Manual de Arborização Urbana - cabreuva.sp.gov.br · - Médio Porte: em calçadas onde não há...

of 24/24
MANUAL DE ARBORIZAÇÃO URBANA Cabreúva - Sp
  • date post

    30-Nov-2018
  • Category

    Documents

  • view

    214
  • download

    0

Embed Size (px)

Transcript of Manual de Arborização Urbana - cabreuva.sp.gov.br · - Médio Porte: em calçadas onde não há...

  • MANUAL DE ARBORIZAO URBANA

    Cabreva - Sp

  • INDCE

    Introduo

    Benefcios

    Planejamento da Arborizao

    Curiosidades

    Educao Ambiental

    Critrios de Plantio

    Recomendaes para Caladas

    Como Plantar e Cuidar

    Poda

    Controle de Pragas e Doenas

    Danos Arborizao

    Voc sabe o que Calada Ecolgica?

    Voc sabe o que Espao Arvore?

    Anexos

    Lista de Espcies para Plantio em rea urbana

    Voc sabe o que

    ..........................................................................1

    ..........................................................................1

    ..............................................2

    ......................................................................3

    ...........................................................4

    ..............................................................5

    ............................................8

    ......................................................10

    ...............................................................................13

    ............................................16

    ........................................................16

    ...............................17

    .....................................18

    ............................................................................19

    .....................20

  • INTRODUO

    A arborizao exerce papel de vital importncia para a qualidade de vida nos centros urbanos. Por suas mltiplas funes, a rvore urbana atua diretamente sobre o microclima, a qualidade do ar, o nvel de rudos, a paisagem, alm de constituir refgio indispensv-el fauna remanescente nas cidades.

    BENEFCIOS- Paisagismo;- Controle da poluio sonora;- Sombreamento;- Ambientao aos pssaros;- Melhoramento do solo;- Controle da eroso;- Controle de poluio atmosfrica;- Conforto trmico.

    01

  • En m, as rvores melhoram a qualidade de nossas vidas. Porm, para serem saudveis, as rvores da cidade tm que conviver bem com caladas, pedestres, asfalto, tubulaes, alicerces, paredes, nibus, caminhes, sinalizaes de trnsito, os eltricos e telefni-cos, por isso seu plantio deve ser planejado

    PLANEJAMENTO DA ARBORIZAO

    - Anlise da VegetaoUtilizar espcies recomendadas para arborizao urbana e que apresentam crescimento e vigor satisfatrios.

    - Anlise do Local necessrio compatibilizar a arborizao com ao eltrica ou telefnica, caladas, entradas de garagens, postes de iluminao e de sinalizao de trnsito.

    - Envolvimento da ComunidadePara a proteo e preservao das rvores, necessrio que a comunidade tenha conscincia na implantao e manuteno.

    - Crimes Contra a ArborizaoQuem destri ou dani ca, lesa ou maltrata, por qualquer modo ou meio, plantas de ornamentao de logradouros pblicos ou em propriedades privadas alheias, comete crime ambiental.

    02

  • CURIOSIDADES

    Uma rvore de grande porte, isolada, se estiver em boas condies pode transpirar at 400 litros de gua em um dia. A diferena de temperatura entre uma rua arborizada e uma sem rvores no mesmo bairro e na mesma altitude pode chegar a 2,5 graus centgrados. Estima-se que um pequeno macio de rvores de copas fron-dosas pode gerar um ambiente sombreado com at 30C a menos de temperatura em relao ao redor. A vegetao gera menos aquecimento do ar e de objetos prximos porque re ete apenas 10 a 20% da radiao, enquanto que as superfcies arti ciais podem re etir at 50% da radiao incidente. A presena de 3 rvores frondosas pode reduzir o consumo de energia para o ar condicionado em at 50%, devido ao som-breamento de um edifcio. Macios de rvores so at 40% mais e cientes do que campos gramados para funcionar como zonas de amortecimento, ou seja, barreiras contra a disperso de poluentes.

    03

  • EDUCAO AMBIENTALA Educao Ambiental desenvolve a relao entre meio ambiente e a cidadania, fortalecendo a conscincia de que o ambiente um patrimnio pblico comum e sua defesa um direito de todos os cidados.

    Fonte: Cincia Hoje Fonte: Kickante

    A Educao Ambiental tem um papel fundamental na mudana de paradigmas, encorajando posturas de comprometimento, tra-balhando tambm com valores indispensveis para despertar no ser humano a necessidadede buscar novos caminhos de realizao, atravs da divulgao de conhecimentos e informaes sobre a importncia da arborizao urbana, da preservao e manuteno do patrimnio pblico, as-sim como da recuperao ambiental.Sensibilizao de empresrios, funcionrios pblicos e grupos co-munitrios para estabelecimento de parcerias.

    04

  • CRITRIOS DE PLANTIO importante para uma cidade possuir a maior variedade possvel de espcies na arborizao da cidade, para atrair uma diversi-dade maior de animais, o que permite um reequilbrio na cadeia alimentar do ambiente urbano. O maior nmero de espcies de rvores embeleza a cidade pela variedade de formas e cores.Na arborizao urbana classi camos as rvores em: pequeno, mdio e grande porte, com a funo de orientar o plantio nas caladas para evitar con itos com redes de ao, edi caes e com uxo de pedestres e veculos.

    PEQUENO PORTEEspcies que em fase adulta atingem, no mximo, 6 metros de altura e que possuem um dimetro de copa de 5 metros, em mdia.

    Quaresmeira (Tibouchina granulosa)Fonte: verdejandonoradio.blogspot

    05

  • MDIO PORTEEspcies que na fase adulta atingem, no mximo, 12 metros de altura e cujo dimetro da copa , em mdia, de 7 metros.

    Oiti (Licania tomentosa)Fonte: decorandocasas.com.br

    GRANDE PORTEEspcies com altura superior a 12 metros e com dimetro de copa superior a 10 metros.

    `

    Tipuana (Tipuana tipu)Fonte: selectree.calpoly.edu

    06

  • ESPECIES A SEREM UTILIZADAS NO PLANTIO

    Sero indicados dois grupos de rvores para plantio: - Pequeno Porte: compreende aquelas que devero ser plantadas sob rede eltrica; - Mdio Porte: em caladas onde no h rede eltrica.

    A escolha das espcies um fator de grande importncia no plane-jamento da Arborizao Urbana. Os aspectos relacionados com as caractersticas das espcies usadas sero indicadas pela Sec-retaria de Meio Ambiente de acordo com a lista de espcies em anexo. Sero consideradas para o plantio: - Especies prioritariamente nativa regional; - Especies adaptadas ao clima; - Especies de forma e tamanho da copa compatvel ao espao fsico.

    07

  • RECOMENDAES PARA CALADAS

    As caladas so espaos que acompanham as ruas e avenidas da cidade e que devem ser arborizadas de acordo com o espao areo e subterrneo disponvel.As principais questes que interferem na escolha das espcies a plantar em caladas so:

    - A largura das caladas; - Presena ou ausncia de ao area; - Tipo de ao area; - Recuo frontal das edi caes.

    08

  • Algumas das principais questes que interferem na localizao e distanciamento entre mudas so:

    - Localizao da rede de gua e esgoto; - Rebaixamento de guia; - Postes; - Sinalizao de trnsito; - Distanciamento das esquinas.

    Espao: veri car as distncias recomendadas dos elementos ur-banos.

    - 5m distncia de esquinas (todas); - 5m distncia de semforos (todas); - 2m distncia de postes (pequeno porte); - 2m distncia de mobilirios urbanos como pontos de nibus, bancas, cabines, guaritas, telefones (pequeno e mdio portes); - 3m distncia de mobilirios urbanos como pontos de nibus, bancas, cabines, guaritas, telefones (grande porte); - 5m distncia entre rvores (todas); - 1m distncia de hidrantes (pequeno porte); - 2m distncia de hidrantes (mdio porte); - 3m distncia de hidrantes (grande porte).

    Para segurana e conforto do pedestre, deve ser mantida, con-forme lei, uma faixa livre para passeio de 1,20m, no mnimo, inde-pendente da largura da calada. Tambm recomendado manter a base da copa da rvore adulta com altura mnima de 2m.

    09

  • COMO PLANTARAps a escolha da espcie adequada, antes de adquiri-la, veri que se o fuste da muda possui pelo menos 1,80 metros, se est bem conduzida e sem brotos laterais. Veri que tambm a rea em que ser feito o canteiro (se possui tubulaes subterrneas) bem como as distncias de outros elementos urbanos e de outras rvores. Es-sas informaes sero teis para a manuteno futura da planta. Agora s seguir os seguintes passos e dicas para o seu plantio, que deve ser realizado de preferncia em pocas de chuva:

    1 CANTEIROFaa um quadrado ou um crculo com as seguintes dimenses:

    - 60 x 60 centmetros (ou 60 centmetros de dimetro) para rvores de pequeno a mdio porte. - 2 m (ou 1 metro de dimetro) para rvores de grande porte.

    Fonte: Tabita Teixeira

    10

  • 2 PROFUNDIDADE DO BERO

    - Deixe 60 centmetros de profundidade para garantir o aprofundamento das razes. - Caso o solo no seja de boa qualidade (arenoso, de cores mais claras e compactado) o bero deve ser maior.

    Fonte: Tabita Teixeira

    3 PREPARAO DO SOLOA terra retirada durante a preparao do bero deve ser enri-quecida com esterco ou composto orgnico (sendo que no ser necessria mais adubao) e depois jogada no fundo do bero.Sugesto de Adubao Orgnica:

    - 10 litros de esterco de curral curtida ou - 5 litros de esterco de galinha ou - 1 litro de torta de mamona.

    Fonte: Tabita Teixeira

    - 10 litros de esterco de curral curtida ou - 5 litros de esterco de galinha ou - 1 litro de torta de mamona.

    11

  • 4 EMBALAGENS QUE ACOMPANHAM AS MUDAS

    As embalagens devem ser retiradas com cuidado e somente na hora do plantio.

    Fonte: Tabita Teixeira

    5 PLANTIOColoque a muda no fundo do bero e centralizada, de forma que no cubra o caule e no deixe as razes expostas e enterre.Nesta etapa pode ser usado o hidrogel (poliacrilato de potssio) que deve ser colocado no fundo do bero antes da muda.

    Fonte: Tabita Teixeira

    As embalagens devem ser retiradas com cuidado e somente na hora do plantio.

    12

  • 6 TUTORAMENTO

    O tutor pode ser feito de bambu, cortado pela metade verticalmente, ou de madeira. Para mudas maiores de 4 metros, devem ser utilizados trs tutores. Amarre um cordo (de preferncia de borracha) na muda e no tutor em forma de oito deitado.

    Fonte: Tabita Teixeira

    7 PROTEOAs mudas devem ser protegidas contra o vandalismo por gradil de madeira, ferro, bambu ou tela de arame e este deve permanecer no mnimo durante 2 anos e em perfeito estado.

    8 CUIDADOSRegue a muda recm plantada 3 vezes por semana, no primeiro ano aps o plantio.

    PODAA poda uma prtica empregada para adequar a rvore no es-pao urbano de modo a evitar problemas futuros ou, em ltimo caso, a supresso da rvore. A tabela a seguir consta os tipos de poda que so usados no meio urbano, bem como a sua funo e quais devem ser evitadas:

    O tutor pode ser feito de bambu, cortado pela metade verticalmente, ou de madeira. Para mudas maiores de 4 metros, devem ser utilizados trs tutores. Amarre um cordo (de preferncia de borracha) na muda e no tutor em forma de oito deitado.

    13

  • 14

  • Fonte: Tabita Teixeira

    Toda poda deve ser feita por um pro ssional quali cado e que utilize ferramentas e EPIs adequados. seguindo as orientaes da ABNT 16246-1 que orienta o manejo de rvores, arbustos e outras plantas lenhosas. A poda, em carter emergencial, pode ser real-izada pelo Corpo de Bombeiros e pelos funcionrios de empresas concessionrias de energia eltrica quando as rvores prximas s redes acarretarem riscos de acidentes.

    15

  • DANOS ARBORIZAOO QUE CONSIDERADO DANO RVORE

    p - Cortar ou usar inadequadamente a vegetao de porte arbreo que, por qualquer modo ou meio, comprometa seu ciclo biolgico natural;

    - Pintar, pichar, xar pregos, faixas, os eltricos, cartazes, anncios, lixeiras ou similares, na vegetao de porte arbreo, para qualquer m;

    - Desviar ou lanar guas de lavagem com substncias nocivas que comprometam a sanidade das rvores;

    - Prejudicar seu pleno desenvolvimento atravs da aplicao intencional de produtos totxicos;

    - Suprimir ou dani car mudas plantadas em logradouros pblicos con-siderado infrao.

    16

    CONTROLE DEPRAGAS E DOENAS O controle da sade das rvores deve ser feito regularmente. Os problemas mais freqentes so formigas, cochonilhas, pulges, lagartas, fungos e cupins. Caso voc detecte algum problema nas rvores prximas da sua casa, procure orientao de tcnicos habilitados que indicaro o procedimento adequado para cada caso.

  • VOC SABE O QUE A CALADA ECOLGICA? A calada ecolgica consiste na impermeabilizao de no mximo 70% da rea (descontando-se entradas de garagem). A principal vantagem da calada ecolgica que o seu piso permite que a gua passe sobre ele e seja absorvido.

    O custo da calada ecolgica praticamente o mesmo da conven-cional e proporciona diversos benefcios: Reduo de manuteno das ruas; Melhoria do trfego de veculos durante as chuvas; Benefcios sade e segurana pblicas; Menor custo de implantao de parques e reas de rec-reao e lazer.Con ra a Lei Municipal que incentiva a construo da Calada Ecolgica e todas as Leis Municipais referentes arborizao ur-bana em nosso municpio (ANEXO).

    Adote o espao rvore!

    17

  • VOC SABE O QUE ESPAO ARVORE? o espao destinado ao plantio da rvore e compatvel com o crescimento do tronco e das razes, que tem como nalidade mel-horar as condies do espaamento adequado em sua base, per-mitindo o desenvolvimento em dimetro, sem comprometer a in-fraestrutura do calamento, promovendo o crescimento saudvel e garantindo a integridade arbrea.

    O espao rvore pode ser implantando em caladas, de no mni-mo 2 (dois) metros de largura e para que seja construdo o espao, devemos levar em considerao 40% (quarenta por cento) da lar-gura, ou seja, 80 (oitenta) centmetros e o comprimento do espao deve ser o dobro da largura, ou seja, 160 cm (cento e sessenta) centmetros.

    Adote o espao rvore!18

  • ANEXOS

    LEGISLAO MUNICIPAL SOBRE ARBORIZAO URBANAAs leis que fazem a regulamentao das questes relacionadas ao plantio de rvores no municpio de Cabreva esto relacionadas a seguir:

    Lei n 1.540 de 20 de maro de 2002 - Autoriza o Executivo Mu-nicipal a criar o Programa de incentivo a construo de caladas ecolgicas.

    Lei n 1. 760 de 02 de outubro de 2006 Institui no municpio o programa de adoao de praas pblicas, esportes e reas verdes.

    Lei complementar n 357 de 29 de maio de 2014 - Regulamenta a construo de muros, passeios, limpeza de terrenos, execuo de obras de melhorias do meio urbano, remoo de entulhos, e d outras providncias.

    Lei complementar n 288 de 08 de setembro de 2005 - Disciplina e institui a lei de parcelamento, uso e ocupao do solo do municpio de Cabreva e d outras providncias.

    Lei n 2.161 de 05 outubro de 2017 Institui o Plano Municipal de Arborizao Urbana do municpio de Cabreva e d outras providncias.

    19

  • LISTA DE ESPCIES PARA PLANTIOEM REA URBANA

    20

  • 21

    REFERNCIASUTILIZADAS

    Norma ABNT 16246-1 NBR 9050/94. Acessibilidade a edi caes, mobilirio, es-paos e equipamentos urbanos, 2004. LORENZI, H. rvores brasileiras: Manual de Identi cao e Cultivo de Plantas Arbreas Nativas do Brasil. Vol. 1. Nova Odessa, Ed. Plantarum, 4 edio, 2002.

    LORENZI, H. rvores brasileiras: Manual de Identi cao e Cultivo de Plantas Arbreas Nativas do Brasil. Vol. 2. Nova Odessa, Ed. Plantarum, 2 edio, 2002.

    Prefeitura do Municpio de So Paulo. Manual Tcnico de Ar-borizao Urbana. Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente. 2 edio, 2005

  • 22