Sono & sonhos ; sonhos; ESDE; espiritismo

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Sono & sonhos

Fenmenos de emancipao da almaEstudo sistematizado da doutrina esprita - ESDEPROGRAMA COMPLEMENTARMdulo VII

Emancipao significa o ato de tornar livre ou independente.

ROTEIRO 1 - Sono e sonhos

SONO E SONHO: DIFERENA ENTRE UM E OUTROCincia - As clulas corticais apresentam dois tipos de atividade: o que equivale aos estados de excitao, caracterizado por grande despesa de energia, e o que se define como pensamento inibitrio, destinado, basicamente, reconstituio e reparao da clula. A generalizao dos processos inibitrios responde pela instalao do sono

(Enciclopdia Mirador Internacional. So Paulo, Encyclopaedia Britannica, 1987)

Pensamento inibitrioEstados de excitao

Cincia - Processo intenso que corresponde aos estados paradoxais do sono, isto , queles momentos durante os quais os registros eletroencefalogrficos se aproximam dos que se caracterizam o estado de viglia. Geralmente a parte lembrada da sucesso de imagens ou ideias fantsticas e associaes, apresentadas de maneira provavelmente contnua mente durante o sono.(Enciclopdia Mirador Internacional. So Paulo, Encyclopaedia Britannica, 1987)

Acredite ou no, vamos passar cerca de 12 a 24 anos da nossa vida dormindo!A Noite e o Sono, de Evelyn de Morgan, 1878.

O esprito encarnado no permanece de bom grado no corpo. Quanto mais grosseiro o corpo mais aspira a sua libertao.

400. O Esprito encarnado permanece de bom grado no seu envoltrio corporal?

O Esprito encarnado como se fosse um encarcerado: est preso na carne por laos fludicos que o fazem prisioneiro por determinado tempo. Ele aspira constantemente liberdade, no entanto, a sua conscincia lhe avisa que ele tem um dever a cumprir, que abandonar o corpo antes do tempo poder ser bem pior.

Filosofia Esprita - Volume VIII

preciso que aqueles que se encontram na carne faam mais fora para ficar o mais que puderem nela. As lies so duras, mas compensadoras, e a repetio desta oportunidade bem mais difcil para o corao ansioso de luz. O Esprito encarcerado pode permanecer de bom grado na carne. Se tem evoluo espiritual, ele faz esforo todos os dias na caridade verdadeira, de modo que ela lhe d foras novas em todos os rumos do entendimento; ele usa, na hora de esmorecimento, a orao e a vigilncia. E Jesus no o deixa sozinho no caminho das provas.

O Esprito jamais est inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laos que o prendem ao corpo e, no precisando este ento da sua presena, ele se lana pelo espao e entra em relao mais direta com os outros Espritos.

401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

A Terra apenas o duplo das coisas espirituais.

Convm pensar nisso e procurar entender as coisas do Esprito. O Esprito no fica inativo; ele busca a liberdade parcial, pelo sono, pois nessas sadas que encontramos com mais facilidade os nossos companheiros fora da carne e travamos conversaes com eles acerca dos assuntos que nos convm falar e ouvir.

Enquanto o corpo descansa, a alma trabalha; enquanto o corpo trabalha, a alma trabalha.

402.Como podemos julgar da liberdade do Esprito durante o sono?

Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Esprito mais faculdades do que no estado de viglia. Lembra-se do passado e algumas vezes prev o futuro.

Frederick Grant Banting, mdico canadense e Prmio Nobel de Fisiologia e Medicina, sonhou com um experimento que na realidade significou a descoberta da insulina.Diabetis (sic) ligar ductos pancreticos dos cachorros. Manter cachorros vivos at a parte excrina atrofiar. Tentar isolar a secreo das ilhotas restantes e diminuir a glicosurea (sic).

Benzeno

O qumico orgnico alemo Friedrich August Kekul von Stradonitz Aldrich viu em um sonho que ele estava rodeado por serpentes que formavam um hexgono. Este sonho ajudou o cientista a descobrir a estrutura do anel de benzeno, contendo tomos de carbono de seis membros com a alternncia de ligaes duplas e simples.

Tabela peridica dos elementos

O qumico russo Dmitri Mendeleev inventou e desenvolveu sua tabela peridica dos elementos com base exclusivamente em experimentos cientficos. Mas durante muito tempo no foi possvel determinar a localizao final dos elementos qumicos na tabela, at que em um sonho ele viu a verso final da mesma que durante 140 anos vem sendo usada em todo o mundo.

Estrutura do tomo

Os sonhos de Niels Bohr foram muitas vezes realacionados ao seu trabalho. Em um desses sonhos, ele sonhou com a estrutura do tomo: Bohr viu os eltrons e o ncleo em forma de sistema solar.

Neurologia

O sonho de Otto Loewi, um destacado fisiologista alemo, ganhador o prmio Nobel. A noite antes do Domingo de Pscoa daquele ano eu acordei, acendi a luz e anotei algumas informaes em um papel pequeno e voltei a dormir. Ao acordar s seis da manh, eu revi as notas, mas no conseguia decifr-los. Na noite seguinte, s trs horas, a ideia voltou. Era o projeto de um experimento para determinar se a hiptese de transmisso qumica que tinha pronunciado h 17 anos estava correta. Levantei-me imediatamente, fui at o laboratrio e realizei um experimento simples em um corao de r, como no desenho noturno, escreveu o cientista em sua autobiografia.

Mquina de costura

Elias Howe, inventor americano e pioneiro na criao da mquina de costura, quebrou a cabea para resolver o problema do desenho das agulhas para mquinas de costura, at que em um sonho ele viu uma tribo atacando com lanas. Howe prestou especial ateno para o fato de que as lanas tinham olhos, o que serviu de inspirao para o design atual das agulhas.

Avio Antei

Oleg Antonov, projetista de avies soviticos e um dos fundadores da empresa fabricante de avies Antonov, sonhou com a forma peculiar da cauda de seu lendrio avio Antei.

Seu nome deriva do gigante da mitologia grega Anteu, filho do deus Poseidon e da deusa Gaia. E o ttulo merecido: desenhado na dcada de 1960, este avio de propores titnicas foi feito pelos soviticos para o transporte estratgico de cargas pesadas. Ainda hoje, o Antonov An-22 Antei o maior turbo-hlice do mundo.

Alfabeto armnio

Mesrob Mashtots, o criador do alfabeto armnio, alegou que tinha sido emitido por um anjo em um sonho.

403. Por que no nos lembramos sempre dos sonhos?Em o que chamas sono, s h o repouso do corpo, visto que o Esprito est constantemente em atividade. Recobra, durante o sono, um pouco da sua liberdade e se corresponde com os que lhe so caros, quer neste mundo, quer em outros. Mas, como pesada e grosseira a matria que compe, o corpo dificilmente conserva as impresses que o Esprito recebeu, porque a este no chegaram por intermdio dos rgos corporais.

Quando o Esprito volta ao corpo, ocorre uma espcie de filtragem na lembrana do que ocorreu no mundo espiritual. Esses acontecimentos no so apagados da memria, visto que, pela lei, nada se perde. Entretanto, eles ficam gravados no fundo da conscincia, vindo tona quando necessrio, manifestando-se como lies ou testes para o Esprito.Se nos lembrssemos de todo o ocorrido no mundo dos sonhos, a mente no iria suportar essa carga alm das suas foras e perturbaria a vida na matria.Se as lembranas fossem ...

Lembranas boas demaisLembranas ruins demais

404. Que se deve pensar das significaes atribudas aos sonhos?Os sonhos no so verdadeiros como o entendem os ledores de buena-dicha, pois fora absurdo crer-se que sonhar com tal coisa anuncia tal outra. So verdadeiros no sentido de que apresentam imagens que para o Esprito tm realidade, porm que, frequentemente, nenhuma relao guardam com o que se passa na vida corporal.

Os sonhos so o produto da emancipao da alma, que se torna mais independente pela suspenso da vida ativa e de relao. Da uma espcie de clarividncia indefinida, que se estende aos lugares os mais distantes ou que jamais se viu, e algumas vezes mesmo a outros mundos. Da tambm a lembrana que retraa na memria os acontecimentos verificados na existncia presente ou nas existncias anteriores. A extravagncia das imagens referentes ao que se passa ou se passou em mundos desconhecidos entremeadas de coisas do mundo atual formam esses conjuntos bizarros e confusos que parecem no ter senso nem nexo.(Allan Kardec)

A incoerncia dos sonhos ainda se explica pelas lacunas decorrentes da lembrana incompleta do que nos apareceu no sonho. Tal como um relato ao qual se tivessem truncado frases ou partes de frases ao acaso: os fragmentos restantes sendo reunidos, perderiam toda significao racional.

Allan Kardec

405. Acontece com frequncia verem-se em sonho coisas que parecem um pressentimento, que, afinal, no se confirma. A que se deve atribuir isto?Pode suceder que tais pressentimentos venham a confirmar-se apenas para o Esprito. Quer dizer que este viu aquilo que desejava, foi ao seu encontro. preciso no esquecer que, durante o sono, a alma est mais ou menos sob a influncia da matria e que, por conseguinte, nunca se liberta completamente de suas ideias terrenas, donde resulta que as preocupaes do estado de viglia podem dar ao que se v a aparncia do que se deseja, ou do que se teme. A isto que, em verdade, cabe chamar-se efeito da imaginao. Sempre que uma ideia nos preocupa fortemente, tudo o que vemos se nos mostra ligado a essa ideia.

406. Quando vemos em sonho pessoas vivas, que conhecemos perfeitamente, praticarem atos em que absolutamente no pensam, no isso um efeito de pura imaginao?

Em que absolutamente no pensam? Como o sabes? Seus Espritos podem vir visitar o teu, como o teu pode visitar os deles, e nem sempre sabes o que pensam. Alm disso, frequentemente aplicais, a pessoas que conheceis, e segundo os vossos desejos, aquilo que se passou ou se passa em outras existncias.

407. necessrio o sono completo para a emancipao do Esprito?