Material Didatico1

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  • 1 MINISTRIO DA EDUCAO - SECRETARIA DE EDUCAO PROFISSIONAL E TECNOLGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA SEMANA DE CINCIA E TECNOLOGIA Curso de manuteno eletrnica em equipamentos de laboratrio

    Eugnio Eduardo Fabris Edegar dos Reis Carvalho

    www.chapeco.ifsc.edu.br

    Curso de manuteno eletrnica em equipamentos de laboratrio

    Instrutores: Eugnio Eduardo Fabris

    Edegar dos Reis Carvalho Coordenador do Projeto: Joni Coser

    CHAPEC, 21 E 22 DE OUTUBRO DE 2010

  • 2 MINISTRIO DA EDUCAO - SECRETARIA DE EDUCAO PROFISSIONAL E TECNOLGICA INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAO, CINCIA E TECNOLOGIA DE SANTA CATARINA SEMANA DE CINCIA E TECNOLOGIA Curso de manuteno eletrnica em equipamentos de laboratrio

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    1 INTRODUO

    As prticas de manuteno em eletrnica de equipamentos residenciais, mdicos, industriais so comuns aos vrios ramos.

    Cada componente eletrnico exerce uma funo no circuito, e seus arranjos executam o controle da eletricidade para uma aplicao.

    Nesse curso iremos comear entendendo como se testam os componentes eletrnicos, Averiguao de componentes que apresentam defeito. Sero disponibilizados

    componentes que apresentam irregularidades para identificao dos defeitos atravs de procedimento visual ou com multmetro.

    Realizar processo de extrao e ressoldagem de componentes eletrnicos. Demonstrao do processo de manuteno de equipamentos que apresentam defeito e

    a realizao de reparos necessrios.

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    2 TESTANDO COMPONENTES ELETRNICOS 2.1 COMPONENTES PASSIVOS 2.1.1 RESISTOR

    Componente utilizado em circuitos eletrnicos com o objetivo de diminuir ou oferecer uma resistncia passagem do fluxo de corrente eltrica por uma determinada parte do circuito. Quanto maior o valor da resistncia, maior ser a barreira para a passagem da corrente eltrica. Os resistores no tm polaridade, qualquer terminal poder ser conectado ao circuito.

    Defeitos detectveis: Podem apresentar problemas visveis como: corpo

    escurecido ou carbonizado devido ao sobre aquecimento. Alterao na leitura com o multmetro que

    extrapolam a tolerncia indicada ou at abrirem totalmente (resistncia infinita).

    Raramente apresentam curto-circuito.

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    2.1.2 CAPACITORES

    Um capacitor um componente eletrnico usado para armazenar carga eltrica.

    constitudo de duas placas metlicas planas e paralelas, e entre estas, um material isolante que define o tipo. Sendo assim, se o material isolante for o plstico chamado polister, teremos um capacitor de polister, se for a mica, teremos um de mica, ser for de tntalo, chamamos de capacitor de tntalo etc.

    Em um circuito eletrnico um capacitor pode ser usado para vrios propsitos como: armazenar energia eltrica, como oscilador, filtro, etc. Leitura de capacitores de polister metalizado IMPORTANTE: As cores tm a mesma correspondncia com os nmeros que nos resistores. Os valores obtidos so em picofarads. Primeira faixa; Primeiro algarismo do valor. Segunda faixa: Segundo algarismo do valor. Terceira faixa: Nmero de zeros a acrescentar. Quarta faixa: Tolerncia - Preto 20%

    Branco 10% Quinta faixa: Tenso Mxima de trabalho: Vermelho - 250 V

    Amarelo 400 V Azul - 630 V

    Leitura de capacitores cermicos Os dois primeiros nmeros so os dois algarismos do valor. O terceiro nmero

    representa o nmero de zeros que dever ser colocado. O valor encontrado estar em picofarads. Usualmente s expressamos os valores de capacitores em Picofarads, Nanofarads ou em Microfarads.

    Defeitos detectveis: Podem apresentar problemas visveis como: corpo estufado ou carbonizado devido ao

    sobre aquecimento ou exploso. Exalar odor parecido com urina e/ou vazar fluidos. Alterao na leitura com o multmetro que no alcanam a tolerncia indicada ou se

    apresentan em curto-circuito. E raramente apresentam em fuga, onde medido o valor corretamente, mas quando

    em regime de trabalho aquecem e apresentam consumo excessivo.

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    2.1.3 INDUTORES

    Tambm chamados reatores, os indutores podem ser testados medindo a indutncia (Henri), com a verificao da continuidade do enrolamento e isolamento da bobina com a carcaa.

    Defeitos detectveis: Podem apresentar problemas visveis como: corpo carbonizado devido ao sobre

    aquecimento ou exploso. Exalar odor de esmalte queimado. Vibrao excessiva das lminas. Alterao na leitura com o multmetro (em escala de ohm) indica curto-circuito (no

    conclusivo) ou at abrirem totalmente (resistncia infinita). Dependendo da bobina a ser medida para descartar o curto circuito, preciso energizar

    com uma resistncia em srie (lmpada) para se ter uma noo melhor da situao sem curto-circuitar a alimentao. 2.1.4 RELES ELETROMECANICOS

    Testam-se os reles eletromecnicos, verificando a continuidade da bobina e as resistncias dos contatos. Existem reles que possuem um diodo interno ligado em srie com a bobina fornecendo valores acima do esperado sendo necessrio alimentar.

    Em relao ao C Contato Comum:

    Defeitos detectveis: Podem apresentar problemas visveis como: corpo derretido devido ao sobre

    aquecimento ou curto na carga. Vibrao excessiva das lminas de contato parecendo ter algo frouxo devido fadiga do material.

    Alterao na leitura com o multmetro (em escala de ohm) indica resistncia nos contatos.

    Dependendo da capacidade dos contatos necessrio testar com carga dando pequenas batidas sobre o corpo para descartar desgaste de contatos

    Bobina desligada: Bobina ligada: NF ou NC - Normalmente fechado - resistncia de zero ohm. NA ou NO - Normalmente aberto - resistncia infinita.

    NF ou NC - Normalmente fechado - resistncia infinita. NA ou NO - Normalmente aberto - resistncia de zero ohm.

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    2.1.5 CONTATORES Devem ser testado do mesmo modo eletromecnico que o reles estado dos contatos principais e dos contatos auxiliares, ou seja, continuidade da bobina, contatos principais e dos contatos auxiliares.

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    2.2 SEMICONDUTORES 2.2.1 DIODOS

    Os diodos semicondutores so internamente constitudos de uma Juno PN, isto : a Juno

    de um Cristal do tipo N com um do tipo P. Cristal do tipo N tem eltrons livres em excesso e Cristal do tipo P tem lacunas em excesso.

    Seus terminais so chamados de nodo (Cristal P) e de ctodo (Cristal N). Quando aplicamos potenciais positivos no nodo e negativos no ctodo (Polarizao Direta) a resistncia do diodo baixa (Permite passagem de corrente eltrica). Quando aplicamos potenciais negativos no nodo e positivos no ctodo (Polarizao Inversa) a resistncia do diodo muito alta (Bloqueia a passagem de corrente eltrica).

    Portanto para testar um diodo semicondutor, basta medir o valor da sua resistncia eltrica nos dois sentidos (Invertendo as pontas do multmetro em uma das medidas). Em uma das medidas devemos obter alta resistncia e na outra medida baixa resistncia.

    Os diodos de pequenas correntes tm um pequeno anel desenhado em um dos lados, identificando o catodo. Os de maiores correntes tm o smbolo gravado no prprio corpo, podendose deste modo identificar os dois terminais.

    Defeitos detectveis: Podem apresentar problemas visveis como: terminais descolorados devido ao sobre

    aquecimento, diodos com corpo de porcelana tendem a romper os terminais pelo mesmo motivo.

    Alterao na leitura com o multmetro indica resistncia zero. 2.2.2 DIODO ZENER

    O diodo Zener tambm tem internamente uma juno PN, porm, quando polarizados inversamente, possui uma tenso de ruptura de valor baixo, no sendo destrudos e mantendo sobre si esta tenso. Utilizando-se de um

    multmetro pode-se verificar se o zener possui baixa resistncia em um sentido e elevada no sentido oposto, que o mesmo teste feito em diodos semicondutores comuns.

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