Ppramp - Certo

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PLANO

P P R

DE PREVENO DE RISCOS DE ACIDENTES COM PERFUROCORTANTES

AMElaborao: MEDSET MEDICINA E SEGURANA DO TRABALHO DO VALE DO SO FRANCISCO LTDA

P

Janeiro/2011

NDICE1. Identificao da empresa 2. Introduo 3. Risco Biolgico 4. Principais agentes biolgicos 5. Classificao dos Agentes Biolgicos 6. Fontes de exposio e reservatrios de agentes Biolgicos 7. Custo dos acidentes com perfurocortantes 8. Vias de transmisso e de entrada dos agentes Biolgicos 9. Acidentes com Perfurocortantes 10. Principais grupos de exposio ao risco 11. Origem dos acidentes com perfurocortantes 12. Principais perfurocortantes envolvidos nos acidentes 13. PPRAP - Objetivo e Campo de Aplicao 14. Comisso gestora multidisciplinar: 15. Prioridades do PPRAP 16. Medidas de controle 17. Mtodos de Preveno com agulhas 18. Controles de engenharia 19. EPI - Equipamento de proteo individual 20. Seleo dos materiais perfurocortantes com dispositivo de segurana: 21. Capacitao dos trabalhadores envolvidos 22. Cronograma de implementao 23. Monitoramento do plano 24. Avaliao da eficcia do PPRAP 25. O que fazer depois de um acidente com perfurocortante? 26. Concluso 27. Glossrio 28. Abreviaturas 29. Bibliografia

1-IDENTIFICAOEmpresa: Endereo: CNPJ: CNAE: Grau de Risco: N de Funcionrios: O anexo III da NR-32, determina como responsabilidade do empregador, elaborar, implementar e assegurar o cumprimento do PPRAMP como atividade permanente da empresa. Poder, no entanto, constituir uma comisso gestora multidisciplinar que ser a coordenadora da implantao do plano. CCOMISSO GESTORA MULTIDISCIPLINAR:REPRESENTANTE LEGAL OU DIRETORIA DO EMPREGADOR REPRESENTANTE DO SESMT VICE PRESIDENTE DA CIPA OU PREPOSTO REPRESENTANTE DA COMISSO DE CONTROLE DE INFECO HOSPITALARDIREO CLNICA DIREO DE ENFERMAGEM RESPONSVEL PELO PGRSS REPRESENTANTE DA CENTRAL DE MATERIAL E ESTERILIZAO REPRESENTANTE DO SETOR DE COMPRAS REPRESENTANTE DO SETOR DE PADRONIZAO DE MATERIAL

CARIMBO/ASSINATURA DO EMPREGADOR:

Observao: A descaracterizao e/ou descumprimento das questes e prazos indicados neste plano ser de responsabilidade da empresa. ELABORAO DO DOCUMENTO: ______________________________ Pedro Paulo de Carvalho Arcenio Engenheiro de Segurana no Trabalho CREA-PE 34027-D

2-INTRODUOO Plano de Preveno de Riscos de Acidentes Perfurocortantes P.P.R.A.P, foi regulamentado atravs da Norma Regulamentadora n 32 da Portaria n 1.478 de 30.08.11, do Ministrio do Trabalho que estabeleceu a obrigatoriedade da elaborao e implementao, por parte de todas as empresas dos servios de sade que exeram tarefas com materiais perfurocortantes que tm ponta ou gume, que possam furar ou cortar, com probabilidade de exposio a agentes biolgicos. Visando a proteo, segurana e sade dos trabalhadores, bem como daqueles que exercem atividades de promoo e assistncia sade em geral. O empregador deve elaborar e implementar o plano, assim como disponibilizar e assegurar, para os trabalhadores, capacitao sobre a correta utilizao dos dispositivos de segurana. O dispositivo de segurana um item integrado a um conjunto do qual faa parte o elemento perfurocortante ou uma tecnologia capaz de reduzir o risco de acidente, seja qual for o mecanismo de ativao do mesmo. O Plano de Preveno de Riscos de Acidentes Perfurocortantes um instrumento normativo que obriga a todos os empregadores a constiturem uma comisso gestora multidisciplinar que tem como objetivo reduzir os riscos de acidentes, atravs da anlise das informaes existentes no Programa de Preveno de Riscos Ambientais(PPRA) e Programa de Controle Mdico e Sade Ocupacional (PCMSO). O plano deve contemplar monitorao sistemtica da exposio dos trabalhadores a agentes biolgicos na utilizao de materiais perfurocortantes, utilizando a anlise das situaes de risco e acidentes do trabalho ocorridos antes e aps a sua implementao, como indicadores de acompanhamento.

3-RISCO BIOLGICOA exposio ocupacional a agentes biolgicos considera-se Risco biolgico. um organismo, ou substncia oriunda de um organismo que traz alguma ameaa principalmente sade humana. Reconhecem risco biolgico, como aquele existente nos ambientes de trabalho que, em funo de sua natureza, concentrao ou intensidade e tempo de exposio. O reconhecimento dos riscos biolgicos uma etapa fundamental do processo que servir de base para decises quanto s aes de preveno, eliminao ou controle desses riscos. Reconhecer o risco significa identificar fatores ou situaes com potencial de dano sade do trabalhador ou, em outras palavras, se existe a possibilidade deste dano.

4-PRINCIPAIS AGENTES BIOLGICOSEsses agentes so capazes de provocar dano sade humana, podendo causar infeces, efeitos txicos, efeitos alergnicos, doenas auto imunes e a formao de neoplasias e malformaes. Podem ser: - Microrganismos, formas de vida de dimenses microscpicas, visveis individualmente apenas ao microscpio - entre aqueles que causam dano sade humana, incluem-se bactrias, fungos, alguns parasitas (protozorios) e vrus; - Microrganismos geneticamente modificados, que tiveram seu material gentico alterado por meio de tcnicas de biologia molecular; - Culturas de clulas de organismos multicelulares, o crescimento in vitro de clulas derivadas de tecidos ou rgos de organismos multicelulares em meio nutriente e em condies de esterilidade - podem causar danos sade humana quando contiverem agentes biolgicos patognicos; - Parasitas, organismos que sobrevivem e se desenvolvem s expensas de um hospedeiro, unicelulares ou multicelulares - as parasitoses so causadas por protozorios, helmintos (vermes) e artrpodes (piolhos e pulgas); - Toxinas, substncias secretadas (exotoxinas) ou liberadas (endotoxinas) por alguns microrganismos e que causam danos sade humana, podendo at provocar a morte - como exemplos de exotoxina, temos a secretada pelo Clostridium tetani, responsvel pelo ttano e, de endotoxinas, as liberadas por Meningococcus ou Salmonella; - Prons, estruturas proticas alteradas relacionadas como agentes etiolgicos das diversas formas de encefalite espongiforme - exemplo: a forma bovina, vulgarmente conhecida por mal da vaca louca, que, atualmente, no considerada de risco relevante para os trabalhadores dos servios de sade.

5- CLASSIFICAO DOS AGENTES BIOLGICOSA classificao de risco de um determinado agente biolgico baseia-se em diversos critrios que orientam a avaliao de risco e est, principalmente orientada pelo potencial de risco que oferece ao indivduo, comunidade e ao ambiente. Conforme este documento, os agentes biolgicos so divididos em classes de acordo com os critrios: - Patogenicidade - Alterao gentica ou recombinao gnica - Estabilidade - Virulncia - Modo de transmisso - Endemicidade - Consequncias epidemiolgicas - Disponibilidade de medidas profilticas e de tratamento eficaz.

CLASSE DE RISCO1 2 3 4

RISCO INDIVIDUALBaixo Moderado Elevado Elevado

RISCO DE PROPAGAO COLETIVIDADEBaixo Baixo Moderado Elevado

PROFILAXIA OU TRATAMENTO EFICAZExistem Nem sempre existem Atualmente no existem

*RESUMO DAS CARACTERSTICAS DE CADA CLASSE DE RISCO

6- FONTES DE EXPOSIO E RESERVATRIOS DE AGENTES BIOLGICOSAs fontes de exposio incluem pessoas, animais, objetos ou substncias que abrigam agentes biolgicos, a partir dos quais torna-se possvel a transmisso a um hospedeiro ou a um reservatrio. Reservatrio a pessoa, animal, objeto ou substncia no qual um agente biolgico pode persistir, manter sua viabilidade, crescer ou multiplicar-se, de modo a poder ser transmitido a um hospedeiro. A identificao da fonte de exposio e do reservatrio fundamental para se estabelecerem as medidas de proteo a serem adotadas. Exemplos: o uso de mscara de proteo para doentes portadores de tuberculose pulmonar, a higienizao das mos aps procedimentos como a troca de fraldas em unidades de neonatologia para diminuir o risco de transmisso de hepatite A.

7-VIAS DE TRANSMISSO E DE ENTRADA DOS AGENTES BIOLGICOSO percurso feito pelo agente biolgico a partir da fonte de exposio at o hospedeiro chama-se via de transmisso. Os tecidos ou rgos por onde um agente penetra em um organismo, podendo ocasionar uma doena so as vias de entrada. A entrada pode ser por via cutnea (por contato direto com a pele), parenteral (por inoculao intravenosa, intramuscular, subcutnea), por contato direto com as mucosas, por via respiratria (por inalao) e por via oral (por ingesto). A transmisso e a entrada podem ocorrer das seguintes formas: VIAS DE TRANSMISSODIRETA Transmisso do agente biolgico por meio de veculos ou vetores. INDIRETA

MTODO DE TRANSMISSOTransmisso do agente biolgico sem a intermediao de veculos ou vetores.

EXEMPLOSTransmisso area por bioaerossis; Transmisso por gotculas e contato com a mucosa dos olhos; Transmisso por meio de mos, perfurocortantes, luvas, roupas, instrumentos, vetores, gua, alimentos e superfcies.

VIAS DE ENTRADADIRETO COM AS MUCOSAS PARENTERAL CUTNEA RESPIRATRIA ORAL

MTODO DE ENTRADAMucosa ocular, oral e da pele Por inoculao intravenosa, intramuscular e subcutnea Contato direto com a pele Por inalao Por ingesto

A identificao das vias de transmisso e de entrada determina quais a medidas de proteo que devem ser adotadas. Se a via de transmisso for sangunea, devem ser adotadas medidas que evitem o contato do trabalhador com sangue. No caso de transmisso via area, gotculas ou aerossis, as medidas de proteo consistem na utilizao de barreiras ou obstculos entre a fonte de exposio e o trabalhador (exemplos: adoo de sistema de ar com presso negativa, isolamento do paciente e uso de mscaras).

8-ACIDENTES COM PERFUROCORTANTESNos EUA ocorrem cerca de 1.000 exposies percutneas (parenterais) a material biolgico por dia em hospitais. Na Europa cerca de 1 milho de ferimentos por agulhas por ano Os Nmeros reais so difceis de estimar, a evoluo silenciosa e demorada das doenas, dificulta o nexo causal. O trabalhador d