confirmada após 34 semanas de gestação, a conduta deve

ser a indução do parto e a antibioticoprofilaxia para Streptococos grupo B, caso a paciente não

tenha realizado a cultura. Não há necessidade de corticoide, pois, após 34 semanas, já existe

maturidade pulmonar fetal. O diagnóstico da amniorrexe prematura só deve ser confirmado por

exame ultrassonográfico em caso de duvida ao exame físico e o volume de líquido amniótico

residual não interfere na conduta intervencionista que é indicada após 34 semanas.

7. Casal, ambos com 32 anos, comparecem à consulta ginecológica de rotina com queixa de

dificuldade para engravidar. Relatam coito desprotegido há quase dois anos sem gestação.

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Negam doenças ou internações prévias. Seguem abaixo os resultados de exames realizados

previamente.

Histerossalpingografia: Prova de Cotte negativa bilateralmente.

Ultrassonografia transvaginal: aspecto policístico em ambos os ovários.

Espermograma: sem alterações.

Diante desses resultados, qual tratamento deve ser indicado para o casal?

a) Inseminação artificial

b) Coito programado

c) Rastreamento de ovulação

d) Fecundação in vitro ( FIV )

Justificativa: A histerossalpingografia é um exame propedêutico que deve ser realizado em

todo casal com diagnostico de infertilidade e que tenha indicação de tratamentos de baixa

complexidade. A prova de Cotte negativa indica que não há permeabilidade tubária, e se

bilateralmente, é indicação formal de Fecundação in vitro (FIV). Para que sejam indicados,

corretamente, a inseminação artificial, o coito programado e o rastreamento de ovulação deve

haver permeabilidade tubária, pois são tratamentos onde nos quais a fecundação ocorrerá no

organismo materno, mais precisamente na tuba uterina, ao contrário da FIV. A Síndrome de

ovários policísticos (SOP) não contra indica nenhum tratamento de baixa ou alta complexidade.

8. Paciente de 30 anos, G1P0A0, com gestação de 18 semanas, comparece à maternidade

com relato de sangramento vaginal iniciado há poucas horas. Nega dor ou perda de líquido

pela vagina. Exame ultrassonográfico realizado há uma semana não apresentava alterações.

Ao exame físico, a paciente encontra-se corada, hidratada, eupneica, com PA 110/80 mmHg e

FC: 84 bpm. Volume uterino compatível com a idade gestacional. BCF positivo ao sonar.

Ausência de contrações uterinas. Exame especular com sangramento moderado pelo orifício

externo do colo uterino. Ao toque vaginal, colo dilatado 5 cm, apagado 50%, com bolsa

amniótica protusa. Qual é a causa mais provável do quadro clínico apresentado pela paciente?

a) Trombofilia

b) Placenta com inserção baixa

c) Incompetência istmocervical

d) Mioma subseroso.

Justificativa: A incompetência istmocervical é a principal causa de abortamento tardio. Seu

diagnóstico é retrospectivo e a paciente apresenta dilatação cervical e sangramento vaginal,

sem contrações ou cólicas uterinas. Gestantes com trombofilia, em geral, evoluem com

abortamentos precoces ou pré–eclampsia levando a perdas fetais por infarto e trombose

placentária . A placenta com inserção baixa cursa com sangramentos intermitentes, indolores e

sem alterações cervicais. O mioma subseroso não interfere no desenvolvimento da gestação e

não é causa de abortamento tardio.

9. Paciente mulher, 45 anos, procura atendimento porque sua última mamografia evidenciou um nódulo mamário, categoria 5 de Bi-rads. Ao exame, foi palpado nódulo endurecido em uma das mamas. O nódulo foi biopsiado. A descrição da microscopia da lesão foi a de proliferação de células de núcleos hipercorados, monomórficos, que infiltravam o estroma com aspecto de ¨fila indiana¨. Sobre o quadro descrito acima, é correto afirmar que: a) é uma neoplasia cujo surgimento associa-se à perda da expressão da E-caderina. b) trata-se da principal causa de derrame papilar espontâneo, unilateral e sanguinolento. c) tem o pior prognóstico dentre os carcinomas mamários, por ser frequentemente bilateral. d) pode surgir a partir de lesões mamárias prévias, como as alterações fibrocísticas da mama. JUSTIFICATIVAS

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A descrição da microscopia da lesão foi a de proliferação de células de núcleos hipercorados, monomórficos, que infiltravam o estroma com aspecto de fila indiana é de um carcinoma lobular invasor, uma neoplasia mamária cujas células perdem a expressão da E-caderina. A principal causa de derrame papilar sanguinolento é o papiloma ductal e não o carcinoma lobular. O carcinoma lobular, apesar de ser mais frequentemente bilateral, tem melhor prognóstico que o carcinoma ductal. As alterações fibrocísticas da mama não constituem lesões que evoluem para malignidade (Bogliolo, nona edição; Robbins nona edição) 10. Mulher, 32 anos, terceira gestação, sendo que os dois partos anteriores ocorreram por cesárea. Atualmente, com 39 semanas de gestação. Teve indicação de ser novamente submetida à cesárea e, após retirada do bebê, a placenta ficou “retida”. Ocorreu, então, sangramento volumoso, de difícil controle, motivando uma histerectomia intraparto. Diante da situação descrita, analise as assertivas abaixo.

I. No exame microscópico do útero seriam encontradas áreas com vilosidades coriônicas

hidrópicas inseridas diretamente no miométrio.

Porque

II- Existem, no útero, áreas com ausência de decídua como, por exemplo, as áreas de cicatrizes das cesáreas prévias.

Assinale a alternativa com informações corretas. a) I e II são corretas e II justifica I b) I e II são corretas, mas II não justifica I c) I é correta e II é incorreta d) I é incorreta e II é correta.

Justificativas I- Incorreta: o quadro clínico descreve uma paciente com acretismo placentário. No acretismo placentário, as vilosidades se inserem diretamente no miométrio, devido à ausência de decídua. Porém, elas não são hidrópicas. Essa última situação acontece em casos de mola invasora, no contexto da doença trofoblástica gestacional. II-Correta: o acretismo placentário ocorre por uma ausência de decídua, ficando as vilosidades coriônicas diretamente inseridas no miométrio. Condições em que há ausência decídua são precipitadas, por exemplo, por cesáreas prévias, curetagens uterinas profundas prévias e placenta prévia. (Bogliolo, nona edição; Robbins nona edição)

11. Mulher, 55 anos, comparece ao ambulatório queixando-se de intensas dores por todo o

corpo há cerca de 10 anos. Alega, também, que não tem dormido bem e vem passando por

problemas familiares que a deixam muito preocupada. Apresenta episódios de choro frequente.

Nega comorbidades prévias ou uso de medicações contínuas. O exame físico revela

sensibilidade dolorosa na maior parte dos grupamentos musculares. Sem evidências de

artrites. Força muscular preservada. Sobre a principal hipótese diagnóstica para essa paciente,

podemos afirmar que:

a) deve-se solicitar FAN, enzimas musculares e eletroneuromiografia. b) deve-se orientar sobre a benignidade da doença, higiene do sono e atividade física

aeróbica e prescrever amitriptilina 25 mg/dia.

c) as provas inflamatórias (VHS e PCR) encontram-se elevadas na maioria dos casos. d) o tratamento de escolha é com anti-inflamatórios não esteroidais, devendo-se

prescrever opióides em caso de falha terapêutica.

Justificativa: O diagnóstico da fibromialgia é clínico, não sendo necessários exames

complementares. As provas inflamatórias não se alteram diante do diagnóstico de fibromialgia.

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O tratamento é feito com higiene do sono e atividade física aeróbica e prescrição de

amitriptilina 25 mg/dia.

12. Paciente de 43 anos, vendedora, relata que há 6 meses vem apresentando artralgia em punhos, metacarpofalangeanas (MCFs), interfalangeanas proximais (IFPs), tornozelos e metatarsos. Informa que a dor é pior pela manhã, associada à rigidez, com cerca de duas horas de duração. Nota que os sintomas melhoram ao longo do dia. Foi avaliada pelo médico do centro de saúde que prescreveu Ibuprofeno, solicitou alguns exames e encaminhou ao reumatologista. Ao ser avaliada pelo reumatologista, o mesmo percebeu artrite em punhos, 2ª e 3ª MCFs direitas, 2ª e 4ª MCFs esquerdas, 1ª e 2ª IFPs bilateralmente e tornozelos. Os resultados dos exames laboratoriais foram: VHS= 70mm 60min; PCR= 25 (VR <5), Hb 11 VCM 88 HCM 32 Plaq 450.000 GL 8.500 (diferencial normal) Cr 0,8 Ur 46. De acordo com o diagnóstico mais provável para essa paciente, assinale a alternativa correta.

a) Radiografias de mãos e punhos podem evidenciar diminuição dos espaços articulares, erosões ósseas e osteopenia periarticular.

b) O fator reumatóide não deve ser solicitado, pois é um exame pouco sensível. c) As manifestações extra-articulares dessa doença são menos frequentes nos pacientes

com anticorpo antipeptídeo citrulinado (anti-CCP) positivo. d) Devido à intensa atividade da doença deve-se iniciar imunobiológico prontamente.

Justificativa: O fator reumatóide deverá ser solicitado, pois oferece tanto informações diagnósticas quanto prognósticas. É um exame mais sensível do que específico. O anticorpo antipeptídeo citrulinado está associado a um pior prognóstico da doença além de manifestações extra-articulares. Os imunobiológicos ficam reservados para casos refratários da doença. A primeira linha de tratamento é o metotrexate. 13. Homem, 72 anos, queixa-se de dor em joelhos, sobretudo após caminhadas e ao subir e descer escadas. É obeso, hipertenso e diabético. Ao exame físico, apresenta genovaro, hipotrofia muscular de quadríceps, dor e crepitações aos movimentos de flexão. Sem sinais de artrite. Radiografia evidencia diminuição do compartimento medial dos joelhos. Em relação ao diagnóstico da doença e seu tratamento, assinale a alternativa correta.

a) A dor do paciente é caracterizada como ritmo inflamatório. b) Recomenda-se tratamento com antiinflamatório não esteroidal diariamente. c) Recomenda-se a perda ponderal, que reduz a progressão radiográfica da doença. d) Atividade física encontra-se proscrita, pois pode agravar a doença.

Justificativas: A dor do paciente é de ritmo caracteristicamente mecânico, com piora após atividades físicas. O paciente é idoso, com comorbidades, não sendo indicado uso crônico de antiinflamatórios não esteroidais. Deve-se recomendar atividades com o objetivo de fortalecimento muscular e a perda ponderal, pois tal medida reduz a progressão radiográfica e os sintomas da doença. 14. Homem, 45 anos, comparece ao Pronto-Atendimento com dor de forte intensidade em 1ª

metatarsofalangeana direita e tornozelo direito há 24 horas. Nega febre. Hipertenso, obeso,

portador de doença renal crônica e gota. Em uso de losartan 50mg 12/12h e hidroclorotiazida

25mg 24/24h. Ao exame apresenta dor, calor, rubor e edema em 1ª metatarsofalangeana e

tornozelo direito. Aos exames: hemograma normal, glicemia 84 mg/dl, VHS 30, PCR 14 (VR

<5), ácido úrico 2,5 (VR: 2,5-7 mg/dl). O tratamento do paciente deve ser feito com:

a) antibiótico venoso de amplo espectro. b) alopurinol. c) metotrexate. d) prednisona.

Justificativas: Não se trata de artrite séptica, não sendo indicado antibioticoterapia. O paciente

apresenta crise de gota e o alopurinol não deve ser iniciado na crise de gota. Metotrexate deve

ser usado como agente hipouricemiante, após resolução da crise.

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15. Mulher jovem, 23 anos, procura o reumatologista queixando-se de dor e dificuldade ao movimento das mãos com piora gradual há 4 meses. Ao exame físico observa-se dor leve nos punhos e dor leve e edema discreto nas metacarpofalangeanas e inter-falângicas proximais das mãos. Após algumas perguntas sobre a realização de atividades diárias, a paciente descreveu que nesses meses, ela apresentava dificuldade em terminar seus bordados e cortar os alimentos. Baseado no exposto, qual a melhor conduta para a obtenção de um diagnóstico preciso da doença associado à condição clínica da paciente? a) Solicitar o teste para anticorpos anti-CCP. b) Pedir teste FAN. c) Solicitar os testes de VHS e FR+. d) Solicitar provas de proteínas de fase aguda como PCR e albumina.

Justificativa: O exame que melhor discrimina a reatividade de soros de pacientes com AR é o

teste ultrassensível para anticorpos anti-CCP, uma vez que possui alta especificidade com

quase 100%, além de serem detectados em fase precoce da doença. O teste FAN apresenta-

se positivo para várias doenças reumáticas. Além disso, alguns indivíduos sem evidência

clínica ou laboratorial de doença autoimune também apresentam resultado positivo. Esses

testes apresentam alta sensibilidade, mas baixa especificidade. O primeiro encontra-se

aumentado em diferentes situações, pois reflete apenas o aumento da concentração

plasmática de proteínas de fase aguda. O segundo encontra-se positivo em diferentes doenças

reumáticas, não sendo exclusivo da AR. Títulos baixos podem ser encontrados em indivíduos

sadios. As proteínas de fase aguda são indicadores inespecíficos da presença de inflamação.

A PCR encontra-se aumentada em processos inflamatórios de origem infecciosa ou não. A

albumina apresenta níveis diminuídos em doenças hepáticas, desnutrição, síndrome nefrótica,

infecções crônicas, dentre outras. Pode estar aumentada em pacientes desidratados. A

dosagem dessas duas proteínas não dará diagnóstico específico.

16. Menino de 03 anos de idade é levado à Unidade Básica de Saúde, com histórico de há 4

dias ter sofrido queda, em casa, com escoriação do cotovelo esquerdo que evoluiu com

secreção purulenta. No dia anterior à consulta iniciou quadro de febre alta, irritabilidade,

inapetência e incapacidade em permanecer em ortostatismo. Chora muito ao movimentar o

quadril direito. Ao exame físico, observa-se criança chorosa, com desidratação moderada,

temperatura axilar de 39,4°C e que não consegue manter-se em ortostatismo. Em decúbito

dorsal, mantém o quadril direito em posição de flexão, abdução e rotação externa e chora

muito à mobilização dessa articulação. Presença de crosta com secreção piossanguinolenta na

região do cotovelo esquerdo. Considerando o histórico e o exame físico do paciente, assinale a

alternativa correta.

a) O exame laboratorial que melhor se presta ao controle de cura é a medida da velocidade de hemossedimentação.

b) O tratamento de escolha é antibioticoterapia, que deve ser instituída somente após coleta e resultado da cultura do material intra-articular.

c) A postura do membro acometido deve-se à maior capacidade de acomodação de líquido intra-articular na posição, o que reduz a dor, conhecida com pseudoparalisia.

d) O diagnóstico é uma artrite séptica da articulação coxofemoral direita e o quadro atual não mantém correlação com a infecção da lesão cutânea no cotovelo esquerdo.

Justificativa: O aumento do conteúdo líquido intra-articular distende a cápsula da articulação, causando desconforto e dor. Por esse motivo, o paciente coloca a articulação acometida em posição de maior relaxamento da cápsula articular e ligamentos, o que possibilita acomodação de maior volume intra-articular e reduz o desconforto. Muitas vezes, o agente etiológico das infecções osteoarticulares tem como porta de entrada uma infecção bacteriana conhecida. A antibioticoterapia deve ser iniciada precocemente, baseando-se empiricamente no germe mais prevalente naquela faixa etária; se a cultura evidenciar germe resistente, a terapia é ajustada.

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O exame que melhor reflete a remissão do quadro é a PCR; a VHS permanece elevada durante algum tempo, mesmo quando existe melhora do quadro infeccioso.

17. Homem de 29 anos, destro, realizou esforço físico intenso ao fazer uma limpeza no quintal de casa. Depois de 03 dias, acordou com dor intensa no ombro direito, com dificuldade para escovar os dentes com a mão direita. Também se queixou de dificuldades para pilotar sua motocicleta e praticar suas atividades físicas diárias na academia. Ao examinar esse paciente, observou-se teste de Neer positivo à direita, além de limitação dolorosa da abdução e da rotação externa do ombro direito, ao movimento ativo e passivo. Diante do exposto, assinale a alternativa que contém informações corretas.

a) Como tratamento, inicialmente, deve-se prescrever AINE, repouso relativo e fornecer atestado médico de alguns dias.

b) A capsulite adesiva não deve ser considerada como diagnóstico diferencial. c) O tendão mais frequentemente acometido nessas situações é o do músculo

subescapular. d) O exame dos movimentos passivos é dispensável, pois o movimento ativo já mostrou

limitação.

Justificativa: Trata-se de processo inflamatório agudo de tendões do ombro direito, necessitando o uso de AINEs, repouso e afastamento temporário da atividade laboral para evitar piora do quadro. A capsulite adesiva pode sim ser desencadeada por esforço com o ombro e se manifesta com dor e limitação funcional, especialmente dos movimentos de rotação. O exame da mobilidade passiva é dispensável apenas quando os movimentos ativos estão normais. O tendão acometido mais frequentemente nesses casos é o do músculo supraespinhal.

18. Você atende um homem de 51 anos de idade, com queixa de dor lombar baixa há mais de

10 anos, sem irradiação para os membros inferiores, sem relato de traumas ou esforços

extenuantes. Ele informa que, frequentemente, acorda de madrugada em virtude da dor, que

melhora algum tempo após levantar-se. Observou, mais recentemente, surgimento de dores

matinais na região plantar dos pés, mais em sua região mais posterior, que também melhoram

algum tempo após ter-se levantado. O paciente lhe apresenta uma radiografia de coluna

lombossacra, datada de um ano antes, na qual é possível observar esclerose e indefinição

parcial de bordas das articulações sacroilíacas e presença de volumosos osteófitos nas

vértebras lombares, que se fundem uns aos outros em alguns pontos. Assinale a afirmativa

correta, levando em consideração algumas manobras semiológicas disponíveis para

elucidação diagnóstica do caso:.

a) A manobra de Patrick-Fabère presta-se especialmente ao diagnóstico de processos

inflamatórios das articulações sacroilíacas.

b) O teste de Schober informa se há irritação do nervo ciático. c) O teste de Trendelenburg se presta a detectar rigidez da coluna vertebral. d) O teste de Lasègue, quando positivo, evidencia limitação da mobilidade da coluna

lombossacra.

Justificativa: A manobra de Patrick-Fabère é executada para evidenciar processos inflamatórios

dolorosos das articulações sacroilíacas. O Teste de Lasègue, que faz a flexão da coxofemoral

com o joelho em extensão, provoca distensão do n. ciático, reproduzindo dor no trajeto deste

nervo e indicando processo irritativo dele, ou das raízes nervosas que o formam. O Teste de

Schober comprova a presença de rigidez da coluna vertebral. O teste de Trendelenburg

evidencia fraqueza dos músculos abdutores do quadril (tensor do fáscia lata e glúteo médio).

19. Você está de plantão em uma UPA e recebe para atendimento um homem de 64 anos de idade que se queixa de dor intensa e aumento de volume do joelho esquerdo, com 03 dias de evolução. Nega traumatismos. Informa diabetes mellitus em tratamento com metformina e hipertensão arterial sistêmica em tratamento com losartana associada à hidroclorotiazida.

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Interrogado quanto aos seus hábitos, informa gostar de tomar uma cerveja e comer uns “tira-gostos”, o que diz fazer com pouca frequência. Ao exame, apresenta-se com estado geral regular, afebril, com obesidade grau II (IMC= 35,3), PA=150/95 mmHg. Caminha com marcha claudicante à esquerda, com grande aumento de volume do joelho, onde apresenta dor e limitação dos movimentos. De acordo com o caso, assinale a alternativa correta.

a) O diagnóstico é o de osteoartrite do joelho, devido ao biotipo do paciente. b) O tratamento deve ser iniciado com uso de analgésicos comuns e fisioterapia. c) Os movimentos da articulação afetada são a flexão, extensão, abdução e adução. d) O uso do diurético tiazídico sugere diagnóstico de gota induzida por droga.

Justificativa: A osteoartrite, em geral, se manifesta por início insidioso e a obesidade,

isoladamente, não é fator determinante nem para o início dos sintomas, nem para o

diagnóstico. Na hipótese de gota, deve-se iniciar com AINE e repouso da articulação

acometida. O joelho realiza movimentos de flexão e extensão, apenas. Os diuréticos tiazídicos

são hiperuricemiantes.

20. Homem de 18 anos procura atendimento médico por dor em joelho direito nos últimos 3 meses. Não há alterações ao exame físico, exceto por dor local em região distal de fêmur direito. A radiografia mostra massa bem definida envolvendo a metáfise femoral com elevação do periósteo adjacente. A biópsia evidencia células fusiformes pleomórficas com núcleos hipercromáticos, alta atividade mitótica, com produção de matriz osteoide. Qual o diagnóstico mais provável?

a) Sarcoma de Ewing b) Condrossarcoma c) Osteossarcoma d) Tumor marrom

Justificativa: O osteossarcoma exibe um pico de incidência em adolescentes do sexo masculino. Ocorre principalmente na metáfise de ossos longos e à microscopia é uma neoplasia formadora de matriz osteoide (letra C correta). O sarcoma de Ewing caracteriza-se na microscopia por uma proliferação monomórfica de células pequenas, redondas e azuis (letra A incorreta). O condrossarcoma ocorre principalmente em homens acima de 40 anos, no esqueleto axial, e produz matriz cartilaginosa (letra B incorreta). O tumor marrom não é uma neoplasia (não exibe atipias e alta atividade mitótica) e está relacionado ao hiperparatireoidismo (letra D incorreta).

21. Paciente do sexo feminino, 23 anos, chega ao pronto-socorro com história de dor

abdominal difusa súbita, espontânea, iniciada há cerca de 8 horas. No exame físico

apresentava-se corada, afebril, taquicárdica, sem sinal de irritação peritoneal. Fez hemograma

que demonstrava hemoglobina de 10,1 g/dL e leucograma de 13.000, sem desvio para a

esquerda. Ultrassom de abdome na urgência revelou líquido intra-abdominal na pelve e nas

regiões periesplênica e peri hepática (exame dificultado pela presença de gases). O

diagnóstico mais provável é

a) apendicite aguda

b) isquemia intestinal

c) gravidez ectópica

d) úlcera perfurada

Justificativa: A paciente apresenta provável caso de gravidez ectópica rota com o ultrassom

mostrando líquido na cavidade (sangue provável). Perda de sangue se nota na HB de 10,1 g/dl.

A leucocitose é normal para casos de resposta metabólica aumentada e não significa infecção.

Na apendicite aguda e isquemia intestinal, não se encontra líquido livre em cavidade

abdominal. Na úlcera perfurada, o paciente apresentaria sinal de irritação peritoneal.

Page 9: Leia o caso clínico a seguir e responda às questões 1, 2 e 3

22. Homem de 70 anos, diabético, hipertenso (usa hipoglicemiante oral e diuréticos) e é

submetido a cirurgia eletiva para reparo de uma hérnia inguinal. Na cirurgia foi encontrada uma

hérnia inguinal indireta. Sobre esse tipo de hérnia é correto afirmar que:

a) é mais comum em mulheres idosas, múltiparas.

b) é causada pela persistência do conduto peritônio vaginal.

c) se apresenta-se na parede posterior do canal inguinal, medial ao anel inguinal profundo.

d) está no localizada no trígono de Hesselbach.

Justificativa: A hérnia direta surge no trígono de Hasselbach, medial aos vasos epigástricos. A

hérnia indireta representa a persistência do conduto peritonio vaginal. É a mais comum das

hérnias inguinais e, principalmente, ocorre nos pacientes mais jovens.

23. Ainda sobre o caso anterior, assinale a afirmativa correta sobre o preparo pré-operatório do

paciente.

a) Trata-se de um paciente de classificação ASA IV.

b) A cirurgia realizada é considerada contaminada, por isso é indicado antibioticoterapia

profilática.

c) A medicação antihipertensiva do paciente deve ser suspensa 48 horas antes da

cirurgia, principalmente o diurético.

d) Devido a diabetes, o uso da insulina regular está indicado no pré, per e pós operatório

de acordo com a glicemia, suspendendo o hipoglicemiante oral.

Justificativa: Asa IV seria um paciente de alto risco e doença não controlada. A herniorrafia se

trata de uma cirurgia limpa e não contaminada. Os medicamentos para hipertensão, inclusive

diuréticos, são administrados até no dia da cirurgia e a insulina regular está indicada de acordo

com a glicemia, suspendendo o hipoglicemiante oral.

24. Um paciente de 64 anos, com queixa de dor e distensão abdominal associada à parada de

eliminação de gases e fezes há dois dias, em regular estado geral, desidratado e taquicárdico,

realiza TC de abdome e pelve que evidencia lesão vegetante e estenosante em cólon

sigmoide. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta cirúrgica a ser adotada, após

a reposição hidroeletrolítica inicial.

a) Transversostomia.

b) Colectomia total com anastomose ileorretal.

c) Cirurgia de Hartman.

d) Hemicolectomia esquerda com anastomose colorretal.

Justificativa: A conduta em paciente com condições favoráveis após tratamento inicial com a hidratação venosa adequada seria a hemicolectomia esquerda com anastomose colorretal como primeira escolha. As outras condutas transversostomia( colostomia no colon transverso e Hartman) poderiam ser utilizadas, mas tem maior morbidade e ficam para pacientes mais graves, em que a anastomose primária estaria contra indicada. A colectomia total não estaria indicada nesse caso pois a lesão está restrita ao sigmoide.

25. O megacólon chagásico ainda é uma afecção comum no nosso meio. Sobre essa doença, assinale a alternativa correta.

a) O tratamento inicial do volvo no megacólon é a sua distorção com auxílio de retossigmoidoscópio ou colonoscopia.

b) O tratamento cirúrgico deve ser prontamente proposto no momento do seu diagnóstico. c) Nesse caso, não há necessidade de investigação de acometimento em outros órgãos

devido à doença de Chagas. d) A incontinência anal é manifestação frequentemente associada nessa afecção.

Page 10: Leia o caso clínico a seguir e responda às questões 1, 2 e 3

Justificativa: O tratamento do volvo preferencial é por via baixa fazendo a descompressão com colonoscopia e ou a retosigmoidoscopia de forma a desobstruir e evitando, assim, a cirurgia de urgência que tem maior morbidade (Caso clínico e imagem disponibilizada no NED). É importante, em casos de megacólon chagásico, avaliar os outros órgãos acometidos pela doença de Chagas, como esôfago e coração. Não ocorre acometimento de esfíncter, não causando incontinência anal.

26. Paciente diabético de 30 anos foi submetido à cirurgia de mamoplastia há 5 dias. Retorna

hoje ao pronto socorro com dor na ferida operatória. No exame se apresenta febril, temperatura

38,5ºC, FC de 110 bpm e hiperemia na ferida com abaulamento na área central. Sobre esse

caso, assinale a afirmativa verdadeira.

a) Trata-se de diagnóstico de fístula provável e o tratamento deve ser somente com

antibioticoterapia de largo espectro e realização de TC de tórax.

b) Deve haver crescimento de E.Coli e Pseudomonas na hemocultura, se esta for

realizada.

c) O paciente apresenta sinais de SIRS, por isso, além da drenagem da ferida, a

prescrição de antibióticos está indicada.

d) Por se tratar de uma cirurgia contaminada, a antibioticoprofilaxia deveria ter sido

indicada.

Justificativa: Espera-se provável crescimento de estafilococos, que é germe de pele, por se

tratar de cirurgia limpa, sem indicação de ATB profilático. O paciente apresenta sinais de SIRS

(febre e taquicardia) e, por, ATB terapêutico estaria indicado e a drenagem é fundamental nos

casos de ISC. Não é realizada sutura e não há abertura de TGI ou TGU ou vias aéreas,

excluindo fístula.

27. Paciente de 55 anos, etilista pesado, é internado com dor abdominal e vômitos. Resultados

de exame mostraram amilase e lipase bastante elevadas. A radiografia de tórax mostrou

derrame pleural esquerdo. Sobre esse caso, assinale a afirmativa correta.

a) O diagnóstico provável é de pancreatite crônica com acutização, sendo indicados

internação e tratamento cirúrgico.

b) Deve-se solicitar TC de abdome na admissão para classificação de Balthazar.

c) A conduta inicial deve ser hidratação venosa, suspensão da dieta e ultrassom de

abdome.

d) O derrame pleural, dor abdominal persistente e alcoolismo são critérios de gravidade

no “BISAP”.

Justificativa: Hidratação venosa, suspensão da dieta, ultrassom de abdome são condutas

iniciais. O tratamento inicial não inclui a cirurgia e esta deve ser evitada e realizada em casos

graves e tardiamente. A TC serve para classificação de Balthazar e sugere critérios de

gravidade pela extensão da necrose e sinais de infecção, mas não deve ser realizada na

admissão, e sim após alguns dias em casos de pacientes graves. Apenas o derrame pleural é

sinal de gravidade no critério de bisap.

B = uréia (Blood Urea nitrogen)

I= (impaired mental) confusão mental

S = sinais de SIRS

A = (age) idade

P= Pleural efusion (derrame pleural)

Page 11: Leia o caso clínico a seguir e responda às questões 1, 2 e 3

28. Mulher de 40 anos apresenta dor epigástrica e em hipocôndrio direito, náuseas e vômitos há 3 dias e icterícia, colúria e acolia há 1 dia. Exame físico: BEG, ictérica (+/4+). Abdome globoso, flácido, sem reação à palpação, com discreta dor à palpação de epigástrio. Exames laboratoriais: Hb = 12,8 g/dL; Ht = 38%; GB = 4.500 /mm3; Plaquetas = 222.500 /mm3; TGO = 68 U/L; TGP = 73 U/L; GGT = 546 U/L, FA = 334 U/L, BT = 4,3 mg/dL (BD = 3,2 mg/dL), amilase = 49 U/L. O primeiro exame de imagem a ser realizado é

a) ultrassonografia de abdome. b) tomografia de abdome. c) ressonância de abdome. d) colangiopancreatografia retrógrada endoscópica. (CPRE)

Justificativa: O US de abdome é o primeiro exame para avaliar um quadro de icterícia obstrutiva, pois avalia muito bem as vias biliares e vesícula biliar. Em casos de dúvida, a colangioressonância seria indicada. A TC de abdome deve ser realizada para suspeita de neoplasia de pâncreas após avaliação clínica e a CPRE está indicada somente para fins de tratamento da coledocolitíase ou para drenagem de tumor de pâncreas com stent, mas não para diagnóstico.

29. Homem de 50 anos de idade vem apresentando náusea persistente há 5 anos com vômitos ocasionais. Ao exame físico não há achados abdominais. Ele realiza, então, uma endoscopia digestiva alta (EDA) que evidencia uma pequena área na mucosa de fundo gástrico com perda de pregueamento. Biópsia é realizada e mostra um adenocarcinoma bem diferenciado confinado à mucosa. O paciente apresentava na EDA de 5 anos atrás uma gastrite caracterizada microscopicamente por inflamação crônica com atividade inflamatória. Qual das opções a seguir é o fator de risco mais provável para o desenvolvimento dessa neoplasia?

a) Mutação no gene APC. b) Infecção pelo Helicobacter pylori. c) Abuso crônico de álcool. d) Uso de anti-inflamatórios não esteroidais.

Justificativa: A infecção pelo H. pylori leva a uma gastrite crônica com atividade inflamatória que pode evoluir para atrofia e metaplasia intestinal, fator de risco para o desenvolvimento do adenocarcinoma do tipo intestinal de Laurén (letra B correta). O carcinoma gástrico precoce não está associado à mutação do gene APC (letra A incorreta). O álcool, assim como os AINEs, está associado a alterações agudas da mucosa gástrica (letras C e D incorretas). 30. Homem de 20 anos, saudável, mas com história familiar de câncer colorretal em indivíduos jovens. Não há nenhuma alteração no exame físico. Ele realiza uma colonoscopia que identifica mais de 200 adenomas tubulares variando de 0,2cm a 1,0cm de tamanho. Qual das doenças genéticas a seguir, provavelmente, ele é portador?

a) Síndrome do carcinoma colônico hereditário não associado à polipose. b) Síndrome de Gardner. c) Síndrome de Peutz-Jeguers. d) Polipose adenomatosa familiar.

Justificativa: A polipose adenomatosa familiar cursa com múltiplos pólipos adenomatosos (mais de 100 adenomas, em sua forma clássica) em adolescentes e adultos jovens e é causada por herança do gene APC anormal (letra D correta). A síndrome do carcinoma colônico hereditário não associado à polipose é acompanhado por poucos pólipos que surgem na meia idade (letra A incorreta). A síndrome de Gardner exibe múltiplos pólipos colônicos, mas é menos comum e apresenta lesões extraintestinais associadas com osteomas (letra B incorreta). Na síndrome de Peutz-Jeguers os pólipos são hamartomatosos, não adenomatosos (letra C incorreta).

As questões de 31 a 34 se referem ao caso clínico abaixo: Paciente homem, 72 anos, é trazido ao serviço de emergência. Ao tentar escapar de um incêndio em seu apartamento, acabou sofrendo uma queda, tendo batido com a cabeça e

Page 12: Leia o caso clínico a seguir e responda às questões 1, 2 e 3

inalado grande quantidade de fumaça. Foi, então, socorrido pelos vizinhos e por bombeiros. No primeiro exame, constatou-se a possibilidade de um trauma cranioencefálico. Realizado exame de imagem (tomografia sem contraste do encéfalo) que evidenciou lesão hiperdensa, com formato côncavo-convexo (em crescente), em correspondência com a região frontoparietal. O paciente foi internado para observação e, cerca de três dias após a internação, evoluiu com insuficiência respiratória importante. Não havia indícios de aumento da pressão hidrostática pulmonar. O paciente foi transferido para o CTI para tratamento e acompanhamento do quadro. 31. Em relação ao trauma cranioencefálico apresentado pelo paciente, é correto afirmar que

a) tem como mecanismo de formação a aceleração e desaceleração em sentido látero-lateral. b) situa-se classicamente na região da convexidade cerebral e pode causar hipertensão intracraniana. c) caracteriza-se, macroscopicamente, pela presença de sangue recobrindo giros e preenchendo sulcos. d) resulta do rompimento da artéria meníngea média, que se situa muito próxima ao osso nessa região.

Justificativa: A tomografia computadorizada sem contraste mostra uma imagem hiperdensa, côncavo-convexa, situada na região frontoparietal. Nesse caso, o diagnóstico é de um hematoma subdural, que aparece na região de convexidade cerebral e, pelo acúmulo de sangue, pode levar ao aumento da pressão intracraniana. O mecanismo de formação deste trauma é por aceleração e desaceleração sagital e não látero-lateral. No hematoma subdural, o sangue não preenche sulcos; isso ocorre na hemorragia subaracnóidea. Os vasos que se rompem no hematoma subdural são as veias-ponte. A artéria meníngea média se rompe no hematoma extradural (Bogliolo, nona edição, capítulo 26; Robbins, nona edição, capítulo 28)

32. Os sinais clínicos que poderiam sugerir hipertensão intracraniana neste paciente são: a) taquicardia, edema de papila e Glasgow 15. b) bradicardia, hipertensão arterial e alteração de ritmo respiratório. c) alteração da consciência, taquipneia e isocoria. d) bradicardia, taquipneia e edema de papila. Justificativa: A hipertensão intracraniana pode ser sugerida pela tríade de Cushing, que inclui bradicardia, alteração de ritmo respiratório e hipertensão arterial, para garantir a pressão de perfusão cerebral. Um paciente com hipertensão intracraniana evolui com rebaixamento do nível de consciência e, nos casos de hemorragia intracraniana, com anisocoria.

33. Em relação ao quadro pulmonar apresentado pelo paciente, analise as assertivas abaixo: I-A inalação de fumaça foi, provavelmente, o evento que desencadeou o quadro pulmonar do paciente. II-O aspecto microscópico esperado para o pulmão é de uma hiperemia passiva crônica. III-Na sua patogênese observa-se um aumento da atividade de macrófagos e, posteriormente, um aumento da atividade fibroblástica. Está correto o descrito em: a) I, II e III b) I e II, apenas c) I e III, apenas d) II e III, apenas

Justificativa: I- Verdadeira: o paciente tem um quadro de insuficiência respiratória, sem indícios de aumento da pressão hidrostática e após ter inalado fumaça em um incêndio. Nesse caso, o diagnóstico mais provável é de dano alveolar difuso (edema pulmonar não cardiogênico). Vários fatores podem desencadear o quadro, incluindo inalação de fumaça, que é o que faz parte da história do paciente. II-Falsa: o aspecto microscópico esperado para o pulmão com dano alveolar difuso é de membrana hialina revestindo internamente os alvéolos. A hiperemia passiva crônica, com congestão dos septos alveolares, ocorre no edema pulmonar cardiogênico crônico.

Page 13: Leia o caso clínico a seguir e responda às questões 1, 2 e 3

III-Verdadeira: na patogênese do dano alveolar difuso, há um aumento da atividade inflamatória, com ação de macrófagos e, posteriormente, um aumento da atividade fibroblástica, gerando uma fibrose pulmonar. (Bogliolo, nona edição, capítulo 14; Robbins, nona edição, capítulo 15) 34. A insuficiência respiratória do paciente acima pode ser classificada como: a) Hipercápnica, com gradiente alvéolo-arterial normal. b) Hipercápnica, com gradiente alvéolo-arterial aumentado. c) Hipoxêmica, com gradiente alvéolo-arterial normal. d) Hipoxêmica, com gradiente alvéolo-arterial aumentado. Justificativa: A insuficiência respiratória hipercápnica ocorre por redução da ventilação ou

aumento do espaço morto, cursando com gradiente alvéolo-arterial normal. O dano alveolar

difuso (decorrente da inalação de fumaça) causa dificuldade de troca gasosa, com hipoxemia e

aumento do gradiente alvéolo-arterial.

35. Paciente de 18 anos, diabético há três anos, chegou ao Pronto Atendimento em mau

estado geral, desidratado, taquipneico, prostrado, sonolento e com leve confusão mental. Os

exames laboratoriais da admissão eram: Glicemia capilar: 400 mg/dL, Na: 131 mEq/ L (VR

135- 145 mEq/L), K: 6,8 mEq/L (VR: 3,5- 5,0 mEq/L), pH 7,2 (VR 7,35- 7,45) pO2 98,3

mmHg (VR 80-100mmHg) , pCO2 21 mmHg (VR 35-45 mmHg), HCO3 8,2 mEq/ l (VR 22-26

mmHg) , SatO2 98,3%. A conduta inicial para o tratamento desse paciente é

a) iniciar medidas para diminuir o potássio sérico, pois com a correção da glicemia os níveis séricos de potássio tendem a aumentar.

b) iniciar hidratação venosa e insulinoterapia, pois com a correção da glicemia a tendência é que o potássio sérico volte aos valores normais.

c) iniciar hidratação e adiar a insulinoterapia até que ocorra melhora dos níveis séricos de potássio.

d) suspender a hidratação até que o potássio sérico esteja menor que 5,0 mEq/l.

Justificativa: O tratamento da cetoacidose é baseado na reposição de volume, na correção dos

distúrbios eletrolíticos, principalmente de potássio, e na insulinoterapia. O potássio tende a sair

do intracelular e acumular-se no extracelular durante a cetoacidose, devido à

hiperosmolaridade, acidose e depleção de insulina. A conduta varia com os níveis de potássio.

Se potássio menor que 3,5; iniciar hidratação venosa e reposição de potássio e adiar a

insulinoterapia até que ocorra melhora dos níveis séricos de potássio. Potássio 3,5 a 5,5;

hidratação venosa, insulinoterapia e reposição de potássio. Se potássio maior que 5,5; iniciar

hidratação venosa e insulinoterapia, pois com a correção da glicemia a tendência é que o

potássio sérico volte aos valores normais.

36. Paciente de 55 anos, obeso, diabético e hipertenso chega a UPA com dor precordial típica

de 50 minutos de evolução, com PA 150 x 90 mmHg, FC 90 bpm. Realizou o ECG abaixo.

Page 14: Leia o caso clínico a seguir e responda às questões 1, 2 e 3

Após administração de nitrato sublingual, esse paciente evoluiu com piora da dor

precordial associada à dispneia e pré-síncope, PA 60 x 40 mmHg e FC 55bpm, sem

sopros, e apresentava murmúrio vesicular fisiológico, sem crepitações. Qual o

diagnóstico mais provável para esse paciente?

a) IAM inferior complicado com edema agudo de pulmão.

b) IAM anterior complicado com edema agudo de pulmão.

c) IAM lateral com fibrilação ventricular.

d) IAM inferior com acometimento de ventrículo direito.

Justificativa: O ECG é de IAM inferior, com supra de ST nas derivações de parede inferior DII,

DIII e aVF. Um terço dos casos de IAM de parede inferior associa-se a infarto de ventrículo

direito, por isso é importante complementar o ECG com derivações precordiais direitas (V3R e

V4R). No IAM de VD, o débito cardíaco depende do retorno venoso e pré-carga, sendo

importante evitar drogas venodilatadoras, como os nitratos, que podem causar falência aguda

de VD com hipotensão sem congestão pulmonar, como no caso do paciente da questão.

37. Homem, 28 anos, em uma disputa de equitação, sofreu queda durante um salto, sendo arremessado do cavalo em alta velocidade. Ao exame de admissão no pronto atendimento apresentava PA 90 x 60 mmHg, FC 120 bpm, dispneia, FR 32 irpm e dor em ombro direito. Foi realizada radiografia de tórax que evidenciou pneumotórax à direita. O tórax foi drenado e conectado a sistema de selo d'água com borbulhamento contínuo de ar pelo dreno. Ao exame do tórax, após a drenagem, o paciente mantinha taquipneia, sons respiratórios abolidos e hipertimpanismo em hemitórax direito. Foi realizada radiografia simples de tórax que mostrou que o dreno estava bem posicionado e havia colabamento total de pulmão direito, com pneumotórax persistente. A principal hipótese diagnóstica para esse paciente é: a) tórax instável b) ruptura de brônquio c) ruptura diafragmática à esquerda d) rolha de secreção no brônquio esquerdo

A drenagem torácica resolve mais de 90 % dos casos de pneumotórax. Se, mesmo após a

drenagem torácica adequada, persistem sinais clínicos e radiográficos de pneumotórax, deve-

se pensar em lesão de grande via aérea, como brônquio, que não pode ser resolvida apenas

com drenagem. Essa lesão requer broncoscopia e cirurgia para tratamento adequado. Na

ruptura diafragmática evidenciam-se alças intestinais no tórax. No tórax instável evidencia-se

contusão pulmonar e a rolha de secreção causaria atelectasia.

Page 15: Leia o caso clínico a seguir e responda às questões 1, 2 e 3

38. Uma criança de cinco anos chega ao pronto-socorro com história de ter sido vítima de

atropelamento por automóvel, com múltiplas escoriações pelo corpo e abdome. Ao exame

físico, apresentava Glasgow 14, dispneia leve, FR 24 irpm, com murmúrio vesicular fisiológico e

dor abdominal importante, impedindo a palpação do médico. A radiografia realizada na UPA

encontra-se abaixo.

A principal hipótese diagnóstica para essa criança é:

a) Perfuração de parede posterior do duodeno

b) Rotura de baço

c) Rotura de alça de intestino delgado.

d) Rotura de ureter

Justificativa: A radiografia evidencia pneumoperitônio bilateral, que indica perfuração de alça de

intestino delgado. Se houvesse perfuração de parede posterior do duodeno, seria encontrado

retropneumoperitônio. Na perfuração de baço e ureter não ocorre pneumoperitônio.

39. Um paciente vítima de trauma abdominal por arma de fogo foi submetido à laparotomia

exploradora. Durante a cirurgia foram corrigidos vários danos às estruturas intra-abdominais,

realizadas várias transfusões de sangue e infundido 5.000 ml de soro fisiológico. No CTI, o

paciente apresentou distensão abdominal, oligúria, acidose, aumento da PVC, hipercapnia e

hipoxemia, com murmúrio vesicular presente, mas reduzido em bases, além de hipotensão

arterial com bulhas normorrítmicas e normofonéticas. Quais são, respectivamente, a hipótese

diagnóstica mais provável e a melhor conduta para esse paciente?

a) Tamponamento cardíaco - pericardiocentese.

b) Pneumotórax hipertensivo - toracocentese no 2º espaço intercostal.

c) Síndrome do compartimento abdominal - reabrir parede abdominal e deixar aberta com

bolsa plástica.

d) Hérnia diafragmática - laparotomia exploradora.

Justificativa: O paciente apresenta sintomas clássicos da síndrome do compartimento

abdominal (distensão abdominal, oligúria, acidose, aumento da PVC, hipercapnia e hipoxemia,

hipotensão arterial) após realização de laparotomia com correção de múltiplos danos

abdominais, múltiplas hemotransfusões e reposição volêmica abundante. O tratamento dessa

síndrome é a reabertura da cavidade abdominal com realização de laparostomia e colocação

de Bolsa de Bogotá ou outro dispositivo equivalente, até que ocorra regressão do edema de

Page 16: Leia o caso clínico a seguir e responda às questões 1, 2 e 3

alças intestinais e ascite, com redução da pressão intra-abdominal, possibilitando o fechamento

definitivo da parede abdominal.

40. Um paciente de 20 anos, vítima de acidente automobilístico, foi admitido no Pronto Socorro

consciente, orientado, referindo dor abdominal. Ao exame físico, apresentava FC 86 bpm, PA

120 x 80 mmHg, palpação abdominal dolorosa, sem sinais de irritação peritoneal. Foi realizada

ultrassonografia (FAST) na sala de emergência que evidenciou pequena quantidade de líquido

livre periesplênico e na pelve. A próxima conduta a ser adotada para esse paciente é:

a) Laparotomia exploradora.

b) Lavado peritoneal diagnóstico.

c) FAST de controle.

d) Tomografia computadorizada de abdome.

Justificativa: O paciente foi vítima de trauma contuso no abdome, mantém-se estável

hemodinamicamente (PA 120 x 80 mmHg e FC 86 bpm), com dor abdominal à palpação, mas

sem sinais de irritação peritoneal. FAST com líquido livre em paciente estável NÃO é indicação

de laparotomia. O próximo passo é a realização de TC de abdome para avaliar melhor a

víscera lesada e o grau de lesão. Se a TC confirmar apenas pequena lesão esplênica e o

paciente se mantiver estável, o controle é clínico.