Seguranca do profissional risco biologico

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SEGURANÇA DO PROFISSIONAL RISCO BIOLÓGICO Palestrante: Carolina Cardoso de Araujo Ferri

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  • 1. SEGURANA DO PROFISSIONALRISCO BIOLGICOPalestrante: Carolina Cardoso de Araujo Ferri

2. Importncia na Enfermagem Brasil: 1,5 milhes de profissionais So Paulo: 346.730 profissionais* Enfermeiros: 65.981* Tcnicos de Enfermagem: 83. 256* Auxiliares de Enfermagem: 197.493 3. Incidncia de acidentes biolgicos por categoriaEnfermagem 58%Profissionais limpeza 8,3%Mdicos 7%Estudantes da rea da sade 7%Dentistas 2,7%Outras categorias 17%Fonte: Risco Biolgico Biossegurana na Sade Recomendaes Bsicas PMSP-SMS-SP:2007 4. Importncia na EnfermagemPrincipal categoria para exposio Maior grupo nos servios de sade Maior contato direto na assistncia aos pacientes Tipo e frequncia de procedimentos realizadosEquipe de enfermagem e de laboratrio: 70% dos casos comprovados de contaminao 5. Risco Biolgico definido pela probabilidade da exposio ocupacional aagentes biolgicos.Decorre da presena de agentes no ambiente de trabalho: Exposio deliberada 6. Vias de transmisso Direta: transmisso do agente biolgico sem aintermediao de veculos ou vetores.Exemplos: transmisso area por bioaerossis,transmisso por gotculas e contato com amucosa dos olhos; Indireta: transmisso do agente biolgico pormeio de veculos ou vetores.Exemplos: transmisso por meio de mos,perfurocortantes, luvas, roupas, instrumentos,vetores, gua, alimentos e superfcies 7. Vias de EntradaA entrada pode ser por via: Cutnea (por contato direto com a pele), Parenteral (por inoculao intravenosa, intramuscular,subcutnea) Contato direto com as mucosas Via respiratria (por inalao) Via oral (por ingesto) 8. Como se estabelece a exposioVeculo ou Material biolgico sangue, secreo vaginal e smen e tecidos lquidos de serosas(peritoneal, pleural, pericrdico),lquido amnitico, lquor, lquido articular e saliva suor, lgrima, fezes, urina, escarro ar 9. BACTRIASVRUSFUNGOSECTOPARASITASPROTOZORIOS 10. InfluenzaeStaphylococcus sp.Hepatite CMeningitesVrus herpesHepatite BEscabioseHIV Tuberculose 11. Acidentes de trabalho com material biolgicoAteno exposio a sangue e outros materiais biolgicospotencialmente contaminados com o HIV e/ou os vrus dashepatites B e C. devem ser tratados como casos de emergncia mdica para maior eficcia, a profilaxia da infeco pelo HIV eHepatite B necessitam ser iniciadas logo aps aocorrncia do acidente. 12. Exposio a material biolgico1 - Cuidados locais2 - Registro3 - Avaliao da Exposio4 - Avaliao da Fonte5 - Manejo especfico HIV, hepatite B e C6 - Acompanhamento clnico-sorolgico 13. Cuidados locais imediatos Exposies percutneas oucutneas: lavar com gua e sabo. Exposio em mucosas lavar com gua emabundncia ou soluo salinafisiolgica.Contra-Indicaes: procedimentos que aumentam a rea exposta (cortes, injees locais) utilizao de solues irritantes como ter, hipoclorito ou glutaraldedo lavar com esponjas ou outros materiais que possam provocar escarificao dapele. 14. Atendimento ImediatoSero avaliados: Tipo de exposio que ocorreu Material biolgico envolvido Informaes epidemiolgicas, clnicas e sorolgicas paciente-fonte profissional potencialmente contaminado Imunidade relacionada infeco pelo vrus da hepatite BPara exposies envolvendo paciente-fonte desconhecido (material nolixo), sero analisados dados epidemiolgicos para se avaliar apossibilidade de infeco quanto a Hepatite B e C, e HIV. 15. Indicaes Ps-ExposioHepatite B vacina e gamaglobulina hiperimuneHIV medicamentos anti-retrovirais Acompanhamento clnico e epidemiolgico para HIV,Hepatite B ou CProfilaxias ps-exposio no so totalmente eficazes. Assim, apreveno da exposio a materiais biolgicos a principal e mais eficazmedida para evitar a transmisso do HIV e dos vrus da hepatite B e C. 16. HIV - EstatsticasRisco da infeco aps exposio percutnea com sangueinfectado com HIVNmero de profissionais de sade avaliados: 6.955 risco de 0,32Risco da infeco aps exposio mucocutnea ou mucosacom sangue infectado com HIVNmero de profissionais de sade avaliados: 2.910 risco de 0,09% 17. HIVFatores que interferem na transmisso resposta imunolgica do profissional de sade exposto quantidade de vrus presente no material biolgicoRisco aumentado de transmisso Dispositivo com sangue visvel Dispositivo usado intra veia ou artria Leso profunda bito paciente fonte em at 2 meses 18. Risco cumulativoDepende de: natureza e freqncia das exposies probabilidade de a exposio envolver material infectadopelo HIV (prevalncia da infeco pelo HIV entre ospacientes) possibilidade de infeco aps determinado tipo deexposio. 19. Hepatite BMilhes de portadores crnicos do vrus da hepatite B no mundo inteiro,geralmente com infeces que cursam por perodos prolongados sem qualquersintomatologia.Risco ocupacional de contaminao: 100 vezes maior que o risco de soroconverso pelo HIV 10 vezes maior que o risco para o vrus da Hepatite C.O risco de contaminao est relacionado com: o grau de exposio ao sangue no ambiente de trabalho a presena ou no do antgeno HBeAg no paciente-fonte 20. Risco de SoroconversoEm exposies percutneas - sangue sabidamente infectado e presenade HBeAg: o risco de hepatite clnica varia entre 22% e 31% evidncia sorolgica de infeco entre 37% e 62%.Se paciente-fonte somente com a presena de HBsAg (sem HBeAg) risco de hepatite clnica varia de 1% a 6% soroconverso de 23% a 37% 21. Medidas preventivasVacinao contra hepatite B indicada para todos os trabalhadores da rea desade. 3 doses (intervalos de zero, um e seis meses) teste sorolgico anti-HBs para confirmao dapresena de anticorpos protetoresGamaglobulina hiperimune para hepatite B fornece imunidade provisria pelo perodo de 3 a6 meses aps a administrao maior eficcia na profilaxia ps-exposio quandoutilizada dentro das primeiras 24 horas aps oacidente 22. Hepatite CO risco de transmisso: exposies percutneas ou mucosas envolvendo sangue Estimado em 1,8 a 3%.A nica medida eficaz a preveno da ocorrncia do acidente Investigar o paciente-fonte acompanhamento sorolgico do profissional para comprovar doenaocupacional em caso de contaminao 23. Recomendao Realizao de dosagem de transaminase glutmico-pirvica(TGP) no momento e aps 6 semanas, 3 e 6 meses Acompanhamento sorolgico no momento e aps 3 e 6meses Pesquisa de RNA viral nas primeiras 4 a 12 semanas aps aexposioBons resultados com o tratamento de casos agudos de infeco 24. Como minimizar risco de contaminaoConhecimento e Conscientizao Conhecer os agentes etiolgicos e os meios de transmisso Lavagem das mos Imunizaes Manuseio e descarte de prfuro-cortantes Conhecer a rotina para atendimento de acidentes com materialbiolgico Conhecer as limitaes da profilaxia ps-exposio 25. Como minimizar risco de contaminaoEquipamentos de Proteo Individual Luvas (de procedimento, estreis) Mscaras (cirrgicas, N95) Capotes (limpos, estreis, plstico,descartveis) Jaleco Protetor facial Sapato/botas 26. Precaues PadroPrecaues com materiais biolgicos devem ser usadas para TODOS ospacientesPrecaues de barreira material biolgico de QUALQUER paciente devem ser tomadas para prevenir acidentes duranteprocedimentos, limpeza de instrumentais e descarte deprfuro-cortantes 27. Precaues Padro Luvas: necessrias para tocar material biolgico, mucosas oupele no intacta e procedimentos que envolvam risco decontato com qualquer material biolgico Mscaras e protetores oculares: previso de respingo dematerial biolgico Capotes: previso de respingos generalizados Lavagem das mos: SEMPRE necessria aps contato commaterial biolgico e imediatamente a retirada de luvas 28. Estabelece diretrizes bsicas para a implementao demedidas de proteo segurana e sade dostrabalhadores em servios de sadeA Norma Regulamentadora NR 32 um importanteganho e um passo fundamental para a Segurana doTrabalhador da rea da SadeNorma Regulamentadora - NR 32 29. 32.2.4.3 Todo local onde exista possibilidade de exposio aoagente biolgico deve haver lavatrio exclusivo parahigienizao das mos com gua corrente, sabonete lquido,toalha descartvel e lixeira com dispositivo de abertura semcontato manual.32.2.4.3.1 Os quartos ou enfermarias destinados ao isolamentode pacientes portadores de doenas infecto-contagiosa devemconter lavatrio em seu interior.32.2.4.3.2 O uso de luvas no substitui o processo de lavagemdas mos, que deve ocorrer, no mnimo, antes e aps o usodas mesmas.Das Medidas de Proteo 30. Das Medidas de Proteo32.2.4.5 O empregador deve vedar:a) a utilizao de pias de trabalho para fins diversos dos previstos;b) o ato de fumar, o uso de adornos, manuseio de lentes de contatonos postos de trabalho;c) o consumo de alimentos e bebidas nos postos de trabalho;d) a guarda de alimentos em locais no destinados para este fim;e) O uso de calados abertos.32.2.4.6.3 O empregador deve providenciar locais apropriados parafornecimento de vestimentas limpas e para deposio das usadas. 31. Das Medidas de Proteo32.2.4.6.4 A higienizao das vestimentas utilizadas nos centroscirrgicos e obsttricos, servios de tratamento intensivo, unidades depacientes com doenas infectocontagiosa e quando houver contatodireto das vestimentas com material orgnico, deve ser deresponsabilidade de empregador.32.2.4.7 Os equipamentos de proteo Individual EPI,descartveis ou no, devero estar disposio em nmerosuficiente nos postos de trabalho, de forma que seja garantido oimediato fornecimento ou reposio.32.2.4.14 Os trabalhadores que utilizarem objetos perfurocortantesdevem ser os responsveis pelo seu descarte. 32. Das Medidas de Proteo3.2.4.15 So vedados o reencape e a desconexo manual deagulhas.3.2.4.16 Deve ser assegurado o uso de materiaisperfurocortantes com dispositivo de segurana, conformecronograma a ser estabelecido pela Comisso TripartitePermanente Nacional CTPN (Aprovado e acrescentado pelaPortaria GM n 939, de 18 de novembro de 2008). 33. Capacitao32.2.4.9 O empregador deve assegurar capacitao aostrabalhadores, antes do incio das atividades e de formacontinuada, devendo ser ministrada:a) sempre que ocorra uma mudana das condies de exposiodos trabalhadores aos agentes biolgicos;b) durante a jornada de trabalho;c) por profissionais de sade familiarizados com os riscos inerentesaos agentes biolgicos. 34. Capacitao32.2.4.9.1 A capacitao deve ser adaptada evoluo doconhecimento e identificao de novos riscosbiolgicos e deve incluir:a) os dados disponveis sobre riscos potenciais para asade;b) medidas de controle que minimizem a exposio aosagentes;c) normas e procedimentos de higiene;d) utilizao de equipamentos de proteo coletiva,individual e vestimentas de trabalho;e) medidas para a preveno de acidentes e incidentes;f) medidas a serem adotadas pelos trabalhadores no casode ocorrncia de incidentes e acidentes. 35. Informaes32.2.4.10 Em todo local onde exista a possibilidade deexposio a agentes biolgicos, devem ser fornecidas aostrabalhadores instrues escritas, em linguagem acessvel,das rotinas realizadas no local de trabalho e medidas depreveno de acidentes e de doenas relacionadas aotrabalho.32.11.4 A responsabilidade solidria entre contratantese contratados quanto ao cumprimento da NR. 36. Vacinao dos Trabalhadores32.2.4.17.1 A todo trabalhador dos servios de sade deveser fornecido, gratuitamente, programa de imunizao ativacontra ttano, difteria, hepatite B e os estabelecidos noPCMSO.32.2.4.17.2 Sempre que houver vacinas eficazes contraoutros agentes biolgicos a que os trabalhadores esto, oupodero estar, expostos, o empregador deve fornec-lasgratuitamente. 37. CAPTULO I DAS RELAES PROFISSIONAISDIREITOSArt. 1 Exercer a Enfermagem com liberdade, autonomia e ser tratadosegundo os pressupostos e princpios legais, ticos e dos direitoshumanos.RESPONSABILIDADES E DEVERESArt. 7 Comunicar ao COREN e aos rgos competentes, fatos queinfrinjam dispositivos legais e que possam prejudicar o exerccioprofissional.Resoluo COFEN n 311/2007Aprova a reformulao do Cdigo de tica dos profissionais de Enfermagem 38. Resoluo COFEN n 311/2007Aprova a reformulao do Cdigo de tica dos profissionais de EnfermagemSEO IV DAS RELAES COM AS ORGANIZAES EMPREGADORASDIREITOSArt. 63 - Desenvolver suas atividades profissionais em condies de trabalho quepromovam a prpria segurana e a da pessoa, famlia e coletividade sob seuscuidados, e dispor de material e equipamentos de proteo individual ecoletiva, segundo as normas vigentes.Art. 64 - Recusar-se a desenvolver atividades profissionais na falta de material ouequipamentos de proteo individual e coletiva definidos na legislaoespecfica. 39. RefernciaRiscos Biolgicos - Guia Tcnico Os riscos biolgicos no mbito da Norma Regulamentadora N. 32 Braslia2008Manual de Condutas em exposio ocupacional a material biolgico,1999 Ministrio da Sade,Recomendaes para terapia ARV, 2002/2003Portaria GM n 485, de 11 de novembro de 2005 e Portaria GM n 939, de 18 de novembro de 2008Resoluo COFEN n 311 de oito de fevereiro de 2007www.ucsf.edu/hivcntrwww.saude.gov.br 40. OBRIGADA!ContatosEmail: [email protected]: 32256325