Rede CLIMA Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças ... · Rede CLIMA. Rede Brasileira de ......

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Rede CLIMA Rede Brasileira de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas Carlos Nobre Centro de Ciência do Sistema Terrestre Instituto Nacional Pesquisas Espaciais - INPE Brasília, 19 de Maio de 2009 Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas

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  • Rede CLIMARede Brasileira de Pesquisa sobre

    Mudanas Climticas

    Carlos NobreCentro de Cincia do Sistema Terrestre

    Instituto Nacional Pesquisas Espaciais - INPE

    Braslia, 19 de Maio de 2009

    Comisso Mista Permanente sobre Mudanas Climticas

  • Antropoceno

    A influncia da humanidade no Planeta Terra nos ltimos sculos tornou-se to significativa a ponto de constituir- se numa nova era geolgica

    Prof. Paul CrutzenPrmio Nobel de Qumica 1995

  • Poder o Brasil, no Sculo XXI, tornar-se uma potncia ambiental ou o primeiro pas

    tropical desenvolvido?

  • Nmero de publicaes por Abrangncia Geogrfica - 2002 - 2007

    Pases desenvolvidos 2153 (81,4%)

    So Paulo24 (0,9%)

    Pasesem

    desenvolvimento328 (13,5%)

    Brasil38 (1,5%)

    Amrica Latina68 (2,7%)

    Seleo de artigos contendo as palavras-chave climate change, a partir de 20 peridicos de veiculao internacional ampla (e. g., Science, Nature, PNAS, etc.), durante os ltimos 5 anos (2002-2007).

    Mdia da contribuio brasileira de 2% (todas as reas)

    Contribuies das instituies paulistas ao conhecimento sobre mudanas climticas

  • Emisses Brasileiras de CO2eq (1994)1%

    55%25%

    2%

    17%

    EnergiaProcessos IndustriaisUso de Solventes e Outros ProdutosAgropecuriaMudana no Uso da Terra e FlorestasTratamento de Resduos

    20%

    Considerando GWP do CH4 = 21

    Foco em reduo dasemisses por usos da terra

    e agricultura

    MITIGAO

  • Perigo/Risco Exposio CapacidadeAdaptativa

    Impacto

    Vulnerabilidade

    Adaptao de Sistemas Humanos

    A complexidade das dimenses humanas.

  • Distribuio da Populao UrbanaFonte: IBGE

  • Projees de mudanas de temperatura, precipitao e ocorrncia de extremos para o final do sculo XXI.Os cenrios considerados so o A2 (altas emisses de carbono) e B2 (baixas emisses).

    Fonte: Ambrizzi et al, 2007; Marengo et al, 2007

  • Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanas Climticas - Rede CLIMA

    Estabelecida no final de 2007 pelo Ministrio de Cincia e Tecnologia para expandir a base de conhecimentos sobre mudanas climticas, seus impactos, adaptao e mitigao.

    Visa aumentar a capacidade do pas a responder aos desafios das mudanas ambientais globais.

    Ir articular mais de 50 instituies nacionais de pesquisa cobrindo todos os aspectos de mudanas ambientais globais.

    Investimento inicial de R$ 10 milhes e previstos R$ 10 milhes anualmente nos prximos trs anos (FNDCT)

    O INPE exercer a Secretaria Executiva da Rede CLIMAEnvolver inicialmente 10 sub-Redes Temticas

  • Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanas Climticas - Rede CLIMA Sub-Redes Temticas

    Recursos HdricosUFPE, Recife

    Desenvolvimento RegionalUnB, Braslia

    Zonas CosteirasFURG, Rio Grande

    Biodiversidade e EcossistemasMPEG, Belm

    CidadesUnicamp, Campinas

    AgriculturaEMBRAPA, Campinas

    Energias RenovveisCOPPE / UFRJ, RJ

    SadeFiocruz, RJEconomia das Mudanas Climticas

    USP, So PauloModelagem ClimticaINPE, SJC / CP

  • Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanas Climticas - Rede CLIMA

    Rede CLIMA ser importante elemento da Poltica e do Plano Nacionais de Mudanas Climticas, articulando o eixo de P&D do Plano.

    Desenvolver capacidade de aumentar influncia de cincia em polticas pblicas.

    Produzir em parceria com MMA, MCT, FBMC, Fruns Estaduais, etc., Primeiro Relatrio Brasileiro de Mudanas Climticas nos moldes do IPCC para o Brasil (base cientfica, IAV, mitigao e recomendaes de polticas pblicas) at 2010.

  • Capacidade Brasileira de Gerar Cenrios de Mudanas Climticas

    Brasil j desenvolveu modelagem climtica regional e gera cenrios climticos futuros para a Amrica do Sul

    Nos prximos 4 anos, ir desenvolver Modelo Brasileiros do Sistema Climtico Global

    Participao do Brasil na gerao de cenrios climticos para o Fifth Assessment Report do IPCC

    Investimentos em infra-estrutura (supercomputador) e capacitao de pessoal

  • A Rede CLIMA irDesenvolver um Modelo Brasileiro do Sistema Climtico Global

    Mid 2000s

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Sulphate

    Aerosol

    Non-sulphate

    Dynamic

    Vegetation

    Atmospheric

    Chemistry

    Aerosol

    Carbon Cycle

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Sulphate

    Aerosol

    Non-sulphateAerosol

    Carbon Cycle

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Sulphate

    Aerosol

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Atmosphere

    Land Surface

    Atmosphere

    Around 2000Late 1990sEarly 1990sMid-1980sMid-1970s

    O Sistema Climtico

  • Mdia sazonal A2 DJF anomalias de precipitao (mm/dia) [(2071-

    2085)-(1961-90)] HadRM3P

    (Ambrizzi et al 2007)

    DJF

    JJA

    MAM

    SON

  • Mdia sazonal DJF A2 anomalias de temperatura (oC) [(2071-2085)-

    (1961-90)]HadRM3P

    (Ambrizzi et al 2007)

  • noites quentes

    noites frias

    dias friosdias

    quentes

    Tendncias de temperatura

    simulada pelo modelo regional Precis

    (2071-2100)

    (Marengo et al 2007)

  • Tendncias de precipitao

    simulada pelo modelo regional

    Precis (2071-2100)

    (Marengo et al 2007)

  • Novo Supercomputador da Rede de Pesquisa em Mudanas Climticas

    Velelocidade sustentata

    15 a 20 TFlops

    Memria 20 TBytesArmazenamento 400 TBytesAquisio 2008Custo totalInfraestrutura e Treinamento

    R$ 37.000.000R$ 11.000.000

    ...

    Este novo sistema computacional colocar o Brasil, em 2009, na6 colocao entre os pases com maior poder computacional em pesquisas sobre Mudanas Climticas

    Ser possvel fazer simulaes com modelos climticos globais com resoluo espacial de at 10 km !

    1 TFlop = 1 trilho de operaes aritmticas por segundo

    }FNDCT - R$ 35.000.000FAPESP - R$ 16.000.000

  • Institutos Nacionais de C&T

    1. Proposta de um Instituto Nacional de Mudanas Climticas em anlise pelo MCT.

    2. Abrangente, associado Rede CLIMA; forte interface com a comunidade cientfica nacional e internacional

  • INCT para Mudanas Climticas

    1. 74 Instituies Nacionais e 14 Instituies Estrangeiras; mais de 400 participantes; 26 sub-projectos de pesquisa, cobrindo todos os aspectos cientficos de mudanas climticas

    2. Abrangente, associado Rede CLIMA.

  • Instituto NacionaL de C&T em Mudanas Climticas

  • Outras Iniciativas de Fomento Pesquisa

    1. Parcerias entre FAPESP e outras FAPs (FAPERJ, FAPEMIG, FAPEAM, FADESP)

    2. Editais da FINEP (projetos da Rede CLIMA) especficos

  • O papel de C&T

    O desafio de uma gerao inventar um novo paradigma de desenvolvimento para o Brasil, baseado em C&T, reconhecendo que os usos racionais dos abundantes recursos naturais renovveis e da biodiversidade podem ser a grande alavanca para o desenvolvimento.

  • Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanas Climticas Globais

    Programa de longa durao: 10 anos Primeiro Edital lanado: R$ 16 milhes Desafio de desenvolver um Modelo Brasileiro

    do Sistema Climtico Global em 4 anos Contribuio ao desenvolvimento de um

    Modelo do Sistema Terrestre, com mdulos de dimenses humanas (e.g., economia).

  • Contedo Contribuies das instituies paulistas ao

    conhecimento sobre mudanas climticas

    O Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas Globais

    Para onde caminha a cincia das mudanas climticas globais

  • Breve Histrico

    Final de 2005: seguindo proposio do IEA-USP, FAPESP organiza reunio para discutir criao de programa de pesquisa em mudanas climticas.

    Escopo e documento cientfico so desenvolvidos em 2006 e 2007, com expressiva participao da comunidade cientfica do Estado de So Paulo (bottom-up approach)

    Parceria com o MCT e CNPq no co-financiamento do Programa firmada em 2008

    Programa oficialmente lanado em agosto de 2008

  • Contribuies das instituies paulistas ao conhecimento sobre mudanas climticas

  • Monitoramento de Gases de Efeito Estufa

    Fonte: P. Alvala, INPE

    METANONatal, Brasil

    Ilha da Asceno

  • TENDNCIA ANUAL DAS Tmax E Tmin (1950TENDNCIA ANUAL DAS Tmax E Tmin (1950--2000)2000)

    Dias frios Noites frias

    Temperatura mxima Temperatura mnima

    Dufek e Ambrizzi

    (2005)

  • TENDNCIA ANUAL E DE EVENTOS EXTREMOS TENDNCIA ANUAL E DE EVENTOS EXTREMOS DA PRECIPITADA PRECIPITAO NO ESTADO DE SO PAULOO NO ESTADO DE SO PAULO

    19501950--20002000

    Dufek e Ambrizzi (2005)

    Tendncia Annual da Precipitao Total

    Tendncia de Eventos comP > 20 mm/dia

  • Resposta dos Raios a Mudanas Climticas em escala Urbana: cidade de So Paulo

    Raios

    Urbanizao

    Pinto and Pinto, JGR, 2008

    Incidncia de Raios X Temperatura por Dcada (1950 - 2000)

    R2 = 0,762

    10

    12

    14

    16

    18

    20

    17,5 18 18,5 19 19,5

    Temperatura (C)

    # R

    aios

    (/10

    .000

    )

    Aumento de 30% por grau

  • Pyrocumulus CloudsPyrocumulus Clouds

    Green Ocean CloudsGreen Ocean Clouds

    Interao de queimadas com o ciclo hidrolgico na Amaznia

  • A adiA adio de o de nncleos de cleos de

    CondensaCondensao o de queimadas de queimadas tem impactos tem impactos profundos na profundos na microfmicrofsica de sica de

    nnvensvens

    Four aerosol regimes of: (A) Blue Ocean,(B) Green Ocean, (C) Smoky clouds, (D) Pyro-clouds

    Note that the narrowing of CDSD and the slowing of its rate of broadening with height for the progressively more aerosol rich regimes from A to D.

    Andreae et al., 2005

    Gotas grandes!

  • 4.7

    4.44.8

    4.9

    pH da Chuva

    4.8 5.66.3 4.8

    Deposii mida de N (kg N/ha.yr)

    Uso da terra, queimadas e alteraes biogeoqumicas

    Relaoentrenmerode focosdequeimadase

    deposiodenitrognio ealteraonopHda

    chuvarelacionadaa coberturadosoloea

    presenadecanade acar

    Martinelli, L.e colaboradores (CENA/USP)

  • 3

    3.5

    4

    4.5

    5

    5.5

    6

    6.5

    7

    7.5

    8

    0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100%

    Taxa de desflorestamento

    re

    a (1

    06 k

    m2 )

    Floresta

    Savana1) Biomas potenciais em equilbrio aps 40% de desflorestamento. Savanizao da Amaznia e semi- deserto no Nordeste. Fonte: Sampaio, 2008.

    2) Biomas potenciais em equilbrio para o cenrio A2 de GEE perodo: 2090-2099. Savanizao da Amaznia e semi-deserto no Nordeste para aumento de temperatura > 4 C. Fonte: Salazar et al., 2007.

    3) O desflorestamento da Amaznia, aumenta a temperatura e diminui a precipitao na regio. H amplificao do fenmeno El Nio- Oscilao Sul. Fonte: Nobre P. et al., 2008.

    Resultados de trs estudos de modelagem para a Amaznia:

    Floresta

    Savana

    rea Total Desmatada (%)

    Nvel Crtico

  • Paved roads in 2010Unpaved roadsMain rivers

    0.0 0.10.1 0.20.2 0.30.3 0.40.4 0.50.5 0.60.6 0.70.7 0.80.8 0.90.9 1.0

    % change 1997 a 2020:

    Baseline Scenario A Hot spots of deflorestation from 1997 a 2020

    So Felix/Iriri (Terra do Meio)

    BR 163 (Cuiab-Santarm)

    South of AmazonasBR 319 (Porto Velho-Manaus)

    New frontiers in Central Amazonia:

    Modelagem da Dinmica de Usos da Terra

  • Quimica da gua e a bacia de drenagem: solo ou uso da terra. Qual o fator mais determinante?

    0

    10

    20

    30

    40

    50

    60

    70

    0 50 100 150 200 250 300 350

    Julian Day

    0

    50

    100

    150

    200

    250

    Q(m3.s1)

    Urup

    JiParan

    emCacoal

    Na bacia do Rio Ji-Paran

    a

    presena de pastagens

    correlacionou diretamente com o

    contedo de nutriente nos rios.

    A correlao entre concentrao

    de nutriente na gua e vazo

    depende da cobertura da terra

    Ballester,M.V.;Victoria,RLecolaboradores

    (CENA/USP)

  • O Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas

    Climticas Globais - PFPMCG

  • PFPMCG Comisso Coordenadora Provisria

    Carlos Afonso Nobre Carlos Alfredo Joly Daniel Joseph Hogan Joo Lima SantAnna Neto Paulo Eduardo Artaxo Netto Paulo Hilrio Nascimento Saldiva Pedro Leite da Silva Dias Reynaldo Luis Victria

  • Desafios do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas Globais

    Deteco e atribuio de causas das mudanas climticas Entendimento dos ciclos biogeoqumicos e biogeoqumicos Variabilidade climtica natural e mudana climtica Modelos do sistema climtico global

    Como mitigar as emisses de gases de efeito estufa?

    Quais so nossas principais vulnerabilidades s mudanas climticas?

    Como aumentar a capacidade adaptativa do pas?

  • Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas

    Globais1. Conseqncias das mudanas climticas globais no

    funcionamento dos ecossistemas, com nfase em biodiversidade e nos ciclos de gua, carbono e nitrognio.

    2. Balano de radiao na atmosfera, aerossis, gases-trao e mudanas dos usos da terra.

    3. Mudanas climticas globais e agricultura e pecuria.4. Energia e gases de efeito estufa: emisses e mitigao.5. Mudanas climticas e efeitos na sade humana.6. Dimenses humanas das mudanas climticas globais:

    impactos, vulnerabilidades e respostas econmicas e sociais, incluindo adaptao s mudanas climticas.

  • Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas

    Globais Modelamento de Clima Global

    Supercomputador FINEP + FAPESP

    Apoio institucional pelo INPE Investimento de R$ 10-12 milhes por ano

    por 10 anos Chamadas pblicas

  • Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas

    Globais Secretaria Executiva no INPE

    Admisso de pessoal para apoio Tcnico e Cientfico

    5 cientistas para apoio aos pesquisadores do PFPMCG em modelamento

    1 Scientific Officer

    Centro de Supercomputao 15 Teraflops sustentvel 30% do tempo dedicado ao PFPMCG

    26/8/2008 mudana climtica global.ppt; C.H. Brito Cruz e Fapesp

    43

  • Secretaria Executiva do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas

    Climticas Globais

    O INPE sediar a Secretaria Executiva e fornecer estrutura de apoio com cinco coordenaes:

    Dados e propriedade intelectual

    Comunicao

    Cientfica

    Relacionamento com polticas pblicas

    Modelagem Climtica e Apoio de Supercomputao

  • Facilitao ao acessoa dados

    Articulao entre os projetos

    Divulgao e comunicaode resultados

    Atividades de treinamentoe capacitao

    Outras funes da Secretaria Executiva

  • Desenvolvimento do Modelo Brasileiro do Sistema Climtico Global:o papel da FAPESP

    Mid 2000s

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Sulphate

    Aerosol

    Non-sulphate

    Dynamic

    Vegetation

    Atmospheric

    Chemistry

    Aerosol

    Carbon Cycle

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Sulphate

    Aerosol

    Non-sulphateAerosol

    Carbon Cycle

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Sulphate

    Aerosol

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Atmosphere

    Land Surface

    Atmosphere

    Around 2000Late 1990sEarly 1990sMid-1980sMid-1970s

    O Sistema Climtico

  • Novo Supercomputador da Rede de Pesquisa em Mudanas Climticas

    Velelocidade sustentata

    15 a 20 TFlops

    Memria 20 TBytesArmazenamento 400 TBytesAquisio 2008Custo totalInfraestrutura e Treinamento

    R$ 37.000.000R$ 11.000.000

    ...

    Este novo sistema computacional colocar o Brasil, em 2009, na6 colocao entre os pases com maior poder computacional em pesquisas sobre Mudanas Climticas

    Ser possvel fazer simulaes com modelos climticos globais com resoluo espacial de at 10 km !

    1 TFlop = 1 trilho de operaes aritmticas por segundo

    }FNDCT - R$ 35.000.000FAPESP - R$ 13.000.000

    Do tempo total de uso do supercomputador, 30% ser de uso exclusivo do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas Globais

  • Apoio ao uso do sistema de supercomputao, uso de modelos e

    cenrios climticos

    A Secretaria Executiva fornecer apoio por especialistas em modelos numricos na utilizao dos recursos computacionais e dos modelos numricos.

    Secretaria Executiva do Programa FAPESP sobre Mudanas Climticas Globais

    Esse apoio de recursos humanos especializados ser utilizado comoauxlio na customizao de modelos numricos e implementao destes no supercomputador, alm de apoiar os pesquisadores no acesso amodelos numricos climticos disponveis no INPE.

    Alm disso, os pesquisadores associados ao Programa FAPESP sobreMudanas Climticas Globais tero pleno acesso a todos os cenriosclimticos futuros elaborados pelo INPE para uso em estudos deimpactos, adaptao e vulnerabilidade, incluindo apoio especializado para utilizao dos cenrios climticos.

  • Editais em 2008 Chamada 1 Pesquisa sobre Mudanas Climticas

    Globais (R$ 13,4 milhes) Propostas ligadas aos trs eixos fundamentais do tema de Mudanas

    Climticas Globais: aumento da base cientfica; impactos, vulnerabilidade e adaptao; e mitigao das emisses de gases de efeito estufa.

    Propostas submetidas at 16 de novembro de 2008 Resultados: Maio de 2009

    Chamada 2 - Desenvolvimento de Modelo do Sistema Climtico Global (R$ 2,6 milhes) Identificao, seleo e apoio a UM projeto de pesquisa fundamental e

    aplicada de classe mundial em Mudanas Climticas, cujo objetivo precpuo seja contribuir para o desenvolvimento de um modelo numrico brasileiro do sistema climtico global para ser utilizado em estudos de mudanas climticas globais e regionais.

    Proposta submetida at 23 de fevereiro de 2009 Resultado: Agosto de 2009

  • Edital em 2009 (em preparao)

    Chamada Impactos das Mudanas Climticas no Estado de So Paulo Propostas que contribuam para a produo de avaliao cientfica

    integrada sobre os impactos multi-setoriais das mudanas climticas no Estado de So Paulo,

  • Eventos do PFPMCG Palestras de Martin Perry, ex-co-presidente do IPCC

    WGII, e Vicente Barros, co-presidente do IPCC WGII (20/10/2008)

    Workshop Internacional Avaliao do Relatrio Stern (3/11/2008)

    Workshop on Physics and Chemistry of Climate Change and Entrepreneurship (26 e 27/2/2009), organizado pela FAPESP, Institute of Physics (IOP) e Royal Society of Chemistry (RSC)

  • Para onde caminha a cincia das mudanas climticas

    globais e o papel do Brasil

  • Para onde caminha a cincia das mudanas climticas globais

    Quantificao de riscos sistmicos

    Reduo das incertezas e projees futuras mais relevantes

    Impactos, adaptao e vulnerabilidade

    Tecnologias de descarbonizao

  • Hotspots do Sistema Terrestre

    Desafios Cientficos das Prximas Duas Dcadas

  • Rede de Colaborao de Instituies Brasileiras

  • Objetivos do PFPMCG

    Deteco e atribuio de causas das mudanas climticas: avanar na quantificao e separao dos sinais climticos sobre a Amrica do Sul pela deteco e atribuio de causas

    Elaborar melhores cenrios de climas futuros para a Amrica do Sul: desenvolver o conhecimento detalhado das mudanas climticas locais e regionais resultantes de um nvel geral de mudanas climticas.

    Avanar com estudos de impactos, vulnerabilidade e adaptao em setores e atividades para o Brasil aplicaes de melhores cenrios de mudanas climticas futuras so necessrias para o rpido desenvolvimento de estudos de impactos e vulnerabilidades para diversos setores e atividades para o Brasil

    Estudar as dimenses humanas das mudanas climticas: a identificao dos arranjos polticos e mecanismos institucionais e valores culturais atravs dos quais as atividades humanas causam mudanas climticas e outras mudanas ambientais um passo essencial para responder a estas mudanas.

  • Objetivos do PFPMCG Aumentar a capacidade brasileira em modelagem do Sistema

    Terrestre e desenvolver modelo brasileiro do sistema climtico global: estabelecimento de um ambiente para o desenvolvimento da cincia do Sistema Terrestre no Estado de So Paulo, como parte de um esforo nacional e internacional para desenvolver observaes e modelos do Sistema Terrestre, especialmente os modelos climticos globais.

    Desenvolver uma componente de inovao tecnolgica na rea de energias renovveis para mitigao de emisses

    Promover pesquisa sobre as interfaces entre cincia e polticas climticas de relevncia ao Brasil para, por um lado, informar tomadores de deciso com respeito s negociaes internacionais das convenes sobre mudanas ambientais globais e, por outro lado, apoiar polticas nacionais de mitigao e adaptao.

    Capacitao da comunidade cientifica do Estado de So Paulo: promover um componente de capacitao com o objetivo de multiplicar a comunidade de pesquisadores do Estado de So Paulo atuando nas questes das mudanas ambientais globais e um componente de comunicao para disseminar seus resultados para os setores governamentais e privados, sistema educacional e

    i d d l

  • Mudanas Climticas Globais

    Carlos NobreCentro de Cincia do Sistema Terrestre

    Instituto Nacional Pesquisas Espaciais - INPE

    Lanamento do

    Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanas Climticas Globais PFPMCG

    So Paulo, 28 de agosto de 2008

  • O Aquecimento inequvoco!Aumento das temperaturas atmosfricas

    Aumento do nvel do mar

    Redues da neve no HN

    e os oceanos

    e a alta atmosfera.

    1896: Arrhenius liga causa a efeito!

    O PROBLEMA

  • Trajetria das Emisses Globais de Combustveis FsseisRaupach et al. 2007, PNAS; Canadell et al. 2007, PNAS

    1990 1995 2000 2005 2010

    CO

    2 Em

    issi

    ons

    (GtC

    y-1)

    5

    6

    7

    8

    9

    10Actual emissions: CDIACActual emissions: EIA450ppm stabilisation650ppm stabilisationA1FI A1B A1T A2 B1 B2

    Taxa constantes de crescimento por 50 anos at 2050

    B1 1,1%,A1B 1,7%,A2 1,8% A1FI 2,4%

    2006

    Observaes2000-2006 3,3%

    Emisses esto alm do cenrio de mais altas emisses!

    DE DIFCIL SOLUO..

  • Contedo Contribuies das instituies paulistas ao

    conhecimento sobre mudanas climticas Desafios do Programa FAPESP de

    Pesquisa em Mudanas Climticas Globais

    Para onde caminha a cincia das mudanas climticas globais

    O apoio do INPE ao PFPMCG

  • Nmero de publicaes por Abrangncia Geogrfica - 2002 - 2007

    Pases desenvolvidos 2153 (81,4%)

    So Paulo24 (0,9%)

    Pasesem

    desenvolvimento328 (13,5%)

    Brasil38 (1,5%)

    Amrica Latina68 (2,7%)

    Seleo de artigos contendo as palavras-chave climate change, a partir de 20 peridicos de veiculao internacional ampla (e. g., Science, Nature, PNAS, etc.), durante os ltimos 5 anos (2002-2007).

    Mdia da contribuio brasileira de 2% (todas as reas)

    Contribuies das instituies paulistas ao conhecimento sobre mudanas climticas

  • Desafios do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas Globais

    Deteco e atribuio de causas das mudanas climticas Entendimento dos ciclos biogeoqumicos e biogeoqumicos Variabilidade climtica natural e mudana climtica Modelos do sistema climtico global

    Como mitigar as emisses de gases de efeito estufa?

    Quais so nossas principais vulnerabilidades s mudanas climticas?

    Como aumentar a capacidade adaptativa do pas?

  • FAPESP ir contribuir para odesenvolvimento de Modelo Brasileiro do Sistema Climtico Global

    Mid 2000s

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Sulphate

    Aerosol

    Non-sulphate

    Dynamic

    Vegetation

    Atmospheric

    Chemistry

    Aerosol

    Carbon Cycle

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Sulphate

    Aerosol

    Non-sulphateAerosol

    Carbon Cycle

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Sulphate

    Aerosol

    Atmosphere

    Land Surface

    Ocean & Sea-Ice

    Atmosphere

    Land Surface

    Atmosphere

    Around 2000Late 1990sEarly 1990sMid-1980sMid-1970s

    O Sistema Climtico

  • Impacto do aumento da temperatura nas reas potencialmente favorveis (verde) para cultivo de soja no Brasil.. Fonte: Eduardo Assad, Embrapa.

    Tendncia de realinhamento do litoral devido a mudana na direo de propagao das ondas

    Tendncia de realinhamento da linha de praia, criando srios problemas em enseadas urbanizadas, e.g. Copacabana, Ipanema-Leblon, etc. (efeitos persistentes) Fonte: Paulo Rosman, COPPE-UFRJ

    Impa

    ctos

    , Ada

    pta

    oe

    Vuln

    erab

    ilida

    de

    Zona

    sC

    oste

    iras

    Agr

    icul

    tura

  • Objetivos do PFPMCG

    Deteco e atribuio de causas das mudanas climticas

    Elaborar melhores cenrios de climas futuros para a Amrica do Sul

    Avanar com estudos de impactos, vulnerabilidade e adaptao em setores e atividades para o Brasil

    Estudar as dimenses humanas das mudanas climticas

  • Objetivos do PFPMCG Aumentar a capacidade brasileira em

    modelagem do Sistema Terrestre e desenvolver modelo brasileiro do sistema climtico global

    Desenvolver uma componente de inovao tecnolgica para mitigao de emisses

    Promover pesquisa sobre as interfaces entre cincia e polticas pblicas de relevncia a negociaes internacionais e para adaptao e mitigao

    Capacitao da comunidade cientifica do Estado de So Paulo

    Nmero do slide 1Nmero do slide 2Poder o Brasil, no Sculo XXI, tornar-se uma potncia ambiental ou o primeiro pas tropical desenvolvido?Nmero de publicaes por Abrangncia Geogrfica - 2002 - 2007Nmero do slide 5Adaptao de Sistemas HumanosNmero do slide 7Nmero do slide 8Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanas Climticas - Rede CLIMANmero do slide 10Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudanas Climticas - Rede CLIMACapacidade Brasileira de Gerar Cenrios de Mudanas ClimticasNmero do slide 13Mdia sazonal A2 DJF anomalias de precipitao (mm/dia) [(2071-2085)-(1961-90)]Mdia sazonal DJF A2 anomalias de temperatura (oC) [(2071-2085)-(1961-90)]Nmero do slide 16Nmero do slide 17Nmero do slide 18Institutos Nacionais de C&T INCT para Mudanas ClimticasInstituto NacionaL de C&T em Mudanas Climticas Outras Iniciativas de Fomento Pesquisa O papel de C&TPrograma FAPESP de Pesquisa em Mudanas Climticas GlobaisContedoBreve HistricoContribuies das instituies paulistas ao conhecimento sobre mudanas climticasMonitoramento de Gases de Efeito EstufaNmero do slide 29TENDNCIA ANUAL E DE EVENTOS EXTREMOS DA PRECIPITAO NO ESTADO DE SO PAULO1950-2000Nmero do slide 31Pyrocumulus CloudsA adio de ncleos de Condensao de queimadas tem impactos profundos na microfsica de nvensNmero do slide 34Nmero do slide 35Nmero do slide 36Nmero do slide 37O Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas Globais - PFPMCGPFPMCG Comisso Coordenadora ProvisriaDesafios do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas GlobaisPrograma FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas GlobaisPrograma FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas GlobaisPrograma FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas GlobaisSecretaria Executivado Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas GlobaisNmero do slide 45Nmero do slide 46Nmero do slide 47Nmero do slide 48Editais em 2008Edital em 2009 (em preparao)Eventos do PFPMCGPara onde caminha a cincia das mudanas climticas globais e o papel do BrasilPara onde caminha a cincia das mudanas climticas globaisHotspots do Sistema TerrestreNmero do slide 55Objetivos do PFPMCGObjetivos do PFPMCGNmero do slide 58O Aquecimento inequvoco! Nmero do slide 60ContedoNmero de publicaes por Abrangncia Geogrfica - 2002 - 2007Desafios do Programa FAPESP de Pesquisa sobre Mudanas Climticas GlobaisNmero do slide 64Nmero do slide 65Objetivos do PFPMCGObjetivos do PFPMCG