O Livro do Ego - Osho

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    29-Jun-2015
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O Livro do Ego Osho Introduo - A O ego um icebergue. Derreta-o. Derreta-o com amor profundo, para que desaparea e se torne parte do Oceano. - A simplicidade no um desafio altura do ego; ao contrrio da dificuldade e da impossibilidade, que representam o desafio supremo. - A dimenso do ego mensurvel e pode ser conhecida atravs da dimenso dos desafios que aceitamos. - A simplicidade representa a morte do ego. - O Homem aspira a ascender hierarquicamente em tudo o que se envolve. - A prpria psicologia est orientada de forma a fortalecer o ego. - Os psiclogos empenham-se a demonstrar que o Homem precisa de construir um ego forte. - Assim, a educao um programa que serve para nos tornar ambiciosos atravs da dicotomia do castigo e recompensa, conduzindo numa determinada direco. - Os pais condicionam os filhos a pensar que, acaso no se consigam afirmar, sero inteis. - O homem simples visto como um simplrio intil. A simplicidade nunca foi um objectivo da sociedade, nem pode ser um objectivo porque todos nascemos simples! - As crianas so simples, mas cedo so corrompidas pelas ideias dos pais, professores, padres e polticos. - Todos fazem questo de enfatizar o que uma pessoa deve ser ou no. - Somos um ser, no precisamos de nos tornar noutra pessoa, que um interminvel caminho. - O Homem nunca disse: cheguei ao ponto mais alto da minha vida porque o Homem anda sempre em crculos. - H sempre algum superior a ns. - A vida multidimensional. impossvel ser melhor em todas as direces. - O ego a doena do homem. - Devemos estar vontade com ns mesmos e aceitar o nosso prprio ser. - Tornar-se algum a doena, e ser a sade. - O ego no passa de uma fantasia. - A morte chega sempre antes da realizao do ego. 1. O EGO O que o ego - O ego o oposto do verdadeiro ser. Ns no somos o ego. - O ego uma iluso criada pela sociedade. - Quando nascemos ramos um ser autntico, mas foi criado um falso ser a partir da.

- Em torno de um nome erguem-se ambies e condicionamentos. - O ego alimenta o desejo e a vontade de ser o primeiro em tudo. - Os que procuram a verdade tm de comear a ignorar o que a sociedade lhes foi dizendo. - Ningum sabe nada sobre ns, tudo que disseram sobre ns falso. - Escolher o ego escolher frustrao, sofrimento e tristeza. - Recuperar a inocncia escolher paz, silncio e felicidade. As Crianas no nascem com ego - As crianas no nascem com ego, o ego incutido. - Os bebs nunca dizem Estou com fome, mas sim o Joo tem fome - No tm qualquer noo do eu. - A denominao do eu marca o incio do funcionamento de uma energia distinta. - Esse eu quer crescer, quer engrandecer. - Quer subir cada vez no mundo das hierarquias. - No tm qualquer noo do eu - A denominao do eu marca o incio do funcionamento de uma energia distinta. - Esse eu quer crescer, quer engrandecer - Quer subir cada vez mais no mundo das hierarquias - Todos os esforos so feitos no sentido de atingir um estatuto superior - Vivemos na senda de um sonho, que torna o eu cada vez maior - O ego humano a origem de todos os problemas - A comparao contnua face a terceiros gera sentimento de falhano e mgoa - Milhes de coisas nos podem magoar, mas no so essas coisas, mas o ego. - O ego treme constantemente de medo porque tem conscincia do artifcio que . - O ego manifesta-se atravs de vrios jogos. Todos os jogos, so jogos do ego. - Todos se esforam por subir na vida, os demais para fazer tropear quem tenta subir. - O ego foi incutido pela sociedade e professores. - O ego a maior de todas as mentiras. O ego prende as pessoas a uma espera constante. - O ego no sente alegria no presente, porque apenas existe no passado e no futuro, que no existem. - O ego s existe na no-existncia. A noo de um centro separado a raiz do ego - Quando a criana nasce no possui um centro prprio, est unida. - Na nossa profundeza no somos individual: somos Universal. - O nosso nome no passa de uma fico. Quando chegmos ao mundo no tnhamos nenhum nome. - Mas o nome uma fico til e necessria.

- Ao mergulharmos profundamente na nossa existncia, tanto o nome como a noo do eu desaparecem. Funcionamos constantemente atravs do ego, ou existem momentos em que nos libertamos dele? - Sendo o ego uma fico, h momentos que nos conseguimos libertar. - Uma fico exige manuteno constante porque est constantemente a ruir. - Toda a vida as pessoas aproximaram a fico da verdade. - O ego de um mendigo frgil porque no tem dinheiro que o fortalea. - Tudo que fazemos na nossa vida como escrever na gua. - Mas mesmo assim continuamos a erguer castelos nas nuvens. - O sono profundo e isento de sonhos uma morte menor. - Sushupti sono isento de sono. - O sono muito valioso, no devemos menosprezar. - O sexo, o amor, a segunda maior fonte de experincias destitudas de ego. - Mas tem sido destruda pelas condenaes dos padres. - No climx mais alto do sexo, convertemo-nos em energia pura, desaparecendo o ego. - O tantra optou pelo caminho mais curto, e agradvel! Ao contrrio do ioga. - Os padres so mediadores entre Deus e ns, por isso o seu poder. - O cientista tomou o lugar do padre, pois descobre formas de alcanar o poder oculto das foras da Natureza. - O padre liga as pessoas a Deus, o cientista liga as pessoas Natureza. - O padre antes de ser mediador tem de quebrar as ligaes individuais e privadas com Deus. - O padre ganhou poder, as pessoas perderam amor e vida e encheu-se de sentimentos de culpa. - Deus no nos enviou para um mundo sem chaves. - O ego tem de ser reconhecido insistindo em estados de fuso com a existncia. - Em momentos de grande perigo o ego desaparece por sua conta. - Sempre que o perigo se acerca a mente pra. - A mente s funciona quando no existe perigo. O perigo torna-nos espontneos. - Mas as pessoas so diferentes, e este fenmeno pode acontecer noutras circunstncias que no situaes de perigo (p.e. apreciar a beleza da Natureza) - Graas a estes momentos a religio ainda no morreu. Existem 3 entidades dentro de si 1 Entidade - Personalidade, o ego - Personalidade = per + sona (atravs da mscara + som) - Sobrepomos vrias mscaras, como as camadas de uma cebola - Retirando uma mscara, surge sempre outra. Tantas!

- J as coleccionamos h muito tempo, todas se revelaram teis, pois precisamos de mudar constantemente. - A 1 entidade foi atribuda pela sociedade, a poltica, o padre, os pais e os pedagogos. - As mscaras so tantas e mudam to rapidamente que acabamos por perder a confiana em ns mesmos. - No sabemos qual a nossa verdadeira face, porque nenhuma verdadeiramente nossa. - Nascemos como Buda e vivemos uma mentira. - As mscaras foram impostas por outrens, nem sequer perguntaram ou pediram opinio. Foi imposta violentamente e fora. - O mundo no nos exterior. Ns somos o mundo. Onde formos, continuaremos a ser quem somos. - A verdadeira mudana interior. Melhorar a nossa vida tambm uma mentira. - Quanto mais bela a personalidade mais difcil larg-la. - A transformao est em abandonar por completo a personalidade e no em insistir no seu aperfeioamento. - A mentira no se pode tornar verdade. A prpria busca da verdade tambm advm da mentira. - A verdadeira explorao no econmica ou poltica, mas sim psicolgica. - Ser explorado psicologicamente no poder ser autntico. - S respeitamos os papis que as pessoas assumem. 2 Entidade - O corpo material, o animal de cada um - a parte reprimida, instintiva e inconsciente. - Revela-se em situaes em que perdemos o autocontrolo - Esta identidade mais autntica, e no falsa. - As religies condenam a nossa herana selvagem como a origem de todo o pecado. - mais profunda mas no abaixo do consciente. - No h nada de errado com o que selvagem. - O Homem foi o nico animal afectado pela anormalidade. - Invejamos a felicidade das crianas por isso condenamos a infantilidade. - O adulto est congelado, estagnado e moribundo, arrasta-se em vez de viver. - Devemos juntar-nos 2 entidade, mas no a ltima. 3 Entidade a face original, a verdadeira - o nvel de Buda, a conscincia pura e una. - A 1 entidade social, a 2 natural, a 3 divina - A face social no intil, nem a face natural, mas preciso que a 3 exista, preciso manter o contacto com a fonte, com as razes. - A fonte tem de ser encontrada Aqui e Agora. 2. Os Ideiais

- Olhar para a realidade e no nos determos em tradies e no passado. - As consolaes foram oferecidas humanidade. - As palavras de apoio servem de pouco e foram concebidas para consolar e enganar. - Escutar exclusivamente o que a realidade tem para nos dizer. - Reage! Faz algo pata o combater! H sempre algo que pode ser feito! - Olha para o problema e no procures solues no exterior. - Observando directamente o problema obters sempre resposta. - Observa bem a questo e no pessas (?) respostas. - Senta-te em silncio e pergunta Quem sou eu?. Deixa que a questo ecoe dentro de ti como um piercing em forma de flecha apontado ao corao. - No te apresses a responder. No procures respostas na memria, esta emprestada. - As pessoas gostam de dar os seus conselhos. - Os conselhos nunca so aceites. - Consolar simplesmente adiar. - A realidade no pode ser evitada. Teorizar no serve de nada. - A vida que vives s tua e tem de ser vivida por ti. - Trata de ser nico, original, individual ser tu prprio. - Em cada problema que te assola, esconde-se uma soluo. - O problema uma semente. - Tudo te oferecido: a pergunta e a resposta; o problema e a soluo, a ingorncia e o conhecimento. Basta olhar para dentro. Muitas pessoas procuram o poder e o prestgio em vez de serem simples seres humanos - Nunca foste aceite na tua verdadeira essncia pelas pessoas (pais, professores, vizinhos e sociedade) - Todos tentam fazer de ti algum melhor. - Todos apontam os pontos negativos e no os positivos. - Desde que nasceste todos impingem ideiais sobre quem ser e o que seguir. - O futuro recebe louvores. - No basta ser quem sou, falta alguma coisa. Tenho de chegar a outro ponto, outro que no este. - No se deve mimar uma criana. Deve-se ajudar a construir uma slida aceitao e respeito p